Você lida com introvertidos no trabalho?

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target. Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória. Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Saiba como eles podem influenciar a vida dos funcionários a sua volta- e como o posicionamento correto é importante.

O ambiente de trabalho é o local onde as pessoas podem revelar suas verdadeiras facetas. Mentiras que são contadas no currículo, como a característica extrovertida de alguém, ou alguma habilidade com software que foi exagerada, acabam sendo descobertas na hora do trabalho. Isso é mais um motivo para sempre ser fiel a sua realidade, além de saber apreciar suas verdadeiras qualidades.

É no trabalho que se descobre o que uma pessoa é ou não capaz de fazer, se ela pode realmente se comprometer com suas funções e se possui uma boa relação com seus colegas. Existia uma tendência em acreditar que pessoas introvertidas, que são mais reservadas, possuíssem maiores chances de serem bem sucedidas nos seus ambientes de trabalho, exatamente por essa característica delas terem poucas e boas relações de amizade, além de focarem mais intensamente nas suas tarefas e terem uma sensibilidade maior, o que é importante para muitas carreiras. Entretanto, segundo um estudo realizado pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, indivíduos introvertidos possuem tendência a darem avaliações de desempenho mais baixas, além de pouco crédito ou recomendações, para quem é extrovertido, sendo que o contrário não acontece.

Dessa forma, pode-se perceber um desequilíbrio no espaço profissional, o que não é saudável nem para a empresa, e nem para o funcionário. De acordo com Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, as diferenças são necessárias, e, por isso, devem ser amplamente respeitadas. “Essa característica apresentada no estudo demonstra uma falta de respeito mútuo. Só porque um funcionário é mais extrovertido que outro não quer dizer que suas habilidades são menores ou menos valiosas”, comenta.

Ela explica que, ao passo em que o introvertido possui uma capacidade de concentração maior, ele não consegue trabalhar em ambientes barulhentos. Por sua vez, os extrovertidos se dão melhor em dinâmicas de grupo, apesar de não conseguirem focar em uma só função por muito tempo. “Possuir pessoas de todos os tipos e personalidades dentro de uma equipe só a enriquece. Assim, novas soluções ou ideias podem ser pensadas, garantindo melhores resultados para sua empresa”, afirma.

Madalena finaliza, pontuando que é dever dos superiores garantir que todos sejam bem colocados na empresa, de acordo com suas características e habilidades. “Por meio de ferramentas de gestão e de coaching, por exemplo, é possível determinar onde o funcionário ficaria melhor posicionado. Esses métodos evitam desentendimentos e baixa produtividade, podendo melhorar, futuramente, a situação financeira da empresa ao alcançar melhores resultados”, conclui.

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O poder do elogio

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Ernesto Berg

Um elogio, um prêmio ou um reconhecimento, feitos do modo certo, podem funcionar como fatores de grande motivação. Certa ocasião prestei consultoria para uma grande companhia siderúrgica, de capital majoritariamente alemão, em Minas Gerais. Era um trabalho na área de produtividade e desenvolvimento de sistemas gerenciais. Entrevistei dezenas de pessoas, do topo da pirâmide hierárquica até a base operacional.

A entrevista que muito me impressionou foi a que eu tive com um dos carvoeiros, cuja função é levar carvão para alimentar os altos-fornos da siderúrgica. É um trabalho braçal desgastante; o uniforme desse pessoal, que é cinza, fica literalmente preto ao final da jornada de trabalho.

Perguntei ao carvoeiro: “No seu trabalho o que você destaca de maior valor para você, aqui na siderúrgica?” pensando que ele fosse enfatizar a estabilidade no emprego, ou algum aspecto de assistência e benefícios que a empresa amplamente propiciava. Para minha surpresa ele respondeu: “O maior momento que eu vivi até hoje aqui na siderúrgica foi quando eu, e mais quatro companheiros, fomos elogiados publicamente pelo presidente da empresa, perante 300 colegas.”

“Como foi que aconteceu?” perguntei. “Estávamos na véspera de um feriado prolongado”, contou ele. “Tínhamos terminado o nosso turno, e já estávamos sendo substituídos pelo pessoal do próximo turno, quando o superintendente, aflito, veio até nós e perguntou se poderiamos continuar a trabalhar por mais um período de 8 horas. Havia chegado um pedido urgente de grandes proporções e não havia como localizar os outros colegas devido ao feriado e a siderúrgica estava sujeita a perder a encomenda. Mesmo cansados eu e os quatro companheiros concordamos em ajudar e ficamos carregando carvão madrugada a dentro, até todos os lingotes ficarem prontos.”

“Como é que vocês aguentaram isso?” perguntei. “Nem eu sei”, respondeu ele. “Estávamos exaustos e fomos para casa dormir, dispensados do nosso próximo turno. Quando voltamos a trabalhar, o presidente da siderúrgica (que era estrangeiro e havia acabado de voltar de uma viagem à Alemanha) chamou a nós cinco num salão e, perante centenas de colegas, elogiou o nosso esforço e agradeceu enfaticamente a colaboração”.

“Como você se sentiu?”, perguntei. “Fiquei mudo”, respondeu o carvoeiro. “Nunca imaginei isso. Foi a primeira vez em minha vida que isso aconteceu comigo e nunca esquecerei disso”, arrematou.

Eis um fato tocante e talvez, para muitos, inusitado, imaginando que uma pessoa com uma função simples como a dele não se importasse com elogios e reconhecimento, e que estaria pensando exclusivamente no pagamento da hora-extra. Aliás, este não foi o único caso, pois, como consultor, testemunhei vários episódios semelhantes em outras empresas por onde passei, tendo humildes operários como exemplos de dedicação e comprometimento.

É bom lembrar que o bem mais importante do líder é a sua habilidade de saber motivar pessoas, porque liderar e motivar é uma questão essencialmente humana, não técnica. Claro que o lado técnico é importante e não pode ser relegado ao segundo plano. Contudo o que define a figura do líder é a sua capacidade de motivar e aglutinar pessoas e equipes em torno de um propósito significativo e fazer com que os objetivos sejam atingidos.

Por isso mesmo, nem todo chefe é líder, porque chefe é simplesmente uma pessoa dotada de autoridade formal, mas não necessariamente tem competência interpessoal para comandar pessoas. Logo, o que gestores comuns fazem tem um nome: chama-se chefiar. Mas, o como gestores competentes inspiram e motivam os outros a fazerem, tem outro nome: chama-se liderar. Foi o que o presidente da siderúrgica fez com muita habilidade.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.