Fábrica de talentos

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas:209

Luiz Gonzaga Bertelli

Se as atuais taxas de desemprego já são desoladoras para grande parte da população brasileira, a situação é ainda mais grave entre os jovens. Dados do IBGE mostram que a taxa média de desemprego ficou em 11,8% no terceiro trimestre de 2016. É um número que, por si só, gera preocupação, ainda mais se comparamos às nações como Japão (3%), Alemanha (4,1%), Reino Unido (4,8%) e Estados Unidos (4,9%).

No entanto, a porcentagem referente ao desemprego entre os jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, atingiu níveis recordes de 25,7 %, equivalente a proporções de países como Angola, República do Congo e África do Sul. Ou seja: um quarto dos brasileiros nessa faixa etária está sem ocupação no mercado de trabalho.

A triste realidade prejudica a formação de talentos. Por falta de recursos, aumentam as estatísticas de evasão escolar e, sem qualificação, esses jovens engrossam a chamada Geração nem-nem (daqueles que nem trabalham nem estudam). A escassez de mão de obra com competência técnica é um dos entraves para o desenvolvimento de qualquer nação. E o Brasil já vem sentindo o problema algum tempo, devido à histórica baixa qualidade de ensino. Existe, por tanto uma situação inconveniente que deve ser levada a sério pelo poder público em todas suas esferas.

O reparo para colocar esses jovens no caminho do trabalho e, consequentemente, do exercício de cidadania já existe. Por meio de programas de aprendizagem, jovens de 14 a 24 anos têm a oportunidade de entrar em uma empresa e aprender, efetivamente, uma profissão. O CIEE, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, promove a inserção nessa modalidade por meio do programa Aprendiz Legal. Nele, os jovens participam de treinamento prático na empresa e, uma vez por semana, acompanham aulas teóricas, ministradas por profissionais do CIEE.

Há mais de uma década, a instituição dedica-se à formação de aprendizes, em sua maioria, provenientes de áreas de vulnerabilidade social, promovendo assim inclusão social e inserção com qualidade no mundo laboral. Após o período de treinamento, grande parte deles é efetivado na própria empresa. Uma verdadeira fábrica de talentos! É assim que a aprendizagem pode ser uma salutar solução para minimizar as dificuldades atuais que colocam toda uma geração em cheque.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

 

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