Os ensaios em lãs de politereftalato de etileno (PET) para isolamento

Saiba quais são os requisitos e métodos de ensaio para as lãs de PET utilizadas em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall destinadas ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos. Esta norma também estabelece os critérios para aceitação e rejeição, as condições para armazenagem, manuseio, transporte, uso e orientações gerais. 

A NBR 16832 de 08/2020 – Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall — Lãs de PET para isolamento térmico e acústico — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para as lãs de PET utilizadas em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall destinadas ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos. Esta norma também estabelece os critérios para aceitação e rejeição, as condições para armazenagem, manuseio, transporte, uso e orientações gerais. A lã de PET é formada por fibras de PET distribuídas aleatoriamente de forma tridimensional apresentada em forma de painéis ou rolos. O PET é um polímero termoplástico da cadeia dos poliésteres denominado politereftalato de etileno/polietilenotereftalato (poliéster)

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Como deve ser executado o plano de amostragem para os ensaios de análise dimensional, gramatura, absorção de umidade, resistência à tração longitudinal e estabilidade dimensional?

Como deve ser a embalagem e a marcação das lãs de PET?

Como deve ser feito o ensaio das dimensões da lã de PET em rolo?

Como deve ser a preparação dos corpos de prova para a determinação da gramatura?

A tabela abaixo apresenta os requisitos, critérios e os métodos de ensaio das lãs de PET para isolamento térmico e acústico em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar os valores médios de largura e comprimento conforme tolerâncias estabelecidas na tabela acima, quando avaliadas de acordo com o Anexo A. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar as gramaturas nominais constantes em 8.1, conforme tolerâncias estabelecidas na tabela acima, quando avaliadas de acordo com o Anexo B.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma absorção de umidade máxima de 2% em relação ao peso bruto do produto, quando avaliadas de acordo com o Anexo C. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma resistência à tração longitudinal mínima equivalente a quatro vezes o valor médio do peso de três trechos de lã de PET com área igual a 1,50 m², quando avaliadas de acordo com o Anexo D. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall podem apresentar variações dimensionais de ± 3,5 % em relação às medidas iniciais determinadas nas seções longitudinal e transversal, quando avaliadas de acordo com o Anexo E.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma condutividade térmica máxima de 0,049 W/m.K, a uma temperatura média de 24 °C, quando avaliadas de acordo com a ASTM C518. O ensaio de condutividade térmica deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem ser classificadas como II-A quando submetidas ao ensaio de reação ao fogo conforme a NBR 9442 e ASTM E 662 ou EN 13823. O ensaio de reação ao fogo deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores. A inspeção para recebimento de lotes é realizada pelo comprador ou seu preposto e tem como característica que a aceitação ou reprovação da amostra implique na aceitação ou rejeição do lote.

O local de inspeção deve ser previamente acordado entre fornecedor e comprador, podendo ser no pátio da fábrica ou no distribuidor ou na obra. Todo lote de entrega deve ser dividido em lotes de inspeção conforme acordado entre fornecedor e comprador. Cada lote de inspeção deve seguir o plano de amostragem expresso na unidade de comercialização, de uma mesma gramatura, proveniente da mesma unidade fabril. Os ensaios para recebimento devem ser feitos conforme estabelecido nesta norma e são limitados aos lotes de entrega do produto acabado apresentados pelo fornecedor.

De cada lote de inspeção, formado dos lotes de entrega, deve ser retirada a amostra e as lãs de PET constituintes das amostras devem ser submetidas ao seguinte ensaio não destrutivo para recebimento: análise dimensional, conforme 4.2; e aos ensaios destrutivos para recebimento: gramatura, conforme 4.3; absorção de umidade, conforme 4.4, resistência à tração longitudinal, conforme 4.5, e estabilidade dimensional.

A aceitação e a rejeição do lote de inspeção, quando for efetuada inspeção no recebimento dos lotes, devem ser conforme 5.3.2 a 5.3.7, aplicada para cada tipo de ensaio. Se o número de unidades defeituosas (aquelas que contêm uma ou mais não conformidades) na primeira amostragem for igual ou menor que o primeiro número de aceitação, o lote deve ser considerado aceito. Se o número de unidades defeituosas na primeira amostragem for igual ou maior que o primeiro número de rejeição, o lote deve ser rejeitado.

Se o número de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for maior que o primeiro número de aceitação e menor que o primeiro número de rejeição, uma segunda amostragem de tamanho indicado pelo plano de amostragem deve ser retirada. As quantidades de unidades defeituosas encontradas na primeira e na segunda amostragem devem ser acumuladas. Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou menor que o segundo número de aceitação, o lote deve ser aceito.

Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou maior que o segundo número de rejeição, o lote deve ser rejeitado. Para cada lote de inspeção, o relatório de resultados deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação do produto; identificação do lote; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos últimos ensaios de condutividade térmica e reação ao fogo apresentados pelo fornecedor; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta norma.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem estar com a identificação do produto legível. As embalagens devem estar íntegras e o produto seco. Devem ser armazenadas em local coberto e seco, de preferência sobre um estrado que as separe do chão, para evitar a contaminação do produto por água ou outros materiais. Devem ser manuseadas, transportadas e acondicionadas sem o auxílio de ganchos ou cordas, de forma a não sofrerem danos.

As lãs de PET, quando fornecidas em rolos, devem ser armazenadas preferencialmente na vertical e, quando armazenadas na horizontal, não podem ser compactadas em mais de 30% do diâmetro do rolo. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem ser comercializadas com instruções de uso, contendo no mínimo as seções “ADVERTÊNCIAS” e “ORIENTAÇÕES”. As instruções de uso devem conter o seguinte texto: “IMPORTANTE LER COM ATENÇÃO E GUARDAR PARA EVENTUAIS CONSULTAS”, em letras com tamanho não inferior a 5 mm de altura e com destaque em negrito.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall, quando fabricadas em atendimento a esta norma, são recicláveis, não tóxicas e não requerem equipamento de proteção individual (EPI) específico para o manuseio e instalação. Deve-se ressaltar que os segmentos de lã de PET devem ser cortados preferencialmente com auxílio de tesoura para produtos em rolo e faca ondulada para produtos em placa. Em seguida, devem ser posicionados manualmente nos vãos existentes entre os perfis de aço, de maneira que todos os perfis metálicos estejam em contato com a lã de PET e, se necessário, deve-se utilizar as pontas dos parafusos passantes como ancoragem.

O operador deve estar atento a arestas e pontas metálicas cortantes. Para a aplicação das lãs de PET, é necessário que as chapas de gesso sejam previamente fixadas à estrutura metálica (no caso de paredes, as chapas de gesso que compõem uma das faces). Para a fixação de cargas suspensas no sistema drywall montado com lã de PET em seu interior, é imprescindível a utilização de dispositivo que limite o comprimento da broca, de maneira a perfurar somente a chapa de gesso, evitando o possível contato da ferramenta utilizada com a lã de PET instalada. Recomenda-se utilizar a bucha adequada, respeitando o limite de carga. As lãs de PET não podem ser instaladas caso apresentem alguma contaminação ou estejam molhadas. As lãs de PET não necessitam de manutenção específica após a sua aplicação, salvo eventos fortuitos referentes a reformas e/ou vazamentos.

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