Educação em queda livre

Curso Target

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito. Pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais faltas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos.

de 07/11/2016 até 08/11/2016

Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Conselho de Administração do CIEE

Divulgado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, há uma boa notícia a comemorar e uma má constatação a lamentar. Com base em dados sobre aprovação/evasão e desempenho em português e matemática, o estudo mostra que o ensino médio foi o nível que ficou mais distante da meta de 4,3 pontos estabelecida pelo MEC – nada ambiciosa, diga-se –, ao somar apenas 3,7 pontos. Para confirmar as exceções de praxe, Pernambuco e Amazonas bateram a meta.

Do quinto ao nono ano, etapa final do nível fundamental, o objetivo quase foi atingido, situando-se dois décimos abaixo dos almejados 4,7 pontos. Nos anos anteriores, a média ficou acima da meta (5,5 contra 5,2 pontos), com um ótimo detalhe: as escolas públicas melhoraram mais do que as particulares (6,8 contra 6,7). Mesmo com a distância diminuindo, a diferença de qualidade entre as redes pública e privada continua prejudicando os alunos de menos renda.

Voltando ao ensino médio, nível da educação em que o jovem deveria adquirir boa parte dos conhecimentos que propiciariam o ingresso bem sucedido no mercado de trabalho, há sinais alarmantes. Além da baixa qualidade, o desempenho em matemática foi pior do que o resultado de 2013 – segunda queda registrada no Ideb. A avaliação em língua portuguesa não é mais animadora, pois apresenta apenas uma leve melhora em relação a dois anos atrás, mas atrás de 2011.

É oportuno sempre levantar pontos para reflexão quando se analisam estatísticas, como o Ideb, cujas metas são apenas referência para o mínimo aceitável em qualidade de ensino. Ou seja, a precária formação básica levará ao ensino superior um grande contingente de alunos despreparados para tirar o máximo proveito dessa etapa dos estudos e frustrará muitos deles, quando chegarem a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Isso, sem falar em quanto o país perderá com tantas gerações vítimas de um sistema falido de educação, que deveria ser a prioridade das prioridades num país que sonha em se alçar ao grupo das nações desenvolvidas.

 

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