Fuga das universidades

NBR 16517 de 07/2016: o gerenciamento de unidades abastecedoras (bombas medidoras)

Quais os requisitos mínimos de hardware? Quais os requisitos mínimos de comunicação com a…

Leia mais…

Mais notícias…

Luiz Gonzaga Bertelli

Um dos grandes pilares para o desenvolvimento de um país é o investimento em educação. Nações como China, Coréia do Sul, Japão e Canadá são provas cabais de que o ensino de qualidade rende frutos lá na frente. A China, que passeou no subdesenvolvimento durante muitos anos, hoje rivaliza com os Estados Unidos pela hegemonia econômica do planeta.

O Japão, destruído durante a Segunda Guerra Mundial – após duas bombas atômicas que arrasaram cidades importantes como Hiroshima e Nagazaki – reconstruiu-se com a bandeira da educação. A Coréia do Sul, que no início dos anos 1980 sequer figurava entre as potências econômicas mundiais, é atualmente um celeiro de alta tecnologia como se pode notar por organizações gigantes como a Samsung e Hyundai, depois de injetar 10% do PIB na área educativa. E o Brasil, que teve avanços significativos, nos últimos anos, recua, com a força da recessão econômica.

Uma pesquisa do Instituto Data Popular mostra que a maioria dos alunos que terminou o ensino médio recentemente não pretende fazer curso superior. Apenas 37% pretendem ingressar na faculdade ainda neste ano. A pesquisa ouviu 800 estudantes da classe C, com renda per capita entre R$ 340 e R$ 1,2 mil.

Outros 10% gostariam de fazer um curso superior, mas adiaram o sonho em razão, principalmente, das restrições aos financiamentos estudantis – Fies e Prouni. Se a diminuição na procura tivesse como motivo a entrada desses jovens no ensino técnico, que tem um foco mais profissionalizante, a nação poderia até beneficiar-se, mas não foi o caso.

O país está, portanto, distanciando-se de solucionar os graves problemas da educação, pela falta de definição de prioridades. A queda de 22,4% no número de matrículas no ensino superior no último ano é um indício da necessidade dos jovens de entrar mais cedo no mercado de trabalho, deixando os estudos em segundo plano.

O CIEE, entidade que há 52 anos trabalha em prol da inserção dos jovens no mercado de trabalho, alerta para que essas situações sejam revistas, para que não se vitime ainda mais nossa juventude. Para aumentar esse contingente nas salas de aula, o estágio é uma saída salutar: capacita os jovens e ainda pode financiar os estudos, por meio da bolsa-auxílio.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: