Contar histórias inspiradoras, habilidade essencial no exercício da liderança

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Amauri Nóbrega

Em tempos de mercado extremamente competitivo, os gestores e líderes têm papel fundamental para garantir a sobrevivência das organizações. Uma das estratégias para tal é o posicionamento de uma liderança autêntica, que gere identificação e motivação em sua equipe. Mas como conseguir isso? Acredito que um líder precisa saber contar histórias, tem que ser genuíno, com raízes fortes, ou seja, ter uma história motivadora para conseguir manter o seu time inspirado e focado em atingir o objetivo desenhado.

Saber contar histórias inspiradoras, que façam todos abraçarem uma causa, é uma habilidade essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou deseja assumir esta posição. Um exercício que sugiro é colocar sua própria história no papel, ação que fará com que se aprimore a capacidade de contar uma história. Será uma excelente oportunidade de refletir sobre as diversas passagens e decisões da sua vida.

Contando sua própria história, será possível analisar suas raízes, onde estão seus valores e crenças. A história da sua vida é a base da sua liderança, logo, se não existe base, não existe construção. Notem que não existe uma árvore sem raiz, e, se existisse, ela não ficaria em pé por muito tempo.
Assim, proponho ao líder uma análise de toda a sua trajetória pessoal e profissional, listando as experiências que o fizeram chegar ao posto de liderança e como ele fez isso.

Essa estruturação da história pessoal e profissional será de grande importância para diferenciar aqueles líderes que chegaram à posição por questão de poder e os que fizeram por mérito. Há os líderes que cresceram a partir do poder, que tiraram vantagens das pessoas menos poderosas para crescer ou que usaram as pessoas boas como trampolim. Este tipo de liderança não tem uma vida longa, além disso, uma pessoa que ocupa tal cargo sem contar com uma história, pode ocasionar até o declínio da empresa que o contratou.

Passível de imprevisibilidade como qualquer outra esfera da vida, os negócios são atingidos por diversas forças e o líder precisa perceber as mudanças para traçar uma nova rota. É nesse momento que ele deverá ser autêntico em seu discurso com o time para conseguir atingi-lo com o coração e fazer com que a equipe continue engajada, mesmo com os novos desafios e pressões, para seguir em frente rumo ao novo objetivo.

Amauri Nóbrega é consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças – www.amaurinobrega.com.br

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O que é assédio moral?

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Cerca de 1/3 da população economicamente ativa já pode ter sofrido alguma forma de constrangimento psicológico ou físico no trabalho

Piadas grosseiras, ameaças, fofocas, humilhação, ironias e até exibição de materiais pornográficos associados a promessas de promoção profissional são considerados atos de assédio moral – a maior causa de afastamentos de trabalho hoje, pois pode levar a doenças ocupacionais e depressão. “Há indicativos de que cerca de 1/3 da população economicamente ativa brasileira já tenha sofrido alguma forma de assédio moral. E isso pode agravar doenças preexistentes, aumentar a angústia, desenvolver pânico de ficar sozinho no posto de trabalho, sentimento de culpa e a autovigilância acentuada”, alerta o consultor do Portal HMarin e da SDS Treinamentos, Nilton Gonçalves.

O termo assédio moral é utilizado para designar toda conduta que cause constrangimento psicológico ou físico tanto ao empregado como ao empregador. “Por conta de sua subjetividade – o que é assédio para alguns, pode não ser para outros – é preciso redobrar os cuidados para evitar áreas de atrito entre as classes hierárquicas”, orienta. O consultor salienta que é preciso ficar atento para reconhecer o que realmente é assédio moral. “Uma simples bronca não caracteriza assédio moral, que, para se confirmar, deve ter ofensas e agressões constantes”, explica.

A forma mais comum de assédio moral é do superior para o subordinado, mas também pode ocorrer do subordinado para o chefe. “Casos de assédio podem ser observados quando a equipe tenta derrubar o superior, fazendo queixas infundadas ao diretor da empresa ou ao não realizar o que foi designado”, diz e complemente: “Entre pessoas do mesmo nível hierárquico também pode acontecer, assim como partir de uma pessoa sozinha, de uma maneira velada e sutil, tornando-se muito difícil de provar.”

Outra forma de assédio é o bullying, que se caracteriza pela exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas. “São predominantes no bullying as condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados ou entre colegas de trabalho, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e da organização, forçando-o a desistir do emprego”, afirma Nilton Gonçalves.

Para evitar o problema, o consultor orienta que as empresas devem criar programas de combate ao bullying, como uma política de saúde e bem-estar com protocolos antibullying, apoio da administração e reuniões de orientação referentes ao assunto. Muitas empresas já estão atentas e buscando prevenir e minimizar esse tipo de ato. “São realizadas análises de clima organizacional, feedback junto aos colaboradores, palestras e eventos motivacionais e integradores, que visam a manutenção de um clima saudável no relacionamento interno”, salienta.

Ele ressalta que quando confirmado o assédio, a empresa pode ser responsabilizada junto com o funcionário que agrediu. “Pelo fato do caso partir, em regra geral, do superior para o subordinado, a ação pode ser interpretada como sendo em nome ou representando a empresa, ligando o nome da entidade diretamente com a situação, mesmo que o ato tenha sido cometido por uma pessoa física”, explica.

De acordo com o consultor, a punição para as empresas começa com um processo trabalhista, que terá o valor para as indenizações por danos morais arbitrados pelo juiz responsável pelo caso. “O processo pode ser o menor dos problemas. As corporações serão alvo de observação do sindicato da categoria e terão o nome vinculado na imprensa. O mercado passa a enxergar a empresa com ressalvas, pois descobre que não tem boas práticas em relacionamento com seus colaboradores”, ressalta.

O Ministério do Trabalho também vem intensificando campanhas de esclarecimento. “O objetivo do governo é informar o que é o assédio moral e reduzir a incidência devido ao seu crescimento e suas consequências tanto para as empresas quanto para seus colaboradores”, conta Nilton Gonçalves.