Tempo: você sabe administrá-lo?

Normas comentadas

NBR14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBRISO9001 – COMENTADA de 09/2015Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 32

NBRISO14001 – COMENTADA de 10/2015Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso – Versão comentada….

Nr. de Páginas: 41

tempoCoach oferece dicas para empreendedores administrarem seu tempo e suas prioridades, quando tudo parece urgente.

O ditado popular afirma que “tempo é dinheiro”, mas, mais importante que isso, é preciso ressaltar que o tempo também é investimento e qualidade de vida, se for bem gerido. Falta de planejamento prévio e de prioridades, excesso de trabalho ao longo do dia (tanto no ambiente profissional quanto no pessoal) e falta de ajuda externa (de colaboradores ou em casa) podem consumir muito o tempo de alguém, causando um estresse que, por diversas vezes, poderia ser evitado.

Segundo Andreia Rego, que trabalha com coaching e psicanálise, é necessário que as pessoas tenham um bom uso de seu tempo, e que podem e devem evitar alguns sintomas que se tornam fatores nocivos à vida, comprometendo os resultados dos negócios e da esfera pessoal. “As consequências da má administração desse tempo são inúmeras e precisam ser observadas no dia a dia de cada empreendedor. Uma pessoa que é estressada, cansada e doente por causa do seu trabalho não pode ter relacionamentos de qualidade”, afirma.

Ela, que é master business em administração com ênfase em humanas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que, no processo de coaching, é funcional trabalhar com ferramentas que possibilitam melhor compreensão e gerenciamento do tempo. “Um dos recursos se chama Tríade do Tempo. Ela permite entender sobre três esferas pelas quais todo indivíduo passa: importante, urgente e circunstancial. É possível identificar o resultado dessas três camadas, criando nova consciência e postura”, esclarece.

A coach diz que, quando detectada a má administração do tempo, a atitude do empreendedor deve ser a de estar aberto para modificar sua dinâmica de vida, horários e comportamentos viciosos, pois comprometimento e determinação são pontos que colaboram de forma positiva para uma melhora de vida. Também acredita que uma outra ferramenta, chamada Linha do Tempo, pode ser benéfica para quem precisa aprender a lidar com períodos, fases e ciclos.

“No cotidiano, ela auxilia na percepção de como o administrador/empresário/empreendedor está no momento presente da vida, criando ações objetivas e úteis no ‘agora’ para o futuro. Esse método é excelente para se trabalhar com metas, onde cada passo dado representa maior aproximação da gestão do tempo. Os resultados são colocados no dia a dia, de acordo com as percepções e próprias ideias sugeridas pela pessoa”, explica a coach.

A profissional enfatiza que, com essas dinâmicas, é possível distinguir quais atividades merecem mais atenção, em tempos onde tudo parece urgente. “Buscando melhor entendimento sobre seu tempo, o empreendedor pode traçar metas realistas e ao mesmo tempo ambiciosas, visando manutenção e ampliação dos seus negócios”, pontua.

Andreia ainda oferece dicas para que o empreendimento e a gestão do tempo se tornem uma parceria de sucesso:

– Buscar ferramentas que auxiliem na melhor gestão de tempo e organização;

– Criar metas claras e objetivas, de curto, médio e longo prazo, com início e fim de validade;

– Construir planos de ações eficazes, priorizando o que é importante;

– Monitorar cada fase das metas e dos planos de ações para redefinir melhorias;

– Administrar a organização financeira do empreendimento versus tempo com investimentos;

– Estabelecer espaços para manter a qualidade de vida pessoal;

– Criar uma atmosfera onde as relações interpessoais funcionem com maestria, pois atendimento, comunicação, negociação e estratégias emocionais são fundamentais no mercado acirrado e competitivo.

Analgésicos x gravidez: risco de malformação congênita

Tacógrafos para oferecer segurança devem cumprir a norma técnica e ser calibrados Publicada em 02/03/2016

Os tacógrafos ou cronotacógrafos são obrigatórios nos veículos de condução…

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Mariana Scarfoni Peixoto

As malformações congênitas estão entre os problemas médicos de prevenção e cura mais difíceis. Trata-se de uma complicação que ocorre durante o desenvolvimento do bebê no útero, gerando anomalias funcionais ou estruturais no recém-nascido. São decorrentes de uma série de causas, que variam desde herança genética e doenças preexistentes ou contraídas pela mãe nos primeiros meses de gravidez, até a exposição a substâncias químicas.

Entre elas está o consumo de analgésicos opioides, como codeína, oxicodona e hidrocodona que, segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, pode aumentar em duas vezes o risco de algumas raras malformações congênitas. Inclusive, em 2011, a instituição emitiu um alerta sobre os riscos causados pelo consumo de opioides antes ou no início da gestação.

Os opioides são substâncias naturais que podem ser encontradas em plantas ou produzidas pelo organismo humano. Estes últimos, denominados “opioides endógenos”, são produzidos e distribuídos por todo o Sistema Nervoso Central (SNC) a fim de modular a dor e controlar o sistema cardiovascular. Contudo, os opioides sintéticos e semissintéticos é que são os destaques clínicos devido especialmente ao seu alto potencial analgésico. São indicados, normalmente, para pacientes pós-cirúrgicos e, em casos extremos, para gestantes com crise de pedras nos rins, por exemplo.

No Brasil, os analgésicos opioides são medicamentos amplamente consumidos, comercializados somente sob prescrição médica, controlados pela Portaria n° 344, de 12 de maio de 1998 da ANVISA, além de possuir indicação bastante restrita para gestantes, sendo prescritos apenas em casos de extrema urgência, como citado anteriormente, o que reduz a probabilidade da malformação congênita.

Entretanto, a maior preocupação apontada pelos médicos para as gestantes é o consumo de anti-inflamatórios indiscriminadamente, uma vez que estes são vendidos sem prescrição médica. Os anti-inflamatórios usados de forma incorreta durante a gestação podem aumentar o risco de malformação cardíaca fetal em qualquer estágio da gravidez, ao contrário dos opioides, que apresentam probabilidade de malformação apenas no início da gravidez, durante a formação dos órgãos e tecidos do feto.

A automedicação contribui para milhares de mortes por ano, de acordo com dado de 2006 da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), o qual aponta cerca de 20 mil mortes por ano causadas pela automedicação. Já em 2012, o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) relatou cerca de 86 mil casos registrados de intoxicação causados pelo uso indiscriminado de medicamentos.

Dose, período de gestação, tempo de uso e interação com outras substâncias são alguns dos fatores que podem desencadear danos à saúde do bebê. As malformações atingem, todo ano, mais de dez mil crianças, sendo que a maioria delas morrem no primeiro ano de vida e as demais são submetidas a cirurgias ou tratamentos vitalícios. Por isso, o alerta para as gestantes, que devem redobrar a atenção durante este período.

Mariana Scarfoni Peixoto é farmacêutica e especialista em assuntos regulatórios. Atua como analista de assuntos regulatórios na empresa Intertox.