O início do fim da atual diretoria da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – Parte 2

Como os regimes militares, que mudaram a constituição do país para se eternizar no poder, a atual diretoria da ABNT, circunstancialmente chefiado por um coronel reformado, também mudou o estatuto da entidade e está no poder desde 2003 e não quer “largar osso” de jeito nenhum. Mas, isso está mudando e novos ventos de moralização estão varrendo esse tipo de regime para o fundo o poço e isso também vai acontecer no Fórum Nacional de Normalização – o fim de uma gestão ditatorial.

liberdade

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Hugo Chavez, um militar, começou a chamar o seu regime ditatorial de doutrina bolivariana, promovendo o que denominava ser o socialismo do século XXI. O termo provém do nome do general venezuelano do século XIX Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia.

Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial). Mudaram a constituição e foram “eleitos” várias vezes até morrer. Ou seja, a eternização no poder: ditadura.

Pedro Buzatto Costa (o famoso coronel e muito conhecido pelo poder judiciário), presidente do Conselho Deliberativo, seu genro, Ricardo Fragoso, e Carlos Santos Amorim assumiram a administração da ABNT em 2003 e hoje, depois de 13 anos, ao mudar o estatuto (a constituição da entidade), permanecem no poder sem dar satisfação para ninguém, apenas para um grupo de apaniguados (as).

Na Venezuela quem fala contra o regime, vai preso, pois cerca de cem líderes estudantis estão presos, e pelo menos 350 não podem sair do país e devem se apresentar periodicamente nos tribunais. A principal característica dos bolivarianos é a defesa de um Estado centralizador no planejamento econômico, indutor da distribuição de renda e controlador de áreas estratégicas da produção nacional, como o petróleo, o gás e os minérios.

Para o coronel da ABNT, quem fala ou escreve contra os seus desmandos, como ele não pode prender ainda, vale os processos. Uma trupe de advogados, pagos a peso de ouro, se encarrega do serviço.

Contudo, queira ou não, o mundo pode se tornar ético. Três eleições recentes frearam o avanço bolivariano na América do Sul. De outubro de 2015 para cá, governos de esquerda na Argentina, na Venezuela e, agora, na Bolívia, sofreram revezes nas urnas.

A sequência teve início com a derrota do kirchnerismo na Argentina, depois de 12 anos e oito vitórias seguidas de candidatos governistas. Em seguida, a oposição conquistou a maioria no parlamento venezuelano, pela primeira vez em 17 anos. Por fim, o presidente da Bolívia, Evo Morales, viu sua pretensão de concorrer a um quarto mandato ser interrompida pelo resultado de um plebiscito.

Dentro da ABNT, já se notam alguns movimentos de pessoas descontentes. A unanimidade ditatorial do coronel parece, a cada dia que passa, diminuir. Pessoas de bem não se candidatam aos cargos eletivos na ABNT. Isso foi demonstrado na reconvocação dos sócios a se inscreverem como candidatos à eleição para o conselho fiscal, tendo em vista que não houve inscrição para a eleição de dois sócios coletivos mantenedores e de um sócio coletivo contribuinte microempresa na reunião do dia 10 de maio de 2016. Isso mostra que a atual diretoria está totalmente em descrédito com a sociedade e seus associados.

A doutrina bolivariana está passando por uma crise, pois a inépcia administrativa, falta de liderança e a crise econômica interna abalaram as expectativas da população. Ela gera desabastecimento de produtos de primeira necessidade e descrédito dos agentes econômicos.

É o caso da ABNT bolivariana que está com as horas contadas para viver uma crise econômica. O que os Conselhos Fiscal e Deliberativo irão fazer contra essa atual diretoria da ABNT que, depois de mudar o estatuto em 2003, se eternizou no poder, cometeu o crime de pirataria de software, expos a entidade a essa situação que abala sua reputação e colocou em jogo a sua sobrevivência?

Essa diretoria conseguiu a façanha, por força de seus interesses monetários, dividir a ABNT em duas partes: a ABNT boa, ética e fundamental dos normalizadores, composta por mais de 15.000 pessoas ou profissionais que prestam um trabalho gratuito dentro dos Comitês Técnicos, correspondendo aos membros das comissões de estudo, coordenadores e secretários de reuniões, etc. Eles elaboram, com o seu trabalho voluntário, as normas técnicas brasileiras (NBR); e a ABNT mercenária, que se aproveita do trabalho incontestavelmente ético, democrático e voluntário da ABNT boa, para desvirtuar os reais interesses públicos da entidade criando obstáculos e situações que visam atender interesses pessoais da diretoria.

Essa diretoria atual da ABNT se eternizou no poder, cometeu o crime de pirataria de software, expôs a entidade a uma situação que abala a sua reputação nacional e internacional, e coloca em jogo a sua própria sobrevivência. A atuação deles se baseia no tripé: não prestam conta para ninguém do dinheiro público recebido por meio de convênios, fazem o diabo para ganhar dinheiro através de uma entidade de utilidade pública e não cansam de desvirtuar os reais objetivos que a ABNT deve ter: fomentar a observância e o uso das normas técnicas brasileiras, dar publicidade às referidas normas, etc.

Não haverá melhoria na ABNT a partir de uma diretoria que comercializa software pirata e desrespeita as leis conforme a sua doutrina bolivariana implantada pelo Coronel. Essa diretoria da ABNT dificulta o acesso às informações tecnológicas contidas nas normas técnicas, por tratarem isso como um negócio, em detrimento dos reais benefícios que essas informações, se amplamente disseminadas, poderiam trazer ao país e à sociedade. Essa visão errada, diferente da visão dos países desenvolvidos, interfere drasticamente no desenvolvimento tecnológico do Brasil, à medida que as pessoas ou organizações deixam de investir grande parte de seu trabalho para o aprimoramento do conhecimento já existente.

Pedro, Ricardo e Amorim precisam responder com urgência: se ao longo de mais de 60 anos o presidente da ABNT sempre teve um mandato de dois anos, com a possibilidade de uma reeleição, por que o estatuto foi alterado, pela atual gestão da ABNT, na década passada, para alterar essa regra e permitir reeleição eterna do presidente? Já escrevi vários artigos sobre os mandos e desmandos da atual diretoria da ABNT e que mostraram as deficiências e os métodos ditatoriais de atuação desse pessoal.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br– (11) 99105-5304.

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Os 15 sinais de que está na hora de mudar de emprego

Justiça declara inconstitucional lei em Colatina (ES) que não respeita limite imposto pela norma técnica Publicada em 18/05/2016

O município de Colatina (ES) aprovou a Lei 5.200/2006 que foi considerada pela Justiça como inconstitucional,…

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Ernesto Berg

Está na hora de deixar meu emprego? Você já se fez essa pergunta alguma vez? Caso afirmativo, você não está sozinho. Uma pesquisa da Gallup Organization feita em 2014 revela que nada menos que 79% dos profissionais brasileiros se dizem desmotivados no trabalho.

Não deixa de ser um dado assustador descobrirmos que a maioria das pessoas em nosso país não consegue realizar-se no emprego. Você se inclui nessa estatística? Responda ao teste para saber se você está bem no emprego ou, pelo contrário, se está na hora de mudar de trabalho, ou até, de carreira.

S = SIM        N = NÃO       + – = MAIS OU MENOS, ou ÀS VEZES

  1. Você gosta do local (ambiente e colegas) onde trabalho? S     N     + –  
  1. Você gosta do trabalho que faz? S     N     + –  
  1. Você sente-se valorizado pelo seu chefe? S     N     + –  
  1. Seu trabalho é rotineiro? (não lhe abre novas perspectivas?)     S     N     + –  
  1. Você procura frequentemente ofertas de emprego fora da empresa em que trabalha?

S     N     + –  

  1. Você sente que estagnou no trabalho e está andando em círculos? S     N     + –  
  1. De manhã, quando acorda, você vai desanimado para o trabalho? S     N     + –  
  1. Você perdeu admiração pelo seu chefe ou pela sua empresa? S     N     + –  
  1. Ao terminar o expediente, você tem a sensação de liberdade ao sair do trabalho?

S     N     + –  

  1. Você costuma se queixar do seu trabalho, ou do seu chefe, para seus amigos, colegas e familiares? S     N     + –  
  1. Você sente que suas competências e habilidades estão sendo subutilizadas no seu setor ou na empresa? S     N     + –  
  1. Você perdeu a paixão pelo trabalho que faz? S     N     + –  
  1. Mesmo que não seja o ideal, por enquanto, seu salário satisfaz  você? S     N     + –  
  2. Você se relaciona bem com seus colegas de trabalho? S     N     + –  
  1. Existem fofocas ou “panelinhas” no seu ambiente de trabalho? S     N     + –  
  1. Você perdeu a vontade de dar o melhor de si pela empresa? S     N     + –  
  1. Você se relaciona bem com o seu chefe? S     N     + –  
  1. Domingo à noite, você sente-se angustiado ao saber que terá uma semana inteira de trabalho pela frente? S     N     + –  
  1. Você sente-se inseguro no emprego? S     N     + –  
  1. Você diria que está acomodado (ou conformado) com seu atual emprego?

S     N     + –  

Faça sua Contagem de Pontos.

Marque um ponto para cada resposta SIM dadas às seguintes afirmações: 1, 2, 3, 13, 14, 17

Marque um ponto para cada resposta NÃO dadas às seguintes afirmações: 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15, 16, 18, 19, 20

Marque meio ponto para cada resposta MAIS OU MENOS/ÀS VEZES

TOTAL DE PONTOS:

SUA AVALIAÇÃO

De 17 a 20 pontos. Ótimo. Essa pontuação mostra que você está satisfeito com seu atual trabalho (ao menos por enquanto), está motivado e sente-se encorajado a desenvolver sempre mais suas aptidões e progredir na empresa onde trabalha. Continue assim e fique atento às suas possibilidades profissionais e ao que ocorre em sua companhia.

14 a 16,5 pontos. Sua pontuação é média. É o que se costuma chamar de área cinzenta: você não se sente muito motivado, como também não está tão aborrecido. Dá para ir “levando”, de acordo com a situação do momento, das atividades que você tem pela frente e do seu estado de espírito, bem como do estado de espírito da equipe e do seu chefe. Está na hora de fazer uma análise sobre suas atividades e seus objetivos na empresa. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, porque elas podem alertá-lo a respeito de sua situação.

Abaixo de 14 pontos. Sua pontuação é baixa. Realmente você não se sente realizado no seu emprego. Várias podem ser as causas da desmotivação, como: você está desempenhando um trabalho do qual não gosta, você não se sente valorizado, não se relaciona bem com seus colegas ou seu chefe, perdeu o status na organização, foi preterido numa promoção com a qual contava, o salário não satisfaz suas necessidades básicas etc. etc. Independente do motivo, isto está te levando para baixo. Repense sua situação na empresa e analise seriamente se já não é momento de mudar de trabalho ou de atividade, mas, sobretudo, analise também suas atitudes em relação a você mesmo, aos seus colegas de trabalho e à empresa onde trabalha. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, porque elas vão lhe dizer muito a respeito de sua situação.

Os 15 sinais de que está na hora de mudar de emprego

Veja os 15 sinais de que já está na hora de considerar uma mudança de emprego, ou de rever suas atitudes em relação ao trabalho que desempenha.

Você:

  1. Sente-se continuamente desvalorizado no serviço
  2. Não está tendo oportunidades de progredir na empresa
  3. Está profundamente insatisfeito com o salário e não vê possibilidade de aumento
  4. Não sente respeito pelo seu chefe ou sua empresa
  5. Seu trabalho está abaixo de sua capacidade e não motiva você
  6. Não sente o menor desejo de dar o melhor de si na função
  7. Não se relaciona nada bem com seus colegas, ou com seu chefe, e a situação tende a piorar
  8. Perdeu a paixão pelo trabalho
  9. Toda manhã vai desanimado e abatido para o serviço
  10. Vive se queixando do trabalho para seus amigos, familiares e colegas
  11. Acredita que está sendo sistematicamente “passado prá trás” na empresa (ou perseguido por alguém)
  12. Sente que o tempo demora para passar e tem uma sensação de liberdade, ao término do expediente, quando deixa a companhia
  13. Fica angustiado no domingo à noite (ou segunda de manhã) ao prever que terá uma semana inteira de trabalho pela frente
  1. Está na função errada e não vê possibilidade de mudança
  2. Está indo trabalhar só pelo dinheiro

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos –  berg@quebrandobarreiras.com.br