O caso Ashley Madison: nova tendência em crimes digitais

Qual é a solução para as suas dúvidas sobre as normas técnicas?

Saiba mais…

Ashley MadisonRay Jimenez

O conhecido site de relacionamentos Ashley Madison foi alvo de um ataque cibernético bem sucedido. O slogan deste portal é: “Ashley Madison – A vida é curta. Curta um caso”. O Ashley Madison pertence à empresa Avid Life Media, que admitiu que o ataque atingiu, também, os portais Cougar Life e Established Men. Há 37 milhões de usuários do portal Ashley Madison e, agora, cada uma dessas pessoas espera ansiosamente para ver se suas informações mais íntimas e privativas serão publicadas ou se lhes será dada, mediante um custo, a oportunidade de impedir que isso aconteça. Dada a confidencialidade dos dados, esse ataque pode ser o roubo cibernético mais lucrativo de todos os tempos, uma ação que pode estabelecer outros precedentes muito preocupantes.

As repercussões dessa história são profundas em um mundo no qual registros médicos e pontuações de cartão de crédito estão conectados à Internet e podem ser acessados por meio de dispositivos; um mundo onde carros em movimento podem ser controlados remotamente por hackers e obrigados a participar de acidentes. Os dados pessoais, financeiros e de emprego relacionados aos usuários do Ashley Madison enfrentam a perspectiva de ter um resgate solicitado por um grupo denominado Impact Team. Esses hackers já vazaram alguns detalhes da base de dados Ashley Madison e estão ameaçando divulgar ainda mais ao público.

É difícil, nesta fase, identificar como esse ataque ocorreu. Já sabemos que os usuários costumam usar senhas de baixa qualidade. Entretanto, uma violação tão abrangente como esta sugere que 37 milhões de senhas individuais não foram adivinhadas uma a uma; é mais provável ter ocorrido uma invasão sistêmica. Em outras violações, as causas variaram desde ex-funcionários descontentes até funcionários atuais cujas credenciais de acesso foram comprometidas por engenharia social. Outras falhas são resultado de ataques digitais automatizados. Trata-se de ciber crimes que utilizam infecção por malware avançado para romper as barreiras da segurança corporativa.

Nesse período pós-invasão, as discussões nos escritórios do Ashley Madison devem estar muito aquecidas. A verdade, porém, é que ntanto, crises como essas tendem a ser vistas por muitos e só esquecidas como e quando a mídia decide que escreveu, gravou e registrou material suficiente para denominá-la “notícia velha”. Num quadro como este, os gestores do Ashley Madison estarão claramente procurando encontrar uma maneira de limitar os danos à reputação da empresa.

Eu acredito, no entanto, que a invasão do Ashley Madison terá uma longa duração em virtude da escala e da confidencialidade dos dados pessoais extraídos dos seus membros. Dada a natureza das informações, ela poderia ser explorada amanhã ou daqui a um ano e ainda causar muitos estragos. Os atacantes cibernéticos dispõem de muitas opções para explorar as informações colhidas por eles.

A primeira possibilidade é o Impact Team prosseguir com a sua ameaça de expor as informações dos usuários com a intenção de envergonhá-los publicamente. Isto faria do ataque ao Ashley Madison um dos primeiros ataques cibernéticos em grande escala motivados principalmente por moralismo – mesmo que o ataque tenha sido parcialmente motivado por razões financeiras. Tais ataques são preocupantes no sentido de que os adversários não são tão facilmente dissuadidos pelos altos custos da realização do ataque. Um outro efeito do ataque é que as pessoas que tiveram seus dados roubados precisarão se preocupar pelo resto da vida com o risco de terem suas vidas privadas expostas publicamente.

A verdade, porém, é que a maioria dos ataques contra empresas tende a ter uma motivação financeira e os atacantes se concentram nas atividades que eles acreditam que proporcionará o maior retorno pelos seus esforços investidos. Alguns analistas de mercado acreditam que o Impact Team divulgou o ataque e alguns dados específicos para aumentar o valor do resgate a ser cobrado. Outra teoria diz que essa divulgação inicial aumentaria o valor de revenda dos dados que estão em poder do Impact Team.

Um cenário é que o Impact Team – ou quem quer que comprar os dados roubados pelo Impact Team – usará os dados para pedir resgate aos usuários do Ashley Madison, com a ameaça de divulgar tudo publicamente ou em mensagens direcionadas a entes queridos registros que deveriam ser particulares. Isso será feito a menos que seja paga uma quantia específica aos sequestradores de informações. Com 37 milhões de potenciais vítimas, muitas das quais podem ser pessoas físicas de elevado patrimônio, isso pode tornar a invasão do Ashley Madison altamente lucrativa, potencialmente um dos roubos cibernéticos mais rentáveis de todos os tempos.

Mesmo usuários donos de um menor patrimônio líquido podem ser interessantes para os atacantes cibernéticos, especialmente no caso de pessoas que tenham acesso profissional a redes corporativas ou a recursos de alto valor. Os atacantes cibernéticos podem manter tais funcionários ‘na mira’, numa posição de reféns em que seriam obrigados a colaborar com criminosos facilitando acesso a um banco de dados corporativo ou permitindo um vazamento de dados. Isso seria feito em troca do retorno seguro e discreto dos dados confidenciais dessas pessoas.

Os invasores também podem revender registros de dados pessoais a outros criminosos digitais mediante uma taxa, o que poderá, depois, proporcionar pontos vitais de entrada para ataques direcionados de maior escala a organizações específicas. Quando frescos e recentemente obtidos, os dados podem ser vendidos no ‘mercado cinza’ pelo maior lance. O valor é inflacionado porque, depois desta venda, teoricamente ninguém mais teria acesso a esse conjunto de informações.

O que sabemos é que existem algumas manobras defensivas que todos nós podemos fazer para reduzir o acesso a dados pessoais confidenciais. Segundo uma pesquisa realizada pela Blue Coat, os trabalhadores do Reino Unido – o local onde foi feito o levantamento – ainda não estão conscientes das melhores práticas de proteção de informações pessoais e de trabalho online. Hoje, 54% dos trabalhadores do Reino Unido se conectam com estranhos em mídias sociais e 18% dos trabalhadores do Reino Unido nunca tiveram formação em TI.

A melhor formação não é a única solução para as ameaças cibernéticas, mas mais orientação é claramente necessária. Não há mais lugar para a ingenuidade. Os criminosos cibernéticos estão, por exemplo, usando as mídias sociais para encontrar informações sobre pessoas que possam levar à descoberta de senhas. Em caso de sucesso, há suficiente alavancagem no universo das redes sociais para os atacantes obterem acesso irrestrito a redes corporativas e roubarem informações de trabalho confidenciais.

Ao se refletir sobre todos esses pontos fica claro que, embora as consequências da invasão do Ashley Madison não venham a ser totalmente conhecidas até o Impact Team mostrar a que veio, parece que este caso deixará um legado duradouro. Se o Impact Team decidir usar os dados para obter resgate, este será um dos mais lucrativos – e embaraçosos – roubos de dados dos últimos anos. Mas, se levarem adiante sua ameaça de divulgar os dados publicamente, isso poderá muito bem marcar o início de uma tendência em que grandes ataques cibernéticos passam a ser motivados por moralismo ou ideologia, em vez de ganho financeiro.

O crime cibernético se tornará uma ferramenta em campanhas para derrubar pessoas, corporações e agências governamentais, ou para defender posicionamentos sociopolíticos. Neste quadro, o slogan da Ashley Madison (“A vida é curta. Curta um caso”) ganharia uma nova versão: a vida é curta, e alguns casos podem produzir longos e perturbadores resultados.

Ray Jimenez é vice presidente da Blue Coat América Latina e Caribe

Pessoas Good to Great: como criar valor em sua vida profissional e pessoal

Matérias Técnicas

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Eduardo Moura

É uma preciosidade o livro “Good to Great”, de Jim Collins (cujo título em português foi traduzido de maneira infeliz como “Empresas Feitas para Vencer”). Começa declarando: “O bom é inimigo do excelente. A imensa maioria das empresas nunca se torna excelente justamente porque a imensa maioria se torna boa – e este é o seu principal problema”.

Partindo do princípio de que são as pessoas que fazem as empresas, podemos concluir que essa verdade também se aplica às pessoas dentro de uma empresa, e também em sua vida fora dela. Pessoas boas existem em abundância, mas pessoas excelentes são raras. Por que? Assim como as empresas, as pessoas acabam conformando-se em ser boas. E esse conformismo com um nível de desempenho “suficientemente bom” é o que lhes impede de se tornarem excelentes.

Neste artigo procuro transmitir algumas lições extraídas de “Good to Great” que podem ser aplicadas à nossa vida profissional e pessoal, para que possamos sair da mediocridade e nos destacarmos por fazer as coisas com excelência. A palavra “mediocridade” pode ofender o nosso ego, tão acostumado a ser paparicado e super-valorizado (por nós mesmos).

Mas, não vai aqui qualquer conotação pejorativa ao adjetivo “medíocre” e sim o significado original da palavra, ou seja: alguém mediano, bom, mas que não se destaca dos demais. Uma pessoa medíocre é aquela que passa por esta vida como uma brisa, sem deixar vestígio. Isso não deveria ocorrer jamais, pois cada ser humano é dotado de recursos intelectuais e dons que, se descobertos e explorados, podem fazer a diferença entre viver uma vida irrelevante e realizar algo de reconhecido valor, que marca a vida das pessoas ao nosso redor.

Nesse sentido, um ponto chave daquele livro é o “Conceito Ouriço”. Esse termo vem de contrastar a raposa, que a cada dia inventa uma estratégia diferente para capturar sua presa, e o ouriço, um animalzinho rasteiro que sempre segue pela sua trilha costumeira e que sabe apenas uma coisa importante: tem que sobreviver o dia. A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe apenas uma coisa muito, muito importante.

Similarmente, podemos contrastar dois tipos de pessoas: a pessoa-raposa (que sabe muitas coisas, mas não é consistente) e a pessoa-ouriço (que sabe profundamente apenas uma coisa vital, e a pratica com perfeição). A pessoa-raposa é muito inteligente, mas sua falta de consistência e perseverança fazem com que ela raramente conclua a realização de algo significativo, deixando atrás de si um rastro de um montão de coisas inacabadas.

Embora simples, a pessoa-ouriço não é estúpida. Pelo contrário, ela compreende que a essência do conhecimento é a simplicidade. Portanto, não se intimida e nem se distrai com a aparente complexidade do mundo ao nosso redor, mas se concentra na simplicidade inerente de alguma coisa única, que dá significado e propósito para sua vida.

A extensa pesquisa feita por Collins (um trabalho de cinco anos envolvendo 20 pessoas e 15.000 horas de investigação) revela que a descoberta e o foco no Conceito Ouriço foi o que marcou o ponto de transição entre vários anos de desempenho “bom” (mas que nunca permitiu que a empresa se destacasse) e a conquista de desempenho excelente e sustentável (superando em mais de 300% a média do mercado).

No caso das empresas, o Conceito Ouriço consiste em identificar e perseguir com precisão cirúrgica um foco cristalino de mercado, em torno do qual se alinham todas as decisões e ações, não importando quão radical seja a mudança necessária para praticar o Conceito Ouriço. Aplicado à nossa vida, o mesmo princípio pode trazer-nos novo alento e perspectiva, tanto no aspecto profissional quanto pessoal, não importa quão extensa e obscura tenha sido nossa caminhada até aqui.

good_great_portuguesMas como podemos identificar esse foco vital? Adaptando o modelo descrito no livro de Collins, o processo de reflexão que leva à descoberta do “Conceito Ouriço Pessoal” envolve dar nossa melhor resposta para três perguntas, as quais estão representadas nos círculos da figura. Em primeiro lugar, é preciso identificar algo que nos apaixone profundamente, pois é impossível realizar uma obra de valor genuíno sem estar apaixonado pela mesma. Em segundo lugar, entre as muitas coisas que nos possam apaixonar, temos que encontrar aquelas que podemos fazer com excelência, para as quais temos habilidade ou potencial especial.

Normalmente as circunstâncias da vida nos apontarão ou nos atrairão para isso, dando-nos uma “dica” ou “chamado” para aquilo em que podemos nos destacar. E em terceiro lugar, em meio a esse conjunto mais reduzido de coisas, devemos selecionar algo que seja de valor para outras pessoas. Porque a verdadeira excelência não é definida ou reconhecida por quem a realiza, mas por aqueles que a recebem. A área azul de intercessão dos três círculos será nosso Conceito Ouriço Pessoal.

E, se sobrar mais que uma coisa a fazer, opte por aquela que for a mais simples, pois essa será sempre a melhor escolha. O resultado deverá ser uma atividade tão atrativa para nós e tão gratificante, que daremos o melhor de nossa capacidade e talentos para realizá-lo, não por quanto ganharemos com isso, mas simplesmente porque não aceitaremos fazê-la de qualquer outro modo que não seja com excelência. Isso estará no nosso DNA, será parte do nosso código moral, será para nós uma questão de honra.

Descobrir o Conceito Ouriço só aconteceu com 11 das 1.435 empresas investigadas. Por que? Porque só aquela minoria contou com o tipo de liderança fundamentado em visão, perseverança e humildade, que no referido livro se denomina “Liderança Nível 5”. Mas isso é assunto para um outro artigo…

Concluo citando Jim Collins: “Talvez sua busca por fazer parte de algo grandioso não esteja em sua vida profissional. Se não está nos negócios, talvez esteja em tornar sua igreja excelente. Se também não está aí, talvez esteja um algum trabalho comunitário, o em algum curso que você lecione. Envolva-se em algo que lhe importe tanto que queira torná-lo verdadeiramente excelente, não por quanto você ganhará fazendo-o, mas simplesmente porque você é capaz de realizá-lo. E quando estiver fazendo isso, começará a se desenvolver inevitavelmente como um Líder Nível 5. E quando tudo isso se encaixar perfeitamente, não apenas o seu trabalho avançará rumo à excelência, mas também sua vida. Porque, afinal de contas, é impossível ter uma vida excelente sem que ela seja significativa. E é muito difícil ter uma vida significativa sem trabalho relevante. Talvez então você possa ganhar essa rara tranquilidade que vem de saber que você contribuiu para criar algo de intrínseca excelência. E talvez ainda possa desfrutar da mais profunda satisfação: saber que sua breve vida nesta terra foi relevante, e que você deixou uma marca.”

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Você se conhece de verdade?

PROJETOS DE NORMAS TÉCNICAS: PARTICIPE DO PROCESSO DE NORMALIZAÇÃO

Conheça os Projetos de Norma Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Ou, se preferir, você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Projetos de Normas” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/nbr/projetos.aspx

Autoconhecimento é a principal exigência de empregadores em entrevistas de emprego.

As perguntas que aterrorizam e tiram as noites de sono dos candidatos a qualquer emprego são: “quais são seus pontos positivos?”; “você poderia falar um pouco mais sobre você?”; e, principalmente, “quais são seus pontos negativos?”. Alguém sabe o que o examinador quer ouvir como resposta?

Todos já passaram por essa experiência de não saber o que falar, ou soltar um dos tão famosos clichês, como “ser perfeccionista” ou “muito organizado”. Quando, na realidade, o que os empregadores procuram é alguém que tenha autoconhecimento.

Para Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Carreers, atuante em São Paulo, a honestidade é o primeiro passo ao responder tal indagação. Entretanto, para ser honesto o candidato precisa conhecer a fundo seus defeitos, por isso estudá-los e discuti-los com colegas ou chefes pode ajudar muito nesse feedback.

Não adianta, no entanto, mencionar fraquezas que não se aplicam à carreira ou emprego almejado. É preciso, sempre, se ater ao contexto em que está inserido, nesse caso a empresa. Outra dica de Madalena é que o interessado tenha soluções para esses defeitos, ou já esteja efetuando algo para sanar essas falhas.

A saída é ser sincero, pois, se estiver mentido, ao pedir referências aos seus antigos empregadores, vão descobrir e então suas chances para o cargo pode estar perdida. Com essas dicas não tem como falhar, na próxima entrevista aplique-as e verá o resultado positivo.

A concentração de metais pesados no ar de SP

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poluiçãoA Cetesb fez um estudo para avaliar as concentrações de metais pesados na atmosfera do município de São Paulo. O objetivo foi verificar os níveis de concentração desses metais, encontrados no material particulado atmosférico, ao longo dos anos, e comparar essas concentrações com valores de referência estabelecidos para esse poluente.

A maioria dos metais ocorre no ar ambiente na forma de partículas, apesar de constituírem uma pequena fração do material particulado. Dessa forma, a medição dos níveis de concentrações de metais em partículas inaláveis é importante para determinar possíveis impactos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

O relatório foi elaborado utilizando-se dados coletados nas Partículas Inaláveis (MP) da estação de monitoramento instalada no bairro de Cerqueira César, que é fortemente influenciada pelas emissões veiculares e pertence à rede manual de qualidade do ar da Cetesb. Foram analisadas amostras coletadas uma vez a cada seis dias, por 24 horas, nos anos de 2002, 2006, 2009 e 2012. A determinação de metais foi feita utilizando espectrômetro de fluorescência de Raio –X.

Os resultados mostraram que as concentrações de metais apresentaram reduções ao longo dos anos, seguindo a tendência das concentrações de MP10 obtidas nesses anos.]As concentrações médias anuais tanto de Ni (níquel) quanto de As (arsênio) e Pb (chumbo), estiveram abaixo dos valores de referência estabelecidos pela União Europeia. No caso do Pb, foram inferiores ao padrão de qualidade do ar adotado no estado de São Paulo para este poluente, que é também o valor guia estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a Cetesb, os metais são encontrados naturalmente, em baixos níveis, no meio ambiente e alguns são considerados nutrientes essenciais para os seres humanos. No entanto, certos tipos de metais ou mesmo metais em altas concentrações podem ter efeitos prejudiciais sobre a saúde humana e o meio ambiente.

Como a maioria dos metais no ar ocorrem no ambiente na forma de partículas, apesar de os metais constituírem apenas uma pequena fração do material particulado, a medição dos níveis de concentração de metais em partículas inaláveis é importante para determinar seus possíveis impactos sobre a saúde humana. O material particulado inalável (MP) com diâmetro aerodinâmico igual ou inferior a 10 mm é constituído por uma mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar. O MP é considerado um dos principais indicadores para possíveis efeitos à saúde, pois é facilmente inalado, depositando-se nos pulmões ou nas vias respiratórias superiores. Os metais pesados são emitidos para o ambiente a partir de uma variedade de fontes antropogênicas.

Os processos de combustão são as fontes mais importantes desses metais, como queima de combustíveis em fontes estacionárias, exaustão de veículos automotores, além de processos de geração de energia utilizando combustíveis fósseis, fundição e incineração. Entretanto, no centro de grandes áreas urbanas, densamente povoadas, as emissões provenientes das fontes móveis, que ocorrem ao nível do solo e ao longo das ruas, são as principais fontes a serem consideradas.

Como os metais são elementos que não podem ser decompostos ou destruídos, consequentemente, acumulam-se no ambiente. Na atmosfera o meio de remoção desses metais é por deposição seca (sedimentação) e/ou deposição úmida (precipitação).

De acordo com diversas organizações internacionais, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), alguns metais pesados são reconhecidamente carcinogênicos, entre eles cádmio (Cd), níquel (Ni) e arsênio (As). Para as substâncias carcinogênicas, os valores de referência fornecem uma estimativa de risco, que está associada às concentrações desses metais na atmosfera e ao tempo de exposição da população a essas concentrações.

Segundo dados da OMS, o cádmio presente na atmosfera representa um perigo potencial para a saúde humana, podendo exercer efeitos tóxicos sobre os rins, o sistema esquelético e o sistema respiratório e é classificado como um carcinogênico humano. A exposição em longo prazo a alguns compostos de níquel podem causar efeitos tóxicos nas vias respiratórias e sistema imunológico.

Geralmente, a exposição a aerossóis contendo níquel contribuem para doenças respiratórias, como asma, bronquite, rinite, sinusite. Vários estudos epidemiológicos têm investigado o potencial carcinogênico proveniente da inalação de compostos de níquel.

O arsênio e seus compostos são tóxicos quando inalados, ingeridos ou absorvidos. As doenças ligadas ao envenenamento crônico por arsênio incluem desde lesões de pele até diabetes, insuficiência renal e câncer, entre outras.

O chumbo também é um metal de grande importância ambiental por ser nocivo à saúde humana. Ele se acumula no sangue, nos ossos e nos tecidos moles, também podendo afetar os rins, o fígado e o sistema nervoso.

Por que foi escolhida a estação Cerqueira César para a amostragem? A Cetesb acha que as concentrações de poluentes observados em uma determinada estação de amostragem dependem de uma série de fatores relativos à localização desta estação e das fontes de emissão que a influenciam. A escala espacial de representatividade da estação define a área de abrangência em que os níveis de concentração e os valores medidos na estação podem ser considerados similares. A estação Cerqueira César, localizada na zona oeste de São Paulo, em uma das partes mais altas da cidade, é considerada uma estação de microescala. Essa escala espacial caracteriza-se por estar localizada próxima às fontes de emissão, neste caso as vias de tráfego, abrangendo áreas de dimensões de poucos metros a 100 metros. A estação está instalada na Faculdade de Saúde Pública, distante cerca de 7 metros da Av. Dr Arnaldo, que possui tráfego intenso tanto de veículos leves como pesados (ônibus).

Clique nas tabelas para uma melhor visualização

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Concentrações médias anuais obtidas na estação Cerqueira César

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Concentrações máximas diárias obtidas para cada elemento na estação Cerqueira César

Enfim, as concentrações médias anuais tanto de Ni quanto As e Pb estiveram abaixo dos valores de referência estabelecidos pela União Europeia. No caso do Pb, foram inferiores ao padrão de qualidade do ar adotado no Estado de São Paulo para este poluente (em que pese ter sido medido no MP), que é também o valor de referência estabelecido pela OMS.

As concentrações médias assim como as faixas de valores obtidos neste estudo, para Ni, As e Pb, foram comparáveis às obtidas em outras cidades ao redor do mundo. Não houve grande variação no teor porcentual dos metais no MP10 ao longo dos anos.

Os níveis de chumbo obtidos na atmosfera foram maiores que os de níquel, seguido do arsênio. · No caso do cádmio, os valores obtidos estiveram abaixo do limite de detecção do método.

As concentrações de Ni e Pb diminuíram em 2009, em relação a 2002 e 2006 e voltaram a aumentar em 2012, seguindo a tendência das concentrações de MP obtidas nesses anos. Foi observada uma forte correlação (r=0,80) entre as concentrações de Pb e As indicando que esses metais podem ser provenientes das mesmas fontes.

Descubra o que prejudica a sua produtividade no trabalho

LIVRO EM 2ª EDIÇÃO – AMPLIADA E ATUALIZADA: TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

LIVRO EM 2ª EDIÇÃO - AMPLIADA E ATUALIZADA: TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBRA segunda edição, ampliada e atualizada, desse livro aborda, por meio de casos reais, como a obrigatoriedade de se cumprir as normas técnicas – ABNT NBR está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida dos consumidores, explicando de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no dia a dia da sociedade. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa editar leis para esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2015.aspx

Quais os principais elementos que podem desviar a concentração e o desenvolvimento no ambiente profissional?

Atualmente, o mundo se encontra em um estado onde as coisas acontecem de maneira veloz, fazendo com que todos tenham que adaptar sua rotina diária a isso. Para completar, as mídias sociais influenciaram no modo como as pessoas trabalham; você se lembra o quão fácil era prestar atenção nas suas tarefas quando não havia o Facebook atraindo sua atenção?

A verdade é que sim, os tempos mudaram, e, com eles, a forma como uma pessoa se mostra produtiva, também. Segundo Andreia Rego, que trabalha com coaching e psicanálise, o ambiente de trabalho está fragilizado por diversas distrações, que podem ser minimizadas.

“Um dos principais pontos é a cultura de estar sempre disponível para os outros, seja na internet ou ao vivo, sem contar nas inúmeras convocações de reuniões”, observa. “Se você está com a agenda folgada e quer ajudar, tudo bem, mas coloque suas tarefas como prioridade. Escritórios abertos (que são tendência mundial em ambientes corporativos) também passam por distrações. Nesse caso, quando você tiver uma tarefa que exija maior concentração, procure realizá-la em um ambiente separado, como uma sala de reunião, desconectado de tudo”.

Ela, que é master business em administração com ênfase em humanas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforça que as atividades devem ser divididas pelo seu nível de importância. “Fazer uma lista com antecedência do que será necessário realizar no dia, e qual o grau de importância dessas atividades, é uma boa forma de se organizar e terminar suas tarefas de maneira eficiente. Procurar não ceder ao imediatismo também é essencial, pois ele aumenta a probabilidade de cometer erros e aumentar a quantidade de trabalho, posteriormente”, comenta.

A coach aponta que pequenas atitudes também provocam um grande impacto no ambiente profissional. “Por exemplo, por mais que sua vontade seja grande, busque não cair na tentação de comer demasiadamente na hora do almoço, pois isso pode levar a uma indigestão ou forte sonolência, o que atrapalha a produtividade quando se precisa focar em algo extremamente crítico/urgente. Ainda, checar sua caixa de e-mails com muita frequência pode causar outras distrações. O ideal é estipular períodos específicos para isso (a cada 30 minutos, por exemplo), e separar assuntos em caixas prioritárias, como os e-mails do seu superior hierárquico, colaboradores, áreas afins, parceiros, etc”, afirma.

Andreia finaliza, lembrando que é papel de cada um perceber o que está impedindo seu desenvolvimento, e mudar para que isso não aconteça mais. “É preciso identificar o que prejudica sua produtividade, para, então, crescer, tanto como profissional quanto como pessoa”, conclui.

Acidentes do trabalho: as fragilidades do atual modelo de notificações

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trabalhoAo analisar duas fontes sobre os acidentes do trabalho no Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (PNS) e o Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS) do Ministério da Previdência, os pesquisadores da Fundacentro concluíram que há muita discrepância nos dados, ao comparar os acidentes do trabalho ocorridos em 2013 e teve como objetivo auxiliar o leitor e usuário a compreender a fragilidade do atual modelo de notificações. Um dos maiores problemas enfrentados de acordo com a análise dos técnicos é a subnotificação de acidentes no trabalho, que por sua vez expõe a fragilidade no processo de notificações.

Outro problema apontado é a disparidade de resultados existente entre os estados, considerando que as regiões Sudeste e Sul apresentam resultados significativamente melhores que os apresentados pelos estados Norte e Nordeste. De acordo com os pesquisadores, o processo para elaborar o estudo foi a partir de uma divulgação no mês passado de pesquisa do IBGE que realizou comparação com o total de acidentes inferidos com base nos dados da PNS frente aos contabilizados no Anuário da Previdência. Os pesquisadores das áreas de Estatística e Epidemiologia da Fundacentro observaram uma grande discrepância entre os valores das duas fontes e algumas inferências.

Os idealizadores destacam ainda que comparar dados de diferentes fontes não é uma tarefa simples e nem sempre possível, sendo preciso avaliar o que há de comum nas fontes e o que se pode ser comparado. Outra fonte, que não foi a da pesquisa, são os óbitos por causas externas considerados como acidentes de trabalho no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Ele inclusive possui mais “Registros” que os da Previdência (acidentes liquidados = óbitos). Cabe lembrar que o SIM envolve todos os ocupados, sejam eles formais ou não.

Para a equipe técnica uma importante mudança no que se refere às discrepâncias existentes sobre os acidentes do trabalho seria uma unificação das características das variáveis levantadas. Os pesquisadores explicam que enquanto o levantamento do anuário se dá por acidente notificado, a PNS realiza sua pesquisa nos domicílios, onde coleta quantas pessoas sofreram acidentes do trabalho e depois levanta quantos acidentes cada entrevistado sofreu no ano -, só ai já se tem um fator de distorção de informação, sobretudo, ao pesquisador que estiver desatento a esta característica metodológica.

Enquanto a PNS inclui trabalhadores formais e informais, o Anuário da Previdência é feito exclusivamente com base nas notificações sobre trabalhadores formais segurados. Todavia, são inúmeras as vezes que os trabalhadores não informam determinado acidente por total desconhecimento da importância de fazê-lo, ou mesmo não o fazem por “intervenção” da empresa, que buscam assim minimizar ou mesmo inibir a elevação da alíquota de seu seguro acidentário.

Além disso, aqueles acidentes que fazem com que o trabalhador fique afastado por prazo igual ou inferior a 15 dias não aparecem na base da previdência, pois este primeiro período de afastamento é coberto pela empresa, que muitas vezes não registra a CAT nesses casos. Na análise dos pesquisadores parece haver uma tendência de certos empregadores de omitir a notificação de AT por temer a deflagração de mecanismo compensatório do Estado. Além disso, é comum as empresas contarem com a ineficiência do poder fiscalizatório do Estado.

Segundo os pesquisadores, as estatísticas oficiais, sobre acidentes de trabalho, no Brasil tomam como base a definição legal de acidente de trabalho. No Brasil, esta definição não é dada por documento oficial do Ministério do Trabalho, mas sim pela lei geral da Previdência social, a lei 8213 de 1991, segundo a qual: acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço a empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VIII do artigo 11 desta lei provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Admite-se que a informação existente sobre os acidentes ocorridos em todo território nacional é pouco confiável, seja no que concerne à quantidade ou no tocante aos aspectos qualitativos das estatísticas desses eventos. Diversas causas concorrem para que a subnotificação se perpetue.

O sistema de informação da Previdência Social abrange os trabalhadores com vínculo sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), segurados do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT). Neste sistema, há a premissa de que a empresa de vínculo deve fazer a notificação, mesmo que esta seja facultada a outros atores.

Com efeito, a legislação permite que a comunicação de acidente de trabalho (CAT) seja feita pelo médico que atendeu o trabalhador ou pelo sindicato, mas o procedimento costumeiro observado no INSS é que a CAT deve ser emitida em primeiro lugar pela empresa. Somando-se a um sistema pericial falho com baixa sensibilidade para captar as centenas de tipos de adoecimentos ocupacionais previstos em legislação, há uma enorme e persistente subnotificação de acidentes de trabalho. Compare os dados das tabelas abaixo. (Clique nas figuras para uma melhor visualização)

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Mediação é recomendada para todos os conflitos empresariais

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Conflitos são sempre complexos. No entanto, é preciso enfrentá-los. No mundo corporativo, surge uma nova alternativa: a mediação

Diferentemente dos caminhos tradicionais, como a propositura de ação judicial ou, até mesmo, da mais célere alternativa, a arbitragem, a mediação apresenta-se como um exemplo de sucesso. “De fato, embora vista como alternativa à morosidade do judiciário, a arbitragem não pode ser adotada em todas as situações de conflitos empresariais, comerciais e societários”, informa a advogada Silvia Bugelli, sócia do Bugelli Advogados e especialista em direito empresarial.

Para ela, a arbitragem é um caminho interessante, mas infelizmente não está ao acesso de todos. “Muitas vezes, a arbitragem é impeditiva em questões societárias e contratuais de alta complexidade, mas com valor pecuniário de menor volume. Isso porque o custo do processo arbitral ainda é elevado, muito embora seus resultados sejam em geral muito positivos”, diz.

Silvia Bugelli aponta a mediação para a resolução de alguns conflitos como um caminho eficiente, por haver baixo custo e celeridade na definição de solução. Ademais, um dos grandes diferenciais é que o litígio é sanado de forma pacífica, sem acusações de lado a lado, o que faz com que, muitas vezes, a relação comercial entre as partes seja preservada. Ela completa ao defender que advogados deveriam atuar como mediadores caso as partes não cheguem a um consenso.

“Já tenho recomendado em muitos contratos a cláusula de mediação, com indicação de que, havendo divergência, os advogados das partes busquem consenso dentro de determinado prazo. Ninguém melhor do que os advogados que redigiram os contratos para, por meio de um medidor, definirem consenso. O envolvimento das partes no conflito pode impedi-las de enxergar possibilidades de acordo , caminho muito melhor do que seguir para o judiciário ou arbitragem”, conclui.