Entendendo melhor porque a atual diretoria da ABNT não presta conta para ninguém

Está escrito bem claro no estatuto da ABNT: Art. 2º É condição para o pleno funcionamento da Associação a existência dos seguintes órgãos: a) Assembleia Geral, órgão máximo de deliberação da Associação; b) Conselho Deliberativo, órgão diretivo; c) Conselho Fiscal, órgão de apoio responsável pela avaliação das demonstrações financeiras; d) Diretoria Executiva, corpo funcional executor das atividades deliberadas pelos demais órgãos, cujos integrantes serão contratados pela ABNT. Parágrafo único: Os dirigentes eleitos não serão remunerados pela Associação. Ou seja, o temido “Coronel”, Pedro Buzatto Costa, presidente do Conselho Deliberativo, não pode receber quaisquer remunerações ou vantagens indevidas, nem andar de carro oficioso, nem almoçar nos restaurantes do centro de São Paulo por conta da ABNT. E quem deveria fiscalizar isso? Conheça melhor os seus nomes.

ziperHayrton Rodrigues do Prado Filho

Entenda como o citado Coronel está há quase 15 anos no poder. Citando o estatuto da ABNT que deveria ter sido aprovado: CAPÍTULO VI – Do Conselho Deliberativo Art. 14. O Conselho Deliberativo é composto de um Presidente, um Vice-Presidente e 30 (trinta) membros, dos quais 3 (três) são natos, 22 (vinte e dois) são eleitos em Assembleia Ordinária, por votação secreta, e 5 (cinco) são eleitos pelo Conselho Técnico. § 1º : O mandato dos membros eleitos é de 3 (três) anos, vedado o exercício de mais de 2 (dois) mandatos consecutivos.

Eles mudaram para: CAPÍTULO VI – Do Conselho Deliberativo Art. 14. O Conselho Deliberativo é composto de um Presidente, um Vice-Presidente e 30 (trinta) membros, dos quais 3 (três) são natos, 22 (vinte e dois) são eleitos em Assembleia Ordinária, por votação secreta, e 5 (cinco) são eleitos pelo Conselho Técnico. § 1º : O mandato dos membros eleitos é de 3 (três) anos, podendo ser reeleitos.

Já no Art. 20. Compete ao Presidente do Conselho Deliberativo (Coronel): a) Convocar, instalar e presidir a Assembleia Geral; b) Convocar, instalar e presidir as reuniões do Conselho Deliberativo e do Comitê de Orientação Estratégica; c) Convocar os suplentes dos membros do Conselho Deliberativo, no caso de impedimento de seus titulares; d) Dar posse aos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, indicando para ratificação do Colegiado o Diretor Geral da ABNT, para assim efetuar sua contratação; e) Encaminhar para homologação ao Conselho Deliberativo os nomes componentes da Diretoria Executiva por indicação do Diretor Geral; f) Encaminhar à consideração da Assembleia Geral o Relatório Anual e os demonstrativos contábeis da ABNT, com pareceres do Conselho Fiscal e da Auditoria; g) Representar a ABNT judicial e extrajudicialmente, com capacidade para substabelecer; h) Abrir e movimentar as contas bancárias da ABNT, juntamente com o Diretor Geral, podendo, em conjunto, constituírem procuradores para este fim; i) Indicar o Secretário das reuniões. Dessa forma, o denominado Coronel indicou, ratificou e nomeou o Diretor Geral da ABNT, Ricardo Fragoso, seu genro, que podem movimentar as contas bancárias da ABNT. Ou seja, tudo em família.

E quem mais faz parte da família ABNT? O vice presidente Pierangelo Rossetti. Como membros natos: Jorge Mário Campagnolo (Suplente: Sérgio Roberto Knorr Velho), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Manuel Fernando Lousada Soares (Suplente: Sérgio Ferreira de Figueiredo), do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior: Capitão-de-Fragata Alex Queiroz Pereira (Suplente: ST José Roberto Mendes Villis), do Ministério da Defesa – Secretaria de Produtos de Defesa – Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial.

Depois tem mais os sócios mantenedores com mandatos definidos. Denis Perez Martins, da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo; Álvaro Dias, do SINAEES – Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de São Paulo; Luiz Barella, do Sindimaq – Sindicato da Indústria de Máquinas; Paulo Renato da Silva Quintaes, da WEG Equipamentos Elétricos; Andrea Carla Barreto Cunha, da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química; o presidente do Inmetro (que a ABNT ainda não catalogou, já que mudou); Zehbour Panossian, do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas; Heloísa Regina Guimarães de Menezes, do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas  Empresas; Renato José Giusti, da ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland; Pablo Silva Cesário, da CNI – Confederação Nacional da Indústria; Marcelo Faro Bittencourt, da Petrobras – Petróleo Brasileiro S/A; Jefferson Marcos D´Alencourt Pellissari, da Siemens; Walter Cover, da Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção; Cel. Av. Marcelo Franchitto, do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial; Krisdany Vinícius Santos de Magalhães Cavalcante, do DB Laboratório de Engenharia Acústica; Suely Bacchereti Bueno, da ABECE – Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural; João Alfredo Saraiva Delgado, da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos; Fabian Yaksic, da ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica; João Carrro Aderaldo, da Schneider Electric Brasil; Celso Scaranello, do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; Paulo Rogério Luongo Sanchez, do Sinduscon – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo; o sócio colaborador Mario William Esper; e membros dos Comitês Brasileiros: Haroldo Mattos de Lemos, Carlos A. Maciel, José Sebastião Viel, Inês Laranjeira da Silva Battagin e Vicente de Paula Barbosa.

E quem deveria fiscalizar tudo isso. Segundo o estatuto, no Art. 23: Compete ao Conselho Fiscal examinar e dar parecer sobre os demonstrativos contábeis da ABNT e apresentar ao Conselho Deliberativo os pareceres sobre os balancetes mensais e sobre a demonstração financeira do exercício findo, alertando para quaisquer desvios que possam colocar em risco o funcionamento, a reputação, a imagem e o patrimônio da Associação e de seu Associados.

Querem saber os nomes? O presidente é Nelson Carneiro, além dos sócios mantenedores: Nelson Carneiro, da Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica; Darcio Salussolia Berni, da ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel; Sylvio Nápoli, da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção; Caio César Guedes de Carvalho, da Alcon Química; e sócio colaborador Marcello Lettière Pilar.

Um leitor dos textos que tenho escrito me perguntou: a diretoria da ABNT deu alguma esperança que vai atender algumas das sugestões propostas por você? Eu respondi: a atual diretoria da ABNT não deu e acho que não vai dar nenhuma esperança de atender às minhas sugestões e nem responder aos meus questionamentos.

Será que algum dos nomes citados do Conselho Deliberativo ou do Conselho Fiscal não estaria disposto a me conceder uma entrevista? São nomes que representam empresas importantes e que, de uma maneira ou outra, estão participando dessa panaceia. Quem cala consente ou aquele que não se manifesta contra atitudes suspeitas concorda com ela!

Conheça os textos que escrevi que fundamentam essas informações.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog http://www.hayrtonprado.jor.br e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) – hayrton@hayrtonprado.jor.br – (11) 991055304 (WhatsApp).

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