Importância da periodicidade na calibração dos instrumentos de medição

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas:209

Adonis Alvarenga

Considerados o coração das empresas, os instrumentos de testes e medição verificam e avaliam os processos de produção e gerenciam a qualidade final dos produtos, sendo diretamente responsáveis pelo maior ou menor sucesso dos negócios. Nesse sentido, a verificação regular da condição destas peças vitais da corporação com um equipamento de calibração rastreável, é essencial, pois além de assegurar que a qualidade seja sempre compatível com as expectativas do cliente – o que é essencial quando é preciso obedecer à certificação ISO 9000 – ela é também lucrativa.

Ao desenvolver as especificações dessa classe de produtos, os engenheiros de projeto levam em conta uma variedade de influências de incerteza, como por exemplo, a rastreabilidade pelo Sistema Internacional de Unidades (SI), a estabilidade em curto e longo prazos ou devido à variação ambiental, além de outras fontes de incerteza com base no design do produto. As incertezas relacionadas à estabilidade de longo termo devem ser definidas por um determinado intervalo de tempo, sendo as de um ano o mais comum.

Os equipamentos de teste e medição devem ser projetados para atender a todas as especificações, por isso, é fundamental que desde a concepção do produto, sejam realizados testes por métodos tais como análise estatística de confiabilidade e teste de ciclo de vida acelerado. Ao se adquirir um equipamento de teste, lembrando sempre da importância de ser um produto de qualidade incontestável, é preciso selecionar um intervalo apropriado para a sua recalibração.

Este intervalo pode ser mais curto ou mais longo do que o intervalo de tempo indicado nas especificações do fabricante, em função de fatores como frequência de utilização ou agressividade do ambiente de funcionamento. Por isso, a norma que rege os laboratórios de calibração, a NBR ISO/IEC 17025:2005, estabelece que um laboratório de calibração não deve recomendar um intervalo de calibração, exceto se tiver sido previamente acordado com o cliente.

Quer o usuário final selecione um intervalo de recalibração de seus instrumentos de teste e medição com base na especificação indicada pelo fabricante, ou através de quaisquer outros meios, é importante sempre avaliar os dados desta recalibração, de modo a garantir que os intervalos pré-selecionados atendam de fato aos seus requisitos de qualidade e confiabilidade.

E por que calibrar? A necessidade de atingir resultados consistentes constitui um dos motivos mais importantes para a calibração dos instrumentos de medição. Manter a regularidade desta calibração traz benefícios consistentes, como qualidade ampliada e produção mais uniforme, baixo custo operacional devido à confiabilidade aprimorada, acesso aos mercados internacionais, estabelecimento de um sistema de controle de qualidade, atendimento dos critérios de controle de produção, e maior confiabilidade na medição e resultados dos testes.

Adonis Alvarenga é gerente da Fluke Calibration para America Latina, divisão da Fluke Corporation.

Cetesb diz que houve queda nas emissões veiculares nos últimos dez anos

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou o relatório Emissões Veiculares no Estado de São Paulo apontando que os índices de poluentes lançados por automóveis, utilitários, ônibus e caminhões para a atmosfera continuam em decréscimo. A estimativa é de que, em 2015, foram emitidas no Estado 366 mil toneladas de monóxido de carbono (CO), 197 mil toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx), 5,5 mil toneladas de material particulado (MP), 4,7 mil toneladas de dióxido de enxofre (SO2) e 80 mil toneladas de Compostos Orgânicos Voláteis (COV), que é a soma de hidrocarbonetos (NMHC)  e aldeídos (RCHO). Em 2014, as emissões foram de 416 mil toneladas de CO, 214 mil toneladas de NOx, 6.159 mil toneladas de MP, 6.562 mil toneladas de SO2, e 88 mil toneladas de COV. Todos esses indicativos da qualidade do ar mostram tendência declinante nos últimos dez anos.

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Segundo o estudo da Cetesb, 60% dessas emissões estão concentradas na Macrometrópole Paulista, área geográfica que reúne as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Sorocaba. Os automóveis e as motocicletas foram os maiores responsáveis pelas emissões de CO e de NMHC, enquanto os caminhões contribuíram com as de MP, NOx e SO2. A participação dos veículos mais antigos e tecnologicamente defasados, com mais de 20 anos, responde por 10% da frota e 42% das emissões totais.

As emissões veiculares de gases de efeito estufa, medida em CO2eq (dióxido de carbono equivalente), foi da ordem de 40,9 milhões de toneladas de CO2eq, contabilizando uma redução de 9% em relação ao ano anterior, em decorrência do aumento do uso do etanol em substituição à gasolina e pela redução do consumo de diesel. A maior contribuição vem dos caminhões, com cerca de 15 milhões de toneladas de CO2eq, seguido dos automóveis com cerca de 12 milhões de toneladas.

Para estimar a frota circulante em São Paulo, foi adotado um critério diferente do Detran- SP, que não exclui os veículos efetivamente fora de uso. Por esse critério, em 2015, havia em operação um total 15,4 milhões de veículos nas vias paulistas, menos de 1% acima da estimativa do ano anterior. Desses, 10,2 milhões são automóveis, 2 milhões são comerciais leves, 600 mil ônibus e caminhões e 2,6 milhões de motocicletas. Em 2015, o consumo de gasolina e de diesel diminuiu em relação ao ano anterior, enquanto o de etanol subiu cerca de 25%.

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