Melhor evitar do que remediar

Tubulação de cobre é opção eficiente na hora de construir e reformar, mas deve ser instalada conforme a norma técnica

 

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Claudemir Oribe

Perguntaram a um sábio chileno como os sábios resolvem problemas. O sábio respondeu: “- Nós sábios, não resolvemos problemas, nós os evitamos, por isso somos sábios.” A estória de Alex Periscinoto não é verídica, mas o ensinamento que ela passa é bem plausível.

É impossível evitar totalmente a ocorrência de problemas pois, para isso, seriam necessários recursos inimagináveis. Por isso até mesmo os produtos mais avançados do mundo moderno convivem com algum grau de risco de problema. No entanto, a maior parte deles podem e devem ser evitados. Uma gestão de riscos eficaz possível depende de vontade, liderança e um trabalho minucioso de estudo, avaliação e investimentos em prevenção. Logo, o uso de métodos estruturados é fundamental para que ela tenha máxima confiança a um custo razoável.

O MASP é um método reativo, voltado para problemas que já ocorreram mas, se alterarmos sua construção metodológica, ele pode ser adaptado para uma abordagem proativa, adequando-se para ser usado no tratamento de riscos. A primeira etapa, de Identificação do problema, é substituída pela identificação contexto do trabalho bem como as grandes categorias de riscos que deverão ser tratados. Uma equipe deve ser formada decorrente de acordo com essa avaliação preliminar.

Na etapa de Observação, as atividades podem se manter as mesmas, com visitas aos locais e levantamento de evidências para a próxima etapa. Já na etapa de Análise, a equipe deve identificar os riscos existentes em cada área, avaliando cada um deles segundo um conjunto de critérios de gravidade e probabilidade de ocorrência para estabelecer uma escala de prioridade. Uma ferramenta pode ser utilizada para este fim. Aqui não há procura da causa raiz. A Análise é profunda e exige da equipe mais conhecimento, uma vez que ela consiste em avaliar fenômenos que ainda não aconteceram.

O Plano de Ação – 4ª etapa do MASP preventivo – é o conjunto de ações para mitigar os riscos a um nível aceitável. Ações alternativas devem ser identificadas sendo que, cada uma delas precisa demonstrar seu efeito sobre o potencial de gravidade e ocorrência. Depois de formalizado, o plano de ação deverá ser orçado, negociado e aprovado com a gerência.

Na Verificação, as ações devem ser discutidas e analisadas para reavaliar o grau em que as soluções reduzem o potencial de gravidade e ocorrência para níveis aceitáveis. Novas ações podem ser definidas se as ações anteriores não cumpriram esse papel ou se eventuais efeitos secundários negativos foram identificados.

Finalmente, na Etapa de Conclusão, é sempre bom lembrar a importância do aprendizado nas organizações de hoje. A equipe deve aperfeiçoar sua sensibilidade e critérios de julgamento para que ações sejam cada vez mais efetivas, com o menor custo possível.

Além disso, o risco é um perigo que se movimenta e está sempre à espreita. A equipe então deve continuar ativa e alerta, monitorando e reavaliando a evolução dos perigos na empresa. Dessa forma, fazendo alterações metodológicas devidas, o MASP pode ser empregado para tratar problemas potenciais, talvez com outra denominação: MASPP – Método de Análise e Solução de Problemas Potenciais.

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

NBR ISO 9001:2015, Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos

NBR ISO 31:000:2009, Gestão de Riscos – Princípios e Diretrizes

CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: Controle da Qualidade Total (no estilo japonês). 8. ed. Belo Horizonte: INDG, 2004.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

PERISCINOTO. Alex. Mais Vale o que se Aprende do que o que te Ensinam. Rio de Janeiro:Best Seller, 1995.

TAGUE, Nancy R. The Quality Tool Box. 2. ed. Milwaukee: ASQ Quality Press, 2005.

 

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