As medições de ruído em edificações

Conheça os métodos simplificados para medir em campo: o isolamento a ruído aéreo entre ambientes; o isolamento a ruído de impacto entre pavimentos; o isolamento a ruído aéreo de fachadas; e os níveis de pressão sonora em ambientes produzidos por equipamentos prediais, além dos métodos para medir o nível de pressão sonora de equipamentos prediais de edificações instalados em estruturas de edifícios.

A NBR ISO 10052 de 04/2020 – Acústica — Medições em campo de isolamento a ruído aéreo e de impacto e de sons de equipamentos prediais – Método simplificado especifica métodos simplificados para medir em campo: o isolamento a ruído aéreo entre ambientes; o isolamento a ruído de impacto entre pavimentos; o isolamento a ruído aéreo de fachadas; e os níveis de pressão sonora em ambientes produzidos por equipamentos prediais. Os métodos descritos neste documento são aplicáveis para medições em ambientes residenciais ou em ambientes de tamanho compatível com dimensões de no máximo 150 m³. Para isolamento a ruído aéreo, isolamento a ruído de impacto e isolamento a ruído de fachadas, os métodos fornecem valores que são dependentes da frequência (banda de oitava). Eles podem ser convertidos em um número único, caracterizando os desempenhos acústicos pela aplicação das EN ISO 717-1 e EN ISO 717-2.

Para o som de equipamentos prediais, os resultados de nível de pressão sonora são fornecidos diretamente com ponderação A ou C. Este documento descreve os métodos simplificados de ensaio que podem ser usados para o levantamento das características acústicas do isolamento a ruído aéreo, do isolamento a ruído de impacto e dos níveis de pressão sonora produzidos por equipamentos prediais. Os métodos podem ser utilizados para ensaios de inspeção das propriedades acústicas das edificações. Os métodos não são destinados a serem aplicados para medir propriedades acústicas de elementos construtivos.

A abordagem deste método é simplificar a medição dos níveis de pressão sonora em ambientes usando um sonômetro portátil para a realização da varredura manual com o microfone no espaço do ambiente. A correção do tempo de reverberação pode ser estimada pelo uso de valores tabelados ou ser baseada em medições. As medições de isolamento a ruído aéreo e de impacto são realizadas em bandas de oitava. Para medir o som dos equipamentos de serviço domésticos, os níveis de pressão sonora são registrados na ponderação A ou C.

As medições são realizadas com as condições e ciclos de operação especificados. As condições e os ciclos de operação indicados no Anexo B são utilizados apenas se não forem contrários aos requisitos e regulamentos nacionais. A incerteza de medição dos resultados obtidos usando o método simplificado é, a priori, maior do que a incerteza de medição inerente aos métodos de ensaio correspondentes no nível de engenharia. Os métodos de engenharia para medições em campo de isolamento a ruído aéreo e de impacto são tratados nas EN ISO 140-4 e EN ISO 140-7. Os métodos de engenharia para medições de campo de isolamento a ruído aéreo de fachadas e de elementos de fachadas são tratados na EN ISO 140-5. Um método de engenharia para medição de sons de equipamentos prediais é descrito na EN ISO 16032.

A NBR ISO 16032 de 04/2020 – Acústica — Medição de nível de pressão sonora de equipamentos prediais de edificações – Método de engenharia especifica métodos para medir o nível de pressão sonora de equipamentos prediais de edificações instalados em estruturas de edifícios. Este documento abrange especificamente medições de instalações hidrossanitárias, ventilação mecânica, equipamentos prediais de aquecimento e resfriamento, elevadores, dutos de lixeira, caldeiras, sopradores, bombas e outros equipamentos prediais auxiliares e portas de estacionamento motorizadas, mas também pode ser aplicado a outros equipamentos conectados ou instalados em edifícios. Os métodos são adequados para ambientes com volumes de aproximadamente 300 m³ ou menores, isto é, em residências, hotéis, escolas, escritórios e hospitais.

A norma não é, em geral, destinada a medições em grandes auditórios e salas de concerto. No entanto, as condições de operação e os ciclos de operação do Anexo B podem ser utilizados nestes casos. O nível de pressão sonora de equipamentos prediais é determinado como o nível máximo de pressão sonora ponderada em A e opcionalmente em C ocorrendo durante um ciclo de operação específico do equipamento predial em ensaio, ou como o nível de pressão sonora contínuo equivalente determinado com um tempo de integração específico.

Os valores ponderados em A e em C são calculados a partir de medições em bandas de oitava. Este documento especifica o método de engenharia para a medição de nível de pressão sonora de equipamentos prediais de edificações. Para uso deste documento, as medições são realizadas sob condições de operação e ciclos de operação especificados. Estas condições são fornecidas no Anexo B. As condições de operação e os ciclos de operação indicados no Anexo B são utilizados apenas se não forem contrários aos requisitos e regulamentos nacionais.

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Qual é a geometria do método da fonte sonora?

Quais são os dados do índice de reverberação?

Como fazer a seleção da posição do canto para o microfone?

Como realizar a correção para o som residual?

Os descritores de grandezas unitárias para ruídos de equipamentos prediais podem ser determinados de acordo com a tabela abaixo deste documento. Ao relatar os resultados da medição, a notação na tabela abaixo deve ser usada. Os diferentes descritores podem ser combinados de acordo, por exemplo, com os requisitos da regulamentação nacional da construção civil. Descritores de grandezas unitárias de isolamento a ruído aéreo e de impacto podem ser obtidos de acordo com a EN ISO 717-1.

A medição de equipamentos prediais deve atender aos requisitos da Seção 6. A fonte sonora para medir o isolamento sonoro entre ambientes deve ser tão omnidirecional quanto possível. Na medição da fachada, o ângulo de abertura da fonte sonora deve cobrir toda a fachada. A direcionalidade da fonte sonora e a distância até à fachada devem ser tais que as variações entre os níveis de pressão sonoros medidos em frente da fachada, para cada banda de frequência de interesse, sejam inferiores a 5 dB. A máquina de impacto deve cumprir os requisitos indicados no Anexo A da EN ISO 140-7:1998.

A exatidão do equipamento de medição do nível de pressão sonora deve cumprir os requisitos das classes de exatidão 0 ou 1 definidas na EN 60651 e EN 60804. O sistema de medição completo, incluindo o microfone, deve ser ajustado antes de cada medição para permitir valores absolutos dos níveis de pressão sonora a serem obtidos.

Para todas as medições, microfones de campo difuso são requeridos. Para sonômetros com microfones de campo livre, devem ser aplicadas correções para campo sonoro difuso.

Os filtros devem cumprir os requisitos definidos na EN 61260. Para os ensaios de avaliação padrão (ensaio de tipo) e de verificação regular, os procedimentos recomendados para sonômetros são fornecidos em OIML R58 e R88, e para os requisitos da máquina de impacto são fornecidos no Anexo A da EN ISO 140-7:1998.

As medições do isolamento a ruído aéreo e do isolamento a ruído de impacto são feitas em bandas de oitava. As medições dos níveis de pressão sonora do equipamento predial são feitas em níveis de pressão sonora ponderada em A ou C. As medições devem ser realizadas com portas e janelas fechadas e persianas normalmente abertas. Os ciclos e as condições de operação para medição do ruído dos equipamentos prediais são fornecidos no Anexo B. Eles devem ser usados somente se não forem contrários aos requisitos e regulamentos nacionais.

Se a diferença entre o nível do sinal e o nível de som residual for inferior a 6 dB, o nível do sinal medido deve ser registrado no relatório. Uma nota deve ser adicionada para dizer que o nível da sala de recepção medido foi afetado pelo som residual e a diferença de nível correspondente foi subestimada ou que o nível de medição (equipamento predial) foi superestimado por uma quantidade desconhecida. Nenhuma correção para som residual deve ser aplicada.

Para medições do isolamento a ruído aéreo entre ambientes e isolamento a ruído aéreo de fachadas utilizando o método da fonte sonora, convém que a potência sonora da fonte seja ajustada de modo a que o nível de pressão sonora na sala de recepção (em cada banda de frequência) seja de pelo menos 6 dB maior que o nível de pressão sonora residual. Isto deve ser verificado ligando e desligando a fonte antes de iniciar a medição.

Ao medir o isolamento a ruído aéreo de fachadas pelo método de ruído de tráfego, o nível de pressão sonora residual na sala de recepção pode não ser facilmente avaliado. Por isto, convém que sejam tomadas medidas para garantir que o nível de pressão sonora na sala de recepção, devido às fontes dentro da edificação, seja o mais baixo possível. Sons residuais excessivos de fontes internas levarão a um valor subestimado de isolamento da fachada. Um comentário deve ser feito no relatório, caso se perceba que isso ocorreu.

O som gerado na sala de emissão deve ser estável e ter um espectro contínuo sobre a faixa de frequências que é medido. Filtros com largura de banda de uma oitava podem ser usados. Ao utilizar ruído de banda larga, o espectro da fonte sonora pode ser configurado para garantir uma relação sinal-ruído adequada em altas frequências na sala de recepção.

Se o invólucro da caixa de som contiver mais do que um alto-falante funcionando simultaneamente, os alto-falantes devem ser acionados em fase. Múltiplas caixas de som podem ser usadas simultaneamente, desde que sejam do mesmo tipo e sejam acionadas no mesmo nível por sinais similares, mas não correlacionados. Colocar a fonte sonora em um canto do ambiente oposto ao elemento de separação.

A distância das paredes deve ser de pelo menos 0,5 m. Se a fonte sonora for um sistema de alto-falante único, convém que ela seja colocada de frente para o canto. Ao ensaiar ambientes na direção vertical, usar o ambiente inferior como sala de emissão. Ao ensaiar ambientes de tamanhos desiguais na direção horizontal, usar o ambiente maior como sala de emissão, a menos que previamente acordado, convém que o ensaio seja na outra direção.

O ruído de impacto deve ser gerado pela máquina de impacto padrão (ver EN ISO 140-7). A máquina de impacto deve ser colocada, no ambiente de fonte, na diagonal, perto do centro do piso. Esta posição única é suficiente, se o piso for isotrópico. No caso de construções de piso anisotrópico (com nervuras, vigas, etc.), adicionar duas posições para que as três posições sejam distribuídas aleatoriamente sobre a área do piso. A linha de conexão dos martelos deve ser orientada a 45° na direção das vigas ou nervuras. Nestes casos, a distância entre a máquina de impacto e a borda do pavimento deve ser de pelo menos 0,5 m.

A medição do nível máximo de pressão sonora de acordo com este documento requer o uso de um analisador de frequência de bandas de oitava em tempo real. O analisador deve estar apto a ler os valores de todos os níveis de pressão sonora de bandas de oitava no momento em que ocorrer o nível máximo de pressão sonora ponderada em A ou em C (durante um ciclo de operação especificado do equipamento predial em ensaio). É importante garantir que o equipamento usado de acordo com este documento atenda ao requisito indicado anteriormente.

Os analisadores usualmente utilizados para medições em acústica de edificações incluem esse recurso. O sistema de medição, incluindo o microfone e o cabo, deve atender aos requisitos de um instrumento de classe 1 especificado na EN 61672-1. Para medições em bandas de oitava, os filtros devem atender aos requisitos dos filtros de classe 1 especificados na EN 61260. No início e no final das medições, verificar a sensibilidade da instrumentação com calibradores sonoros de classe 1, de acordo com a EN 60942.

O nível de pressão sonora do equipamento predial é medido em bandas de oitava no intervalo de frequências de 31,5 Hz/63 Hz a 8.000 Hz, no espectro linear (não ponderado), correspondente ao nível máximo de pressão sonora ponderada em A ou em C, em um ciclo operacional especificado do equipamento predial em ensaio. Para medir o nível de pressão sonora do equipamento predial, deve ser feita uma gravação paralela, dependente do tempo, do nível de pressão sonora ponderada em A ou em C e dos níveis de pressão sonora em bandas de oitava (gravação multiespectral).

Para a avaliação do nível de pressão sonora do equipamento, utilizar o espectro em banda de oitava no momento em que ocorrer o nível máximo de pressão sonora ponderada em A ou em C. A ponderação temporal “S” ou “F” deve ser utilizada. Alternativamente ou adicionalmente, o nível de pressão sonora contínuo equivalente pode ser determinado com um tempo de integração especificado.

Os resultados das bandas de oitava são corrigidos pelo som residual e – se necessário – padronizados para um tempo de reverberação de 0,5 s ou normalizados para uma área de absorção sonora equivalente a 10 m². Finalmente, os níveis de pressão sonora ponderada em A e em C são calculados a partir dos resultados das bandas de oitava corrigidos. Os valores ponderados em A e em C devem ser sempre calculados a partir dos resultados das bandas de oitava, também em situações em que a padronização ou normalização não for realizada.

As grandezas de valor único que podem ser determinadas de acordo com este documento são dadas na tabela abaixo (calculada a partir dos valores de bandas de oitava definidos em 3.6.1 a 3.6.9). A notação na tabela deve ser usada ao relatar os resultados da medição. As diferentes quantidades podem ser combinadas de acordo com os requisitos dos regulamentos nacionais de código de construção.

As diferentes grandezas de valor único indicadas na tabela acima não são comparáveis. Somente os resultados de medição obtidos com o mesmo método devem ser comparados. Quando os resultados das medições forem comparados com os requisitos legais, deve-se assegurar que ambos se referem à mesma quantidade. Se o som contiver componentes tonais claramente audíveis, isto deve ser indicado no relatório. Janelas e portas devem ser fechadas durante as medições. Convém que a pessoa que realiza o ensaio fique fora do ambiente.

API STD 650: a fabricação dos tanques soldados para armazenamento de óleo

Essa norma, editada em 2020 pelo American Petroleum Institute (API), estabelece os requisitos mínimos para o material, o projeto, a fabricação, a montagem e a inspeção de tanques de armazenamento soldados verticais, cilíndricos, acima do solo, de topo fechado e aberto em vários tamanhos e capacidades para pressões internas próximas à pressão atmosférica (pressões internas não excedendo o peso das chapas de teto), mas uma pressão interna mais alta é permitida quando requisitos adicionais são atendidos.

A API STD 650:2020 – Welded Tanks for Oil Storage estabelece os requisitos mínimos para o material, o projeto, a fabricação, a montagem e a inspeção de tanques de armazenamento soldados verticais, cilíndricos, acima do solo, de topo fechado e aberto em vários tamanhos e capacidades para pressões internas próximas à pressão atmosférica (pressões internas não excedendo o peso das chapas de teto), mas uma pressão interna mais alta é permitida quando requisitos adicionais são atendidos. Aplica-se apenas a tanques cujo fundo inteiro é uniformemente suportado e a tanques em serviço não refrigerado que tenham uma temperatura máxima de projeto de 93 ° C (200 ° F) ou menos.

Esta norma fornece à indústria os tanques de segurança adequados e com economia razoável para o uso no armazenamento de petróleo, produtos derivados de petróleo e outros produtos líquidos. Esta norma não apresenta ou estabelece uma série fixa de tamanhos de tanque permitidos, em vez disso se destina a permitir que o comprador selecione o tamanho do tanque que melhor atenda às suas necessidades.

Essa norma destina-se a ajudar os compradores e os fabricantes a encomendar, fabricar e montar tanques e não se destina a proibir os compradores e os fabricantes de comprar ou fabricar tanques que atendam a especificações diferentes das contidas nesta norma. Um marcador (•) no início de um parágrafo indica que há uma decisão ou ação expressa exigida ao comprador.

A responsabilidade do comprador não se limita apenas a essas decisões ou ações. Quando essas decisões e ações são tomadas, elas devem ser especificadas em documentos como requisições, requisições de mudança, folhas de dados e desenhos. Esta norma possui requisitos dados em dois sistemas alternativos de unidades.

O fabricante deve cumprir com todos os requisitos dados nesta norma em unidades SI; ou todos os requisitos dados nesta norma em unidades habituais nos EUA. A seleção de qual conjunto de requisitos (SI ou US Customary) a aplicar deve ser uma questão de acordo mútuo entre o fabricante e o comprador e indicado na Folha de Dados, Página 1. Todos os tanques e acessórios devem cumprir a Folha de Dados e todos os acessórios.

Os tanques montados em campo devem ser fornecidos completamente montados, inspecionados e prontos para as conexões de serviço, a menos que especificado de outra forma. Os tanques fabricados nos locais onde ficarão devem ser fornecidos inspecionados e prontos para instalação. Os anexos desta norma fornecem várias opções de projeto que requerem decisões do comprador, requisitos, recomendações e informações da norma que complementam a norma básica.

Exceto pelo Anexo L, um Anexo se torna um requisito somente quando o comprador especifica uma opção coberta por esse Anexo ou especifica todo o Anexo. A designação normativa deve ser entendida como obrigatória. A designação informativo deve ser entendida como não obrigatória (isto é, são dados informativos, recomendações, sugestões, comentários, amostras e exemplos). O conteúdo dos anexos a esta norma é normativo ou informativo. Normativo” é dividido em

– Sempre necessário (L).

– Necessário se especificado pelo comprador (A, E, J, Y, U, W).

– Necessário se materiais especiais forem especificados pelo comprador (AL, N, S, SC, X).

– Necessário se pressão, vácuo e alta temperatura forem especificados pelo comprador (F, V, M).

– Necessário se componentes ou métodos especiais de projeto ou construção forem especificados pelo comprador (C, G, H, I, O, P).

Todos os outros anexos são informativos (B, D, CE, K, R, T).

O anexo A fornece requisitos alternativos simplificados de projeto para tanques onde há os componentes sob tensão, como placas de carcaça e placas de reforço, e estão limitados a uma espessura nominal máxima de 12,5 mm (1/2 pol.). Incluindo qualquer tolerância à corrosão e cujas temperaturas do metal de projeto excedam os valores mínimos indicados no anexo. O anexo AL fornece requisitos para tanques de alumínio. O Anexo B fornece recomendações para o projeto e construção de fundações para tanques de armazenamento de óleo de fundo plano. O anexo C estabelece requisitos mínimos para coberturas flutuantes externas do tipo pontão e do tipo dois andares.

O anexo D fornece requisitos para o envio de perguntas técnicas relacionadas a esta norma. O anexo E estabelece os requisitos mínimos para os tanques sujeitos a carga sísmica. Um projeto alternativo ou suplementar pode ser mutuamente acordado entre o fabricante e o comprador. O anexo F fornece requisitos para o projeto de tanques sujeitos a uma pequena pressão interna. O anexo G fornece requisitos para coberturas de cúpula de alumínio.

O anexo H fornece requisitos mínimos que se aplicam a um teto flutuante interno em um tanque com um teto fixo na parte superior da carcaça do tanque. O Anexo I fornece detalhes aceitáveis de construção que podem ser especificados pelo comprador para o projeto e construção de sistemas de tanques e fundações que fornecem detecção de vazamentos e proteção de subleito no caso de vazamento no fundo do tanque, e prevê tanques suportados por grelhar.

O anexo J fornece requisitos que abrangem o conjunto completo da oficina de tanques que não excedem 6 m (20 pés) de diâmetro. O anexo K fornece uma amostra de aplicação do método do ponto de projeto variável para determinar as espessuras das placas de revestimento. O anexo L fornece a folha de dados e as instruções para listar as informações necessárias a serem usadas pelo comprador e pelo fabricante. O uso da Folha de Dados é obrigatório, a menos que renunciado pelo comprador.

O anexo M estabelece requisitos para tanques com uma temperatura máxima de projeto superior a 93 ° C (200 ° F), mas não superior a 260 ° C (500°F). O anexo N fornece requisitos para o uso de chapas e tubos novos ou não utilizados que não sejam completamente identificados como cumprindo qualquer especificação listada para uso de acordo com esta norma. O anexo O fornece requisitos e recomendações para o projeto e construção de conexões de fundo para tanques de armazenamento.

O anexo P fornece requisitos para o projeto de aberturas de revestimento que estejam em conformidade com a Tabela 5.6a e a Tabela 5.6b que estão sujeitas a cargas externas de tubulação. Um projeto alternativo ou suplementar pode ser acordado pelo comprador ou fabricante. O Anexo R fornece referências a vários documentos e publicações do setor que fornecem orientações adicionais para considerações específicas sobre design e seleção de materiais, a fim de reduzir ou impedir que mecanismos de corrosão acelerados danifiquem um tanque em serviços de produtos não petrolíferos.

O anexo S fornece requisitos para tanques de aço inoxidável. O anexo SC fornece requisitos para tanques de materiais mistos que utilizam aço inoxidável (incluindo austenítico e duplex) e aço carbono no mesmo tanque para anéis de casca, placas inferiores, estrutura do telhado e outras partes de um tanque que exijam alta resistência à corrosão. O anexo T resume os requisitos para o exame por método de exame e as seções de referência dentro da norma.

As normas de aceitação, qualificações do inspetor e requisitos de procedimentos também são fornecidas. O presente anexo não se destina a ser utilizado isoladamente para determinar os requisitos de exame dentro desta norma. Os requisitos específicos listados em cada seção aplicável devem ser seguidos em todos os casos. O anexo U fornece requisitos que abrangem a substituição do exame ultrassônico em vez do exame radiográfico.

O anexo V fornece requisitos adicionais para tanques projetados para carregamento externo por pressão (vácuo) superior a 0,25 kPa (1 pol./de água). O anexo W fornece recomendações que cobrem as questões comerciais e de documentação. Requisitos alternativos ou suplementares podem ser mutuamente acordados entre o fabricante e o comprador. O anexo X fornece requisitos para tanques duplex de aço inoxidável. O anexo Y fornece requisitos para os licenciados da API que desejam marcar seus produtos com o monograma da API.

As regras desta norma não são aplicáveis além dos seguintes limites de tubulação conectada interna ou externamente ao teto, concha ou fundo dos tanques construídos de acordo com esta norma. Por exemplo, a face do primeiro flange em conexões flangeadas aparafusadas, a menos que sejam fornecidas tampas ou persianas conforme permitido nesta norma. A primeira superfície de vedação para conexões ou acessórios proprietários. A primeira junta rosqueada no tubo em uma conexão rosqueada à carcaça do tanque. A primeira junta circunferencial nas conexões dos tubos de extremidade de soldagem se não for soldada a um flange.

O fabricante é responsável por cumprir todas as disposições desta norma. A inspeção pelo comprador não nega a obrigação de o fabricante fornecer o controle de qualidade e a inspeção necessária para garantir essa conformidade. O fabricante também deve comunicar os requisitos especificados aos subcontratantes ou fornecedores relevantes que trabalham a pedido do fabricante.

O comprador deve especificar na Folha de Dados, Linha 23, os regulamentos jurisdicionais aplicáveis e os requisitos do proprietário que podem afetar o projeto e a construção do tanque e aqueles que se destinam a limitar a evaporação ou liberação de conteúdo líquido do tanque. Quais regulamentos/requisitos, se houver, se aplicam, dependem de muitos fatores, como a unidade de negócios à qual o tanque está atribuído, a pressão de vapor dos líquidos armazenados no tanque, os componentes do líquido armazenado no tanque, a localização geográfica do tanque. tanque, a data de construção do tanque, a capacidade do tanque e outras considerações.

Essas regras podem afetar as questões como quais tanques requerem coberturas flutuantes e a natureza de sua construção; os tipos e detalhes das vedações utilizadas no espaço da borda anular do teto flutuante e nas aberturas no teto. O comprador deve fornecer todas as autorizações de jurisdição que possam ser necessárias para a montagem do (s) tanque (s), incluindo licenças para o descarte da água do ensaio hidráulico. O fabricante deve fornecer todas as outras permissões necessárias para concluir ou transportar o tanque.

O comprador se reserva o direito de fornecer pessoal para observar todo o trabalho da loja e do local de trabalho dentro do escopo do trabalho contratado (incluindo testes e inspeção). Esses indivíduos devem ter acesso total e gratuito para esses fins, sujeitos a restrições de segurança e cronograma. Nessa norma, o texto que indica que o comprador aceita, concorda, revisa ou aprova o projeto, o processo de trabalho, a ação de fabricação do fabricante, etc., não deve limitar ou aliviar a responsabilidade do fabricante de obedecer aos códigos de projeto especificados, especificações do projeto e desenhos e mão de obra profissional.

O fabricante deve informar o comprador sobre quaisquer conflitos identificados entre esta norma e qualquer documento referenciado pelo comprador e solicitar esclarecimentos. Nesta norma, o texto que indica que qualquer questão em particular está sujeita a acordo entre o comprador e o fabricante deve ser interpretado como exigindo que tal contrato seja documentado por escrito. Para os requisitos de documentação, deve-se atentar para o Anexo W e a Folha de Dados para que cobrem os vários documentos a serem desenvolvidos para o tanque. Quanto às fórmulas, onde as unidades não estiverem definidas nessa norma, deve- usar as unidades consistentes (por exemplo, pol., pol.2, pol.3, lbf/pol.2).

A conformidade dos isoladores não compostos tipo suporte para uso interno

As características elétricas e mecânicas dos isoladores não compostos tipo suporte para uso interno, em instalações elétricas ou equipamentos operando, em corrente alternada, com tensões de corrente alternada acima de 1.000 V até 245 kV, como definido na NBR 6939, e frequência abaixo de 100 Hz. 

A NBR 15650 de 04/2020 – Isoladores não compostos tipo suporte para uso interno, para tensões nominais acima de 1.000 V até 245 kV — Características elétricas e mecânicas — Ensaios e critérios de aceitação aplica-se aos isoladores não compostos tipo suporte para uso interno, em instalações elétricas ou equipamentos operando, em corrente alternada, com tensões de corrente alternada acima de 1.000 V até 245 kV, como definido na NBR 6939, e frequência abaixo de 100 Hz. Esta norma não se aplica aos isoladores compostos. O seu objetivo é definir os termos usados; especificar as características elétricas e mecânicas de isoladores não compostos tipo suporte e prescrever as condições sob as quais os valores específicos destas características são verificados; especificar os métodos de ensaio; estabelecer os critérios de aceitação.

Esta norma não estabelece os valores em uméricos das características dos isoladores nem trata da maneira como se escolhe o isolador para uma condição específica de utilização. A NBR 14221 especifica os valores em uméricos para as características elétricas e mecânicas, bem como indica as dimensões necessárias para a intercambiabilidade dos isoladores suporte.

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Quais são os ensaios relacionados à seleção do material e ao processo de fabricação?

Qual deve ser o arranjo de montagem padronizado para ensaios elétricos?

Como deve ser executado o ensaio de tensão suportável utilizando o método de determinação da tensão com 50% de probabilidade de descarga?

Como deve ser feito o ensaio de descargas parciais?

O isolador não composto tipo suporte caracteriza-se pelos seguintes valores, quando aplicáveis: tensão suportável nominal em frequência industrial, a seco; tensão suportável nominal de impulso atmosférico, a seco; tensão de perfuração elétrica nominal (para isoladores não composto tipo suporte classe B); dimensões nominais significativas; carga de resistência mecânica nominal; máxima diferença entre as deflexões, verificada com a aplicação das cargas de 20% e de 50% da carga de resistência mecânica nominal. Se necessário, convém que um desenho do projeto do isolador não composto tipo suporte seja apresentado.

A tensão de operação não é considerada característica de um isolador. Os valores das tensões suportáveis de isoladores não composto tipo suporte em condições de serviço podem diferir dos valores obtidos nas condições de ensaio padronizadas. A marcação em cada isolador não composto tipo suporte deve conter, de forma legível e indelével, o seguinte: nome ou marca registrada do fabricante; mês e ano de fabricação; código de referência do fabricante.

Opcionalmente, lote e/ou número de série podem ser adicionados na marcação dos isoladores. O fabricante deve manter registros de todos os isoladores produzidos de acordo com esta norma, por um período mínimo de cinco anos. Estes registros devem conter as seguintes informações: tipo do número de referência; data de fabricação ou número de série; datas e resultados dos ensaios de tipo; datas e resultados dos ensaios de recebimento.

Os ensaios são divididos em três grupos. Os ensaios de tipo destinam-se a verificar as principais características de um isolador não composto tipo suporte, que dependem, principalmente, de seu projeto, do material utilizado e do processo de fabricação. Geralmente, quando se trata de um novo projeto ou um novo processo de fabricação do isolador, os ensaios de tipo são realizados uma única vez, em um único isolador e somente uma vez para cada novo projeto ou processo de fabricação.

Convém que os ensaios sejam repetidos somente se o material, o projeto e/ou o processo de fabricação forem alterados. Nesse caso, quando a mudança afetar apenas determinadas características do isolador, somente os ensaios referentes a estas características são repetidos. Portanto, os ensaios de tipo são divididos em três subgrupos, de acordo com a sua aplicabilidade (ver 12.1). É desnecessário realizar os ensaios de tipo, quer sejam elétricos ou mecânicos, em um isolador resultante de um novo projeto, quando se encontram disponíveis relatórios de ensaios válidos, referentes a um isolador de projeto equivalente e com o mesmo processo de fabricação.

O significado de projeto equivalente, quando aplicável, é indicado na Seção 7. Os resultados dos ensaios de tipo podem ser garantidos por meio de certificados aceitos pelo comprador ou aprovados por organização qualificada. Os relatórios referentes aos ensaios de tipo não têm prazo de validade determinado.

Dentro das condições citadas anteriormente, os relatórios de ensaios de tipo permanecem válidos enquanto não houver disparidade significativa entre os resultados dos ensaios de tipo e os dos ensaios de recebimento correspondentes executados posteriormente. Os ensaios de tipo são realizados somente em isoladores que atendam aos requisitos de todos os ensaios de recebimento e de rotina não incluídos nos ensaios de tipo.

Os ensaios de recebimento destinam-se a verificar as características de um isolador não composto tipo suporte que são sujeitas a variar com o processo de fabricação e com a qualidade dos materiais empregados. Os ensaios de recebimento são utilizados como ensaios de aceitação de uma amostra de isoladores retirados aleatoriamente de um lote que tenha atendido aos requisitos dos ensaios de rotina previstos nesta norma.

Os ensaios de rotina, destinados a eliminar isoladores defeituosos, são realizados durante a fabricação, sobre cada um dos isoladores produzidos. Admite-se que os ensaios de rotina possam ser acompanhados por inspetor credenciado pelo comprador, mediante prévio acordo comercial. Dois isoladores não compostos tipo suporte podem ser considerados eletricamente equivalentes quando: a distância de arco for igual ou maior; o diâmetro nominal do núcleo for igual ou menor; o espaçamento nominal entre saias for igual, com tolerância de +5%; a projeção da saia em relação ao núcleo for a mesma, com tolerância de +10%; o perfil da saia for o mesmo; a quantidade e a posição aproximada das ferragens integrantes forem as mesmas.

Dois isoladores não compostos tipo suporte podem ser considerados mecanicamente equivalentes quando: o diâmetro nominal do núcleo for igual; a forma e o tamanho das ferragens integrantes que conectam os componentes isolantes forem os mesmos; o projeto de conexão entre o componente isolante e as ferragens for o mesmo; a altura nominal não diferir em mais do que +20%. Mediante prévio acordo entre as partes interessadas, pode ser utilizado um programa de garantia da qualidade que leve em consideração os requisitos desta norma, para verificar a qualidade dos isoladores durante o processo de fabricação.

Informações detalhadas sobre a utilização de um programa de garantia da qualidade são fornecidas nas NBR ISO 9000 e NBR ISO 9001. Os métodos de ensaio de impulso atmosférico e de tensão em frequência industrial devem estar de acordo com a NBR IEC 60060-1. Os valores de tensão obtidos no ensaio de impulso atmosférico devem ser expressos pelos seus valores de pico e os valores relativos ao ensaio de tensão em frequência industrial devem ser expressos pelos seus valores de pico divididos por 2.

Quando as condições atmosféricas verificadas no momento de o ensaio diferirem dos valores padronizados, é necessário aplicar os fatores de correção estipulados. Os isoladores devem estar limpos e secos antes do início dos ensaios elétricos. Cuidados especiais devem ser tomados para se evitar a condensação de água sobre a superfície dos isoladores, especialmente quando a umidade relativa do ar estiver elevada.

Por exemplo, o isolador deve ser mantido na temperatura ambiente do local do ensaio pelo tempo necessário para que se alcance o equilíbrio térmico, antes do início dos ensaios. Os ensaios não podem ser realizados se a umidade relativa do ar for superior a 85%, exceto mediante acordo prévio entre as partes interessadas. O ensaio de impulso atmosférico deve ser executado com a forma de onda normalizada de 1,2/50 μs, com os valores de tolerância conforme a NBR IEC 60060.1.

O ensaio de frequência industrial deve ser executado com corrente alternada e frequência entre 15 Hz e 100 Hz, a menos que haja acordo prévio entre as partes interessadas. As condições atmosféricas de referência padronizadas para os ensaios devem estar de acordo com a NBR IEC 60060-1. Os fatores de correção devem ser determinados de acordo com a NBR IEC 60060-1.

As orientações para a gestão da segurança da informação

Conheça as orientações sobre os requisitos para um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) conforme especificado na NBR ISO/IEC 27001.

A NBR ISO/IEC 27003 de 04/2020 – Tecnologia da informação — Técnicas de segurança — Sistemas de gestão da segurança da informação — Orientações fornece explicações e orientações sobre a NBR ISO/IEC 27001:2013.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como entender as necessidades e expectativas das partes interessadas?

Quais as orientações para estabelecer o escopo de um SGSI?

Por que a liderança e o comprometimento são essenciais para um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) efetivo?

Quais as orientações para uma política de segurança?

Este documento fornece orientações sobre os requisitos para um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) conforme especificado na NBR ISO/IEC 27001 e fornece recomendações (‘Convém que’), possibilidades (‘pode’) e permissões (‘pode’) em relação a eles. Não é a intenção de este documento fornecer orientações gerais sobre todos os aspectos de segurança da informação. As Seções 4 a 10 deste documento espelham a estrutura da NBR ISO/IEC 27001:2013. Este documento não adiciona quaisquer novos requisitos para um SGSI e seus termos e definições relacionados.

Convém que as organizações consultem a ABNT NBR ISO/IEC 27001 e a ISO/IEC 27000 para requisitos e definições. As organizações implementando um SGSI não estão sob qualquer obrigação de observar as orientações deste documento. Um SGSI enfatiza a importância das seguintes fases: compreender as necessidades da organização e a necessidade de estabelecer política de segurança da informação e objetivos de segurança da informação; avaliar a organização, e os riscos relacionados à segurança da informação; implementar e operar processos, controles e outras medidas de segurança da informação para o tratamento de riscos; fiscalizar e analisar o desempenho e a eficácia do SGSI; e praticar a melhoria contínua.

Um SGSI, semelhante a qualquer outro tipo de sistema de gestão, inclui os seguintes componentes principais: política; pessoal com responsabilidades definidas; processos de gestão relacionados com o estabelecimento de política; provisão de conscientização e competência; planejamento; implementação; operação; avaliação de desempenho; análise crítica pela direção; melhoria; e informação documentada. Um SGSI tem componentes principais adicionais, como: avaliação de riscos de segurança da informação; e tratamento de riscos de segurança da informação, incluindo a determinação e a implementação de controles.

Este documento é genérico e se destina a ser aplicável a todas as organizações, independentemente do tipo, tamanho ou natureza. Convém que a organização identifique que parte destas orientações se aplica a ela de acordo com o seu contexto organizacional específico (ver NBR ISO/IEC 27001:2013, Seção 4). Por exemplo, algumas orientações podem ser mais adequadas para grandes organizações, mas para organizações muito pequenas (por exemplo, com menos de dez pessoas) algumas das orientações podem ser desnecessárias ou inadequadas.

As descrições das Seções 4 a 10 são estruturadas da seguinte forma: Atividade necessária: apresenta as principais atividades necessárias na subseção correspondente da NBR ISO/IEC 27001; Explicação: explica o que os requisitos da NBR ISO/IEC 27001 demandam; Orientações: fornece informações mais detalhadas ou de apoio para implementar a “atividade necessária”, incluindo exemplos para implementação; e Outras informações: fornece mais informações que podem ser consideradas.

As NBR ISO/IEC 27003, NBR ISO/IEC 27004 e NBR ISO/IEC 27005 formam um conjunto de documentos que dão suporte e orientações para a NBR ISO/IEC 27001:2013. Dentre esses documentos, a NBR ISO/IEC 27003 é um documento básico e abrangente que fornece orientações para todos os requisitos da NBR ISO/IEC 27001, mas não tem descrições detalhadas sobre “monitoramento, medição, análise e avaliação” e gestão de riscos de segurança da informação.

As NBR ISO/IEC 27004 e ABNT NBR ISO/IEC 27005 focam em conteúdos específicos e fornecem orientações mais detalhadas sobre “monitoramento, medição, análise e avaliação” e gestão de riscos de segurança da informação. Existem várias referências explícitas à informação documentada na NBR ISO/IEC 27001. No entanto, uma organização pode reter informações documentadas adicionais que considera necessárias para a eficácia do seu sistema de gestão como parte de sua resposta à NBR ISO/IEC 27001:2013, 7.5.1 b).

Nestes casos, este documento usa a frase “Informação documentada sobre esta atividade e o seu resultado é mandatório somente na forma e na medida em que a organização determina como necessário para a eficácia do seu sistema de gestão (ver NBR ISO/IEC 27001:2013, 7.5.1 b)”. A organização determina questões externas e internas relevantes para sua finalidade e que afetam a sua habilidade para obter o (s) resultado (s) pretendido (s) do sistema de gestão da segurança da informação (SGSI).

Como uma função integrante do SGSI, a organização analisa constantemente a si própria e o mundo que a rodeia. Esta análise está preocupada com questões internas e externas que de alguma maneira afetam a segurança da informação e como a segurança da informação pode ser gerida, e que são relevantes para os objetivos da organização. A análise destas questões tem três objetivos: entender o contexto a fim de decidir o escopo do SGSI; analisar o contexto para determinar riscos e oportunidades; e assegurar que o SGSI esteja adaptado para mudar questões externas e internas.

Questões externas são aquelas que estão fora do controle da organização. Isso é frequentemente referido como o ambiente da organização. A análise deste ambiente pode incluir os seguintes aspectos: social e cultural; político, jurídico, normativo e regulatório; financeiro e macroeconômico; tecnológico; natural; e competitivo. Estes aspectos do ambiente da organização apresentam continuamente questões que afetam a segurança da informação e como a segurança da informação pode ser gerida. As questões externas relevantes dependem da situação e das prioridades específicas da organização.

Por exemplo, questões externas para uma organização específica podem incluir: implicações legais do uso de um serviço de TI terceirizado (aspecto legal); características da natureza em termos de possibilidade de desastres como incêndios, inundações e terremotos (aspecto natural); avanços técnicos de ferramentas de invasão e uso de criptografia (aspecto tecnológico); e demanda geral por serviços da organização (aspectos sociais, culturais ou financeiros).

Questões internas estão sujeitas ao controle da organização. A análise das questões internas pode incluir os seguintes aspectos: cultura da organização; políticas, objetivos e estratégias para alcançá-los; governança, estrutura organizacional, funções e responsabilidades; normas, diretrizes e modelos adotados pela organização; relações contratuais que podem afetar diretamente os processos da organização incluídos no escopo do SGSI; processos e procedimentos; capacidades, em termos de recursos e de conhecimento (por exemplo, capital, tempo, pessoas, processos, sistemas e tecnologias); infraestrutura e ambiente físicos; sistemas de informação, fluxos de informação e processos de tomada de decisão (ambos formal e informal); e auditorias anteriores ou resultados de análise de riscos anteriores. Os resultados desta atividade são usados em 4.3, 6.1 e 9.3.

Com base em um entendimento da finalidade da organização (por exemplo, se referindo a sua declaração de missão ou plano de negócios), bem como o(s) resultado(s) pretendido(s) do SGSI da organização, convém para a organização: analisar criticamente o ambiente externo para identificar questões externas relevantes; e analisar criticamente os aspectos internos para identificar questões internas relevantes. A fim de identificar questões relevantes, a seguinte pergunta pode ser feita: Como uma determinada categoria de questões (ver 4.1 a) a t)) afetam os objetivos de segurança da informação?

Três exemplos de questões internas servem como uma ilustração de: EXEMPLO 1 Sobre a governança e a estrutura organizacional (ver 4.1 m)): Ao estabelecer um SGSI, convém considerar a governança e as estruturas organizacionais já existentes. Como um exemplo, a organização pode modelar a estrutura do seu SGSI com base na estrutura de outros sistemas de gestão existentes, e pode combinar funções comuns, como análise crítica pela direção e auditoria.

EXEMPLO 2 Sobre a política, objetivos e estratégias (ver 4.1 l)): Uma análise das políticas, objetivos e estratégias existentes pode indicar o que a organização pretende obter e como os objetivos de segurança da informação podem ser alinhados com os objetivos de negócio para assegurar resultados bem-sucedidos. EXEMPLO 3 Sobre os sistemas de informação e fluxos de informação (ver 4.1 s)): Quando determinar questões internas, convém à organização identificar, a um nível de detalhe suficiente, os fluxos de informação entre os seus vários sistemas de informação.

Como tanto as questões internas e externas irão mudar ao longo do tempo, convém serem analisadas criticamente, de forma periódica, as questões e a sua influência sobre o escopo, restrições e requisitos do SGSI. Informação documentada sobre esta atividade e os seus resultados é mandatória somente na forma e na medida em que a organização determina como necessária para a eficácia do seu sistema de gestão (ver NBR ISO/IEC 27001:2013, 7.5.1 b).

Na ISO/IEC 27000, a definição de “organização” possui uma nota que diz: “O conceito de organização inclui, mas não se limita a, comerciante independente, companhia, corporação, firma, empresa, autoridade, parceria, caridade ou instituição, ou parte ou combinação destas, incorporadas ou não, pública ou privada”. Alguns destes exemplos são entidades jurídicas em sua totalidade, enquanto outros não são.

A segurança dos sistemas de refrigeração e das bombas de calor

Entenda os requisitos para a segurança das pessoas e bens, a orientação para a proteção do meio ambiente, estabelecendo procedimentos para a operação, manutenção e reparo de sistemas e a recuperação de fluidos refrigerantes, além das especificações, a classificação e o critério de seleção aplicável a sistemas de refrigeração e bombas de calor.

A NBR ISO 5149-1 de 04/2020 – Sistemas de refrigeração e bombas de calor — Segurança e requisitos ambientais – Parte 1: Definições, classificação e critérios de seleção especifica os requisitos para a segurança das pessoas e bens, fornece orientação para a proteção do meio ambiente, estabelecendo procedimentos para a operação, manutenção e reparo de sistemas e a recuperação de fluidos refrigerantes. especifica a classificação e o critério de seleção aplicável a sistemas de refrigeração e bombas de calor. Esta classificação dos critérios de seleção é utilizada nas ISO 5149-2, NBR ISO 5149-3 e ISO 5149-4. Essa parte é aplicável a: sistemas de refrigeração, estacionários ou móveis, de todas as dimensões, inclusive as bombas de calor; refrigeração do sistema secundário ou sistemas de aquecimento; localização dos sistemas de refrigeração; peças substituídas e componentes adicionados após a adoção desta parte, se não forem idênticos na função e na capacidade.

Esta parte é aplicável a sistemas fixos e móveis, exceto para sistemas de ar condicionado automotivo ou produtos com Normas específicas como, por exemplo, as ISO 13043 e SAE J 639. É aplicável aos novos sistemas de refrigeração, extensões ou modificações de sistema existentes e a sistemas já usados, transferidos e operados em outro local e aplica-se no caso da conversão de um sistema para outro fluido refrigerante. O Anexo A especifica os limites para a quantidade de carga de fluido refrigerante permitida nos sistemas em vários locais e classes de ocupação. O Anexo B especifica os critérios de segurança e considerações ambientais de diferentes fluidos refrigerantes utilizados nos sistemas de refrigeração e de ar-condicionado. Os sistemas contendo fluidos refrigerantes que não estão listados na ISO 817 não estão cobertos nesta parte.

A NBR ISO 5149-3 de 04/2020 – Sistemas de refrigeração e bombas de calor — Segurança e requisitos ambientais – Parte 3: Local de instalação aplicável para o local de instalação (espaço da planta e serviços). Ela especifica os requisitos para a segurança do local, que podem ser necessários devido ao sistema de refrigeração e seus componentes auxiliares, assim como os não diretamente conectados a estes. Esta parte é aplicável aos novos sistemas de refrigeração, extensões ou modificações do sistema existente e sistemas que estão sendo transferidos e operados em outro local. Também é aplicável no caso da conversão de um sistema de refrigeração para outro.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os termos e abreviaturas usados nessa série de normas?

Como deve ser classificado um sistema indireto fechado ventilado?

Como devem ser realizados os cálculos do volume do ambiente?

Como deve ser gerenciada a ocupação de casas de máquinas e casas de máquinas especiais?

Como devem ser especificadas as portas, paredes e dutos?

Qual é o fluxo de ar necessário para ventilação mecânica de emergência?

O objetivo destas normas é promover a segurança no projeto, na construção, no descarte, na instalação e na operação dos sistemas de refrigeração. A resposta da indústria à questão do clorofluorcarbono (CFC) acelerou a introdução de fluidos refrigerantes alternativos. A entrada de novos fluidos refrigerantes e misturas no mercado e a introdução de novas classificações de segurança levaram à elaboração desta norma.

Esta norma é direcionada para a segurança de pessoas e propriedades onde as instalações de refrigeração estão localizadas. Inclui especificações para fabricar um sistema estanque. Destina-se a minimizar possíveis riscos para pessoas, propriedades e meio ambiente de sistemas de refrigeração e fluidos refrigerantes. Estes perigos estão essencialmente associados às características físicas e químicas dos fluidos refrigerantes, bem como às pressões e temperaturas que ocorrem nos ciclos de refrigeração (ver Anexo A).

Atenção para riscos comuns a todos os sistemas de compressão, como alta temperatura na descarga, golpe por inundação de líquido, operação incorreta ou redução na resistência mecânica causada por corrosão, erosão, estresse térmico, fadiga, golpe de aríete ou vibração. A corrosão, no entanto, deve ter uma consideração especial, uma vez que as condições específicas dos sistemas de refrigeração surgem devido alternância entre o congelamento e o descongelamento ou na aplicação de isolamento no equipamento.

Os fluidos refrigerantes comumente usados, exceto o R-717, são mais densos que o ar. Deve-se ter cuidado para evitar a formação de bolsões estagnados de vapores de fluido refrigerante, pela localização adequada das aberturas de entrada e exaustão da ventilação. Todas as salas de máquinas devem ter ventilação mecânica controlada por alarmes de concentração de oxigênio e/ou de vapor de fluido refrigerante. Para o propósito desta norma, a classificação de ocupação deve ser determinada de acordo com a tabela abaixo. As casas de máquinas não podem ser consideradas como espaço ocupado, exceto conforme definido na NBR ISO 5149-3:2020, 5.1.

Os sistemas são classificados de acordo com: o método de extração de calor do ambiente (refrigeração); o método de adição de calor para o ambiente (aquecimento); a substância a ser tratada; o vazamento de fluido refrigerante entrando no espaço ocupado. O sistema direto deve ser classificado como um sistema de liberação direta se uma única ruptura do circuito de fluido refrigerante resultar em uma liberação para o espaço ocupado, independentemente da localização do circuito de fluido refrigerante.

Um sistema aberto de pulverização é classificado como direto se o meio de transferência térmica estiver em comunicação direta com partes do circuito que contenham fluido refrigerante e o circuito indireto estiver aberto para um espaço ocupado. Os sistemas de pulverização aberto devem estar localizados no local de classificação I.

O sistema direto com dutos deve ser classificado como um sistema de liberação direta se o ar condicionado estiver em contato direto com componentes do circuito contendo fluido refrigerante e é fornecido para um espaço ocupado. Um sistema de pulverização aberto com respiro deve ser classificado como um sistema de liberação direta se o meio de transferência de calor estiver em contato direto com partes do circuito que contenham fluido refrigerante e o circuito indireto estiver aberto em um espaço ocupado.

O meio de transferência de calor deve ser ventilado para fora do espaço ocupado, mas existe a possibilidade de que uma única ruptura do circuito possa resultar em uma liberação de fluido refrigerante para o espaço ocupado. Um sistema indireto deve ser classificado como sistema fechado indireto se o meio de transferência de calor estiver em comunicação com um espaço ocupado, e um vazamento de fluido refrigerante no circuito indireto puder entrar no espaço ocupado se o circuito indireto também vazar ou purgar.

Um sistema indireto deve ser classificado como sistema de ventilação indireta se o meio de transferência de calor estiver em comunicação com um espaço ocupado, e um vazamento de fluido refrigerante no circuito indireto puder sair para atmosfera fora do espaço ocupado. As cargas-limite definidas para os sistemas de refrigeração devem ser calculadas de acordo com a classe de localização, conforme especificado nessa norma, e a toxicidade e/ou a inflamabilidade do fluido refrigerante, como especificado no Anexo A.

Se todos os componentes contendo fluido refrigerante estiverem localizados em espaços ventilados, os requisitos para uma classe IV devem ser aplicados. Os espaços ventilados devem atender aos requisitos das ISO 5149-2 e ABNT NBR ISO 5149-3. Se todos os componentes contendo fluido refrigerante estiverem localizados em uma casa de máquinas ou ao ar livre, os requisitos para o local de classe III devem ser aplicados. As casas de máquinas devem atender aos requisitos da NBR ISO 5149-3. Se todos os compressores e vasos de pressão estiverem localizados em uma casa de máquinas ou ao ar livre, os requisitos para o local de classe II devem ser aplicados, a menos que o sistema esteja em conformidade com os requisitos de 5.3.3. Os trocadores de calor e tubulações, incluindo as válvulas, podem estar localizados em um espaço ocupado.

Se os sistemas de refrigeração ou partes que contenham fluido refrigerante estiverem localizados no espaço ocupado, o sistema é considerado de Classe I, a menos que o sistema esteja em conformidade com os requisitos de 5.3.4. A classificação do fluido refrigerante deve estar de acordo com a ISO 817:2014. A quantidade de carga de fluido refrigerante que possa entrar no espaço ocupado deve ser determinada conforme a seguir.

Para espaços ocupados, a quantidade de fluido refrigerante não pode exceder os valores especificados nas Tabelas A.1 e A.2 (disponíveis na norma). A quantidade de fluido refrigerante que pode ser liberada em um espaço ocupado deve ser a maior carga de qualquer sistema de refrigeração. O equipamento de refrigeração pode ser instalado fora da edificação, ao ar livre, em uma casa de máquinas específica, em áreas ocupadas, ou em áreas não ocupadas, não designadas como casa de máquinas.

O equipamento de refrigeração pode ficar contido em um determinado espaço ventilado fornecido pelo fabricante. Os requisitos para este espaço são fornecidos na ISO 5149-2:2014, 2.5.17. Os sistemas de refrigeração instalados ao ar livre devem ser posicionados para evitar o vazamento de fluido refrigerante na construção ou expor pessoas ao risco. Se instalado no teto, o fluido refrigerante não pode ser capaz de fluir através do teto em qualquer abertura para ventilação de ar fresco, porta, alçapão, ou abertura similar em caso de um vazamento.

Quando um abrigo for fornecido para o equipamento de refrigeração instalado ao ar livre, este deve ter ventilação natural ou forçada. Um local onde a maior parede estiver exposta ao ar externo por meio de aberturas com 75% de área livre e a cobertura cobrir ao menos 80% da área do local (ou equivalente, se mais da metade da parede estiver para fora) é considerada como estando ao ar livre.

Quando uma casa de máquinas for escolhida como a localização do equipamento de refrigeração, ela deve cumprir os requisitos especificados em 5.1 a 5.14. Se a carga de fluido refrigerante estiver acima do limite prático especificado na NBR ISO 5149-1, o sistema de refrigeração deve estar localizado em uma casa de máquinas, salvo se as fontes de ignição na casa de máquinas atenderem aos requisitos em 5.3, 5.4 e 5.14.4.

Podem ser necessários requisitos adicionais para sistema de refrigeração contendo R717 ou outros fluidos refrigerantes B2L, B2, B3, A2L, A2 e A3 e especificados em 5.12. Quando o abrigo em torno do equipamento de refrigeração é suficientemente grande para que as pessoas possam entrar, o abrigo é considerado como uma casa de máquinas e os requisitos para as mesmas se aplicam.

Para o equipamento de refrigeração localizado no espaço ocupado, os requisitos devem obedecer atender ao especificado no NBR ISO 5149-1:2020, Anexo A. Para o equipamento de refrigeração localizado em áreas não ocupadas e não designadas como casa de máquinas, se a área for isolada de qualquer área ocupada, todos os requisitos devem ser idênticos aos de uma casa de máquinas. Se a área pode não ser isolada a partir de qualquer espaço ocupado, o equipamento de refrigeração deve ser considerado como localizado em um espaço ocupado e os requisitos para esses espaços devem ser aplicados.

Para o equipamento de refrigeração localizado em um espaço ventilado dentro de uma área ocupada, o espaço ventilado contendo o sistema de refrigeração deve ter um duto de ventilação conforme especificado pelo fabricante. O duto não pode ser de maior comprimento e não pode ter mais curvas que o número máximo especificado pelo fabricante. O local em que o espaço ventilado está instalado deve ter pelo menos dez vezes o volume do espaço e deve ter ar de reposição suficiente para substituir qualquer ar expelido. A ventilação do compartimento deve ser para ar externo ou para uma área contendo o volume mínimo especificado no NBR ISO 5149-1:2020, 2.5.17, para uma área ocupada.