Perdas de água no Brasil

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A média brasileira de perdas de água é de aproximadamente 40% (incluindo perdas reais e aparentes), mas em algumas empresas de saneamento essas perdas superam 60%

O cenário brasileiro de perdas de água no setor de saneamento é bastante problemático. A média brasileira de perdas de água é de aproximadamente 40% (incluindo perdas reais e aparentes), mas em algumas empresas de saneamento essas perdas superam 60%. O elevado índice de perdas de água reduz o faturamento das empresas e, consequentemente, sua capacidade de investir e obter financiamentos.

Além disso, gera danos ao meio-ambiente na medida em que obriga as empresas de saneamento a buscarem novos mananciais. O número insuficiente de profissionais do setor – e muitas vezes a qualidade técnica -, como ocorre em algumas regiões do Brasil, é um dos maiores entraves para o enfrentamento do problema, como analisa o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Dante Ragazzi Pauli. “As perdas de água representam um dos maiores desafios e dificuldades para a adequada distribuição de água no Brasil e o nível de combate às perdas tem sido muito desigual pelos estados brasileiros”.

Para Dante, há a clara necessidade de mínima adequação (qualitativa e quantitativa), por parte dos operadores, dos profissionais que serão alocados na atividade, a capacitação deles, a garantia de recursos financeiros e muita perseverança. “As estratégias brasileiras para redução de perdas de água devem combinar ações estruturantes (de gestão de ativos) e ações estruturais (de ampliação e melhoria dos ativos).”

No Brasil, os indicadores estão longe do observado em países desenvolvidos (Japão, Alemanha, Austrália podem ser citados como referenciais) e a situação de perdas é muito desigual quando se comparam unidades da federação, operadores públicos e privados de saneamento básico. O Plansab, aprovado em dezembro de 2013, e do qual não se tem notícias, definiu para o índice o valor de 31% em 2033.

“Ocorre que a situação atual dos prestadores de serviço não favorece os investimentos em redução de perdas. Parte importante dos operadores brasileiros não possui quadro de profissionais suficientemente preparados tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo. Assim, desconhece as principais características do sistema que opera; em alguns, há escassez de equipamentos e instrumentos, como macro e micromedidores”, explica.

Além disso, devem ser citados outros problemas, tais como a ­baixa capacidade dos operadores de se financiar e a ausência de flexibilidade das operadoras de saneamento para alterar seus orçamentos. “Cabe aos operadores, independentemente da estratégia que adotem para o combate às perdas, o pleno conhecimento dos sistemas que operam.”

O presidente da ABES observa que a atual crise hídrica que assola boa parte do Brasil faz aparecer uma série de “especialistas” no assunto, que passam a impressão de que a queda de perdas a níveis aceitáveis é tarefa simples. “Não é, ainda mais ao perceber a situação caótica de muitos de nossos operadores e a falta de comprometimento de boa parte de nossos governantes nas três esferas de governo. Lembremos que o Japão, já acima citado como uma de nossas referências, demorou décadas para atingir o índice atual. Tóquio, hoje tem perdas que beiram os 5%”.

Para Dante, as estratégias que podem ser adotadas jamais podem perder de foco que o ponto de partida para enfrentar o problema das perdas de água é o estabelecimento, por parte dos operadores, de um mínimo de profissionais destacados para o desafio.

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