O que é que, no fundo, torna uma empresa excelente?

VÍDEO EXPLICATIVO

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet
As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

Eduardo Moura

A resposta mais fácil para a pergunta acima seria: vários e diversos fatores se somam para produzirem no final uma empresa excelente. Resposta fácil, rápida, correta, mas… inútil, porque não nos leva a nenhum aprendizado relevante, a não ser a passiva constatação de que a realidade é complexa e que, em se tratando de excelência empresarial, cada caso é um caso: não é possível generalizar.

Entretanto, aprendi com Goldratt em seu livro “The Choice” que “a realidade é sumamente simples” e que as causas convergem para um único, ou muito poucos, fatores chave. Por isso, vale a pena insistir em buscar esse fator crítico, pois encontrá-lo pode trazer uma vantagem competitiva decisiva para os que descobrirem e souberem explorar o tal fator.

Para alguns, o segredo está na tecnologia. Afinal, estamos em um mundo cada vez mais sofisticado e dependente de soluções tecnológicas, e é claro que ninguém pode ser competitivo com tecnologia obsoleta.

Além disso, não vemos nenhuma empresa excelente que não conte com tecnologia de ponta. Mas você compra a tecnologia mais avançada hoje, e no dia seguinte os concorrentes também compram, de modo que lá se foi a vantagem competitiva.

E, para o desespero dos compradores e alegria dos vendedores, logo em seguida lançam no mercado uma nova tecnologia, de modo que nos deparamos continuamente com a tentação de entrar na ciranda do modismo tecnológico. Não seria esse, portanto, o fator fundamental que buscamos. Como já disse Goldratt: a tecnologia é necessária, porém não suficiente.

Para outros a diferença está no marketing. Afinal de contas, se o mercado não conhecer as virtudes do produto, ninguém compra. Mas é evidente que não poderemos manter vendas crescentes e sustentáveis se o produto não for a melhor solução para os clientes.

Será então que a chave do negócio são produtos excelentes? Afinal, a expressão mais evidente da excelência são produtos que atraem e fascinam os clientes. Mas se tais produtos não forem bem bolados, se não houver pessoas brilhantes que saibam identificar necessidades não satisfeitas dos clientes e ter ideias inovadoras que as satisfaçam, não existe produto competitivo. Hmm… Parece que estamos chegando a um fator de fundo. Seriam então as pessoas que desenvolvem o produto o fator chave que buscamos?

empleados

Pode ser, mas se não houver processos excelentes que realizem os tais produtos, por mais geniais que eles sejam, no final teremos clientes insatisfeitos com problemas de qualidade do produto ou serviço. E, pelo menos na esmagadora maioria dos casos, não é possível ter processos excelentes se não houver pessoas que saibam como operá-los.

E, de novo, chegamos às pessoas como o fator chave fundamental da excelência. Não é à toa que circula por aí a conhecida frase: “o principal ativo de uma empresa são as pessoas”.

Mas ainda falta algo… Há pessoas em todas as empresas, sejam elas excelentes ou péssimas. Portanto, a resposta não pode estar simplesmente nas “pessoas”, genericamente falando. Nunca gostei muito daquela frase, porque coloca as pessoas como “ativo”, igual a qualquer outro bem material que a empresa possui.

E menos ainda depois que li o livro “Good to Great” de Jim Collins (traduzido em português como “Empresas Feitas para Vencer”). A partir das evidências dessa brilhante pesquisa, o autor conclui algo simplesmente vital: “O principal ativo de uma empresa não são as pessoas. As pessoas corretas, sim.”

Eis aí o fator chave da excelência! Já havia chegado a essa conclusão (modéstia à parte) há vários anos atrás, e resumi o conceito numa frase que colocamos nos certificados que emitimos para Green Belts e Black Belts: “Se refletirmos profundamente sobre o fator fundamental que explica o sucesso de uma empresa, não encontraremos a resposta em nenhum aspecto tangível como capital, tecnologia ou estratégia, mas sim na imponderável virtude de pessoas que crêem num futuro melhor, que têm um coração ensinável e que se esforçam diariamente para atingir um estado superior de desempenho”.

Essas “pessoas corretas” darão o melhor de si não pelo quanto vão ganhar com isso, mas simplesmente porque seu código genético de excelência não lhes permite fazer trabalho “mais ou menos” bom. Elas desfrutam do trabalho que fazem, e não precisam de cenoura e nem chicote para se motivarem; elas são automotivadas.

Elas insistem em praticar a excelência mesmo estando em empresas medíocres, que colocam limitações e barreiras formais e informais diante das pessoas. Pessoas corretas não precisam de um chefe que as vigie e controle, porque são autodisciplinadas.

Basta-lhes um líder que lhes mostre um propósito inspirador, que seja compatível com seus padrões internos de excelência. Bem-aventurada a empresa que souber identificar, atrair, reter e desenvolver tais pessoas!

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Quatro dicas sobre como agir quando tentam puxar seu tapete

COLETÂNEAS

Especialista explica o que fazer quando algum colega de trabalho tentar prejudicar você.

Um bom ambiente de trabalho é indispensável para que as pessoas exerçam suas funções de maneira plena e efetiva. Porém, as vezes, o problema não está nas ferramentas de trabalho ou no ambiente físico em si, mas sim nas pessoas.

Quem nunca ouviu casos de pessoas que tentam puxar o tapete de seus colegas de trabalho? Apesar de, muitas vezes, serem difíceis de identificar, esse tipo de colega está presente nos mais diferentes locais, desde hospitais, até imobiliárias.

Por diversas vezes, a vontade de prejudicar alguém vem da inveja que pode ser despertada em uma pessoa que percebe que seu colega se sai melhor no trabalho, consegue bater as metas com mais facilidade e tem um bom relacionamento com clientes, por exemplo. “No mercado imobiliário, é comum casos como este, em que a facilidade de se comunicar com um cliente e efetuar a venda, por exemplo, pode  causar um sentimento de irritação no colega ao lado, que não possui as mesmas características”, explica Madalena Feliciano, Diretora de Projetos da empresa Outliers Careers.

Madalena afirma que, apesar de ser difícil, é possível identificar quando uma pessoa toma certas atitudes propositalmente, para prejudicar a outra. A especialista cita atitudes que podem ser tomadas, a fim de evitar ser prejudicado em situações comuns que acontecem quando alguém tenta “puxar seu tapete”.

1.   Quando roubam seu crédito, apresentando sua ideia como se fosse autoria de outros:

Para se prevenir contra esse tipo de situação, a coisa mais segura a se fazer é enviar e-mails que falam sobre seu projeto em cópia a outros, inclusive para o chefe. Madalena orienta evitar “cópia oculta” , pois mostra que você está fazendo as coisas de maneira correta. “Caso alguém tenha roubado seu trabalho ou ideia, faça perguntas, por exemplo, a seu chefe, de maneira que ele se questione sobre a real autoria do projeto. Em uma apresentação, ainda é possível falar na frente de todos, de maneira calma, por que seu colega está tomando para si o crédito”, explica Madalena.

2.   Quando falam mal de você:

A coach adverte: falar diretamente com a pessoa é o melhor a se fazer, para procurar entender por que a pessoa está tendo este tipo de atitude, se foi algo que você possa ter feito sem querer, etc. “Outras atitudes, como falar para seu chefe, ou devolver na mesma moeda, passam a imagem de imaturidade”, pontua.

3.   Quando tentam excluí-lo de projetos:

Nesse caso, o melhor a fazer é puxar a pessoa de lado, seja em um café ou almoço, e perguntar o que houve, e por que você não participará do projeto. “Às vezes, existe uma boa razão pra isso, mas nossa cabeça não consegue percebê-la, e fica imaginando coisas que não existem”, pondera a coach.

4.   Quando tentam passar por cima de você:

Neste caso, o comum é a pessoa inventar coisas como, por exemplo, que tentou entrar em contato para pedir uma opinião sobre um projeto, ou convidou-o para participar de algo, mas você recusou. “Nesta situação, comece a questionar, o colega, na frente dos outros integrantes da equipe, mostrando que você realmente se interessa pelo assunto, mas está faltando integridade por parte dele”, finaliza Madalena.