Mapeando perfis comportamentais e talentos de cada indivíduo

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Muitas pessoas não se conhecem bem. Apesar dessa frase soar estranha, isso é mais comum do que se pensa, pois esses indivíduos não conseguem identificar com facilidade suas qualidades, defeitos e, até mesmo, quais são seus sonhos e aspirações, o que impede que eles se tornem líderes.

Se autoconhecer, e saber qual é o seu tipo de liderança é fundamental.  Segundo Andreia Rego, que trabalha com coaching e psicanálise, saber detalhadamente o perfil do líder é primordial para uma vida harmônica, direcionando cada vez mais o pessoal e o profissional para o equilíbrio e satisfação. “O estilo da liderança é muito importante, pois indica quais são as atitudes e maneira de ser de cada pessoa. Basicamente, não podemos deixar de ressaltar que o estilo de liderança está muito ligado ao modo de vida do profissional”, explica ela, que é master business em administração com ênfase em humanas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Andreia ainda fala que a estrutura pessoal envolve-se com a esfera de trabalho, onde seu empenho será desenvolvido de acordo com o ambiente, cargo, cobranças, agilidade nas entregas, qualidade de serviço, etc. “Na linguagem da metodologia DISC, a qual aplico por meio do processo de coaching, a palavra estilo equivale a ser flexível, ou seja, o estilo de liderança depende da situação. Um líder de sucesso, de modo geral, é aquele que flexibiliza pessoas e processo, põe em foco seus colaboradores, aprende com rapidez, gerencia o ambiente de mudança, tem iniciativa própria e tem alto desempenho”, afirma.

De acordo com ela, que realiza consultoria DISC, dentro dos processos de coaching executivo/liderança, para mapear perfis comportamentais e talentos de cada indivíduo, esses ingredientes são encontrados nos comportamentos e tipos de personalidades, sendo mais destacados em uns e menos em outros.

A coach exemplificou os quatros perfis de liderança DISC (D = Dominância I = Influência S = Estabilidade C = Conformidade ) da maneira que ela relaciona. Confira:

  1. O Dirigente: é um estilo de liderança do líder que tem um comportamento ‘altamente Dominante’. Geralmente, é um líder exigente. Muito presente, é demarcador à sua posição e leva a equipe à ação. O D = Dominância alto tem um estilo direto de gerenciamento, lida facilmente com situações estressantes, toma decisões rápidas, não tem medo de errar. Contudo, com o foco em resultados, tem dificuldades para ouvir sua equipe e respeitar regras. Estes são alguns dos alertas a serem observados e cuidados.
  2. O Persuasivo: é um estilo de liderança do líder que demonstra ‘alta Influência’. Este prefere criar uma atmosfera amigável e aberta com seus parceiros. O I = Influência alto gosta de desenvolver relacionamentos interpessoais fortes. Este líder confia na sua habilidade de ‘vender’ ideias, sendo receptivo para ouvir novas sugestões. Mesmo tendo um perfil assertivo, valoriza o trabalho em equipe. Toma decisões rápidas e gosta de estar envolvido em todos os assuntos. Um dos alertas desse perfil é a impaciência para lidar com detalhes e minúcias.
  3. O Apoiador: é um estilo de liderança baseado na ‘alta Estabilidade’, onde tende a se ver prestando um serviço para os integrantes da equipe, mais que os orientando. O S = Estabilidade alto oferece apoio quando necessário e espera receber o mesmo apoio dos colaboradores. É calmo, tranqüilo, cordial com as pessoas, hábil para dar instruções, sendo seu foco mais direcionado para pessoas. Gosta de atuar em ambientes estruturados e organizados, onde se sente seguro. Suas decisões levam mais tempo, pois são ponderadas. Um dos pontos a se cuidar é o fato de não lidar muito bem com mudanças bruscas e riscos.
  4. O Criterioso: é o estilo de liderança com ‘alta conformidade’. Este líder trabalha com planejamento e estrutura. O C = Conformidade alto tenta impor autoridade por meio de normas e procedimentos. Seu estilo é baseado em bom senso e disciplina. Gosta de preparar trabalhos de alta qualidade. É detalhado e se aprofunda em análises. Um ponto a ser observado é o cuidado com rigidez em excesso, pois pode não aceitar outros tipos de argumentações.

Com o mapeamento dos perfis de liderança, a coach afirma que é possível trabalhar com o diagnóstico para integrar ações concretas ao seu desempenho. “Nesse sentido, o coaching ajuda o profissional a investir no autoconhecimento, para a construção de um PDI – Plano Individual de Desenvolvimento, através da ferramenta DISC”, finaliza.

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Alessandra Assad, do Instituto MVC

“Se uma empresa demonstrar que tem os valores iguais aos meus, eu caso com ela”. A declaração publicada numa revista de negócios brasileira veio de uma jovem Trainee de uma multinacional. E o que parece complicado, a grosso modo, se faz parecer assim tão simples. Será mesmo que um casamento envolve só os mesmos valores? O que mais importa na hora de você selecionar alguém para passar o resto da vida junto com você?

Com as empresas não é diferente. O que mudou com o tempo foram os movimentos das gerações. Da mesma forma que antigamente casamento era para vida toda, em meados da década de 80, já se valorizava bastante o profissional que tivesse passado por muitas empresas diferentes. Na época, acreditava-se que isso era sinônimo de experiência. E não por coincidência, foi uma década na qual registrou uma geração infeliz no casamento também. Veja que coincidência esquisita.

Hoje sabemos que esta troca constante pode ser considerada algo negativo, dependendo da empresa em que trabalha, do cargo exercido, e da estratégia da sua carreira. Passar mais de dez anos em uma única empresa já pode novamente significar sabedoria e experiência. Por que não, realização?

Veja só o que aconteceu com Jose, que entrou na onda de ficar trocando de empresa porque achava justamente que poderia abrir o seu campo de visão profissional se tivesse experiências múltiplas. Ao longo de sete anos, trabalhou em quatro empresas, em diferentes cargos, e áreas de negócios. Ele conta que a empresa onde começou sua carreira, até hoje deixa saudades. “Cada vez que eu mudo de empresa, no fundo o que eu procuro é o clima organizacional parecido com o que aquela primeira empresa me oferecia. Eu nunca fui tão feliz em minha vida, e lá eu poderia ter crescido tanto quanto cresci aqui fora, só que eu não sabia disso. Tinha sede de experiências novas e diferentes. E a experiência que adquiri do lado de fora foi muito válida, mas me mostrou principalmente o quanto eu era feliz e não sabia”.

A natureza do ser humano nos faz querer mais e buscar mais. E isso não é de todo ruim. Obviamente que este cenário ainda é muito melhor do que ficar estagnado na zona de conforto, mas existe algo que é muito precioso e que temos de levar em conta cada vez que pensamos em mudar de empresa: qual é o DNA da empresa em questão? Qual é o meu DNA? Será que a genética vai produzir um filho perfeito neste casamento, ou você vai querer passar o resto da sua vida achando que está carregando algo imperfeito nas costas, quando este algo é a sua própria capacidade ou incapacidade de tomar decisões assertivas?

A resposta é clara: DNA. Ou seja: não adianta você querer se casar com alguém que é completamente diferente de você achando que com o tempo vai mudar esta pessoa, porque o máximo que pode conseguir é um meio termo. Com raras exceções conseguimos mudar o DNA de alguém sem precisar fazer este indivíduo, ou empresa, nascer de novo. Mas que fique bem claro: são exceções, e a chance de você ser o grande ganhador da loteria é de uma em um milhão, ainda que a sorte possa aparecer sim para todos.

Quando falo de DNA corporativo, estou me referindo a um conjunto de valores, crenças, atributos, premissas e comportamentos, que acabam conferindo uma identidade própria para determinada empresa. Trata-se de um conjunto de coisas naturais, feitas sem pensar, que acabam virando um conjunto de valores que se transformam na herança da empresa.

Algumas vezes este código genético é o mesmo do dono da empresa, o que significa que esta fica com cara, corpo e coração do dono. É o código genético que faz uma empresa ser única sob o ponto de vista corporativo e competitivo. E este código é formado pelo que chamamos de missão, visão e valores.

Talvez você esteja se perguntando: e como é que a gente faz para reconhecer este DNA? Eu diria que ele é muito mais sentido que tocado. Mas, ele pode ser tocado sim, desde que tenha uma força surpreendente em sua missão.

É interessante como aqui no Brasil damos tão pouco valor para a missão das empresas. Às vezes até achamos que este negócio de missão, visão e valores são protocolos chatos dos cursos de administração de empresas. Ledo engano.

Ainda é fato que muitos dos funcionários que conhecem a missão de suas empresas, decoraram o que leram em algum manual de boas-vindas. Mas na prática, é a missão que vai conduzir as decisões mais importantes que você vai tomar todos os dias, e é ela que vai dizer quanto de longevidade a sua empresa vai ter no mercado.

Você certamente já ouviu alguém dizer, se for para criar uma empresa, crie uma causa que as pessoas abracem e transforme isso num negócio. É exatamente este o caminho. As pessoas dificilmente vão abraçar o seu sonho como missão delas, mas a sua causa é diferente, principalmente se ela for forte o bastante para tocar os corações dos seus colaboradores. É como se casar com alguém que você nem mesmo sabe o nome direito. E, aqui entre nós, você saberia dizer agora, com as suas próprias palavras, qual a missão da sua empresa?