A segurança dos equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física.

A NBR 16779 de 09/2019 – Equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais de segurança para a fabricação, instalação, inspeção e manutenção de equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso. Não é aplicável: aos equipamentos que possibilitam o aumento ou redução de carga por meio de fixação de componente ou peça externa que não faça parte do aparelho (por exemplo, anilhas, bumpers); aos equipamentos que permitem ajustes de cargas que sejam de simples execução e identificação do usuário, como, por exemplo, resistências modificadas por dispositivo pneumático/hidráulico, eletrônico ou outro meio facilitado; às pistas de obstáculo de estilo militar.

Os equipamentos são destinados a jovens, adultos e a usuários que tenham mais de 1.400 mm de estatura, para fomentar a atividade física mediante os exercícios realizados neles. Os equipamentos abrangidos por esta norma não são equipamentos para playgrounds (NBR 16071), equipamentos fixos para treino estacionário (ISO 20957 e partes) ou equipamentos multidesportivos de livre acesso (DIN EN 15312), ainda que atendam aos requisitos de cada uma destas Normas. Nesta norma, os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são denominados simplesmente equipamentos para treinamento físico.

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Quais os corantes azoicos que não devem ser usados nos equipamentos?

Quais são os valores de proporção máxima por elemento químico?

Qual deve ser o cálculo de cargas provocadas pelos usuários?

Como deve ser executado o acabamento da superfície de apoio para os pés?

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física. Convém que os equipamentos sejam projetados para fomentar a atividade física mediante uma ampla gama de possibilidades. Entre estas atividades podem ser incluídos os exercícios cardiovasculares, de musculação, de tonificação, de equilíbrio, de coordenação e de flexibilidade. Durante a elaboração desta norma, foi difícil abordar os aspectos relativos à segurança seguindo unicamente os critérios de idade, porque a capacidade de gerenciar os riscos se baseia na capacidade da amplitude de cada usuário.

Além disso, é bem provável que outros grupos de idade distintos dos previstos farão uso destes equipamentos. Portanto, foi decidido recomendar o uso dos equipamentos para treinamento físico a jovens, adultos ou usuários que tenham estatura a partir de 1.400 mm, bem como especificar os requisitos de segurança com base nestes critérios. Isto é necessário para estabelecer uma diferenciação clara entre os equipamentos para playgrounds, conforme a NBR 16071.

Porém, foram levados em consideração os requisitos relevantes desta série, quando considerados úteis e possíveis. Os requisitos desta norma pressupõem que todos os usuários dos equipamentos para treinamento físico conheçam os limites de sua capacidade física e sejam capazes de utilizar os equipamentos sem auxílio externo. Desde que os equipamentos sejam utilizados de acordo com o seu uso previsto, ou seja, conforme as instruções incluídas em cada parte do equipamento individual, supõe-se que o movimento de uma ou de várias partes do corpo possa ser realizado sem limitações inadequadas.

Uma vez que existe uma interação humana com os equipamentos em movimento, existe um risco residual que se estima que seja necessário para o seu funcionamento. Entretanto, considera-se que a execução ligeiramente incorreta de um exercício pode não produzir consequências graves para a saúde do usuário. Pode-se aceitar que, em caso de uma utilização inadequada, possam ser produzidos hematomas, torções ou inclusive fraturas ósseas, provocadas, por exemplo, por quedas.

Em função das possibilidades disponíveis, é recomendado que o proprietário ofereça orientação periódica para os usuários, em intervalos regulares. Técnicos qualificados devem explicar a funcionalidade dos equipamentos e seus possíveis efeitos físicos e mentais. O projeto dos equipamentos para treinamento físico está sujeito a uma evolução constante. Portanto, é possível que o projeto de certos tipos específicos de equipamento possa não ser especificado nesta norma, ainda que os seus requisitos gerais se apliquem a todos os equipamentos.

Áreas de playgrounds ou similares possuem usuários com altura média inferior à altura mínima de segurança (1.400 mm), por isto estas áreas devem ser instaladas com uma distância mínima de 30 m, sem barreiras. Quando for menor que isso, são obrigatórias barreiras de segurança ou outras medidas estruturais que separem e impeçam o acesso de indivíduos com estatura menor que 1.400 mm à área dedicada aos equipamentos outdoor.

Os materiais devem ser selecionados e tratados de forma que a estabilidade dos equipamentos fabricados não seja afetada antes da inspeção seguinte de manutenção correspondente. As condições relativas a certos materiais desta norma não implicam que outros materiais equivalentes sejam inadequados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico. A seleção dos materiais e o seu uso devem ser conforme as normas brasileiras ou normas internacionais apropriadas.

Deve ser dada atenção especial aos revestimentos de superfície para evitar riscos de toxicidade. Na seleção de um material ou substância para equipamentos para treinamento físico, deve-se levar em consideração o descarte final do material ou substância com relação ao eventual risco de toxicidade ao meio ambiente.

 

Os componentes de madeira ou derivados de madeira devem ser projetados de modo que a água de chuva possa escoar livremente, evitando acúmulo. No caso de o equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve (m) ser utilizado (s): utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos, de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa, como o ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru; e os métodos de construção; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeiras, excluindo os preservantes citados em 4.2.5.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico, como envenenamento ou lascas, etc., devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produto associados, de diferentes espécies descritas que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.2 c).

Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizado, já que alguns destes podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente a intempéries. As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme métodos de ensaio de 5.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.2.5 e aos requisitos de acabamento de 4.3.3.

A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. As partes metálicas devem estar protegidas das condições atmosféricas e da corrosão catódica. As estruturas metálicas devem ser protegidas ou possuir tratamento superficial que resista a 1.500 h ou mais nos ensaios de névoa salina conforme a NBR 8094, em regiões a mais de 100 km do litoral.

Os aparelhos, em regiões com distância menor que 100 km do litoral, devem ter resistência superior a 2.500 h em névoa salina. Os metais que produzem carepas de revestimentos de óxido tóxico e que podem descascar ou partir devem estar protegidos por um revestimento não tóxico. Se, durante a manutenção, for difícil determinar a partir de qual ponto um material se tornará quebradiço, deve ser indicado um período de tempo pelo qual convém que a peça ou equipamento sejam substituídos (ver 9.4.3).

Todos os componentes estruturais sintéticos devem ser protegidos adequadamente para reduzir a influência da radiação ultravioleta e do oxigênio. Se a borracha for utilizada nos elementos estruturais, convém que seja levada em consideração a deterioração por ozônio, utilizando materiais de espessura considerável ou deixando as partes com borracha visíveis para inspeção.

Convém que seja levado em consideração o envelhecimento dos componentes estruturais devido à influência dos raios ultravioleta. Nos equipamentos para treinamento físico não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos a saúde dos usuários. Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver NBR 16040).

Não pode haver pregos salientes, extremidades de cabos salientes nem componentes pontiagudos ou com arestas vivas. Os equipamentos de madeira devem ser fabricados com madeira pouco suscetível à formação de lascas. O acabamento superficial dos equipamentos fabricados com outros materiais (por exemplo, fibra de vidro) não pode apresentar lascas.

As superfícies ásperas não podem apresentar risco de lesão. As juntas de solda devem ser lisas. As partes salientes das roscas de parafusos devem ficar cobertas de forma permanente em todas as partes acessíveis do equipamento (por exemplo, mediante o uso de porcas de cabeça redonda).

É permitido haver porcas e cabeças dos parafusos que se sobressaiam menos que 8 mm nas partes não acessíveis, desde que estejam livres de rebarbas e arestas. As quinas, bordas e partes salientes situadas dentro do espaço de exercício devem ter o formato arredondado, quando sobressaírem mais que 8 mm e não estiverem protegidas por superfícies adjacentes situadas a menos de 25 mm da extremidade da parte saliente. O raio mínimo de curvatura deve ser de 3 mm.

Somente é necessário que as extremidades com as quais o usuário possa ter um impacto durante a utilização do produto tenham formato arredondado. Nas instalações com equipamentos para treinamento físico, deve ser provido um símbolo informativo que contenha no mínimo as seguintes informações: uso do equipamento para jovens, adultos e idosos com estatura superior a 1.400 mm; leitura e acompanhamento das instruções relativas aos exercícios realizados no equipamento; garantia sobre a própria segurança médica antes do uso; evitação do esforço excessivo durante o uso do equipamento; número de telefone para emergências em geral.

Em cada equipamento para treinamento físico, ou adjacente a ele, as seguintes informações devem ser afixadas, de maneira durável e claramente visível: instruções sobre os exercícios com pictogramas correspondentes; principais funções do equipamento; informações sobre segurança, se necessário; peso máximo permissível do usuário, se necessário. O equipamento deve ser marcado de forma clara e durável com pelo menos as seguintes informações, visivelmente posicionadas: nome e endereço do fabricante ou do revendedor; marcação e ano de fabricação do equipamento; número e data desta norma.

Ao utilizar material de enchimento solto, os equipamentos para treinamento físico devem ser marcados, de forma clara e durável, com a marca de nivelamento. A segurança prevista deve ser mantida e assegurada mediante a inspeção e manutenção do equipamento para treinamento físico. O fabricante deve fornecer recomendações relativas à frequência das inspeções realizadas pelo operador ou por uma instituição ou pessoa contratada pelo operador. Especificamente, devem ser levados em consideração o projeto do equipamento para treinamento físico, os materiais e a idade do equipamento.

Para as inspeções, os seguintes níveis se aplicam: inspeção visual de rotina: inspeção destinada a identificar os riscos evidentes que possam ocorrer, por exemplo, do uso normal, atos de vandalismo ou condições meteorológicas; inspeção operacional: inspeção mais minuciosa que a inspeção visual de rotina, para verificar a operação e a estabilidade do equipamento para treinamento físico; convém que seja realizada em intervalos de um a três meses ou conforme indicado nas instruções do fabricante ou distribuidor; inspeção anual principal: inspeção destinada a constatar o estado geral do equipamento em relação à segurança operacional. Convém que uma atenção especial seja dada às peças e equipamentos vedados durante a vida útil, onde a estabilidade depende de um único poste.

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