Ranking de Reclamações 2015

ranking_2015O Procon-SP divulgou os setores mais reclamados e o índice de soluções das empresas, que servem como parâmetro para os consumidores conhecerem os fornecedores mais reclamados e como eles atendem as demandas de seus clientes. O Ranking Estadual contém os 50 fornecedores (empresas ou grupo de empresas) que mais geraram reclamações fundamentadas, ou seja, demandas de consumidores que, não solucionadas em fase preliminar de atendimento, geraram a abertura de processo administrativo.

Ao todo foram registrados 1.050.352 atendimentos entre consultas, orientações, carta de informações preliminares e reclamações. Destes, 60.949 geraram reclamações fundamentadas, sendo 46% no Procon-SP e 64% nos Procons municipais no interior, litoral e grande São Paulo.

Em 2015 o grupo composto pelas empresas de telecomunicações liderou novamente o ranking como as empresas mais reclamadas, ocupando os quatro primeiros lugares. entre. Desde a criação do ranking estadual há quatro anos (2012), o segmento vem liderando as principais reclamações dos consumidores.

A América Móvil conglomerado que reúne; Claro, Net e Embratel liderou o Ranking Estadual de reclamações fundamentadas dos Procons que integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor com um total de 5.883 reclamações ao longo do ano de 2015. O Grupo Claro / Net / Embratel lidera o ranking de reclamações do estado com 5.883, 9,6% de todas as reclamações registradas no estado. Em segundo lugar temos o Grupo Vivo / Telefônica com 3.901, seguido da Sky Brasil Serviços Ltda. com 2.731. Em quarto lugar a Tim Celular S/A com 2.351 registros e em quinto o Grupos Pão de Açúcar (Pão de Açúcar/Extra/Pontofrio.Com/Casasbahia.Com/Casas Bahia/Ponto Frio) com 2.349.

Um dos destaques no ranking é o Grupo Unimed, que subiu do 42º lugar no ano passado para o 8º lugar este ano, devido a problemas na gestão da carteira da Unimed Paulistana que deixou de atender seus clientes. Em 2014 foram 223 reclamações e em 2015, 1.497. Entre os varejistas, o destaque fica para o Grupo Pão de Açúcar, único entre os dez líderes do ranking, que apresentou um aumento de 67% de reclamações em relação ao ano anterior, passando de 1.402 em 2014 para 2.349 em 2015.

O setor de telecomunicações mais uma vez lidera o ranking: quatro das cinco empresas ou grupos mais reclamados pertencem a esse segmento. O que chama a atenção é o aumento que algumas empresas apresentaram no número de reclamações em relação à 2014. A Nextel Telecomunicações Ltda teve aumento de 170%, de 235 para 634. A Sky teve aumento de quase 100%, passou de 1.367 para 2.731. Tim e Claro também tiveram aumentos expressivos, 68% e 57% respectivamente. No ranking das empresas que menos atendem as demandas dos consumidores o Grupo Unimed é o destaque negativo, com o índice de 94,46% de reclamações não atendidas, apesar de TAC firmado entre a empresa e Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual de São Paulo, Procon-SP e ANS.

Para acessar o arquivo completo, clique no link http://www.procon.sp.gov.br/pdf/ranking_2015.pdf

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O aproveitamento de águas do banho e de máquinas de lavar

Normas comentadas

NBR14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBRISO9001 – COMENTADA de 09/2015Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 32

NBRISO14001 – COMENTADA de 10/2015Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso – Versão comentada….

Nr. de Páginas: 41

manual

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveu um manual para reutilização de águas cinza (denominação dada às águas usadas no banho e na lavagem de roupas). Essas águas podem ter diversos usos não potáveis, em função dos produtos adicionados durante a sua utilização, e a publicação lista uma série de boas práticas para o manejo em ambiente doméstico. “Para não colocar a saúde das pessoas em risco, o manual apresenta os cuidados recomendados ao seu uso a partir de soluções simples que não requerem construções, instalação de equipamentos especiais ou mesmo reformas residenciais”, explica Wolney Castilho Alves, pesquisador do IPT e coordenador do manual.

Segundo o instituto, a procura por soluções voltadas ao melhor aproveitamento dos recursos hídricos, a fim de diminuir o impacto ambiental, cresceu no Brasil nos últimos dois anos em função da crise hídrica. A elevação no nível dos reservatórios por conta das chuvas do início do ano, no entanto, não deve ser encarada como uma oportunidade para abandonar ações sustentáveis de redução de consumo, como o aproveitamento de água de chuva, por exemplo, mas sempre tendo em conta os cuidados necessários ao seu uso.

Para a utilização correta das águas cinza, informa Wolney Castilho, o usuário deve observar a presença de sabão, amaciantes, corantes, resíduos de sujeiras e gordura que prejudiquem o uso pretendido, causando manchas em pisos, paredes e pintura de veículos. O pesquisador recomenda ainda atenção na possibilidade de partículas presentes na água aderirem a superfícies como pisos porosos, e de restos de alvejantes (principalmente à base de cloro) causarem danos no caso de rega de plantas.

O volume de águas cinza a ser coletado dependerá dos tipos de uso e do espaço disponível na residência para armazenamento. A quantidade necessária para suprir os usos está diretamente ligada ao número de bacias sanitárias, às áreas de piso e paredes a serem limpas ou às áreas de irrigação. Para uma lavagem de oito quilos de roupas, por exemplo, o volume de água consumido fica em torno de 100 litros, o que é suficiente para 16 descargas de bacia sanitária; um banho de chuveiro elétrico com a duração de oito minutos pode consumir de 24 a 40 litros de água, o bastante para quatro a seis descargas.

O volume de água a ser armazenado deve ser decidido pelo morador em função do espaço disponível na residência, dos recursos para a compra dos recipientes e da facilidade de transporte entre os cômodos. Os recipientes de armazenamento (bombonas e baldes) recomendados pelo manual são produtos comuns vendidos no mercado.

Antes de escolha dos recipientes, o usuário deve avaliar sua qualidade. Grande parte deles é fabricada em plástico, material que não é agredido pelas águas cinza; no caso de modelos metálicos, eles podem sofrer corrosão.

Um reservatório para armazenar águas cinza deve, caso seja grande, ter uma saída de fundo (torneira) para facilitar seu esvaziamento e limpeza, ser resistente ao peso da água (quando cheio) e a pequenas quedas e impactos e, talvez o mais importante atualmente, ser estanque, ou seja, não ter vazamentos e ser mantido sempre bem fechado. Há também a necessidade de manter a água armazenada protegida do acesso de insetos. “Boa parte dos focos de dengue são encontrados em recipientes para armazenar água nas residências; é preciso tomar uma série de cuidados a fim de evitar a proliferação dos mosquitos”, ressalta Luciano Zanella, pesquisador do IPT e um dos autores do manual.

As águas coletadas da etapa de lavagem de tecidos muito sujos podem ter coloração cinza escuro ou chumbo, e tendem a ficar cada vez mais escuras com o passar do tempo. Essas águas podem liberar odores após 12 horas de armazenamento, aproximadamente; por outro lado, as águas do enxágue e de centrifugação das lavadoras podem ser armazenadas por mais tempo, situação que se repete com as águas da etapa de lavagem de roupas menos sujas e com as águas de banhos sem muitos resíduos.

As pesquisadoras do IPT Jordana Rodrigues de Castro e Rayana Santiago de Queiroz colaboraram no projeto com a execução de testes de laboratório para avaliar as técnicas simples que evitassem a exalação de odores nas águas armazenadas. Para eliminar ou diminuir cheiros desagradáveis, recomenda-se a mistura de 5 mL de água sanitária para cada litro de água cinza armazenada no caso de águas de cor cinza escura, que estão muito carregadas de sujeiras.

Mesmo que as águas cinza tenham a aparência de água limpa, os pesquisadores alertam para uma série de usos não permitidos: não beber, não utilizar para tomar banho ou dar banho em animais domésticos, não molhar plantas comestíveis (exceto árvores frutíferas) e tampouco usar para a rega no caso de os produtos adicionados à lavagem de roupas terem cloro em sua fórmula.