Recuperação de pastagens pode evitar perdas no campo

CURSO TÉCNICO

Metodologia para Identificação e Classificação de Aspectos e Impactos Ambientais, Conforme NBR ISO 14001 – Disponível pela Internet

Possibilitar ao participante a identificação dos aspectos e impactos ambientais, e elaborar o LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de sua organização conforme a norma NBR ISO 14001.

degradadaA recuperação de pastagens é uma importante aliada para se obter desempenho satisfatório no campo. Um solo saudável é capaz de trazer riquezas para o sustento humano e animal, porém muitos agricultores utilizam de forma inadequada o solo, fazendo com que ele perca seus nutrientes e tenha resultados negativos para o meio ambiente e agricultura.

A degradação do solo pode deixá-lo infértil ou com baixas concentrações de nutrientes, dificultando ou inviabilizando a prática da agricultura. A produtividade pode ser maior, isso se o agricultor realizar adubação intensiva no solo, este processo interage com a lavoura e pecuária propiciando bons resultados.

O consultor agrônomo Plinio Fernandes Costa, da empresa Fertigeo, explica que é preciso ficar atento se há incidência de pastagens degradadas. “Fazemos uma avaliação e buscamos a melhor alternativa para recuperar a pastagem para plantio, pois em alguns casos a propriedade pode apresentar um alto nível de degradação. Pastagens sendo tomadas por plantas daninhas, baixa lotação de pastejo, erosões, falta de contenção de água, aumento do alumínio no solo, compactação do solo entre outros são alguns dos problemas que podem prejudicar o processo de plantio”, explica.

Os problemas internos afetam os agricultores que buscam ajuda em associações e consultorias para controlar e evitar perdas no campo. A rotação de culturas é importante porque melhora a qualidade do solo, contribui para a ciclagem e diminui a incidência de pragas e ervas daninhas.

O agrônomo ressalta que o investimento para este controle pode ser menor, caso o agricultor faça o quanto antes uma avaliação do solo. “Para conservar o maior patrimônio que é o solo, será preciso realizar investimentos em corretivos, até mesmo para garantir o patrimônio imobiliário das terras, a propriedade busca lucratividade com o plantio e se não houver um bom manejo o valor da perda de safra será repassado para os consumidores, colocando assim uma alta taxa sobre o produto entregue na mesa das famílias”, acrescenta.

A recuperação de pastagens proporciona uma série de benefícios, como a diversificação na produção da propriedade; redução no custo de formação das pastagens pela melhoria das condições do solo e renda com as culturas anuais; diminuição do risco de perda de renda do produtor, pois sua produtividade aumenta e não fica dependente de somente um produto; maior conservação do solo e, consequentemente, redução de perdas com erosão; menor impacto ambiental; melhor aproveitamento da propriedade rural; conservação de matéria orgânica; manutenção de culturas; menor temperatura do solo e maior umidade devido ao manejo de palhadas.

O consultor explica que o trabalho necessita de muito planejamento e discussão sobre os dados obtidos nas avaliações. “Precisamos obter o máximo de eficiência nos que se diz investimento e lucratividade, é como um passo de cada vez. Em estágios iniciais é possível que com apenas uma adubação seja capaz de resolver o problema. Porém, em situações criticas é necessário fazer uma nova aração, correção de solo e outros procedimentos. O investimento pode aumentar de acordo com a necessidade que o solo se encontra”, conta Plinio.

O agricultor é responsável pela maioria das degradações vivenciadas no campo atualmente, as atividades agrícolas são agentes degradantes dos solos, causando anualmente a perda de milhões de toneladas, carregando a cada safra resultados positivos e negativos. “É preciso pensar que o meio ambiente é nossa maior riqueza, seja para os animais, vegetais e principalmente humano. Se degradamos hoje, amanhã podemos não ter um bom solo para nos trazer bons resultados, devemos preservar cada centímetro de terra”, complementa Plinio.

Planos governamentais

Como sempre o governo sempre tem planos e um deles era recuperar 15 milhões de hectares de áreas de pastagens degradadas entre os anos de 2010 e 2020 é uma das metas do Ministério da Agricultura para o programa do governo federal de redução da emissão de gases de efeito estufa. O solo degradado é consequência da perda de sua capacidade física e química (fertilizantes) de continuar produtivo, o que o impossibilita de reter gás carbônico (CO2).  A degradação ambiental impõe elevados custos à sociedade, além do empobrecimento do produtor rural.

O Brasil possui cerca de 30 milhões de hectares de áreas de pastagens em algum estágio de degradação, com baixíssima produtividade para o alimento animal. O uso correto de tecnologias e de boas práticas agropecuárias torna possível reinseri-los ao processo produtivo. Dentre as ações em execução pelo Ministério da Agricultura, vale destacar a instituição do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia (Pradam). Elaborado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Organização Mundial para Agricultura e Alimentos (FAO, em inglês) e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), o Pradam visa a recuperar 5 milhões de hectares em cinco anos.

Para cumprir com essa meta, o programa iria fazer o mapeamento das áreas degradadas em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); definir as estratégias de intervenção com tecnologias sustentáveis, assistência técnica e crédito rural facilitado; e implantar projetos demonstrativos em parceria com órgãos públicos e privados. Entre as tecnologias aplicáveis, destacam-se a agricultura orgânica, sistemas de produção integrada, integração lavoura-pecuária-floresta plantada (ILPF), plantio direto e sistemas agroflorestais. A capacitação de produtores e assistentes técnicos, bem como o uso de estratégias específicas para o barateamento dos custos de transporte dos insumos e de escoamento também fazem parte do Pradam.

Cultura de excelência: por que essa virtude organizacional é tão rara?

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Eduardo Moura

É difícil encontrar uma empresa de certo porte que não tenha valores, missão e visão definidos. Mas é igualmente difícil encontrar empresas (de qualquer porte) que vão além da simples definição e publicação de valores, missão e visão. Tanto minha observação ao longo de três décadas, atuando em empresas diversas e em diferentes países, quanto a brilhante obra de Jim Collins (a trilogia “Built to Last”, “Good to Great” e “How the Mighty Fall”), apontam para o fato de que apenas uma reduzida minoria das organizações realmente têm seus valores, missão e visão inculcados nas mentes e corações das pessoas que integram seus quadros. E sem uma forte afinidade de princípios compartilhados e de um propósito comum, pode-se afirmar que é impossível estabelecer uma genuína e permanente cultura de excelência, por mais discursos apaixonados que se façam a respeito. Segue-se uma breve reflexão sobre quatro causas fundamentais dessa incongruência tão corriqueira.

Em primeiro lugar (com perdão pelo toque burlesco): lá no fundinho da mente dos mais altos executivos que definem os rumos da maioria das empresas, reside a premissa de que “essa coisa de valores, missão e visão é algo ‘nice to have’ porém não um ‘must’ vital para o negócio. E nos neurônios vizinhos mora a premissa irmã, que diz que “no frigir dos ovos, o que importa mesmo são os resultados financeiros de curto prazo” (pois afinal, é essencialmente disso que depende a avaliação e a consequente bonificação daqueles executivos).

Portanto, sob tal perspectiva, basta um exercício pontual de definição de valores, missão e visão (usualmente como rápido preâmbulo de um planejamento estratégico), seguido de algum esforço gráfico para colocar as lindas frases resultantes à vista de visitantes e colaboradores. Desse modo, a consciência administrativa de tais executivos rende-se convenientemente anestesiada, além do que se evita o risco de que eles sejam considerados “demodés” nos seletos círculos empresariais. O que evidentemente marca uma distância abismal em relação ao nível de compromisso e liderança visionária que se requer para estabelecer o tipo de cultura organizacional que produz resultados consistentes, incluindo os próprios resultados financeiros que aqueles executivos perseguem tão pragmaticamente.EXCELENCIA

Em segundo lugar: na maioria dos casos, os textos que expressam valores, visão e missão são frequentemente redigidos de forma “não trabalhável”. Explico: a) tipicamente, a quantidade de valores é muito grande (qualquer coisa além de três ou quatro princípios realmente fundamentais) e no meio deles vem uma difusa mescla de coisas que são apenas boas intenções ou sábias recomendações, mas que realmente não retratam o cerne de uma ideologia pessoal e empresarial autêntica; b) é fato comum que o texto que define a missão seja longo, rebuscado e cheio de gerúndios que acrescentam condições necessárias para poder cumprir a missão, o que acaba ofuscando ou até mesmo ocultando a verdadeira razão de ser da empresa; c) com frequência, confunde-se visão de longo prazo (que deveria servir como inspiradora estrela guia no horizonte) com a declaração de uma meta estratégica usualmente expressa no formato “atingir X até o prazo Y”, onde X é um objetivo numérico e Y abrange alguns anos à frente. O resultado disso tudo é um emaranhado de conceitos difíceis de ler e absorver, quanto mais comprometer-se com os mesmos e colocá-los em prática.

Em terceiro lugar, usualmente existem vastos hiatos entre a declaração de valores e o dia-a-dia das pessoas, pelo simples fato de que não foram implementadas políticas e práticas especificamente concebidas com a finalidade de traduzir, particularizar e desdobrar os valores nas multifacetadas instâncias do sistema de negócios. Para ilustrar o ponto: existe o valor “honestidade” mas não existe um código de ética que explique o que significa ser honesto em cada caso específico relevante (compras e contratações, por exemplo); ou ainda: existe o princípio “valorizamos nosso pessoal” mas não existem suficientes mecanismos formais que permitam a livre expressão, participação e o exercício da criatividade no trabalho.

E finalmente, é muito comum encontrar políticas e práticas que contradizem um ou mais valores declarados. Por exemplo: uma empresa afirma respeitar seus colaboradores, mas os faz passar por uma vexatória revista diária em suas bolsas, quando saem do trabalho; ou ainda: prega-se o procedimento ético, mas eventualmente, quando necessário, para não prejudicar o negócio, admite-se o pagamento de suborno a funcionários públicos corruptos. E é claro que um simples gesto grita mais alto que mil palavras.A soma geral e a interação dessas quatro causas minam pela raiz qualquer esforço de estabelecer uma cultura organizacional sólida, por mais bem intencionado que este seja. Razão pela qual uma genuína cultura de excelência continua sendo uma rara virtude no meio empresarial.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br