O prédio da sede da ABNT é hipotecado judicialmente por condenação de pirataria de software

Tentando responder a um texto que escrevi (Atual diretoria da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) expõe seus clientes a riscos jurídicos por venda e uso de software pirata), a diretoria da ABNT sugere que Juízes e Desembargadores mentem e caluniam em suas decisões judiciais. Desmerecer e caluniar quem escreve verdades são técnicas muito antigas e usadas pelos regimes ditatoriais e virou moda nos dias atuais para desmerecer investigações como a Lava Jato e outras denúncias que pipocam na imprensa.

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Em um comunicado de esclarecimento, a diretoria atual da ABNT, formada por Pedro Buzatto Costa (muito conhecido pelo poder judiciário), presidente do Conselho Deliberativo, seu genro, Ricardo Fragoso, e Carlos Santos Amorim, tenta contestar a verdade por calúnia e difamação. É muito estranho eles tentarem contestar uma série de informações que estão em decisões judiciais. Será que eles querem dizer que os juízes e os desembargadores estão mentindo ou caluniando?

Será que eles acham que têm o poder e podem estar acima dos limites da lei e da justiça? Uma entidade tão importante para a normalização brasileira como a ABNT precisa respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos e a Justiça.

Para reforçar o grave crime que a atual diretoria perpetrou, já que a ABNT perdeu o processo em segunda instância em acórdão de pirataria de software, pesquisei no 2º Cartório Oficial de Registro de Imóveis da Capital sobre a atual sede da ABNT no centro de São Paulo. Consta lá uma hipoteca judiciária, no livro 2 Registro Geral, matrícula 49.190, ficha 04, de 08 de junho de 2016: “Nos termos em que dispõe os parágrafos 1º e 2º do artigo 495 da Lei nº 13.105/2015, e à vista da sentença proferida em 31 de maio de 2010, pelo Doutor Cesar Santos Peixoto, M. Juiz de Direito da 26ª Vara Cível da Capital, nos autos do processo nº 583.00.2006.142175-2 – Ordem 633,… contra a Associação de Normas Técnicas (ABNT) … é feito o presente registro de hipoteca judiciária sobre o imóvel desta matrícula, de propriedade da ré, em garantia do cumprimento da sentença, onde a mesma foi condenada ao pagamento da multa no valor de R$ 1.000.000,00”. Vale ressaltar que o referido valor atualizado ultrapassa o valor de R$ 6.000.000,00.

Inclusive a compra desse prédio ainda é muito nebulosa e, por mais que se insista, não há respostas por parte da diretoria. Informações dão conta de que alguns milhões de reais estão envolvidos, além de uma ampla reforma de dois anos, tudo pago pela venda de normas com preço altamente excessivos. O fato de o famoso coronel, presidente da ABNT, ter resolvido uma dívida pessoal de quase 1 milhão de reais de uma ação que ele está envolvido, exatamente nesse período, é uma mera coincidência.

Minha insistência em obter respostas da atual diretoria da ABNT diz respeito à saúde da normalização técnica brasileira, a qual está indo de mal a pior. A atual gestão, há mais de 13 anos no poder da ABNT, conseguiu diminuir o número de normas brasileiras vigentes em mais de 13%, o que em números seriam mais de 1.300 normas NBR que deixaram de existir e não foram substituídas. Isso é um desastre para a competitividade brasileira.

Seria importante dizer que há mais de um ano venho tentando ouvir dessa atual diretoria da ABNT algumas questões fundamentais para o processo de normalização no Brasil e não obtive sucesso. A sociedade brasileira, por meio de seus representantes legais e constituídos, tem o direito de saber:

– Como pode ser feita uma análise detalhada dos números da entidade, o balanço, a demonstração do resultado do exercício (DRE)?;

– Quais são os custos gastos nos processos de feitura das normas técnicas?;

– A ABNT paga algum valor aos membros das comissões de estudo que efetivamente elaboram as normas técnicas?;

– Quais são os poderes e salários dos diretores estatutários da ABNT? Atualmente eles têm poder de decisão?;

– O presidente do Conselho Deliberativo da ABNT outorga poderes extraordinários à diretoria da ABNT? Quais são esses poderes?;

– Há pagamentos de despesas pessoais dos diretores pela ABNT? Se sim, como são feitas essas prestações de contas?;

– Quais foram os investimentos feitos nos Comitês Técnicos em 2014, 2015 e 2016?;

– Quais são os custos com salários dos funcionários?;

– Considerando que ao longo de mais de 60 anos o presidente da ABNT sempre teve um mandato de dois anos, com a possibilidade de uma reeleição, por que o estatuto foi alterado, pela atual gestão da ABNT, na década passada, para alterar essa regra e permitir reeleição eterna do presidente?;

– Considerando que desde que a ABNT foi reconhecida como entidade de utilidade pública até antes da atual gestão da entidade as normas técnicas brasileiras eram vendidas pela ABNT por preço referente, exclusivamente, ao reembolso do custo da cópia reprográfica do conteúdo da norma, por que a atual gestão da ABNT alterou esse método e cobra preços muito acima desse custo?;

– A ABNT cobra royalties sobre direito autoral das normas técnicas? A ABNT obtém lucros nas vendas das normas técnicas?;

– A ABNT ainda é uma instituição de utilidade pública? Se sim, por que não presta conta do seu faturamento e de suas despesas à sociedade, descumprindo a lei?;

– Considerando o Código de Defesa do Consumidor, a atual diretoria da ABNT concorda que as normas técnicas brasileiras são de observância obrigatória em relação aos direitos do consumidor de produtos e serviços oferecidos no Brasil?

Uma instituição, considerada pelo Estado brasileiro como de utilidade pública, se fosse séria, responderia a essas questões para o povo brasileiro. Esse seria um procedimento correto e de acordo com os novos ventos que estão soprando no Brasil.

A nossa luta é passar a ABNT a limpo. Com a palavra os membros do Conselho Deliberativo da ABNT, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br

Cristo e o poder da motivação

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Ernesto Berg

Qual o significado da palavra motivação? O vocábulo já se autodefine: motivo + ação, isto é, um motivo que leve à ação. Terá, entretanto, que ser um motivo forte, ou não haverá interesse nem empenho suficiente para agir. A pessoa tem que estar interessada em pagar o preço pelo resultado final, preço este que pode ser um grande esforço, uma contínua perseverança, talvez um alto valor em dinheiro. Os verdadeiros empreendedores conhecem bem essa atitude motivacional, pois frequentemente arriscam tudo o que têm por aquilo em que acreditam, porque têm fé no resultado final – não me refiro aos riscos que corre uma pessoa inconsequente e imatura.

A fonte da motivação

Cristo afirma: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16.33. Em outras palavras: “Motivem-se, alegrem-se, eu superei as dificuldades e problemas do mundo, venci as circunstâncias e aparências do mundo.” Cristo dá a fórmula para superar as dificuldades: “Portanto vos digo: não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis… Buscai antes o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6.25 e 33.

Devemos buscar motivação e ânimo na dimensão celestial, pois no plano em que estamos as coisas habitualmente têm aparência de dificuldades e obstáculos. O reino de Deus é o domínio do perfeito e do completo. É lá que as coisas acontecem.

A propósito, quando você levanta pela manhã e olha-se no espelho, gosta do que vê? Como está sua fisionomia? Sorridente, alegre, tranquila? Ou talvez taciturna, sombria, preocupada? A sua motivação está “em alta”, ou com sabor de desencanto e aborrecimento? A sua atitude e aparência matinal dizem muito do seu real estado de espírito. “Sendo, pois, o teu olho simples (bom, puro), também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau (sombrio, preocupado), também todo o teu corpo será tenebroso”, afirma Jesus. (Lucas 11.34). O olho aqui é visto como a lente da alma e reflete orientação da vida interior que professamos. Está associado aos princípios e valores de vida que cada um manifesta em sua vida, molas propulsoras da motivação e do entusiasmo. A palavra entusiasmo vem do grego “enteos” e significa literalmente “Deus dentro de si”, isto é, vigor e benção do Senhor habitando em nós.

A lei da semeadura

“Tudo o que o homem semear, isso também ceifará (colherá)”, afirma o apóstolo Paulo. (Gálatas 6.7b). Então pergunte-se: “O que eu tenho semeado em minha vida e agora estou colhendo?” A resposta está no tipo e na qualidade de vida que leva agora. É só olhar para si mesmo. Está hoje melhor do que há cinco ou dez anos? Em que área está melhor? Financeira, conjugal, profissional, psicológica, na saúde? A melhor resposta seria dizer que está melhor em todas as áreas e não apenas em uma ou duas delas.

Mas, pode ser que esteja pior do que há alguns anos, e isto é bem mais problemático. Então, novamente, o que tem plantado? “Porque semearam ventos, segarão (colherão) tormentas, (Oséias 8.7a) ou, na linguagem popular: Quem semeia ventos colhe tempestades”.

Pergunta n° 1: O que leva a cada um de nós viver do jeito que vivemos?

Resposta: Nossos interesses e motivações.

Pergunta n° 2: O que motiva mais do que tudo ao ser humano?

Resposta: A busca da felicidade e da segurança. Para uns felicidade e segurança significa dinheiro, para outros um bom emprego, para outros ter paz de espírito, ou ter saúde, viajar etc.

Já se perguntou o que realmente o motiva na vida? Cristo conhecia bem o poder da motivação, por isso mesmo afirmou: “Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” Lucas 12.34. Aquilo a que você der o maior valor (o tesouro), aquilo também o motivará, fará você lutar (o coração).

A propósito, como você usa ou gasta o dinheiro que ganha? Como você gasta e onde você gasta o seu dinheiro diz muito sobre você mesmo, sobre seus valores e princípios. Pessoas há que não sabem utilizar o dinheiro com sabedoria. Quanto mais ganham mais investem em sua infelicidade, pois semeiam com ele problemas e infortúnios em vez de transformá-lo em bênçãos para si e para os outros.

Hábitos

Muito do que temos, pensamos ou fazemos hoje, é resultado de comportamentos e atitudes que adotamos repetida e prolongadamente durante muitos anos, até tornarem-se hábitos. Passam, então, a agregar-se à nossa natureza, e nos referimos a esses comportamentos como parte integrante de nós mesmos. Nós e os hábitos passamos a ser um só.

Entretanto, é bom lembrar que eles não nasceram conosco, foram adicionados, acrescentados. Se forem bons hábitos seremos bem-sucedidos, mas se forem maus hábitos, poderemos  atrair  muitos  problemas. Diz a sabedoria oriental: “Cultive um comportamento e terás um hábito; cultive um hábito e terás um resultado; cultive um resultado e decretarás a tua vida.”

Pensar com pessimismo, ou pensar com otimismo tornam-se hábitos, como quaisquer outros. Então seja otimista! Ter medo de agir, ou ter coragem de agir, tornam-se hábitos como quaisquer outros. Então aja com coragem! Fracassar continuamente, ou ter sucesso continuamente, tornam-se hábitos, como quaisquer outros. Logo, acredite no sucesso! Ser infeliz, ou ser feliz, tornam-se hábitos como quaisquer outros. Então, seja feliz! Sorrir, ou não sorrir, tornam-se hábitos como quaisquer outros. Sorria!

O alimento da nossa mente

Cristo alertou-nos sobre aquilo que pomos em nosso coração (mente) é, também, o que dele retiramos (Mateus 12.35). Vale uma pergunta: “Que tipo de tesouro você tem cultivado? O que está colocando em sua mente? Com que raciocínios convive? Quem são as pessoas e situações que continuam alimentando esses raciocínios? Pergunte-se: “O que posso e devo fazer para romper com os maus hábitos?”

Novamente Jesus: “Porque da abundância do seu coração fala a boca.” Lucas 6.45.b. Isto é, do que está cheio o seu coração e a sua mente, disso você irá falar o tempo todo. Então preste atenção nos assuntos sobre os quais conversa com as pessoas e saberá o recheio e conteúdo dos seus pensamentos. “Porque por tuas palavras serás justificado (absolvido) e por tuas palavras serás condenado (derrotado). Lucas 12.37.”

As palavras têm poder

As palavras literalmente materializam coisas, pois expressam emoções, sentimentos, aspirações e desejos que, cedo ou tarde, acabam ocorrendo na nossa vida. Basta perseverar nas afirmações e acreditar nelas que elas acabam corporificando. É só uma questão de tempo.

Motivação por afastamento ou por aproximação?
“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5.4. A fé de cada um é do tamanho de sua motivação, de sua coragem em agir e realizar. A fé vem de ouvir e acreditar na Palavra. (Romanos 10.17)

Existem dois tipos de motivação: por afastamento e por aproximação. O primeiro tipo, por afastamento, ocorre quando a motivação é negativa, em vez de positiva. Exemplo: o indivíduo que vai trabalhar, não porque gosta do serviço, mas porque precisa do dinheiro que o emprego propicia. Ele quer afastar as agruras do desemprego e da falta de dinheiro. Outro exemplo, a pessoa que frequenta a igreja por medo de ir para o inferno, e não porque ama a Deus. Ele quer afastar Satanás de sua vida, mas pouco faz para se aproximar de Jesus. Mais um exemplo, o indivíduo que se casa ou amasia não por amor, mas por medo da solidão ou de lhe faltarem recursos financeiros.

Nestes exemplos as pessoas estão tentando afastar-se do desemprego, da insegurança, do inferno, da solidão, da humilhação etc. e assim agarram-se ao que tem, ou pensam ter. Aqui não há felicidade apenas busca de algum tipo de preservação e segurança. São indivíduos buscadores de segurança e de proteção. Infelizmente este tipo de motivação é o que predomina na maioria das pessoas. Não procuram, nem lutam por algo novo, apenas grudam-se ao que já possuem, ao que é velho, e vivem acomodadas numa caixa de fósforo.

O segundo tipo de motivação é por aproximação. Ocorre com as pessoas que perseguem seus ideais e sonhos, correm atrás daquilo que as fazem crescer e desenvolver seu potencial espiritual, mental e físico. Elas se aproximam de coisas positivas e construtivas e não fogem dos desafios quando surgem. São buscadoras de realização e de desafios, querem aprender e auxiliar sempre mais. São líderes e deixam sua marca por onde passam. As pessoas do primeiro tipo – afastamento -, entram em campo para se defender e não perder. O empate para eles já está ótimo. As do segundo tipo – aproximação -, entram em campo para ganhar e fazer acontecer. Em qual tipo você se enquadra? Cristo joga no time aproximação, do qual é líder e capitão.

Dize-me com quem andas…

Com que tipo de pessoas você tem andado? Quais são os ideais delas, seus objetivos de vida, suas missões? “Aves iguais voam à mesma altura”, diz o ditado. Já se perguntou com que tipo de aves você tem voado? São águias e condores, ou são sabiás, pombinhas, ou, mesmo, urubus (o que é pior ainda).

Brian Tracy, um dos cinco maiores consultores norte-americanos em marketing, vendas e motivação, diz que você é exatamente igual aos seus três ou quatro amigos mais íntimos. Porque cada qual procura pessoas que são iguais a elas. Se esses amigos íntimos forem vencedores, positivos, atuantes, então você também é um vencedor. Se esses amigos mais chegados forem do tipo “mais ou menos”, então você é igualzinho a eles. Mas, se forem fracassados, negativos, vivem queixando-se, neste caso, você faz parte do time dos derrotados. Então faça agora a pergunta mágica: “De qual dos três times eu faço parte?” Você sabe, com certeza, a resposta.

Mas a boa notícia é que podemos facilmente fazer parte do time dos vencedores. Paulo afirmou: “Posso tudo naquele (Cristo Jesus) que me fortalece.” Filipenses 4.13

A essência disso é que Jesus veio, e nele o domínio de Deus alterou as fronteiras impostas aos indivíduos. Paulo assegura que os que andam com Cristo são mais do que vencedores, isto é, supervitoriosos, pois conquistam mais do que uma vitória comum. Não se trata de uma linguagem conceitual, mas de plena confiança em alcançar vitórias abundantes. O que temos então a fazer é andar com Cristo e incluí-lo no nosso círculo de amizades mais íntimas, dando-lhe a total primazia.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br