Reflorestamento e reabilitação de aves são foco de projeto em Minas Gerais

Cursos técnicos

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet
As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet
Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

reflorestamentoPor meio de uma iniciativa sustentável na cidade de Aiuruoca, mais de 3 mil pássaros já foram liberados na natureza, inclusive alguns à beira da extinção, e árvores nativas tomam conta de 18 hectares da região antes semi desértica

Localizada em Aiuruoca, município mineiro cortado por rios que correm a Serra do Papagaio entre vales e cânions, a Fazenda Caminho do Meio sedia, desde 1999, um importante projeto de sustentabilidade ambiental, que integra agricultura, reflorestamento de árvores nativas da Mata Atlântica e soltura de aves recuperadas por maus tratos ou apreendidas pelo Ibama.

Segundo o idealizador do projeto e dono da Fazenda, Nélio Weiss, no início o local exibia uma paisagem árida e quase desértica, resultado de queimadas e devastações do passado. “Em 1999, começamos a jornada de reflorestamento da terra, que é vizinha do Parque Estadual Pico do Papagaio, Área de Proteção Ambiental (APA), plantando as primeiras mudas de pau-brasil, carvalho e jacarandá próximas às minas de água e, aos poucos, espalhamos o verde ao longo de 18 hectares”, conta.

Devido ao antigo cenário seco e sem verde, os pássaros da região praticamente desapareceram, inclusive o papagaio-de-peito-roxo, símbolo da cidade de Aiuruoca (em tupi guarani, ‘casa dos papagaios’), que está ameaçado de extinção. Diante disso, o primeiro passo deste grande projeto de sustentabilidade foi plantar árvores frutíferas para atrair as aves, iniciativa que foi tocada juntamente com o reflorestamento até a aprovação de um projeto de soltura de pássaros em parceria com o Ibama, que é acompanhado de perto pelas autoridades ambientais, garantindo que eles voltem ao seu ecossistema de origem.

“Desde 2007, nosso viveiro recebe inúmeras espécies de pássaros silvestres recuperados por mau tratos ou apreendidos pelo Ibama e pela polícia florestal devido ao comércio ilegal. Até hoje já libertamos mais de três mil aves, entre papagaio do peito roxo, tucano, azulão, pássaro preto, maritaca, trinca ferro, sabiá, sanhaço, saíra, pintassilgo, tiziu e canário da terra, além de saguis e macacos prego”, comenta Weiss. A Fazenda também possui um mantenedouro conservacionista, que pode ser visitado, e conta com araras Canindé, araras tricolores, araras vermelhas, ararajubas, papagaios verdadeiros, papagaios galegos, papagaios do mangue, papagaios do peito roxo, jandaias verdadeiras, tuim, ararinhas nobre, periquitos rei, periquitões maracanã e tucanos.

A iniciativa que surgiu da crença de seu idealizador de que “se não podemos transformar o mundo todo, começamos com as próprias mãos ao nosso redor”, hoje transformou o antigo cenário semi desértico da região em uma densa floresta a perder de vista, com mais de 15 mil novas árvores recompondo a biodiversidade desse pedaço da Serra da Mantiqueira, entre as espécies Ingá, Tamboril, Jambolão, Óleo bálsamo, Ipês (rosa, branco, amarelo e roxo), Peroba, Mogno, Jatobá, Jacarandá, Jequitibá, Angico, Maçaranduba e Carvalho.

E até mesmo o papagaio-do-peito-roxo, ameaçado de extinção, voltou a colorir o céu da região. O viés econômico faz parte do projeto ‘Adote uma Oliveira’, que envolve o cultivo de oliveiras para a produção de um azeite de qualidade premium, que será comercializado a partir de 2017. Toda a mão de obra do projeto é local e segue a filosofia da ‘fazenda à mesa’, destinando toda a produção para o consumidor.

Anúncios

O Brasil à Andrade Gutierrez

corruption

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

A verdade nua e crua: o impasse institucional brasileiro, combinado com a crise econômica, a insegurança do Direito, a corrupção sistêmica, a impunidade e a violência urbana sem controle, está empurrando o país para um estágio de pré-convulsão social. Esse risco, de ruptura institucional, é um cenário cada vez mais próximo e possível – mesmo quando por aqui se cultua o falso mito de uma passividade e pacifismo de um povo bom e ordeiro.

Depois que o juiz federal Sérgio Moro homologou acordo de leniência entre a empreiteira Andrade Gutierrez e o Ministério Público Federal (MPF), pelo qual a empresa pagará R$ 1 bilhão de indenização e publicar os termos do acordo em nota nos principais veículos de comunicação, os leitores podem fazer a leitura ao contrário: como era o país à moda da Andrade Gutierrez.

Mesmo a empresa admitindo, de modo transparente perante toda a sociedade brasileira, seus erros e que vai reparar os danos causados ao país e à própria reputação da empresa, o que se vê era em é um Estado totalmente à mercê de esquemas de corrupção que se espalharam por toda a sociedade. Será que é suficiente admitir que é preciso aprender com os erros praticados e, principalmente, atuar firmemente para que não voltem a ocorrer?

Será que vai mudar alguma coisa na empresa depois que ela implementar um modelo de Compliance, baseado em um rígido Código de Ética e Conduta, em linha com as melhores práticas adotadas em todo o mundo? Será que escrever que a Operação Lava Jato poderá servir como um catalisador para profundas mudanças culturais ─ que transformem o modo de fazer negócios no país e que esse manifesto contribua para um grande debate nacional acerca da construção de um Brasil melhor ─ ajudará na eliminação de alguns de seus piores defeitos, como o desperdício de dinheiro público e a impunidade, entre muitos outros? Isso ficará claro na mente de toda a sociedade brasileira?

Ao propor sugestões que acredita ser capazes de criar uma nova relação entre o poder público e as empresas nacionais, com atuação em obras de infraestrutura, a Andrade Gutierrez está fazendo o que realmente importa para o povo brasileiro? Ou seja, adotar procedimentos corretos principalmente em relação à ética, à responsabilidade social e ao zelo com o dinheiro público. Na verdade, no texto publicado os brasileiros deveriam ficar estarrecidos com que a empresa realizava.

Não fazia nenhum estudo de viabilidade técnico-econômica anterior ao lançamento do edital de concorrência, não descartando obras que não contribuam para o desenvolvimento do país. Não realizava nenhum projeto executivo de engenharia antes da licitação do projeto, o que não permitia a elaboração de orçamentos realistas e evitar assim as previsões inexequíveis que causam má qualidade na execução, atrasos, rescisões ou a combinação de todos esses fatores.

Não lutava para a obtenção prévia de licenças ambientais, o que poderia ter evitado contestações judiciais ao longo da execução do projeto e o início de obras que em desacordo com a legislação. Não fazia nenhum tipo de aferição dos serviços executados e de sua qualidade, que deveria ser executado por empresa especializada, evitando-se a subjetividade e interpretações tendenciosas.

Enfim, a empresa não garantia que ambas as partes tivessem os seus direitos contratuais assegurados, passíveis de serem executados de forma equitativa. Não havia nenhum modelo de governança em empresas estatais e órgãos públicos que garantisse que as decisões técnicas fossem tomadas por profissionais técnicos concursados e sem filiação partidária.

Não estava nem aí se as obras tinham garantia de disponibilidade de recursos financeiros, vinculados ao projeto até a sua conclusão. Não se preocupava em assegurar a punição de empresas e contratantes que não cumprissem os contratos na sua totalidade.

Por fim, a companhia acha que as mudanças não serão possíveis se não houver o engajamento de todos os agentes do setor e de toda a sociedade. “Dessa forma, a Andrade Gutierrez espera que as entidades que representam o setor de infraestrutura, assim como as demais empresas desse mercado, se juntem em um movimento que possa definitivamente trazer mais transparência e eficiência para todo o mercado, resultando em um Brasil melhor.”

A gente fica na torcida para que isso ocorra o mais rápido possível. E que o país à moda Andrade Gutierrez seja passado à limpo.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro daAcademia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br– (11) 99105-5304.

Hayrton,

Amei receber seu texto. Mas como sou advogada e contadora sei que tenho algumas experiencias para te relatar. Uma empresa de construção civil grande como a Andrade Gutierrez (desculpe se errei é a pressa) não “ofereceria nada de livre e espontânea vontade” ela e muitas outras são obrigadas a concordar com o esquema de quem contrata e quem paga (o governo) o maior criminoso para mim é o nosso governo em dose 10 vezes maior que as empresas. Como contadora eu preciso de clientes e com o advogada também e esses clientes sao empresas privadas, que mantem quadro de funcionários, custos fixos altissimos etc. Ou seja, ou aceita ou perde para outra que vai aceitar por isso existiu o cartel entre elas…elas já não estavam mais aguentando a sangria dos petistas. Esse partido deve ter um problema muito sério, pois a maioria parece que sofreu lavagem cerebral não querem enxergar o mal que fizeram ao país. Tudo é culpa da “oposição” que não aceitou os votos da urna. Nunca acreditei nessa urna eletronica. Eu sou a favor do voto livre, até pela internet como contadores ja fazem, diminui o gasto com tudo e não polui a cidade com propagandas enganosas.

A politica deveria ser limpa, só entrar quem já tem projetos em mãos, no mínimo 1 por ano. Tem pessoas que estão no mandato ha 20 anos e somente 1 projeto, não entendo isso. Um país como o Brasil que tem 35 partidos e depois vira um funil de candidatos que se coligam para fortalecer. Eu sou a favor de 2 partidos, um de oposição outro de situação e ponto. Sou a favor de parlamentarismo e sou contra salarios e seguranças e assessores para esses ex tudo do Brasil, quantas bocas estamos sustentando? Acabou o mandato vai procurar o que fazer, trabalhar, dar aulas etc. Mas percebo que as familias se perpetuam, ex da familia Sarney, que agora tem pai, filho e espirito santo na politica…e a Roseana com as mazelas dela e mostrou que não era santa. Filha e neto de Sarney , que são ricos em local de extrema pobreza. Eu teria vergonha de morar em um lugar que eu poderia ter feito tudo e nada fiz.

Enfim, sei que vc é uma pessoa extremamente ocupado e não pode perder tempo lendo e mails de seus fãs como eu, mas te admiro, sei que ser Jornalista no Brasil é um perigo, mas precisamos de você e de outros como você para nos mostrar essas verdades que o povão precisa saber.

Estou querendo repassar o seu e mail e quero saber se posso, pois vou preservar a grandeza de quem escreveu na íntegra.

Nilra

Questão de saneamento

NBR ISO 50004 de 03/2016 e NBR ISO 50006 de 03/2016: os princípios para um sistema de gestão de energia Publicada em 20/04/2016

Quais são os requisitos gerais de um sistema de gestão da energia? Quais considerações devem…

Leia mais…

Luiz Gonzaga Bertelli

A eclosão da zika surpreendeu o Brasil e uma de suas graves consequências  graves, a microcefalia em bebês, talvez seja a que mais sensibilize a sociedade. Mas há um aspecto que, embora ainda cause indignação, não chega a surpreender: a fragilidade do sistema público de saúde, que se mostra mais precário em casos de surtos inesperados de doenças que se disseminam rapidamente.

Mas aqui cabem algumas perguntas. Será que todos os surtos são mesmo inesperados? Depois do susto com a dengue há poucos anos, ninguém pode alegar que o seu vetor, o Aedes egypti não seja bem conhecido dos brasileiros. Sem tirar o mérito das campanhas de erradicação do mosquito (fumacês, evitar acúmulo de água em pratinhos de vasos, pneus velhos ou garrafas pets; cobrir as caixas d’água, etc.), não seria hora (ainda que tardia) de se pensar em medidas tão ou mais eficazes de prevenção ou, pelo menos, de contenção da proliferação do Aedes?

Essa proposta remete para o persistente descaso com  o saneamento básico, hoje privilégio de apenas 50% dos brasileiros. A outra metade da população está vulnerável a doenças transmissíveis por vetores que proliferam em esgotos a céu aberto, enchentes, poças de água de chuva, etc. Ou, no caso do Aedes, até na água limpa que os moradores estocam para vencer a seca em centenas de municípios, como no Nordeste.

Se o terrível lado humano dessas tragédias não basta para sensibilizar o Poder Público, quem sabe as estimativas dos custos financeiros gerados pelo Aedes estimulem investimentos para valer em saneamento básico. Fiquemos em dois  exemplos, válidos só para 2015. Para tentar controlar a proliferação do Aedes e dos vírus que transmite, só o Ministério da Saúde gastará R$ 2,5 bilhões. E mais: a zika pode causar prejuízos de até R$ 8,6 bilhões com a redução da vinda de estrangeiros para as Olimpíadas.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE.

 

FNQ convida a todos para evento sobre economia colaborativa

anúncio

Este ano, o CEG promove debate sobre as novas relações sociais e de consumo

A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) direciona sua atenção e seus esforços a aspectos relacionados às mudanças que impactam organizações no Brasil e no mundo, com o objetivo de apoiar a melhoria da gestão do País. Para isso, realiza, anualmente, o Congresso FNQ de Excelência em Gestão (CEG), pautado em tendências de relevância para a sustentabilidade dos negócios e do planeta.

Em 2010, mostrou-se a importância do comportamento ético no mercado. No ano seguinte, falou-se sobre a importância da inovação para a sustentabilidade. 2012 foi o ano de tratar a educação e as formas de como se preparar para os novos desafios no futuro. Em 2013, abordou-se a gestão de risco, retomando o tema sobre o impacto da demografia e a crise mundial. Em 2014, falou-se de um novo modelo mental, no qual foi debatido o “ser” ao invés do “ter” e a necessidade de se ouvir mais. No ano passado, debateu-se o Novo Capitalismo, quando foram trazidos exemplos de empresas que conseguem competir no mercado, repensando sua forma de consumir e produzir.

Em 2016, a FNQ não poderia fazer diferente e, seguindo com temáticas relevantes para o cenário organizacional, abordará o tema Economia colaborativa: um caminho para transformações nas relações sociais e de consumo. “Entendemos que iniciamos uma nova era social e econômica, em que as percepções de ganhos e perdas assumem novos significados e tudo é possível quando há interesse e esforço coletivos”, explica Jairo Martins, presidente executivo da FNQ.

Com esse tema, pretende-se debater a importância dessa nova forma de consumo e seus impactos econômicos, além de repensar a produção em escala mundial, entendendo que novos modelos de negócios surgirão para atender à demanda do planeta. “A economia colaborativa torna-se um caminho para a estimulação econômica e para a preservação dos recursos da natureza”, completa Jairo.

O evento acontece no dia 22 de junho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e traz profissionais de renome, já confirmados, como Dora Kaufman e a jornalista Míriam Leitão, além de apresentação de empresas como o Uber, OLX, Airbnb, Itaú, Google, Natura, Fiat, entre outros.

Deve-se ser ressaltado que a economia colaborativa é um novo movimento que, a partir das tecnologias digitais de informação e comunicação, deu origem a uma outra forma de pensamento, a qual visa à redução do desperdício, ao aumento da eficiência no uso dos recursos naturais e ao combate ao consumismo desenfreado. De acordo com Dora Kaufman, uma das características da economia colaborativa é a formação de plataformas digitais (ou redes digitais) abertas e coletivas em que todos podem participar.

Essa arquitetura colaborativa está sustentada em três pilares principais: pessoas, tecnologia e sustentabilidade. Assim, os eixos fundamentais dessa tendência podem ser definidos.

Vive-se em um momento de mudança cultural, em que todos têm a oportunidade de participar de tudo como nunca. “As pesquisas mostram que existe uma predisposição das pessoas à colaboração e, se o ambiente é propício, elas tendem a colaborar. As redes digitais deram uma nova dimensão para a colaboração ao viabilizar as conexões independentes de tempo e local”, lembra Dora.

Ao conectar pessoas com interesses e necessidades em comum, a internet e os novos aplicativos facilitam o compartilhamento e a troca de serviços e objetos em uma escala inédita. Nesse cenário, o ambiente digital promove a colaboração, desconstrói as noções de tempo e de espaço, aproximando as pessoas e fortalecendo essa nova cultura.

Ao facilitar as novas práticas de consumo, a economia colaborativa preza pela sustentabilidade em todas as suas instâncias e prevê a redução dos desperdícios de recursos naturais e da desigualdade social. Diante de pessoas mais conscientes no ato da compra, as atitudes sustentáveis têm determinado a relevância das organizações no mercado e na sociedade de uma maneira inédita.

Desenvolvidos em ambientes digitais, que propiciam a colaboração entre as pessoas, os novos negócios revolucionam os padrões de consumo, de relacionamento e de compartilhamento de experiências. De maneiras diferentes, esses modelos passaram a ser inseridos na rotina das pessoas e têm gerado discussões que colocam em xeque alguns conceitos estabelecidos anteriormente.

Nesse contexto, destacam-se algumas iniciativas inovadoras de consumo colaborativo, que preveem o compartilhamento de bens e de serviços entre as pessoas e o consumo consciente. Maior plataforma de comércio eletrônico local do mundo, o Groupon, por exemplo, disponibiliza aos seus clientes as melhores ofertas em produtos, serviços e viagens.

Mais do que oferecer descontos, a empresa proporciona experiências de excelência e estimula os internautas a conhecerem o melhor de sua região. Dessa forma, é possível alavancar os negócios locais e satisfazer as necessidades dos clientes. Dentre a ampla gama de opções proporcionada pelo consumo colaborativo, podem ser destacadas várias iniciativas.

Por exemplo, os serviços colaborativos, pois não é apenas a troca de produtos que tem crescido nos últimos anos, pelo contrário, uma série de serviços colaborativos ganhou força no mercado brasileiro e já se destaca como solução para alguns problemas das grandes cidades. Serviços de aprendizagem, de advocacia, de compartilhamento de carros e bikes já fazem parte do dia a dia das pessoas.

A Carona Solidária, por exemplo, é um projeto que traz benefícios sociais, ambientais e econômicos, uma vez que coloca pessoas em rede, diminui a quantidade de veículos nas ruas – melhorando o trânsito e a qualidade do ar – e reduz as despesas com combustível, pedágios e demais custos que podem surgir durante o trajeto. “As empresas que estão surgindo no contexto atual têm parte de seu modelo de negócio na colaboração”, afirma Dora Kaufman.

Isso se deve ao fato de elas serem criadas no contexto de tecnologias disruptivas e inovadoras. Essa lógica promoveu mudanças sociais e a criação de algumas organizações, como o Airbnb – serviço de colaboração on-line para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações em todo o mundo – e o Uber – empresa multinacional de locomoção privada.

Também surgiu o conceito de crowdsourcing que se refere à combinação de esforços coletivos no ambiente digital para a produção de conteúdo, a descoberta de soluções para diferentes causas, o desenvolvimento de tecnologias, entre outros. Além disso, o conceito promove a disseminação de informação em uma rede de pessoas conectadas.

Outro conceito muito utilizado nos últimos anos, o crowdfunding é o financiamento coletivo para iniciativas privadas voltadas, de alguma maneira, para os interesses e o desenvolvimento da sociedade, seja de forma ideológica ou prática. Com metas pré-estabelecidas e prazos determinados, cada projeto adapta-se a um segmento dentro do modelo de financiamento coletivo, podendo ser filantrópico e de projetos sociais, de produtos e serviços, de equity crowdfunding (voltado para startups) ou de lending crowdfunding (empréstimos para pessoas e empresas).

Esses são apenas alguns modelos adotados por empresas e pessoas atualmente. Porém, outras formas e novos negócios podem surgir com o advento e a evolução das tecnologias digitais. “Tudo muda muito rápido”, lembra a professora Dora Kaufman. Em plena expansão, as plataformas são redefinidas constantemente e tornam-se obsoletas e antigas, de tempos em tempos. Por isso, é preciso estar atento às tendências e às novidades do mercado.

Para mais informações sobre o evento, Clique aqui

Como fazer do tempo seu grande aliado

GLOSSÁRIO TÉCNICO GRATUITO

Selecione o idioma que deseja ordenar os termos técnicos:

de Português para Inglês

de Português para Espanhol

de Inglês para Português

de Espanhol para Português

Ernesto Berg

O tempo pode ser um grande inimigo se jogarmos contra ele, mas também pode tornar-se um extraordinário aliado se soubermos usá-lo a nosso favor, porque tempo é vida; quem perde tempo, perde vida. Quem domina o tempo, domina a vida.

E o engraçado é que o tempo nunca muda. Sempre corre no mesmo ritmo, 60 segundos por minuto, 24 horas por dia, 365 dias por ano, independente do seu estado de ânimo, ou de sua motivação, porque o conceito de tempo é subjetivo e pessoal. Se você estiver angustiado ou ansioso, um minuto pode parecer uma hora; se estiver desfrutando de momentos de alegria e felicidade, uma hora dará a impressão de ter sido apenas alguns minutos.

Já pensou nessas características do tempo? O tempo é inelástico, insubstituível (não pode ser recuperado depois de perdido), escasso, não estocável (não pode ser guardado), e de suprimento constante. Nossa única alternativa é consumi-lo à medida em que decorre. Ele tem, no entanto, uma característica única: é altamente democrático! Todos temos à nossa disposição 24 horas por dia, nem mais, nem menos. O homem mais rico do planeta tem as mesmas 24 horas que o homem mais pobre do mundo.

O que realmente faz a diferença entre os indivíduos é o que eles fazem durante essas 24 horas, dia após dia, semana após semana, ano após ano. A qualidade do uso do tempo é que determinará se você será produtivo ou improdutivo, vencedor ou perdedor. Ou controlamos o tempo ou ele nos controla. Ou administramos os fatos ou os fatos nos administram.

Com que lentes você enxerga o tempo? Muitos consideram o tempo um inimigo a ser enfrentado e vencido. Outros o veem como um senhor implacável, dono do destino, escravizando as pessoas com a ditadura do tempo. Essas visões representam uma distorção de enfoque, pois consideram o tempo como uma entidade viva e, eventualmente maléfica, sempre pronta a desafiar e vencer as pessoas. A visão sadia sobre o tempo é a de que ele é um recurso muito prático e útil, que pode ser empregado a seu favor para atingir objetivos edificantes.

Os que não entendem assim, acreditam que devem continuamente forçar as circunstâncias, através de um labor constante e ininterrupto, submetendo-se a jornadas de trabalhado de 12, 14 horas, ou mais, por dia. São os workaholics (do inglês work, trabalho, e alcoholic, alcoólatra), pessoas viciadas pelo trabalho e dão a impressão que vivem só para trabalhar.

Exageros à parte, todos podem ser muito produtivos, sem necessitar se esfalfar ou exaurir suas energias no glorioso campo de batalha do dia a dia. Há períodos em que pode ser necessário esforços diários ou mensais mais prolongados, o  que  não  justifica, entretanto, uma  eterna  vida de  correrias e sobrecargas de atividades.

As tecnologias podem ajudá-lo ou condicioná-lo. As novas tecnologias, como microcomputadores, notebooks, internet, smartphones, videoconferências, cursos on-line, sem mencionar o celular e o telefone tradicional – que ainda são um dos meios mais eficazes de comunicação -, simplificaram a comunicação interpessoal e a resolução de problemas, porém não alteraram em nada a quantidade e a qualidade do tempo gasto no trabalho.

As indiscutíveis facilidades proporcionadas pela revolução tecnológica nos colocam num redemoinho de atividades que exigem uma velocidade de resposta cada vez maior. Ficamos disponíveis 24 horas do dia em qualquer canto do mundo. Além disso, as opções de como gastar o tempo aumentaram vertiginosamente, sobretudo nos atraentes jogos disponíveis nos celulares.

Fica fácil concluir que o tempo, em vez de sobrar, ficou ainda mais escasso, pois o dia continua tendo as mesmas 24 horas de sempre. É a receita certa para o estresse e o desgaste físico e emocional.

Portanto, fique alerta: quem não utiliza o tempo em atividades diretamente relacionadas aos seus objetivos prioritários (sejam profissionais, pessoais, familiares, espirituais etc.) estará fadado ao fracasso.

Eis aqui o seu inestimável aliado. Administração do tempo é o seu grande aliado. É uma forma racional e sistemática do uso do tempo, cujo objetivo é aumentar a eficiência e eficácia das pessoas, permitindo que elas produzam mais em menos tempo. Está alicerçado na autoanálise e na observação do seu comportamento diário em meio às atividades.

Administração do tempo diz respeito, sobretudo, à eficiência pessoal, através do uso de instrumentos e processos que tornam suas ações mais produtivas, ágeis e práticas. Este é um lado da moeda. O outro lado dessa mesma moeda – tão importante quanto o anterior -, diz respeito a eficácia pessoal, que está ligada ao tipo e a qualidade do uso do tempo. Conseguiu ser mais rápido? Foi mais eficiente? Sobrou um tempo? Ótimo, então use esse período excedente para fazer algo mais nobre, como, por exemplo:

–  Reviver aquele projeto, mofando há meses em sua gaveta, sobre a implantação de uma nova sistemática de trabalho em seu setor.

– Colocar em prática aquele projeto, sempre adiado, na área mercadológica.

– Dar andamento àquela grande ideia, há anos emperrada, por falta de tempo.

– Fazer o curso continuamente postergado.

– Chegar um pouco mais cedo em casa e poder conviver mais com os filhos.

– Pôr em dia sua saúde e ir ao clube olímpico praticar natação.

Pronto, agora sim estará sendo eficaz; usou o tempo excedente em algo útil, que renderá frutos mais adiante, em vez de ficar só assistindo televisão ou distrair-se com o facebook ou o celular. O gerenciamento do tempo começa com uma autodescoberta: onde utilizo o meu tempo, de que forma, o que me causa insatisfação e o que desejo modificar?

Ao assumir o controle do seu tempo, estará assumindo o controle de sua vida, será mais independente, mais produtivo, mais competente, mais motivado e realizado. (Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida – Millôr Fernandes).

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.

Brasileiros cada vez mais utilizam os ciclos de fertilização in vitro

embriões

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o relatório referente ao ano de 2015 do Sistema Nacional de Produção de Embriões-SisEmbrio. Cento e quarenta e um bancos de Células e Tecidos Germinativos – BCTGs (Laboratórios de Fertilização in vitro) encaminharam sua produção ao SisEmbrio. Este número é o maior desde que o sistema começou a funcionar, em 2008.

clique nas figuras para uma melhor visualização

embriões1

Distribuição, em porcentagem, de embriões congelados no ano de 2015 no Brasil

embriões2

Número de embriões congelados nos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015

embriões3

Em 2015 houve um crescimento de 40% no número de embriões congelados em relação ao ano de 2014, subindo de 47.812 para 67.359. Já o número de embriões doados para pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil foi de apenas 48 no ano passado.

De acordo com o relatório, foram realizadas 73.472 transferências de embriões para as pacientes que realizaram técnicas de fertilização in vitro no Brasil. Além disso, foram reportados mais de 35.615 ciclos de fertilização com mais de 327.748 oócitos produzidos.

Além dos dados apresentados, o SisEmbrio realiza avaliação de indicadores de qualidade para os Bancos de Células e Tecidos Germinativos, mais conhecidos como clínicas de Reprodução Humana Assistida. Esses dados fornecem informações importantes sobre a padronização dos processos nos Bancos e refletem a qualidade do laboratório, como ambiente favorável, manipulação correta de materiais e equipamentos, bem como a qualidade da manipulação.

Esses indicadores têm sido utilizados pela Anvisa, em conjunto com as vigilâncias sanitárias de estados e municípios, para direcionar ações  de inspeção sanitária nos Bancos. O relatório permite que a população tenha acesso, a partir do nome fantasia do estabelecimento, a todos os dados divulgados, garantindo a transparência das informações.

Para acessar o relatório completo clique no link http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/2f1fbe804c36039f9fd4ff1cd37d2b72/9%C2%BA+Relat%C3%B3rio+SisEmbrio.pdf?MOD=AJPERES

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Skype: hayrton.prado1

Como lidar com funcionários de temperamento difícil

GLOSSÁRIO TÉCNICO GRATUITO

Selecione o idioma que deseja ordenar os termos técnicos:

de Português para Inglês

de Português para Espanhol

de Inglês para Português

de Espanhol para Português

Ernesto Berg

Os indivíduos com personalidades difíceis não acreditam, na maioria das vezes, que  eles tenham algo de errado. Eles pensam: “Esse sou eu”, ou “Sempre fui assim”, e o senso de autopreservação faz que eles continuem desse jeito. Pessoas difíceis dificultam o atingimento de metas, absorvem seu tempo e energia, atrapalham no relacionamento da equipe e, frequentemente, são causadoras de conflitos, mesmo que às vezes não o queiram.

O curioso é que muitas vezes são pessoas competentes que sabem executar seu trabalho, desde que as deixem trabalhar do seu jeito e no seu ritmo. Saber trabalhar com elas é uma habilidade gerencial fundamental para o sucesso do gestor.

Dicas
Reconheça que pessoas com personalidades difíceis existem e que, cedo ou tarde, você irá conviver com elas. O melhor a fazer é enfrentar a realidade e aprender a lidar com elas.

Reconheça que certas pessoas são incompatíveis entre si. Algumas vezes determinada pessoa se dá bem com várias outras pessoas, mas não com você. E de nada adianta ela dizer-lhe “Todo mundo gosta de mim”, e tentar empurrar a culpa do mau relacionamento para o seu colo. Se você tem uma índole equilibrada, não compre essa ideia.

Compreenda que você não pode lidar com pessoas difíceis do mesmo jeito que lida com as outras. Existem as que são irritadiças, outras sensíveis, outras ainda impacientes ou agressivas. É preciso saber agir em cada caso, pois são comportamentos crônicos. A razão e a lógica frequentemente  não funcionarão com eles, por que são indivíduos governados pelas suas verdades internas, que não necessariamente se coadunam com a realidade em que vivemos.

A melhor maneira de interagir com esses indivíduos é conhecê-los. Procure saber quais são suas aptidões, seus interesses e motivações. Focado nisso poderá destinar-lhes as tarefas ou funções compatíveis com sua índole.

Defina ações e prazos para desenvolverem os trabalhos e coloque-se à disposição se precisarem de ajuda. Peça-lhes sugestões sobre o que fazer e a melhor maneira de executá-lo. Monitore à distância o andamento das atividades para verificar se estão sendo realizados conforme combinado.

Quando surgir um conflito dialogue com calma, sem irritação ou impaciência, caso contrário estará dando à pessoa difícil um instrumento para manejá-lo. Mantenha um clima de respeito e entendimento, mas não se deixe manipular por atitudes agressivas ou sentimentais.

Cuide para que você mesmo não se torne uma pessoa difícil (se já não for). Se tiver certos comportamentos repetitivos e crescentes como: teimosia, perfeccionismo, autoritarismo, impaciência, agressividade, sensibilidade excessiva, omissão, o sabe-tudo, queixar-se continuamente, recriminar constantemente, fazer papel de vítima ou outros semelhantes, existe a forte chance de você se encaixar numa dessas duas alternativas: você está estressado, ou é uma pessoa de personalidade difícil mesmo.

De qualquer maneira é bom lembrar que todos nós temos algumas características das pessoas difíceis, em determinado grau. Neste caso, depende de como definimos o comportamento “normal”.

O que num grupo de pessoas, certas atitudes ou comportamentos podem ser considerados normais, em outro, essas mesmas condutas podem ser mal vistas e até recriminadas. Um bom nível para definir a normalidade é o espírito de colaboração, respeito e consideração praticado entre as pessoas, e o padrão ético e moral com que se conduzem.

Ernesto Berg é consultor de empresas, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão,administração de conflitos.