Perdão no ambiente de trabalho é a melhor forma de evitar o desemprego

O Target Genius Respostas Diretas é o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos de normas técnicas. É, basicamente, um conjunto de perguntas mais comuns sobre determinados assuntos das normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas. Definitivamente, a solução para as dúvidas sobre normas técnicas. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Acesse o link https://www.target.com.br/produtos/genius-respostas-diretas

As brigas no ambiente de trabalho costumam ocorrer quando as pessoas se esquecem que não dá para atuar de acordo com todas as suas emoções no contexto profissional. Todos correm o risco de se desentender com o patrão ao menos uma vez na vida.

Apesar da tradicional desculpa de que “errar é humano”, precisamos estar preparados para assumir as falhas e corrigir possíveis erros ao longo de nossa vida profissional. Se você errou ou erraram com você, não tente definir o mais culpado, e sim admita a limitação e seja profissional na hora de se posicionar diante do chefe.

De acordo com Madalena Feliciano, gestora de carreiras da Outlieers Carriers, na maioria das vezes é melhor usar da sensatez e dar um fim ao mau entendido, do que gerar um maior desconforto, futuramente. O perdão e a atitude de pedir desculpas, podem ser uma maneira de separar o passado do presente e do futuro, encerrando o conflito e começando uma etapa nova.

Qualquer pessoa pode ficar com raiva quando sente que foi agredida, ofendida ou magoada. Madalena destaca que “direcionar a raiva a alguém é um desperdício de energia que impede a pessoa de prestar atenção em sua reação emocional, na intensidade dessa emoção e nos seus aspectos íntimos que mobilizam essa emoção, como a dificuldade de lidar com as pressões por resultados ou com pontos de vista diferentes”.

“As tensões que ocorrem num ambiente de trabalho devem ser consideradas como sinais que podem revelar atitudes e valores pessoais que estimulam certos comportamentos como a intolerância com outros colegas, a dificuldade de respeitar as pessoas que têm opiniões diferentes e a falta de disposição para o trabalho em equipe, o que prejudica a convivência profissional”, exalta Madalena.

Ela diz que “apesar de ser fácil apontar os culpados, procure assumir o erro sozinho e deixe que cada profissional assuma sua fração de culpa. O melhor a fazer é passar logo por esta fase e procurar soluções para melhorar no futuro”, aconselha.

A especialista conclui que “depois de ter suas desculpas aceitadas, é bom evitar levantar o problema novamente. Se outra pessoa insistir em discutir o que aconteceu, tente encerrar a conversa e dizer que você já encontrou uma solução para que o fato não se repita. Senão, isso pode comprometer até mesmo o seu emprego”, finaliza.

Anúncios

O bem que deriva do mal

José Pio Martins

Em nossa vida, uma coisa importante é o que obtemos. Porém, mais importante é como obtemos. Esse adágio se aplica a situações diversas em economia, e faz parte de estudos sobre o resultado das ações humanas e a forma como tais ações são executadas. Atualmente, o Brasil está vivendo uma situação em que tal raciocínio se aplica. Durante anos, o país foi esmagado pela inflação e sua versão mais demolidora: a hiperinflação. Hoje, a inflação está controlada em níveis baixos – o que é bom –, mas cabe perguntar se não se trata de um bem derivado de um mal.

Comumente definida como um processo de aumento generalizado e contínuo de preços, a inflação foi um dos estopins da queda do presidente João Goulart, em 1964. No ano anterior, a inflação chegara a 78% e desorganizou o sistema de preços, lançou a economia em recessão e empobreceu os assalariados. Alguns economistas definem que há hiperinflação quando o índice anual de preços passa dos 50%. Outros acham que ela ocorre quando os preços sobem acima dos 100% ao ano.

O Brasil conseguiu controlar aquela inflação de 1963, mas em 1974 o monstro voltou e os preços subiram 34%. Em 1979, a inflação atingiu 78%, o mesmo índice de 1963, e o Brasil começou uma fase de hiperinflação, que acabaria resultando em cinco planos econômicos nos governos Sarney, Collor e Itamar Franco, na tentativa de combatê-la. Foi somente em 1994, com o Plano Real, que o país conseguiu vencer a hiperinflação e iniciar uma fase de estabilidade de preços.

Após 1994, parecia que o monstro da inflação havia deixado o Brasil. Mas inflação não morre. Apenas adormece, sempre pronta a atacar quando é cutucada. Desde 1996, a inflação não passa de um dígito, à exceção de 2002, quando foi de 12,5%, e depois em 2015, quando chegou a 10,67%. Esse histórico deixou os agentes econômicos assustados no início do segundo governo Dilma, quando a inflação subiu em 2015, e o medo da hiperinflação reapareceu. Hoje, o pânico passou e a inflação deve ficar abaixo da meta do Banco Central, que é de 4,5%.

Atualmente, estamos presenciando certa euforia com a inflação baixa. Entretanto, há um problema com as razões que levaram à redução no índice de preços. Se estivesse baixa em um ambiente de crescimento econômico e reduzido desemprego, daria para dizer que temos um bem assentado em causas boas. Entretanto, a inflação está baixa em 2017 depois de três anos de recessão pesada – o Produto Interno Bruto (PIB) do ano 7,4% menor do que era em 2013 – e desemprego de 14,2 milhões de trabalhadores, sobre um total de 103,6 milhões de pessoas em condições de trabalhar.

A inflação baixa é boa para a nação, mas, se deriva de produção baixa e desemprego alto, ela não é estável. Há dúvidas quanto à capacidade da economia em manter a inflação baixa quando o produto nacional voltar a crescer e o desemprego cair. Alguns analistas acreditam que a inflação pode voltar a subir, pois há variáveis macroeconômicas – como déficit do setor público, controle da dívida governamental e expansão monetária – que não dão mostras de melhoras e vão pressionar a inflação para cima.

Se um sujeito emagreceu se exercitando numa academia, é uma coisa boa. Se outro emagreceu porque ficou doente, é uma coisa ruim. A inflação brasileira caiu porque o país adoeceu (recessão e desemprego). A recessão até ajuda a combater a inflação, desde que sejam feitos os ajustes fiscais e monetários. Sem isso, é sucesso não sustentável.

José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.