Pesquisa mostra a percepção do brasileiro sobre o consumo consciente

Consumo-ConscienteO consumidor brasileiro assume o protagonismo no consumo consciente. Para 97% dos entrevistados, as práticas associadas ao tema – nos âmbitos social, econômico e ambiental – são de inteira responsabilidade desse imenso contingente de clientes de empresas e marcas. Em 2014, essa percepção foi partilhada por 64% dos entrevistados. Essa é uma das conclusões da pesquisa O Consumo Consciente no Brasil, realizada pela Shopper Experience com a participação de clientes secretos da empresa, que residem nas principais capitais do país.

A pesquisa mapeou não apenas a percepção que o consumidor tem sobre o seu papel nesse contexto, como o envolvimento de empresas e do governo no tema. As crises econômica e hídrica são apontadas pelos pesquisadores como responsáveis por essa “nova” reflexão sobre o consumo.

Coordenada por Stella Kochen Susskind, a pesquisa O Consumo Consciente no Brasil mapeou os atributos apontados pelos consumidores e gestores de marcas como relevantes e alinhados ao tema. Concluído em junho de 2015, o estudo contou com 1.285 entrevistas de clientes secretos, que responderam um questionário estruturado – composto por questões múltiplas e únicas. Na base da pesquisa, homens e mulheres com idades entre 21 anos e 65 anos; classes A, B e C, moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Entre os entrevistados, 58% são casados/moram com outras pessoas; 33% solteiros; e 9% não declararam.

A pesquisa trouxe, também, um ranking com as empresas que mais representam o consumo consciente nas categorias alimentos, refrigerantes, limpeza para casa, higiene pessoal e perfumaria, eletrodomésticos, eletrônicos, carros nacionais, varejo eletro, varejo moda, supermercados, hipermercados, farmácia, fast food, varejo materiais de construção, loja virtual e companhias aéreas.

Segundo a coordenadora, a pesquisa foi inspirada em relatos dos 80 mil clientes secretos da Shopper Experience – empresa líder e pioneira no Brasil em pesquisas com a metodologia. “Nos últimos dois anos, temos recebido inúmeros relatos de clientes secretos que demonstram o peso do consumo consciente na decisão de compra. São consumidores que optam por marcas alinhadas a uma postura socialmente correta, mesmo que tenham que pagar mais por isso. A preocupação se acentuou em todas as classes sociais e faixas etárias, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, no auge da crise hídrica. No comparativo da edição 2014 e 2015 vemos claramente esse aumento na percepção de que o consumidor pode e deve ser o protagonista do consumo consciente”, analisa Stella Kochen Susskind, acrescentando que questões como economia de energia elétrica e de água aparecem no topo do ranking das práticas associadas ao consumo consciente.

Na avaliação dos entrevistados, 97% apontam o próprio consumidor como o  principal responsável por práticas que envolvem o consumo consciente – no que tange os âmbitos ambientais, econômicos e sociais. Segundo a coordenadora da pesquisa, em 2014, esse protagonismo do consumidor foi apontado por 64% dos entrevistados. “Temos aqui uma clara evolução da percepção de que o brasileiro se coloca, hoje, em condição de ditar novas regras no consumo; assume para si a responsabilidade de mudar o comportamento. Estamos diante de um protagonismo que não existia há 10 anos”, afirma Stella.

Entre os demais responsáveis pelo consumo consciente: 92% apontaram o Governo; 91% as empresas multinacionais; 88% as empresas brasileiras; 87% as organizações internacionais; 87% as ONGs; 84% os países ricos; e 71% os países pobres. Stella Kochen Susskind chama a atenção para esse crédito aos países pobres. “Em 2014, 28% dos entrevistados apontaram que os países pobres eram os principais responsáveis por promover a bandeira do consumo consciente; este ano, essa percepção é compartilhada por 71% dos entrevistados. A tradução desse número está nesse nível de protagonismo alcançado pelo brasileiro; essa percepção de que é parte da solução dos problemas”, analisa a especialista em consumo.

Ao apontarem, via respostas múltiplas, quais são as práticas associadas ao consumo consciente no âmbito ambiental, 99% e 98% dos entrevistados, respectivamente, apontam a economia de energia elétrica e o não desperdício de água. Em 2014, os índices sobre o tema eram, respectivamente, 59% e 64%. Entre outras práticas, destaque para reciclagem e separação do lixo (95%); comprar produtos de empresas que respeitam o meio ambiente (94%); comprar produtos orgânicos ou de material reciclado (90%); evitar o descarte de comida (87%); optar por caronas quando usar o carro (86%); utilizar bicicleta ao invés do carro (83%); utilizar transporte público ao invés do carro (81%); e não consumir produtos testados em animais (70%). No comparativo de 2014-2015, o maior crescimento ocorreu na prática “comprar produtos orgânicos ou de material reciclado” – de 43% para 90%.

Na questão “práticas associadas ao consumo consciente no âmbito econômico”, 97% dos entrevistados apontaram alocação consciente do orçamento familiar; 95% uso consciente do crédito; 94% não acúmulo/controle de dívidas; 94% poupar parte dos ganhos; 83% pedir nota fiscal; 69% fazer previdência privada. Em 2014, os resultados foram respectivamente:  48%, 49%, 49%, 48%, 37% e 24%. O maior índice de crescimento ocorreu na prática de alocação consciente do orçamento familiar.

No âmbito social, as práticas mais valorizadas são: doar roupas/bens não utilizados para instituições de caridade (97%); evitar comprar produtos de empresas envolvidas em casos de exploração infantil/trabalho em locais não adequados (94%); realizar trabalho voluntário (88%); participar de algum projeto social (84%); e doar dinheiro para instituições de caridade (62%).

Ao analisarem quais são as práticas conduzidas por empresas associadas ao consumo consciente no âmbito ambiental, os entrevistados apontaram: adoção de práticas de redução de resíduos poluentes (98%); reciclagem de lixo (98%); programas e iniciativas de redução de impacto ambiental (97%); utilização de materiais recicláveis nos produtos/embalagens (97%); utiliza papel reciclado/ecológico para impressões (96%); investimento em inovações baseadas na sustentabilidade (96%); controle do material consumido (94%); manejo sustentável de insumos naturais no ambiente de trabalho (93%); e não realização de testes com produtos em animais (79%).

No âmbito econômico, as práticas mais valorizadas são: realização de programas de educação financeira para o consumidor (91%); programas de capacitação socioambiental (90%); operações e campanhas sazonais (relacionadas à prática de consumo consciente) (89%); doação de dados referentes à gestão responsável no meio ambiente/relatório de sustentabilidade (88%); e doações a fundações filantrópicas (68%).

No âmbito social, as práticas de empresas mais valorizadas pelo consumidor são:  se envolver em causas/organizações internas com fins ecológicos ou foco na educação e saúde públicas (93%); educar/informar o consumidor a respeito de um modo de vida mais sustentável (93%); patrocínio/apoio a projetos e causas sociais (92%); e ações de disciplina para combater qualquer tipo de discriminação (90%).

Empresas que melhor representam o consumo consciente:

Alimentos: Nestlé (42%);

Refrigerantes: Coca-Cola (37%);

Limpeza da casa: Ypê (25%);

Higiene pessoal: Natura (47%);

Eletrodomésticos: Electrolux (26%);

Eletrônicos: Samsung (32%);

Carros fabricados no Brasil: Volkswagen (19%);

Varejos eletrônicos: Walmart (17%);

Varejo de roupas: Hering (29%);

Supermercados: Pão de Açúcar (32%);

Hipermercados: Walmart (26%);

Farmácia: Ultrafarma (33%);

Fast food/serviço rápido: Mcdonald´s (18%):

Loja de material de construção: Leroy Merlin (38%);

Loja virtual: Americanas (17%);

Companhias aéreas: TAM (28%).

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Como se transformar, na prática, em uma pessoa otimista

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Dias 21/09/2015 e 22/09/2015

Apresentação dos conceitos e técnicas de projeto que resultem em maior eficiência dos sistemas de proteção contra os efeitos de surtos gerados internamente ou devidos às descargas atmosféricas. Informações: https://www.target.com.br/home.aspx?pp=1&c=680&cm=1

Para garantir o sucesso na vida profissional e pessoal é preciso ser uma pessoa otimista. O que parece ser óbvio acaba se tornando apenas uma frase de efeito e de difícil aplicação prática na rotina para muitos.

A coach Bibianna Teodori diz que uma pessoa otimista, na prática, não ignora a realidade cheia de problemas, mas tem uma perspectiva diferente, procurando recursos que permitam alcançar os resultados desejados. “É conhecer a si e as variáveis que controlam seu comportamento, suas emoções e limites. E, além disso, entender que há problemas no mundo”, afirma.

Partindo do autocontrole das emoções, fica mais fácil procurar soluções para as adversidades. “A pessoa otimista vê sempre as dificuldades pelo lado mais favorável. O otimismo é uma forma de pensamento pelo êxito e a pessoa que tem esta atitude procura sempre encontrar soluções, perspectivas, caminhos, abrir horizontes”, ressalta.

Segundo a coach, enquanto o otimista é confiante, positivo e esperançoso, o pessimista não procura caminhos diferentes, perde oportunidades, negligencia problemas que precisam ser resolvidos, não toma medidas para melhorar seus relacionamentos e qualidade de vida. Há também estudos que afirmam que os pessimistas estão mais propensos a desenvolver doenças crônicas. “Os pessimistas reclamam e são contagiosos. Já os otimistas são aqueles que parecem sempre felizes, não importa o que aconteça, e transmitem leveza em sua personalidade”.

As dicas de Bibianna Teodori para desenvolver o otimismo na prática:

1) Decida ser mais otimista: este é primeiro passo. Querer, assumir o compromisso.

2) Ressignifique: analise suas crenças para entender como você interpreta a realidade. Esqueça frases do tipo “não vou conseguir!” e troque por “vai correr tudo bem” ou “vou conseguir”.

3) Identifique as adversidades: muitas pessoas consideram os problemas como um ponto final, mas pode ser a chance de um novo desafio. Assim, foque nas soluções e não no problema em si.

4) Não seja a vítima: você não precisa ser um produto ou uma vítima das suas circunstâncias. Pare de pensar sobre o que está acontecendo com você e comece e pensar sobre o que pode fazer. Estabeleça metas e vá em frente!

5) Faça afirmações positiva: sirva-se de pequenas anotações para se lembrar de que está tentando mudar a maneira de ver o mundo. Deixe-as em lugares visíveis todos os dias, como no espelho do banheiro, dentro armário ou na tela do computador.

6) Cuide do corpo: a saúde ajuda a gerar pensamentos e emoções positivas. Manter um estado de otimismo é mais fácil quando você se sente bem. Falta de sono, má alimentação e pouco exercício são fatores que interferem em seu humor e sua energia.

7) Reconheça o que foi feito: pergunte a si o que já foi feito. Isso reforça o otimismo e ajuda a desenvolver a autoconfiança.