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Eduardo Moura

Num dos últimos livros de Goldratt (The Choice), li a seguinte frase do filósofo Seneca: “Sorte é quando a preparação se encontra com a oportunidade”. Interessante… Isso significa que alguém não poderá aproveitar uma oportunidade (isto é, ter “sorte”) se não estiver “pré-parado” (isto é, aprontar-se com antecedência). Existem  dois tipos de erros que as pessoas (e por consequência as organizações) podem cometer com respeito a isso.

O primeiro é não se preparar para poder identificar e aproveitar as inúmeras oportunidades que estão por aí, à espera de serem encontradas. A consequência desse primeiro erro é ficar esperando que a sorte seja entregue de bandeja, e como isso é extremamente raro, desenvolve-se a percepção de que a realidade é cruel e injusta. E,  para não ter que reconhecer o duro fato de ser incompetente, desenvolvem-se mecanismos de autoproteção, como por exemplo, colocar a culpa em terceiros (cônjuge, família, governo, concorrentes etc. – e sobram acusações até mesmo para Deus!).

No âmbito pessoal, o trágico resultado desse primeiro erro é viver toda uma vida de forma absolutamente vegetativa e irrelevante e, ao chegar no final dela, olhar para trás e amargamente constatar que passamos por este planeta sem deixar nenhuma marca. Já no âmbito empresarial, o resultado é uma organização que vive à mercê dos ventos e ondas do mercado, e como o oceano dos negócios é cada vez mais turbulento, corre-se um risco cada vez maior de naufragar sem deixar vestígios.

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O segundo tipo de erro é preparar-se de maneira equivocada, com base em falsas premissas, informação incorreta, modelos obsoletos ou métodos ineficazes (e tais coisas existem de montão, várias delas discutidas em artigos anteriores). Para ilustrar o ponto: alguém deseja fixar um parafuso (a oportunidade) e escolhe para isso um martelo (a preparação equivocada).

Mas como podemos então, tanto no âmbito pessoal quanto empresarial, estar preparados para identificar e explorar as oportunidades? Naquele mesmo livro, Goldratt dá a receita: a melhor forma de preparação é pensar claramente em termos de causa e efeito.

Já nascemos com esse dom, mas infelizmente em vez de desenvolvê-lo, deixamos que o mesmo se atrofie devido a diversos fatores, começando com o atual sistema de ensino. Basta contrastar um típico garotinho (com sua insistente pergunta “por que?”) com um idoso acomodado às circunstâncias da vida.

Bem, a boa notícia aqui é que o método que permite desenvolver nossa habilidade para pensar claramente em termos de causa e efeito já está disponível: trata-se do Thinking Process (TP), o processo de raciocínio lógico da Teoria das Restrições. Com ele, podemos desvendar qualquer situação complexa e identificar os poucos fatores que a governam. E outra boa notícia é que, no livro mencionado acima, Goldratt expõe os princípios que orientam a aplicação eficaz do TP, tanto para a vida pessoal quanto profissional.

Aprender e aplicar este poderoso método pode provocar grandes transformações em nossa compreensão da realidade, com todos os benefícios que podem resultar disso. Se você ainda não conhece o TP, recomendo fortemente buscar fazê-lo, o mais rápido possível!

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

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Antes só do que mal acompanhado

VÍDEO EXPLICATIVO

Apresentando os novos requisitos e as alterações para a ISO 9001:2015

Tem sido verificado em todo o mundo, nos últimos anos, um significativo aumento no interesse pelo desenvolvimento de Sistemas de Gestão “integrados”

Embora o MASP seja normalmente aplicado em equipes multidisciplinares, nada impede que ele seja usado por uma única pessoa. Em alguns casos isso seria até vantajoso

Claudemir Oribe
“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que não fez nada, porque poderia fazer apenas um pouco.”  Edmund Blake – filósofo e político anglo-irlandês do Século 18.

Embora possa soar estranha, e por vezes até discutível, a frase “antes só do que mal acompanhado” faz parte da cultura popular. Ela já foi tema de música, de filme, de publicações, além de ser impossível não recorrer a ela quando se discute relacionamentos pouco saudáveis. A assertiva diz respeito ao antagonismo entre a iniciativa, ou empreendimento, pessoal e o coletivo, bem como o efeito negativo de se tentar toma-la acompanhado de quem nada tem a contribuir, ou de quem poderia até mesmo impedir o avanço rumo a um objetivo. A frase “muito ajuda quem não atrapalha”, seria uma frase irmã daquela (i).

Não se trata de entrar no mérito da pertinência de tais expressões. Certamente, elas caíram no repertório do conhecimento popular por que, provavelmente, se apresentam de forma correta na maioria das vezes e incorreta na minoria. A questão que se coloca diante do contexto de resolução de problemas é se haveria casos em que uma quantidade maior de pessoas, ou pessoas com algum perfil específico, podem atrapalhar ou impedir o desenvolvimento de um projeto. Se positivo, quais seriam esses casos, em quais contextos e para quais perfis de pessoas.

Aplicar o MASP sozinho, sem uma equipe (ii), é como delegar a elucidação de um crime a um único investigador de polícia. Todo o trabalho investigativo, a formulação de teorias explicativas e coleta de evidências ficarão a seu cargo. E, para o bem ou para o mal, ele estará sob a observação dos pares e da chefia, cujo apoio nem sempre existe ou é positivo (iii).

Falando primeiramente do contexto, o MASP pode ser aplicado individualmente quando não há recursos humanos disponíveis para uma composição de uma equipe. O excesso de trabalho indisponibiliza as pessoas para participação, o que não significa que não poderiam ajudar ad hoc. De fato, é preciso reconhecer que reuniões demandam muito mais tempo do que o necessário para discussões produtivas, numa proporção mínima de 3 para 1. Se esses recursos humanos não existem ou não estão disponíveis a empresa pode estimular a cooperação, para que troquem e forneçam informações e deem um pouco de si para o projeto alheio, mesmo que cada um esteja conduzindo seu próprio. Um sistema de avaliação e de reconhecimento, para distribuição do mérito, pode estimular o comportamento cooperativo.

Quanto aos casos, o MASP pode ser aplicado por uma única pessoa quando há urgência na resolução. Afinal, uma pessoa sempre anda mais rápido do que um grupo seja fisicamente, mentalmente e principalmente socialmente. Se você estiver com um grupo que sofreu um acidente e precisa de socorro imediato, se não houver obstáculos intransponíveis, uma pessoa sozinha pode encontrar a ajuda de forma muito mais rápida do que acompanhada. Pessoas precisam ser convencidas e suas objeções ouvidas e consideradas, mesmo que não tenham sentido.

Quanto menos pessoas houver, melhor é o andamento do processo, embora possa haver um risco maior que precisa ser assumido. Se o MASP for aplicado sozinho, até o tempo de um ciclo errado e a retomada para um novo ciclo pode ser feito de maneira muito mais rápida, pois nem o constrangimento do insucesso será menor.

Quanto ao perfil das pessoas, o MASP pode muito bem ser aplicado por uma pessoa de perfil empreendedor. O empreendedor é naturalmente multidisciplinar e já está habituado a buscar ajuda temporária e a derrubar barreiras. Ele é dotado de autoconfiança e de determinação suficientes, não precisando de um ambiente psicossocial positivo para estar motivado. O desafio por si só é combustível suficiente para fazer aquilo que ninguém nunca fez. Talvez seja por isso que muitas empresas estejam fomentando o empreendedorismo interno, pois diante do tempo escasso, do excesso de dificuldades e da necessidade de inovação é o profissional empreendedor que pode atuar como “um trator” e fazer a coisa acontecer.

Já em relação ao perfil negativo, existem muitos tipos característicos que, sem treinamento adequado, deveriam ser evitados num time de resolução de problemas. Em primeiro lugar está aquele que realmente nada tem a contribuir, pois não possui experiência e nem habilidades necessárias. Isso costuma acontecer quando o departamento, envolvido com o problema, delega um estagiário ou funcionário ocioso para representar a área. Evidentemente, não há nada contra estagiários, mas seu potencial de contribuição é naturalmente menor do que alguém com experiência de anos no processo alvo.

Além disso, existem ainda os não treinados, os prolixos, os preguiçosos, os confusos, os desmotivados, as estrelas – que gostam apenas de expor sua vaidade – e os piores, os interesseiros, para quem o processo de resolução representa uma ameaça ao seu status quo, ou uma oportunidade para alavancar outros interesses de poder ou de prestígio. Com membros assim numa equipe de MASP, é possível afirmar sem titubear: antes só, pois certamente estará mal acompanhado, ocasionando discussões sem fim, tarefas não cumpridas, discussões de causos, conflitos, dúvidas, pessimismo e outros tantos fenômenos comportamentais adversos.

Para encerrar, é preciso enfatizar que a aplicação individual do MASP exige uma quantidade de formação e treinamento muito superior, pois não haverão outros membros para sanar eventuais lacunas cognitivas do método, das ferramentas, dos processos ou das soluções. Aqui, uma cabeça pensa por todas e, portanto, para aplicar o MASP sozinho é preciso saber muito (iv). É preciso ser um MASP Master!

Claudemir Oribe é Mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO. Direção: John Hughes. Produção: John Hughes. Intérpretes: Steve Martin, John Candy, Kevin Bacon e outros. Roteiro: John Hughes. Los Angeles: Paramount Pictures, 1987. 1 DVD (123 min.), Color.

MARTINS, Daniel. Antes só do que mal acompanhado! Disponível em http://www.administradores.com.br/. Acessado em 05/04/2015.

MATHUZALÉM. Antes só, do que mal acompanhado. Intérprete Altemar Dutra. São Paulo, RCA Victor: 1975. 1 LP.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. Os Tipos de Grupos de Aplicação do MASP. Revista Banas Qualidade. São Paulo: Editora EPSE, n. 234/43, novembro 2011. p. 64.

Notas:


[i] Há outra frase que também se assemelha, mas que guarda certa agressividade, egocentrismo e, certamente, um uso limitado, que é “se queres algo bem feito, faça-o você mesmo”.

[ii] Normalmente o MASP é aplicado em Círculos de Controle da Qualidade – CCQs, focados no aprendizado, e em Grupos de Melhoria da Qualidade (ou Contínua), que focam o resultado.

[iii] O contexto da aplicação, o suporte técnico e político podem influenciar muito a motivação para o desenvolvimento de um projeto. Este é um elemento que não deve ser desprezado.

[iv] Além de conhecimento técnico profundo do processo, é necessário um treinamento mínimo de 16 horas no MASP mas 16 a 24 em ferramentas da qualidade. Habilidades em planilhas eletrônicas e autonomia para transitar pelas áreas será muito útil para analisar dados e buscar evidências e providenciar soluções.