Dia 9 de Julho – Feriado em São Paulo

cartaz
Hoje, é dia 9 de Julho – Dia da Revolução Constitucionalista de 1932 (9/7/1932 – 2/10/1932). Lembro-me que, quando era menino em Cachoeira Paulista (SP), a gente ia brincar no morro perto do cemitério da cidade, e escavando achávamos cápsulas de mosquetão ou fuzil, umas deflagradas, outras inteiras, restos de capacetes, e outras coisitas lembrando guerra.
Na verdade, as causas desse movimento em São Paulo datavam de dois anos antes, quando a Revolução de 1930 depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do paulista Júlio Prestes. Com a entrada do gaúcho Getúlio Vargas na presidência, houve o fim da chamada política do café com leite e desagradou as elites paulistas, representadas pelo Partido Republicano Paulista (PRP), que viram não só o poder sobre a política brasileira ser perdido, como presenciaram também o então estado mais rico da federação ser submetido a um situação de submissão.

Assim, as pressões sobre Getúlio Vargas começaram. As forças políticas e econômicas de São Paulo exigiam uma nova Assembleia Constituinte, novas eleições e o fim do governo provisório. Em dois anos passaram pelo governo do estado quatro interventores federais. Nenhum deles conseguiu manter o controle.  As intervenções da ditadura varguista eram constantes e desagradavam cada vez mais a oposição em São Paulo.

Em 1932 a capital era um barril de pólvora. A maioria da população era a favor das exigências das elites. Havia ainda um grupo de tenentes do clube 3 de outubro que eram a favor do golpe de Getúlio e contra as reformas exigidas. Grandes comícios começaram a acontecer na capital paulista. Vargas tentou acalmar a situação apresentando um novo código eleitoral e marcando eleições para 1933. Além disso, nomeou o paulista Pedro Toledo como interventor.

No dia 23 de maio um comício de estudantes da Faculdade São Francisco, que protestavam contra a intervenção de Osvaldo Aranha (representante da ditadura) no governo de Pedro Toledo, tentou invadir o clube 3 de outubro, onde se concentrava os membros da Liga Revolucionária que apoiava a ditadura. O grupo foi recebido a balas. Cinco jovens morreram no confronto: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Drausio Marcondes de Sousa e Antônio Américo Camargo de Andrade e Orlando de Oliveira Alvarenga (incluído depois na lista). As inicias de seus nomes – MMDC – foi o nome escolhido pelo movimento de oposição à ditadura, que começava a planejar a luta armada.

O MMDC ganhou apoio do povo paulista e de seus principais partidos, o PRP, e o Partido Democrata. Em 9 de julho as forças paulistas lideradas pelo General Isidoro Dias Lopes tomaram o estado e iniciaram a marcha para o Rio de Janeiro. Acreditava-se que Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul ajudariam enviando forças para retirar Getúlio Vargas do poder.

Não aconteceu. Houve movimentos isolados no Rio Grande e no Mato Grosso facilmente destruídos. Em pouco tempo São Paulo, que planejava uma ofensiva rápida contra a capital, se viu cercado por mais de 100 mil tropas federais. Se os outros estados não vieram ajudar, o mesmo não se pode dizer do povo paulista, que mesmo diante de um movimento articulado pelas elites do estado, se mobilizou para ajudar seus exércitos. Houve mais de 200 mil voluntários, sendo 60 mil combatentes. Mas houve outras dificuldades. Praticamente sitiado, São Paulo se viu sem alternativa para conseguir armamentos. Passou a arrecadar ouro doado por seus moradores e tentou comprar armas dos Estados Unidos, mas o navio foi interceptado pela Marinha.

Com tantos problemas, a revolução foi derrotada. Em 2 de outubro, na cidade de Cruzeiro (SP), as forças paulistas se entregam ao líder da ofensiva federal. Apesar de ter sido derrotado no campo de batalha, politicamente o movimento atingiu seus objetivos. A luta pela constituição foi fortalecida, e em 1933 as eleições foram realizadas colocando o civil Armando Sales como governador do estado. (fonte: jornal O Estado de São Paulo)

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Os grandes desafios da liderança na atualidade

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Atualmente, a postura de liderança é um dos requisitos mais valorizados no mercado de trabalho. Mas como desempenhar esse papel de modo eficiente? Qual seria o verdadeiro papel de um líder? A resposta pode ser óbvia, é claro: liderar.

O consultor executivo e coach especialista em estratégia, Amauri Nóbrega, ressalta, no entanto, que a principal função de um líder é levar sua equipe a um objetivo traçado. Ele explica que em todo negócio existem três processos-chave: estratégico, operacional e pessoal.

“Cada um deles tem a sua importância, mas dou um peso maior para o ‘pessoal’, pois não adianta ter uma estratégia maravilhosa e excelente operação, se não houver pessoas para dar razão a tudo isso”, diz.

Para Amauri Nóbrega, uma das habilidades imprescindíveis para um líder é assumir e “fazer acontecer” a estratégia em conjunto com a estrutura à disposição. Um dos pontos cruciais para o líder é não delegar a montagem do próprio time. O líder precisa confiar nas pessoas com as quais irá trabalhar e contar com profissionais que estejam dispostos a batalhar pela causa. “O líder tem que criar um ambiente para que as pessoas liberem o poder de fazer e criar. Depois, vem a parte da comunicação”, explicita.

Após recrutar sua equipe, o líder precisa ter a visão do objetivo bem definida e saber comunicar a seu time, de forma adequada, onde deseja chegar e como. “O plano não pode ser engessado, tem que estar aberto para contribuições que auxiliem chegar ao objetivo de maneira inteligente”, avalia o coach estrategista.

Dado o cenário cada vez mais dinâmico, o principal desafio dos líderes é manter seu time coeso e focado em seu objetivo. “Outra questão importante é a mudança cultural, que muitas vezes cria obstáculos internos que acabam gerando investimentos de energia e tempo, que podem colocar em risco os resultados desejados. Como superar isso? Através de muita conversa e negociação, e, às vezes, são necessárias algumas mudanças pelo caminho, como a troca de pessoas da equipe”, explica Amauri Nóbrega.

Uma boa liderança consiste em levar sua equipe ao objetivo até o final, mas para isso é necessário um nível de inteligência emocional elevado, pois se trata de trabalhar com outras pessoas, com diversas personalidades e desejos pessoais. “Amar trabalhar com pessoas! Se este não for o desejo do líder, é melhor nem começar. Elas logo notarão que existe algo falso e começarão a pular fora do barco”, diz Amauri Nóbrega.

O especialista diz, ainda, que o líder deve estar inteirado sobre o que é liderança, pois sem essa imagem clara na mente, não obterá sucesso. “É necessário que o líder desenvolva um plano e construa relacionamentos para criar um alinhamento de pensamentos entre ele e seu time, conseguindo o apoio necessário. Desta forma, com o time avalizando o plano, é hora de ir para a execução”, finaliza.

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