Os dispositivos refletivos de vidro incrustado para sinalização horizontal viária

Um dispositivo refletivo de vidro incrustado é um dispositivo auxiliar à sinalização horizontal, fixado por incrustação na superfície do pavimento, que consiste em um corpo resistente aos esforços provocados pelo tráfego.

A sinalização horizontal é a combinação de legendas e símbolos pintados em ruas, avenidas, rodovias, estacionamentos e espaços nos quais há tráfego de automóveis. Ela tem como função principal organizar o trânsito, além de guiar os pedestres e veículos, proporcionando eficiência e segurança à tais locais.

É possível efetuar a sinalização horizontal nas superfícies por meio do uso das tintas de demarcação viária. Elas devem ser produzidas a partir de componentes de qualidade que atestem a resistência e a estabilidade desse produto mesmo com o atrito dos pneus, com a oscilação de temperaturas e com os efeitos do sol, chuva, vento e outras diversas ações do tempo.

A NBR 15766 de 08/2019 – Sinalização horizontal viária — Dispositivo refletivo de vidro incrustado — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para o dispositivo refletivo de vidro incrustado, utilizado como material de sinalização horizontal viária. Um dispositivo refletivo de vidro incrustado dispositivo auxiliar à sinalização horizontal, fixado por incrustação na superfície do pavimento, que consiste em um corpo resistente aos esforços provocados pelo tráfego e que reflete a luz incidente, invertendo o sentido desta luz.

Acesse alguns questionamentos relacionados a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser executado o ensaio do coeficiente de intensidade luminosa?

Quais devem ser as características do percursor metálico?

Os elementos, artigos e equipamentos que constituem o conjunto de sinalização horizontal são estabelecidos conforme parâmetros técnicos e legais determinados por órgãos dirigentes, a fim de possibilitar uma padronização no sistema de tráfego e facilitar a compreensão dos condutores e pedestres. As cores constituintes da sinalização horizontal são: amarela: empregada em casos de obstáculos, proibição de estacionar em determinados lugares e vias de mão dupla; azul: a sinalização horizontal em azul indica áreas de embarque e desembarque e recintos especiais; branca: sendo a mais comum e mais vista nos ambientes, a sinalização na cor branca indica faixas de pedestres, faixas de sentido único, legendas, estacionamentos e outros; vermelha: por fim, a vermelha indica zonas de emergência, como hospitais, além de ciclovias.

É importante seguir as cores de acordo com o que cada uma delas se propõe, pois elas foram determinadas por meio de diretrizes técnicas e legais, a fim de estabelecer um modelo único de sinalização viária. Os coeficientes mínimos de intensidade luminosa, medidos conforme 6.1, devem estar de acordo com a tabela abaixo.

Inserir sinalização2

Embora esta norma estabeleça os requisitos do produto, características de desempenho requeridos podem ser discutidas entre comprador e vendedor. Como características construtivas, o dispositivo refletivo de vidro incrustado deve apresentar as dimensões constantes na figura abaixo.

Inserir sinalização3

O dispositivo deve apresentar metalização em toda a área externa que fica incrustada no pavimento após a aplicação. Esta metalização deve ter resistência à aderência de X0, Y0, quando medida de acordo com a aderência do sistema refletivo. Todos os dispositivos refletivos de vidro incrustado devem apresentar em seu corpo, em relevo, o nome e/ou marca do fabricante, mês e ano de fabricação.

A amostragem deve ser conforme a seguir: para lotes com até 2.00 unidades, deve ser coletado para amostragem 0,5 % da quantidade do lote, com mínimo de cinco amostras; para lotes com mais que 2.000 unidades, devem ser analisadas dez unidades. O tamanho de um lote não pode ser maior que 10.000 unidades. Devem ser realizadas as análises dimensionais, de intensidade luminosa e de aderência do sistema refletivo em todas as amostras.

Para os ensaios de compressão, devem ser realizados ensaios em 60% das amostras e, para o ensaio de impacto, em 40 % das amostras. Para a resistência à compressão, a carga de resistência requerida deve ser superior ou igual a 35.000 kgf, quando medida de acordo com a resistência à compressão. A resistência ao choque mecânico (impacto) deve ser igual ou superior a 25 J, quando medida de acordo com a resistência ao impacto.

Para o ensaio de resistência à compressão, o equipamento utilizado é do tipo máquina universal de ensaio, com aplicação de carga contínua e sem choques. Deve ser utilizada velocidade máxima de aplicação de força de 4,0 kN/s. O produto deve ser acoplado em berço específico com base deformável, para garantir apoio em toda a sua base.

Colocar a amostra no dispositivo específico, centralizá-lo no equipamento e utilizar apoio de material não metálico sobre a esfera para aplicação da carga. Ligar a máquina e aplicar a carga continuamente, com velocidade máxima de 4,0 kN/s. A carga deve ser interrompida assim que a peça romper (quando observada a olho nu) ou ultrapassar o valor estabelecido em 4.4. Expressar o resultado em quilogramas-força (kgf).

Os filtros para observação direta do Sol

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra.

As vistas mais interessantes e dramáticas do Sol podem ser vistas através de um instrumento óptico equipado com um filtro solar padrão. Essa combinação fornece a imagem mais nítida e detalhada, no entanto, apenas uma pessoa de cada vez pode vê-la.

Os filtros solares padrão são feitos de filme aluminizado ou vidro óptico coberto com uma fina camada metálica depositada por vaporização no vácuo. Os filtros de vidro geralmente são montados em anéis de alumínio que podem ser deslizados sobre a abertura do instrumento. Eles vêm em tamanhos diferentes para atender a uma variedade de telescópios e binóculos.

Esses filtros estão disponíveis em montagens semelhantes e também vêm em folhas grandes que podem ser cortadas para caber em qualquer instrumento. Ambos os tipos são vendidos em lojas especializadas em equipamentos astronômicos.

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra. No caso de binóculos, as duas lentes devem obviamente estar cobertas. Verifique se os filtros estão bem presos com fita adesiva para evitar remoção acidental. Alguns telescópios vêm com pequenos filtros solares e eles são extremamente perigosos e nunca devem ser usados: podem quebrar sem aviso prévio devido ao intenso calor solar e devem ser descartados.

A NBR ISO 12312-2 de 08/2019 – Proteção dos olhos e do rosto — Óculos para proteção solar e óculos relacionados – Parte 2: Filtros para observação direta do Sol é aplicável a todos os produtos não focais (de potência plana) destinados à observação direta do Sol, como a visualização do eclipse solar. Informações sobre o uso de filtros para observação direta do Sol são fornecidas nos Anexo A e B. Não se aplica ao seguinte: óculos de sol e clipons afocais (de potência plana) para uso geral destinados à proteção contra a radiação solar; óculos para proteção contra radiação de fontes de luz artificial, como aquelas usadas em câmera de bronzeamento; protetores oculares especificamente destinados a esportes (por exemplo, óculos de esqui ou outros tipos); óculos de sol que foram prescritos para atenuar a radiação solar; lentes de óculos prescritas.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais devem ser as dimensões dos filtros?

Como pode ser feita uma comparação das propriedades de transmitância (%) dos filtros solares e de soldagem?

Os eclipses solares são fenômenos astronômicos de rara beleza que chamam a atenção de pessoas de todas as idades. Por isso, é importante conscientizar a respeito dos riscos associados com a exposição direta dos olhos à radiação solar e apresentar métodos para sua observação segura. A observação incauta do Sol pode provocar danos visuais severos, inclusive deficiência visual total.

Considerando que a incidência de tais danos aumenta durante a ocorrência de eclipses solares, diferentes métodos de observação foram investigados em termos de riscos, vantagens e desvantagens. Concluiu-se que os métodos de projeção são os mais adequados para a observação segura do Sol. Três aparatos de projeção de baixo custo e fácil montagem são apresentados. Eles permitem a observação segura de eclipses solares, contribuindo, dessa forma, para despertar o interesse de estudantes de nível básico para ciências espaciais e para a educação científico-tecnológica de uma forma geral.

A observação do sol, mesmo com o auxílio de aparelhos óticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem corretos. Uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação direta, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão.

A utilização de filtros solares para proteção dos olhos (filtros oculares) ou de equipamentos adequados para observação dos eclipses solares, é absolutamente imperiosa. Estes filtros especializados reduzem drasticamente toda a radiação solar: ultravioleta, visível e infravermelha. Só através deles se poderá observar um disco solar luminoso bem definido, porém, não deve fazer uma observação continuada do sol mesmo usando os filtros solares.

As características físicas destes filtros traduzem-se por uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível e inferior a 0,5% no IV próximo. Se usar óculos deve-se colocar os filtros solares oculares antes deles e não se deve forçar a vista. Não tendo os meios adequados é preferível desistir da observação direta e recorrer à observação por projeção, que aumenta a imagem e proporciona uma visão segura e confortável.

Os requisitos de transmitância dos filtros de observação direta do Sol são dados na tabela abaixo. Os valores de transmitância devem ser medidos ou calculados no eixo central do filtro com incidência normal, como descrito na NBR ISO 12311:2018, 7.1.1, 7.1.2, 7.3.2, 7.3.3, e 7.5.

As incertezas de medição de transmitância não podem ser maiores que 25% do valor medido. As medidas de transmitância espectral dos filtros com uma alta densidade óptica podem ser melhores quando usados no espectrofotômetro de dois feixes e atenuadores de feixe de comparação. Convém que o atenuador de feixe de comparação seja uma barreira física, como uma malha perfurada, equivalente a um nível uniforme conhecido de absorção em toda a banda de medição de onda.

Para a uniformidade da transmitância luminosa, a diferença relativa da transmitância luminosa entre quaisquer dois pontos do filtro não pode ser maior que 10% (relativo ao maior valor). Este requisito deve ser aplicado em um círculo de 40 mm de diâmetro ao redor do centro boxed ou da borda do filtro menos a zona marginal de 5 mm de largura, qual das duas for maior.

Exceto na área marginal de 5 mm de largura, o filtro não pode ter defeitos que possam prejudicar a visão em uso, como por exemplo, bolhas, arranhões, inclusões, manchas, corrosões, riscos, escamações e ondulações. Os materiais metálicos dos revestimentos dos filtros não podem apresentar mais que um defeito em cratera superior a 200 μm de diâmetro médio em qualquer zona circular de 5 mm de diâmetro.

Para o método de ensaio, um filtro deve ser iluminado em um dos lados por uma fonte luminosa branca e intensa (por exemplo, a luz de um projetor ou uma mesa de luz) e o lado oposto visto através de uma lente de baixo poder de ampliação. Os filtros com revestimento de metal em que mostram pequenos defeitos em crateras visíveis devem ser examinados à luz de um microscópio de 25x a 40x de ampliação.

O filtro e a montagem devem estar livres de aspereza, bordas afiadas, projeções ou outros defeitos que possam causar desconforto ou lesões durante o uso. Nenhuma parte do filtro ou da montagem que esteja em contato com o usuário deve ser fabricado de materiais conhecidos por causar qualquer irritação na pele.

Para a rotulagem, o filtro e\ou sua embalagem devem apresentar as seguintes informações no idioma do país em que o produto está sendo vendido: nome e endereço do fabricante do produto; instruções para uso em olhar para o Sol ou um eclipse solar; avisos de que a visão do Sol sem um filtro apropriado pode resultar em lesões oculares permanentes. Exemplo: A visão direta do Sol é perigosa se as devidas precauções não forem tomadas. A proteção adequada dos olhos especificamente projetada para visão do Sol é essencial e deve ser usada de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Deve conter avisos de que convém que os filtros danificados ou separados das suas montagens sejam descartados; a recomendação sobre armazenagem, limpeza e manutenção, se apropriado; e o prazo de obsolescência ou período de obsolescência, se apropriado. Convém que os protetores oculares para observação direta do Sol sejam usados de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Durante um eclipse solar, protetores oculares devem ser usados sempre que uma parte do disco do Sol não é coberto pela Lua (ou seja, durante o eclipse parcial). O único momento que é seguro olhar para o Sol sem um protetor ocular é quando a Lua cobre completamente o Sol, em um eclipse total. Cálculos detalhados e análise dos riscos da retina a partir da visão direta do Sol demonstram que normalmente uma lesão térmica da retina não é possível a menos que a pupila esteja bem dilatada ou que o disco solar seja visto através de um telescópio.

O aumento da temperatura na imagem da retina irradiada é insuficiente para produzir uma queimadura na retina a olho nu; mesmo com uma pupila de 3 mm de diâmetro (o que seria muito grande para a luz diurna) normalmente é menor que 4 °C. Um eclipse solar é provavelmente o evento astronômico mais espetacular que muitas pessoas irão presenciar em suas vidas. Há um grande interesse em assistir um eclipse e milhares de astrônomos (tanto amadores quanto profissionais) e outros entusiastas sobre o eclipse viajam ao redor do globo para observar e fotografar.

Um eclipse solar oferece aos estudantes uma oportunidade única de ver um fenômeno natural que ilustra os princípios básicos da matemática e ciência ensinado na escola fundamental e média. De fato, muitos cientistas (incluindo astrônomos) têm sido inspirados a estudar ciência como resultado de terem visto um eclipse total do Sol. Professores podem usar os eclipses para mostrar como as leis do movimento e da matemática das órbitas podem prever a ocorrência dos eclipses. O uso de câmeras estenopeicas e telescópios ou binóculos para observar um eclipse leva a um entendimento de ótica destes equipamentos.

O aumento e diminuição do nível de luz do ambiente durante um eclipse ilustra os princípios de radiometria e fotometria enquanto nas aulas de biologia podemos observar o comportamento associado a plantas e animais. Também é uma oportunidade para crianças em idade escolar contribuírem ativamente para pesquisas científicas – observações do tempo de contato em diferentes locais ao longo do caminho do eclipse são uteis para refinar o nosso conhecimento do movimento orbital entre Lua e Terra, enquanto esboços e fotos da corona solar podem ser usadas para montar uma foto tridimensional da atmosfera estendida do Sol.

Observar o Sol, todavia, pode ser perigoso se as devidas precauções não forem tomadas. A radiação solar que chega na superfície terrestre vai de radiação ultravioleta (UV) com comprimento de onda mais longos que 290 nm até ondas de rádio com comprimento em metros. O tecido dos olhos transmite uma considerável parte da radiação entre 380 nm até 400 nm até a retina fotossensível na parte posterior dos olhos.

Enquanto é conhecido que a exposição ambiental à radiação UV contribui para o processo de envelhecimento precoce das camadas externas do olho e para o desenvolvimento de cataratas, a preocupação primária sobre ver impropriamente o Sol durante o eclipse é o desenvolvimento de cegueira de eclipse ou queimadura das retinas. A exposição da retina à intensa luz visível causa danos para as células fotossensíveis, cones e bastonetes. A luz desencadeia uma serie de reações químicas complexas dentro das células que danificam a sua habilidade de responder aos estímulos visuais, em casos extremos, podendo destruí-las.

O resultado é uma perda da função visual que pode ser temporária ou permanente, dependendo da severidade do dano. Quando uma pessoa olha por muito tempo para o Sol sem a proteção visual adequada, este dano fotoquímico retinal pode ser acompanhado de ferimentos térmicos devido à absorção de luz pelo epitélio pigmentar da retina. O efeito do calor residual local pode destruir fotorreceptores, criando uma pequena área de cegueira.

Os perigos para visão são significativos devido a danos fóticos na retina ocorrerem sem o sentimento de dor (a retina não tem receptores de dor) e os efeitos visuais não são aparentes por até algumas horas depois do dano ter ocorrido. Ver o Sol através de binóculos, telescópio ou qualquer outro equipamento ótico sem o filtro adequado pode resultar em dano térmico imediato para a retina por causa do alto nível de irradiância da imagem ampliada.

O único momento em que o Sol pode ser visto seguramente a olho nu é quando a Lua tampa completamente o disco solar durante um eclipse total. Nunca é seguro olhar para um eclipse parcial ou anelar ou então uma fase parcial do eclipse total sem o equipamento e técnica apropriado. Mesmo quando 99% da superfície solar (fotosfera) esta obscura durante uma fase parcial do eclipse.

A segurança das plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT)

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente.

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente. A manutenção para a PEMT é o produto de atividades que inclui projeto, produção e ensaios para fornecer informações sobre ela. O Anexo F. apresenta sugestões para treinamento e manual de operação para as PEMT.

A NBR 16776 de 08/2019 – Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) — Projeto, fabricação, manutenção, requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos de segurança e as medidas preventivas, bem como os meios para a sua verificação, para alguns tipos e tamanhos de plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) destinadas ao posicionamento de pessoas, juntamente com as suas ferramentas e materiais necessários nos locais de trabalho. Esta norma contempla os cálculos e critérios de estabilidade do projeto estrutural, construção, manutenção e ensaios de segurança a serem aplicados antes de uma PEMT ser colocada em serviço pela primeira vez. Não é aplicável aos cestos aéreos montados sobre veículos que trabalham estabilizados, conforme a NBR 16092.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os fatores de forma aplicados às superfícies expostas ao vento?

Como deve ser feito o cálculo de tombamento e momentos de estabilização?

Para que deve ser utilizada a análise de tensão geral?

Por que deve ser instalado um dispositivo de segurança automático?

Como funciona o travamento do eixo oscilante ou sistemas de controle?

Os requisitos para o projeto, fabricação e remanufatura de plataformas elevatórias móveis de trabalho devem ser aplicáveis aos equipamentos fabricados a partir da publicação desta norma e legislação vigente. Esta norma não se aplica aos equipamentos fabricados anteriormente à sua publicação. Também não se aplica às PEMT reformadas e recondicionadas, com ano de fabricação anterior à publicação desta.

Esta norma não se aplica a: equipamentos de elevação de pessoas instalados permanentemente, que atendem a níveis definidos; equipamentos de combate a incêndios e resgate em incêndio; gaiolas de trabalho sem guias, suspensas por equipamentos de elevação; equipamento de armazenamento e recuperação dependente de trilhos; elevadores em geral; plataformas de cremalheira com deslocamento; equipamentos de parque de diversões; mesas elevatórias com altura de elevação inferior a 2 m (6,56 pés); guinchos de construção para pessoas e materiais; manipuladores de carga com cesto acoplado; equipamentos de apoio em terra às aeronaves; escavadeiras com torre de perfuração; caminhões industriais com posições para operador em elevação; dispositivos aéreos isolados para uso no trabalho em instalações elétricas energizadas; e os dispositivos aéreos de elevação e rotação montados em veículos.

Esta norma exclui os requisitos para os riscos decorrentes de: uso em atmosferas potencialmente explosivas; uso de gases comprimidos para componentes da sujeição de carga; trabalho em sistemas elétricos energizados; subir e descer do cesto em altitudes diversas; prevenção contra o descarrilamento e descontrole nas PEMT montadas em trilhos. As PEMT devem estar em conformidade com os requisitos de segurança e as medidas de proteção indicas nesta Seção. As PEMT importadas devem seguir a legislação vigente e devem atender aos requisitos desta norma.

O fabricante deve executar: cálculos estruturais para avaliar as cargas e forças individuais em suas posições, direções e combinações que produzam as tensões mais desfavoráveis nos componentes; e cálculos de estabilidade para identificar as diferentes posições da PEMT e combinações de cargas e forças que criem condições de estabilidade mínima.

A carga nominal equivalente a uma massa, m, deve ser determinada usando a seguinte equação: m = (n x mp) +me, onde mp é a massa de uma pessoa, igual a 80 kg (176,4 lb); me é a massa de ferramentas e materiais, igual a 40 kg (88,2 lb) ou mais; n é o número permitido de pessoas sobre o cesto. Os valores indicados em sistema métrico são valores-padrão. Os valores entre parênteses, geralmente em sistema imperial, são aproximados e somente para informação.

A carga nominal mínima de uma PEMT deve ser de 120 kg (264,5 lb). As seguintes cargas e forças devem ser levadas em consideração: forças criadas por carga nominal e massas estruturais; forças do vento; forças manuais; e as cargas e forças especiais. As forças gravitacionais criadas pela carga nominal e massas estruturais devem ser consideradas como atuando verticalmente para baixo nos centros de massa do componente.

As forças devem ser calculadas multiplicando as massas do componente por 1,0 g. O fator g representa a aceleração da gravidade de 9,81 m/s² (32,2 pés/s²). As forças dinâmicas criadas pela aceleração e desaceleração das massas estruturais e carga nominal devem ser representadas por forças que atuem na linha de movimento dos centros de massa do componente.

As forças dinâmicas criadas por extensão ou retração da estrutura extensível devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por 0,1 g. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1 g, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração. As forças dinâmicas criadas por movimentos de deslocamento das PEMT Tipo 2 e Tipo 3 devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por z vezes g.

O fator z x g representa a aceleração e desaceleração da PEMT devido ao deslocamento e sua aceleração e desaceleração angular devido ao deslocamento sobre obstáculos no piso, como o que ocorre durante o ensaio de obstáculo. O fator z deve ser um mínimo de 0,1 g, a menos que seja determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo de z). Considera-se que cada pessoa atua como uma carga de ponto sobre o cesto e qualquer extensão do cesto a uma distância horizontal de 0,10 m (3,94 pol.) da borda interna superior do trilho do topo.

A distância entre as cargas de ponto deve ser de 0,50 m (19,7 pol.). A largura de uma pessoa deve ser considerada em 0,50 m (19,7 pol.) (ver figura abaixo). Considera-se que o equipamento atua como uma carga distribuída uniformemente em 25% do piso do cesto. Se a pressão resultante exceder os 3 kN/m² (0,435 psi), o valor de 25% pode ser aumentado para resultar em uma pressão de 3 kN/m² (0,435 psi). Todas as cargas estabelecidas em 5.2.2.3 devem estar localizadas nas posições que criam a condição mais adversa.

Todas as PEMT utilizadas externamente são consideradas afetadas por uma velocidade do vento a uma pressão de 100 N/m² (0,0145 psi), com base em uma velocidade do vento de 12,5 m/s (28 mph). É permitido utilizar dados da modelagem de fluidodinâmica computacional ou ensaios físicos para atender a este requisito. A modelagem de fluidodinâmica computacional deve ser especificada e deve incluir uma explicação das áreas de carga, áreas de restrição e tipos de restrição.

Os ensaios físicos devem incluir os parâmetros de modelagem e similaridade dimensional utilizados. Assume-se que as forças do vento atuem horizontalmente no centro das áreas das peças da PEMT, pessoas e equipamentos no cesto. A área superficial total de uma pessoa deve ter largura média de 0,7 m² (7,53 pés²), considerando: largura de 0,4 m (1,31 pés) × altura de 1,75 m (5,74 pés), com o centro da área 1,0 m (3,28 pés) acima do piso do cesto.

A área superficial exposta de uma pessoa em pé sobre um cesto por trás de uma seção não perfurada de aproximadamente 1,1 m (3,61 pés) de altura deve ser de 0,35 m² (3,77 pés²), com o centro da área de 1,45 m (4,76 pés) acima do piso do cesto. O número de pessoas diretamente expostas ao vento deve ser calculado do seguinte modo: o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé); ou o número permitido de pessoas no cesto, se for menor que o número calculado conforme o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé).

Se o número permitido de pessoas no cesto for maior que o calculado conforme acima, um fator de forma de 0,6 deve ser aplicado ao número extra de pessoas. A força do vento sobre ferramentas e materiais expostos no cesto deve ser calculada como 0,03 g, multiplicada pela massa que atua horizontalmente a uma altura de 0,5 m (1,64 pé) acima do piso do cesto.

O valor mínimo para uma força manual, Fm, deve ser tomado como 200 N (44,96 lbf) para as PEMT projetadas para transportar somente uma pessoa e 400 N (89,92 lbf) para as PEMT projetadas para transportar mais de uma pessoa. As forças manuais devem ser aplicadas a uma altura de 1,1 m (3,61 pés) acima do piso do cesto. Qualquer força maior autorizada deve ser especificada pelo fabricante.

Se uma PEMT for projetada para uso com métodos de trabalho ou condições especiais, como objetos transportados na parte externa do plataforma; ou forças do vento em grandes objetos transportados sobre o cesto; ou velocidades do vento superiores a 12,5 m/s (28 mph); ou forças impostas por guinchos ou outros dispositivos de movimentação de materiais; ou uma combinação de forças, as cargas e forças resultantes devem ser levadas em consideração como uma modificação na carga nominal, carga estrutural, carga de vento e/ou forças manuais, conforme apropriado.

As forças criadas por massas estruturais e carga nominal que causam tombamento ou momentos de estabilização devem ser multiplicadas por um fator de 1,0 e calculadas como atuando verticalmente para baixo. No caso do movimento da estrutura extensível, estas forças devem ser multiplicadas por um fator de 0,1 e aplicadas como forças adicionais que atuam na direção do movimento e que criam o maior momento de tombamento. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração.

Para movimentos de deslocamento da PEMT tipo 2 e tipo 3, o fator de 0,1 deve ser substituído por um fator z que represente as forças produzidas pela aceleração e desaceleração ou o ensaio de obstáculo. Este fator deve ser determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo). A inclinação máxima permitida do chassi deve ser aumentada em 0,5°, como tolerância de uma imprecisão no posicionamento da PEMT. As forças do vento devem ser multiplicadas por um fator de 1,1 e aplicadas horizontalmente.

IEC 60917-1: o desenvolvimento de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos

Essa norma internacional, editada em 2019 pela International Electrotechnical Commission (IEC), especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica.

A IEC 60917-1:2019 – Modular order for the development of mechanical structures for electrical and electronic equipment practices – Part 1: Generic standard especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica. Este documento também estabelece os termos para peças e montagens de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos, para esclarecer as relações específicas entre práticas de equipamentos e ordem modular.

Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1998 e sua Emenda 1: 2000. Esta edição constitui uma revisão técnica e inclui as algumas alterações técnicas significativas em relação à edição anterior.

Foram acrescentadas informações adicionais sobre as normas de especificação detalhada recentemente desenvolvidas de estruturas mecânicas para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Incluiu-se informações adicionais sobre as normas de ensaio de desempenho recém-desenvolvidos para a verificação do desempenho ambiental e aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Foram introduzidas as relações entre a estrutura mecânica do sistema elétrico e eletrônico, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos.

PREFÁCIO………. …………………… 4

INTRODUÇÃO……… ……………… 6

1 Escopo…………… ………………………. 7

2 Referências normativas………….. ….. 7

3 Termos e definições……………… …… 9

4 Fundamentos e informações básicas………… 19

4.1 Geral…………………….. …………… 19

4.2 Estruturas e práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos…. 20

4.3 Coordenação dimensional com campos técnicos adjacentes……. 20

4.4 Preparação de padrões para novas práticas de equipamentos….. 21

5 Detalhes modulares do pedido………………………….. ….. 24

5.1 Grade modular……………………………………. ……… 24

5.2 Lances…………………………………. …………… 24

5.2.1 Lotes básicos e múltiplos para a prática do equipamento…… ..24

5.2.2 Exemplo de passos de montagem…………………. 25

5.3 Dimensões da coordenação………………………….. 26

5.4 Ilustração da ordem modular……………………. 27

Figura 1 – Passo………………. ……………….. 10

Figura 2 – Grade……………. …………………. 11

Figura 3 – Rack………….. ……………….. 12

Figura 4 – Gabinete……………. …………… 12

Figura 5 – Caso………….. ……………….. 13

Figura 6 – Estrutura oscilante ……………………………………… ………………………………………….. ………. 13

Figura 7 – Sub-bastidor…….. …………… 14

Figura 8 – Chassi…………. ……………. 14

Figura 9 – Unidade plug-in……. ………….. 15

Figura 10 – Console…………… ………….. 15

Figura 11 – Guia da unidade de encaixe…….. … 15

Figura 12 – Slides………………… …………….. 16

Figura 13 – Lâminas telescópicas……………….. .16

Figura 14 – Estrutura de montagem………………… … 17

Figura 15 – Placa de montagem…………………. …. 17

Figura 16 – Painel frontal……………….. ………. 17

Figura 17 – Painel traseiro………………. ………. 18

Figura 18 – Painel do gabinete………….. …… 18

Figura 19 – Porta……………. ………………. 19

Figura 20 – Seção de montagem……………… .19

Figura 21 – Estruturas de práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos………. 20

Figura 22 – Estrutura dos padrões de prática de equipamentos…… 23

Figura 23 – Grade modular………………………………. …….. 24

Figura 24 – Particionamento das dimensões de coordenação C0 com o mesmo passo de montagem mp….. 26

Figura 25 – Exemplos de aplicação da ordem modular…….. 28

Tabela 1 – Publicações contendo dimensões modulares padronizadas e/ou relacionadas a documentos……………….. ……………………. 21

Tabela 2 – Dimensões de coordenação Ci………………….. 26

Há uma tendência contínua em direção a maior integração funcional e menor número de dispositivos eletrônicos, componentes e circuitos integrados. Ao mesmo tempo, novos métodos de fabricação, automáticos, para os equipamentos de fabricação e ensaio e os sistemas de Engenharia Assistida por Computador (CAE) criaram vantagens comerciais para seus usuários.

Para que os usuários tirem vantagem técnica e econômica desses novos componentes e tecnologias durante o planejamento, projeto, fabricação e teste, é necessário que as práticas do equipamento atendam aos requisitos (consulte o Guia 103 da IEC): arranjo de produtos com um mínimo perda de área e espaço; permutabilidade dimensional de produtos,  em relação às dimensões gerais, montagem dimensões (furos de fixação, recorte, etc.); compatibilidade dimensional e determinação das dimensões da interface dos produtos que: são combinados com outros produtos, por exemplo instrumentos, racks, painéis e armários, etc.; são usados em edifícios que foram construídos de acordo com um sistema modular, por exemplo espaçamento entre colunas, altura da sala, altura da porta, etc.

Um obstáculo surge do uso de dois sistemas de dimensionamento (polegada – metro) que não são compatíveis entre si. O uso de uma interface entre os dois sistemas de dimensionamento representa uma maneira de contornar esse obstáculo. A recomendação é: – usar apenas um sistema de dimensionamento e usar unidades SI. As dimensões indicadas em 5.3 deste documento foram retiradas do Sistema l do Guia IEC 103 em consideração com outros documentos sobre coordenação dimensional.

De acordo com as considerações acima, a IEC 60917-1 Ed.1 foi publicada em 1998. Esta norma genérica para estruturas mecânicas para práticas de equipamentos eletrônicos para atender a requisitos avançados para várias aplicações industriais de tecnologia microeletrônica. Após a publicação desta norma genérica, o desenvolvimento de cortes dimensionais e detalhes especificações que consistem nos padrões modulares métricos de 25 mm, IEC 60917-2-X e 19 polegadas (in) padrões convencionais, IEC 60297-3-XXX, foi realizada.

Paralelamente, as normas para abordar aspectos de desempenho ambiental e segurança das estruturas mecânicas, desenvolvidas como a série IEC 61587. Todas essas normas são baseadas nos formulários do sistema interno. O próximo passo para a estrutura mecânica foi o desenvolvimento da série de normas IEC 61969 para aplicações externas.

Na primeira década do século XXI, as séries IEC 62194 e IEC 62610 foram desenvolvidas para definir a verificação do desempenho térmico dos gabinetes e abordar as questões de gerenciamento das práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Este documento descreve as relações entre a estrutura mecânica dos equipamentos elétricos e sistemas eletrônicos, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e as questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico das instalações elétricas e práticas de equipamentos eletrônicos.

O controle e as comunicações de dados em tratores agrícolas ou florestais

Atualmente, está disponível um sistema de comunicações para equipamentos agrícolas com base no protocolo da ISO 11898-2.

A NBR ISO 11783-1 de 08/2019 – Tratores e máquinas agrícolas e florestais — Rede serial para comunicação de dados e controle – Parte 1: Padrão geral para comunicação de dados móveis especifica uma rede serial de dados para controle e comunicações em tratores agrícolas ou florestais e implementos montados, semimontados, rebocados ou autopropelidos. Sua finalidade é padronizar o método e o formato de transferência de dados entre sensores, atuadores, elementos de controle, unidades de armazenamento e exibição de informações, montados ou se forem parte do trator ou implemento. Ela é destinada a fornecer interligação de sistema aberto (Open System Interconnect – OSI) para sistemas eletrônicos utilizados por equipamentos agrícolas e florestais. Fornece uma visão geral da NBR ISO 11783.

Para desenvolvedores de aplicações segundo a NBR ISO 11783, o conteúdo desta base de dados eletrônicos fornece a listagem atual das designações de endereços, designações de identidade e definições de parâmetros da NBR ISO 11783-1 que foram designadas e que estão oficialmente registradas pela SAE J1939. Estas informações são encontradas na base de dados on-line no website da ISOBUS (http://www.isobus.net/).

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os termos abreviados usados nessa norma?

Qual seria uma estrutura de conexão física típica da rede do trator/implemento?

Qual seria uma topologia típica da rede da NBR ISO 11783?

Como seria a interface do computador de gerenciamento da fazenda?

O que contém a base de dados eletrônicos da NBR ISO 11783-1?

A NBR ISO 11783 especifica um sistema de comunicações para equipamentos agrícolas com base no protocolo da ISO 11898-2. Os documentos SAE J19391, em que as partes da NBR ISO 11783 são baseadas, foram desenvolvidos em conjunto para uso em aplicações de caminhões e ônibus e para aplicações na construção e agricultura. Documentos conjuntos foram concluídos para permitir que as unidades eletrônicas que atendem às especificações SAE J1939 de caminhões e ônibus sejam utilizadas por equipamentos agrícolas e florestais com alterações mínimas.

Informações gerais sobre a NBR ISO 11783 podem ser encontradas nesta parte da NBR ISO 11783. O objetivo da NBR ISO 11783 é fornecer um sistema aberto e interligado para sistemas eletrônicos embarcados. Ela é destinada a permitir que unidades de controle eletrônico (ECU) se comuniquem entre si, fornecendo um sistema padronizado.

A interligação de sistemas abertos (OSI) especificada na ISO/IEC 7498-1 é um modelo de arquitetura de comunicações por computador que possui sete camadas, conforme mostrado na figura abaixo. Pretende-se que as redes de comunicações de dados, como a serie ABNT NBR ISO 11783, sejam desenvolvidas para realizar as funções de cada uma das camadas OSI, conforme requerido.

Camada 1 – Física – Esta camada refere-se à transmissão de um fluxo de bits não estruturado sobre mídia física; ela trata das características mecânicas, elétricas, funcionais e de processo para acessar a mídia física.

Camada 2 – Dados – Esta camada fornece a transferência confiável de informações pela da camada física; ela envia blocos de dados com o sincronismo, controle de erros, controle sequencial e controle de fluxo.

Camada 3 – Rede – Esta camada fornece camadas superiores com independência das tecnologias de transmissão e comutação de dados utilizados para conectar sistemas; ela é responsável por estabelecer, manter e encerrar conexões.

Camada 4 – Transporte – Esta camada fornece transferência confiável e transparente de dados entre pontos finais, recuperação de erros de ponta a ponta e controle de fluxo, e segmentação e remontagem de mensagens muito grandes.

Camada 5 – Sessão – Esta camada fornece a estrutura de controle para comunicação entre aplicações; ela estabelece, gerencia e encerra conexões (sessões) entre aplicações de cooperação.

Camada 6 – Apresentação – Esta camada fornece independência ao processo da aplicação das diferenças na representação de dados (sintaxe).

Camada 7 – Aplicação – Esta camada fornece acesso ao ambiente OSI para usuários e também fornece serviços de informações distribuídas.

Não é requerido que qualquer norma baseada no modelo OSI, incluindo a NBR ISO 11783, seja particionada explicitamente nas sete camadas OSI, desde que a funcionalidade fundamental seja suportada. Nem todas as camadas OSI são requeridas para a rede NBR ISO 11783, porque esta rede é um sistema de comunicações específico, suportando conjuntos específicos de aplicações para uma indústria específica.

Somente as camadas requeridas para o uso previsto são definidas na NBR ISO 11783, com uma parte separada da NBR ISO 11783 especificando cada uma das camadas e com outras partes fornecendo suporte de funcionalidade para as camadas. Em redes concordantes com a série NBR ISO 11783, muitas mensagens são transmitidas. Estas redes incluem a rede do trator (6.6.2) e a rede do implemento (6.6.3). Portanto, os dados são transmitidos na rede sem direcioná-los para um destino específico.

Esta configuração permite que qualquer função de controle utilize os dados sem utilizar mensagens de solicitação adicionais. A NBR ISO 11783 também especifica que um endereço de destino específico seja incluído no identificador rede de área de controle (CAN) da mensagem, quando uma mensagem for direcionada para uma função de controle específica. O formato da mensagem específica de destino é, portanto, diferente do formato da mensagem global de destino.

A comunicação de propriedade também é permitida na NBR ISO 11783, utilizando formatos de mensagens específicas de destino ou mensagem globais de destino. A NBR ISO 11783-2 especifica a subcamada de acesso à mídia para as ECU e a subcamada dependente do meio físico para as redes do trator e do implemento. A interface da ECU deve estar em conformidade com a subcamada de sinalização física, conforme normalizado na ISO 11898-1:2015, e a subcamada de acesso à mídia física, conforme normalizado na ISO 11898-2:2016. A rede é composta de um único cabo linear torcido quadruplamente conectado a cada ECU em um nó. Um cabo curto fornece uma conexão do nó ao cabo torcido quadruplamente para cada ECU.

Circuitos de polarização da terminação ativos são especificados para cada extremidade de um segmento de rede. A NBR ISO 11783-2 também especifica os conectores requeridos para conectar implementos a tratores, ECUs adicionais a uma rede existente instalada no equipamento e uma ferramenta de serviço na rede. A NBR ISO 11783-2 também especifica as fontes de energia requeridas para a operação da rede e suas conexões.

As ECU concordantes com a série NBR ISO 11783 devem utilizar o Formato de Estrutura Estendida CAN Clássica, definido na ISO 11898-1:2015. Os formatos de estruturas CAN FD não podem ser utilizados. A NBR ISO 11783-3 define a estrutura do identificador CAN para especificar os formatos de mensagens. Os formatos de mensagem ou unidades de dados de protocolo são utilizados para identificar o conteúdo de uma mensagem.

A NBR ISO 11783-3 especifica um campo (PF) de formato PDU de 8 bits, um campo (PS) específico PDU de 8 bits e um campo de página de dados de 2 bits que é utilizado para identificar uma PDU. Para reduzir a sobrecarga de mensagens, a NBR ISO 11783-3 especifica que um número de itens ou parâmetros de dados relativos deve ser agrupado dentro de uma PDU. A NBR ISO 11783 especifica mensagens adicionais para mensagens proprietárias do fabricante.

As mensagens que necessitam de mais 8 bytes de dados são enviadas como mensagens multipacote. A NBR ISO 11783-3 especifica um protocolo de transporte para transmitir mensagens multipacote de até 1 785 bytes de comprimento. A NBR ISO 11783-6 especifica um segundo protocolo de transporte para transmitir mensagens de 1 786 bytes até 117 megabytes.

As definições individuais do formato de mensagem da aplicação, incluindo a taxa de transmissão da mensagem, o comprimento da estrutura de dados, a página de dados, PF, PS ou DA e a prioridade padrão, são fornecidas na parte da NBR ISO 11783 que especifica a aplicação específica. Quando duas redes com diferentes arquiteturas de rede forem conectadas, o integrador do sistema conectado deve utilizar uma unidade de interligação de rede para isolar cada segmento de rede do outro.

As unidades de interligação de rede estão detalhadas na NBR ISO 11783-4. Também é possível que sistemas complexos possam requerer mais do que o limite elétrico de 30 nós, conforme especificado na NBR ISO 11783-2, em uma série NBR ISO 11783. Nestes casos, o fabricante do sistema do implemento deve utilizar unidades de interligação de rede para manter os limites de carga elétrica requeridos da rede.

Cada função de controle que se comunica na rede de dados da ABNT NBR ISO 11783 requer um endereço da fonte (SA). Se uma ECU realizar as mais de uma função de controle, um endereço é requerido para cada função de controle. Para identificar exclusivamente cada função de controle, a NBR ISO 11783-5 especifica um NAME de 64 bits. A NBR ISO 11783-5 define o processo específico para determinar os endereços de fonte e resolver quaisquer conflitos de endereço que possam ocorrer.

O SA é pré-ajustado ou dinamicamente reivindicado por cada controlador, à medida que são ativados. Um NAME deve ser designado para cada função de controle que se comunica em uma rede NBR ISO 11783. Existem exemplos, como um terminal virtual e porta de gerenciamento em uma ECU comum, onde vários NAME e endereços coexistem dentro de uma única ECU.

A base de dados da NBR ISO 11783 em http://www.isobus.net/ lista os seguintes códigos para campos de um NAME: as indústrias que utilizam especificações de gerenciamento de rede ABNT NBR ISO 11783; endereços pré-ajustados ou preferidos para funções de controle não específicas; endereços iniciais designados para equipamentos agrícolas e florestais; os NAME a serem utilizados pelas funções de controle em uma rede de dados da NBR ISO 11783; os fabricantes que fornecem ECU para operar em uma rede de dados ABNT NBR ISO 11783. Os endereços utilizados pelas funções de controle também são ilustrados.

A NBR ISO 11783 suporta dois ou mais segmentos de rede. Um segmento é identificado como a rede do trator. Este segmento é destinado a fornecer as comunicações de controle e dados para o trem de acionamentos e chassi do trator ou a unidade de energia principal em um sistema. O segundo segmento é identificado como a rede do implemento que fornece as comunicações de controle e dados entre implementos e entre implementos e o trator ou a unidade de energia principal no sistema. Uma ECU do trator é requerida para conectar à rede do trator e a rede do implemento.