O que é rastreabilidade

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis no Portal Target: https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Cristiano Bertulucci Silveira e Guilherme Cano Lopes

Atualmente, com a alta competitividade e grandes exigências quanto à qualidade, confiabilidade dos produtos e a transparência dos serviços oferecidos, os sistemas automáticos de rastreamento da cadeia de suprimentos se tornaram uma tendência global. Diversas empresas tem adotado programas de rastreabilidade para aprimorar sua produtividade e procurar ficar a frente dos concorrentes.

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Figura 1. Etiquetas utilizadas para rastreabilidade (RFID, Código de barras, 2D Datamatrix).

Rastrear a produção de forma manual não é uma maneira eficaz de atender as necessidades dos processos, pois a probabilidade de erros na identificação e o tempo de resposta às necessidades do processo são maiores. Por outro lado, os sistemas de rastreabilidade automática permitem a documentação da cadeia produtiva em tempo real, melhorando o gerenciamento dos regulamentos de qualidade, flexibilizando as linhas de montagem e aprimorando a logística da empresa. Tendo como objetivo ampliar a margem de lucro, reduzir custos e retrabalhos e, por fim, garantir a satisfação do cliente.

De forma geral, para desenvolver um programa de rastreabilidade é necessário primeiramente desenvolver um mapa de dados, no qual será definido o tipo dos dados a serem rastreados automaticamente. Para definir a origem dos dados é preciso identificar o ativo a com o auxílio de RFID ou códigos de barras fixados aos produtos.

Muitas vezes os portadores de dados de radiofrequência e os códigos de barras são utilizados de forma complementar no sistema. Porque apesar de a identificação por radiofrequência ser muito mais vantajosa quando se trata de um sistema de dados descentralizados, os códigos de barra ainda são muito utilizados para aplicações “somente leitura”, em ambientes não agressivos e com boa visibilidade.

Todas as aplicações dos programas de rastreabilidade visam o aumento da produtividade, assim como o melhor controle e gerenciamento dos processos de produção.

GERENCIAMENTO DE ATIVOS NA FÁBRICA

Os ativos são definidos como toda a forma de bem físico que uma empresa pode controlar. A gestão de um ativo consiste no controle do seu ciclo de vida, registrando suas informações e valores em um mapa de dados. Na indústria, os ativos que são geralmente rastreados consistem em máquinas operatrizes, pallets, containers, ferramentas, tanques de armazenamento e outros componentes industriais. O gerenciamento ou rastreabilidade de ativos consiste em identificar e documentar de forma precisa as mudanças de estado dos ativos.

A rastreabilidade permite, por exemplo, controlar as mudanças de localização, monitorar a disponibilidade e o estado de conformidade de uma série de suprimentos da fábrica. O intuito deste programa é reduzir as perdas dos mesmos e diminuir ao mínimo possível o tempo improdutivo, visando o melhor aproveitamento dos ativos.

MANUFATURA AUTOMATIZADA E INTEGRAÇÃO COM SISTEMAS MES

Os sistemas de execução de fabricação (do inglês Manufacturing Execution Systems, ou MES) são sistemas computacionais que documentam o progresso de um suprimento desde o estado de matéria prima até o produto final, operando em tempo real para manter o controle dos diversos elementos de um processo produtivo. Neste caso,  etiquetas RFID podem interagir com o sistema de manufatura automatizada de formas diferentes.

As tags podem ser utilizadas para o armazenamento de dados da construção de diferentes produtos a serem fabricados, tornando possível a implementação de uma linha de montagem flexível. Ou seja, onde uma única linha de produção realiza a fabricação de peças diferentes a partir das informações de construção contidas na etiqueta ou em um banco de dados centralizado.

As informações referentes aos resultados do processo produtivo também podem ser armazenadas nos portadores de dados para a realização do controle de fluxo e controle de arquivos. No controle de fluxo ocorre a verificação dos testes realizados durante determinado estágio da produção para certificar-se que o produto está apto a continuar no processo ou se precisa ser dirigido ao local de retrabalho. Já o controle de arquivo, é realizado para o armazenamento dos dados do processo. Mantendo assim um histórico no sistema, com informações detalhadas da fabricação de cada produto manufaturado. O que se torna muito útil em eventuais situações de recall ou quando a documentação é solicitada para questões de regulamentação.

LOGÍSTICA INTERNA

As etiquetas RFID podem ser fixadas em pallets e contêineres para auxiliar na logística interna de uma empresa. Ao realizar o transporte de um determinado número de produtos, é possível gravar no portador de dados do pallet a quantidade e a categoria do produto transportado. Evitando perdas e organizando a intralogística de forma rápida e prática.

KANBAN ELETRÔNICO

O Kanban é um sistema que foi desenvolvido a com o intuito de administrar o fluxo de produção a partir de cartões de sinalização que indicavam a entrega ou requisição de um material em determinado setor de uma fábrica. Com o avanço da tecnologia, tornou-se possível automatizar este padrão. Sendo denominado E-Kanban ou simplesmente Kanban eletrônico.

Com o uso do RFID, é possível tornar o mapeamento do movimento dos materiais de uma indústria totalmente automático, a partir da comunicação entre processos por radiofrequência. De forma que os processos se tornam mais rápidos e confiáveis. Além disso, o E-Kanban oferece outras vantagens. Este sistema solicita materiais de forma a equilibrar o inventário. Evitando a escassez da cadeia de suprimentos, assim como o excesso.

Adicionalmente, um sistema de planejamento de recurso corporativo permite integrar as solicitações do E-Kanban com os fornecedores externos. Garantindo o abastecimento adequado para a máxima produtividade.

A rastreabilidade tem sido muito discutida no Brasil, tendo em vista que o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) está sendo implantado na indústria farmacêutica. O programa de rastreabilidade de medicamentos visa trazer mais qualidade e segurança para o consumidor, pois de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estima-se que cerca de 30% dos medicamentos comercializados no Brasil se encontram em determinada situação de informalidade.

Como, por exemplo, medicamentos falsificados, não registrados, adulterados, roubados ou de origem desconhecida. Além do fato destes medicamentos não pagarem tributos e estarem fora dos padrões regulamentais, o consumo oferece altos riscos de agravar o quadro do paciente, causando danos que podem ser irreversíveis. Com o aumento deste problema na última década, a rastreabilidade de medicamentos foi a solução encontrada para melhorar a segurança do consumidor. Adicionalmente, em casos de problemas excepcionais, tais como o surgimento de efeitos adversos de um medicamento, a rastreabilidade auxiliará na identificação do lote irregular.

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Figura 2. Etiqueta 2D datamatrix utilizada no SNCM.

Com o programa de rastreabilidade de medicamentos definido como SNCM, todas as embalagens primárias e secundárias deverão ser rastreáveis, sendo que, nas etiquetas devem estar contidas as informações relativas à sua produção, comercialização e descarte. A identificação das embalagens primárias ocorrerá por meio de um código alfanumérico denominado IUM (Identificador Único de Medicamentos), armazenado em etiquetas de código de barras 2D desenvolvidas pela ANVISA e fabricadas pela casa da moeda, com o intuito de evitar fraudes no sistema.

O IUM é composto necessariamente por: código de registro do medicamento segundo a ANVISA, com 13 dígitos; número de série; data de validade; e identificação do lote. Quanto às embalagens secundárias, a identificação poderá ser realizada com códigos de barras convencionais, de uma dimensão.

Segundo estudos da Anvisa, a implantação das etiquetas é um processo mais barato e seguro do que a impressão do código na própria embalagem do medicamento. Os preços das etiquetadoras manuais variam de R$ 50,00 a R$ 300,00, enquanto as automáticas e de alto desempenho possuem uma média de preço em torno de R$ 5000,00 e R$ 14000,00 respectivamente. Além disso, segundo o estudo, 57% das indústrias produtoras de medicamentos já possuem etiquetadoras. Portanto, o impacto nos setores de produção das embalagens dos medicamentos será pequeno. Adicionalmente, não ocorrerá aumento nos preços dos medicamentos além do reajuste anual regulado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Logo, a partir das informações contidas neste artigo, é possível notar a importância que os programas de rastreabilidade possuem atualmente na indústria. A rastreabilidade tem garantido diversos benefícios para as empresas como, por exemplo, um melhor controle de qualidade, maior segurança para os consumidores, eventuais processos de recall facilitados e um aumento considerável da produtividade e competitividade.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems –cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti; e Guilherme Cano Lopes é estudante de engenharia de controle e automação pela Unesp e técnico em mecatrônica pela ETEc Getúlio Vargas. Durante a faculdade foi bolsista de iniciação científica e membro da equipe de pesquisa em robótica móvel da UNESP, participando em competições como a Robocup.  Atualmente é estagiário na empresa Citisystems.

Nada é permanente, exceto a mudança

PROJETOS DE NORMAS

Nesse link, é possível ter conhecimento dos Projetos de Norma Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Acesse: https://www.target.com.br/produtossolucoes/nbr/projetos.aspx

Tudo se encontra em constante processo de mudança. O Universo, nosso país, os pensamentos, os desejos, cada célula do corpo, tudo se transforma. Ou seja, o processo da mudança é algo inerente à vida.

Para o coach Robson Profeta, a mudança coloca todas as pessoas em um novo patamar de suas vidas, mas antes, acaba empurrando-as para locais desconhecidos. “Por não conhecermos as novas situações, somos invadidos pelo sentimento da estranheza, do medo, do estresse, do desconforto e da ansiedade. Mudar não é nada fácil, principalmente quando a mudança não é desejada”, revela.

Segundo ele, a mudança nasce à partir de um “gatilho”. De repente, um agente desencadeador dispara a possibilidade, o interesse e/ou a necessidade da mudança. Para entendê-la, o especialista listou algumas formas distintas de mudança, além da primeira a seguir (que não pode ser classificada como mudança).

A mudança impossível é a vontade de mudar algo que não pode ser mudado e, portanto, precisa ser aceito. Um exemplo simples: A pessoa tem uma baixa estatura e gostaria de ser alta, ou mesmo ao contrário. Determinadas mudanças são impossíveis, por isto não devemos sofrer querendo mudar algo que não irá mudar e sim aceitar e seguir em frente.

A mudança involuntária é aquela que ocorre em função de uma ou mais variáveis que não controlamos, como por exemplo, o falecimento de um ente querido, a demissão do emprego ou o término de uma relação amorosa. Estas situações nos colocam obrigatoriamente no processo de mudança e temos que encarar o fato, passar por ele, tirar proveito e nos tornarmos melhores. Afinal de contas, esses desafios nos lapidam.

A mudança voluntária consciente é aquela que ocorre em função de decisões tomadas e que, “teoricamente”, sabemos a razão pela qual queremos mudar. Alguns exemplos são: Mudar de cidade por causa da violência urbana; casar ou se separar; mudar de trabalho ou de departamento.

A mudança voluntária inconsciente é aquela que foge à nossa consciência, que está escondida no nosso mais profundo interior. Esta mudança é muito confundida com a voluntária consciente, pois, em diversas ocasiões, existe a ideia de que sabemos qual o verdadeiro gatilho que provoca o interesse da mudança. Porém, o consciente da pessoa pode estar pregando uma peça ou mesmo se protegendo, deixando as verdadeiras causas escondidas em nosso inconsciente. Muitas vezes achamos que estamos infelizes em nosso trabalho por questões financeiras e a partir disso buscamos salários melhores. Após algum período, percebemos que a insatisfação é por não fazer o que amamos, ou vice-versa, ou seja, buscarmos o que amamos e inconscientemente estarmos buscando segurança financeira.

Robson ainda afirma que o processo de mudança deve ser visto como algo natural. “Qualquer tipo de mudança pela qual estamos passando, pode nos auxiliar no processo de crescimento. Ela nos faz evoluir e empurrar a humanidade adiante”, conclui.