Cristo, o grande comunicador

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Ernesto Berg

Conheço pessoalmente alguns dos maiores empresários e executivos de nosso país. Um ponto em comum a quase todos eles reside na sua grande capacidade de comunicação, de saber vender ideias e, também, de ouvir às pessoas.

Por igual, tenho visto essas mesmas características em bons gerentes, supervisores e pessoal técnico. É de admirar como essas pessoas conseguem obter resultados incomuns de pessoas comuns, muitas vezes  dando ênfase em alguns pontos da comunicação. Peter Drucker, o papa da administração moderna, afirmava que 60% dos problemas administrativos das empresas são frutos da má comunicação.

Como todo grande empreendedor e líder, Cristo fazia da comunicação um de seus alicerces. Comunicação ampla, em todos os sentidos, porque ele não apenas comunicava-se com as massas, como também com seus discípulos e, sobretudo, com Deus, fonte de toda sua sustentação e poder. Jesus comunicava-se exemplarmente no três níveis: intrapessoal (consigo mesmo), interpessoal (com as pessoas) e suprapessoal (com Deus).

1) Comunicação Intrapessoal: Consciência plena de sua missão

No aspecto intrapessoal, Jesus tinha total consciência de sua missão na Terra. “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”. (João 10.10b). A vida a que ele se refere é a capacidade de restaurar e revivificar o corpo, mente e espírito do ser humano e torná-lo consciente de sua verdadeira natureza: um ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.27).

As pessoas de sua época encontravam-se narcotizadas e hipnotizadas pelas aparências do mundo físico (e atualmente ainda muito mais) ignorando as suas verdadeiras origens. Para trazer vida a alguém é necessário, primeiramente, ter vida para dar, o que se consegue somente pelo autoconhecimento e pelo conhecimento de sua missão.

Cristo tinha plena consciência dessa missão, conforme evidencia esta passagem, ao ler na sinagoga, perante os sacerdotes, a seguinte passagem do livro de Isaías: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” (Lucas 4.18 e 19).

Na continuação Jesus afirma: “Hoje se cumpriu esta Escritura”. (Lucas 4.21). Ele estava perfeitamente alinhado com a sua missão e não tinha conflitos pessoais a respeito. O ego – fonte de tantos desatinos e descaminhos -, na pessoa de Cristo, estava sob total domínio do espírito que vivifica.

2) Comunicação Interpessoal: Diálogo e interação com a multidão

Entende-se por comunicação interpessoal a capacidade de comunicar-se, de dialogar e de entender aos outros, bem como a de fazer-se compreender. Jesus foi mestre consumado neste quesito. Sabia o que interessava às pessoas, do que elas necessitavam e como transmitir-lhes as mensagens. Como repassar conhecimentos, verdades espirituais e conceitos de difícil compreensão em uma época onde as pessoas ignoravam e eram alheias a respeito de suas origens e heranças espirituais?

Cristo, como ninguém, até hoje, encontrou a resposta a essas questões, utilizando um instrumento simples, mas muito eficaz: a parábola. Desse modo, conceitos da mais  elevada estatura espiritual eram transmitidos de maneira tão simples que até mesmo uma criança seria capaz de entendê-los. “E com muitas parábolas lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender.” (Marcos 4.33)

Outrossim, o Reino dos céus é semelhante ao homem negociante que busca boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.” (Mateus 13.45) Um verdadeiro empreendedor empenha tudo o que tem para adquirir o que tem valor. Os grandes empresários (me refiro aos éticos e honestos) conhecem bem essa situação. Pagam o preço por algo que vale a pena. É por isso que são bem-sucedidos também em outras áreas de suas vidas.

No plano espiritual dá-se o mesmo. O Reino dos céus é o Reino de Deus, a pérola de grande valor é a verdade espiritual que liberta e dá poder a quem se coloca sob a guarda desse reino (Deus), desde que venda tudo o que tem em troca da pérola, isto é, desde que se livre de suas limitações, seu egoísmo e suas fraquezas. Não é uma troca justa? Só que a maioria prefere não fazer essa permuta, esse “negócio da China”, e escolhe continuar com os seus bens nutridos egos, em vez de adquirir a pérola de grande valor.

Contudo, não só por parábolas, mas também através de perguntas socráticas Jesus revelava sua sabedoria: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16.26).

Pergunta bem incomodativa, não é? Jesus coloca a resposta no âmago de cada um e, com isso, provoca um autoexame de sua conduta no mundo. Ele sabia que através de perguntas ele estaria forçando o interlocutor a pensar numa resposta e a procurar uma solução para a indagação. Ele sabia fazer boas perguntas e as utilizava frequentemente.

Nos meus tempos de gerente do Serpro, em Brasília, conheci Rodolfo Rocha, um simpático e competente consultor de empresas de São Paulo, que revelava muita habilidade para encontrar soluções. E a forma pela qual ele achava as soluções era através de “boas perguntas”, dizia ele. “Se você fizer as perguntas certas, as respostas aos problemas surgirão automaticamente”, costumava afirmar. “O negócio é fazer boas perguntas”, arrematava.

Outra pergunta socrática de Jesus, agora ao seu discípulo Felipe, diante da multidão no deserto que veio para ouvi-lo e estava esfomeada: “Onde compraremos pão, para estes comerem?” (João 6.5b).

Ele sabia que naquele lugar desabitado não haveria como adquirir alimento. A pergunta foi feita para espicaçar. Jesus instigava seus discípulos, para testá-los. “Que resposta me darão?”, deve ter pensado. “Será que eles entenderam o motivo da pergunta e quem eu sou? Pois se não souberem como poderão levar a minha  mensagem adiante, no futuro? De que forma se comunicarão com as pessoas se permanecer o vácuo da ignorância em suas almas?” Cristo mesmo respondeu à sua pergunta realizando o milagre da multiplicação dos pães e peixes. O maior momento de comunicação de Cristo com a multidão aconteceu no Sermão da Montanha,  sobre o qual falarei em outro artigo.

3) Comunicação Suprapessoal

Trata-se da comunicação com Deus, nosso criador. Aqui, novamente, Cristo dá exemplos repetidos em sua vida, da íntima comunhão que privava com o Pai Celestial. Encontrava-se alinhado com Ele 24 horas por dia. O canal de comunicação entre ambos era inteiramente desimpedido e desbloqueado, daí advém o poder e a autoridade de Cristo. Era uma conexão tão íntima, a ponto de afirmar: “Eu e o Pai somos um”. (João 10.30).

Afirmação arrogante ou presunçosa? Certamente não, pois a sua vontade não estava contaminada pelo ego, mas provinha de Deus: “Na verdade vos digo que o Filho (Jesus) por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porquanto tudo que ele faz, o Filho o faz igualmente.” (João 5.19) É o triunfo de Deus sobre o ego limitante do ser humano.

Como estabelecer esta comunicação? Jesus deixa tácito que ele é o caminho – a comunicação mesma -, e que a conexão com Deus é estabelecida e alavancada principalmente de três maneiras: a oração, a meditação na Palavra e o louvor.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

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O perfil dos caminhoneiros brasileiros

Perfil CaminhoneiroA Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros 2016, com informações gerais sobre o profissional e a sua atividade. Foram entrevistados 1.066 caminhoneiros (autônomos e empregados de frota), de 4 a 14 de novembro de 2015.

A pesquisa revelou que a média de idade dos motoristas é de 44,3 anos e a renda mensal líquida média é de R$ 3,9 mil, sendo que caminhoneiros autônomos ganham R$ 4,1 mil e caminhoneiros empregados de frota, R$ 3,4 mil. Em média, os entrevistados estão na profissão há 18 anos.

A frota tem em torno de 13,9 anos (16,9 anos dos veículos dos autônomos e 7,5 anos dos veículos de frota). Os caminhoneiros rodam cerca de 10 mil km por mês e trabalham aproximadamente 11,3 horas por dia. 86,8% afirmam que houve queda da demanda por seus serviços em 2015. Desses, 74,1% alegam que o motivo foi a crise econômica. No total, 44,8% têm alguma dívida a vencer.

Sobre os entraves da profissão, 46,4% citam o custo do combustível e 40,1% relatam que o valor do frete não cobre as despesas. Outros pontos negativos são: perigo/insegurança (60,6%), o fato de ser uma profissão desgastante (34,9%) e o comprometimento do convívio familiar (32,1%). Em relação aos pontos positivos, eles destacaram a possibilidade de conhecer novas cidades/países (47,0%), a possibilidade de conhecer pessoas (33,0%) e o fato de a profissão ser desafiadora e aventureira (28,5%).

A maioria (88,4%) tem conhecimento sobre a Lei do Caminhoneiro, mas 34,7% não estão satisfeitos e não cumprem o tempo de descanso. Os caminhoneiros reclamam também das más condições de infraestrutura de apoio das rodovias.

Sobre a saúde, 44,6% procuram profissionais dessa área para prevenir doenças e 24,0% utilizam ou já utilizaram medicamento controlado. Desse total, 57,7% para hipertensão. 59,9% disseram consumir bebida alcoólica apenas aos finais de semana. 45,6% dos caminhoneiros receberam oferta de algum tipo de droga ou substâncias ilícitas. Do total de caminhoneiros entrevistados, 12,1% chegaram a experimentar.

A pesquisa mostrou que o perfil do caminhoneiro brasileiro é formado por profissionais que têm, em média, 18 anos de profissão e mais de 44 anos de idade. A frota de veículos está envelhecida, especialmente a dos autônomos. O presidente da CNT, Clésio Andrade, afirma que a Confederação Nacional do Transporte defende a implantação do plano de renovação de frota, com incentivo a financiamentos e reciclagem.

Os caminhoneiros têm renda mensal baixa e enfrentam problemas como o elevado preço do combustível, que impacta tanto o trabalho dos autônomos como as empresas transportadoras. Muitos caminhoneiros reclamam da Lei do Caminhoneiro e sentem falta de pontos de apoio para cumprir o que determina a legislação. “O caminhoneiro tem que lidar com as deficiências de infraestrutura nas rodovias do país, tanto pela má qualidade do pavimento e sinalização como pela ausência de pontos de parada adequados e suficientes. Com a realização dessa pesquisa, há um reforço na recomendação do aprimoramento nas campanhas de combate ao uso de drogas, direção segura, redução de acidentes e treinamento profissional”, conclui Clésio Andrade.

Resumo da pesquisa

DADOS PESSOAIS

Idade média: 44,3 anos

Renda mensal líquida média: R$ 3.892,84

Idade média do veículo: 13,9 anos

ATIVIDADE DE CAMINHONEIRO

Tempo de profissão: 18 anos

Pontos positivos: possibilidade de conhecer novas cidades/países: 47,0%; possibilidade de conhecer pessoas: 33,0%; profissão desafiadora/aventureira: 28,5%

Pontos negativos: profissão perigosa/insegura: 60,6%; profissão desgastante: 34,9%; convívio familiar comprometido: 32,1%

Endividamento: 44,8% têm dívidas a vencer. Dos caminhoneiros que têm dívidas a vencer, 45,5% têm dívida superior a R$ 6.000,00

TRANSPORTE DE CARGAS

86,8% acreditam que houve diminuição de demanda em 2015. Desses 74,1% alegam que o motivo foi a crise econômica e 11,4% que o motivo foi o custo do frete

ENTRAVES

Custo do combustível: 46,4%

Valor do frete não cobre os custos: 40,1%

Assaltos e roubos: 37,6%

SAÚDE

44,6% procuram profissionais de saúde para prevenção e 20,5% quando os sintomas da doença se agravam

MEDICAMENTOS RECEITADOS

24,0% utilizam ou já utilizaram medicamento controlado. Desses, 57,7% para hipertensão e 14,5% para problemas de diabetes

USO DE SUBSTÂNCIAS OU DROGAS ILÍCITAS

45,6% dos caminhoneiros receberam oferta de algum tipo de droga ou substâncias ilícitas, sendo que 35,3% foram em postos de combustível. Do total de entrevistados, 12,1% chegaram a experimentar

CONSUMO DE BEBIDA ALCOÓLICA

46,3% consomem bebida alcoólica, sendo que desses 59,9% consomem apenas aos finais de semana e 16,0% em apenas um dia da semana

ROTINA DE TRABALHO

Rodam em média 9.998,6 quilômetros por mês

ROUBO DE CARGA

9,1% dos caminhoneiros informaram ter sua carga roubada pelo menos uma vez nos últimos 2 anos

ACIDENTES

11,4% se envolveram em pelo menos um acidente nos últimos 2 anos

Quanto custa uma experiência negativa para o seu cliente?

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José Ricardo Noronha

O episódio narrado a seguir é real e fatídico. Outro dia, em um voo que trazia minha família de volta da linda Natal para São Paulo, não consegui ouvir a informação sobre o que seria servido aos passageiros. Eis que pergunto à comissária sobre qual era o lanche e, para minha total perplexidade, ela sem carinho algum responde:

– Ai, moço! Que pergunta difícil!

Para completar a experiência incrivelmente negativa, ela pega um lanche, que era a propósito a única opção para todos os passageiros, e o abre sem qualquer cuidado para checar o recheio. Feito isso, a comissária o joga fora, no lixo, e enfim me entrega o dito lanche do dia (cada vez mais sem graça, diga-se de passagem). Inacreditável!

Compartilho essa história com você pois esta companhia aérea já teve a minha fidelidade por muito tempo, mas, pela falta de carinho e cuidado, me “perdeu” para uma concorrente, que tem se destacado exatamente pelo foco à “experiência do cliente”. E isso se traduz em comissários e profissionais das mais diversas áreas extremamente gentis, por pequenos cuidados que fazem a diferença, como “snacks” diversos ao longo de todos os voos e por uma série de serviços extras, todos pensados em incrementar e majorar cada uma das minhas interações com eles.

Como evangelista das vendas e do fascinante tema “experiência do cliente”, tenho estudado profundamente o impacto que cada uma das interações com os nossos clientes tem na construção de um relacionamento mais sólido e perene, além da percepção de cada um dos nossos clientes sobre o quanto realmente somos genuinamente interessados em fazer a diferença positiva na vida e nos negócios deles.

E preciso confessar que um dado recente que tive acesso me provocou perplexidade e me fez imediatamente lembrar a minha triste experiência no voo de Natal para São Paulo. Uma pesquisa realizada nos EUA comprova que são necessárias 12 novas experiências positivas para reparar o(s) dano(s) causado(s) por uma experiência negativa.

Repito: são necessárias 12 experiências positivas para reparar o dano causado por uma única experiência negativa, que, não custa lembrar, pode ser a última vivida pelo seu cliente com você e sua empresa. Wow!

Os clientes mudaram e, com eles, surgiram novas demandas e expectativas. E neste mundo extremamente competitivo em que todos vivemos, as empresas e os profissionais não podem mais se descuidar da sua base de clientes já existentes. Além disso, todos nós também não podemos parar de pensar na criação de estratégias inteligentes para atrair novos clientes.

E quando se fala em estratégias inteligentes em tempos de crise, é preciso reforçar que um dos mais eficazes e comprovadamente econômicos métodos para atrair novos clientes é o de oferecer aos clientes já existentes experiências realmente memoráveis. Tudo isso sempre com foco absoluto em transformar estes clientes encantados em recorrentes e em verdadeiros embaixadores das nossas empresas.

É bem possível que a empresa aérea do lanche insosso vá precisar me encantar (e muito!) nas suas próximas 12 ou mais interações comigo, para minimamente contar novamente com o meu apreço e consideração com cotá-los para os inúmeros voos que uso regularmente pelo Brasil e mundo afora.

Pense nisso e foque todos os seus melhores esforços na construção de um negócio visceralmente focado em criar as mais incríveis experiências aos seus clientes, pois custa muito caro mesmo recuperar e encantar um cliente que viveu uma experiência negativa. Boas vendas e ótimas experiências para você!

José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA.

Prestação de contas da atual direção da ABNT: um dever ainda não cumprido – Parte 3

Em sua prestação de contas, a atual diretoria da ABNT, do temido “Coronel”, Pedro Buzatto Neto, seu genro, Ricardo Fragoso, e o funcionário público, Carlos Santos Amorim, escreve: “A Diretoria da associação apresenta ao Conselho Deliberativo o Plano de Ação Anual, suas metas para o ano e suas atividades para atingir os resultados”. Se a normalização está diretamente ligada à competitividade de um país, e se o Brasil perdeu mais 18 posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 75ª colocação, segundo o The Global Competitiveness Report 2015-2016, divulgado pelo World Economic Forum (WEF), alguma coisa está errada, pois esses resultados não aconteceram. Acompanhe o porquê disso e qual a culpa da atual diretoria da ABNT.

money2Hayrton Rodrigues do Prado Filho

A diretoria atual da ABNT precisa entender que a normalização assume uma importância decisiva nas economias modernas como uma ferramenta que apoia a oferta de produtos e serviços competitivos, seguros, eficientes, eficazes e que refletem as necessidades e expectativas da sociedade. Desempenha um papel fundamental no mercado globalizado, como um instrumento chave no acesso aos mercados, estabelecendo os requisitos que devem ser atendidos pelos produtos e serviços. Isto implica em um processo intenso de internacionalização da normalização que deve ser compreendido e que suscita novas abordagens e esforços.

E a atual diretoria da ABNT, além de não investir um centavo nos Comitês Técnicos, não está sendo honesta com os mais de 15.000 profissionais, participantes dessas comissões técnicas. Hoje, a ABNT, como o único Foro Nacional de Normalização, tem um custo praticamente zero para a elaboração das normas técnicas brasileiras, em relação ao custo dos setores e da sociedade.

Deve-se ser ressaltado que a quase totalidade dos Comitês Brasileiros de Normalização (ABNT/CB) ou os Organismos de Normalização Setoriais (ONS) não são custeados pela ABNT, mas sim pelos setores e pela sociedade. Os únicos custos da ABNT referem-se ao processo de votação nacional e ao processo de publicação da norma e não da sua elaboração em que reside 99% de todo o custo, incluindo-se aí, os custos de manutenção dos CB e ONS bancados pelos setores interessados e pela sociedade. E para onde vai o resto do dinheiro conseguido com a ABNT Certificadora e com as vendas das normas a preços astronômicos?

Não adianta simplesmente publicar um quadro, sem especificação de gastos, com os convênios no site. Para onde foi dinheiro? Como dizem os americanos, follow the money, pois o dinheiro deixa rastros que muitas vezes levam até a atividades que não estão sendo especificadas.

A normalização vem crescentemente suportando e complementando as atividades de regulação do Estado. Em particular, o uso de normas técnicas em suporte à regulamentação técnica tende a facilitar a adequação do mercado a novos requisitos. Em alguns casos, a normalização contribui para a desregulamentação de setores e, até mesmo, para a não regulamentação.

Por outro lado, as necessidades e expectativas das sociedades têm evoluído e refletem-se na incorporação de novas dimensões e demandas relacionadas aos produtos e serviços que consomem ou usam, como os aspectos ambientais, os aspectos sociais, a segurança, o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade social, para citar só alguns. A normalização tem sido um meio cada vez mais utilizado para refletir essas novas demandas e expectativas.

A normalização afeta também positivamente os processos de inovação e de disseminação do conhecimento. Estudos recentes confirmam que o impacto econômico e social da normalização é expressivo e deve ser levado em conta no estabelecimento de políticas públicas e nas iniciativas do setor privado.

As atividades de normalização no Brasil vêm sofrendo um importante impulso nos últimos anos como consequência do contexto apontado acima e também das reformas no Estado Brasileiro que vem sendo realizadas. A questão do planejamento da normalização brasileira vem sendo discutida e sido objeto de diversas iniciativas desde a reformulação do subsistema brasileiro de normalização no início dos anos 90, como resultado do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade. O planejamento da normalização, aliás, é uma questão desde sempre essencial das atividades de normalização, mas, para facilitar a discussão que se quer aqui, convém destacar o papel central que lhe foi reconhecido naquela ocasião.

E qual seria a missão ideal dessa atual diretoria da ABNT. Não acredito que seus membros irão fazer, mas não custa nada propor. Uma participação no desenvolvimento de normas regionais e internacionais. Ou seja, investir mais para incrementar a participação na ISO/IEC e influenciar mais na participação de fóruns regionais e internacionais de normalização.

Deveriam investir mais na participação na formação, evolução e operação dos organismos regionais e internacionais de normalização, ou seja, liderar grupos de trabalho na ISO/IEC, realizar acordos internacionais e regionais de normalização e clarificar o uso de normas internacionais, regionais, nacionais, estrangeiras, associativas, de consórcios e de empresas.

Deveriam investir pesado em uma cultura pela normalização no país, na utilização da normalização para o acesso a novos mercados globalizados e manutenção da competitividade em mercados já alcançados. Ou seja, elaborar mecanismos de identificação de normas técnicas com potencial impacto na exportação de produtos brasileiros.

Essa cultura deveria integrar a pesquisa, desenvolvimento, inovação e a normalização, ou seja, integrar a normalização nas ações de pesquisa e desenvolvimento, e integrar a normalização às políticas públicas, notadamente, as políticas industriais. Deveriam incentivar os órgãos e agências regulamentadoras a utilizar a normalização como ferramenta para as regulamentações, a fim de clarificar a relação normas técnicas e regulamentos técnicos.

Também, deveriam promover o entendimento de como a normalização pode beneficiar as empresas, o governo, os consumidores e a sociedade como um todo. E divulgar os benefícios da normalização para as empresas, divulgar os benefícios da normalização para os consumidores e divulgar os benefícios da normalização para o governo.

Deveriam eliminar as redundâncias e sobreposições das normas, verificando os documentos normativos (normas técnicas e regulamentos técnicos) que abordem um mesmo tema. Muito importante, seria o incremento na qualidade dos processos e das ferramentas de normalização nacional, utilizando-se de forma eficaz a tecnologia da informação para os processos de elaboração de normas. E elaborar um plano de normalização brasileiro estratégico e coerente com as necessidades nacionais.

Deveriam investir no desenvolvimento de normas que reflitam o equilíbrio das necessidades de todas as partes interessadas, ou seja, incrementar a participação dos meios acadêmicos, instituições de pesquisa, etc. na elaboração de normas. Fundamental o desenvolvimento de ações de educação e formação para a normalização, elaborando os mecanismos de inserção do tema normalização nos diversos níveis educacionais.

Fundamental é a acessibilidade às normas técnicas pelos diversos segmentos da sociedade, articulando para que as normas técnicas brasileiras sejam disponibilizadas para a sociedade de maneira eficaz, acessível e de maneira ampla. E estabelecer mecanismos para que o acesso a normas internacionais, regionais, estrangeiras e de âmbitos específicos (como especificações ou normas de consórcio) seja facilitado.

Deveriam incrementar a participação de micro, pequenas e médias empresas na normalização, ao elaborar mecanismos que incrementem a participação no processo de normalização e o acesso às normas técnicas pelas micro, pequenas e médias empresas. E utilizar a normalização em novas tecnologias emergentes, ao elaborar normas técnicas como forma de consolidação de uma nova tecnologia. Dinheiro tem, mas a opção em investir no negócio chamado normalização pode não ser o foco, tanto do Inmetro como da atual diretoria da ABNT. Falta o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior cobrar mais de seus subordinados.

O ABNT ISO/IEC GUIA 59/1994 – Código de boas práticas para normalização deveria ser cumprido pela atual diretoria da ABNT. Em nível nacional, a participação deve ser organizada pelos organismos de normalização e pelos organismos nacionais de normalização de acordo com seus respectivos procedimentos de obtenção de consenso, os quais devem estabelecer que haja representação equilibrada de todas as categorias interessadas, tais como produtores, compradores, consumidores, etc. As oportunidades para contribuições efetivas e significativas de outros países devem ser organizadas sob o patrocínio dos organismos nacionais de normalização daqueles países e em cooperação com as organizações internacionais e regionais de normalização das quais esses países sejam membros comuns.

A aprovação formal das normas deve ser baseada em evidências de consenso. Todas as normas devem ser revistas periodicamente de modo adequado. Devem ser prontamente consideradas propostas para o desenvolvimento de novas normas ou de revisão de normas existentes, quando submetidas de acordo com procedimentos apropriados, por qualquer pessoa ou organização essencial e diretamente interessada, qualquer que seja sua localização. Todas as normas devem ser publicadas imediatamente. Cópias devem estar disponíveis em termos e condições razoáveis para qualquer pessoa, independentemente da sua localização.

Fazendo uma analogia com o Sistema Legal, pode-se dizer que o Decreto Lei está para a Lei, assim como o Regulamento Técnico está para a Norma. Dessa forma, a ABNT, apesar de ser uma entidade privada, tem fins eminentemente públicos. É sem fins lucrativos, foi reconhecida como de utilidade pública por Lei pelo governo brasileiro em 1962; é o foro nacional único de normalização, tendo sido reconhecida pelo Conmetro em 1992 pela Resolução de n°7; representa o Brasil nos foros regionais e internacionais de normalização; e responde pela gestão do processo de elaboração das normas brasileiras.

Finalmente, é importante a sociedade entender que a ABNT, por ser entidade de utilidade pública, é obrigada por lei a publicar todos os seus custos e os investimentos feitos. Salários dos diretores, despesas de viagens nacionais e internacionais, gastos jurídicos, etc. Mas, a atual diretoria da entidade, de forma ilegal, não procede dessa forma, justamente para não ser identificados os possíveis desvios de conduta de sua administração. A justiça tarda mas não falta.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog http://www.hayrtonprado.jor.br e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) – hayrton@hayrtonprado.jor.br – (11) 991055304 (WhatsApp).

Planejamento: um diferencial para o sucesso da sua empresa

gedweb1Com o Target GEDWeb pode-se com alguns cliques acessar a informação técnica que a sua empresa necessita no seu dia a dia, como normas técnicas, regulamentos técnicos, publicações da ASQ, cursos online, toda documentação organizacional, etc. A tecnologia oferecida permite a inserção de qualquer conteúdo desejado pela empresa e, o que é melhor, monitorado e atualizado online. Para acessar o sistema, clique no link Target GedWeb. Para mais informações, ligue (11) 5641-4655 ramal 883 ou mande um e-mail para relacionamento@target.com.br

 Arley Ribeiro

Estávamos no início dos anos 90, e eu era um jovem gerente de negócios recém-promovido em uma importante multinacional. Março estava começando quando as notícias caíram sobre nós como uma bomba atômica: o novo governo, que assumia  com altíssima aprovação popular, acabava de efetuar o que é considerado até hoje o maior confisco monetário da história do Brasil.

Laudos periciais baseados em normas técnicas

laudo

O serviço de laudos periciais baseados nas normas técnicas apresenta o resultado ou a fotografia imediata do ponto a ser analisado. Baseado em uma norma técnica, ajuda a apurar possíveis responsabilidades civis e criminais de empresas ou fornecedores que não cumpram a norma técnica e tenha ocorrido um acidente de consumo ou danos materiais. Contatos:hayrton@hayrtonprado.jor.br ou (11) 99105-5304 (WhatsApp).

Chegamos à empresa no outro dia estupefatos.  Além da questão pessoal, pois todos nós tivemos a maior parte de nossas economias bloqueadas nos bancos, não tínhamos a mínima ideia do que fazer com preços, com que moeda vender, se os clientes iam pagar. Enfim, o dia seguinte ao bloqueio estava um completo pandemônio.

Eu havia chegado cedo para provavelmente participar de algumas discussões, mas não sabia muito o que fazer. Gostaria de ouvir a opinião dos gerentes mais experientes, esperar a diretoria se posicionar para, então, conversar com os clientes que também se encontravam na mesma situação.

Ao ir buscar um café, encontrei o nosso presidente, um francês radicado no Brasil havia muitos anos. Ele me cumprimentou, e parou para dividir o café recém coado pela nossa prestativa copeira. “E então?”, disse ele tomando o primeiro gole de café quente. Qual o seu plano para este momento? Eu mal pude elaborar uma resposta, mas disse que (assim como todo mundo), não tinha um plano de ação. “E o que está esperando para elaborar um?”, ele me fitou nos olhos, falando com um sotaque um pouco carregado. Eu comecei a dar inúmeras desculpas: precisávamos avaliar melhor a situação, esperar os conselhos de economistas, analisar o mercado, etc. etc.

Mas o presidente encolheu os ombros. “Ok”, disse ele engolindo mais um pouco do café. “Precisamos de dados, mas no momento com certeza não teremos a maioria deles. Elabore um plano com o que tem em mãos e vamos discuti-lo às 11h na minha sala”.

Mas… isso não é possível…”, eu comecei a falar. “Não tenho como gerar um plano sem saber…”.

Menino”, o presidente me cortou, “a melhor coisa do mundo é um bom plano. A segunda melhor coisa do mundo é um mau plano. Porque assim que você perceber que o seu plano é ruim, você para, aprimora seu planejamento e continua assim até conseguir um plano que funcione. Em contrapartida, não ter plano nenhum é a pior coisa do mundo”. Ele me olhou fixamente e disse: “Vai trabalhar, vai”, e foi para a sua sala.

Eu realmente aprendi a lição. Todos os planos gerados naquele dia foram ruins, pois ninguém tinha condições de prever o que iria acontecer nas próximas horas. Mas, com o correr dos dias, nós mudamos nossos planos iniciais, adicionamos e retiramos ações, agimos proativamente e também reagimos aos acontecimentos. E, em poucas semanas, chegamos aos planos bons, que funcionaram no momento macroeconômico mais crítico que eu já vivi como executivo.

Estamos novamente enfrentando uma turbulência econômica, que pode ser tão ruim quanto aquela do início dos anos 90. O ano de 2015 deve apresentar uma queda de PIB acima dos 3%, provavelmente 2016 não seja tão diferente e dificilmente teremos crescimento em 2017.
Para enfrentar tudo isso, precisamos de planejamento. Bons planos. Podemos fazer nossas empresas crescerem em um cenário de desaceleração econômica? Claro que sim! Qualquer empresa pode crescer nos próximos anos, em qualquer segmento de mercado.

Uma empresa pode aumentar sua participação de mercado e “engolir” seus concorrentes. Se já é líder, pode entrar em outros mercados. Pode também melhorar sua distribuição, aumentando o número de clientes. Pode lançar produtos novos com maior rentabilidade, ou reduzir seus custos e aumentar a margem de lucro.

Mas, para tudo isso, precisamos de um plano. Precisamos definir onde queremos chegar e como vamos chegar lá. Existem inúmeros artigos e manuais sobre planejamento, não é minha intenção ser muito teórico; quero enfatizar que a pior coisa que pode acontecer a um executivo é não ter plano nenhum.

Assim, o planejamento seguido de uma execução precisa devem ser a ordem do dia para todas as empresas. Só assim podemos chegar a resultados positivos nos próximos anos, não temos alternativa.

Arley Ribeiro é executivo e engenheiro químico,  com experiência no setor de adesivos de consumo e industrial em países da América do Sul, México, EUA, Europa e Índia.

Estabilidade da gestante nos contratos com prazo determinado

NORMAS COMENTADAS

NBR14039 – COMENTADA de 05/2005 Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR5410 – COMENTADA de 09/2004 Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA de 09/2015 Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 32

NBR ISO 14001 – COMENTADA de 10/2015 Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso – Versão comentada….

Nr. de Páginas: 41

Marcia Bello, coordenadora de relações do trabalho do Sevilha, Arruda Advogados

Temos enfrentado alguns questionamentos das empresas em relação à estabilidade de empregada gestante contratada mediante a modalidade de contrato por prazo determinado. A princípio, importante verificar o conceito de contrato por prazo determinado, que conforme dispõe o artigo 443 da Consolidação das Leis do Trabalho é aquele cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados, ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.

Nesta modalidade de contrato, as partes já têm convencionado no início da sua vigência qual será o seu termo, sendo que no contrato por tempo indeterminado não há prazo para o término do pacto laboral. A CLT também dispõe que o contrato por prazo determinado só será válido em se tratando de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; de atividades empresariais de caráter transitório; e de contrato de experiência.

A dúvida passou a surgir em relação à empregada que engravidou durante o curso do contrato de trabalho por prazo determinado. O artigo 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias determina que a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória no emprego, desde a confirmação da gravidez  até cinco meses após o parto, ou seja, fica vedada a sua dispensa sem justo motivo neste período.

O Tribunal Superior do Trabalho, por meio da Súmula nº 244, item III, expôs o entendimento de que “a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.”

Os tribunais trabalhistas têm seguido esta jurisprudência consolidada da Corte Maior Trabalhista e decidido no sentido de que é vedada a dispensa da gestante, ainda que o prazo previsto para o contrato de trabalho se esgote. Mas, outra discussão que ainda divide as decisões dos tribunais ocorre em relação ao contrato de aprendizagem, que também é um contrato especial, cujos requisitos formais de validade encontram-se nos artigos 428 e seguintes da CLT e por meio do qual “o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 anos e menor de 24 anos inscrito nem programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação.”

Há várias regras para esta modalidade contratual, prevendo a lei que não poderá ser estipulado por mais de dois anos, exceto quando o aprendiz portar alguma deficiência. Não obstante a Súmula nº 244, do Tribunal Superior do Trabalho não mencionar expressamente no seu item III que o “contrato por tempo determinado” também abrange o “contrato de aprendizagem”, grande maioria das decisões dos tribunais trabalhistas, inclusive do próprio TST, têm adotado este entendimento para a aprendiz gestante.

Ademais, há ainda o entendimento de que o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) em seu artigo 10, inciso II, alínea “b”, dispõe que a empregada faz jus ao salário maternidade e à estabilidade gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, não fazendo referência à modalidade de contrato de trabalho firmado com a empregada, abrangendo, portanto, os contratos temporários, inclusive o de aprendizagem.

No caso, a intenção do legislador é a proteção ao nascituro e não à gestante e, portanto, não se justificaria a exclusão de algumas modalidades contratuais. Há decisões recentes dos nossos tribunais trabalhistas, inclusive do TST, garantindo estabilidade no emprego para a gestante aprendiz. Veja-se: “CONTRATO DE APRENDIZAGEM – GARANTIA PROVISÓRIA DE EMPREGO – GESTANTE – Segundo o entendimento da Douta Maioria, o contrato de aprendizagem é espécie da relação de emprego, com características próprias e restrições. Mas o objetivo educacional dessa espécie de contrato não retira a natureza de contrato de emprego, porque ao trabalhador aprendiz são devidos todos os direitos trabalhistas, dentre eles a garantia provisória de emprego da gestante. Como contrato por prazo determinado, deve ser aplicado o entendimento do item III da Súmula 244 do Colendo TST.” (TRT-03ª R. (MG)- RO 00989/2014-171-03-00.4 – Rel. Des. Jales Valadao Cardoso – DJe 06.03.2015 – p. 124).

Em sentido contrário, localizamos o entendimento minoritário do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco no seguinte sentido: “DIREITO DO TRABALHO E PROCESSUAL DO TRABALHO – RECURSO ORDINÁRIO – ESTABILIDADE PROVISÓRIA – GESTANTE – CONTRATO DE APRENDIZAGEM – Não obstante o contrato de aprendizado trate-se de contrato com prazo determinado, mas forçoso entender tratar-se de situação deveras diferenciada, haja vista que a contratação, no caso, decorre de imposição legal, e, portanto independe da vontade do empregador. Além do que e, principalmente, o objetivo de tal contratação é a formação profissional do aprendiz (do estudante). Nos contratos em geral, o que se objetiva antes de tudo e, por óbvio, é o trabalho produtivo. A hipótese, não é alcançada pela Súmula nº 244 do TST, e nenhuma afronta à Constituição Federal de 1988. Recurso ordinário patronal a que se dá provimento parcial.” (TRT-06ª R.(PE) – RO 0000161-05.2014.5.06.0009 – 1ª T. – Relª Desª Maria do Socorro Silva Emerenciano – DJe 05.05.2015 – p. 19).

Diante do exposto, nosso entendimento é no sentido de se adotar a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, mantendo-se a gestante aprendiz no emprego de modo a garantir-lhe a estabilidade legal. Optando o empregador pela rescisão do contrato de aprendizagem no seu termo já previsto, haverá o risco de ter que indenizar o período de estabilidade em eventual reclamação trabalhista.

Dicas para um bom projeto arquitetônico

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O projeto de uma nova residência começa na escolha do terreno. Pode parecer uma tarefa fácil, mas não basta pesquisar a área e negociar o valor. Erika Fukunishi e Thalita Miyawaki, profissionais da EFTM Arquitetura, dão algumas dicas para realizar essa escolha da melhor forma possível.

Uma das partes mais importantes do fechamento de um negócio é a documentação. É indicado tomar muito cuidado, pois problemas nos documentos podem atrapalhar a execução do projeto. Para se precaver, exija documentações cartorárias, comprovando a regularidade do imóvel bem como do vendedor. Verifique a regularidade junto ao município e nas secretarias municipais analise questões como áreas de alagamento, vegetação protegida por lei e áreas de preservação permanente.

Aspectos como facilidade de acesso e infraestrutura (transporte, lazer, serviços) no entorno são fáceis de serem identificados. “Depois de escolhido o terreno, sugerimos que o cliente ou o arquiteto contratado verifique no local ou com softwares a posição do sol em vários horários e épocas do ano, além de verificar os barulhos e incômodos que podem se tornar inconvenientes durante sua morada”, indica Erika Fukunishi.

O desnível no terreno é comum, mas isso não significa que não é vantajoso para a construção, pois muitas vezes ele pode se tornar aliado ou até ser o principal conceito arquitetônico do projeto.  “Para evitar grandes movimentações de terra, como corte e aterro, quando o terreno tem estas inclinações, um bom projeto pode aproveitar melhor o traçado natural e otimizar os custos”, explica a também Thalita Miyawaki. De acordo com a profissional, utilizar desníveis suaves para acomodar a edificação e criar meio pé direito ajuda minimizar o número de degraus entre os ambientes.

Outro fator que deve ser considerado é o tipo de solo, pois este pode definir se sua fundação vai ser mais cara ou barata. É necessário contratar uma empresa de sondagem, mas antes de realizar a compra algumas situações podem ser observadas pelo próprio cliente. Caso haja muitas pedras na superfície do terreno ou o local seja próximo de rios e córregos, provavelmente será preciso fazer uma fundação mais profunda e cara. “Uma dica é perguntar para os vizinhos qual tipo de fundação eles adotaram para fins de planejamento de gastos, o que não significa que, após a compra do terreno, o cliente não precise contratar um serviço de sondagem do solo”, comenta Erika.

O mais importante é planejar e verificar quais são as prioridades da obra, realizá-la em menos tempo, com menor custo ou com mais qualidade. Quanto mais claros estiverem os objetivos do comprador com o terreno, mais fácil será desenvolver o projeto e realizar o sonho do lar doce lar.