Comunicação surda

Acessibilidade

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alfabeto-surdo

Há um tempo vivi uma situação inusitada. Estava sentando em um voo, sempre sento no corredor, e chegou uma moça para sentar na poltrona do meio. Me levantei, ela entrou e se sentou. Na hora da partida, notei que ela tinha dificuldade em fechar o cinto. Falei como era e vi que ela parecia não entender. Fiz alguns gestos com as mãos e parece que a comunicação se estabeleceu. Depois descobri que ela era surda.

O surdo é a pessoa que não possui a audição funcional na vida comum e que apresenta uma identidade, cultura e língua própria. Segundo o IBGE, de acordo com o Censo 2010, do total da população brasileira, 190 milhões, cerca de 45 milhões de pessoas apresentavam alguma deficiência (mental, visual, auditiva ou motora) e 7,5 milhões de brasileiros apresentavam deficiência auditiva, sendo destes, 519.460 jovens de idade entre 0-17 anos, e 256.884 jovens com idade entre 18-24.

Do total de pessoas que apresentam deficiência no Brasil, 20,9% são deficientes auditivos, uma porcentagem muito alta. Alguns estudos dão como causa a rubéola e a meningite como principais causas da surdez. No Brasil a meningite é a maior responsável da surdez, em 1993 cerca de 9% a 20% dos casos de deficientes auditivos atendidos na PUC–SP e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Uma pessoa é considerada surda a partir da perda auditiva de 25 dB. Os graus de surdez que uma pessoa pode possuir variam de surdez leve” à profunda. A leve corresponde a uma perda auditiva de 25 a 40 dB. A moderada, uma perda auditiva de 41 a 55 dB, a acentuada, uma perda auditiva de 56 a 70 dB, a severa, uma perda auditiva de 71 a 90 dB e a profunda é dividida em graus variando de 90 a 100 dB.

Uma pessoa possuidora de perda auditiva de 25 a 40 dB tende a ouvir bem, mas não compreender completamente o que ouve, principalmente a fala dos demais. Já uma que apresente uma perda auditiva entre 41 e 90 dB tende a ouvir distorcidamente, as palavras se tornam mais difíceis ainda de entender e alguns sons, como o de campainhas, chegam até a não serem mais ouvidos. Já uma que possua perda auditiva acima de 90 dB ouve somente sons demasiado profundos ou percebe vibrações variáveis de um som.

No Brasil, está disponível a língua de sinais ou a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que é a usada por comunidades surdas dos centros urbanos. É uma língua natural reconhecida como meio legal de comunicação pela Lei 10.436 de 2002. É a partir desta lei que os profissionais da pedagogia, fonoaudiologia e das licenciaturas têm a garantia do contato com o ensino da Libras em sua formação: uma vitória grande para esses profissionais, mas principalmente para a comunidade surda que será atendia por eles.

Os surdos apresentam maiores dificuldades para se adaptarem a sociedade por questões como, por exemplo, a dificuldade na comunicação existente entre surdos e ouvintes. O trabalho de integração do surdo na sociedade é algo que vem progredindo com o passar dos tempos, no entanto o progresso é um pouco tardio por conta de antigas más interpretações do surdo como um deficiente mental.

Atualmente há maior inclusão dos surdos na sociedade, desde sua infância quando são matriculados em uma instituição regular, porém aqueles matriculados nas instituições regulares não aprendem ou praticam a Língua de Sinais e, por isso, acabam desenvolvendo a leitura de lábios e fala com a ajuda de fonoaudiólogos, estes são os surdos oralizados. Alguns surdos optam por não utilizar da língua oralauditiva e somente se comunicam através da LS (os chamados surdos sinalizados) e, por conta disso, podem ser considerados mais excluídos da sociedade.

Os surdos podem ser divididos em dois grupos, os que falam e os que não falam, também conhecidos como surdos oralizados e surdos sinalizados, respectivamente. Há semelhanças entre eles, como o fato de que, em geral, ambos fazem leitura labial. No entanto existem diferenças como o modo através do qual se comunicam, já que os surdos sinalizados optam somente pela língua de sinais, e os oralizados a língua oralauditiva ou ambas as línguas.

Para entender melhor a linguagem dessas pessoas, há um curso gratuito no link http://disciplinas.stoa.usp.br/course/view.php?id=5603&section=0

dB (decibéis) é a unidade usada mundialmente para medir o nível de som. A escala de decibéis é uma escala logarítma, em que a duplicaҫão da pressão do som corresponde a 6 decibéis no aumento de nível. É importante entender que o termo dB pode ter diferentes significados e não tem uma unidade fixa como as relacionadas a tensão, metro, etc. A unidade de dB vai depender do contexto em que ela é utilizada. Exemplos de diferentes intensidades de som expressas em dB, ou seja, em decibéis de nível do som: 180 dB: decolagem de foguete; 140 dB: motor a jato em movimento; 120 dB: banda de rock; 110 dB: trovoadas altas; 90 dB: tráfego urbano; 80 dB: rádio em volume bem alto; 60 dB: conversação normal; e 30 dB: sussurro suave.

 

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