Nove coisas importantes ao administrar conflitos


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Ernesto Berg

Seja você gestor ou não, gerenciar a maneira como expressamos os sentimentos de raiva é fundamental para convivermos pacificamente com os outros, e também essencial para administrar conflitos. Se formos incapazes de expressar calma e racionalmente nossos argumentos e sentimentos, as pessoas irão adotar atitudes de afastamento ou de agressividade, conforme o caso.

A ira não é necessariamente ruim em níveis controláveis quando, por exemplo, nos colocamos contra uma situação inadequada e prejudicial. O perigo é a intensidade e a escalada dela que, quando intenso, pode atingir o ponto de descontrole emocional e consequentemente levar a situações desastrosas.

Não varra os problemas para debaixo do tapete

Se houver um conflito enfrente-o, usando para isso a abordagem que melhor se coadune com o momento. Não ignore a situação, nem  contemporize achando que o tempo sanará o desentendimento. O tempo quase sempre só agravará a discórdia. É comum não querermos enfrentar os problemas porque eles se tornaram difíceis; mas eles se tornaram difíceis exatamente por não querermos enfrentá-los.

Mas, em certas situações…

Pode, no entanto, haver situações especiais em que é mais vantajoso não encarar o conflito do que enfrentá-lo, pois a relação custo-benefício é desfavorável. Nesse caso use o método afastamento ou acomodação de gerenciamento de conflito, e fique atento aos acontecimentos para o caso que tenha de agir sobre a situação.

Evite impor soluções

Não se deixe levar pela ilusão do poder e da autoridade para enfrentar um conflito e impor soluções. Eles só vigoram enquanto você tiver crédito na empresa, e crédito é uma coisa muito volátil no mundo atual, onde as coisas mudam rapidamente. É como diz o ditado: “Trate bem as pessoas quando você estiver por cima, pois são as que provavelmente o auxiliarão quando despencar.”

Evite confrontos desnecessários

Tratando-se de coisas periféricas e de pouca importância não discuta, a menos que esteja preparado para aborrecer-se e perder tempo.

Não deixe o conflito definir suas prioridades

Dê o tempo necessário ao conflito, mas não permita que ele defina suas prioridades, e interfira em suas outras atividades, pois muitas tarefas e assuntos importantes da organização podem estar sendo relegados ao segundo plano na tentativa de lidar com o conflito.

Mas também não encare o conflito com descaso

O senso de perspectiva é essencial. Muitos gestores não querem perder tempo com o conflito e procuram soluções profiláticas, que a médio ou longo prazo não irão resolver a contenda e que mais adiante ressuscitará. Se você não dispuser de tempo, ou não quiser “desligar-se” de suas atividades e dedicar-se a resolver o conflito, o conflito acabará por “desligá-lo” e exigirá sua atenção, até você solucioná-lo.

Evite o uso de linguagem negativa num confronto

Elimine a linguagem negativa. Ela, por si só, é provocadora de discórdias e confrontos totalmente desnecessários. Palavras ou frases como: “Nunca”, “Impossível”, É proibido”, “Jamais”, “Está tudo errado”, “Discordo”, “É perda de tempo”, “Não vejo saída”, “É sempre assim”, “Não sei o que fazer”, são termos de reprovação, censura, desânimo ou complacência. O vocabulário negativo destaca o que não pode ser feito, em detrimento das soluções e ações positivas. Substitua palavras negativas pelas positivas, enfocando o que pode ser feito, quais as opções, ganhos e benefícios.

Deixe sempre uma saída honrosa

Não pressione alguém até o limite de ele não ter saída, mesmo que você tenha todos os trunfos. Qualquer solução que seja adotada nessa situação será uma solução pobre e de alcance limitado, pois o oponente foi humilhado. Deixe sempre um rota de escape; proponha alternativas para ele escolher, ou solicite sugestões à outra pessoa, mas dê a ela a chance de uma saída honrosa para “livrar a cara”.

Não piore a situação

É fácil piorar a situação quando as coisas já estão ruins, porque as pessoas perdem a lucidez e a capacidade de avaliar a intensidade do conflito.  Não faça eco à lei de Murphy: “Se algo está ruim, certamente piorará ainda mais.” Mantenha mão no leme e reverta a situação através de atitudes e ações positivas, analisando objetivamente os fatos, e estabelecendo um plano de ação claro e específico que elimine ou, pelo menos, minimize o problema.

Lembre-se: ou administramos os conflitos, ou os conflitos nos administram. Depende só de você.

Ernesto Berg é consultor de empresas, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão,administração de conflitos.

Recalls: entre janeiro e novembro foram 2.783.979 automóveis atingidos

recall

Levantamento feito pelo Procon-SP apontou que entre janeiro a novembro deste ano foram feitas 106 campanhas de recalls de veículos, atingindo um total de 2.783.979 automóveis. No mesmo período do ano passado foram 83 campanhas, atingindo 963.802 veículos, um aumento de 188% no número de carros afetados.

Os sistemas de airbag foram os que apresentaram mais problemas, com 20 campanhas e 1.363.718 veículos afetados. As montadoras que mais realizaram recall em 2015 foram a Mercedes-Benz, com nove chamamentos, Volkswagen com oito e Jeep e Land Rover, com seis cada. Em 2015, também houveram recalls de produtos infantis, medicamentos, alimentos, xampu, bicicletas, berço, alarme de incêndio e soprador elétrico, totalizando 120 chamamentos de recalls até novembro.

De 2002 até novembro de 2015, foram registradas 927 campanhas no Brasil. A Chevrolet é a marca que lidera os problemas de recall com um total de 57 chamamentos. Quanto aos automóveis, o itemairbag liderou os recalls devido a um problema com um grande fornecedor mundial, que abasteceu as montadoras em vários países. O assessório apresentou problemas no dispositivo de disparado que libera fragmentos contra os ocupantes do automóvel. Para consultar o banco de dados de recall, acesse o link http://sistemas.procon.sp.gov.br/recall/

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A importância da construção de planos de carreira para a motivação profissional

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Arley Ribeiro

Você tem alguma pergunta?”. Eu havia finalizado um teste escrito como última etapa em um processo para trabalhar como assessor técnico numa grande empresa multinacional americana. A analista de RH, que me acompanhou, fez essa pergunta logo depois que encerrei. Eu ia falar um “não”, mas o que saiu da minha boca foi “quantos níveis existem entre o assessor técnico e o presidente da empresa?”. Ela riu, contou nos dedos, e disse sorrindo: “Seis”.

Eu me despedi dela e, voltando para casa (de ônibus), me imaginava trabalhando lá. Meu desejo se realizou alguns dias depois, quando me ligaram e deram a notícia da minha aprovação no processo.

Assim que desliguei o telefone, me propus a subir os seis níveis. Mas era só intenção, não tinha a mínima ideia de como fazer para sentar na cadeira mais confortável da companhia.

Entrei nesta empresa no final de 1987. Em 2005, eu cheguei lá, 18 anos depois. Foi tudo planejado? Não, tudo não, mas grande parte sim. A sorte e o acaso me ajudaram muito, mas efetuei um plano de carreira que me ajudou a ser a melhor pessoa para o cargo principal, muitos anos depois.

O que eu fiz? Vamos a algumas dicas para construir um sólido plano de carreira, que o manterá motivado para seguir em direção ao topo:

1- Busque sempre uma promoção: qualquer tipo é importante, mesmo que não tenha aumento de salário, ou seja, uma promoção vertical (sem elevar o nível hierárquico). Para ser promovido, gere resultados sólidos. Em muitas empresas existe o componente político nas promoções, mas eu sempre trabalhei muito duro para entregar resultados comprovados;

2- Esteja apto para fazer o trabalho do seu chefe: em um momento de minha carreira, meu Gerente teve um acidente e quebrou a perna. Ele teve que ficar afastado cerca de dois meses e, nesse meio tempo, eu fiz a minha função e a dele. Pouco tempo depois que ele voltou, foi convidado a assumir outro departamento e eu fiquei no lugar dele;

3- Nem sempre existirão resultados, mas nunca desista deles: este é um ponto muito relevante (na minha visão, talvez o mais importante de todos). Existem momentos em que os resultados não aparecem, mesmo que você esteja trabalhando muito duro. Eles não vêm devido a mudanças internas na empresa, instabilidade de mercado, períodos de crise financeira, etc. Mas, nestes momentos difíceis, você precisa se manter motivado e continuar acreditando que vai virar o jogo.

4- Busque conhecimento e experiência: dez anos depois da minha contratação, eu havia evoluído três níveis hierárquicos, mas vi que não conseguia subir mais. Embora houvesse prometido a mim mesmo que iria ser o principal executivo, depois de algumas análises cheguei à conclusão de que não tinha mais condições de evoluir profissionalmente se permanecesse naquele emprego. Pedi demissão, fui para outra companhia multinacional americana, que me proporcionou minhas primeiras experiências internacionais, e mudei de novo um ano depois para uma empresa nacional.
Dentro de uma estrutura mais enxuta, alcancei o maior cargo em vendas e marketing três anos depois e me tornei diretor. Para minha surpresa, dois anos depois fui convidado a participar de um processo seletivo para ser o executivo principal da minha primeira empresa, aquela que eu havia deixado por falta de oportunidade de crescimento. Uma vez que eu havia trabalhado lá dez anos atrás, tinha experiência internacional e já tinha o cargo de diretor, consegui aquilo que eu almejei 18 anos depois;

5- Mire as estrelas: nunca queira ser gerente de departamento, ou diretor. Só existe um cargo que vale a pena, o de chefe: presidente, gerente geral, CEO, ou qualquer denominação que tenha o executivo principal. Construa seu plano de carreira para ser o executivo número 01 do negócio, assim, você terá motivação suficiente para continuar mesmo que tenha períodos difíceis.

Temos que levar sempre em consideração que os planos são mutáveis, algumas vezes precisam ser alterados devido a oportunidades que aparecem, ou problemas inesperados, como uma demissão. Eu mesmo já fui demitido uma vez e tive que alterar um pouco meus planos, mas a parte fundamental permaneceu e consegui uma excelente recolocação poucos meses depois. Por fim, existem dois tipos de executivos que chegam ao topo: os que fazem um bom plano de carreira e os que fazem um ruim, mas alteram o mesmo até que ele fique adequado.

Arley Ribeiro é executivo e engenheiro químico, com experiência no setor de adesivos de consumo e industrial em países da América do Sul, México, EUA, Europa e Índia.