Manutenção de extintores de incêndio só de acordo com as normas técnicas

Muitas pessoas imaginam que os extintores de incêndio são equipamentos supérfluos e ultrapassados. Mas, isso não é verdade. Estudos indicam que cerca de 95% dos incêndios se desenvolvem a partir de minúsculos focos, os originados de curtos-circuitos, pontas de cigarro jogadas inadvertidamente, etc. Se esses pequenos focos fossem combatidos de início por meio dos extintores bem conservados, enquanto o fogo estava pequeno, de fácil controle e extinção, certamente o incêndio de proporções catastróficas não ocorreria. Infelizmente, muitas pessoas não são treinadas para utilizarem os equipamentos e isso pode ser facilmente verificado, pois em muitos incêndios, os bombeiros encontram os extintores intactos nas paredes da edificação. Dessa forma, é muito importante haver uma manutenção preventiva dos extintores conforme as normas técnicas.

Mauricio Ferraz de Paiva

A realização de ensaios nos extintores de incêndio é obrigatória. Deve ser realizada de maneira a verificar se o extintor, que foi submetido à manutenção de segundo ou terceiro nível, atende aos requisitos estabelecidos nas normas técnicas. Isso deve ser feito quanto aos seguintes aspectos: tempo de descarga; rendimento, na posição de uso ou vertical, quando aplicável; tolerância de carga, conforme norma aplicável; alcance do jato, quando aplicável.

Para a avaliação dos extintores de incêndio, deve ser coletada uma amostra, constituída de três unidades, por tipo de extintor a ser avaliado, retirados da empresa no setor da expedição. Devem ser utilizados para a realização desta avaliação extintores de incêndio com o mesmo tipo de pressurização, considerando ainda se o mesmo é portátil ou sobre rodas.

Segundo o Inmetro, devido ao alto índice de não conformidades por parte das empresas certificadas, decidiu-se mudar o programa de avaliação da conformidade de extintor de incêndio, passando a utilizar o mecanismo de Declaração do Fornecedor, procedimento pelo qual um fornecedor dá garantia escrita de que um produto, processo ou serviço está em conformidade com requisitos especificados.

A declaração de conformidade feita pelo fornecedor será sucedida por um registro feito pelo Inmetro, tendo este maior poder de acompanhamento das empresas registradas e dos produtos por ela fornecidos. Esse mecanismo representa uma intervenção menos onerosa nas relações de consumo, e, também, mais ágil no atendimento das demandas da sociedade por avaliação da conformidade. O acompanhamento desse programa – por meio de verificações de acompanhamento inicial e de manutenção do Registro das Empresas de Inspeção Técnica e Manutenção de Extintores de Incêndio – será feito pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ).

Há alguns cuidados que devem ser tomados para a manutenção. Os extintores de gás carbônico devem ser inspecionados semestralmente. Os demais, anualmente.

Quando o extintor de incêndio estiver submetido à ação do tempo e às condições agressivas, merecem atenção especial quanto aos prazos para inspeção mencionados no item anterior, que podem ser reduzidos em razão do estado em que o extintor se apresentar. Não se deve permitir que pessoas e empresas não habilitadas inspecionem o extintor. Em caso de dúvida, ligue para a Ouvidoria do Inmetro – 0800 285-1818 ou para os Institutos de Pesos e Medidas do seu estado.

Deve-se exigir da empresa, que fará a manutenção, extintores substitutos para deixar no local, garantindo a segurança e, também, a ordem de serviço devidamente preenchida e assinada pelo técnico responsável. Assim como a relação das peças trocadas. O indicador de pressão de todos os extintores deve ser verificado se está na posição correta, com o ponteiro na área verde e o extintor não deve apresentar sinais de ferrugem ou amassados.

Quanto às classes de fogo, há a necessidade de saber a sua origem. Para cada classe de fogo existe pelo menos um tipo de extintor e todos trazem as suas especificações:

Classe A – Combustíveis Sólidos: quando o fogo é gerado por material sólido como madeira, papel e tecido. Os extintores mais indicados são os à base de água ou espuma produzida mecanicamente.

Classe B – Líquidos Inflamáveis: quando o fogo é gerado por líquidos inflamáveis como álcool, querosene, combustíveis e óleos. Os extintores mais indicados são aqueles com carga de pó químico ou gás carbônico.

Classe C- Equipamentos Elétricos: quando o fogo é gerado por equipamentos elétricos como transformadores, fios e cabos. Os extintores mais indicados são os com carga de pó químico ou gás carbônico. Cabe ressaltar que não deve se usar um extintor de incêndio com carga de água para apagar fogo Classe B, o que pode propagar o fogo, e o de Classe C, devido aos riscos de curtos-circuitos e choques elétricos.

A NBR 12962 de 02/1998 – Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio fixa as condições mínimas exigíveis para inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. Define a inspeção como o exame periódico, efetuado por pessoal habilitado, que se realiza no extintor de incêndio, com a finalidade de verificar se este permanece em condições originais de operação.

A manutenção é o serviço efetuado no extintor de incêndio, com a finalidade de manter suas condições originais de operação, após sua utilização ou quando requerido por uma inspeção. A recarga é a reposição ou substituição da carga nominal de agente extintor e/ou expelente e os componentes originais são aqueles que formam o extintor como originalmente fabricado ou que são reconhecidamente fabricados pelo fabricante do extintor.

Pode-se dizer que o ensaio hidrostático é aquele executado em alguns componentes do extintor de incêndio sujeitos à pressão permanente ou momentânea, utilizando-se normalmente a água como fluido, que tem como principal objetivo avaliar a resistência do componente a pressões superiores à pressão normal de carregamento ou de funcionamento do extintor, definidas em suas respectivas normas de fabricação.

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A frequência de inspeção é de seis meses para extintores de incêndio com carga de gás carbônico e cilindros para o gás expelente, e de 12 meses para os demais extintores. Recomenda-se maior frequência de inspeção aos extintores que estejam sujeitos a intempéries e/ou condições especialmente agressivas.

O relatório de inspeção deve conter no mínimo as seguintes informações: data da inspeção e identificação do executante; identificação do extintor; localização do extintor; e o nível de manutenção executado, discriminado de forma clara e objetiva. Todo extintor deve possuir um controle para registro das inspeções.

A manutenção de primeiro nível consiste em: limpeza dos componentes aparentes; reaperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão; colocação do quadro de instruções; substituição ou colocação de componentes que não estejam submetidos à pressão por componentes originais; e conferência, por pesagem, da carga de cilindros carregados com dióxido de carbono.

A manutenção de segundo nível consiste em: desmontagem completa do extintor; verificação da carga; limpeza de todos os componentes; controle de rosca visual, sendo rejeitadas as que apresentarem crista danificada, falhas de filetes e francos desgastados; verificação das partes internas e externas, quanto à existência de danos ou corrosão; substituição de componentes, quando necessária, por outros originais; regulagem das válvulas de alívio e/ou reguladora de pressão, quando houver; verificação do indicador de pressão; fixação dos componentes roscados (exceto roscas cônicas) com torque recomendado pelo fabricante, no mínimo para as válvulas de descarga, bujão de segurança e tampa; pintura conforme o padrão estabelecido na NBR 7195 (NB76) de 06/1995 – Cores para segurança que fixa cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes, empregadas para identificar e advertir contra riscos, e colocação do quadro de instruções, quando necessário; verificação da existência de vazamento; colocação do lacre, identificando o executor; exame visual dos componentes de materiais plásticos, com o auxílio de lupa com aumento de pelo menos 2,5 vezes, os quais não podem apresentar rachaduras ou fissuras.

A recarga deve ser efetuada considerando-se as condições de preservação e manuseio do agente extintor, recomendadas pelo fabricante. Não são permitidas a substituição do tipo de agente extintor ou do gás expelente nem a alteração das pressões ou quantidades indicadas pelo fabricante.

Quanto à NBR 13485 de 06/1999 – Manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio, que fixa as condições mínimas exigíveis para a manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio, define a manutenção de terceiro nível (vistoria) que consiste e ensaio hidrostático do recipiente para o agente extintor e do cilindro para o gás expelente, quando houver; ensaio hidrostático da válvula de descarga e mangueira; remoção da pintura existente e aplicação de novo tratamento superficial do cilindro e componentes, onde necessário.

Para a manutenção das condições de operação do extintor de incêndio, devem ser utilizados os componentes originais. Ocorrendo qualquer situação divergente, o vistoriador fica impedido de executar a manutenção, devendo informar ao solicitante que o extintor de incêndio em questão deve ser posto fora de operação. Todos os extintores de incêndio devem ser vistoriados em um intervalo máximo de cinco anos, contados a partir de sua data de fabricação ou da última vistoria, ou quando apresentarem qualquer situação prevista a seguir.

A corrosão no recipiente ou nas partes que possam ser submetidas à pressão momentânea ou que estejam submetidas à pressão permanente, ou nas partes externas contendo mecanismo ou sistemas de acionamento mecânico; ilegibilidade das gravações da data de fabricação ou vistoria; defeito no sistema de rodagem, na alça de transporte ou acionamento, desde que estes constituam parte integrante de componentes sujeitos à pressão permanente ou momentânea; existência de reparos na solda ou deformações mecânicas em partes sujeitas à pressão permanente ou momentânea.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

O Dia das Crianças e os tributos no Brasil

O dia 12 de outubro está mais para dia das bruxas, devido à excessiva carga tributária embutida nos preços dos produtos – valor este que será revertido aos cofres federais, estaduais e municipais. Segundo um levantamento realizado pelo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que demonstra os itens com maior carga tributária, entre eles, estão os importados e eletrônicos, que são disparados os produtos mais procurados pela garotada. A carga tributária do videogame é de 72,18%; seguido pelo tênis importado de 58,59%; o tablet importado com 47,59%; e o telefone celular com 42,69% em tributos.

O estudo do IBPT mostra ainda a carga tributária de outros itens que fazem parte da lista de desejos da criançada: patins (52,78%); bicicleta (45,93%); e brinquedos (39,70%). O contribuinte está pagando tributos até mesmo ao optar por ir ao cinema. Neste caso, 30,25% do preço dos ingressos para uma sessão será destinado ao governo na forma de tributos.
Segundo o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, os pais e familiares devem preparar o bolso e pesquisar muito bem antes de escolher os presentes. Deve-se atentar sempre para os preços, isso porque, nesta data existem muitas opções, porém os itens favoritos pelas crianças são os que mais possuem tributos, como é o caso dos importados e os eletrônicos. É muito importante se ater à melhor qualidade com menor preço, porque os tributos incidirão de qualquer forma!

“Contudo, é muito importante que os contribuintes tenham consciência de que pagam tributos em todos os produtos e serviços que consomem, para que possam cobrar de seus governantes a melhor aplicação desses valores em benefício da sociedade”, alerta o presidente do IBPT.

Produtos  Carga Tributária
Aparelho MP3 ou iPOD  49,45%
Bicicleta  45,93%
Binóculos  51,71%
Bola de futebol  46,49%
Boné  35,06%
Computador acima de R$ 3.000,00  33,62%
Computador menos de R$ 3.000,00  32,81%
Brinquedos  39,70%
Bijuterias  43,36%
Guitarra  39,06%
Livros  15,52%
Patins  52,78%
Videogame  72,18%
Roupas  34,67%
Tablet Nacional  39,12%
Tablet Importado  47,59%
Teatro e cinema  30,25%
Telefone celular  42,69%
Televisor  44,94%
Tênis Nacional  44,00%
Tênis Importado  58,59%

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