Gestão de projetos: a sua ferramenta de competitividade

I PESQUISA SOBRE QUALIDADE, COMPETITIVIDADE E NORMALIZAÇÃO ABQ/TARGET

A Academia Brasileira da Qualidade(http://www.abqualidade.org.br/) e a Target (www.target.com.br) convidam você a participar e a responder essa pesquisa sendo que os seus resultados serão apresentados no II SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI, no dia 12 de novembro de 2015, Dia Mundial da Qualidade, na Fiesp, em São Paulo. Você, participando, receberá uma cópia do arquivo com os resultados.

Para responder, clique no link https://www.target.com.br/survey/?sid=1

Para uma maior credibilidade dos resultados, você deverá inserir o seu nome e um e-mail (válido), pois o link da pesquisa será enviado para o e-mail informado. Obrigado pela participação.

Leonel G. Nogueira Jr., CEO da Global TI

Em um mundo em constante mutação e de muitas incertezas, cada vez maisas empresas trabalham no planejamento estratégico definindo seus objetivos e prioridades. A inovação está na pauta da maioria das empresas como fator de sobrevivência e é em momento de crise que os empresários reavaliam seus modelos de atuação.

Além da estratégia, as empresas trabalham no planejamento operacional, definindo o portfólio de projetos. Após essa fase, define-se os projetos prioritários (normalmente são eleitos aqueles que agregam valor ao cliente), eficiência operacional e inovação, como, por exemplo, lançamento de produtos.

Em seguida, entra a fase de execução, onde as empresas se deparam com falta de recursos, ferramentas e pessoas qualificadas para o gerenciamento de projetos, fatores que podem fazer toda a diferença no cenário competitivo. Quando falamos principalmente de pessoas, o mercado exige um profissional que tenha não somente um certificado de gestão de projetos, mas também capacidade para entender os processos de negócios, ajudar na definição do business case, ajudar da especificação funcional das necessidades de TI, integração com outros projetos, múltiplas tecnologias, sistema legados e fornecedores internos e externos.

O gerenciamento de projetos de TI tem sido fundamental para o sucesso das organizações, porque a aplicação correta das técnicas de gestão dos projetos tem comprovado uma substancial melhoria na qualidade dos produtos, na comunicação interna e externa, no gerenciamento dos recursos humanos, na satisfação dos clientes, entre outros itens. De forma macro, podemos dizer que a gerência de projetos visa reduzir os riscos de fracasso em um nível tão baixo, quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto.

O risco de fracasso aumenta conforme a presença de incertezas durante todos os estágios do projeto. Alguns especialistas no assunto dizem que o gerenciamento de projetos é a capacidade de definir e alcançar objetivos, ao mesmo tempo em que se otimiza o uso de recursos como tempo, dinheiro, pessoas, espaço, etc.

De acordo com o Project Manager Institute (PMI), serão criados 13 milhões de novos postos para gerentes de projetos em todo o mundo até 2020. Porém, manter um profissional desse tem alto custo e uma alternativa saudável é a terceirização dessa atividade.

Um time bem treinado consegue aplicar seus conhecimentos, habilidades e técnicas na elaboração das atividades relacionadas ao projeto para atingir o conjunto de objetivos pré-definidos. O conhecimento e as práticas da gerência de projetos podem ser classificados em cinco grupos de processos (iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento) e nove áreas de conhecimentos que englobam a gerência de: integração de projetos, do escopo dos projetos, do tempo do projeto, do custo, da qualidade dos projetos, dos recursos humanos envolvidos, da gerência de comunicação do projeto, dos riscos e das aquisições.

Mas o sucesso da gestão de projetos vai além da capacidade de aplicar as técnicas recomendadas (e ensinadas) pelo PMI. É extremamente necessário habilidades interpessoais, capacidade de liderança, comunicação, negociação e empatia para ter sucesso nessa atividade.

Porque o objetivo da gestão é manter o progresso e a interação mútua contínua dos diversos participantes do empreendimento, para garantir o sucesso reduzir o risco de fracasso do projeto. Ou seja: ter conhecimento técnico é necessário, mas saber lidar com pessoas é fundamental, pois quem entrega o projeto não é o gerente, é a equipe.

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As horas-extras e seus reflexos nas verbas trabalhistas

NBR 16280: de 07/2015: os requisitos para a reforma em edificações

Qual o modelo ideal de fluxo de gestão de obra de reformas de edificações? Quais as incumbências…

 

Gilberto de Jesus Bento Jr., titular do Bento Jr. Advogados

A duração da jornada de trabalho normal do empregado contratado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de oito horas diárias, totalizando quarenta e quatro horas semanais, no máximo. O limite da jornada de oito horas diárias está previsto no art. 7º, XIII, da Constituição Federal. O empregador, no entanto, pode solicitar trabalho adicional, estas são as horas-extras e somente duas horas adicionais por dia são autorizadas, sob a condição de pagamento adicional de no mínimo 50% sobre o valor da hora normal.

As horas-extras são devidas toda vez que o empregado trabalha além da sua jornada normal de trabalho sem qualquer tipo de compensação em banco de horas. São devidas também quando se trabalha no horário destinado ao intervalo, ou ainda, quando não é concedido horário de intervalo para descanso durante o dia de trabalho ou entre um dia de trabalho e outro.

O pagamento da hora-extra conta com o acréscimo de, no mínimo, 50%, de segunda a sexta-feira, e 100% aos domingos e feriados. Naquelas realizadas em período noturno, entre 22h e 5h para os trabalhadores urbanos, é acrescido adicional de no mínimo 20% sobre o valor da hora diurna.

Para o seu cálculo deve-se verificar o número de horas mensais trabalhadas multiplicando-se o número de horas semanais que o empregado trabalha normalmente por cinco (número de semanas que o mês pode no máximo ter). Por exemplo, 44 horas semanais multiplicadas por 5 é igual a 220 horas mensais. Em seguida, divide-se o valor do salário mensal pelo número de horas mensais encontradas.

Por exemplo, o empregado que receba salário de R$ 2.640,00 divididos por 220 horas é igual a R$ 12,00 por cada hora de trabalho. Ao valor da hora adicione no mínimo de 50%. Logo, se a hora é de R$ 12, mais 50% fica igual a R$ 18 com o adicional.

O trabalho extraordinário, assim como todas as informações relativas ao trabalho executado, deve constar no contrato de trabalho desde o início da relação entre empregado e empregador. Horário de entrada, saída, intervalo, valor do salário, a possibilidade de trabalho extraordinário assim como os casos em que o empregado não pode recusá-lo e ainda o percentual do adicional de horas extras devem ser constantes no contrato. Em caso de ausência do percentual relativo ao adicional das horas extraordinárias, o valor será o mínimo imposto pela Constituição, ou seja, de 50%.

As horas-extras, uma vez previstas em acordo escrito ou contrato coletivo de trabalho (instrumento de negociação coletiva feito entre o sindicato dos empregados e o sindicato dos empregadores), não podem ser recusadas pelo empregado. Assim como o empregador não poderá exigir do empregado mais de duas horas extras por dia, de acordo com o artigo 59 da CLT.

Vale destacar que um dos principais deveres do empregado é o de colaboração ao empregador, e, portanto, ele não pode se negar, sem justificativa prevista em lei, a realizar eventuais horas extras necessárias ao serviço. A prorrogação da jornada normal de trabalho por mais de duas horas diárias apenas se houver previsão em acordo escrito ou contrato coletivo de trabalho. Estas são consideradas horas suplementares e não tem acréscimo de remuneração.

A pré-contratação de horas suplementares, é permitida para, no máximo, duas horas, conforme disposto no art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mesmo que essa previsão conste no contrato, ainda poderá ser exigida a prestação de trabalho extraordinário, por motivo de força maior (nos termos do art. 61, parágrafo segundo, da CLT), e neste caso, a jornada de trabalho não poderá se estender por mais de 12 horas e as horas extras, por força maior, continuarão a ser contraprestadas com o adicional de 50%, no mínimo.

O controle de número de horas-extras só é obrigatório para as empresas com mais de 10 empregados e por se tratar de um documento interno cabe ao empregado anotar as suas horas extras trabalhadas. Há casos em que as horas-extras trabalhadas podem ser compensadas com folgas ou diminuição correspondente da jornada, o que é conhecido como banco de horas. Porém, a prática é permitida se houver previsão em convenção coletiva da categoria. Uma vez instituído o banco de horas, a compensação poderá ser feita em até 12 meses.

Quando habituais, os reflexos das horas-extras ultrapassam a remuneração mensal do empregado alcançando todas as verbas decorrentes do rompimento contratual, tais como aviso prévio, 13º salário proporcional e férias proporcionais acrescidas de um terço. Durante o contrato de trabalho, se habituais, têm impacto também no repouso semanal remunerado e no FGTS, de modo que a indenização de 40% sobre o FGTS também fica maior.