O gerenciamento de projeto e programa

Deve-se prover orientações sobre a estrutura analítica do projeto para os indivíduos que trabalham no gerenciamento de projetos e programas e que estão envolvidos no desenvolvimento e na utilização de uma estrutura analítica do projeto.

A NBR ISO 21511 de 09/2019 – Estrutura analítica para gerenciamento de projeto e programa provê orientação para estruturas analíticas dos projetos para organizações que gerenciam projetos ou programas. Este documento é aplicável a qualquer tipo de organização, incluindo pública ou privada, e de qualquer tamanho ou setor, bem como qualquer tipo de projeto e programa independente de complexidade, tamanho ou duração. Este documento provê termos e definições, conceitos, características, benefícios, usos, integração e relacionamentos pertinentes sobre estruturas analíticas dos projetos. Por outro lado, este documento não provê orientação sobre o uso de processos, métodos ou ferramentas na prática do desenvolvimento e utilização da estrutura analítica do projeto. Os Anexos A e B fornecem exemplos de estruturas analíticas dos projetos e relacionamentos com outras estruturas analíticas.

 

 

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Quais as características da estrutura analítica do projeto?

Qual seria uma descrição dos elementos da estrutura analítica do projeto ou programa?

Qual seria o relacionamento com contratos?

Quais são os benefícios da estrutura analítica do projeto?

O objetivo desse documento é prover orientações sobre a estrutura analítica do projeto para os indivíduos que trabalham no gerenciamento de projetos e programas e que estão envolvidos no desenvolvimento e na utilização de uma estrutura analítica do projeto. Este documento incorpora práticas para prover benefícios para planejamento e controle de projetos ou programas e fornece orientação sobre os conceitos da estrutura analítica do projeto, composição e relacionamentos com outras estruturas.

É um complemento para a NBR ISO 21500 e a NBR ISO 21504. O público-alvo deste documento inclui, mas não se limita, ao seguinte: gerentes e indivíduos envolvidos em patrocinar projetos ou programas; indivíduos gerenciando projetos ou programas e estruturas analíticas dos projetos; indivíduos envolvidos no gerenciamento ou desempenho de escritórios de gerenciamento de projetos ou de equipes responsáveis pelo controle de programas ou projetos; desenvolvedores de normas nacionais ou organizacionais. A aplicação deste documento pode ser adaptada para atender às necessidades de qualquer organização ou indivíduo, para que possam aplicar os conceitos, requisitos e práticas de desenvolvimento e uso da estrutura analítica do projeto.

A estrutura analítica do projeto é a decomposição de todo o escopo de trabalho que convém que seja completado para alcançar os objetivos do projeto ou programa. A estrutura analítica do projeto é utilizada ao longo do projeto ou programa para estabelecer um framework para o gerenciamento do projeto. Convém que a estrutura promova um framework lógico para decompor 100% do trabalho definido pelo escopo do projeto ou programa.

Atualmente, a maioria das estruturas analíticas do projeto são hierárquicas, e este documento foca neste tipo de estrutura. Novos softwares de modelagem estão apresentando opções para a decomposição hierárquica da estrutura. Ver Anexo C. Convém que cada nível descendente da estrutura analítica do projeto forneça uma definição mais detalhada do trabalho.

O trabalho pode ser orientado para produto, orientado por entregas ou orientado por resultados; e, adicionalmente, pode ser focado em fases de projetos ou programas, disciplinas ou locais. Convém que o escopo total do trabalho do projeto ou programa inclua o trabalho a ser realizado pela equipe de gerenciamento do projeto ou programa ou pelos membros da equipe, terceirizados, e outras partes interessadas.

Convém que o propósito de se utilizar uma estrutura analítica do projeto seja melhorar e apoiar o gerenciamento de um projeto ou programa, possibilitando, mas não se limitando a, o seguinte: planejamento do projeto ou programa; decomposição do escopo do projeto ou programa em pacotes de trabalho inferiores, possibilitando o gerenciamento e o controle do escopo, recursos e prazo do projeto ou programa; aprimoramento da comunicação do projeto ou programa, promovendo um framework comum para as partes interessadas utilizarem ao descreverem e analisarem o escopo e desempenho do projeto ou programa; comunicação dos benefícios resultantes dos vários elementos do projeto ou programa; resumo dos dados de desempenho do projeto para relatórios de nível estratégico; análise de desempenho em projetos ou programas para elementos específicos da estrutura analítica do projeto com características comuns identificáveis, como os códigos, de modo a permitir a identificação de áreas preocupantes e oportunidades de melhoria; e alinhamento das tarefas e atividades do cronograma aos elementos da estrutura analítica do projeto.

Uma estrutura analítica do projeto pode ser chamada, em alguns casos, de estrutura analítica de produto, que pode possuir restrições adicionais em seu uso. A estrutura analítica de produto geralmente descreve o resultado da saída de um projeto, mas também pode se referir a um produto existente e decomposição hierárquica de seus elementos. O uso do termo pode variar de organização para organização.

A estrutura analítica do projeto é um conceito flexível e convém que seu arranjo e estrutura geral sejam adaptados aos requisitos do projeto ou programa. Convém que a estrutura analítica do projeto dependa da indústria, do tipo de projeto ou programa e de outros fatores, como fases do projeto, principais entregas, escopo, organização que realiza o trabalho e alocação dos recursos. Convém que a estrutura analítica do projeto seja flexível o suficiente para acomodar formas alternativas para organizar e representar o trabalho.

Convém que a estrutura analítica do projeto forneça uma decomposição hierárquica de elementos até o nível necessário para planejar e gerenciar o trabalho para alcançar os objetivos do projeto ou programa. Convém que a decomposição hierárquica inclua 100 % do trabalho contido no escopo do projeto ou programa. Onde um elemento for decomposto em elementos-filho, convém que o trabalho agregado definido pelos elementos de nível inferior represente 100% do trabalho contido no elemento-pai.

A convenção pai-filho descreve um relacionamento com uma hierarquia na qual um único elemento pode ser simultaneamente pai de um número de elementos-filho e, filho de um elemento de mais alto nível. Convém que dentro de um programa, os projetos, outros programas e outros trabalhos relacionados sejam decompostos de maneira similar. O programa se torna o elemento de mais alto nível na estrutura analítica de projeto.

Convém que a mesma convenção pai-filho seja aplicada aos relacionamentos lógicos na hierarquia. Cada projeto, programa ou outro elemento de trabalho relacionado sob um programa pode desenvolver uma estrutura analítica do projeto própria, que pode ser representada como uma estrutura analítica do projeto separada, ou como parte de uma estrutura combinada analítica do projeto de programa.

Alguns projetos ou programas podem não ter um escopo fixo; portanto, convém que qualquer escopo desconhecido ou indefinido, não seja incluído na estrutura analítica do projeto. Estes projetos podem usar técnicas de planejamento ágil, progressivo ou de ondas contínuas, em que o escopo é definido à medida que o projeto avança. Neste caso, a estrutura analítica do projeto representa 100% do escopo do trabalho conhecido no momento do desenvolvimento da estrutura analítica do projeto.

Como as mudanças de escopo são identificadas no decorrer do ciclo de vida do projeto ou programa, convém que o escopo identificado seja levado em consideração dentro da estrutura analítica do projeto, mantendo o fluxo lógico dos níveis da estrutura analítica do projeto e do relacionamento pai-filho. Há diversas opções para se criar relacionamentos pai-filho, a depender do tipo de projeto ou programa e da estrutura analítica de projeto desenvolvida. Há diferentes formas de representar o escopo, o que significa que há diversas formas de desenvolver a estrutura da estrutura analítica do projeto.

A relação a seguir é uma lista, não exclusiva, de relacionamentos pai-filho. Os elementos-filho pertencem ao elemento-pai. O relacionamento reflete o segmento final da saída, produto ou resultado do projeto ou programa, que pode ser físico ou conceitual. Os elementos-filho pertencem à categoria definida pelo pai. As categorias podem ser baseadas em tempo, fase, relacionamento, local, prioridade ou disciplina.

Os elementos-filho são parte do mesmo estado descrito pelo elemento-pai. Os estados podem ser versões de um produto, como rascunho, versão preliminar, protótipo, maquete ou versão final. Os elementos-filho são produtos ou serviços necessários para completar o elemento-pai. Estes produtos ou serviços podem incluir ferramentas, pré-requisitos de produtos ou serviços, ou documentação sobre aquisições, contratos, engenharia, construção, comissionamento e gerenciamento de projetos ou programas.

Os elementos-filho são os objetivos necessários para completar o elemento-pai. Estes elementos-filho podem se referir aos objetivos do projeto ou programa, mudança de comportamentos ou impacto de mudança organizacional. Estes relacionamentos pai-filho podem ser combinados para criar uma decomposição abrangente do escopo do projeto ou programa na estrutura analítica do projeto.

A elaboração progressiva é especialmente útil quando o escopo detalhado é desconhecido, indefinido ou sujeito à mudança. Convém que esta adição progressiva de detalhes à estrutura analítica do projeto produza uma estrutura analítica do projeto mais exata e aprimore o uso da estrutura para gerenciar o projeto ou programa.

A elaboração progressiva pode implicar em modificações concorrentes ou sucessivas na estrutura analítica do projeto. O planejamento em ondas sucessivas é uma forma de elaboração progressiva baseada no tempo. Um dicionário da estrutura analítica do projeto descreve cada elemento da estrutura analítica do projeto. Ele pode complementar ou ser integrado com a estrutura analítica do projeto.

Convém que as informações para cada elemento forneçam uma descrição para cada elemento e podem também incluir, mas não se limitada a, o seguinte: descrição do elemento; organização responsável; indivíduo responsável pela realização; datas de início, de término e prazo das entregas; recursos requeridos para realizar o trabalho do elemento; identificador único; definições e referências técnicas; lista das entregas principais; avaliação de riscos; critérios para medição do desempenho e de conclusão; custos por elemento; relacionamentos e dependências com outros elementos ou grupos da estrutura analítica do projeto.

Juntamente com a estrutura analítica do projeto, convém que o dicionário da estrutura analítica do projeto sirva como base para o desenvolvimento da lista de atividades para cada elemento da estrutura analítica do projeto. Os benefícios de utilizar o dicionário da estrutura analítica do projeto podem ser, mas não estão limitados a, os seguintes: fornecer detalhes suficientes à equipe de gerenciamento de projeto e programas e, aos membros executantes, para permitir que eles possam produzir as entregas de cada elemento da estrutura analítica do projeto; prover detalhes adicionais sobre o escopo.

As descrições dos elementos no dicionário da estrutura analítica do projeto podem descrever a linha de base técnica, em um alto nível, contrastando a estrutura analítica do projeto com as especificações funcionais ou de design. Podem auxiliar na definição e responsabilidades para o escopo de trabalho associado com interfaces; evitar ambiguidades ou mal-entendidos a respeito dos elementos da estrutura analítica do projeto; e suportar a comunicação com as partes interessadas do gerenciamento do projeto ou programa.

Os programas e os grandes projetos podem ter uma necessidade de estruturação de várias estruturas analíticas do projeto em uma estrutura hierárquica composta de dois ou mais níveis. Por exemplo, uma estrutura analítica do programa sob o controle do gerente do programa pode estipular a necessidade de várias estruturas analíticas do projeto, cada uma das quais convém que estejam sob o controle de um gerente de projeto. Para criar o alinhamento hierárquico entre as várias estruturas analíticas do projeto e facilitar a transferência de informações requeridas para fins de controle e relatório entre os níveis, convém que haja consistência de foco no trabalho entre as estruturas de projeto de maior e menor nível.

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A gestão dos documentos de arquivo e seus metadados

Deve-se entender a relevância dos metadados de gerenciamento de documentos de arquivo em processos de negócios e as diferentes funções e tipos de metadados que apoiam processos de negócios e de gestão de documentos de arquivo.

Pode-se definir os metadados para documentos de arquivo como as informações estruturadas ou semiestruturadas que permitem a produção, gestão e uso de documentos de arquivo ao longo do tempo e dentro e entre domínios. Já o esquema de metadados plano lógico que mostra as relações entre os elementos de metadados, normalmente por meio do estabelecimento de regras para uso e gestão de metadados, especificamente quanto à semântica, à sintaxe e à opção (nível de obrigação) de valores.

A NBR ISO 23081-1 de 09/2019 – Informação e documentação – Processos de gestão de documentos de arquivo – Metadados para documentos de arquivo – Parte 1: Princípios abrange os princípios que sustentam e regem os metadados de gestão de documentos de arquivo. Estes princípios se aplicam a: documentos de arquivo e seus metadados; todos os processos que os afetam; qualquer sistema em que residam; qualquer organização responsável por sua gestão.

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O que incluem os metadados no momento da captura dos documentos de arquivo?

Para que servem os metadados para o e-business?

O que são os metadados para a gestão de direitos?

Como definir e manter as estruturas para o gerenciamento de metadados?

A NBR ISO 23081 estabelece um modelo para definição, gestão e utilização de metadados na gestão de documentos de arquivo e explica os princípios que os governam. Este documento fornece diretrizes para entendimento, implementação e utilização de metadados no âmbito do modelo da NBR ISO 15489. Aborda a relevância dos metadados de gerenciamento de documentos de arquivo em processos de negócios e as diferentes funções e tipos de metadados que apoiam processos de negócios e de gestão de documentos de arquivo.

Estabelece também um modelo para gerenciamento destes metadados. Nesta parte, negócios e atividades de negócios são usados como termos amplos, não restritos à atividade comercial, mas incluindo administração pública, atividades sem fins lucrativos e outras. Esta norma não define um conjunto obrigatório de metadados de gestão de documentos de arquivo a serem implementados, uma vez que estes metadados serão diferentes de acordo com os requisitos organizacionais ou específicos para a jurisdição.

No entanto, avalia os principais conjuntos de metadados existentes, de acordo com os requisitos da NBR ISO 15489. A ISO 23081-2 e a ISO 23081-3 são mais explicativas e fornecem orientações práticas sobre questões de implementação e como avaliar conjuntos de metadados de gestão de documentos de arquivo em relação aos princípios deste documento. A gestão de metadados é uma parte indissociável da gestão de documentos de arquivo, servindo a uma diversidade de funções e propósitos.

No contexto da gestão de documentos de arquivo, os metadados destes documentos são definidos como informação estruturada ou semiestruturada, que permite a produção, a gestão e o uso dos documentos de arquivo ao longo do tempo e dentro e entre domínios (NBR ISO 15489-1:2018, 3.12). Cada domínio representa uma área de discurso intelectual e de atividade social e/ou organizacional com um grupo distinto ou limitado de pessoas que compartilham certos valores e conhecimentos.

Os metadados para documentos de arquivo podem ser usados para identificar, autenticar e contextualizar os documentos de arquivo, bem como as pessoas, os processos, os sistemas que os produzem, os gerenciam, os mantêm e os utilizam e as políticas que os regem (ver 9.1). Inicialmente, os metadados definem estabelecem o documento de arquivo no seu ponto de captura, inserindo-o em seu contexto de negócios e estabelecendo formas de controle no que tange à sua gestão. Durante a existência dos documentos de arquivo ou seus desdobramentos, novas entradas/camadas de metadados serão adicionadas, em razão de novas aplicações em outros contextos de negócios ou ainda em outros contextos de utilização.

Isso significa que os metadados continuam a se acumular ao longo do tempo. As informações relativas ao contexto da gestão de documentos de arquivo e aos processos de negócio nos quais os documentos de arquivo são usados continuam acumulando-se enquanto estes documentos são gerenciados e usados. O documento de arquivo também pode sofrer mudanças estruturais ou mudanças em sua apresentação. Os metadados podem ser obtidos ou reutilizados por múltiplos sistemas e para múltiplos propósitos.

Os metadados aplicados aos documentos de arquivo durante sua vida ativa também podem continuar a ser aplicados quando deixam de ser requeridos para os fins de negócios atuais, porém são mantidos para pesquisas em andamento ou outras finalidades. Os metadados asseguram a autenticidade, confiabilidade, usabilidade e integridade ao longo do tempo, e permitem a gestão e a compreensão dos objetos de informação, sejam estes físicos, analógicos ou digitais.

Contudo, recomenda-se que os metadados também sejam gerenciados. A gestão de documentos de arquivo sempre envolveu a gestão de metadados. Contudo, o ambiente digital requer uma apresentação diferente dos requisitos e mecanismos tradicionais para identificar, capturar, atribuir e usar metadados. No ambiente digital, os documentos de arquivo confiáveis são aqueles acompanhados de metadados que definem suas características críticas. Estas características devem ser explicitamente documentadas, em vez de serem implícitas, como em alguns processos baseados em papel.

No ambiente digital, é essencial assegurar que a definição e a captura dos metadados de gestão de documentos de arquivo sejam implementadas em sistemas que produzam, administrem e usem documentos de arquivo. Por outro lado, o ambiente digital apresenta novas oportunidades para definir e gerar metadados, e assegurar a captura completa de documentos de arquivo na atualidade.

Estes documentos de arquivo podem ser transações ou suas provas. Metadados sustentam processos de negócios e de gestão de documentos de arquivo: protegendo os documentos de arquivo como prova e assegurando a sua acessibilidade e usabilidade ao longo do tempo; facilitando a capacidade de compreensão dos documentos de arquivo; apoiando e assegurando o valor probatório dos documentos de arquivo; auxiliando na garantia da autenticidade, da confiabilidade e da integridade dos documentos de arquivo; apoiando e gerenciando o acesso, a privacidade e os direitos; apoiando a recuperação eficiente; apoiando o reuso e a reproposição de documentos de arquivo; apoiando as estratégias de interoperabilidade, proporcionando a captura oficial de documentos de arquivo produzidos em diversos ambientes técnicos e de negócios e sua sustentabilidade pelo tempo que for necessário; fornecendo ligações lógicas entre os documentos de arquivo e o contexto de sua produção, mantendo-os de forma estruturada, confiável e significativa; apoiando a identificação do ambiente tecnológico em que os documentos de arquivo digitais foram produzidos ou capturados e a gestão do ambiente tecnológico em que são mantidos, para que os documentos de arquivo autênticos possam ser reproduzidos enquanto forem necessários; apoiando a migração eficiente e bem-sucedida de documentos de arquivo de um ambiente ou plataforma de computador para outro, ou ainda qualquer outra estratégia de preservação.

Convém que as organizações tomem decisões sobre quais dos requisitos de metadados descritos neste documento são necessários em algum ou em todos os sistemas organizacionais. Estas decisões dependerão de: necessidades do negócio; ambiente regulatório; riscos que afetem as operações do negócio. Esta avaliação pode identificar quais tipos de metadados precisam ser aplicados em diferentes áreas da organização, dependendo dos riscos ou necessidades do negócio.

Um dos principais usos dos metadados é a descrição de fontes de informação. Estas fontes de informação podem ser livros, revistas, vídeos, documentos, imagens e artefatos. Também incluem documentos de arquivo transferidos para custódia arquivística. Convém que os metadados identifiquem a fonte de informação e o título, produtor (es), data (s), identificador único, relação com outras fontes (por exemplo, dentro da mesma série) e sua dimensão (por exemplo, tamanho ou comprimento).

Alguns destes elementos de metadados também são usados no contexto de gestão de documentos de arquivo. Eles são semelhantes e podem se sobrepor aos elementos dos metadados inseridos no momento da captura, documentando o conteúdo de um documento de arquivo. No entanto, os metadados descritivos para gestão de documentos de arquivo e para fins de arquivamento geralmente são mais amplos do que os metadados de descrição das fontes de informação e podem incluir outros elementos, como, por exemplo, metadados de contexto.

Há uma forte relação entre o tipo de metadado descrito e a descrição arquivística. As instituições arquivísticas utilizam metadados para descrever os documentos de arquivo, a fim de preservar seu sentido ao longo do tempo, colocá-los em seus contextos administrativos e de gestão de documentos de arquivo e facilitar seu uso e gestão. Portanto, os padrões atuais de descrição de arquivamento, como ISAD/G e ISAAR (CPF), possuem uma extensa sobreposição com metadados de gestão de documentos de arquivo, porque ambos se preocupam em documentar o contexto de negócios e os processos de gestão.

A gestão arquivística, incluindo a descrição arquivística, é uma atividade complementar e contínua para os documentos de arquivo que são identificados como tendo valor arquivístico. A funcionalidade que permita a migração de metadados entre os sistemas de documentos de arquivo organizacionais e os sistemas de controle de arquivo é, portanto, recomendada. O processo de gerenciamento de metadados permanece em andamento pelo tempo que os documentos de arquivo e suas agregações relevantes existirem.

Convém que novos metadados sejam adicionados onde necessário, para manter os documentos de arquivo relevantes, confiáveis e utilizáveis. Convém que isso seja realizado ao longo do tempo e entre domínios, por exemplo, quando as funções de uma organização e as partes relevantes de seu sistema de documentos de arquivo são transferidos para uma outra organização. Isso pode demandar à organização receptora a adaptação de suas estruturas de metadados existentes.

Convém que as organizações definam procedimentos e políticas para documentar estas mudanças. Várias camadas podem ser diferenciadas em um contexto de escopo em constante expansão, dependendo de quão amplamente os documentos de arquivo serão compartilhados e usados. Os documentos de arquivo são gerenciados em sistemas; estes sistemas são gerenciados por organizações e estas organizações fazem parte de um contexto mais amplo (um setor empresarial, um governo, uma nação, o público ou a sociedade).

Convém que, em cada uma destas camadas, os metadados forneçam informações suficientes sobre os documentos de arquivo, para torná-los compreensíveis e acessíveis à comunidade interessada. Os tipos de metadados requeridos para implementação da NBR ISO 15489-1 podem ser divididos nos seguintes componentes (ver figura abaixo): metadados sobre o documento de arquivo em si; metadados sobre as regras de negócio ou políticas e funções; metadados sobre agentes; metadados sobre atividades ou processos de negócio; metadados sobre processos de gestão de documentos de arquivo. Estes tipos de metadados são aplicáveis tanto antes quanto após a produção do documento de arquivo.

Cada componente reflete metadados que são capturados com os documentos de arquivo, consolidando-os em seu contexto de negócio e permitindo que os procedimentos de gestão ocorram (ou seja, metadados no momento da captura de documentos de arquivo) e continuam a ser definidos e capturados (ou seja, metadados processados). Isso vai além da organização de produção do documento de arquivo e convém que seja assegurado por qualquer organização responsável pela gestão de documentos de arquivo ao longo do tempo. Esta categorização tem sido usada como base estrutural para este documento. Um comentário é inserido após cada um dos requisitos de metadados, para indicar de qual seção ou subseção da NBR ISO 15489-1 eles são derivados.

O revestimento de paredes de argamassas inorgânicas

Devem ser executados ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

A NBR 13528-1 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais para a realização dos ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos, conforme as NBR 13528-2 e NBR 13528-3. Para o ensaio, deve-se usar um equipamento de tração que consiste em um dinamômetro de tração que permita a aplicação contínua de carga, de fácil manuseio, baixo peso, dotado de dispositivo para leitura de carga, que apresente um erro máximo de 2%.

O equipamento deve assegurar a aplicação da carga centrada e ortogonal ao plano do revestimento. Para assegurar a ortogonalidade, sugere-se a utilização de um equipamento com três pontos de apoio ajustáveis. A forma de encaixe entre o equipamento e a pastilha não pode intensificar a ocorrência de cargas excêntricas. Usar uma pastilha ou uma peça metálica circular, não deformável sob a carga do ensaio, de seção circular, com (50 ± 1) mm de diâmetro, com dispositivo no centro para o acoplamento do equipamento de tração.

Recomenda-se o uso de pastilhas com no mínimo 10 mm de espessura. Incluir um dispositivo de corte (serra-copo) que consiste em um copo cilíndrico de altura superior à espessura do sistema de revestimento ensaiado, com borda diamantada, provida de um dispositivo que assegure a estabilidade do copo durante o corte, de modo a evitar vibrações prejudiciais à integridade do corpo de prova.

O paquímetro deve possuir escala em milímetros (mm), com resolução de no mínimo 0,1 mm e é empregado para determinar a espessura do revestimento e o diâmetro do corpo de prova. A cola deve ser à base de resina epóxi, poliéster ou similar e destina-se à colagem da pastilha na superfície do corpo de prova. A cola deve apresentar propriedades mecânicas compatíveis com o sistema em ensaio e atender às condições de umidade do revestimento. Recomenda-se o uso de um adesivo de alta viscosidade para evita r problemas de escorrimento. Como material para sustentação das pastilhas, devem ser utilizados acessórios para evitar o deslocamento das pastilhas durante o período de secagem da cola.

A NBR 13528-2 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 2: Aderência ao substrato especifica o método para determinação da aderência ao substrato, pelo ensaio de resistência de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos. O ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a capacidade de aderência do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. Antes da aplicação da argamassa deve ser feita uma limpeza na superfície do substrato para a eliminação de agentes contaminantes (óleo, poeira e outros), que possam prejudicar a aderência entre a argamassa e o substrato.

Em caso de emprego de desmoldante (substrato de concreto), a limpeza deve ser realizada com escova de aço, água e detergente neutro. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento. A forma de lançamento da argamassa ao substrato é um fator que interfere no comportamento do revestimento, principalmente no que se refere ao mecanismo de aderência.

As argamassas projetadas mecanicamente podem apresentar valores de resistência de aderência superiores e coeficiente de variação inferior, em relação às argamassas aplicadas manualmente, isto porque a projeção mecânica proporciona maior superfície de contato e compacidade após a aplicação, reduzindo a porosidade e permeabilidade dos revestimentos. Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento).

A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório. A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória, contemplando arrancamentos em juntas e blocos. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm (ver figura abaixo).

 

De forma a representar adequadamente o painel, convém que o posicionamento dos corpos de prova siga a proporção entre as áreas de superfícies de blocos e de juntas do substrato, sempre que possível. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

A pastilha deve ser colada de forma centrada no corpo de prova, delimitado pelo corte, para evitar a aplicação de esforço excêntrico. A colagem das pastilhas deve ser realizada conforme indicado a seguir: remover as partículas soltas e a sujeira da superfície sobre a qual vai ser colada a pastilha metálica, limpando-a com um pincel de cerdas macias; assegurar que a superfície de colagem da pastilha metálica esteja isenta de qualquer resíduo de ensaios anteriores e aplicar a cola com espátula sobre a face de colagem; aplicar a pastilha sobre a superfície do revestimento, pressionando-a e ajustando-a de maneira que seja assegurado o total espalhamento da cola, até um leve extravasamento pelas laterais.

A espessura da camada de cola não pode ultrapassar 5 mm. Deve-se remover o excesso de cola nas bordas com auxílio de uma espátula. Tomar cuidado para não danificar o revestimento no perímetro da pastilha e aguardar o tempo indicado pelo fabricante para a secagem da cola. Convém que o relatório do ensaio também tenha registros dos seguintes dados e informações, e sua fonte, justificando quando não for possível obtê-los. Deve fazer a identificação do tipo de substrato, tipo de argamassa de revestimento e processo de aplicação da argamassa e o detalhamento do preparo da base (como limpeza, chapisco etc.). Identificar a marca comercial da (s) argamassa (s) e fabricante, no caso de produto industrializado e a composição e proporcionamento da (s) argamassa (s), no caso de produto preparado em obra. Descobrir a idade do revestimento, quando da realização do ensaio e fazer uma fotografia colorida de cada corpo de prova em que seja possível visualizar seu número de identificação e a interface rompida (pastilha/revestimento/substrato).

A NBR 13528-3 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 3: Aderência superficial especifica o método para determinação da aderência superficial, pelo ensaio de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

Acesse alguns questionamentos relacionados a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como pode ser definida a resistência de aderência à tração?

Qual deve ser o procedimento do ensaio para a determinação da umidade do revestimento?

Como deve ser feito o cálculo da resistência de aderência ao substrato?

Como deve ser feita a colagem das pastilhas metálicas?

Para a para determinação da aderência superficial, ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a aderência superficial do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento.

Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento). A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório.

A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

NFPA 24: a instalação de redes privadas de bombeiros

Essa norma internacional, editada em 2019 pela National Fire Protection Association (NFPA), apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água.

A NFPA 24:2019 – Standard for the Installation of Private Fire Service Mains and Their Appurtenances apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os seus critérios também tratam da rede de bombeiros subterrânea e equipamentos relacionados, a tubulação de quintal que alimenta sistemas automáticos de aspersão, hidrantes de quintal, tubulações e outros sistemas à base de água.

Essa norma abrange os requisitos mínimos para a instalação de redes de bombeiros particulares e seus acessórios, fornecendo o seguinte: os sistemas de sprinklers automáticos, os sistemas de sprinklers abertos, os sistemas fixos de spray de água, os sistemas de espuma, os hidrantes particulares, a forma de monitorar os bicos ou sistemas de tubulações com referência ao suprimento de água e os locais das mangueiras. Aplica-se às redes de serviço combinadas usadas para transportar água para serviços de incêndio e outros usos.

Esta norma não se aplica às seguintes situações: rede elétrica sob controle de uma concessionária de água; rede elétrica que fornece proteção contra incêndio e/ou água tratada de propriedade privada, mas que são operadas como concessionárias de água. Não se aplica a redes subterrâneas que atendem a sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13R com tamanho inferior a 4 pol. (102 mm). Não se aplica a redes subterrâneas que servem sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13D.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Retroatividade

1.4 Equivalência

1.5 Unidades

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extratos em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

3.4 Definições de hidrante

Capítulo 4 Requisitos gerais

4.1 Planos

4.2 Trabalho de instalação

Capítulo 5 Abastecimento de água

5.1 Conexão com sistemas hidráulicos

5.2 Tamanho da rede elétrica

5.3 Dispositivos e medidores de regulação de pressão

5.4 Conexão de sistemas hidráulicos

5.5 Conexões com sistemas públicos de água

5.6 Bombas

5.7 Tanques

5.8 Represas, rios, lagos ou reservatórios

5.9 Conexões remotas dos bombeiros

Capítulo 6 Conexões de abastecimento de água

6.1 Válvulas

6.2 Conexões com o abastecimento de água

6.3 Válvulas pós-indicador

6.4 Válvulas em poços

6.5 Conjuntos de prevenção de refluxo

6.6 Válvulas seccionais

6.7 Identificação e fixação de válvulas

6.8 Válvulas de retenção

Capítulo 7 Hidrantes

7.1 Geral

7.2 Número e localização

7.3 Instalação

Capítulo 8 Casas e equipamentos para mangueiras

8.1 Geral

8.2 Localização

8.3 Construção

8.4 Tamanho e arranjo

8.5 Marcação

8.6 Equipamento geral

8.7 Proibido o uso de serviço doméstico

Capítulo 9 Correntes de água

9.1 Fluxos principais

9.2 Aplicação e considerações especiais

Capítulo 10 Requisitos subterrâneos

10.1 Tubulação

10.2 Acessórios

10.3 Conexão de tubos, conexões e acessórios

10.4 Proteção da rede privada de bombeiros

10.5 Aterramento e ligação

10.6 Restrição

10.7 Graus íngremes

10.8 Requisitos de instalação

10.9 Preenchimento

10.10 Ensaio e aceitação.

Capítulo 11 Cálculos hidráulicos

11.1 Cálculos em unidades habituais nos EUA

11.2 Cálculos em unidades SI

Capítulo 12 Tubos e conexões acima do solo

12.1 Geral

12.2 Proteção da tubulação.

Capítulo 13 Tamanhos de tubos enterrados

13.1 Rede de serviço privado

13.2 Fontes principais que não fornecem aos hidrantes

13.3 Rede que fornece aos sistemas de proteção contra incêndio

Capítulo 14 Inspeção, ensaio e manutenção do sistema

14.1 Geral

Anexo A Material explicativo

Anexo B Questões de supervisão de válvulas

Anexo C Prática recomendada para ensaio de fluxo de incêndio

Anexo D Prática recomendada para marcação de hidrantes

Anexo E Referências informativas

Esta norma crítica abrange a localização e a identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os critérios da NFPA 24 também tratam da rede de subterrânea para os bombeiros e equipamentos relacionados, a tubulação local que alimenta os sistemas automáticos de aspersão, hidrantes no local, tubulações e outros sistemas à base de água. A edição de 2019 inclui: as alterações relacionadas à abertura de valas e aterro, os requisitos de ensaio de aceitação pela primeira vez para tubulação acima do solo e as revisões que esclarecem o uso limitado de tubulações de aço para serviços subterrâneos.

A segurança dos equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física.

A NBR 16779 de 09/2019 – Equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais de segurança para a fabricação, instalação, inspeção e manutenção de equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso. Não é aplicável: aos equipamentos que possibilitam o aumento ou redução de carga por meio de fixação de componente ou peça externa que não faça parte do aparelho (por exemplo, anilhas, bumpers); aos equipamentos que permitem ajustes de cargas que sejam de simples execução e identificação do usuário, como, por exemplo, resistências modificadas por dispositivo pneumático/hidráulico, eletrônico ou outro meio facilitado; às pistas de obstáculo de estilo militar.

Os equipamentos são destinados a jovens, adultos e a usuários que tenham mais de 1.400 mm de estatura, para fomentar a atividade física mediante os exercícios realizados neles. Os equipamentos abrangidos por esta norma não são equipamentos para playgrounds (NBR 16071), equipamentos fixos para treino estacionário (ISO 20957 e partes) ou equipamentos multidesportivos de livre acesso (DIN EN 15312), ainda que atendam aos requisitos de cada uma destas Normas. Nesta norma, os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são denominados simplesmente equipamentos para treinamento físico.

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Quais os corantes azoicos que não devem ser usados nos equipamentos?

Quais são os valores de proporção máxima por elemento químico?

Qual deve ser o cálculo de cargas provocadas pelos usuários?

Como deve ser executado o acabamento da superfície de apoio para os pés?

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física. Convém que os equipamentos sejam projetados para fomentar a atividade física mediante uma ampla gama de possibilidades. Entre estas atividades podem ser incluídos os exercícios cardiovasculares, de musculação, de tonificação, de equilíbrio, de coordenação e de flexibilidade. Durante a elaboração desta norma, foi difícil abordar os aspectos relativos à segurança seguindo unicamente os critérios de idade, porque a capacidade de gerenciar os riscos se baseia na capacidade da amplitude de cada usuário.

Além disso, é bem provável que outros grupos de idade distintos dos previstos farão uso destes equipamentos. Portanto, foi decidido recomendar o uso dos equipamentos para treinamento físico a jovens, adultos ou usuários que tenham estatura a partir de 1.400 mm, bem como especificar os requisitos de segurança com base nestes critérios. Isto é necessário para estabelecer uma diferenciação clara entre os equipamentos para playgrounds, conforme a NBR 16071.

Porém, foram levados em consideração os requisitos relevantes desta série, quando considerados úteis e possíveis. Os requisitos desta norma pressupõem que todos os usuários dos equipamentos para treinamento físico conheçam os limites de sua capacidade física e sejam capazes de utilizar os equipamentos sem auxílio externo. Desde que os equipamentos sejam utilizados de acordo com o seu uso previsto, ou seja, conforme as instruções incluídas em cada parte do equipamento individual, supõe-se que o movimento de uma ou de várias partes do corpo possa ser realizado sem limitações inadequadas.

Uma vez que existe uma interação humana com os equipamentos em movimento, existe um risco residual que se estima que seja necessário para o seu funcionamento. Entretanto, considera-se que a execução ligeiramente incorreta de um exercício pode não produzir consequências graves para a saúde do usuário. Pode-se aceitar que, em caso de uma utilização inadequada, possam ser produzidos hematomas, torções ou inclusive fraturas ósseas, provocadas, por exemplo, por quedas.

Em função das possibilidades disponíveis, é recomendado que o proprietário ofereça orientação periódica para os usuários, em intervalos regulares. Técnicos qualificados devem explicar a funcionalidade dos equipamentos e seus possíveis efeitos físicos e mentais. O projeto dos equipamentos para treinamento físico está sujeito a uma evolução constante. Portanto, é possível que o projeto de certos tipos específicos de equipamento possa não ser especificado nesta norma, ainda que os seus requisitos gerais se apliquem a todos os equipamentos.

Áreas de playgrounds ou similares possuem usuários com altura média inferior à altura mínima de segurança (1.400 mm), por isto estas áreas devem ser instaladas com uma distância mínima de 30 m, sem barreiras. Quando for menor que isso, são obrigatórias barreiras de segurança ou outras medidas estruturais que separem e impeçam o acesso de indivíduos com estatura menor que 1.400 mm à área dedicada aos equipamentos outdoor.

Os materiais devem ser selecionados e tratados de forma que a estabilidade dos equipamentos fabricados não seja afetada antes da inspeção seguinte de manutenção correspondente. As condições relativas a certos materiais desta norma não implicam que outros materiais equivalentes sejam inadequados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico. A seleção dos materiais e o seu uso devem ser conforme as normas brasileiras ou normas internacionais apropriadas.

Deve ser dada atenção especial aos revestimentos de superfície para evitar riscos de toxicidade. Na seleção de um material ou substância para equipamentos para treinamento físico, deve-se levar em consideração o descarte final do material ou substância com relação ao eventual risco de toxicidade ao meio ambiente.

 

Os componentes de madeira ou derivados de madeira devem ser projetados de modo que a água de chuva possa escoar livremente, evitando acúmulo. No caso de o equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve (m) ser utilizado (s): utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos, de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa, como o ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru; e os métodos de construção; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeiras, excluindo os preservantes citados em 4.2.5.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico, como envenenamento ou lascas, etc., devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produto associados, de diferentes espécies descritas que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.2 c).

Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizado, já que alguns destes podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente a intempéries. As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme métodos de ensaio de 5.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.2.5 e aos requisitos de acabamento de 4.3.3.

A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. As partes metálicas devem estar protegidas das condições atmosféricas e da corrosão catódica. As estruturas metálicas devem ser protegidas ou possuir tratamento superficial que resista a 1.500 h ou mais nos ensaios de névoa salina conforme a NBR 8094, em regiões a mais de 100 km do litoral.

Os aparelhos, em regiões com distância menor que 100 km do litoral, devem ter resistência superior a 2.500 h em névoa salina. Os metais que produzem carepas de revestimentos de óxido tóxico e que podem descascar ou partir devem estar protegidos por um revestimento não tóxico. Se, durante a manutenção, for difícil determinar a partir de qual ponto um material se tornará quebradiço, deve ser indicado um período de tempo pelo qual convém que a peça ou equipamento sejam substituídos (ver 9.4.3).

Todos os componentes estruturais sintéticos devem ser protegidos adequadamente para reduzir a influência da radiação ultravioleta e do oxigênio. Se a borracha for utilizada nos elementos estruturais, convém que seja levada em consideração a deterioração por ozônio, utilizando materiais de espessura considerável ou deixando as partes com borracha visíveis para inspeção.

Convém que seja levado em consideração o envelhecimento dos componentes estruturais devido à influência dos raios ultravioleta. Nos equipamentos para treinamento físico não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos a saúde dos usuários. Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver NBR 16040).

Não pode haver pregos salientes, extremidades de cabos salientes nem componentes pontiagudos ou com arestas vivas. Os equipamentos de madeira devem ser fabricados com madeira pouco suscetível à formação de lascas. O acabamento superficial dos equipamentos fabricados com outros materiais (por exemplo, fibra de vidro) não pode apresentar lascas.

As superfícies ásperas não podem apresentar risco de lesão. As juntas de solda devem ser lisas. As partes salientes das roscas de parafusos devem ficar cobertas de forma permanente em todas as partes acessíveis do equipamento (por exemplo, mediante o uso de porcas de cabeça redonda).

É permitido haver porcas e cabeças dos parafusos que se sobressaiam menos que 8 mm nas partes não acessíveis, desde que estejam livres de rebarbas e arestas. As quinas, bordas e partes salientes situadas dentro do espaço de exercício devem ter o formato arredondado, quando sobressaírem mais que 8 mm e não estiverem protegidas por superfícies adjacentes situadas a menos de 25 mm da extremidade da parte saliente. O raio mínimo de curvatura deve ser de 3 mm.

Somente é necessário que as extremidades com as quais o usuário possa ter um impacto durante a utilização do produto tenham formato arredondado. Nas instalações com equipamentos para treinamento físico, deve ser provido um símbolo informativo que contenha no mínimo as seguintes informações: uso do equipamento para jovens, adultos e idosos com estatura superior a 1.400 mm; leitura e acompanhamento das instruções relativas aos exercícios realizados no equipamento; garantia sobre a própria segurança médica antes do uso; evitação do esforço excessivo durante o uso do equipamento; número de telefone para emergências em geral.

Em cada equipamento para treinamento físico, ou adjacente a ele, as seguintes informações devem ser afixadas, de maneira durável e claramente visível: instruções sobre os exercícios com pictogramas correspondentes; principais funções do equipamento; informações sobre segurança, se necessário; peso máximo permissível do usuário, se necessário. O equipamento deve ser marcado de forma clara e durável com pelo menos as seguintes informações, visivelmente posicionadas: nome e endereço do fabricante ou do revendedor; marcação e ano de fabricação do equipamento; número e data desta norma.

Ao utilizar material de enchimento solto, os equipamentos para treinamento físico devem ser marcados, de forma clara e durável, com a marca de nivelamento. A segurança prevista deve ser mantida e assegurada mediante a inspeção e manutenção do equipamento para treinamento físico. O fabricante deve fornecer recomendações relativas à frequência das inspeções realizadas pelo operador ou por uma instituição ou pessoa contratada pelo operador. Especificamente, devem ser levados em consideração o projeto do equipamento para treinamento físico, os materiais e a idade do equipamento.

Para as inspeções, os seguintes níveis se aplicam: inspeção visual de rotina: inspeção destinada a identificar os riscos evidentes que possam ocorrer, por exemplo, do uso normal, atos de vandalismo ou condições meteorológicas; inspeção operacional: inspeção mais minuciosa que a inspeção visual de rotina, para verificar a operação e a estabilidade do equipamento para treinamento físico; convém que seja realizada em intervalos de um a três meses ou conforme indicado nas instruções do fabricante ou distribuidor; inspeção anual principal: inspeção destinada a constatar o estado geral do equipamento em relação à segurança operacional. Convém que uma atenção especial seja dada às peças e equipamentos vedados durante a vida útil, onde a estabilidade depende de um único poste.