Ver e modelar é só começar

 

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A Academia Brasileira da Qualidade (www.abqualidade.org.br) e a Target (www.target.com.br) convidam você a participar e a responder essa pesquisa sendo que os seus resultados serão apresentados no III Seminário ABQ Qualidade Século XXI, a realizar-se no dia 10 de novembro próximo, na FIESP, em São Paulo, SP.

Você, participando desta pesquisa, poderá preencher a ficha de inscrição com garantia de participação gratuita online do evento.

Para responder, clique no link https://pt.surveymonkey.com/r/2-pesquisa-qnm-abq-target-qualidadeonline

Muitos afirmam que a mente humana é ilimitada e que empregamos apenas uma capacidade bastante pequena do seu potencial. Argumentos científicos já derrubaram este mito pela simples constatação de que um dano no cérebro não tem 90% de chances de provocar efeito algum.

Na verdade, todas as regiões do cérebro são ativas enquanto uma pessoa está vive e saudável. Em termos gerais, a mente humana tem se demonstrado bastante limitada, pois embora existam bilhões de pessoas na terra, somente algumas poucas tem realizado feitos extraordinários para civilização.

Mas o que é extraordinário para alguns pode não ser para outros, uma vez que cada pessoa vive em seu próprio contexto e, dentro dele, todos podem ser extraordinários. No entanto, não é apenas com fé que se resolvem os problemas. É preciso usar a capacidade intelectual de cada pessoa individualmente ou em grupo, para construir uma nova realidade.

A mente humana é dispersa e pensa de maneira bastante desorganizada. Como somos seres holísticos, estamos a todo o momento pensando em tudo ao mesmo tempo, sejam questões reais ou imaginárias, relacionados ao não naquilo que interessa e, a seu próprio ritmo. Entre zero e 100% a mente pode trabalhar em qualquer ponto em diferentes momentos de nossa vida. Dessa forma, a mente precisa ser domesticada para, quando diante da tentativa de resolução de um problema, pensar naquilo que é necessário em cada momento.

Para isso, a modelagem de dados e informações é essencial para tanto compreender como o problema acontece, quanto desenhar uma solução cara o bastante que justifique uma dúvida se deve ou não ser implantada. Modelagem significa apenas a construção de modelos. Isso é feito, por exemplo, pelos estilistas de moda ao criar uma nova peça de roupa para sua coleção.

O modelo permite verificar como a ideia é na vida real e fazer ajustes necessários para que cumpra seu objetivo. Dessa forma, a modelagem é um recurso auxiliar poderoso, que ajuda a desenvolver uma compreensão que, sem ela, seria difícil imaginar, deduzir e mesmo analisar uma realidade por completo bem como suas implicações.

Na resolução de problemas, a modelagem é feita com mais frequência para compreender como o problema acontece e para analisar seu comportamento. Isso acontece na Etapa de Análise do MASP. Para isso, são construídos diagramas – como o de Causa-e-Efeito e o de Árvore para que a equipe consiga visualizar com muito mais facilidade a evolução da causa raiz até provocar o problema.

Sem esses diagramas, a equipe terá apenas sua imaginação e memória. Sobretudo neste último, reza o conhecimento popular que não devemos confiar nela. A vantagem então da modelagem é que o modelo permanece intacto, sem alterações e desvios, e pronto para ser consultado novamente caso o processo de análise seja interrompido.

Os diagramas devem ser mais precisos e completos quanto for possível para modelar com fidelidade o processo que está sendo estudado. Outro recurso de modelagem é a que é feita com os dados. Os dados são um recurso necessário para que modelos gráficos e indicadores sejam construídos.

Existe uma série de tipos de gráficos: Tendência, CEP, Pizza, Radar, Coluna, Linhas, Bolhas, Dispersão, etc. Cada um deles enfatiza certo tipo de estímulo visual diferente, possibilitando uma rápida interpretação, sobretudo se forem empregadas cores diferentes para cada tipo de informação. A grande vantagem dos gráficos e indicadores é a rapidez com que a informação é interpretada e analisada. Isso explica a importância que os gestores vêm dando a esse tipo de recurso, em tempos de elevada mudança.

Na etapa de elaboração do Plano de Ação do MASP, a modelagem pode ser empregada para planejar e testar soluções. O planejamento pode incluir a elaboração de um projeto civil, mecânico, elétrico ou conceitual simplesmente. O projeto é o modelo da solução e, sobre ele podem ser feitas todas as análises necessárias à verificação se ele atenderá ao propósito de resolução do problema.

Se pairarem dúvidas no ar sobre a efetividade da solução, maquetes – que também são modelos – podem ser produzidas para proporcionar uma visão mais real. As impressoras 3D são os recursos mais atuais que vem ganhando espaço lentamente para a construção de protótipos.

E, finalmente, existem os modelos matemáticos e softwares específicos (exemplos de software de simulação são o Arena, o Promodel, o Solidworks, dentre outros), que podem até simular o produto e o processo antes mesmo de serem produzidos e implantados, incluindo medindo seus resultados.

Exemplos de modelagem matemática é a Análise de Elementos Finitos (FEA) que é a subdivisão da estrutura em elementos menores e finitos permite analisar a estrutura como um todo. A partir dessa subdivisão é possível calcular facilmente a rigidez de cada elemento e de toda a estrutura e assim determinar como ela se comportará quando exposta a certo esforço externo.

Também a Dinâmica de Fluidos, que permite estudar o comportamento dos fluidos quando passam pelo produto. Da mesma forma que na Análise de Elementos Finitos, a estrutura é dividida em inúmeras partes menores conhecidas e calculáveis. Assim permite calcular o comportamento dos fluidos.

A modelagem chega por intermédio de recursos tecnológicos ao seu mais alto grau de sofisticação – um top model – poupando tempo e dinheiro na construção de modelos físicos que são bem mais caros. A questão chave na modelagem de problemas e soluções é a fidelidade com que consegue representar a situação real. Quanto mais fiel for, mais confiança terá seu resultado.

No entanto, confiança se conquista com esforço e recursos que nem sempre estão disponíveis. A equipe de resolução e problemas deve então buscar, para cada situação, um ponto de equilíbrio entre essas duas variáveis conflitantes para obter a maior confiança com o mínimo de recursos e esforço.

Modelos são recursos imprescindíveis para a resolução de problemas e devem ser empregados na maior extensão possível. Por isso as equipes devem aprender como usá-los a seu favor no cumprimento de seu objetivo, pois um gráfico não é apenas um gráfico. Ele é uma representação de uma realidade e a chave do sucesso de uma iniciativa de mudança.

Referências

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

CAMARGO, Eduardo. Conheça os principais softwares de simulação e suas aplicações. Disponível em http://www.cadxpert.com.br/. Acessado em 08/08/16.

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

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