Cilindros de aço para extintores devem ser fabricados conforme a NBR 16357

Os extintores de incêndio executam uma função necessária e salvam vidas, mas duas coisas são importantes quando se sua utilização. Os produtos químicos utilizados neles pode causar alguns problemas de saúde e os cilindros de aço, sem costura, usados em sua fabricação precisam estar em conformidade com a norma técnica. Assim, para usar um extintor de incêndio com segurança, deve-se reconhecer os riscos potenciais à saúde dos produtos químicos usados neles e só comprar produtos fabricados em conformidade com a norma.

Mauricio Ferraz de Paiva

O extintor portátil é um aparelho manual, constituído de recipiente e acessório, contendo o agente extintor, destinado a combater princípios de incêndio. Já o sobre rodas também é constituído em um único recipiente com agente extintor para extinção do fogo, porém com capacidade de agente extintor em maior quantidade.

Esses equipamentos são importantes para se efetuar o combate ao incêndio imediato, após a sua detecção, em sua origem, enquanto são pequenos focos. Eles primam pela facilidade de manuseio, de forma a ser utilizados por homens e mulheres, contando unicamente com um treinamento básico. Além disso, os preparativos necessários para o seu manuseio não consomem um tempo significativo, e consequentemente , não inviabilizam sua eficácia em função do crescimento do incêndio.

Podem ser divididos em tipos, de acordo com o agente extintor que utilizam: água, espuma mecânica, pó químico seco, dióxido de carbono e halon (hidrocarboneto halogenado). Esses agentes extintores se destinam a extinção de incêndios de diferentes naturezas. A quantidade e o tipo de extintores portáteis e sobre rodas devem ser dimensionados para cada ocupação em função: da área a ser protegida; das distâncias a serem percorridas para alcançar o extintor; e os riscos a proteger decorrentes da natureza da atividade desenvolvida ou dos equipamentos a proteger.

Tanto os extintores portáteis como os sobre rodas devem possuir selo ou marca de conformidade de órgão competente ou credenciado e ser submetidos a inspeções e manutenções frequentes. Os cilindros usados em sua fabricação devem estar em conformidade com os requisitos da norma técnica.

A NBR16357 de 09/2016 – Cilindro de aço, sem costura, para fabricação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas com carga de até 10 kg de CO2 — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e os métodos de ensaios para os cilindros de aço, sem costura, para fabricação de extintores de incêndio com carga de até 10 kg de CO2. Aplica-se somente aos cilindros de aço sem costura, normalizados, utilizados para a fabricação de extintores de incêndio.

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Como deve ser feito o cálculo da tensão e da espessura da parede dos cilindros?

Como deve ser feita a inspeção dos cilindros?

Como devem ser produzidas as extremidades convexas típicas?

Como deve ser feito o cálculo das extremidades de base côncavas?

Ressalte-se que os cilindros devem ser de aço acalmado, de qualidade uniforme. Os tarugos para a fabricação de cilindros por forjamento não podem apresentar bolsas de contração, trincas, segregação excessiva ou outros defeitos comprometedores depois do seccionamento.

Os materiais com dobras, fissuras, escamas ou outros defeitos comprometedores de sua qualidade não podem ser aceitos. Deve ser obrigatória a identificação do material por qualquer método adequado.

As placas e as barras para a fabricação de cilindros forjados devem ser marcadas com o número da corrida e acompanhadas do respectivo certificado de inspeção, fornecido pela usina produtora. Os tubos para cilindros repuxados devem ser também acompanhados do respectivo certificado de qualidade, fornecido pela usina produtora, identificados com cores correspondentes ao tipo de aço e número da corrida, citado no referido certificado.

Os cilindros acabados devem receber um tratamento térmico de normalização antes de serem submetidos aos ensaios. Para cada cilindro com pressão de serviço inferior a 6,2 MPa, a tensão na parede deve ser obrigatoriamente menor ou igual a 164 MPa.

A espessura mínima de parede deve ser de 2,5 mm para qualquer cilindro com diâmetro superior a 130 mm. Para cilindro com pressão de serviço igual ou maior que 6,2 MPa, o valor mínimo de espessura de parede na menor pressão de ensaio especificada deve ser tal que a tensão na parede não possa ultrapassar 392 MPa, para o aço médio manganês e aço-carbono acima de 0,33 % de carbono, e 323 MPa para os demais.

A espessura do fundo do cilindro deve ser no mínimo duas vezes a espessura mínima calculada para as paredes do cilindro. Esta espessura do fundo do cilindro deve ser medida nos pontos de contato com o solo.

A marcação em cada cilindro deve conter referência sobre: pressão de serviço; número desta norma; a expressão “EXT CO2”; tipo de aço e tratamento térmico; processo de fabricação, quando forjado; identificação do cilindro e do fabricante; capacidade de água medida; tara; órgão de inspeção ou inspetor; data do ensaio hidrostático de fabricação.

A marcação da pressão de serviço deve ser feita pela indicação do valor numérico da pressão, em megapascals. Quando forjado, o cilindro deve receber a marcação deste processo com estampagem da letra F após o número desta norma. A marcação de identidade do cilindro deve ser feita pela indicação do número de série de fabricação em seguida à marcação da identidade do fabricante, que pode ser indicada pela sua sigla ou logotipo.

O ensaio de estanqueidade deve ser realizado com gás inerte ou ar comprimido, a uma pressão não inferior à pressão de serviço. Deve ser feito de forma que o gás sob pressão esteja em contato com o fundo do cilindro em uma área de pelo menos 1/16 deste fundo, mas nunca inferior a 9 mm de diâmetro, incluindo o fechamento central do fundo.

O ensaios hidrostático deve ser realizado mediante um dispositivo de camisa de água, ou outro adequado, e o cilindro deve ser submetido gradualmente a uma pressão hidrostática igual ou maior que a pressão de ensaio especificada, conforme NBR 13243. O manômetro utilizado deve ser regularmente aferido e deve permitir a leitura da pressão com uma precisão de pelo menos 1 %.

Para a tração, os dois corpos de prova obtidos devem ser submetidos aos ensaios conforme NBR ISO 6892-1. Os corpos de prova não podem ser achatados, salvo as pontas para encaixe nas garras da máquina, cuja região achatada deve distanciar no mínimo 25 mm da seção reduzida, com exceção dos corpos de prova obtidos. O ensaio de achatamento deve ser realizado entre cutelos, em forma de cunha a 60°, com raio de arredondamento de 12,7 mm.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

 

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