Teste sua capacidade de comunicação

Projetos de normas

Conheça os Projetos de Normas Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/nbr/projetos.aspx

Ernesto Berg

Interagi profissionalmente com muitos dos maiores empresários e executivos de nosso país. Um ponto em comum a quase todos eles reside na grande capacidade de comunicação que eles têm, de saber vender ideias e, também, de ouvir às pessoas. Por igual, tenho visto essas mesmas características em bons gerentes, supervisores, pessoal técnico e administrativo.

São pessoas que fazem da comunicação um poderoso elo de interação e fortalecimento com o grupo. É de admirar como elas conseguem obter resultados incomuns de pessoas comuns muitas vezes, simplesmente, dando realce a alguns aspectos do relacionamento interpessoal. Peter Drucker, o papa da administração moderna, afirmava que 60% dos problemas administrativos das empresas são frutos da má comunicação.

A propósito, como anda sua capacidade de comunicação? O questionário abaixo poderá ajudar você a descobrir em que pé está sua habilidade comunicativa.

S = SIM        N = NÃO        + –  = MAIS OU MENOS

1. Quando conversa com alguém, você consegue facilmente colocar-se no lugar da outra pessoa? S    N    + – 

2. Você tem dificuldade de  externar sua opinião quando as pessoas discordam de você?      S    N    + –

3. Você tem o hábito de interromper as pessoas enquanto elas estão falando?                       S    N    + –

4. Você sente-se tranquilo para, educadamente, discordar de alguém em posição hierárquica superior à sua? S    N    + –

5. Você  demonstra  irritação, aborrecimento  ou excitação  quando o ponto de vista da outra pessoa difere totalmente do seu? S    N    + –

6. Você  procura sempre o ambiente e o momento mais adequados para conversar sobre um assunto delicado? S    N    + –

7. Você tem facilidade de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros?            S    N    + –

8. Você tem facilidade  em administrar a conversação? (por exemplo, escolher o assunto, cadenciar o ritmo  da conversa, quando mudar de assunto etc.)       S    N    + –

9. Você  gosta de  dar explicações  longas ou  falar  demoradamente sobre cada item de uma conversação?          S    N    + –

10. Ao falar com uma pessoa você presta atenção na linguagem corporal dela e qual o seu significado? (expressão facial, postura, gestos etc.) S    N    + –

11. Você tem o hábito de movimentar-se, mexer-se, ficar escrevendo ou fazer ligações telefônicas enquanto alguém fala com você? S    N    + –

12. Você demonstra real interesse no que a outra pessoa está dizendo? (por exemplo, olhar nos olhos, ficar atento ao que diz, respeitar opinião) S    N    + –

13. Você sente-se constrangido em solicitar ao interlocutor que explique novamente algo que você não entendeu? S    N    + –

14. Você tem o hábito de fazer anotações sobre os itens mais importantes de uma conversação? S    N    + –

15. Você é do tipo caladão, que se expressa por monossílabos? S    N    + –

Faça  Sua  Autoavaliação
Marque um ponto para cada resposta SIM dada às seguintes questões: 1, 4, 6, 7, 8, 10, 12, 14.
Marque um ponto para cada resposta NÃO dada às seguintes questões: 2, 3, 5, 9, 11, 13, 15
Marque meio ponto para cada resposta MAIS OU MENOS.
TOTAL  DE  PONTOS________
De 13 a 15 pontos. Ótimo. Você faz bom uso do seu papel de comunicador. Sabe quando falar e, também, quando e como ouvir.
De 10 a 12,5 pontos. Você sabe se comunicar bem, mas, ocasionalmente, experimenta alguns problemas de comunicação. Reserve um tempo para pensar a respeito de sua abordagem de comunicação, principalmente em relação ao envio e recepção de mensagens no decorrer do diálogo.
Abaixo de 10 pontos. Você necessita trabalhar suas habilidades de comunicação. Você não está se expressando adequadamente e, talvez, também não esteja filtrando as mensagens que recebe de forma correta. A boa notícia é que dando mais atenção à comunicação, você irá melhorar sua habilidade de conversação e entendimento.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

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Quem tem medo da automação?

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Compensação de Reativos e Filtragem de Harmônicos em Sistemas Elétricos de Potência – Disponível pela Internet

O tema correção do fator de potência é relativamente antigo. Desde às primeiras décadas de 1900 têm-se utilizado capacitores para a compensação dos reativos nos mais variados segmentos.

Eduardo Banzato

Você já participou de alguma reunião onde uma pessoa sugere uma ideia relacionada à automação, seja de algum equipamento e/ou software e, automaticamente, alguém “mata” a ideia sem sequer deixar que ela seja apresentada? Pois é! Esta é uma situação bastante comum nas empresas brasileiras e é consequência de uma realidade muito conhecida em nosso país: o medo do novo, do desconhecido, daquilo que não se domina e que, portanto, poderá implicar em riscos que normalmente se prefere não correr, além dos exemplos mal sucedidos.

Para descrever a realidade da automação no Brasil, vou tomar como base os mais de 200 projetos da Imam Consultoria que analisaram a viabilidade técnica e econômica de soluções automatizadas nos processos de logística e/ou produção. Pode-se afirmar que, em praticamente 100% dos estudos, foram identificadas soluções de automação tecnicamente viáveis, porém apenas 10% dos projetos foram implementados com automação. Por que os outros 90% não justificaram a automação? Bem, as explicações são várias, para cada um dos casos, mas pode-se classificá-las em:

1) O retorno sobre o investimento não se mostrou viável;

2) O prazo para implementação da solução até atingir a capacidade prevista não atendeu à necessidade;

3) Falta de mão de obra especializada para dar suporte à operação automatizada;

4) Soluções menos automatizadas, porém mais eficientes que o processo atual mostraram um melhor custo-benefício;

5) O valor total do investimento se mostrou inviável frente a outros projetos;

6) O medo da inovação, bem como os riscos associados.

A partir desta análise, alguns podem estar perguntando: “se o medo da inovação é apenas um dos vários motivos para se inviabilizar o projeto de automação, por que tanto destaque? A resposta é simples: para esta análise foram considerados apenas os 200 projetos que envolveram automação, mas foram mais de mil projetos desenvolvidos pelas equipes da IMAM. Nos últimos anos e, nestes outros projetos, as empresas já descartaram a possibilidade da automação, logo no início (na definição do escopo do projeto).

Embora nos últimos dez anos esta realidade tenha passado por mudanças, ainda persiste o medo de inovar. E medo por quê? O medo nada mais é do que uma perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou ainda da presença de alguma coisa estranha que nos provoca uma preocupação e o receio de causar algum mal.

E é justamente a falta de conhecimento que aumenta essa preocupação, nos levando para mais longe de uma solução desconhecida mas que pode ser a ideal. No caso específico da automação na logística ou na produção, o conhecimento necessário para que uma equipe possa estar segura em relação ao projeto envolve muitas disciplinas que, por vezes, são negligenciadas durante a formação profissional.

Pelo fato de um projeto de automação compor um cenário complexo de análises e decisões, por incrível que pareça as disciplinas mais diversas podem influenciar o “Go” ou “No Go”, entre as quais: matemática, estatística, geometria, contabilidade, lógica, desenho, física e até outras que são incomuns mas podem influenciar na “venda” da ideia, tais como: história, geografia, biologia, artes, filosofia etc. E é justamente este conhecimento geral, resultado da educação no Brasil, que é uma das principais razões do “No Go”.

A carência de conhecimento leva as empresas para as soluções simplórias e medíocres (na média) que funcionam, mas bem longe da excelência. É fácil constatar isto, pois quando se analisa as empresas mais inovadoras percebe-se que por trás destas soluções existe muito investimento em formação profissional.

Destaco aqui uma empresa que tive a oportunidade de desenvolver um relacionamento recente, o Martins, maior atacadista do Brasil. Embora aparentemente simples, a empresa tem muita automação em seus processos, o que assegura uma qualidade e produtividade invejáveis e a história mostra que isto é resultado de anos de investimento na formação de seus profissionais. Em síntese, as soluções automatizadas devem ser as mais simples possíveis, mas resultado de um planejamento robusto e de análises completas que asseguram a visão do todo.

Na medida que os profissionais no Brasil se desenvolveram em maior escala, a automação tende a deixar de seu uma solução viável apenas para determinados nichos e passará a fazer parte de estratégias de competitividade organizacionais para um número maior de empresas. Este aumento de escala da automação, que já se iniciou, tende a facilitar cada vez mais o acesso à tecnologia e desenvolver experiências profissionais, estabelecendo assim um ciclo virtuoso de competitividade.

Eduardo Banzato é diretor do Grupo Imam.