O cabeamento estruturado em edifícios comerciais

Um sistema de cabeamento estruturado é usado nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN).

O cabeamento consiste em componentes passivos e, desta forma, pode ter sua conformidade verificada quanto à compatibilidade eletromagnética (NBR IEC/CISPR 22 e NBR IEC/CISPR 24) somente quando vinculado a um equipamento de aplicação específica. Entretanto, as características eletromagnéticas de uma instalação de rede podem ser influenciadas pelo cabeamento.

No que diz respeito às características eletromagnéticas, o balanceamento do cabo pode ser representado por um parâmetro conhecido como LCL (perda de conversão longitudinal), caracterizado para componentes do cabo, como cabos e hardware de conexão. O termo unbalance attenuation é também utilizado como sinônimo.

A perda de conversão longitudinal é a relação entre ruídos de modo comum (que utilizam o plano de terra como condutor) e sinais de modo diferencial (sinais transmitidos pelos condutores do cabo). Este ruído de modo comum é proveniente de imperfeições no sistema de cabeamento, como assimetria, que causa emissão eletromagnética e afeta a imunidade a ruídos. Os limites para LCL são especificados para o cabeamento. Os métodos de ensaio para componentes são bem estabelecidos para frequências até 100 MHz.

A NBR 14565 de 09/2019 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais estabelece requisitos para um sistema de cabeamento estruturado para uso nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN). O cabeamento especificado nesta norma suporta uma ampla variedade de serviços, incluindo voz, dados, imagem e automação.

Essa norma especifica diretamente ou por referência: a estrutura e a configuração mínima para o cabeamento estruturado; as interfaces para tomadas de telecomunicações (TO); os requisitos de desempenho para enlaces e canais individuais de cabeamento; as recomendações e requisitos gerais; os requisitos de desempenho para o cabeamento para as distâncias mínimas e máximas especificadas nesta norma; os requisitos de conformidade e procedimentos de verificação; a infraestrutura de um sistema de cabeamento para um arranjo de áreas de cobertura que forma uma malha de rede sem fio dentro de um edifício; a cobertura e a localização das saídas de telecomunicações; as interfaces para pontos de acesso sem fio; o fornecimento de potência sobre o cabeamento balanceado.

Essa norma leva em consideração os requisitos especificados nas aplicações listadas no Anexo D. Não é aplicável aos requisitos de proteção e segurança elétrica, proteção contra incêndio e compatibilidade eletromagnética, que são cobertos por outras normas e regulamentos. Entretanto, as recomendações dessa norma podem ser úteis.

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Qual o comprimento máximo do canal?

Quais os símbolos usados nessa norma?

Qual é a estrutura hierárquica do cabeamento?

Como deve ser usada a tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO)?

O desempenho dos canais balanceados deve ser medido conforme os requisitos especificados a seguir. Um canal projetado e implementado deve assegurar o desempenho previsto e o desempenho do canal deve ser assegurado inclusive com o acréscimo de patch cords nas terminações de um enlace permanente, conforme os requisitos da Seção 6 e da ISO/IEC 11801. Os componentes apropriados, utilizados para um enlace permanente ou enlace do CP, são especificados por classe de desempenho da Seção 7 e da ISO/IEC 11801.

Usando as implementações referenciadas na Seção 7 e os componentes do cabeamento compatíveis com os requisitos da NBR 14703, bem como as Seções 10 e 11, com base em uma aproximação estatística do modelo de desempenho. Os requisitos específicos de infraestrutura do cabeamento estão descritos na NBR 16415, a implementação e o desempenho do cabeamento óptico devem atender aos requisitos da Seção 9 e as interfaces com o cabeamento na tomada de telecomunicações devem estar em conformidade com os requisitos da Seção 11.

Todo e qualquer hardware de conexão do cabeamento, incluindo a tomada de telecomunicações, deve atender aos requisitos da Seção 11. Se presentes, as blindagens devem ser tratadas de acordo com a Seção 12, a administração do sistema deve atender aos requisitos da Seção 13 e os regulamentos de segurança e compatibilidade eletromagnética aplicáveis no local da instalação devem ser atendidos.

A localização da tomada de telecomunicações deve ser conforme a Seção 6 e as interfaces de cabeamento para pontos de acesso sem fio devem ser conforme 15.4. Quando usado, o fornecimento de energia pelo cabeamento dever ser conforme 15.6. A seção estrutura do sistema de cabeamento identifica os elementos funcionais do cabeamento para edifícios comerciais, descrevendo como são interconectados para formar subsistemas e identificando as interfaces com as quais os componentes de aplicações específicas são conectados ao cabeamento.

As aplicações listadas no Anexo D são suportadas conectando-se equipamentos ativos às interfaces de redes externas, tomadas de telecomunicações, tomadas de equipamentos e distribuidores. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação.

Em edifícios comerciais, os elementos funcionais do cabeamento são: distribuidor de campus (CD); backbone de campus; distribuidor de edifício (BD); backbone de edifício; distribuidor de piso (FD); cabeamento horizontal; ponto de consolidação (CP); cabo do ponto de consolidação (cabo do CP); tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO); tomada de telecomunicações (TO); equipamento terminal (TE). Os sistemas de cabeamento em edifícios comerciais contêm até três subsistemas: backbone de campus, backbone de edifício e cabeamento horizontal.

Os subsistemas são interconectados para formar um sistema de cabeamento, como a estrutura ilustrada na figura abaixo. Os distribuidores oferecem os meios de configurar o cabeamento para suportar diferentes topologias, como barramento, estrela e anel.

As conexões entre subsistemas de cabeamento podem ser passivas ou ativas, quando utilizadas com equipamentos de aplicações específicas. As conexões de equipamentos para aplicações específicas adotam a abordagem tanto de interconexão como de conexão cruzada. As conexões passivas entre subsistemas de cabeamento são geralmente executadas usando conexões cruzadas por meio de patch cords ou jumpers.

No caso de um cabeamento centralizado, as conexões passivas nos distribuidores são executadas por conexões cruzadas ou interconexões. Além disso, para cabeamento óptico centralizado, é possível criar conexões nos distribuidores usando emendas, apesar de isto reduzir a possibilidade do cabeamento de suportar reconfigurações.

O subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se do distribuidor de campus até os distribuidores de edifício. Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de campus; qualquer componente de cabeamento dentro da infraestrutura de entrada; jumpers e patch cords no distribuidor de campus; o hardware de conexão no qual os cabos de backbone de campus são terminados (tanto no distribuidor de campus como no distribuidor de edifício).

Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica. Onde o distribuidor de edifício não existe, o subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se desde o distribuidor de campus até o distribuidor de piso.

É possível que o cabeamento de backbone de campus ofereça conexão direta entre os distribuidores de edifícios. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. Um subsistema de cabeamento de backbone de edifício estende-se desde o (s) distribuidor (es) de edifício até o (s) distribuidor (es) de piso.

Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de edifício; os jumpers e patch cords no distribuidor de edifício; o hardware de conexão no qual os cabos do backbone de edifício são terminados (em ambos os distribuidores, de piso e de edifício). Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica.

É possível que o cabeamento de backbone de edifício ofereça conexão direta entre os distribuidores de piso. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. O subsistema de cabeamento horizontal estende-se desde o (s) distribuidor (es) de piso até a (s) tomada (s) de telecomunicações conectada (s) a ele. Este subsistema inclui: os cabos horizontais; os jumpers e patch cords no distribuidor de piso; as terminações mecânicas dos cabos horizontais nas tomadas de telecomunicações; as terminações mecânicas dos cabos horizontais no distribuidor de piso, incluindo o hardware de conexão, como, por exemplo, das interconexões ou das conexões cruzadas; um ponto de consolidação (opcional); as tomadas de telecomunicações.

Apesar de os patch cords de equipamento e da área de trabalho serem usados para conectar terminais e equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento horizontal, eles não são considerados parte deste subsistema. Cabos horizontais devem ser contínuos desde o distribuidor de piso até a tomada de telecomunicações, a não ser que haja um ponto de consolidação (ver 6.7.8 e 15.4.4). O cabeamento horizontal deve ser projetado para suportar a maior parte das aplicações existentes e emergentes, e deve fornecer uma vida operacional de no mínimo dez anos. Isto minimiza as interrupções e o alto custo de reinstalações nas áreas de trabalho.

O backbone de edifício deve ser projetado para suportar a vida útil do sistema de cabeamento. Entretanto, é comum que se adotem soluções provisórias para suportar aplicações correntes ou previstas, particularmente no caso de o acesso físico aos caminhos ser fácil. A seleção do cabeamento de backbone de campus pode necessitar de uma solução mais duradoura que a adotada no cabeamento de backbone de edifício, particularmente se o acesso físico aos caminhos for mais limitado.

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