Previdência, uma questão para os jovens

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Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

Há uma semana, um leve alívio no maior nó no caminho do ajuste das contas públicas, considerado por especialistas como condição essencial para a retomada da economia: entre os dois mais recentes relatórios bimestrais de avaliação de receitas e despesas primárias do ano, a previsão oficial do rombo da Previdência Social teve queda de R$ 450 milhões. Mas nada a comemorar quando se cotejam os totais: R$ 148,78 bilhões contra R$ 149,23 bilhões.

Cada vez que são citados, esses números geram contrapõem posições que vão desde a urgência de uma reforma para viabilizar as aposentadorias no futuro até a recusa de qualquer medida que altere o status quo. Fatos incontestes: a Previdência já custa mais de 10% do PIB, apesar de o Brasil ainda desfrutar de uma janela demográfica, que já se fechou em várias nações desenvolvidas, levando à adoção de medidas amargas.

Hoje, a soma de brasileiros acima de 65 anos e dos que ainda estão fora do mercado de trabalho beira os 45% da população, com tendência a crescer, dada a maior expectativa de vida. Somem-se a isso o desemprego, o pagamento de benefícios a quem nunca contribuiu (sem tirar o mérito social do auxílio, mas respeitando a matemática) e as aposentadorias diferenciadas do funcionalismo, fica a pergunta: como o regime previdenciário é sustentado por trabalhadores da ativas, o que vai acontecer se nada for feito para conter o desequilíbrio entre entrada e saída de contribuições?

Há outras questões a serem ponderadas. O que acontecerá, caso se confirme a opinião geral: seja qual for a decisão sobre a Previdência, os aposentados terão cada vez menos benefícios? A saída seria a poupança individual ou familiar.

Essa é exatamente a maior preocupação do CIEE, uma casa de jovens que ainda nem entraram no mercado de trabalho. Como pedir isso a milhares de estudantes que sonham com uma vida melhor e, sem retomada do crescimento, sequer sabem se terão emprego? O que oferecer aos milhões de jovens menos favorecidos, com baixa escolaridade e sem capacitação?

Para nós, a resposta está no presente: mesmo com a crise, não podemos descurar da formação profissional e cidadã das novas gerações. Sob pena de nem o país ter um futuro mais digno.

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