Quais são os principais gaps entre estratégia e execução?


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Quando se trata de estratégia de negócios para empresas, existe uma grande distância entre o que se está no papel e sua execução. Essa é a opinião do especialista em estratégia Amauri Nóbrega: “Gera-se uma grande questão: a estratégia boa é aquela que se consegue executar? Bom, existem grandes questões envolvidas, pois uma estratégia pode ser separada de sua execução ou a execução é parte da estratégia”.

Para Nóbrega, existem muitos gaps entre a estratégia e sua execução. “Existe estrategista que não sabe executar, ou grandes executores que não conseguem pensar estrategicamente?!”. São muitas questões que não necessariamente existem resposta única para elas.

O estrategista Amauri Nóbrega aponta a primeira pergunta que uma empresa pode fazer a si mesma e que pode gerar lacuna: quem é que queremos ser? “No topo da gestão, se não há uma unanimidade na resposta, posso dizer que, com um percentual muito próximo de 100, essa empresa terá dificuldades na execução da sua estratégia”, diz Nóbrega. Para ele, essa é uma resposta fundamental para o início de um planejamento estratégico. “Enquanto não houver uma unanimidade nessa resposta, não vá em frente”.

Nóbrega indica que, uma vez encontrado o consenso, o próximo passo é saber o que irá oferecer para que os clientes acreditem na empresa e ajudem a torná-la o que ela quer ser. “Qual a nossa proposta de valor? Ela é fundamental e os clientes devem perceber que o que colocamos e oferecemos é percebido por eles e aqui aparece mais um gap. Se o cliente não experimentar o valor oferecido, a continuidade estará comprometida”, explica.

Logo após procurar entender o gap entre a oferta de produtos e a percepção dos clientes, é chegada a hora de olhar para a concorrência. “Ligado com o dito anteriormente, a nossa proposta também é oferecida por mais alguém? Se sim, temos que ter algo que nos diferencie, como conseguir? Questionando. Por que o cliente escolheria fazer negócio conosco em vez do concorrente?”, levanta o estrategista.

Depois de analisar a relação com clientes e concorrentes, o passo seguinte é olhar para o caixa, como explica Amauri Nóbrega. “Será que teremos recursos suficientes para tirar do papel a proposta de valor e chegar aonde desejamos? Pois, não adianta conseguir uma excelência na avaliação do cliente, mas não conseguir chegar no nosso objetivo”. Ele conta que já atendeu diversos casos do tipo. “Empresas que eram amadas pelos clientes, não controlaram os recursos e não conseguiram cobrar um preço premium pelo seu produto/serviço”, relata.

Por último, Nóbrega diz que é necessário, sempre que atingido o objetivo, que a empresa busque evoluir e expandir. “É preciso que venham os re-ciclos, porque, uma vez atingido o objetivo, não fique “sentado” aproveitando. Volte ao início e crie um novo objetivo mais ousado, evolua a proposta, expanda os recursos”.

O especialista em estratégia diz que, a partir do fechamento do primeiro ciclo, a confiança da equipe em sua liderança aumenta e, assim, o sucesso vai surgindo gradativamente junto com o amadurecimento da empresa e de sua equipe. “Não quero dizer aqui que esse é o único caminho para a vitória, mas acredito que é o único caminho para fechar os gaps existentes entre estratégia e execução”, finaliza.

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