Os fios e cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A revisão da NBR 7482 se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais, como BS 5896 e ASTM A881, para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; inclusão de nova resistência (190) e exclusão de resistências não comercializadas (150 e 160), assim como exclusão da família de relaxação normal (RN), não mais comercializada e aplicada; aperfeiçoamento das definições e critérios de entalhe para os fios entalhados.

A NBR 7482 de 01/2020 – Fios de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de fios de aço de alta resistência, lisos ou entalhados, destinados a estruturas de concreto protendido. A NBR 7483 de 03/2008 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação fixa os requisitos exigíveis para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, destinadas a armaduras de protensão.

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O que é o módulo de elasticidade?

Quais as tolerâncias dimensionais dos entalhes?

Qual o diâmetro do mandril para ensaio de dobramento alternado?

Como deve ser feita a marcação e designação das cordoalhas?

A revisão da NBR 7482 se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais, como BS 5896 e ASTM A881, para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; inclusão de nova resistência (190) e exclusão de resistências não comercializadas (150 e 160), assim como exclusão da família de relaxação normal (RN), não mais comercializada e aplicada; aperfeiçoamento das definições e critérios de entalhe para os fios entalhados.

Além disso, esta nova edição buscou uma melhoria no texto para melhor compreensão dos usuários. Conforme a resistência à tração, os fios classificam-se em: categoria CP-145; categoria CP-170; categoria CP-175; categoria CP-190. Conforme acabamento superficial, os fios classificam-se em: liso – L; entalhado – E. Os números 145, 170, 175 e 190 correspondem ao limite mínimo de resistência à tração em quilogramas-força por milímetro quadrado (kgf/mm²). Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa.

O fio deve ser encruado a frio por trefilação a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos. A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final.

Como qualidade do fio acabado, ele deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. Não é permitida a incorporação de qualquer tipo de emenda no produto final. Os trechos de fios acabados que receberam emendas necessárias à continuidade do processo de fabricação devem ser descartados.

Os fios, ao serem desenrolados e deixados livres sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar flecha superior a 15 cm em uma amostra de 5 m de comprimento. O fio deve ser fornecido em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno mínimo conforme apresentado na tabela abaixo.

Mediante acordo entre o fabricante e o consumidor, o tipo de embalagem deve ser estabelecido no ato da encomenda. Quanto ao transporte e armazenamento, os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

Cada rolo deve ser identificado por uma etiqueta suficientemente resistente, com inscrição indelével, firmemente presa, indicando: nome ou símbolo do produtor; número desta norma; designação do produto; categoria (145, 170, 175 ou 190); relaxação baixa (RB); acabamento superficial (L- liso ou E – entalhado); diâmetro nominal do fio, expresso em milímetros; número de identificação do rolo; massa líquida do rolo, expressa em quilogramas. O produtor deve informar ao comprador os resultados dos ensaios por meio do certificado.

Os resultados dos ensaios do produtor devem estar disponíveis para exame pelo comprador ou seu representante durante pelo menos cinco anos. O certificado deve conter no mínimo as seguintes informações: data da emissão do certificado; identificação do rolo; características dimensionais e mecânicas do material, conforme ensaios estipulados em 6.3; número desta norma; designação, conforme item 4.3.2. Fica a critério do comprador verificar se as características especificadas em 6.1.2 estão de acordo com o especificado nesta Norma, executando as inspeções e os ensaios julgados necessários.

A partir da recepção do material, o comprador torna-se responsável pela integridade física do produto no decorrer das operações de transporte, manuseio, estocagem, aplicação e manutenção na estrutura. Caso o comprador deseje efetuar a inspeção do material na fábrica, após este ter sido submetido aos ensaios de rotina, os eventuais ensaios adicionais, às expensas do produtor, são limitados ao máximo de uma amostra de um corpo-de-prova a cada lote.

Não é requisito desta norma que um fio acabado seja submetido ao ensaio de relaxação. O produto inspecionado, amostrado e ensaiado conforme a Seção 6 é aceito, desde que todos os resultados (exceto o módulo de elasticidade) atendam aos valores especificados nesta norma. Se qualquer corpo de prova não atender aos valores especificados, uma nova amostra composta de dois corpos de prova deve ser retirada do mesmo rolo ensaiado e submetida a reensaio. Se o resultado deste reensaio atender aos valores especificados nesta norma, o lote correspondente é considerado aprovado.

Se o resultado de pelo menos um dos corpos de prova deste reensaio não atender a qualquer valor especificado nesta norma (exceto o módulo de elasticidade), o rolo correspondente deve ser considerado reprovado e todos os demais rolos que compõem o lote devem ser ensaiados. Pode-se admitir oxidação do produto, desde que esta seja superficial, leve e uniforme, e não apresente pontos de corrosão localizada (cavidades) na superfície.

Para verificação da oxidação superficial, deve-se esfregar o fio com um tecido grosseiro (estopa ou ráfia) ou com esponja plástica abrasiva para remoção manual do óxido. Em caso de dúvida quanto à gravidade do dano provocado pela oxidação, o material deve ser submetido aos ensaios especiais para a comprovação de suas propriedades mecânicas originais.

A partir da aceitação do produto na entrega, a manutenção da condição física do material passa a ser de responsabilidade do comprador. Salvo acordo prévio entre comprador e fornecedor, a superfície do fio não pode conter qualquer lubrificante, óleo ou outra substância capaz de prejudicar a sua aplicação. A liberação e o emprego do produto não são condicionados ao resultado do ensaio de relaxação, devido à sua longa duração.

O produtor deve entregar ao comprador um certificado de ensaio de relaxação realizado em no máximo seis meses, obtido de fios de mesma designação, comprovando capacidade de produzir fios na categoria a que pertence o aço fornecido. O comprador pode se basear em resultados recentes e regularmente obtidos com material de mesma categoria e mesmo produtor.

Já a classificação das cordoalhas deve ser feita conforme o número de fios: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210. Os números 190 e 210 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilograma força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa.

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser encruado a frio por trefilação a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre não devem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos. A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final. As cordoalhas fabricadas conforme 4.2 e inspecionadas, amostradas e ensaiadas conforme Seção 6 devem atender aos valores especificados nesta norma.

O módulo de elasticidade é função do material. Para o aço-carbono comum, o valor nominal do módulo de elasticidade é de 200 GPa. Ensaios individuais que resultem em desvios maiores que 5% em relação a 200 GPa indicam erros cometidos no ensaio ou de outra natureza, não sendo, todavia, motivo de rejeição do material ensaiado. Este módulo deve ser fornecido por ensaio do produtor ou obtido em ensaio realizado em laboratório independente.

Para valores divergentes de ensaios referentes ao mesmo lote, utilizar o valor do ensaio mais próximo de 200 GPa. As propriedades mecânicas das cordoalhas de três e de sete fios com relaxação baixa são especificadas na tabela 1 disponível na norma. Compete ao produtor informar ao comprador os resultados dos ensaios através de certificado. Os resultados dos ensaios do produtor devem estar disponíveis para exame pelo comprador ou seu representante durante pelo menos cinco anos.

O certificado deve conter: data da emissão do certificado; identificação do rolo; características dimensionais e mecânicas do material. Fica a critério do comprador verificar se as características especificadas estão de acordo com esta norma, fazendo executar as inspeções e os ensaios julgados necessários. A partir da recepção do material, o comprador torna-se responsável pela integridade física do produto no decorrer das operações de transporte, de manuseio, de estocagem e da aplicação na estrutura.

Caso o comprador deseje efetuar a inspeção do material na fábrica, após este ter sido submetido aos ensaios de rotina, os eventuais ensaios adicionais, às expensas do produtor, são limitados no máximo de uma amostra por lote. Não é requisito desta norma que uma cordoalha específica seja submetida ao ensaio de relaxação.

Cabe ao comprador verificar a integridade física das cordoalhas e adotar pelo menos um dos seguintes procedimentos: fiscalizar o produtor na aceitação do material; analisar as características do material utilizado, através dos ensaios já realizados pelo produtor; realizar o controle de qualidade do material, contratando laboratórios acreditados junto à Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios ou laboratórios de centro de pesquisa e de ensino superior. Para os ensaios especificados, deve-se retirar uma amostra da extremidade externa de um rolo para cada 25.000 kg do mesmo lote. Para lotes que não atingirem 25.000 kg, extrai-se uma única amostra.

As amostras não devem ser submetidas a nenhuma forma de tensionamento e/ou de aquecimento e todo o procedimento deve obedecer à NBR 6349. O ensaio de tração das cordoalhas deve ser executado conforme a NBR 6349, determinando-se o diagrama “Carga-Deformação”, a carga a 1% de alongamento, a carga de ruptura, o alongamento total após ruptura e o módulo de elasticidade em todos os corpos-de-prova. O ensaio de relaxação das cordoalhas deve ser executado conforme a NBR 7484, determinando-se os valores da relaxação para uma carga inicial aplicada de 80 % da carga de ruptura mínima especificada.

NFPA 72: os sistemas de alarme de incêndio e comunicações de emergência

Essa norma internacional, editada pela (NFPA) em 2019, apresenta as disposições mais avançadas já desenvolvidas para a aplicação, instalação, localização, desempenho e inspeção, ensaio e manutenção de sistemas de alarme de incêndio e comunicações de emergência – incluindo sistemas de notificação em massa (mass notification systems – MNS).

A NFPA 72 – National Fire Alarm and Signaling Code, 2019 Edition apresenta as disposições mais avançadas já desenvolvidas para a aplicação, instalação, localização, desempenho e inspeção, ensaio e manutenção de sistemas de alarme de incêndio e comunicações de emergência – incluindo sistemas de notificação em massa (mass notification systems – MNS).

Assim, essa norma abrange a aplicação, instalação, localização, desempenho, inspeção, teste e manutenção de sistemas de alarme de incêndio, sistemas de alarme de estações de supervisão, sistemas públicos de notificação de alarmes de emergência, equipamentos de alerta de incêndio e sistemas de comunicação de emergência (emergency communications systems – ECS) e seus componentes. As disposições dos capítulos aplicam-se ao longo do Código, salvo indicação em contrário.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Aplicação

1.4 Retroatividade

1.5 Equivalência

1.6 Unidades e fórmulas

1.7 Requisitos de adoção de código

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extratos em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

Capítulo 4 Reservado

Capítulo 5 Reservado

Capítulo 6 Reservado

Capítulo 7 Documentação

7.1 Aplicação (SIG-FUN)

7.2 Documentação mínima exigida (SIG-FUN)

7.3 Documentação de projeto (layout)

7.4 Desenhos da oficina (documentação de instalação) (SIG-FUN)

7.5 Documentação de conclusão

7.6 Documentação de inspeção, ensaio e manutenção (SIG-TMS)

7.7 Registros, retenção de registros e manutenção de registros

7.8 Formulários

Capítulo 8 Reservado

Capítulo 9 Reservado

Capítulo 10 Fundamentos

10.1 Aplicação

10.2 Finalidade

10.3 Equipamento

10.4 Projeto e instalação

10.5 Qualificações de pessoal

10.6 Fontes de alimentação

10.7 Prioridade de sinal

10.8 Detecção e sinalização de condições

10.9 Respostas

10.10 Sinais distintos

10.11 Sinais de alarme

10.12 Desativação do dispositivo de notificação de alarme de incêndio

10.13 Desativação do dispositivo de notificação de monóxido de carbono (CO)

10.14 Sinais de supervisão

10.15 Sinais de problema

10.16 Indicadores de status da função de controle de emergência

10.17 Circuitos do dispositivo de notificação e circuitos de controle

10.18 Anunciação e zoneamento

10.19 Monitorando a integridade dos sistemas de comunicação por voz/alarme de emergência em caso de incêndio no prédio

10.20 Documentação e notificação

10.21 Imparidades

10.22 Alarmes indesejados

Capítulo 11 Reservado

Capítulo 12 Circuitos e caminhos

12.1 Aplicação

12.2 Geral

12.3 Designações de classe de caminho

12.4 Sobrevivência no caminho

12.5 Designações de caminhos compartilhados

12.6 Monitorando a integridade e o desempenho do circuito de condutores de instalação e outros canais de sinalização

12.7 Nomenclatura

Capítulo 13 Reservado

Capítulo 14 Inspeção, ensaio e manutenção

14.1 Aplicação

14.2 Geral

14.3 Inspeção

14.4 Ensaio

14.5 Manutenção

14.6 Registros

Capítulo 15 Reservado

Capítulo 16 Reservado

Capítulo 17 Iniciando dispositivos

17.1 Aplicação

17.2 Finalidade

17.3 Projeto baseado em desempenho

17.4 Requisitos gerais

17.5 Requisitos para detectores de fumaça e calor

17.6 Detectores de incêndio com detecção de calor

17.7 Detectores de incêndio com detecção de fumaça

17.8 Detectores de incêndio com detecção de energia radiante

17.9 Detectores combinados, multicritério e multissensor

17.10 Detecção de gás

17.11 Outros detectores de incêndio

17.12 Detectores de monóxido de carbono

17.13 Dispositivos de iniciação de alarme de fluxo de água por aspersão

17.14 Detecção de operação de outros sistemas de extinção automática

17.15 Dispositivos de iniciação de alarme acionados manualmente

17.16 Dispositivo de monitoramento eletrônico do extintor de incêndio

17.17 Dispositivos de iniciação de sinal de supervisão

Capítulo 18 Aparelhos de notificação

18.1 Aplicação

18.2 Finalidade

18.3 Geral

18.4 Características audíveis

18.5 Características visuais – modo público

18.6 Características visuais – modo privado

18.7 Método suplementar de sinalização visual

18.8 Aparelhos audíveis textuais

18.9 Aparelhos visuais textuais e gráficos

18.10 Aparelhos táteis

18.11 Interface padrão de serviço de emergência

Capítulo 19 Reservado

Capítulo 20 Reservado

Capítulo 21 Interfaces de funções de controle de emergência

21.1 Aplicação

21.2 Geral

21.3 Operação de recuperação de emergência da fase I do elevador

21.4 Desligamento de energia do elevador

21.5 Elevadores de acesso aos bombeiros

21.6 Elevadores de evacuação de ocupantes (occupant evacuation elevators – OEE)

21.7 Sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (eating, ventilating and air-conditioning – HVAC)

21.8 Ventoinhas de alto volume e baixa velocidade (high volume low speed – HVLS)

21.9 Liberação da porta e do obturador

21.10 Portas trancadas eletricamente

21.11 Sistemas de notificação sonora de marcação de saída

Capítulo 22 Reservado

Capítulo 23 Sistemas de alarme e sinalização de instalações protegidas

23.1 Aplicação

23.2 Geral

23.3 Recursos do sistema

23.4 Desempenho e integridade do sistema

23.5 Desempenho dos circuitos de dispositivos de inicialização (initiating device circuits – IDCs)

23.6 Desempenho dos circuitos de linha de sinalização (signaling line circuits – SLCs)

23.7 Desempenho de circuitos de dispositivo de notificação (notification appliance circuits – NACs)

23.8 Requisitos do sistema

23.9 Comunicações de voz/alarme de emergência de incêndio no prédio

23.10 Sistemas de alarme de incêndio usando tom

23.11 Atuação do sistema de supressão

23.12 Sinais fora das instalações

23.13 Serviço de supervisão da guarda

23.14 Sistema de sinal suprimido (exceção)

23.15 Funções de controle de emergência das instalações protegidas

23.16 Requisitos especiais para sistemas de rádio de baixa potência (sem fio)

Capítulo 24 Sistemas de comunicação de emergência (ECS)

24.1 Aplicação

24.2 Finalidade

24.3 Geral

24.4 Sistemas de comunicação de voz/alarme de emergência contra incêndio no edifício (emergency voice/alarm communications systems – EVACS)

24.5 Sistemas de notificação em massa incorporados

24.6 Sistemas de notificação em massa de área ampla

24.7 Sistemas de notificação de massa de destinatários distribuídos (DRMNS)

24.8 Sistemas de comunicação de serviços de emergência com fio bidirecional no edifício

24.9 Sistemas de aprimoramento de comunicações via rádio bidirecional

24.10 Área de refúgio (área de assistência de resgate) sistemas de comunicação de emergência, sistemas de comunicação de escadas, sistemas de comunicação de aterragem de elevador e sistemas de comunicação de lobby de elevador de evacuação de ocupantes

24.11 Informação, comando e controle

24.12 Projeto baseado em desempenho de sistemas de notificação em massa

24.13 Documentação para sistemas de comunicação de emergência

Capítulo 25 Reservado

Capítulo 26 Supervisão dos sistemas de alarme da estação

26.1 Aplicação

26.2 Geral

26.3 Sistemas de alarme de serviço da estação central

26.4 Sistemas de alarme proprietários da estação de supervisão

26.5 Sistemas de alarme da estação de supervisão remota

26.6 Métodos de comunicação para supervisionar sistemas de alarme de estações

Capítulo 27 Sistemas públicos de comunicação de alarmes de emergência

27.1 Aplicação

27.2 Geral

27.3 Gerenciamento e manutenção

27.4 Métodos de comunicação

27.5 Equipamento de processamento de alarme

27.6 Caixas de alarme

27.7 Central pública de cabos

27.8 Sistemas de comunicação de emergência (ECS)

Capítulo 28 Reservado

Capítulo 29 Alarmes de estação única e múltipla e sistemas de sinalização doméstica

29.1 Aplicação

29.2 Finalidade

29.3 Requisitos básicos

29.4 Anunciação remota

29.5 Notificação

29.6 Premissas

29.7 Detecção de monóxido de carbono

29.8 Detecção e notificação

29.9 Fontes de alimentação

29.10 Desempenho do equipamento

29.11 Instalação

29.12 Funções opcionais

29.13 Inspeção, ensaio e manutenção

29.14 Marcações e instruções

Anexo A Material explicativo

Anexo B Guia de engenharia para espaçamento automático de detectores de incêndio

Anexo C Guia de desempenho e projeto do sistema

Anexo D Inteligência de fala

Anexo E Exemplo de ordenança que adota a NFPA 72

Anexo F Diagramas de fiação e Guia para ensaio de circuitos de alarme de incêndio

Anexo G Diretrizes para estratégias de comunicação de emergência de edifícios e campus

Anexo H Monóxido de carbono

Anexo I Referências informativas

Esta edição apresenta atualizações importantes para projetistas e instaladores – desde requisitos adicionais de ensaio para sistemas de armazenamento de energia (energy storage systems – ESS) até novos requisitos para ventiladores HVLS e detectores de fumaça com amostragem de ar. Em uma grande mudança no escopo, a NFPA 72 agora trata da proteção ao monóxido de carbono.

O material anteriormente disponível na NFPA 720 – Standard for the Installation of Carbon Monoxide (CO) Detection and Warning Equipment foi realocado para a edição 2019 da NFPA 72. Alguns requisitos críticos foram incorporados: Capítulo 17 para detectores de monóxido de carbono; Capítulo 14 para instalação, ensaio e manutenção; Capítulo 29 para alarmes de monóxido de carbono – com uma quantidade significativa de informações adicionais; novo anexo H. Outras mudanças importantes tratam da evacuação dos ocupantes, áreas de refúgio e baterias VRLA.

As principais revisões dos requisitos para elevadores de acesso a serviços de incêndio e elevadores de evacuação de ocupantes (OEE) coordenam-se com as alterações feitas na ASME A17.1 / CSA B44. O texto do anexo é adicionado para esclarecimentos. Alguns requisitos foram amplamente revisados para operação de evacuação de ocupantes (OEO) coordenam-se com as novas melhores práticas e pesquisas de campo.

Além dos requisitos revisados para a área de refúgio (área de assistência de resgate), o Capítulo 24 agora inclui requisitos para sistemas de comunicação em escadas, sistemas de comunicação de desembarque de elevadores e sistemas de comunicação de lobby de elevador de evacuação de ocupantes. O capítulo 14 – Inspeção, ensaio e manutenção agora incorpora baterias de chumbo-ácido reguladas por válvula (VRLA). Algumas definições novas e atualizadas forma incluídas na NFPA 72 com as tecnologias atuais. Por exemplo, os termos estroboscópico, luz e visível foram alterados para dispositivo de notificação visual, reconhecendo o uso de produtos de LED que podem ser usados para alarme de incêndio.

Os riscos eletrostáticos em atmosferas explosivas

Conheça as orientações sobre os equipamentos, produtos e propriedades de processos necessárias para evitar os riscos de ignição e de choques eletrostáticos que podem surgir da eletricidade estática, bem como requisitos operacionais necessários para assegurar a utilização segura do equipamento, produto ou processo.

A ABNT IEC/TS 60079-32-1 de 01/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 32-1: Riscos eletrostáticos, orientações apresenta as orientações sobre os equipamentos, produtos e propriedades de processos necessárias para evitar os riscos de ignição e de choques eletrostáticos que podem surgir da eletricidade estática, bem como requisitos operacionais necessários para assegurar a utilização segura do equipamento, produto ou processo. Este documento é destinado principalmente aos projetistas e usuários de processos e equipamentos, fabricantes e laboratórios de ensaios. Também pode ser utilizado por fornecedores de equipamentos (por exemplo, máquinas), materiais de piso e vestimentas, quando nenhuma norma sobre família de produtos ou normas de produtos específicas existirem, ou quando as normas existentes não tratarem dos riscos da eletrostática.

Os riscos associados à eletricidade estática em processos e ambientes industriais que mais comumente apresentam problemas são considerados nessa norma. Estes processos incluem a manipulação de sólidos, líquidos, poeiras, gases, sprays e explosivos. Em cada caso, a fonte e a natureza dos riscos da eletrostática são identificadas, e recomendações específicas são apresentadas, de forma a se lidar com tais riscos.

O principal objetivo deste documento é apresentar recomendações padronizadas para o controle da eletricidade estática, como o aterramento de partes condutoras, redução de carregamento eletrostático e restrição de áreas de superfície de materiais isolantes que possam ser carregadas eletrostaticamente. Em alguns casos, a eletricidade estática representa uma parte integrante de um processo, por exemplo, no revestimento por pintura eletrostática, o que frequentemente, é um efeito colateral indesejado, sendo as orientações relacionadas a isso apresentadas.

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Como utilizar os materiais sólidos dissipativos?

Qual é a capacitância isolada máxima permitida em zonas com atmosferas explosivas?

Quais são as restrições sobre as dimensões de superfícies isolantes carregáveis eletrostaticamente?

Como evitar as descargas ramificadas?

Se as recomendações padronizadas apresentadas forem atendidas, pode ser previsto que o risco de descargas eletrostáticas em uma atmosfera explosiva se mantenha em um nível baixo aceitável. Se os requisitos deste documento não puderem ser atendidos, as abordagens alternativas podem ser aplicadas, desde que pelo menos o mesmo nível de segurança seja alcançado.

As informações básicas sobre a geração de eletricidade estática indesejada em sólidos, líquidos, gases, explosivos e também em pessoas, juntamente com descrições de como as cargas eletrostáticas geradas causam ignições ou choques, são apresentadas nos Anexos e na IEC/TR 61340-1. Não é aplicável aos riscos da eletricidade estática relacionados às descargas atmosféricas ou aos respectivos danos aos equipamentos eletrônicos. Não tem a intenção de substituir outras normas que abranjam produtos e aplicações industriais específicas.

Os regulamentos de segurança eletrostática utilizam diversos adjetivos para classificar a capacidade de condução de materiais e objetos. Diferentes regulamentos e diferentes indústrias utilizam diferentes termos e, mesmo quando os mesmos termos são utilizados, suas definições podem variar. A nomenclatura que é seguida de forma padronizada neste documento procura evitar confusão e auxiliar no entendimento.

A eletricidade estática ocorre comumente na indústria e na vida diária. Muitos dos efeitos são inofensivos e passam despercebidos, ou são apenas um incômodo, mas a eletricidade estática também pode dar origem a uma situação de risco. Em tais situações, o risco pode ser, em geral, reduzido pelo relaxamento de carga (ver Anexo A).

Os riscos causados por carga eletrostática incluem: ignição ou explosão de atmosferas inflamáveis; ver NBR IEC 60079-0 e EN 13463-1; o choque eletrostático em combinação com outro risco (por exemplo, queda, desligamento); ver ISO 12100-1; o choque eletrostático dando origem a ferimentos ou morte; ver ISO 12100-1; os danos a componentes eletrônicos (não cobertos por este documento). Além disso, a eletricidade estática pode apresentar problemas operacionais durante os processos de fabricação e manuseio, por exemplo, provocando aderência dos materiais uns aos outros, ou atraindo poeiras ou materiais particulados.

A eletricidade estática é gerada por: contato e separação de sólidos, por exemplo, movimento das correias transportadoras ou filmes plásticos sobre rolos, e movimento de pessoas; o fluxo de líquidos ou poeiras, e produção de aerossóis; o fenômeno de indução, ou seja, objetos atingem um potencial elevado ou ficam carregados por estarem em um campo elétrico. O acúmulo de carga eletrostática pode dar origem a riscos e problemas em uma ampla gama de indústrias e ambientes de trabalho, e provocar a ignição e explosão em indústrias de processos químicos, farmacêuticos, petrolíferos e de processamento de alimentos.

Devido ao grande número de processos industriais que podem estar envolvidos, não é possível dar informações detalhadas relevantes para todos eles. Em vez disso, este documento procura descrever os problemas associados a cada processo e dar conselhos sobre como evitá-los. Convém que estas informações permitam que o operador responsável pela planta tome as precauções que podem ser necessárias para evitar ignições de atmosferas inflamáveis e descargas eletrostáticas.

Para facilidade de entendimento, este documento é dividido em seções. Estas citam os problemas associados, como o seguinte: manuseio de sólidos; armazenamento e manuseio de líquidos; manipulação de gases e vapores; armazenamento e manuseio de poeiras; armazenamento e manuseio de explosivos; problemas eletrostáticos causados por pessoas; evitar choque eletrostático; aterramento e ligação de máquinas e instalações; métodos de medição. Este documento também contém algumas informações fundamentais relativas à carga eletrostática e seus problemas.

Isso está contido nos Anexos A a G e convém que seja permitido que o leitor compreenda melhor as informações dadas e também que sejam orientados processos que não tenham sido tratados neste documento. Como este documento é muito extenso, avaliar corretamente os riscos eletrostáticos de produtos e processos pode não ser fácil para os novos leitores. Por esta razão, o Anexo F apresenta um informativo universalmente aplicável, que faz referência às seções pertinentes deste documento na ordem correta.

É muito raro que um risco eletrostático possa ser tratado de uma forma isolada. É recomendado que precauções contra riscos eletrostáticos sejam consideradas em conjunto de outras precauções, como, por exemplo, proteção contra a ocorrência de explosões. Convém que estas ações também sejam consistentes com as precauções tomadas para evitar outros riscos que podem estar presentes, como ignição devido a outras causas e toxicidade. É importante que todas as fontes de risco em um sistema de trabalho sejam consideradas e que uma abordagem equilibrada para a segurança, que abranja todos os riscos, seja adotada.

Em particular, é recomendado que sejam adotadas medidas de precaução no fornecimento de sistemas de aterramento, onde eles possam interferir com outros sistemas de proteção, por exemplo, proteção catódica ou equipamento elétrico de segurança intrínseca. Os materiais sólidos são normalmente caracterizados como isolantes, dissipativos ou condutivos, de acordo com os seus valores de resistividade. Invólucros são normalmente classificados de acordo com a sua resistência superficial ou resistividade (medidos de acordo com as NBR IEC 60079-0, IEC 60167, IEC 60093, IEC 61340-2-3 ou métodos equivalentes).

Os detalhes de medição também são apresentados na IEC 60079-32-22. As duas caracterizações são equivalentes, porque a resistividade superficial é dez vezes maior do que a resistência superficial para uma determinada geometria de eletrodos. Para outras aplicações específicas, diferentes definições podem ser aplicáveis (por exemplo, resistência de fuga para os casos de pisos). As referências mais comuns utilizadas para este propósito são mostradas na tabela abaixo.

Inserir eletrostática3

Os critérios de fechamento de invólucros são determinados para evitar concentrações de cargas eletrostáticas e não necessariamente para dissipar as cargas eletrostáticas acumuladas provenientes de processos não especificados no interior do invólucro. Diferentes valores medidos a 50% UR foram aceitos no passado, devido à ausência de ensaio em câmaras de desumidificação, e são considerados conservativos pelo lado da segurança. Esta abordagem foi agora descontinuada, e limites de 50% UR são, com exceção de mangueiras, fornecidos somente em outros documentos.

Convém que aqueles valores somente sejam utilizados se uma câmara climática apropriada não for disponível. Como o carregamento eletrostático dos materiais é maior que 20% UR, se comparado a 30% UR, o valor anterior de 30% UR tem que ser reduzido para (25 ±5) % UR. Convém que um valor mais baixo da umidade relativa no intervalo do ensaio seja aplicado durante as medições, sempre que possível. Quando da caracterização de materiais não homogêneos, os valores medidos necessitam ser obtidos pela média e aproximados para a ordem de grandeza mais próxima a menos que especificado por um método de ensaios. Materiais não homogêneos podem exibir diferentes resistividades pelas diferentes direções.

NBR ISO 19011 comentada: ficou mais fácil realizar uma auditoria de qualidade

Este documento fornece orientação sobre a auditoria de sistemas de gestão, incluindo os seus princípios, a gestão de um programa de auditoria e a condução de auditoria de sistemas de gestão, como também a orientação sobre a avaliação de competência de pessoas envolvidas no processo de auditoria. Os comentários foram feitos por Luiz Carlos do Nascimento que é engenheiro naval pela Escola Politécnica (USP), mestre em administração de empresas (FEA/USP), coordenador técnico do Comitê Brasileiro da Qualidade – ABNT/CB25 e líder brasileiro no Comitê de Sistemas de Gestão da Qualidade ISO/TC176.

A NBR ISO 19011 em versão comentada trata das diretrizes para auditoria de sistemas de gestão, incluindo mais de 60 páginas adicionais de comentários elaborados pelo coordenador técnico do Comitê Brasileiro da Qualidade CB-25 da ABNT, Luiz Carlos do Nascimento. Fornece orientação sobre a auditoria de sistemas de gestão, incluindo os princípios de auditoria, a gestão de um programa de auditoria e a condução de auditoria de sistemas de gestão, como também orientação sobre a avaliação de competência de pessoas envolvidas no processo de auditoria. Estas atividades incluem a (s) pessoa (s) que gerencia (m) o programa de auditoria, os auditores e a equipe de auditoria.

Uma auditoria pode ser realizada usando uma variedade de método que dependem dos objetivos, escopo e critérios estabelecidos, assim como da duração e localização. A disponibilidade do auditor com competência e qualquer incerteza que surja da aplicação dos métodos de auditoria sejam também consideradas. Aplicar uma variedade e combinação de diferentes métodos de auditoria pode otimizar a eficiência e a eficácia do processo de auditoria e do seu resultado.

O desempenho de uma auditoria envolve uma interação entre pessoas no sistema de gestão que está sendo auditado e a tecnologia usada para conduzir o processo. Se uma auditoria envolver o uso de uma equipe de auditoria com múltiplos membros, os métodos presenciais ou remotos podem ser usados simultaneamente.

As orientações são para todos os tamanhos e tipos de organizações e auditorias de variados escopos e dimensões, incluindo aquelas conduzidas por grandes equipes de auditoria, usualmente de organizações maiores, e aquelas conduzidas por auditores únicos, em organizações grandes ou pequenas. Esta orientação seja adaptada conforme apropriado ao escopo, complexidade e dimensão do programa de auditoria.

Concentra-se em auditorias internas (primeira parte) e auditorias conduzidas por organizações em seus fornecedores externos e outras partes interessadas externas (segunda parte). Também pode ser útil para auditorias externas conduzidas para outros fins que não a certificação de terceira parte de sistemas de gestão.

Uma auditoria pode ser realizada usando uma variedade de método que dependem dos objetivos, escopo e critérios estabelecidos, assim como da duração e localização. A disponibilidade do auditor com competência e qualquer incerteza que surja da aplicação dos métodos de auditoria sejam também consideradas. Aplicar uma variedade e combinação de diferentes métodos de auditoria pode otimizar a eficiência e a eficácia do processo de auditoria e do seu resultado.

O desempenho de uma auditoria envolve uma interação entre pessoas no sistema de gestão que está sendo auditado e a tecnologia usada para conduzir o processo. A tabela abaixo fornece os exemplos de métodos de auditoria que podem ser usados, individualmente ou em combinação, para alcançar os seus objetivos. Se uma auditoria envolver o uso de uma equipe de auditoria com múltiplos membros, os métodos presenciais ou remotos podem ser usados simultaneamente.

As principais diferenças em relação à segunda edição são as seguintes: inclusão da abordagem baseada em risco aos princípios de auditoria; ampliação da orientação sobre a gestão de um programa de auditoria, incluindo riscos do programa de auditoria; ampliação da orientação para conduzir uma auditoria, particularmente na Seção sobre planejamento de auditoria; ampliação dos requisitos genéricos de competência para auditores; ajuste da terminologia para refletir o processo e não o objeto (“coisa”); remoção do Anexo contendo requisitos de competência para auditar disciplinas específicas do sistema de gestão (devido ao grande número de normas particulares de sistemas de gestão, não seria prático incluir requisitos de competência para todas as disciplinas); ampliação do Anexo A para fornecer orientação sobre (novos) conceitos de auditoria, como contexto organizacional, liderança e comprometimento, auditorias virtuais, compliance e cadeia de suprimento.

Desde que a segunda edição deste documento foi publicada, em 2012, diversas normas novas de sistema de gestão foram publicadas, muitas das quais possuindo uma estrutura em comum, requisitos centrais idênticos e termos e definições centrais em comum. Como um resultado, há, agora, a necessidade de se considerar uma abordagem mais ampla para auditar o sistema de gestão, assim como para fornecer orientação que seja mais genérica.

Este documento concentra-se em auditorias internas (primeira parte) e auditorias conduzidas por organizações em seus fornecedores externos e outras partes interessadas externas (segunda parte). Também pode ser útil para auditorias externas conduzidas para outros fins que não a certificação de terceira parte de sistemas de gestão. A NBR ISO/IEC 17021-1 fornece requisitos para auditoria de sistemas de gestão para certificação de terceira parte; este documento pode fornecer orientação adicional útil (ver tabela abaixo).

Para simplificar a legibilidade deste documento, a forma singular de “sistema de gestão” é preferida, mas o leitor pode adaptar a implementação da orientação para sua própria situação. Isso também é aplicável ao uso de “pessoa” e “pessoas”, “auditor” e “auditores”. Este documento é destinado a ser aplicado a uma ampla gama de potenciais usuários, incluindo auditores, organizações que implementam sistemas de gestão e organizações que necessitam conduzir auditorias de sistemas de gestão por razões contratuais ou regulamentares.

Os usuários deste documento podem, no entanto, aplicar esta orientação para desenvolver seus próprios requisitos relacionados à auditoria. A orientação contida neste documento pode também ser usada para o propósito de autodeclaração, e pode ser útil para organizações envolvidas em treinamento de auditores ou certificação de pessoal. A orientação contida neste documento é destinada a ser flexível. Conforme indicado em vários pontos no texto, o uso desta orientação pode variar, dependendo do tamanho e do nível de maturidade do sistema de gestão de uma organização.

Também devem ser consideradas a natureza e a complexidade da organização a ser auditada, assim como os objetivos e o escopo das auditorias a serem conduzidas. Este documento adota a abordagem de auditoria combinada, quando dois ou mais sistemas de gestão de diferentes disciplinas são auditados em conjunto. Quando estes sistemas são integrados em um sistema de gestão único, os princípios e processos de auditoria são os mesmos que para uma auditoria combinada (às vezes conhecida como uma auditoria integrada).

Exemplos de objetivos de programa de auditoria podem incluir o seguinte: identificar oportunidades para a melhoria de um sistema de gestão e de seu desempenho; avaliar a capacidade do auditado de determinar seu contexto; avaliar a capacidade do auditado de determinar riscos e oportunidades e identificar e implementar ações eficazes para abordá-los; estar conforme com todos os requisitos pertinentes, por exemplo, requisitos estatutários e regulamentares, compromissos de compliance, requisitos para certificação em relação a uma norma de sistema de gestão; obter e manter confiança na capacidade de um fornecedor externo; determinar a contínua adequação, suficiência e eficácia do sistema de gestão do auditado; avaliar a compatibilidade e o alinhamento dos objetivos do sistemas de gestão com a direção estratégica da organização.

Existem riscos e oportunidades relacionados ao contexto do auditado que podem estar associados a um programa de auditoria e podem afetar o alcance de seus objetivos. Convém que a (s) pessoa (s) que gerencia (m) o programa de auditoria identifique (m) e apresente (m) ao cliente da auditoria os riscos e oportunidades considerados ao desenvolver o programa de auditoria e requisitos de recurso, de modo que eles possam ser abordados apropriadamente.

Podem existir riscos associados com o seguinte: planejamento, por exemplo, falha em estabelecer objetivos de auditoria pertinentes e em determinar a extensão, número, duração, locais e agenda das auditorias; recursos, por exemplo, dispor de tempo, equipamento e/ou treinamento insuficientes para desenvolver o programa de auditoria ou conduzir uma auditoria; seleção da equipe de auditoria, por exemplo, competência global insuficiente para conduzir auditorias eficazmente; comunicação, por exemplo, processos/canais de comunicação externa/interna ineficazes; implementação, por exemplo, coordenação ineficaz das auditorias no programa de auditoria ou não considerar segurança e confidencialidade da informação; controle de informação documentada, por exemplo, determinação ineficaz da informação documentada necessária requerida por auditores e partes interessadas pertinentes, falha em proteger suficientemente registros de auditoria para demonstrar a eficácia do programa de auditoria; monitoramento, análise crítica e melhoria do programa de auditoria, por exemplo, monitoramento ineficaz de resultados do programa de auditoria; disponibilidade e cooperação do auditado e disponibilidade de evidência para ser amostrada.

Oportunidades para melhorar o programa de auditoria podem incluir: permitir que múltiplas auditorias sejam conduzidas em uma visita única; minimizar tempo e distância de viagem ao local; conciliar o nível de competência da equipe de auditoria ao nível de competência necessário para alcançar os objetivos da auditoria; alinhar datas de auditoria com a disponibilidade de pessoal-chave do auditado.

O ensaio não destrutivo por meio de ondas guiadas em tubulações

As ondas guiadas são as ultrassônicas ou sônicas que se propagam ao longo da tubulação e são guiadas pelas suas superfícies ou pela sua forma, sendo o comprimento de onda da ordem de grandeza da espessura.

A NBR 16154 de 02/2020 – Ensaios não destrutivos — Ondas guiadas — Inspeção de dutos e tubulações aéreas estabelece os requisitos para a realização do ensaio não destrutivo por meio de ondas guiadas com propagação axial em tubulações, dutos e estruturas tubulares aéreas em temperaturas até 70°C. É aplicável à inspeção por ondas guiadas por meio de sistema computadorizado, utilizando técnica pulso-eco.

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Como fazer a escolha da posição de acoplamento (PA)?

Como realizar a verificação da qualidade dos dados?

Quais os níveis das curvas DAC (detection threshold)?

Quais os valores típicos de atenuação e de alcance de algumas condições de ensaio?

As ondas guiadas são as ultrassônicas ou sônicas que se propagam ao longo da tubulação e são guiadas pelas suas superfícies ou pela sua forma, sendo o comprimento de onda da ordem de grandeza da espessura. A posição de acoplamento (PA) é a do colar de cabeçotes no duto ou na tubulação, a partir da qual serão obtidos os dados para análise, que é referenciada no centro do colar de cabeçotes. A pessoa que executa o ensaio por ondas guiadas deve atender à NBR NM ISO 9712.

Podem ser realizados ensaios complementares, como, por exemplo, ensaios de ultrassom e ensaio visual, por pessoa que atenda à NBR NM ISO 9712. Os inspetores de ondas guiadas são divididos em três níveis: nível 1 (OG-N1): OG-N1, linhas apoiadas em suportes simples, em condições não atenuantes (atenuação < 1 dB/m); nível 2 (OG-N2): OG-N2-S1, linhas apoiadas em suportes soldados, em condições não atenuantes (atenuação < 1 dB/m); OG-N2-S2, linhas em condições atenuantes e aplicações avançadas (atenuação > 1 dB/m), por exemplo, tubulações enterradas, risers, travessia de estradas e taludes e similares; nível 3 (OG-N3).

O inspetor deve inspecionar somente tubos no âmbito da sua certificação e com o modelo de instrumento utilizado no exame de certificação. No caso de utilização de instrumento distinto daquele utilizado no seu exame de certificação, o profissional OG-N1 ou OG-N2, respeitando as atribuições de seu subnível de certificação, deve ser formalmente habilitado por um profissional OG-N3 ou pelo fabricante do instrumento.

O profissional OG-N3 deve comprovar, por meio de certificado, o treinamento na técnica de ondas guiadas no instrumento específico do fabricante. Se o ensaio por ondas guiadas envolver aplicações fora do escopo desta Norma, como tubulação enterrada, risers, por exemplo, o ensaio deve ser executado por um inspetor com qualificação específica e adequada para essa tarefa, sendo que, tanto a certificação do inspetor quanto os procedimentos complementares devem ser aprovados previamente pelo contratante. O ensaio por ondas guiadas deve ser realizado de acordo com um procedimento escrito, que deve conter no mínimo os requisitos listados na tabela abaixo.

O procedimento deve ser qualificado por inspetor nível 3 em ondas guiadas e submetido à aprovação prévia do contratante. Recomenda-se a apresentação de uma evidência de aplicação da técnica de ondas guiadas com resultado satisfatório na identificação de refletores em situação similar ao procedimento proposto. Alternativamente ao especificado sobre a apresentação de uma evidência de aplicação da técnica de ondas guiadas, recomenda-se a identificação de um refletor conhecido (solda, corrosão) no objeto a ser inspecionado, como evidência de detectabilidade da técnica de ondas guiadas.

Sempre que qualquer variável for alterada, deve ser emitida uma revisão do procedimento. Se a variável for essencial, o procedimento deve ser requalificado mediante aprovação prévia do contratante. O sistema de medição inclui os seguintes itens: um colar de cabeçotes de transmissão e de recepção utilizando a técnica pulso-eco; instrumento de ondas guiadas; programa de processamento de sinais de ondas guiadas.

O instrumento de ondas guiadas deve ser periodicamente calibrado. Os certificados de calibração devem ser emitidos por laboratórios acreditados conforme a NBR ISO/IEC 17025. Quando não houver laboratório acreditado para a grandeza a ser calibrada, podem ser utilizados laboratórios com padrões rastreados à Rede Brasileira de Calibração (RBC) ou laboratório com seu sistema metrológico nacional ou internacionalmente reconhecido.

A periodicidade de calibração dos instrumentos de medição e acessórios descritos acima depende da frequência e condições de utilização. Recomenda-se que a periodicidade de calibração atenda ao especificado na NBR ISO 10012, não podendo ser superior a 36 meses. A periodicidade de calibração do bloco-padrão não pode ser superior a 60 meses. O bloco-padrão está definido no Anexo A.

Qualquer reparo ou manutenção nos instrumentos de medição e no bloco-padrão implica na necessidade de nova calibração, independentemente da periodicidade estabelecida. Devem ser efetuadas verificações da sensibilidade e da determinação da posição angular do sistema de medição, conforme descrito no Anexo A.

Recomenda-se que as verificações sejam executadas no máximo a cada três meses, com registros dos arquivos eletrônicos gerados pelo instrumento de ondas guiadas e os respectivos relatórios impressos. Qualquer dano ou anomalia de funcionamento no sistema de inspeção implica na necessidade de nova verificação, independentemente da periodicidade estabelecida.

Antes de cada inspeção devem ser efetuadas verificações da operacionalidade do sistema de medição, conforme recomendações do fabricante, entretanto, devem ser verificados no mínimo os seguintes itens: funcionamento correto dos componentes eletrônicos (instrumento, computador, etc.); carga adequada da bateria; continuidade e estado geral dos cabos e suas conexões; funcionamento correto do colar de cabeçotes, módulo de cabeçotes e cabeçotes. Antes da inspeção deve ser enviado um questionário ao proprietário do objeto a ser inspecionado, buscando obter informações relevantes que auxiliem nos preparativos da varredura e na análise dos dados da inspeção.

Um modelo de questionário com as informações mínimas requeridas é apresentado no Anexo B. A tubulação deve estar isenta de revestimentos com espessura superior a 1 mm, produtos de corrosão não aderidos e sujidades que não permitam o perfeito acoplamento do colar à superfície do tubo. A preparação da superfície pode ser feita por meio de escovamento, esmerilhamento, etc.

Na PA deve ser removido no mínimo 500 mm do isolamento térmico. Em caso de restrições geométricas (traço de vapor), a remoção deve ser o suficiente para permitir o afastamento do traço de vapor para o perfeito acoplamento do colar. Sempre que possível, deve ser realizada inspeção visual para que áreas corroídas ou com potencial para tal não fiquem localizadas na zona morta ou no campo próximo.

Deve ser assegurado que a temperatura da superfície esteja dentro dos limites estabelecidos pelo fabricante. Em caso de ensaio a baixa temperatura, não pode existir camada de gelo entre o cabeçote e a superfície. Toda a indicação que for confirmada como descontinuidade deve ser classificada quanto à severidade.

A descontinuidade pode ser classificada como: severa: quando as amplitudes de ambos os modos de onda (simétrico e assimétrico) estiverem acima do limiar de classificação (DAC ou TCG); média: quando somente a amplitude do modo de onda simétrico estiver acima do limiar de classificação (DAC ou TCG); leve: quando as amplitudes de ambos os modos de onda (simétrico e assimétrico) estiverem abaixo do limiar de classificação (DAC ou TCG). Recomenda-se que, para toda descontinuidade classificada como média ou severa, seja feita de imediato uma inspeção subsequente com um método de ensaio não destrutivo quantitativo.

Recomenda-se que, para descontinuidade classificada como leve e que apresente amplitudes equivalentes do modo de onda simétrico e do modo assimétrico, seja feita a correlação de campo de imediato ou incluído no plano de inspeção de curto prazo com um método d e ensaio não destrutivo quantitativo.

No registro dos resultados deve ser emitido um relatório contendo no mínimo os seguintes itens: local da inspeção; nome do requisitante; data do teste; informações da tubulação: identificação alfanumérica – TAG; diâmetro; espessura temperatura; localização da PA (referência e distância da referência); nome, nível e assinatura do inspetor; nome da empresa executante; sistema de aquisição de dados computadorizado, incluindo programa de computador (software) e versão do programa; procedimento (número e revisão); isométrico (preferível) ou representação esquemática da tubulação; A-Scan obtido (incluindo zona morta, campo próximo e curvas DAC); relação sinal ruído na posição de acoplamento; C-Scan obtido (posição circunferencial em horas); limiares (DAC ou TCG) de análise, classificação e solda utilizados, em função da % VST; parâmetros de teste do A-Scan mostrado (frequência ou FR e modo de onda usado); comentários gerais (condição da superfície inspecionada, estado de corrosão e outros); comentários específicos dos sinais do A-Scan (distância ao centro do colar de cabeçotes, porcentagem de VST, indicar se o refletor é geométrico ou uma descontinuidade); fotografia da PA com a marcação na tubulação da posição (bordas) do colar, da orientação (3 h) e da direção (positiva) do teste realizado, assim como do nome do arquivo gerado; localização da posição de acoplamento fornecida pelo GPS, se requerido e aplicável; parecer indicando recomendação de ensaio complementar; indicar localização e comprimento do objeto que não pode ser inspecionado (quando aplicável); normas e/ou valores de referência para interpretação dos resultados. Deve ser fornecido arquivo eletrônico de toda a inspeção, gerado pelo programa utilizado no ensaio de ondas guiadas.