Crise: o desespero nas redes sociais por um emprego e dos spammers

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crise

Duas coisas notadas na internet durante essa crise criada por pessoas incompetentes na gestão do Brasil: o desespero dos brasileiros em conseguir um emprego nas redes sociais e dos spammers que aumentam o envio de e-mails maliciosos com uma quantidade de erros que faz a gente dar risadas. Os que querem emprego colocam seus telefones celulares, seus e-mails para empresas sem a mínima dignidade para arrumar um emprego para elas. Uma exposição pessoal bastante preocupante.

Para quem não sabe, os spammers são os que praticam o spam, ou seja, enviam diversos e-mails ou qualquer outro tipo de mensagem para diversas pessoas que, na maioria das vezes, contêm um vírus do tipo keylogger. O objetivo dos spammers é disseminar malwares a fim de criar botnets, que são redes de computadores zumbis.

Com isso, eles poderão enviar ainda mais spam para mais usuários, além é claro de obter diversas senhas e contas das vítimas. Deve-se pensar nisso como uma praga, que vai se multiplicando, como a dengue, aids, etc. Cada computador infectado envia a dezenas de novas pessoas os spam e até mesmo para os contatos pessoais desse usuário.

Se o livro depois de mais de 500 anos não conseguiu ajudar os seres humanos a melhorar em suas relações conflituosas, imagine a internet: 1.500 anos a 2.000 anos. O motivo para a atual crise no Brasil foge da questão econômica e passa pela questão de credibilidade do governo que parece sofrer de uma doença que não o deixa falar a verdade.

Ninguém quer colocar dinheiro na mão de pessoas que não sabem como aplicá-lo em prol do desenvolvimento da nação. Ou como confiar em uma presidente que gasta mal o dinheiro público, ou pior quando ele é desviado para sustentar o projeto criminoso de poder do lulopetismo, como definiu o ministro do STF, Gilmar Mendes.

A inflação continuará em ritmo menor do que foi em 2015, alavancada pelo aumento de preços controlados, como o da energia e gasolina. Esses dois itens estão relativamente alinhados. A alta do dólar, prevista para 2016, exercerá uma forte pressão inflacionária, principalmente sobre os preços dos alimentos, alguns deles tão básicos como farinha de trigo. Continuará sua trajetória de alta, chegando facilmente a R$ 4,50 até o final do ano.

Um problema da crise econômica de 2016 será a possibilidade de convulsão social. Manifestações cada vez mais numerosas e violentas como as da crise na década de 80, com atos de vandalismo, poderão acontecer. As empresas sofrerão bastante com os efeitos da crise econômica de 2016, principalmente aquelas que dependem de crédito para a manutenção dos seus negócios.

Uma recomendação é que todas as empresas devem se preparar para tempos difíceis. Mas, momentos de crise podem ser épocas de grandes oportunidades de negócios. Agregar valor aos serviços oferecidos aos clientes ou dar um salto de qualidade em uma ou mais características do produto ou serviço que de fato são relevantes para a sua escolha.

Agregar valor depende de pesquisas para detectar as necessidades dos clientes, no desenvolvimento de tecnologias e nas formas de administrar mais eficazes. Em outras palavras, para agregar valor, deve-se ter um olho no cliente e outro na inovação.

Se você tiver uma igreja, não vai ter problemas. Com a crise, a procura dos clientes será maior. Basta prometer a solução das suas dificuldades e um pouquinho da água do rio onde Jesus foi batizado para a cura de tudo (que pode ser da Cantareira mesmo), que o dízimo não vai parar de pingar.

O contraste das prioridades


NBR 9603 de 12/2015: como realizar a sondagem a trado

Qual a aparelhagem a ser utilizada para a sondagem a trado? Quais os requisitos específicos para a execução…

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A priorização pode ser facilitada pela matriz de causa e efeito (CE).

Scott Force

Os profissionais de qualidade podem não atender a todas as reclamações de clientes, remover todos os defeitos ou ter todas as soluções para o processo de implementação que a equipe desenvolve, por isso a priorização é vital. Isso mantém a orientação para resolver os problemas mais significativos e a implementação de soluções que proporcionam uma maior impacto na organização.

Como engenheiro de qualidade certificado, eu aprendi muitas técnicas para melhorar os processos, mas nada aconteceu até que eu recebi meu treinamento em Lean Six Sigma Black Belt e descobri a matriz de causa e efeito (CE), a ferramenta que tenho usado extensivamente na priorização dos elementos.

Como parte da metodologia de implantação da função de qualidade (QFD), a matriz CE permite avaliar ou comparar vários elementos através de uma lista de atributos em intervalos definidos para a sua pontuação. A Tabela 1 mostra um exemplo de uma matriz CE utilizada para a comparação em entrevistar candidatos com base em três atributos: anos de experiência em Lean Six Sigma, pretensão salarial e número de projetos concluídos.

As duas principais características da matriz são o peso ou o nível de importância e os critérios de pontuação para os atributos em uma escala de zero, um, três ou nove. No desenvolvimento do QFD, seus facilitadores querem criar um contraste maior entre os atributos fortes (marcar nove) dos mais fracos (escores de zero, um ou três). No exemplo da entrevista (ver Tabela 1), o perfil de pontuação permite que os candidatos que receberam um nove em um ou mais atributos têm mais influência sobre a priorização final para entrevistas futuras. (1)

As estimativas para a pontuação são simples: o peso ou o nível de importância de cada atributo é multiplicado pela avaliação feita pelos clientes desse atributo. Estes resultados são adicionados na linha horizontal e fornecem os pontos finais.(2) A Tabela 1 mostra os candidatos A, B e D com um conjunto de número maior de atributos preferidos para a posição, o que garante o monitoramento das comunicações ou de verificação para determinar como proceder em entrevistas futuras.

Clique na figura para uma melhor visualização

table1

No contexto dos projetos Lean Seis Sigma, a matriz CE reduz a lista de entradas no processo e como eles se relacionam com as suas saídas. Isso ajuda as equipes a investigar várias coisas: como proceder através da fase de medição do processo para definir, medir, analisar, melhorar e controlar (DMAIC); melhor priorização de melhorias para testar a fase de melhoria; e como a matriz pode ser usada como uma ferramenta de planejamento estratégico, comparando os processos em toda a organização para decidir onde concentrar os esforços de melhoria.

A matriz CE permite uma abordagem metódica e disciplinada para processo de abordagem de melhoria que é semelhante a outros métodos, como o ciclo Plan-Do-Check-e DMAIC. Isto é o que sempre me impressionou na melhoria de processos: embora eu possa ignorar as soluções para os problemas que são atribuídos à minha equipe, sei que após o meu treinamento e contando com as minhas ferramentas, sempre eu terei uma alta probabilidade de sucesso.

Referências

(1) Louis Cohen, Quality Function Deployment: How to Make QFD Work for You, Prentice Hall, 1995, p. 144.

(2) Scott Force, Creative Combination, Quality Progress, março de 2012, p. 72.

Scott Force é engenheiro de qualidade e especialista em Six Sigma Black Belt certificado pela ASQ. Ele obteve seu diploma de bacharel em engenharia industrial pela Universidade de Miami em Oxford, Ohio. Force é um membro sênior da ASQ e Six Sigma Master Black Belt formado por Sigma Breakthrough Technologies Inc.

Fonte: Quality Progress – http://asq.org/qualityprogress/index.html

Tradução: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Faça o teste e descubra qual é a sua missão de vida?


Calculando o tráfego em elevadores conforme a norma e oferecendo boas condições de uso

Os elevadores são equipamentos destinados ao transporte de cargas e passageiros em planos verticais e inclinados…

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Ernesto Berg

Helen Keller, a famosa escritora e conferencista americana, que desde tenra idade (aos 20 meses de vida) ficou cega e surda, devido à escarlatina, foi certa vez entrevistada, e lhe perguntaram: “O que é pior do que nascer cega?” “Ter a capacidade de enxergar e não ter visão” – respondeu ela.
Este questionário aborda um dos fatores cruciais, não só na vida dos líderes, como de qualquer pessoa: a missão de vida. É ela que dá sentido à nossa vida, o motivo pelo qual estamos aqui. Como você se localiza em relação isso? Esse questionário focaliza missão de vida pelo lado profissional, mas fornece importantes inputs sobre sua missão de vida no aspecto mais abrangente. Responda atribuindo notas conforme critério abaixo:

5- Concordo totalmente

4- Concordo em boa parte

3- Não concordo nem discordo

2- Discordo em boa parte

1- Discordo totalmente

1 – O trabalho que eu executo tem grande significado para mim. _____

2 – Eu faço a diferença na vida das pessoas. _____

3 –  Sou visto pelos meus colegas como um bom companheiro de equipe.  _____

4 –  Minha declaração pessoal de missão de vida revela o melhor de mim. _____

5 –  Sinto-me extremamente realizado em minha carreira profissional. _____

6 –  Em tudo que eu faço dou o melhor dos meus esforços. _____

7 –  Considero os problemas dos meus colegas como se fossem meus também. _____

8 –  Confio em mim e me empenho fortemente para atingir meus objetivos. _____

9 –  Minha missão pessoal de vida é fonte de inspiração para que o meu desempenho seja o melhor possível. _____

10 – Acredito firmemente que tenho uma missão de vida a cumprir. _____

11 – Minha visão de vida é muito clara e tem grande significado para mim. _____

12 – Tenho um forte sentimento de compromisso para com os meus colegas de
trabalho._____

13 – Eu fixo  objetivos  desafiadores para mim e os persigo firmemente porque
acredito que vou atingi-los_____

14 – Eu me atiro de corpo e alma naquilo em que acredito_____

15 – Sinto-me apreciado e considerado pelas pessoas_____

Total de pontos_______

Sua Avaliação

Este questionário não pretende ser um diagnóstico de sua personalidade ou individualidade. Ele foi feito para que você faça uma autoanálise sobre o seu senso de missão de vida profissional. Menciona itens relacionados à missão de vida, visão pessoal, valores, convicções, liderança e relacionamento com grupos.

De 65 a 75 pontos. Esse escore revela que você tem um forte sentido de missão de vida, da visão de como realizá-la e de que está comprometido em atingir objetivos que sejam consistentes com sua liderança pessoal.

De 50 a 64 pontos. Essa pontuação mostra que você tem uma boa noção de sua missão de vida e de sua liderança pessoal, entretanto está apenas parcialmente comprometido em cumpri-las, seja por falta de estímulo, seja por desinteresse de sua parte. Pode melhorar.

Abaixo de 50 pontos. É um escore que revela uma grande desatenção (ou desinteresse) para sua missão e objetivos de vida e dos reais motivos pelos quais peregrina neste planeta. Não desanime. Leia os comentários abaixo.

Liderança pessoal e missão de vida

Liderança pessoal é a habilidade de ajustar seu pensamento e definir uma direção precisa para sua vida. Requer seu comprometimento em mover-se naquela direção através de ações específicas (as metas) e assim concretizar seus mais importantes objetivos de vida pessoais e profissionais, isto é, sua missão. Exercer liderança pessoal significa desenvolver uma autoimagem positiva que lhe dá a coragem e autoconfiança necessárias para seguir o caminho com perseverança e assumir responsabilidade pelos resultados.

A essência mesma da liderança pessoal é você fazer o que é certo e produtivo para você, independente dos obstáculos e das opiniões dos outros. Isto quer dizer que sua missão de vida e sua visão, não são criadas pelas circunstâncias ou situações externas, mas representam sua resposta a elas, fundamentadas em suas aptidões, competências, crenças e valores. A liderança pessoal resulta de quatro fatores indispensáveis: autoimagem positiva, sólida automotivação, crença inabalável de que suas expectativas serão realizadas e confiança em seu próprio potencial inexplorado.

A maneira de podermos materializar todo esse potencial é realizada através da fixação de objetivos e metas por escrito, lance fundamental para que isso ocorra. Assim, fixar objetivos e metas, funciona como um facho de luz potente e insubstituível para que você possa exercer sua liderança pessoal e definir sua missão de vida.

Carreira X Vocação

A missão de vida é o que dá sentido à nossa existência. Sem ela corremos o risco de seguir um caminho que não foi talhado para nós e sentir-nos frustrados, mesmo que tenhamos uma carreira de êxito. Conheço vários casos de executivos bem-sucedidos em seu trabalho, que subiram todos os degraus que se propuseram a subir e de terem atingido as metas que fixaram para si e, mesmo assim, infelizes por não terem seguido suas verdadeiras vocações.

Eles, de certa forma, subiram os degraus que queriam, mas a escada estava na parede errada, porque confundiram carreira com vocação. Carreira trata de sua ascensão profissional, enquanto que vocação é o seu “chamamento”, aquilo que você gosta e tem facilidade de fazer, isto é, seu talento natural. Você pode ter uma boa carreira profissional, galgar postos importantes na organização, ter um ótimo salário, mas nem por isso, cumprir sua vocação, aquilo que mantém sua chama interior acesa. Isto poderá frustrá-lo bastante, mais tarde, em sua vida.

O ideal é você seguir primeiramente sua vocação e, depois, fazer dela uma carreira profissional de sucesso expandindo os conhecimentos e competências através do uso dos seus talentos naturais. Somente seguindo sua missão de vida é que você irá pôr sua escada profissional e pessoal na parede certa. A vocação, atrelada à missão de vida, é o nosso papel a cumprir neste planeta; é o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia que vivemos, nos completa e nos faz felizes.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.

O crime de estelionato praticado contra os idosos

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Leopoldo Luis Lima Oliveira

Foi sancionada em dezembro a lei 13.228/2015 que altera a pena do estelionato quando cometido contra pessoas idosas. O texto prevê que, nesses casos, a pena deve ser aplicada em dobro. Com isso, estelionatos praticados contra idosos podem ter uma pena de até dez anos de prisão.

Previsto no Código Penal, o crime tipificado como estelionato ocorre quando alguém obtém vantagem ilícita, com prejuízo de outra pessoa, ao induzir alguém a erro por meio de artifício ardil e fraudulento. É comum os agentes criminosos se utilizarem de ações contra idosos principalmente em situação de debilidade, aproveitando-se da fragilidade e até da inocência.

A legislação leva em conta o critério cronológico, ou seja, idoso é aquele que se encontra com idade igual ou superior à sessenta anos de idade. Nas hipóteses em que a vítima de um crime comum tiver idade superior à 60 anos, o legislador entendeu que o sujeito passivo deve ser censurado de maneira mais severa, em virtude da vulnerabilidade do idoso, portador de idade avançada.

No Brasil ainda se entende que a lei mais severa inibe a prática da conduta criminosa. Ainda que a legislação possa apresentar um caráter educativo, estamos longe de suprir por meio da norma a ingratidão própria da cultura, educação e formação do ser humano. As iniciativas são válidas e claro ingressamos na chamada dignidade da pessoa humana, mas em países em que pena de morte é utilizada como forma de resposta, o índice de criminalidade acaba sendo o mesmo.

É importante mencionar que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara também aprovou o Projeto de Lei nº 131/2011, de autoria da deputada federal Tia Eron, aumentando o rigor das penalidades relacionadas ao uso indevido de vagas de estacionamento destinadas a idosos e portadores de deficiência física. Em breve a lei entrará em vigor.

Aliás quem nunca percebeu um veículo estacionando em vagas de idosos principalmente em períodos festivos no país? A preocupação com idosos em todo o mundo motivam projetos buscando coibir e reduzir práticas atentatórias. No mesmo mês de aprovação da lei no Brasil, em Portugal um projeto busca introduzir normas no Código Penal para proibir comportamentos contra os direitos fundamentais dos idosos.

Segundo o projeto por exemplo quem abandonar um idoso num hospital ou se aproveitar das suas limitações mentais para aceder aos seus bens poderá incorrer numa pena de prisão de até dois anos, passando a ser crime coagir uma pessoa idosa que não esteja na posse da totalidade das suas faculdades mentais, com o objetivo de aceder e administrar os seus bens. Também os atos notariais passam a ser observados mais de perto passando a ser crime fazê-los com pessoas idosas quando limitadas em suas faculdades mentais.

De qualquer forma estamos diante de contribuições legais e teóricas da modernidade onde termos semânticos como segurança e risco são substituídos por termos que não chegam à garantir proteção efetiva aos bens jurídicos.  É claro que o Direito Penal deve acompanhar e manter laços com as mudanças de valores.

Os problemas atuais e modernos da nossa sociedade estão trazendo um direito interventivo, administrativo sem imposição de penas criminais ou mesmo preocupado em arcar com custos. Já a nova lei aprovada busca resguardar direitos por meio do aumento de pena. Percebe-se que a sociedade ainda clama por medidas restritivas de liberdade para apaziguar os sentimentos de instabilidade social e as desilusões próprias da modernidade.

O Código Penal atual ainda não consegue tutelar de forma satisfatória todas as condutas criminosas praticadas e merece uma reforma. Afinal, a questão é a garantia de um futuro digno e que traga proteção às gerações, principalmente aos idosos. Mas e no Brasil ? Aumentando a pena estamos no caminho certo ?

Leopoldo Luis Lima Oliveira é pós graduado em direito penal, processo penal e tributário. É mestre em Direito Penal pela PUC São Paulo e presidente da OAB Tatuapé.

Em São Paulo, as praias são monitoradas quanto à sua balneabilidade

Quem nada em praias poluídas fica doente? Os especialistas acham que essa pergunta é difícil de se responder porque isso depende de uma série de fatores. Uma das formas de se chegar a uma conclusão é através da realização de um estudo epidemiológico.

Este tipo de trabalho busca compreender a ocorrência de doenças em um grupo de indivíduos de uma determinada população, subdividindo-os em expostos e não expostos a uma situação ou condição. No caso da balneabilidade, trata-se de entender a ocorrência de doenças de veiculação hídrica (doenças transmitidas por microrganismos patogênicos presentes na água) em banhistas.

A balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água (natação, mergulho, esqui-aquático, etc.), onde a possibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada. Para sua avaliação é necessário o estabelecimento de critérios objetivos. Estes critérios devem se basear em indicadores a serem monitorados e seus valores confrontados com padrões pré estabelecidos, para que se possa identificar se as condições de balneabilidade em um determinado local são favoráveis ou não; pode-se definir, inclusive, classes de balneabilidade para melhor orientação dos usuários.

O parâmetro indicador básico para a classificação das praias quanto a sua balneabilidade em termos sanitários é a densidade de coliformes fecais. Diversos são os fatores que condicionam a presença de esgotos nas praias:

Existência de sistemas de coleta e disposição dos despejos domésticos
gerados nas proximidades

Existência de córregos
afluindo ao mar

Afluência turísica durante
os períodos
de temporada

Fisiografia da praia

Ocorrênci de chuvas

Condições
de maré

Na verdade, os corpos d’água contaminados por esgoto doméstico ao atingirem as águas das praias podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Crianças e idosos, ou pessoas com baixa resistência, são as mais suscetíveis a desenvolver doenças ou infecções após terem nadado em águas contaminadas.

As doenças relacionadas ao banho, em geral, não são graves. A doença mais comum associada à água poluída por esgoto é a gastroenterite. Ela ocorre numa grande variedade de formas e pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas: enjôo, vômitos, dores de estômago, diarréia, dor de cabeça e febre.

Outras doenças menos graves incluem infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em locais muito contaminados os banhistas podem estar expostos a doenças mais graves, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifóide.

Considerando-se as diversas variáveis intervenientes na balneabilidade das praias e sua relação com a possibilidade de riscos à saúde dos freqüentadores, é recomendável:

Não tomar banho nas águas das praias que forem classificadas como Impóprias

Evitar o contato com os cursos d’água que afluem às praias

Evitar o uso das praias que recebem corpos d’água cuja qualidade é desconhecida; após a ocorrência de chuvas de maior intensidade

Evitar a ingestão de água do mar, com redobrada atenção para com as crianças e idosos, que são mais sensíveis e menos imunes do que os adultos

Não levar animais à praia

Em São Paulo, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), para medir a balneabilidade, faz uma coleta nas praias. Semanalmente, são coletadas amostras de água utilizadas na análise da balneabilidade, coletando amostras de água do mar aos domingos, em 165 pontos, distribuídos em 149 praias.

O trabalho tem início com a coleta, feita por uma equipe técnica de sete coletores, que partem para pontos estratégicos, localizados no litoral norte e sul do estado. O coletor entra no mar, até a altura da cintura, e coleta a água, em um frasco esterilizado, a 20 cm abaixo da superfície. Mensalmente, é analisada uma média de 700 amostras de água. No ano de 2015, por exemplo, a Cetesb realizou um total de 8.280 amostras.

Ao final do dia, depois de percorrer todas as praias, as amostras são encaminhadas, para os laboratórios das Agências Ambientais de Cubatão e Taubaté, para análise.

Coleta na isóbata de 1m

Coleta na isóbata de 1m

O Programa de Balneabilidade das Praias Paulistas é desenvolvido pela Cetesb desde 1968, com o início das amostragens limitado às praias da Baixada Santista, estendendo-se posteriormente a todo o litoral. Hoje, o programa segue os critérios estabelecidos na Resolução Conama n.º 274/00.

Publicada em dezembro de 2000, a nova resolução introduziu outros indicadores de contaminação fecal e manteve a classificação das praias de acordo com as densidades resultantes de análises feitas em cinco semanas consecutivas. Quem quiser acompanhar a balneabilidade das praias, semanalmente, deve acessar o link: http://praias.cetesb.sp.gov.br/boletim-semanal/

Amostras são colocadas no gelo.

Amostras são colocadas no gelo.

Acidentes de origem elétrica em 2015

O ano de 2015 começou assustador com relação aos acidentes fatais por choques elétricos, resultando em 75 mortes só no mês de janeiro, mas ao longo do ano o número foi diminuindo e o ano fechou com uma queda de 5% em relação aos acidentes fatais apurados em 2014: de 627 para 601. Isso foi o que concluiu a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).

Quando o assunto é incêndio gerado por sobrecargas e curto circuitos, o número assustou, pois passou de 295 em 2014 para 441 em 2015, significando um aumento de 49%. Este aumento nos incêndios acabou definindo que nos números totais de acidentes envolvendo eletricidade (com ou sem morte) tivesse um aumento de quase 3% em relação a 2014 (1222 – 2014 para 1257 – 2015).

Outro dado que alarmou é o número de pessoas que perderam a vida devido em incêndios causados por eletricidade: 33 pessoas tiveram a vida interrompida devido a um incêndio com origem na eletricidade, este número é 65% maior que em 2014 quando houve 20 mortes por esta natureza. A dureza dos números devem servir de alerta para que haja uma mobilização em torno de um ideal de zero acidente com eletricidade. Claro que isso é uma utopia, já que a grande maioria destes acidentes aconteceram por absoluta falta de informação, falta de cuidados, falta de conscientização para os perigos que a eletricidade, quando não é respeitada, pode causar.

Inovando e reinventando a engenharia

Conferência de Gestão de Qualidade em Portugal

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Depois do sucesso da primeira edição da International Conference on Quality Engineering and Management, em 2014, a segunda edição ocorrerá entre os dias 13 e 15 de julho de 2016, na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal, na qual se pretende assumir como uma das mais importantes conferências científicas mundiais na área da Qualidade.

Marcus Granadeiro

É muito difícil para um profissional fora do nível estratégico da empresa entender o valor que as inovações em tecnologia podem trazer ao negócio. Como transformar a inovação tecnológica em inovação de negócio e, assim, criar um novo produto, ter mais rentabilidade ou até mesmo produzir um diferencial competitivo?

Este vem sendo um problema para as empresas de engenharia, pois normalmente o nível estratégico é ocupado pelos fundadores da empresa, ou seja, profissionais mais maduros, excelentes engenheiros com grande reputação, mas longe do contato e interesse na tecnologia. Este cenário vem predominando até agora.

As empresas até compram tecnologia, investem em softwares CAD, modeladores BIM e sistemas de gestão de documentos e processos, porém este gasto não se reflete no negócio, assim a TI passou a ser entendida como custo e não investimento. A empresa faz a atualização porque saiu uma nova versão, assim como o dono troca anualmente o seu modelo de carro, porém não se pensa, planeja e justifica esta atualização com um impacto no negócio.

O “jogo vai virar”, dois grandes fatores já estão promovendo mudanças e irão alterar este cenário de forma definitiva em um curto espaço de tempo. O primeiro deles é a crise.

Em momentos como os atuais é impensável gastar dinheiro com algo que não traga um benefício muito bem mapeado e comprovado. Também é questão de sobrevivência inovar, não há mais zona de conforto, inovar para criar novos produtos, achar novos clientes, aumentar produtividade, ter um diferencial, etc.

O segundo vem da indústria de software, que está mudando o seu modelo de comercialização e ficando mais aderente ao modelo que o tsunami chamado “nuvem” impôs. Com a nuvem veio o conceito de software como serviço, no qual a empresa paga pelo o que usa e quando usa. Modelo este que não se compra, mas sim aluga-se.

No SaaS (Software as a Service), não basta fornecer uma aplicação que roda de forma individual, pois este padrão de fornecimento demanda softwares que operem de forma integrada e com serviços associados. Ter um software e não usá-lo passa a significar algo semelhante a alugar um escritório e deixá-lo vazio, alugar um carro e apenas pegar táxi. Ficará muito explícito o custo sem o benefício associado.

Qual caminho seguir? Primeiro deve-se mudar o entendimento que tecnologia é um custo, ela deve ser encarada como um investimento, pois é elemento que propicia a necessária inovação.

Depois é preciso dar mais eficiência e eficácia ao investimento em tecnologia. Então, o caminho é fazer com que os sócios comecem a entender os conceitos, invistam tempo em aprender e trilhar a busca do uso da inovação tecnológica para reinventar a engenharia de suas empresas.

Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP e presidente da Construtivo.com.

Conferência de Gestão de Qualidade em Portugal

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Depois do sucesso da primeira edição da International Conference on Quality Engineering and Management, em 2014, a segunda edição ocorrerá entre os dias 13 e 15 de julho de 2016, na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal, na qual se pretende assumir como uma das mais importantes conferências científicas mundiais na área da Qualidade.

A Target (www.target.com.br) e a revista digital Banas Qualidade (www.banasqualidade.com.br) estão apoiando a conferência que incluirá palestras, sessões técnicas paralelas, uma série de eventos sociais e de networking, incluindo um jantar oficial da conferência. Os palestrantes da segunda edição:

– Eric Rebentisch, Massachusetts Institute of Technology (MIT), USA;

– Jiju Antony, Heriot Watt University, UK;

– Lars Sörqvist, Sandholm Associates AB, Sweden;

– Marco Reis, University of Coimbra, Portugal.

Segundo Paulo Sampaio, conference chair, da Escola de Engenharia, Departamento de Produção e Sistemas, Campus Gualtar, em Braga, Portugal (icqem@dps.uminho.pt), este evento combina duas áreas que normalmente não são reunidas: a Engenharia da Qualidade e a Gestão da Qualidade. “Esperamos que os resultados de nosso esforço se traduzam em um evento de sucesso, tornando-se gradualmente esta conferência em um evento científico importante no campo da Qualidade”, explica.

Ele acrescenta que a ideia é, mais uma vez, aproveitar essa grande oportunidade e fazer com as contribuições dos que quiserem participar de um evento com qualidade, compartilhado e construído por um grupo de alto nível. Assim, o Scientific Committee of the International Conference on Quality Engineering and Management convida a todos a apresentar um trabalho técnico, com aplicações teóricas e/ou práticas.

Os tópicos relevantes incluem, mas não limitados a: Modelos de Excelência Empresarial; Satisfação do Cliente; Sistemas de Gestão; Excelência Operacional; Melhoria Organizacional; Engenharia da Qualidade; Gestão da Qualidade e Inovação; Gestão da Qualidade em diferentes setores de atividade (saúde, ensino superior, serviços, etc.); Ferramentas da Qualidade; Confiabilidade e Manutenção; Six Sigma/Lean Six Sigma; Normalização; Gestão de Qualidade de Fornecedores; Metodologia Taguchi/Projeto de Experimentos; e Gestão de Qualidade Total.

Datas importantes

– Notificação de aceitação dos resumos enviados: 31 de janeiro de 2016;

– Submissão de artigos completos: 31 de março de 2016.

Língua oficial da Conferência: inglês.

Mais informações em: http://icqem.dps.uminho.pt/

As análises da NASA e NOAA revelaram um recorde de altas temperaturas globais em 2015

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As temperaturas continuaram altas em 2015, havendo uma tendência de aquecimento global de longo prazo, de acordo com análises feitas pelos cientistas da National Aeronautics and Space Administration (NASA) e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). O NASA’s Goddard Institute for Space Studies (GISS) in New York (GISTEMP) concordou com a constatação de que 2015 foi o ano mais quente já registrado com base em análises dos dados. A análise da NASA estimou que 2015 foi o ano mais quente com 94% de certeza.

“A mudança climática é o desafio de nossa geração e o trabalho vital da NASA sobre esta importante questão afeta cada pessoa na Terra”, explica o administrador da NASA Charles Bolden. “O anúncio não só ressalta como é crítico o programa de observação da Terra da NASA, ou seja se tornou um ponto de dados chave que deveria fazer com que as gestores públicos se movimentassem ao tomar conhecimento disso. Agora é a hora de agir sobre o clima”.

A temperatura média da superfície do planeta subiu cerca de 1,8 graus Fahrenheit (1,0 grau Celsius) desde o final do século 19, uma mudança em grande parte impulsionado pelo aumento do dióxido de carbono e outras emissões criadas pelo homem na atmosfera. A maior parte do aquecimento ocorrido nos últimos 35 anos, com 15 dos 16 anos mais quentes registrados ocorrendo desde 2001. No ano passado foi a primeira vez que as temperaturas médias globais foram de 1 grau Celsius ou mais acima da média de 1880-1899.

Os fenômenos como o El Niño ou La Niña, que esquenta ou esfria o Oceano Pacífico tropical, podem contribuir para as variações de curto prazo na temperatura média global. Um aquecimento do El Niño esteve em vigor durante a maior parte de 2015.

“2015 foi notável, mesmo no contexto da continuidade do El Niño”, disse Gavin Schmidt, diretor do GISS. “As temperaturas do ano passado tiveram uma assistência de El Niño, mas é o efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos assistindo”.

A dinâmica do tempo muitas vezes afetam as temperaturas regionais, de modo que nem todas as regiões na Terra experimentaram as temperaturas médias recordes no ano passado. Por exemplo, a NASA e a NOAA descobriram que a temperatura média anual de 2015 para os 48 estados dos Estados Unidos foi o segundo mais quente já registrado.

As análises da NASA incorporaram as medições de temperatura de superfície de 6.300 estações meteorológicas, as observações navais e os dados baseados em boia de temperaturas da superfície do mar e as medições de temperatura de estações de pesquisa da Antártida. Estas medições são analisadas utilizando um algoritmo que considera o espaçamento variado das estações de temperatura em todo o mundo e os efeitos do aquecimento local que poderiam distorcer as conclusões. O resultado desses cálculos é uma estimativa da diferença de temperatura média global a partir de um período de referência de 1951 a 1980.

Os cientistas da NOAA usaram os mesmos dados de temperatura, mas em um período de referência diferente e métodos diferentes para analisar as regiões polares e as temperaturas globais da Terra. O GISS é um laboratório da NASA gerenciado pela Earth Sciences Division of the agency’s Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Maryland. O laboratório é afiliado com a Columbia University’s Earth Institute and School of Engineering and Applied Science in New York.

A NASA monitora os sinais vitais da Terra a partir da terra, ar e espaço com uma frota de satélites, bem como com a observação no ar e no solo. A agência desenvolve novas maneiras de observar e estudar os sistemas naturais da Terra interligados com registros de dados de longo prazo e ferramentas de análise de computador para ver melhor como o planeta está mudando. As ações da NASA deste conhecimento exclusivo são compartilhadas com a comunidade global e ela trabalha com instituições nos Estados Unidos e ao redor do mundo que contribuem para a compreensão e proteção do planeta.

Cartas geotécnicas orientam prefeituras no planejamento territorial e prevenção de desastres naturais

CÓDIGO DE OBRAS

NBR12286 (NB1370) de 04/1992 – Roteiro para elaboração e apresentação do Código de Obras

Fixa diretrizes a observar no preparo, redação e apresentação do Código de Obras Municipal.

As cartas geotécnicas são importantes instrumentos para o melhor planejamento e ordenamento territorial dos municípios. Os documentos cartográficos que trazem detalhes do meio físico e seus processos geodinâmicos, eles permitem conhecer as limitações e potencialidades dos terrenos, orientando assim o seu uso.

As cartas são essenciais sobretudo para as cidades com áreas suscetíveis a deslizamentos, inundações e demais desastres naturais, entendimento expresso na Lei Federal 12.608/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Para auxiliar as prefeituras no atendimento à legislação, o IPT lançou um guia orientativo aos municípios, que busca contribuir para a compreensão e utilização de cartas geotécnicas no planejamento e na defesa civil das cidades.

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IPT desenvolveu a primeira carta geotécnica urbana do País, em 1980, nas áreas de morros de Santos e São Vicente

A estimativa hoje é que cerca de 1.100 cidades brasileiras, ou aproximadamente 20% do total, constem do cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações. A PNPDEC altera o Estatuto da Cidade, estabelecendo que o plano diretor dos municípios cadastrados deve conter o mapeamento das áreas suscetíveis, além de requerer que a identificação e o mapeamento de áreas de risco levem em conta as cartas geotécnicas.

A lei também exige que estados e municípios apresentem as cartas para acessar os recursos federais disponíveis para atuação na prevenção de desastres. De acordo com Omar Yazbek Bitar, pesquisador do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT e coordenador do guia, os municípios ainda enfrentam dificuldades para produzir ou solicitar as cartas, e até mesmo para internalizar o conteúdo dos documentos em suas atividades de planejamento territorial. “Isso ocorre por diversas razões, mas uma delas certamente é a ausência de uma política municipal especificamente dedicada ao tema na maior parte das prefeituras”, explica.

Apenas uma pequena porcentagem dos municípios no Brasil possui hoje os três tipos de cartas previstos – carta de suscetibilidade, carta de aptidão à urbanização e carta de risco. O guia ajuda, por exemplo, a distinguir esses três tipos de cartas exigidos pela PNPDEC, assim como seus usos. “A carta de suscetibilidade classifica os terrenos em distintos graus quanto à propensão a processos do meio físico que podem gerar desastres naturais; já a carta de aptidão à urbanização contém o resultado de uma avaliação dos perigos associados a processos do meio físico e as recomendações ao uso urbano do solo de acordo com as limitações e potencialidades de cada unidade geotécnica delimitada; por fim, a carta de risco aponta setores e edificações em situação de maior ou menor risco e envolve avaliação de perigo, vulnerabilidade e consequências”, esclarece Bitar.

Equipe do IPT faz análise em área de risco no município de São Roque

Apesar das diferenças, todas devem ser vistas como ferramentas de caráter essencialmente preventivo. “O objetivo principal é aumentar a resiliência das cidades para que elas possam lidar melhor com a possibilidade de desastres e também com problemas geotécnicos do dia a dia. A correta utilização das cartas geotécnicas pode auxiliar a prevenir e evitar problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, desde os mais simples até os que tendem a gerar desastres naturais”, defende o pesquisador.

O guia auxilia ainda a prefeitura a verificar se o município já possui alguma carta geotécnica, indica os órgãos que podem desenvolver os documentos e aponta o passo a passo para a obtenção de recursos financeiros para sua elaboração. A tradição do IPT no desenvolvimento de cartas geotécnicas foi fundamental na produção do guia.

O instituto é responsável pelas cartas precursoras de áreas urbanas no País, sendo a primeira delas da região dos morros das cidades de Santos e São Vicente, datada de 1980. As orientações do guia são, portanto, baseadas no conhecimento acumulado pelo IPT e leva em conta as questões frequentemente feitas por prefeitos, vereadores, secretários e técnicos municipais às equipes do Instituto ao longo dos últimos anos.

Guia

O guia visa subsidiar os municípios no atendimento a demandas estabelecidas recentemente pela legislação brasileira, com a perspectiva de contribuir para a compreensão e utilização de cartas geotécnicas no planejamento e ordenamento territorial e na proteção e defesa civil. A correta utilização das cartas geotécnicas pode auxiliar a prevenir e evitar problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, desde os mais simples até os que tendem a gerar desastres naturais.

O IPT busca assim oferecer respostas objetivas a questões frequentemente apresentadas por prefeitos, vereadores, secretários e técnicos municipais às equipes técnicas do Instituto nos últimos anos, tanto no Estado de São Paulo quanto em outras unidades da Federação. As orientações deste Guia não devem ser consideradas respostas únicas e definitivas, mas sim um primeiro conjunto de tópicos que podem ser úteis às prefeituras brasileiras na prevenção de desastres e no planejamento e ordenamento territorial. Para fazer o download da publicação completa, clique no link http://www.ipt.br/download.php?filename=1280-Cartas_geotecnicas_municipais___orientacoes_basicas.pdf

Se já está bom, por que não melhorar ainda mais?

Matérias Técnicas

Confira as edições do e-Boletim Target, com as notícias sobre tecnologia, gestão empresarial, normalização e atualização profissional. Acesse o link https://www.target.com.br/institucional/boletim.aspx

Eduardo Moura

“Toda situação pode ser melhorada substancialmente. Nem o céu é o limite.” (E. M. Goldratt)

Após mais de 30 anos atuando em empresas de variados tipos e diversos tamanhos, em diferentes países, tenho tido contato com virtualmente milhares de pessoas em distintos níveis hierárquicos, de operadores de máquinas a altos executivos, acionistas e proprietários. Mas se eu fosse contar as pessoas comprometidas de maneira continua e profunda com a melhoria de suas atividades, tal contagem não excederia o número de dedos de uma mão. Por “comprometimento contínuo e profundo” não me refiro a um simples assentimento intelectual favorável à melhoria, ou a uma corriqueira declaração de valores, ou ainda a um efêmero discurso exortativo e nem mesmo ao desconexo disparo de espasmos anuais de melhoria.

Por tais critérios rasos a contagem chegaria a milhares, pois jamais encontrei alguém que fosse contra a melhoria, ou que fosse ingênuo a ponto de achar que não é possível melhorar uma dada situação. Refiro-me, sim, a um permanente estado de inconformismo com o status quo, não importando quão favorável este pareça. Refiro-me a pessoas continuamente dispostas a pensar de maneira clara, buscando com perseverança o caminho mais efetivo para um salto importante no desempenho, o qual advenha de um entendimento abrangente e ao mesmo tempo profundo sobre a  realidade. E não apenas isso, mas que também sejam capazes de transformar a reflexão em ações e resultados tangíveis.

Infelizmente, o estereótipo da quase totalidade das pessoas no mundo empresarial espelha um letárgico comodismo com a situação vigente, como de um grupo que tomou umas caipirinhas e (para usar uma analogia de Goldratt) se refestela ao sol de uma acalorada praia tropical, não importando a quantidade de crocodilos ao redor, os quais insistem em disputar com eles algum espaço na areia. Diante desse quadro desalentador para a escassa minoria que realmente busca inovações e melhorias radicais (o atrativo pote de ouro que só eles enxergam no alto da montanha que circunda a praia) uma reação equivocada seria a de culpar a “massa reacionária” por sua letargia, cujo resultado seguro acaba sendo eventuais conflitos entre uns poucos resmungões e os muitos “normais” que, intrigados, apontam para os “revolucionários” e perguntam entre si: “Afinal, que bicho foi que mordeu eles?!”.

Em vez de trilhar aquele caminho litigioso, partamos da ousada premissa de que as pessoas (todas elas) não são tolas, mas (exatamente o oposto) são dotadas de grande inteligência e intuição.  Sem uma sombra de dúvida de que tal premissa seja verdadeira, o que pode explicar, então, a apatia e o conformismo tão comumente observados em grupos de pessoas que possuem profundo conhecimento experimental e intuitivo sobre a situação que vivenciam diariamente, e que além disso têm todo o potencial intelectual para transformar tal situação radicalmente para melhor?

Não encontrei melhor explicação para este paradoxo do que a apresentada por Eli Goldratt em seu penúltimo livro “The Choice”: a grande barreira que nos bloqueia o pensamento e que nos impede de experimentar melhorias drásticas é a aparência de complexidade. A partir do momento em que percebemos a realidade que nos cerca como extremamente complexa, nossa reação natural é assumir que a solução será igualmente complicada, custosa, com pouca chance de sucesso e que, portanto, não vale a pena o esforço; melhor ficar como está.

Pior ainda quando a realidade atual apresenta vários aspectos positivos (aquelas sedutoras sereias que visitam a praia) e estamos satisfeitos com os resultados. É então que adotamos a máxima do técnico mediano de futebol: em time que está ganhando, não se mexe.

Creio que é isso que explica porque é tão comum que, diante de uma proposta de melhoria, a maioria das pessoas envolvidas tende muito mais a apresentar argumentos sobre porque não vai dar certo (apontando para as dificuldades e riscos de escalar a montanha), em vez de pensar sobre o que pode ser feito para que a coisa funcione. Explica ainda a notável abundância de atividades dedicadas ao controle e manutenção do status quo e também o outro lado da mesma moeda, a gritante escassez de iniciativas consistentes de inovação.

Bem, esta é a conhecida problemática; partamos agora para a “solucionática”: a genialidade da Simplicidade Inerente, brilhantemente exposta por Eli Goldratt no referido livro. A mesma consiste em primeiro crer e depois constatar (nessa desafiante ordem) que “a realidade é sumamente simples e intrinsecamente harmoniosa.” A prática desse revolucionário paradigma consiste em engajar-se corajosamente (com a “humildade arrogante” de um cientista, como dizia Goldratt) em um processo de raciocínio fundamentado em relações lógicas de causa e efeito, até que seja identificado o único ou poucos fatores de fundo responsáveis pela multiplicidade de efeitos indesejáveis observados na realidade atual (os mesmos e velhos  crocodilos que grassam pela praia, os quais ocasionalmente afugentamos por um tempo com uma boa paulada no focinho, mas que continuam perambulando pelo terreno que conquistaram).

O método para isso é o “Thinking Process”. Revela-se desse modo a simplicidade inerente que sempre esteve oculta por detrás da complexidade aparente. Então (e só então) fica evidente o caminho para uma solução poderosa, a qual, com frequência, é vergonhosamente simples.

Parece bom demais para ser verdade, mas já tenho tido a oportunidade de ver tal princípio funcionando na prática em dezenas de casos reais. É claro que o exercício da Simplicidade Inerente requer dedicação de tempo à nobre e dolorosa atividade de pensar, bastante calma e muita, muita disciplina e perseverança. É aí que muitos “empacam”. Por exemplo, é raro ver executivos dispostos a investir cinco dias de análise e planejamento para decidir as coisas vitais às quais a empresa deve se dedicar nos próximos cinco anos.

Mas a boa notícia é que todos, verdadeiramente todos nós, já nascemos com o equipamento necessário e suficiente para a prática da Simplicidade Inerente: essa espantosa massa cinzenta suspensa entre nosso par de orelhas. Some-se a isso o fato de que tal prática é auto-estimulante e autocontagiante, mais ou menos como comer ou se coçar: é só começar…

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial –emoura@qualiplus.com.br