O dilema da melhoria

Bem vindo ao sistema Target GEDWeb
ged_web

Acesse o link https://www.gedweb.com.br/

Se você já é usuário do sistema Target GEDWeb, basta informar seu e-mail no campo a seguir e clicar em “Entrar”.Caso você ainda não seja usuário e queira conhecer a ferramenta definitiva para gerenciar e acessar grandes acervos de Normas Técnicas e Documentos Técnicos e, com isso, evitar riscos de conformidades regulatórias, clique no botão “Folder do Target GEDWeb” e ligue para a Target no telefone 11 5641-4655 Ramal 883 ou preencha o formulário abaixo que retornaremos seu contato. A partir de R$ 4,76 mensais você poderá montar a sua biblioteca digital corporativa e acessar o mais completo e confiável sistema de gestão de riscos.

Eduardo Moura

Muitas vezes, a adoção de uma ferramenta sem o entendimento da filosofia por trás dela pode causar danos importantes no desempenho organizacional. Infelizmente já vi casos acontecerem na implementação de  distintas ferramentas de melhoria, em diversas empresas, e em diferentes países. O que nos leva a pensar sobre o porquê de tais coisas acontecerem.

A resposta simplória seria: “Porque eram líderes incompetentes!”. Mas todos esses casos que vivenciei ocorreram sob a direção de gestores capacitados e sinceramente empenhados em buscar (às vezes desesperadamente) uma melhoria substancial nos resultados de negócio. Partindo do princípio de que as pessoas são boas (e além disso não são estúpidas), o caminho da explicação passa por identificar as premissas equivocadas sobre as quais aqueles gerentes basearam suas decisões infelizes. Tratemos de buscá-las aqui.

Creio que o dilema fundamental enfrentado por quem busca um crescimento rápido e harmonioso em seus empreendimentos está em, por um lado, obter resultados substancialmente melhores (e para isso a ação requerida seria promover uma mudança radical na forma como as coisas são feitas), e por outro lado evitar conflitos e incertezas (e para isso a ação requerida seria manter o status quo – justamente o oposto diametral de promover uma mudança radical).

cuadroO diagrama (uma “nuvem de conflito”) resume esse dilema da melhoria. Albert Einstein sabiamente advertiu: “Não podemos resolver nossos problemas com a mesma forma de pensamento que usamos para criá-los”.

Ou seja, a conquista de resultados expressivamente melhores requer uma mudança transcendental. O que sugere que o lado superior do diagrama ao lado deveria prevalecer.

E talvez no início, com a melhor das intenções mas novatos na arte de realizar mudanças, inflamos o peito e vamos avançando, seja a pau e pedra (sem outro recurso que não seja a intuição), ou fiados nas promessas de um pseudo-método que só mais tarde se revela ineficaz. Excetuando-se os raros golpes de sorte, é altamente provável que saiamos de tais experiências com um gosto amargo de fracasso, pois acabamos acirrando os conflitos já existentes, além de criar novos conflitos.

Com o passar do tempo, após dar algumas cabeçadas do gênero, acabamos desenvolvendo a reação “natural” de evitar os conflitos e fugir das incertezas da mudança. Portanto, a nossa “solução” típica acaba sendo privilegiar o lado inferior do diagrama, e procuramos manter o status quo.

Entretanto, como não faz sentido desistir de progredir, ao mesmo tempo em que nos esforçamos por manter as coisas como estão, paradoxalmente buscamos melhores resultados dentro das fronteiras do pensamento vigente: “quem sabe agora com mais esforço, mais controle, metas mais agressivas, uma nova tecnologia, um novo ERP, um melhor sistema de inventivos etc etc etc…”. Estou seguro de que esta lista lhe soa familiar!

Atribui-se também a Einstein a seguinte definição de demência: “fazer sempre as mesmas coisas e esperar melhores resultados”. Mas o fato é que pessoas mentalmente sadias fazem o mesmo, todos os dias!

Por que? Porque naquela sequência de experiências negativas, acabamos assumindo tacitamente duas premissas que nos parecem absolutamente válidas: 1) “a realidade é cheia de conflitos, e eles não podem ser eliminados”, e 2) “toda mudança radical gera novos conflitos e incertezas”. É porque acreditamos em tais premissas (sem jamais questioná-las) que resolvemos “seguir empurrando com a barriga”, procurando aplicar band-aid sobre feridas inflamadas, à espera de que um dia as bactérias desistam de se reproduzir.

A boa notícia é que podemos tornar inválidas ambas as premissas acima! Como? Pela aplicação de um método inovador, que promove mudanças radicais no status quo mas que ao mesmo tempo erradica os conflitos, além de antecipar e tratar as incertezas da mudança. Um método que afirma (e demonstra ser verdade) que “sempre existe uma solução ganha-ganha que elimina todo conflito”. Parece bom demais pra ser verdade, mas tal método existe e tem nome e sobrenome: trata-se do Thinking Process (TP), o processo de raciocínio lógico da Teoria das Restrições, inventado por Eli Goldratt a partir dos anos 80 e aperfeiçoado ao longo das décadas seguintes.

RESERVE EM SUA AGENDA
agenda

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) realizará no Dia Mundial da Qualidade, dia 10 de novembro de 2016, o III Seminário ABQ Qualidade Século XXI, no Salão Nobre da FIESP, em São Paulo.

logo_abq

www.abqualidade.com.br

O TP é o mais poderoso método de pensamento e planejamento sistêmico disponível na atualidade, pois além de fundamentar-se em princípios filosóficos sólidos, possui técnicas altamente eficazes para identificar com clareza e eliminar pela raiz os conflitos centrais que impedem o progresso e que deflagram uma perniciosa cadeia de causa e efeito, a qual acaba culminando com todo um conjunto de   efeitos indesejáveis que nos atormentam o dia-a-dia. O TP sistematicamente rastreia, detecta e “bombardeia” a restrição ou problema central por trás de qualquer situação complexa. Além disso, o TP possui ferramentas (entre elas a poderosa Árvore de Estratégia e Tática) que asseguram a execução focada e disciplinada dos planos de ação resultantes da análise.

Aqui não há espaço para entrar em detalhes, e concluo afirmando que as aplicações do TP são inúmeras e valiosas, abrangendo desde o planejamento estratégico, planejamento em geral, resolução de problemas administrativos ou técnicos, análise e eliminação de conflitos interpessoais, para citar apenas as principais aplicações no campo empresarial, sem mencionar sua aplicação na vida pessoal. É por isso que consideramos que o TP é uma ferramenta indispensável para gerentes e profissionais de alto desempenho, razão pela qual (há mais de 10 anos) o incluímos em nosso programa de formação de Black Belts, por exemplo.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial –emoura@qualiplus.com.br

Anúncios

Reforma Previdenciária e o que se esperar dela

Cursos técnicos

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet
As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet
Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

Mudanças podem entrar em vigor ainda esse ano

A Previdência Social é um programa de seguro público, administrado pelo Ministério da Previdência Social e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e é de participação obrigatória pela classe trabalhadora, diretamente (no caso de serem autônomos) ou através de seus empregadores, com contribuições para o Fundo de Previdência. E apenas aqueles que contribuíram durante sua vida profissional, tem direito a receber o benefício ao se aposentarem.

No entanto, diante de todas essas mudanças políticas e econômicas no país, a realização de cortes para a retomada de crescimento no Brasil se faz necessária. Tendo como base o aumento crescente da dívida pública, volta-se a falar em Refora Previdenciária.

Embora citada como uma das causas desse défict econômico, a Previdência Social tem sido usada como fonte de arrecadação monetária, como pode ser comprovado pelo site da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), as receitas da Seguridade Nacional tem superado as despesas. “Então, da onde vem esse déficit?”, questiona o advogado Tiago Beck Kidricki, da Kidricki & Sousa Advogados Associados.

Diante disso, prova-se que o Estado se endividou por outros motivos, e a classe trabalhadora e contribuinte não pode ser a prejudicada. “Não se há de dizer que a Previdência Social não possa ser melhorada e aperfeiçoada. Contudo, deve ser sob uma ótica inteligente e sistêmica, que não vise apenas “tapar o buraco” feito por outros motivos, como excessos de gastos do serviço público, emissão exagerada de títulos, juros altos, desperdício, entre outros.” afirma o advogado.

Em novembro de 2015, já havia sido criada a regra do fator 85/95 (Lei n.º 13.183/15) implantando a idade mínima de 65 anos como requisito para aposentadoria. Porém, até então, era opcional. Nesse ano de 2016, o governo já quer novamente mexer na lei para eliminar qualquer forma de aposentadoria antes desse prazo, o que pode ser feito via Previdência – caso o segurado se submeta a aceitar um desconto de 50% na renda. Reforma essa que também acabaria por desmotivar os jovens trabalhadores a começarem a contribuir com a Previdência, uma vez que não teriam acesso ao benefício tão cedo.

A Previdência Social poderia ser melhorada sim, mas pelas razões certas, e principalmente com base em dados verdadeiros, para se encarar um real problema – que não deve ser descartado para os próximos anos. “É necessário cuidar do sistema e tratá-lo com inteligência. Por exemplo, parece urgente que a mentalidade seja alterada, a fim de que haja o incentivo do segurado autônomo contribuir mais, e não no mínimo. Isso passa, dentre outras medidas, pela implantação de um único índice de reajuste para todos os segurados, que deve ser idêntico ao do salário mínimo”, completa Tiago Hidricki.

Em tempos de crise e de instabilidade econômica como a que se vive, a necessidade de consertar os erros o mais rápido possível pode acarretar em atitudes equívocas e decisões precipitadas.“Mas façamos esse alerta, pois, em casos de crise econômica extrema, e na ansiedade por acertar, podemos vir a aceitar modificações injustas e não equilibradas, sem levar em consideração as necessidades do destinatário último do sistema, que é o cidadão. E isso será causa de arrependimento nosso no futuro”, conclui.