A conformidade dos perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias

Conheça os requisitos e os métodos de ensaios para perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, visando assegurar que, após o processo de fabricação atendam aos requisitos mínimos de desempenho.

A NBR 16872 de 06/2020 – Aços e suas ligas — Perfis de aço para esquadrias — Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos e os métodos de ensaios para perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, visando assegurar que, após o processo de fabricação atendam aos requisitos mínimos de desempenho. Não é aplicável a balaustradas e balcões, portões e portas corrediças de ferro e aço, fechamento de área, portas de aço onduladas ou frisadas, portas e divisões sanfonadas, revestidas de qualquer material, portas metálicas contra incêndio (corta-fogo), portas pantográficas, portões metálicos e produtos de serralheria artística.

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Qual deve ser a classificação do revestimento da pintura de acabamento em pó ou líquido?

Como deve ser a preparação dos corpos de prova para os ensaios cíclicos acelerados de corrosão?

Qual deve ser a aparelhagem para os ensaios de intemperismo acelerado – UV (câmara de ultravioleta)?

Como deve ser feita a execução do ensaio de intemperismo acelerado – UV (câmara de ultravioleta)?

Uma esquadria ao ser fabricada com perfis de aço e suas ligas assegura ao produto final a resistência ao ataque de agentes corrosivos existentes em nossa atmosfera permitindo ao seu usuário o uso adequado deste produto. A corrosão é um ponto de atenção em uma esquadria em função deste produto metálico estar em contato com o meio ambiente. Esta alteração química pode comprometer o desempenho estrutural dos perfis de aços e suas ligas utilizados em uma esquadria.

Além disso, também pode causar impacto em funções das esquadrias como estanqueidade, fechamento, abertura, travamento, etc. Portanto, a falta de atenção a uma corrosão pode expor os usuários das esquadrias a riscos a sua saúde e segurança bem, como pode ocasionar prejuízo econômico, em função da necessidade de reparos ou da substituição da esquadria fabricada com perfis de aço e suas ligas. Nesta norma são apresentados os processos para que os perfis de aço e suas ligas, proporcionem ao consumidor esquadrias um desempenho satisfatório quanto à resistência estrutural, funcionabilidade, estanqueidade e durabilidade.

Para isso, esta norma apresenta características físico–químicas, processos de pré-tratamento e tratamento de superfície, resistência à corrosão e intemperismo. A partir das premissas mencionadas anteriormente, houve a solicitação da Comissão de Estudos Especial de Esquadrias (CEE-191) para a criação de uma norma técnica que trate deste assunto. Diante do seu escopo de atuação estar na Comissão de Estudos de Perfis Soldados e Conformados a Frio (CE 028:001.004) do Comitê Brasileiro de Siderurgia (ABNT/CB-028), esta demanda foi apresentada e aprovada, e esta norma elaborada tomando por base os seguintes documentos técnicos: NBR 14125, NBR 12609, série ISO 12944, bem como especificações técnicas das associações internacionais QUALISTEELCOAT e QUALICOAT da Suíça, que são referências técnicas em tratamento de superfície e resistência a corrosão consagradas mundialmente, estudando e avaliando produtos na Europa nos últimos 30 anos.

Para a fabricação de perfis de aço para esquadrias deve ser utilizado um dos aços estabelecidos nessa norma. A especificação do aço deve ser acordada entre as partes. Esta norma é aplicável para avaliação da conformidade dos perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, e devem ser aplicadas todas as seções desta norma. Os aços para esquadrias devem apresentar uma composição química e propriedades mecânicas, conforme a NBR 5915-2. A composição química e as propriedades mecânicas podem ser comprovadas por relatórios de ensaios de seu fornecedor.

No caso do uso de aços revestidos, aplicar os requisitos da NBR 7008-2, ou NBR 7008-3, ou DIN EN 10346. A composição química e as propriedades mecânicas podem ser comprovadas por relatórios de ensaios de seu fornecedor. O corpo de prova revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, deve ser verificado nas faces aparentes conforme descrito nessa norma.

A distância mínima entre o verificador, em pé, e o corpo de prova colocado na posição final em que for utilizado deve ser de (1,5 ± 0,1) m. A iluminação deve estar posicionada entre o verificador e o corpo de prova, de modo que haja uma incidência angular de aproximadamente 60° entre os três pontos, de acordo com a figura abaixo e intensidade de luz deve estar de acordo com a NBR ISO/IEC 8995-1.

Ressalte-se que o corpo de prova revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, verificada à vista normal ou corrigida, não pode apresentar os seguintes defeitos de pintura: craqueamento ou gretamento, crateras, descascamento, empolamento ou bolhas, enrugamento, fervura, manchamento nas cores metálicas, riscos, e/ou rugosidades provenientes do processo de pintura; fuga de borda ou falta de cobertura em regiões de sobreposições de chapa, transpasse de perfis ou pontos de solda; outros requisitos de inspeção visual, se superiores aos determinados, e referentes ao tratamento de superfície, devem estar especificados no contrato firmado entre as partes. No Anexo A estão ilustrados exemplos de defeitos na pintura.

Para o ensaio de aderência pelo método de grade, o corpo de prova deve ser revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, deve ser ensaiado conforme descrito nessa norma. A determinação da aderência nos corpos de prova pelo método do corte em grade deve ser ensaiada conforme a NBR 11003:2009, 4.2. Todos os corpos de prova (total de três) devem apresentar resultados, conforme a NBR 11003:2009, 5.2 para as seguintes situações: para a pintura primer antes do ensaio de corrosão; para a pintura de acabamento antes do ensaio de corrosão; para a pintura de acabamento após o ensaio de intemperismo acelerado.

Para o ensaio cíclico acelerado de corrosão, o corpo de prova deve ser revestido por meio do processo de pintura primer e/ou pintura de acabamento e deve ter a verificação da resistência à corrosão, conforme os ensaios do Anexo B. Todos os corpos de prova (total de três por tipo de tratamento de superfície) devem, ao término de cada ciclo do ensaio.

Para o ensaio de intemperismo acelerado em câmara de ultravioleta (UV), no corpo de prova revestido por meio do processo de pintura de acabamento, deve ser verificada a resistência ao intemperismo após a exposição por 250 h em câmara de ultravioleta UV, conforme a ASTM G-154[4] e o Anexo C. Todos os corpos de prova devem, ao término do período de exposição, apresentar: aderência da película da pintura conforme grau Gr0; pintura isenta de craqueamento, empolamento e escamação.

Os ensaios conforme descritos a seguir devem ser realizados se o contratante determinar, neste caso, todos os corpos de prova ao término do período de exposição, devem atender aos requisitos

de retenção de brilho e mudança de cor, e deve ser classificado em um dos níveis de desempenho definidos nessa norma na tabela 5 na norma: retenção de brilho ou uma avaliação visual adicional deve ser realizada para revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com valor de brilho original inferior a 20 unidades; revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com aparência estruturada em todas as categorias de brilho; revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com efeito metálico ou metalizado.

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