Faça o teste e descubra qual é a sua missão de vida?


Calculando o tráfego em elevadores conforme a norma e oferecendo boas condições de uso

Os elevadores são equipamentos destinados ao transporte de cargas e passageiros em planos verticais e inclinados…

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Ernesto Berg

Helen Keller, a famosa escritora e conferencista americana, que desde tenra idade (aos 20 meses de vida) ficou cega e surda, devido à escarlatina, foi certa vez entrevistada, e lhe perguntaram: “O que é pior do que nascer cega?” “Ter a capacidade de enxergar e não ter visão” – respondeu ela.
Este questionário aborda um dos fatores cruciais, não só na vida dos líderes, como de qualquer pessoa: a missão de vida. É ela que dá sentido à nossa vida, o motivo pelo qual estamos aqui. Como você se localiza em relação isso? Esse questionário focaliza missão de vida pelo lado profissional, mas fornece importantes inputs sobre sua missão de vida no aspecto mais abrangente. Responda atribuindo notas conforme critério abaixo:

5- Concordo totalmente

4- Concordo em boa parte

3- Não concordo nem discordo

2- Discordo em boa parte

1- Discordo totalmente

1 – O trabalho que eu executo tem grande significado para mim. _____

2 – Eu faço a diferença na vida das pessoas. _____

3 –  Sou visto pelos meus colegas como um bom companheiro de equipe.  _____

4 –  Minha declaração pessoal de missão de vida revela o melhor de mim. _____

5 –  Sinto-me extremamente realizado em minha carreira profissional. _____

6 –  Em tudo que eu faço dou o melhor dos meus esforços. _____

7 –  Considero os problemas dos meus colegas como se fossem meus também. _____

8 –  Confio em mim e me empenho fortemente para atingir meus objetivos. _____

9 –  Minha missão pessoal de vida é fonte de inspiração para que o meu desempenho seja o melhor possível. _____

10 – Acredito firmemente que tenho uma missão de vida a cumprir. _____

11 – Minha visão de vida é muito clara e tem grande significado para mim. _____

12 – Tenho um forte sentimento de compromisso para com os meus colegas de
trabalho._____

13 – Eu fixo  objetivos  desafiadores para mim e os persigo firmemente porque
acredito que vou atingi-los_____

14 – Eu me atiro de corpo e alma naquilo em que acredito_____

15 – Sinto-me apreciado e considerado pelas pessoas_____

Total de pontos_______

Sua Avaliação

Este questionário não pretende ser um diagnóstico de sua personalidade ou individualidade. Ele foi feito para que você faça uma autoanálise sobre o seu senso de missão de vida profissional. Menciona itens relacionados à missão de vida, visão pessoal, valores, convicções, liderança e relacionamento com grupos.

De 65 a 75 pontos. Esse escore revela que você tem um forte sentido de missão de vida, da visão de como realizá-la e de que está comprometido em atingir objetivos que sejam consistentes com sua liderança pessoal.

De 50 a 64 pontos. Essa pontuação mostra que você tem uma boa noção de sua missão de vida e de sua liderança pessoal, entretanto está apenas parcialmente comprometido em cumpri-las, seja por falta de estímulo, seja por desinteresse de sua parte. Pode melhorar.

Abaixo de 50 pontos. É um escore que revela uma grande desatenção (ou desinteresse) para sua missão e objetivos de vida e dos reais motivos pelos quais peregrina neste planeta. Não desanime. Leia os comentários abaixo.

Liderança pessoal e missão de vida

Liderança pessoal é a habilidade de ajustar seu pensamento e definir uma direção precisa para sua vida. Requer seu comprometimento em mover-se naquela direção através de ações específicas (as metas) e assim concretizar seus mais importantes objetivos de vida pessoais e profissionais, isto é, sua missão. Exercer liderança pessoal significa desenvolver uma autoimagem positiva que lhe dá a coragem e autoconfiança necessárias para seguir o caminho com perseverança e assumir responsabilidade pelos resultados.

A essência mesma da liderança pessoal é você fazer o que é certo e produtivo para você, independente dos obstáculos e das opiniões dos outros. Isto quer dizer que sua missão de vida e sua visão, não são criadas pelas circunstâncias ou situações externas, mas representam sua resposta a elas, fundamentadas em suas aptidões, competências, crenças e valores. A liderança pessoal resulta de quatro fatores indispensáveis: autoimagem positiva, sólida automotivação, crença inabalável de que suas expectativas serão realizadas e confiança em seu próprio potencial inexplorado.

A maneira de podermos materializar todo esse potencial é realizada através da fixação de objetivos e metas por escrito, lance fundamental para que isso ocorra. Assim, fixar objetivos e metas, funciona como um facho de luz potente e insubstituível para que você possa exercer sua liderança pessoal e definir sua missão de vida.

Carreira X Vocação

A missão de vida é o que dá sentido à nossa existência. Sem ela corremos o risco de seguir um caminho que não foi talhado para nós e sentir-nos frustrados, mesmo que tenhamos uma carreira de êxito. Conheço vários casos de executivos bem-sucedidos em seu trabalho, que subiram todos os degraus que se propuseram a subir e de terem atingido as metas que fixaram para si e, mesmo assim, infelizes por não terem seguido suas verdadeiras vocações.

Eles, de certa forma, subiram os degraus que queriam, mas a escada estava na parede errada, porque confundiram carreira com vocação. Carreira trata de sua ascensão profissional, enquanto que vocação é o seu “chamamento”, aquilo que você gosta e tem facilidade de fazer, isto é, seu talento natural. Você pode ter uma boa carreira profissional, galgar postos importantes na organização, ter um ótimo salário, mas nem por isso, cumprir sua vocação, aquilo que mantém sua chama interior acesa. Isto poderá frustrá-lo bastante, mais tarde, em sua vida.

O ideal é você seguir primeiramente sua vocação e, depois, fazer dela uma carreira profissional de sucesso expandindo os conhecimentos e competências através do uso dos seus talentos naturais. Somente seguindo sua missão de vida é que você irá pôr sua escada profissional e pessoal na parede certa. A vocação, atrelada à missão de vida, é o nosso papel a cumprir neste planeta; é o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia que vivemos, nos completa e nos faz felizes.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.

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O crime de estelionato praticado contra os idosos

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Leopoldo Luis Lima Oliveira

Foi sancionada em dezembro a lei 13.228/2015 que altera a pena do estelionato quando cometido contra pessoas idosas. O texto prevê que, nesses casos, a pena deve ser aplicada em dobro. Com isso, estelionatos praticados contra idosos podem ter uma pena de até dez anos de prisão.

Previsto no Código Penal, o crime tipificado como estelionato ocorre quando alguém obtém vantagem ilícita, com prejuízo de outra pessoa, ao induzir alguém a erro por meio de artifício ardil e fraudulento. É comum os agentes criminosos se utilizarem de ações contra idosos principalmente em situação de debilidade, aproveitando-se da fragilidade e até da inocência.

A legislação leva em conta o critério cronológico, ou seja, idoso é aquele que se encontra com idade igual ou superior à sessenta anos de idade. Nas hipóteses em que a vítima de um crime comum tiver idade superior à 60 anos, o legislador entendeu que o sujeito passivo deve ser censurado de maneira mais severa, em virtude da vulnerabilidade do idoso, portador de idade avançada.

No Brasil ainda se entende que a lei mais severa inibe a prática da conduta criminosa. Ainda que a legislação possa apresentar um caráter educativo, estamos longe de suprir por meio da norma a ingratidão própria da cultura, educação e formação do ser humano. As iniciativas são válidas e claro ingressamos na chamada dignidade da pessoa humana, mas em países em que pena de morte é utilizada como forma de resposta, o índice de criminalidade acaba sendo o mesmo.

É importante mencionar que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara também aprovou o Projeto de Lei nº 131/2011, de autoria da deputada federal Tia Eron, aumentando o rigor das penalidades relacionadas ao uso indevido de vagas de estacionamento destinadas a idosos e portadores de deficiência física. Em breve a lei entrará em vigor.

Aliás quem nunca percebeu um veículo estacionando em vagas de idosos principalmente em períodos festivos no país? A preocupação com idosos em todo o mundo motivam projetos buscando coibir e reduzir práticas atentatórias. No mesmo mês de aprovação da lei no Brasil, em Portugal um projeto busca introduzir normas no Código Penal para proibir comportamentos contra os direitos fundamentais dos idosos.

Segundo o projeto por exemplo quem abandonar um idoso num hospital ou se aproveitar das suas limitações mentais para aceder aos seus bens poderá incorrer numa pena de prisão de até dois anos, passando a ser crime coagir uma pessoa idosa que não esteja na posse da totalidade das suas faculdades mentais, com o objetivo de aceder e administrar os seus bens. Também os atos notariais passam a ser observados mais de perto passando a ser crime fazê-los com pessoas idosas quando limitadas em suas faculdades mentais.

De qualquer forma estamos diante de contribuições legais e teóricas da modernidade onde termos semânticos como segurança e risco são substituídos por termos que não chegam à garantir proteção efetiva aos bens jurídicos.  É claro que o Direito Penal deve acompanhar e manter laços com as mudanças de valores.

Os problemas atuais e modernos da nossa sociedade estão trazendo um direito interventivo, administrativo sem imposição de penas criminais ou mesmo preocupado em arcar com custos. Já a nova lei aprovada busca resguardar direitos por meio do aumento de pena. Percebe-se que a sociedade ainda clama por medidas restritivas de liberdade para apaziguar os sentimentos de instabilidade social e as desilusões próprias da modernidade.

O Código Penal atual ainda não consegue tutelar de forma satisfatória todas as condutas criminosas praticadas e merece uma reforma. Afinal, a questão é a garantia de um futuro digno e que traga proteção às gerações, principalmente aos idosos. Mas e no Brasil ? Aumentando a pena estamos no caminho certo ?

Leopoldo Luis Lima Oliveira é pós graduado em direito penal, processo penal e tributário. É mestre em Direito Penal pela PUC São Paulo e presidente da OAB Tatuapé.