Os riscos de segurança em software para a saúde

No passado, os softwares relacionados à saúde eram aplicados principalmente em funções administrativas relativamente não críticas, nas quais o potencial de causar danos ao paciente era baixo em contraste com o risco de interrupção da organização.

No passado, os softwares relacionados à saúde eram aplicados principalmente em funções administrativas relativamente não críticas, nas quais o potencial de causar danos ao paciente era baixo em contraste com o risco de interrupção da organização. Geralmente, os sistemas clínicos não eram sofisticados e frequentemente apresentavam um grande conteúdo administrativo (e não clínico) e pouco apoio à decisão. Mesmo os sistemas de apoio à decisão clínica tendiam a ser leves, relativamente simples e compreensíveis em sua lógica, e usados como um complemento básico para as decisões, em vez de constituir-se em uma grande influência na qual se confia rotineiramente.

Isso mudou e continuará a mudar substancialmente. A natureza destas mudanças aumentará o potencial de riscos para os pacientes. Têm ocorrido alguns incidentes negativos de grande destaque relacionados com software clínico, por exemplo, na área de triagem e recepção de pacientes e/ou recall, nos quais os problemas de funcionamento do software resultaram em falha ao chamar pacientes em risco. Tais incidentes não só causaram angústia para muitos pacientes envolvidos, mas também podem ter levado a mortes prematuras.

A confiança do público foi gravemente prejudicada. O escopo de triagem de doenças está aumentando significativamente, e é nesses aplicativos, que envolvem um grande número de indivíduos, que haverá grande dependência, tanto administrativa como clínica, de softwares para detectar elementos normais e anormais e para chamar ou processar aqueles considerados como estando em risco. Tal software precisa ser seguro para o propósito a que se destina.

Existe uma preocupação crescente em todo o mundo com o número substancial de incidentes clínicos evitáveis que causam um efeito adverso nos pacientes e dos quais uma proporção significativa resulta em morte evitável ou incapacidade grave. Vários destes incidentes evitáveis envolvem diagnósticos ou outras decisões inconsistentes ou erradas. Muitas vezes um fator contribuinte é a informação em falta ou incompleta, ou simplesmente ignorância, por exemplo, a respeito de opções clínicas em circunstâncias difíceis ou reações cruzadas de tratamentos.

Cada dia está mais confirmado que os sistemas de informação, como apoio à decisão, protocolos, diretrizes e linhas de cuidado, poderiam reduzir acentuadamente estes efeitos adversos. Somente este motivo (independentemente de outros que existem) está conduzindo ao aumento na utilização de sistemas de apoio à decisão e de gerenciamento de doenças, que, inevitavelmente, se tornarão mais sofisticados e complexos.

Também se pode prever que, devido às pressões de tempo e dos aspectos médico-legais, os clínicos dependerão cada vez mais destes sistemas com menos questionamentos sobre seu resultado. De fato, à medida que estes sistemas se tornam integrados aos cuidados médicos, qualquer falha em usar instalações, padrão de apoio pode ser criticada por motivos legais. Pode-se prever um aumento no suporte à decisão não somente no tratamento clínico, mas também em outras áreas importantes para a segurança do paciente, como a tomada de decisão de encaminhamento, em que a falha em realizar um encaminhamento correto ou realizar um encaminhamento a tempo pode causar graves consequências.

Pressões econômicas também estão levando a mais sistemas de suporte à decisão. A área de prescrição genérica e/ou econômica é a mais óbvia, sendo outra a economia no número e custo de ensaios de investigação clínica. Sistemas como os de suporte à decisão têm um considerável potencial para reduzir erros clínicos e melhorar a prática clínica. Por exemplo, um grande corpo de evidências publicadas oferece testemunho da redução de erros e incidentes adversos, resultantes da implantação da prescrição eletrônica.

No entanto, todos estes sistemas também carregam o potencial de causar dano. Os danos podem, obviamente, resultar do uso sem questionamentos e/ou não profissional, embora os fabricantes possam mitigar estas circunstâncias por meio de, por exemplo, instruções de uso, treinamento e técnicas de apresentação na tela, orientação ou instrução. O potencial de dano pode estar igualmente no projeto de sistema, em áreas como: fraca base de evidências para o projeto; falha na lógica do projeto em representar adequadamente as intenções de projeto; falha na lógica para representar boa prática ou evidências na fase de projeto; apresentação insatisfatória ou confusa da informação ou funcionalidades de busca precárias; falha em atualizar em sincronia com o conhecimento mais atual.

Algumas destas deficiências de sistemas são insidiosas e podem ser invisíveis ao usuário. Em muitos sistemas nacionais de saúde, é evidente um aumento substancial nos gastos com gestão da informação e tecnologia. Os cronogramas associados são apertados e as metas são ambiciosas. Pode-se esperar que este aumento no gasto atraia novos fabricantes e alguns destes podem ser inexperientes nos processos de assistência à saúde.

Esta circunstância pode levar a um ambiente de aumento nos riscos ao bem-estar do paciente. Parte da explosão na tecnologia de informação e comunicação previsível ocorrerá na telemedicina. Muitos dos produtos de software para saúde que suportam estes aplicativos serão inovadores e não experimentados, e a distância entre clínicos e pacientes aumentará a possibilidade de erros assim como os tornará menos evidentes.

Da mesma forma, o aumento no uso de dispositivos móveis inovadores e o seu uso em novos campos provavelmente estão associados a riscos. Considerando que se está a muitos anos de distância de hospitais sem papel e sem filme, as práticas de clínica geral estão indo nesta direção. A incapacidade de recorrer ao papel e filmes traz maior dependência de computadores e bancos de dados. Corrupção e perda de dados podem não apenas trazer caos administrativo, mas também podem afetar o atendimento ao paciente de forma significativa.

Em suma, o potencial de causar danos aos pacientes decorrentes do uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) em aplicações para a saúde aumentará, à medida que o uso de TIC em aplicações de saúde cresça, a sofisticação dos aplicativos aumente e a confiança nas TIC cresça. Há evidência de crescente preocupação entre os profissionais e o público com incidentes de mau funcionamento de software que levam a consequências adversas à saúde, aumentando a conscientização do público.

Consequentemente, várias organizações de saúde estão cada vez mais concentradas nos padrões de garantia de controles, incluindo aqueles sobre governança e gerenciamento de risco. Uma característica importante destes controles consiste no gerenciamento de risco no contexto de danos aos pacientes e deficiências na qualidade assistencial. Estes controles geralmente envolvem a compra e a aplicação de produtos de software para a saúde.

Falhas e deficiências em produtos de software para a saúde podem, é claro, apresentar impactos adversos, além de causar danos aos pacientes. Elas podem, por exemplo, criar inconveniências administrativas ou mesmo gerar caos administrativo, com uma variedade de possíveis impactos na organização, incluindo perdas financeiras. O dano causado a um paciente também pode resultar em impacto na organização, como perdas financeiras resultantes de litígios.

Considerando que estes impactos organizacionais adversos serão significativos para uma organização, eles não são objeto desta especificação técnica, a menos que resultem em danos a um paciente. Por exemplo, a falha do sistema central de administração de pacientes de um hospital certamente causará transtornos administrativos substanciais, mas este impacto adverso não está, por si mesmo, no escopo desta especificação técnica, a menos que tenha o potencial de causar danos a um paciente (o que é possível).

O tema desta especificação técnica é o dano potencial ao paciente. Em muitos países assegura-se a segurança de medicamentos e de dispositivos médicos por meio de uma diversidade de medidas legais e administrativas; por exemplo, na União Europeia se está sujeito a várias diretivas da UE. Estas medidas são, muitas vezes, apoiadas por uma série de normas relacionadas com a segurança, provenientes de várias fontes, nacionais e internacionais, incluindo a International Organization for Standardization (ISO), o European Committee for Standardization (CEN) e a International Electrotechnical Commission (IEC).

Estes controles legislativos frequentemente abrangem o software necessário para a aplicação ou funcionamento correto de um dispositivo médico. No entanto, outros softwares aplicados à saúde geralmente não estão cobertos desta maneira. Esta especificação técnica se refere ao software aplicado à saúde, excluindo o que é necessário para a aplicação ou funcionamento corretos de um dispositivo médico. Um precursor necessário para estabelecer e implementar controles apropriados de projeto e produção, para minimizar os riscos aos pacientes decorrentes do mau funcionamento do produto ou do seu desempenho inadequado, é um entendimento claro dos riscos que um produto pode apresentar aos pacientes se puder ocorrer mau funcionamento ou um evento não intencional, e a possibilidade deste mau funcionamento ou evento causar danos ao paciente.

Além disso, se os fabricantes de produtos de software para a saúde forem orientados no projeto e controle de produção (e os correspondentes padrões produzidos), então será preciso reconhecer que os controles necessários para produtos com baixo risco não serão os mesmos que para aqueles apresentando riscos elevados. Os controles precisam corresponder ao nível de risco que um produto pode representar para um paciente.

Com este fim, muitos padrões, legislações e especificações que lidam com o controle de riscos, tanto em projeto como em produção, agrupam produtos em um número limitado de classes ou tipos, de acordo com o risco que podem representar. Esta especificação técnica apresenta um processo para este tipo de agrupamento de produtos de software para a saúde. Ela propõe cinco classes de risco e facilitará uma ampla triagem de tipos genéricos de produtos e de produtos individuais, de forma a permitir diferentes níveis, ou rigor, na aplicação de controles de projeto e produção compatíveis com o risco.

Assim, a classificação proposta pode ser a precursora para padrões de projeto e de controles de produção, em que os últimos podem requerer uma análise de risco muito mais detalhada, aprofundada e rigorosa para um produto específico daquele requerido para o processo de classificação mais amplo descrito nesta especificação técnica. São oferecidos exemplos da aplicação do processo de atribuição de uma classe de risco para vários tipos diferentes de produtos de software de saúde.

O termo produtos de software para a saúde refere-se a qualquer produto de software para a saúde, esteja ou não colocado no mercado, e esteja à venda ou seja distribuído gratuitamente. Esta especificação técnica, portanto, abrange produtos comerciais, bem como, por exemplo, software de código aberto e softwares criados para, e usados em, uma única organização de saúde, como um hospital. Existe uma ampla gama de produtos de software para a saúde, que vão desde simples bancos de dados de pesquisa até sistemas de chamadas e rechamadas, suporte a decisões clínicas, sistemas de registros eletrônicos de saúde, sistemas de despacho de ambulância, sistemas de laboratório clínico hospitalar e sistemas de clínica geral. O Anexo B fornece quatro exemplos da aplicação desta especificação técnica a diferentes produtos de software para a saúde. Entretanto, qualquer software que seja necessário para o uso adequado ou para o funcionamento de um dispositivo médico está fora do escopo desta especificação técnica.

A ABNT ISO/TS25238 de 09/2019 – Informática em saúde – Classificação dos riscos de segurança em software para a saúde preocupa-se com a segurança dos pacientes e fornece orientação sobre a análise e a categorização dos perigos e riscos que os produtos de software para a saúde apresentam para os pacientes, a fim de permitir a classificação de qualquer produto em uma das cinco classes de risco. É aplicável aos perigos e riscos que podem causar danos a um paciente. Outros riscos, como riscos financeiros ou organizacionais, estão fora do escopo desta especificação técnica, a menos que tenham potencial de prejudicar um paciente.

É aplicável a qualquer produto de software para a saúde, quer seja ou não colocado no mercado, e esteja à venda ou seja gratuito. São oferecidos exemplos da aplicação do esquema de classificação. Não se aplica a qualquer software que seja necessário para a correta aplicação ou para o funcionamento de um dispositivo médico. Destina-se a classificar o software para a saúde em classes de risco amplas, para auxiliar em decisões como, por exemplo, quais controles convém que sejam aplicados para garantir a segurança. Não se destina à aplicação da análise de risco e gerenciamento de risco ao projeto de produtos de software para a saúde e à mitigação de quaisquer riscos identificados a níveis aceitáveis (ver Anexo A).

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Quais os perigos de uma atribuição de categorias de consequência?

Qual é a atribuição de possibilidade a consequências?

Qual é o conceito das classes de risco?

Como executar a análise de consequências?

Qual é o relacionamento de classes de risco ao projeto e controle de produção de produtos?

Convém que os fabricantes de produtos de software para a saúde possuam um claro entendimento dos perigos que o seu produto pode representar para um paciente, se ele funcionar de maneira errada ou causar um evento inesperado, e do grau de possibilidade de que o perigo se concretize se ele ocorrer em circunstâncias razoáveis de uso. Este conhecimento é necessário para a extensão e natureza das medidas de controle necessárias e o rigor com que elas precisam ser aplicadas, assim como para reduzir os riscos aos pacientes a níveis aceitáveis, por exemplo, por meio de medidas como características inerentes de projeto, instruções de uso e treinamento de indução.

O que é tolerável dependerá das circunstâncias e das atuais visões da sociedade e reguladores. O precursor essencial para este processo é realizar uma análise de perigos e riscos. Existem diversas abordagens para realizar as análises de perigos e riscos, sendo que todas compartilham um conjunto de conceitos básicos. Os padrões, diretrizes e publicações existentes tendem a focar em setores específicos de atividade (por exemplo, sistemas de segurança eletrônica, aeronáutica) ou áreas de conhecimento (por exemplo, riscos financeiros, riscos à propriedade, riscos à segurança de dados pessoais).

Desta forma, necessitam de interpretações no contexto de produtos de software para saúde. Esta especificação técnica se inspira em uma diversidade de fontes para se manter alinhada com princípios geralmente aceitos. A Bibliografia fornece uma lista de fontes de informação úteis no contexto. Ao considerar a abordagem a ser adotada para produtos de software para a saúde, tem-se que atentar para como os dispositivos médicos são classificados e controlados em termos de segurança. O Anexo A trata desta matéria.

A seguir são apresentados alguns dos conceitos básicos, na forma como são utilizados nesta especificação técnica. Esta seção não pretende abranger todos os aspectos da análise de perigo/risco. O risco para a segurança de um paciente ou pacientes a partir de um produto de software para a saúde dependerá das possíveis consequências que podem resultar, se o produto funcionar de forma errada ou resultar em um evento ou eventos adversos, e da possibilidade de que estas consequências possam acontecer de fato.

Desta forma, o risco possui dois aspectos: consequência e probabilidade. O ISO Guide 51 define risco como a combinação da probabilidade de um evento e sua consequência, enquanto esta especificação técnica define risco como a combinação da possibilidade de ocorrência de dano e a gravidade deste dano (2.7). A probabilidade que um perigo se concretize pode, em alguns domínios, ser quantitativamente representada como uma probabilidade que pode estar baseada em análises de falhas históricas ou experimentais e estatísticas de incidentes.

É muito improvável que esta situação ocorra com a segurança de produtos de informática em saúde, uma vez que estas estatísticas e evidências não estão disponíveis e, desta forma, são necessários julgamentos qualitativos. Ainda que a probabilidade possa ser representada qualitativamente, o termo possibilidade representa melhor este significado e é usado nesta especificação técnica.

O ISO Guide 73:2002 define risco como a combinação da probabilidade de um evento e sua consequência”. Esta definição possui os mesmos problemas que o uso do termo probabilidade ao invés de possibilidade. Entretanto, esta especificação técnica está focada somente em eventos que são propensos a causar dano a pacientes e a gravidade deste dano, mais do que outros eventos.

Desta forma, não é usado o termo evento. A consequência, ou seja, o dano ao paciente, pode ocorrer de diferentes formas, variando da morte a inconvenientes menores, por exemplo. Consequências podem ser categorizadas. Estas categorias precisam ser interpretadas de acordo com a sua esfera de aplicação, neste caso a aplicação de TIC à saúde.

Esta Especificação Técnica propõe cinco categorias de consequências, cada uma com uma descrição de seu escopo (ver 5.2). A possibilidade de um perigo se concretizar em circunstâncias razoavelmente previsíveis pode, em alguns domínios, ser quantitativamente representada como uma probabilidade que pode estar baseada em análises históricas ou experimentais de falhas e na análise de incidentes.

É muito improvável que este seja o caso para a segurança de produtos de software para a saúde para os quais não estão disponíveis estatísticas e evidências e, deste modo, são necessários julgamentos qualitativos. Esta especificação técnica propõe cinco categorias de possibilidade, cada uma com uma descrição de seu escopo (ver 5.3). Como notado anteriormente, o risco para a segurança de um paciente ou pacientes de um produto de software para a saúde depende das possíveis consequências que podem ocorrer se o produto tiver mau funcionamento ou resultar em um ou mais eventos adversos, e da possibilidade de que estas consequências possam ocorrer de fato. O nível de riscos pode ser representado em uma matriz de riscos na qual a possibilidade e a consequência são suas duas dimensões (ver tabela abaixo).

Cada célula da matriz representa um nível de risco. Desta forma, na matriz de risco da tabela, as 25 células representam 25 resultantes de risco, que diminuem de gravidade ao mover-se diagonalmente do quadrante superior esquerdo para o inferior direito. Estas resultantes de risco podem ser agrupadas em classes como as seguintes: a classe de risco mais alta pode ser um grupo de células na parte superior esquerda, como 1, 2 e 3; a classe de risco mais baixa pode ser um grupo de células na parte inferior direita, como 4, 5 e 6.

As células na matriz de riscos podem, desta forma, ser preenchidas com classes de risco. Ao agrupar conjuntos de células em uma classe, considerações precisam ser tomadas sobre as circunstâncias no setor de aplicação e os significados atribuídos a cada categoria de consequência e possibilidade. O objetivo é reduzir a complexidade por meio da identificação de células que representem de forma ampla um grau similar de risco ao paciente e agrupá-las em uma classe com este perfil. Assim, uma consequência menor, com uma alta possibilidade, geralmente pode se equiparar a uma consequência pior, mas com menor possibilidade. Esta especificação técnica propõe cinco classes de risco.

IEC 61400-12-1: as medições do desempenho energético de turbinas eólicas

Essa norma internacional, editada pela International Electrotechnical Commission (IEC) em 2017, especifica um procedimento para medir as características de desempenho de energia de uma única turbina eólica e se aplica ao ensaio de turbinas eólicas de todos os tipos e tamanhos conectados à rede de energia elétrica.

A IEC 61400-12-1:2017 – Wind energy generation systems – Part 12-1: Power performance measurements of electricity producing wind turbines especifica um procedimento para medir as características de desempenho de energia de uma única turbina eólica e se aplica ao ensaio de turbinas eólicas de todos os tipos e tamanhos conectados à rede de energia elétrica. Além disso, esta norma descreve um procedimento a ser usado para determinar as características de desempenho de energia de pequenas turbinas eólicas (conforme definido na IEC 61400-2) quando conectado à rede de energia elétrica ou a um banco de baterias.

O procedimento pode ser usado para avaliar o desempenho de turbinas eólicas específicas em locais específicos, mas igualmente a metodologia pode ser usada para fazer comparações genéricas entre diferentes modelos de turbinas eólicas ou diferentes configurações de turbinas eólicas quando as condições específicas do local e as influências da filtragem de dados são levadas em consideração. As características de desempenho da potência da turbina eólica são determinadas pela potência medida curva e produção anual estimada de energia (annual energy production – AEP). A curva de potência medida, definida como a relação entre a velocidade do vento e a potência da turbina eólica, é determinada coletando medições simultâneas de variáveis meteorológicas (incluindo a velocidade do vento), bem como sinais de turbinas eólicas (incluindo potência) no local de ensaio por um período longo suficiente para estabelecer um banco de dados estatisticamente significativo em uma variedade de velocidades do vento e sob vento e condições atmosféricas variáveis.

A AEP é calculada aplicando os valores medidos na curva de potência para referenciar as distribuições de frequência da velocidade do vento, assumindo 100% de disponibilidade. Este documento descreve uma metodologia de medição que requer a potência medida curva e os valores da produção de energia derivada a serem complementados por uma avaliação fontes de incerteza e seus efeitos combinados.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO………………….. 13

INTRODUÇÃO…………….. 15

1 Escopo…………………….. 16

2 Referências normativas…… … 16

3 Termos e definições……………. …. 17

4 Símbolos e unidades…………. ……… 20

5 Visão geral do método de desempenho de energia………… 23

6 Preparação para o ensaio de desempenho…………….. 27

6.1 Geral…………………. …………… 27

6.2 Turbina eólica e conexão elétrica……………… 27

6.3 Local do ensaio…………….. …………… 27

6.3.1 Geral…………….. ……… 27

6.3.2 Localização do equipamento de medição de vento… …… 27

6.3.3 Setor de medição……………………………….. 28

6.3.4 Fatores de correção e incerteza devido à distorção do fluxo proveniente da topografia………………………….. .28

7 Equipamento de ensaio…………….. …………. 29

7.1 Energia elétrica…………………………. …… 29

7.2 Velocidade do vento……………….. ………. 29

7.2.1 Geral………………………… ……… 29

7.2.2 Requisitos gerais para anemômetros meteorológicos montados em mastro………. 30

7.2.3 Anemômetros montados na parte superior………… 31

7.2.4 Anemômetros montados na lateral…………………. 31

7.2.5 Dispositivo de sensoriamento remoto (remote sensing device – RSD)………………… 31

7.2.6 Medição da velocidade do vento equivalente ao rotor………. 32

7.2.7 Medição da velocidade do vento na altura do cubo…………… 32

7.2.8 Medições de cisalhamento do vento…………………… 32

7.3 Direção do vento…………………………….. …… 34

7.4 Densidade do ar………………………….. ………… 34

7.5 Velocidade de rotação e ângulo de inclinação……………………. 35

7.6 Condição da lâmina……………………………………. …. 35

7.7 Sistema de controle de turbinas eólicas……………………. 35

7.8 Sistema de aquisição de dados…………………………… 35

8 Procedimento de medição……………………………….. 35

8.1 Geral………………………….. …………… 35

8.2 Operação da turbina eólica………………….. 35

8.3 Coleta de dados…………………… ….. 36

8.4 Rejeição de dados………….. …… 36

8.5 Banco de dados………….. ………… 37

9 Resultados derivados……….. …………. 37

9.1 Normalização de dados………………….. 37

9.1.1 Geral……………………….. ……… 37

9.1.2 Correção da distorção meteorológica do fluxo do mastro do anemômetro…………………….. 38

9.1.3 Correção de cisalhamento do vento (quando as medidas do Rotor Equivalent Wind Speed – REWS estão disponíveis)………………. 38

9.1.4 Correção de ventos………………………. 41

9.1.5 Normalização da densidade do ar…………. 41

9.1.6 Normalização de turbulência…………………….. 42

9.2 Determinação da curva de potência medida……….. 42

9.3 Produção anual de energia (AEP)…………………………… 43

9.4 Coeficiente de potência……………………… .45

10 Formato do relatório…………….. ……….. 45

O objetivo desta parte da IEC 61400 é fornecer uma metodologia uniforme que garanta a consistência, precisão e reprodutibilidade na medição e análise de potência e do desempenho de turbinas eólicas. A norma foi preparada com a antecipação de que seria aplicado por: um fabricante de turbina eólica que se esforça para atingir o desempenho de potência bem definido por requisitos e/ou um possível sistema de declaração; um comprador de turbina eólica na especificação de tais requisitos de desempenho; um operador de turbina eólica que possa ser obrigado a verificar se a energia declarada ou necessária das especificações de desempenho são atendidas para unidades novas ou recondicionadas; um planejador ou regulador de turbina eólica capaz de definir com precisão e justiça a potência e as características de desempenho de turbinas eólicas em resposta a regulamentos ou licenças por requisitos para instalações novas ou modificadas.

Este documento fornece orientação na medição, análise e relatório de potência e ensaios de desempenho de turbinas eólicas. O documento beneficiará as partes envolvidas na fabricação, planejamento de instalação e permissão, operação, utilização e regulação de turbinas eólicas. As técnicas de medição e análises precisas recomendadas nessa norma devem ser aplicadas por todas as partes para garantir que o desenvolvimento contínuo e a operação de turbinas eólicas são realizadas em uma atmosfera consistente e precisa com comunicação relativa ao desempenho das turbinas eólicas.

Este documento apresenta medidas e procedimentos de elaboração de relatórios que devem fornecer resultados precisos que podem ser replicados por outras partes. Enquanto isso, um usuário da norma deve estar ciente das diferenças que surgem de grandes variações de cisalhamento e turbulência. Portanto, um usuário deve considerar a influência dessas diferenças e os critérios de seleção dos dados em relação à finalidade do ensaio antes da contratação das medições de desempenho de potência.

Um elemento chave dos ensaios de desempenho de potência é a medição da velocidade do vento. Esse documento prescreve o uso de copo ou anemômetros sônicos ou dispositivos de sensoriamento remoto (RSD) em conjunto com anemômetros para medir o vento. Embora procedimentos adequados para calibração/validação e classificação devem ser respeitados, a natureza da medição e o princípio desses dispositivos pode causar um desempenho diferente.

Esses instrumentos são robustos e foram considerados adequados para esse tipo de ensaio com a limitação de alguns deles a certas classes de terreno. Reconhecendo que, à medida que as turbinas eólicas se tornam cada vez maiores, uma velocidade do vento medida em um único local torna-se cada vez mais improvável que a altura represente com precisão a velocidade do vento em toda o rotor de turbina.

Essa norma padrão introduz uma definição adicional de velocidade do vento. Enquanto anteriormente a velocidade do vento era definida como a medida apenas na altura do cubo, isso agora pode ser complementado com a chamada velocidade do vento equivalente ao rotor (REWS), definida por uma aritmética em combinação de medições simultâneas da velocidade do vento em várias alturas e do diâmetro completo do rotor entre a ponta inferior e a ponta superior.

As curvas de potência definidas pela velocidade do vento na altura do cubo e o REWS não são os mesmos e, portanto, a potência da velocidade do vento na altura do cubo tem a curva sempre apresentada para comparação a uma curva de potência do REWS quando é medida. Como consequência dessa diferença na definição da velocidade do vento, a produção anual de energia (AEP) é derivada da combinação de uma curva de potência medida com uma distribuição de velocidade do vento. Isso é uma definição idêntica da velocidade do vento na curva de potência e na distribuição da velocidade do vento.

Os procedimentos para classificar anemômetros de copo e anemômetros ultrassônicos são apresentados nos anexos I e J. Os procedimentos para classificar os dispositivos de sensoriamento remoto são apresentados no Anexo L. Cuidados especiais devem ser tomados na seleção dos instrumentos escolhidos para medir a velocidade do vento porque pode influenciar o resultado do ensaio.

Os requisitos dos produtos empregados nas pinturas de edificações não industriais

O uso da tinta na construção civil tem o objetivo de proporcionar proteção e acabamento ao substrato. Além disso, oferece melhor higienização dos ambientes, controle de luminosidade e sinalização.

O uso da tinta na construção civil tem o objetivo de proporcionar proteção e acabamento ao substrato. Além disso, oferece melhor higienização dos ambientes, controle de luminosidade e sinalização. Por isso, é considerada uma operação de grande importância, já que as tintas são compostas que quando aplicados sobre a superfície, criam uma película protetora aderente ao substrato.

Assim, torna-se a primeira camada a sofrer com choques, ataques de produtos químicos, umidade do ar, luminosidade e temperatura. Para garantir que a tinta permaneça aderida e firme ao substrato, com suas propriedades essenciais mantidas, deverá haver uma preocupação com a qualidade dos profissionais. Além de uma preparação da superfície a ser pintada, devendo estar destituído de partículas soltas, mofos, calcinação, trincas, umidade e infiltrações.

As tintas são compostas geralmente líquidos ou em pó, constituídas de solventes, pigmentos, resina e aditivos. O solvente é responsável pela regularização da viscosidade da tinta afim de facilitar a aplicação, dissolução da resina, proporcionando um melhor contato entre a superfície e a tinta.

Responsável também pela solubilização dos componentes, tempo de secagem e espessura das tintas. Após a aplicação da tinta, o solvente evapora deixando uma película de pigmentos estruturada com a resina. Utiliza-se como solventes as porções líquidas água, álcool, aguarrás, entre outros.

A resina é um material ligante ou aglomerante responsável por aglutinar as partículas de pigmentos e pela aderência da tinta no substrato. Converte também a tinta do estado líquido para o estado sólido, criando a película de tinta. Os pigmentos são partículas em pó, insolúveis, que são divididos em inertes e ativos.

Os chamados inertes possuem função de enchimento, textura e resistência à abrasão. Já os ativos promovem cor à tinta. Os aditivos são responsáveis por gerar melhorias nas propriedades das tintas. Os mais comuns são os secantes, plastificantes, bactericidas, antibolhas, reológicos, entre outros.

A NBR 11702 de 09/2019 – Tintas para construção civil – Tintas, vernizes, texturas e complementos para edificações não industriais – Classificação e requisitos estabelece a classificação e os requisitos dos tipos de produtos empregados nas pinturas de edificações não industriais.

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O que é uma tinta látex para especialidades?

Como é classificada a tinta a óleo?

Como é classificado o verniz diluível em água?

Como é classificado o impregnante (stain) diluível em água?

As tintas são materiais geralmente líquidos ou em pó solúvel, constituído de um veículo, pigmentos, solventes e aditivos. Os pigmentos são partículas (pó) sólidas e insolúveis, que podem ser divididos em dois grandes grupos: ativos e inertes. Os pigmentos ativos conferem cor e poder de cobertura à tinta, enquanto os inertes (ou cargas) se encarregam de proporcionar lixabilidade, dureza, consistência e outras características.

O veículo, constituído por resinas, é responsável pela formação da película protetora na qual se converte a tinta depois de seca. Os solventes são utilizados em diversas fases de fabricação das tintas, ou seja, para facilitar o empastamento dos pigmentos, regular à viscosidade da pasta de moagem, facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas na fase de enlatamento.

Na obra empregam-se solventes para melhorar a aplicabilidade da tinta, alastramento, etc. Entre os solventes mais comuns estão a água, aguarrás, álcoois, acetonas, xilol e outros. Os aditivos são, geralmente, produtos químicos sofisticados, com alto grau de eficiência, capazes de modificar, significativamente, as propriedades da tinta. Os aditivos mais comuns são os secantes, molhados, antiespumantes, plastificantes, dispersantes, engrossantes, bactericidas e outros.

Em resumo, na construção civil, a pintura representa uma operação de grande importância, uma vez que as áreas pintadas são, normalmente, muito extensas, implicando em um alto custo. Há uma tendência natural em considerar a pintura uma operação de decoração, porém, além de decorar e proteger o substrato, a tinta pode oferecer melhor higienização dos ambientes, servindo também para sinalizar, identificar, isolar termicamente, controlar luminosidade e podendo ainda ter suas cores utilizadas para influir psicologicamente sobre as pessoas.

O recipiente em que a tinta é envasada deve indicar, de forma legível e indelével, as informações a seguir: razão social e número do CNPJ do fabricante; marca comercial; referência a essa norma e seu respectivo item de classificação. O recipiente em que a tinta é envasada deve indicar, na embalagem ou em etiquetas fixadas na embalagem, as informações a seguir: número do lote; prazo de validade; nome do produto; conteúdo; acabamento.

O recipiente dos produtos listados em 5.3.1 a 5.3.2 deve indicar, de forma legível e indelével, o nível de desempenho na área da vista principal da embalagem para o consumidor, em cor contrastante ao referido rótulo e com altura mínima das letras de acordo com o apresentado na tabela abaixo. Tinta látex dos itens 4.5.1 ao 4.5.11 devem apresentar o respectivo nível de desempenho (econômica, standard, premium ou super premium). Esmalte dos itens 4.2.1.1 a 4.2.1.6 e 4.2.3.1 a 4.2.3.3 e tinta a óleo 4.2.2.1 devem apresentar o respectivo nível de desempenho (standard ou premium).

O recipiente dos produtos listados em 5.4.1 a 5.4.4 deve indicar, de forma legível e indelével a indicação de uso interior ou exterior na área da vista principal da embalagem para o consumidor, em cor contrastante ao referido rótulo e com altura mínima das letras de acordo com o apresentado na tabela abaixo.

As tintas látex para especialidades não precisam apresentar a marcação do nível de desempenho do produto na embalagem. Caso apresentem, o produto deve atender ao nível de desempenho indicado na embalagem e deverão atender ambas as normas: NBR 11702, NBR 15079-1 e NBR 15079-2.

As tintas de látex do item 4.5 devem indicar, de forma legível e indelével, apenas um valor de rendimento acabado por embalagem, expresso em metros quadrados (m²) por embalagem. Caso seja apresentado mais de um valor de rendimento acabado ou uma faixa de rendimento acabado, o valor a ser atendido deverá ser o maior rendimento acabado apresentado na embalagem.

O recipiente de tinta deve ainda indicar, de forma legível e indelével, as seguintes informações: diluição ou a designação pronta para uso; rendimento acabado, expresso em metros quadrados por embalagem; preparo da superfície; condições ambientais adequadas para a execução da pintura (umidade relativa e temperatura do ar); intervalo entre as demãos; tempo de secagem; número de demãos.

A avaliação de risco de árvores em áreas urbanas

As árvores e palmeiras conferem uma dimensão especial na paisagem das cidades e desempenham uma importante função nas comunidades urbanas, seja pela capacidade de controle ou minimização dos efeitos adversos, resultantes da ocupação do meio urbano, ou por exercer influência no controle da qualidade estética da cidade e no bem-estar psicossocial.

As árvores e palmeiras conferem uma dimensão especial na paisagem das cidades e desempenham uma importante função nas comunidades urbanas, seja pela capacidade de controle ou minimização dos efeitos adversos, resultantes da ocupação do meio urbano, ou por exercer influência no controle da qualidade estética da cidade e no bem-estar psicossocial. As árvores são diretamente afetadas nas intervenções urbanas, como o alargamento das vias, o reparo das tubulações, a manutenção da fiação aérea, a construção ou a reforma das edificações, entre outros.

Por outro lado, o desenvolvimento e a sobrevivência das árvores nas cidades também sofrem influência de fatores ambientais, como a compactação do solo, a falta ou o excesso de água, a poluição e o estresse climático e a incidência de pragas e de patógenos. Como consequência, as árvores podem ter sua taxa de crescimento reduzida em comparação com aquelas da mesma espécie em ambientes mais naturalizados. A inexistência de planejamento urbano, a seleção inapropriada de espécies, a produção de mudas sem padrão de qualidade e o plantio inadequado das espécies arbóreas indicam a falta de requisitos técnicos na implantação e no manejo da arborização urbana.

Isto pode resultar na incompatibilidade das árvores com a infraestrutura urbana instalada (como postes de iluminação, instalações subterrâneas, caixas de inspeção, entre outras). Nestas condições, as árvores ficam mais sujeitas às injúrias, principalmente por práticas de manejo inadvertidas, seguidas da biodeterioração do lenho por micro-organismos e insetos, como fungos, cupins e brocas de madeira.

No ambiente urbano, as árvores precisam ser vistas como bens públicos integrantes da infraestrutura urbana, com custos e benefícios associados, da mesma forma que as demais infraestruturas urbanas, como rede de transmissão de energia, rede coletora de esgoto, rede de distribuição de água, sistema de vias públicas, etc. Por conta disso, a prática da avaliação da qualidade, da funcionalidade e dos riscos associados, variáveis com o tempo, tem que fazer parte da rotina de trabalho dos gestores públicos envolvidos no trato deste componente ambiental urbano.

Neste contexto, para assegurar a segurança da população e para manutenção dos serviços ambientais prestados pelas árvores nas cidades, há a necessidade de aplicação de critérios técnico-científicos padronizados para a avaliação das árvores e de suas partes, quanto ao risco de queda, reduzindo-se o risco de acidentes e assegurando-se o manejo preventivo adequado. A NBR 16246-3 de 09/2019 – Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas – Parte 3: Avaliação de risco de árvores estabelece os requisitos para avaliação de risco de árvores, incluindo a integridade estrutural e outros fatores que afetem o nível de risco para pessoas, propriedades ou serviços públicos, com o intuito de prover informações para o manejo adequado.

Neste documento o termo árvore também inclui as palmeiras, arbustos e outras plantas lenhosas. Esse documento estabelece um modelo de avaliação de risco de árvores e suas partes, que pode ser utilizado como orientação para que profissionais da administração pública municipal, estadual e federal, assim como prestadores de serviços (arboristas), concessionárias de serviços públicos e outros, elaborarem suas especificações de trabalho ou protocolos de avaliação. Toda árvore é um ser vivo, que pode possuir defeitos, e está sujeita a forças da natureza, por isto, nunca está livre de apresentar riscos de queda ou de suas partes, podendo causar eventuais acidentes.

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O que é um arborista?

O que são ramos epicórmicos?

O que é o processo de tomografia?

O que deve conter o relatório de avaliação de risco?

Uma síntese da sistemática de avaliação de risco, envolvendo a queda de uma árvore ou de suas partes, é apresentada na figura abaixo.

A especificação do escopo do serviço a ser realizado pelo arborista deve incluir, mas não é limitada a: interessado no serviço ou cliente (como empresa privada, pessoa física ou órgão público); localização da árvore, indicando coordenadas ou distâncias da árvore em relação às infraestruturas importantes; objetivo da avaliação; critério de seleção; nível da avaliação de risco de árvore, conforme estabelecido em 4.3; detalhamento da avaliação, incluindo método e equipamentos; tipo de comunicação formal a ser desenvolvida; prazo de entrega do relatório.

Os níveis de avaliação de risco de árvores, contendo o detalhamento da avaliação (método e equipamentos), devem ser especificados pelo arborista. Os tipos de níveis de avaliação de árvores são os estabelecidos em 4.3.2 a 4.3.4. A avaliação de risco de nível 1 deve ser limitada a uma análise visual de cada árvore ou a um grupo de árvores próximas a alvos especificados, como ao longo de rodovias, ferrovias ou servidão de concessionárias, para identificar condições especificadas ou defeitos óbvios, não sendo utilizados equipamentos. A avaliação da (s) árvore (s) deve ser feita por caminhamento, por veículo ou por patrulha aérea. O método de avaliação e os critérios de tomada de decisão devem ser especificados.

A avaliação de risco de nível 2 deve ser limitada a uma análise visual externa (360°) do sistema radicular visível, colo, tronco e copa da árvore, não sendo caracterizado um trabalho em altura, de acordo com a legislação aplicável. Neste nível, o uso de ferramentas manuais, como trena florestal, hipsômetro ou clinômetro, sovelas, espátulas e binóculos, é possível para a localização de defeitos estruturais.

Quando a auscultação for especificada, um martelo de borracha ou ferramenta equivalente deve ser utilizado para detecção de grandes cavidades e cascas soltas no tronco, principalmente no colo, nas raízes visíveis ou nas raízes de suporte (raiz tipo escora ou sapopemas).

A avaliação de risco de nível 3 deve incluir, além da análise visual externa (nível 2), a análise dos galhos, ou ainda empregar métodos e tecnologias avançadas para avaliação da extensão ou da severidade das condições ou defeitos. A avaliação de risco de nível 3 deve incluir, mas não estar limitada a, um ou mais dos seguintes métodos e equipamentos: escalada da árvore, trabalho em altura ou uso de drones, de acordo com a legislação vigente.

Os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura são estabelecidos na NR 35. A prospecção do fuste ou galhos por meio de perfuração, com uso de equipamentos como furadeira com broca de pequeno diâmetro, sonda, trado de incremento, penetrógrafos ou qualquer equipamento deve ser cientificamente validado. Estes equipamentos podem ser considerados não destrutivos, mas são invasivos.

Deve-se ainda fazer a tomografia do tronco ou dos galhos; usar um radar ou tomógrafo para avaliação do sistema radicular; ter um sistema de instrumentação de árvores para avaliação de sua estabilidade estrutural, com elastômeros, clinômetro e sensores de movimentação, para avaliação do comportamento mecânico da árvore. Usar ferramentas para avaliação do solo e sondagem, como radar, trado de amostragem ou uma haste metálica para prospecção de solo e raízes.

Executar o cálculo estrutural ou estatístico (probabilístico ou não) para avaliação do comportamento mecânico da árvore frente aos esforços de vento ou do peso próprio. Existem modelos de cálculo estrutural ou estatísticos (probabilísticos ou não) que podem ser ferramentas complementares úteis para balizar a decisão sobre o manejo e a simulação de podas, bem como inferências sobre o risco de queda de árvores ou partes delas, processos de biodeterioração ou simulação de podas, entre outros.

Entretanto, estes modelos não podem ser considerados o único parâmetro, devido às incertezas envolvidas de uma estrutura muito complexa como a árvore. Outros métodos e equipamentos podem ser utilizados, desde que tenham sido validados cientificamente para árvores. As ferramentas e as práticas de trabalho que causem danos significativos ou irreversíveis à árvore, além das boas práticas reconhecidas na arboricultura, devem ser evitadas.

Neste sentido, o uso de furadeira, sonda ou trado de incremento deve ser feito com cautela, pois os danos podem ser prejudiciais à árvore ou fragilizar ainda mais os galhos, sendo sugeridos estes equipamentos para as árvores que já possuam defeitos externos críticos, como cavidades e processos intensos de biodeterioração. Os atributos mínimos relacionados à análise de alvo, defeitos estruturais ou crescimento adaptado das árvores (biomecânica) são estabelecidos em 4.4.2 a 4.4.5.

A análise de alvo deve ser realizada na avaliação de risco de acidente com árvores. Se houver risco para as pessoas, animais, bens patrimoniais ou elementos da infraestrutura, as características da árvore, a sua permanência e a sua remoção da zona de risco são aspectos que devem ser considerados. O arborista deve avaliar os alvos conhecidos e possíveis (estático, transitório ou móvel), dentro de um provável raio de queda da árvore especificada ou de suas partes.

Até o estabelecimento do manejo adequado da árvore, deve-se providenciar o isolamento da área e a sinalização da árvore ou a remoção do alvo. Para a avaliação do entorno, as seguintes condições de entorno podem estar associadas ao risco de queda das árvores: área permeável útil na base da árvore; aspectos físicos, químicos e biológicos do solo; inclinação do solo e posicionamento da árvore; infiltração de água e estabilidade do solo; velocidade de vento no local ou região; índice pluviométrico; pavimentação.

Realizar um histórico do local, como ocorrência de queda de árvores, reformas, movimentação de terra, área alagadiça e outras alterações na ocupação do solo (se existirem). As condições de entorno que serão avaliadas devem ser estabelecidas pelo arborista, com base na relevância destas condições e no nível de avaliação de risco.

A avaliação visual externa da árvore deve conter, porém não se limitar a, o seguinte: estado geral da árvore, informando: o vigor da copa (observar fenologia); se a árvore está morta ou em declínio (observar risco de queda de galhos secos e apodrecidos ou de toda a árvore); sistema radicular visível, incluindo: espaço disponível para o sistema radicular em relação ao porte da árvore; movimentação do solo pelo pivotamento do sistema radicular; raízes dobradas (avaliar interferências); raízes enoveladas (avaliar interferências); poda ou apodrecimento de raízes significativas para a sustentação da árvore; exposição do sistema radicular por processos de erosão ou compactação do solo.

Deve-se avaliar o colo, incluindo: o colo soterrado; as rachaduras longitudinais ou transversais; as injúrias ou cancros com rachaduras ou processos de biodeterioração; as cavidades. Avaliar o tronco, incluindo: inclinação do tronco; rachaduras longitudinais ou transversais; injúrias ou cancros com rachaduras ou processos de biodeterioração; cavidades. Avaliar a copa em desequilíbrio (descaracterização da arquitetura e do centro de gravidade original do exemplar).

Avaliar a casca inclusa; os galhos com ferimentos, apodrecimento ou em desrama natural; os galhos quebrados ou pendentes (relação desfavorável entre o diâmetro do galho e o seu comprimento); a primeira ramificação baixa em relação à altura total da árvore; os ramos epicórmicos; as forquilhas com processos de biodeterioração; as podas de grandes galhos, com processos de biodeterioração; a copa em desequilíbrio (deslocamento do centro de gravidade); a coloração e turgência das folhas (não confundir com o processo natural de senescência da espécie); sintomas de deficiência nutricional ou hídrica;

Deve-se avaliar os aspectos de fitossanidade e fitopatologia nas raízes, colo, tronco ou copa, incluindo: corpo de frutificação de fungos xilófagos; cupins xilófagos; brocas de madeira; formigas carpinteiras; e sintomas e sinais de outras pragas, patógenos e doenças (associadas à morte ou ao declínio). Notar o crescimento adaptado, incluindo: raízes tipo escora ou sapopemas; protuberâncias no tronco ou nos galhos de grande porte; espessamento significativo de raízes; espessamentos no tronco; espessamento significativo em ramificações e a presença de vegetais parasitas.

Quando for realizada uma avaliação de risco de nível 3, a avaliação interna deve ser realizada para a verificação e quantificação de processos de biodeterioração ou outros defeitos no interior da árvore ou nos galhos, bem como para a avaliação do sistema radicular e sua distribuição. Os métodos e equipamentos utilizados devem ser os indicados em 4.3.4. O arborista deve executar a avaliação de risco somente na (s) árvore (s) indicada (s) no escopo do serviço, recomendando, se for o caso, estender a avaliação para outro (s) exemplar (es) que apresente (m) situação análoga de risco.

O arborista deve avaliar os atributos estabelecidos em 4.4 com base no seu conhecimento técnico, na experiência do profissional e nos dados históricos sobre o comportamento das espécies das árvores. A análise de alvo é obrigatória na avaliação de risco da árvore. Dados de direção e de velocidade de ventos preferenciais no local da árvore também são informações relevantes.

A tomada de decisão sobre o risco de uma árvore depende do nível de avaliação de risco adotado e do tipo e extensão dos defeitos. Caso haja risco iminente de queda, este risco deve ser comunicado formal e imediatamente, recomendando que sejam tomadas as providências devidas, como isolamento da área, sinalização da árvore, remoção do alvo, manejo para mitigação e monitoramento. A periodicidade da avaliação de risco deve ser indicada, considerando a realização do manejo recomendado. No caso de ser recomendada a realização de poda, deve-se utilizar a NBR 16246-1.

O cabeamento estruturado em edifícios comerciais

Um sistema de cabeamento estruturado é usado nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN).

O cabeamento consiste em componentes passivos e, desta forma, pode ter sua conformidade verificada quanto à compatibilidade eletromagnética (NBR IEC/CISPR 22 e NBR IEC/CISPR 24) somente quando vinculado a um equipamento de aplicação específica. Entretanto, as características eletromagnéticas de uma instalação de rede podem ser influenciadas pelo cabeamento.

No que diz respeito às características eletromagnéticas, o balanceamento do cabo pode ser representado por um parâmetro conhecido como LCL (perda de conversão longitudinal), caracterizado para componentes do cabo, como cabos e hardware de conexão. O termo unbalance attenuation é também utilizado como sinônimo.

A perda de conversão longitudinal é a relação entre ruídos de modo comum (que utilizam o plano de terra como condutor) e sinais de modo diferencial (sinais transmitidos pelos condutores do cabo). Este ruído de modo comum é proveniente de imperfeições no sistema de cabeamento, como assimetria, que causa emissão eletromagnética e afeta a imunidade a ruídos. Os limites para LCL são especificados para o cabeamento. Os métodos de ensaio para componentes são bem estabelecidos para frequências até 100 MHz.

A NBR 14565 de 09/2019 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais estabelece requisitos para um sistema de cabeamento estruturado para uso nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN). O cabeamento especificado nesta norma suporta uma ampla variedade de serviços, incluindo voz, dados, imagem e automação.

Essa norma especifica diretamente ou por referência: a estrutura e a configuração mínima para o cabeamento estruturado; as interfaces para tomadas de telecomunicações (TO); os requisitos de desempenho para enlaces e canais individuais de cabeamento; as recomendações e requisitos gerais; os requisitos de desempenho para o cabeamento para as distâncias mínimas e máximas especificadas nesta norma; os requisitos de conformidade e procedimentos de verificação; a infraestrutura de um sistema de cabeamento para um arranjo de áreas de cobertura que forma uma malha de rede sem fio dentro de um edifício; a cobertura e a localização das saídas de telecomunicações; as interfaces para pontos de acesso sem fio; o fornecimento de potência sobre o cabeamento balanceado.

Essa norma leva em consideração os requisitos especificados nas aplicações listadas no Anexo D. Não é aplicável aos requisitos de proteção e segurança elétrica, proteção contra incêndio e compatibilidade eletromagnética, que são cobertos por outras normas e regulamentos. Entretanto, as recomendações dessa norma podem ser úteis.

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Qual o comprimento máximo do canal?

Quais os símbolos usados nessa norma?

Qual é a estrutura hierárquica do cabeamento?

Como deve ser usada a tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO)?

O desempenho dos canais balanceados deve ser medido conforme os requisitos especificados a seguir. Um canal projetado e implementado deve assegurar o desempenho previsto e o desempenho do canal deve ser assegurado inclusive com o acréscimo de patch cords nas terminações de um enlace permanente, conforme os requisitos da Seção 6 e da ISO/IEC 11801. Os componentes apropriados, utilizados para um enlace permanente ou enlace do CP, são especificados por classe de desempenho da Seção 7 e da ISO/IEC 11801.

Usando as implementações referenciadas na Seção 7 e os componentes do cabeamento compatíveis com os requisitos da NBR 14703, bem como as Seções 10 e 11, com base em uma aproximação estatística do modelo de desempenho. Os requisitos específicos de infraestrutura do cabeamento estão descritos na NBR 16415, a implementação e o desempenho do cabeamento óptico devem atender aos requisitos da Seção 9 e as interfaces com o cabeamento na tomada de telecomunicações devem estar em conformidade com os requisitos da Seção 11.

Todo e qualquer hardware de conexão do cabeamento, incluindo a tomada de telecomunicações, deve atender aos requisitos da Seção 11. Se presentes, as blindagens devem ser tratadas de acordo com a Seção 12, a administração do sistema deve atender aos requisitos da Seção 13 e os regulamentos de segurança e compatibilidade eletromagnética aplicáveis no local da instalação devem ser atendidos.

A localização da tomada de telecomunicações deve ser conforme a Seção 6 e as interfaces de cabeamento para pontos de acesso sem fio devem ser conforme 15.4. Quando usado, o fornecimento de energia pelo cabeamento dever ser conforme 15.6. A seção estrutura do sistema de cabeamento identifica os elementos funcionais do cabeamento para edifícios comerciais, descrevendo como são interconectados para formar subsistemas e identificando as interfaces com as quais os componentes de aplicações específicas são conectados ao cabeamento.

As aplicações listadas no Anexo D são suportadas conectando-se equipamentos ativos às interfaces de redes externas, tomadas de telecomunicações, tomadas de equipamentos e distribuidores. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação.

Em edifícios comerciais, os elementos funcionais do cabeamento são: distribuidor de campus (CD); backbone de campus; distribuidor de edifício (BD); backbone de edifício; distribuidor de piso (FD); cabeamento horizontal; ponto de consolidação (CP); cabo do ponto de consolidação (cabo do CP); tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO); tomada de telecomunicações (TO); equipamento terminal (TE). Os sistemas de cabeamento em edifícios comerciais contêm até três subsistemas: backbone de campus, backbone de edifício e cabeamento horizontal.

Os subsistemas são interconectados para formar um sistema de cabeamento, como a estrutura ilustrada na figura abaixo. Os distribuidores oferecem os meios de configurar o cabeamento para suportar diferentes topologias, como barramento, estrela e anel.

As conexões entre subsistemas de cabeamento podem ser passivas ou ativas, quando utilizadas com equipamentos de aplicações específicas. As conexões de equipamentos para aplicações específicas adotam a abordagem tanto de interconexão como de conexão cruzada. As conexões passivas entre subsistemas de cabeamento são geralmente executadas usando conexões cruzadas por meio de patch cords ou jumpers.

No caso de um cabeamento centralizado, as conexões passivas nos distribuidores são executadas por conexões cruzadas ou interconexões. Além disso, para cabeamento óptico centralizado, é possível criar conexões nos distribuidores usando emendas, apesar de isto reduzir a possibilidade do cabeamento de suportar reconfigurações.

O subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se do distribuidor de campus até os distribuidores de edifício. Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de campus; qualquer componente de cabeamento dentro da infraestrutura de entrada; jumpers e patch cords no distribuidor de campus; o hardware de conexão no qual os cabos de backbone de campus são terminados (tanto no distribuidor de campus como no distribuidor de edifício).

Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica. Onde o distribuidor de edifício não existe, o subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se desde o distribuidor de campus até o distribuidor de piso.

É possível que o cabeamento de backbone de campus ofereça conexão direta entre os distribuidores de edifícios. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. Um subsistema de cabeamento de backbone de edifício estende-se desde o (s) distribuidor (es) de edifício até o (s) distribuidor (es) de piso.

Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de edifício; os jumpers e patch cords no distribuidor de edifício; o hardware de conexão no qual os cabos do backbone de edifício são terminados (em ambos os distribuidores, de piso e de edifício). Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica.

É possível que o cabeamento de backbone de edifício ofereça conexão direta entre os distribuidores de piso. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. O subsistema de cabeamento horizontal estende-se desde o (s) distribuidor (es) de piso até a (s) tomada (s) de telecomunicações conectada (s) a ele. Este subsistema inclui: os cabos horizontais; os jumpers e patch cords no distribuidor de piso; as terminações mecânicas dos cabos horizontais nas tomadas de telecomunicações; as terminações mecânicas dos cabos horizontais no distribuidor de piso, incluindo o hardware de conexão, como, por exemplo, das interconexões ou das conexões cruzadas; um ponto de consolidação (opcional); as tomadas de telecomunicações.

Apesar de os patch cords de equipamento e da área de trabalho serem usados para conectar terminais e equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento horizontal, eles não são considerados parte deste subsistema. Cabos horizontais devem ser contínuos desde o distribuidor de piso até a tomada de telecomunicações, a não ser que haja um ponto de consolidação (ver 6.7.8 e 15.4.4). O cabeamento horizontal deve ser projetado para suportar a maior parte das aplicações existentes e emergentes, e deve fornecer uma vida operacional de no mínimo dez anos. Isto minimiza as interrupções e o alto custo de reinstalações nas áreas de trabalho.

O backbone de edifício deve ser projetado para suportar a vida útil do sistema de cabeamento. Entretanto, é comum que se adotem soluções provisórias para suportar aplicações correntes ou previstas, particularmente no caso de o acesso físico aos caminhos ser fácil. A seleção do cabeamento de backbone de campus pode necessitar de uma solução mais duradoura que a adotada no cabeamento de backbone de edifício, particularmente se o acesso físico aos caminhos for mais limitado.