REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 128|Ano 3| 15 OUTUBRO 2020

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Edição 128 | Ano 3 | 15 OUTUBRO 2020
ISSN: 2595-3362
Confira os artigos desta edição:

A conformidade dos sistemas de sinalização de emergência

Deve-se conhecer os requisitos para projetos, fabricação, instalação, classificação, aceitação, manutenção e métodos de ensaio para sistema de sinalização de emergência, prevenção e proteção contra incêndio e situações de emergência.

A NBR 16820 de 09/2020 – Sistemas de sinalização de emergência — Projeto, requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos para projetos, fabricação, instalação, classificação, aceitação, manutenção e métodos de ensaio para sistema de sinalização de emergência, prevenção e proteção contra incêndio e situações de emergência.

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Quais são as cores de segurança e contraste das sinalizações impressas?

Como deve ser apresentada a sinalização de proibição?

Como deve ser a sinalização de orientação e salvamento?

Como deve ser executada a sinalização de agente extintor?

O sistema de sinalização de emergência é composto por dois tipos: sinalização básica e complementar. A sinalização básica é constituída por quatro classes, de acordo com a sua função: sinalização de proibição, cuja função é proibir ou coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento e ameaça à vida humana; sinalização de alerta, cuja função é alertar para áreas e materiais com potencial risco; sinalização de orientação e salvamento, cuja função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para o seu acesso; sinalização de equipamentos de combate a incêndio e alarme, cuja função é indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndio e alarme disponíveis.

As sinalizações de alerta, de orientação e de equipamentos devem apresentar efeito fotoluminescente. A sinalização de proibição modelo P4 deve apresentar efeito fotoluminescente. A sinalização complementar é composta por faixas de cor, mensagens escritas, indicação de agente extintor, sistemas de segurança e lotação máxima, rota continuada, plano de fuga e deve ser empregada nas faixas de cor, utilizadas para indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída, como pilares, arestas de paredes e vigas; mensagens escritas para necessidades especiais que não constem nos exemplos desta norma; indicação de agente extintor, que indicam o tipo de agente extintor e suas aplicações.

Devem ser utilizadas em locais de instalação de extintores de incêndio onde houver risco ao usuário se forem utilizados incorretamente e na indicação da lotação máxima do recinto e de sistemas de segurança contra incêndio, utilizadas para orientação de lotação e dos sistemas de segurança contra incêndio disponíveis na edificação. Devem ser usadas em rota continuada, próxima ou junto ao solo, cuja função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para seu acesso; em plano de fuga, deve ser instalado em locais estratégicos com o objetivo de orientar, informar e instruir o usuário da edificação para os procedimentos adotados em situações de emergência.

As sinalizações complementares são obrigatórias em diversas situações apontadas nesta norma. Deve ser observada a relação: A > L2/2.000. onde A é a área da placa, expressa em metros quadrados (m²); L é a distância do observador à placa, expressa em metros (m). Esta relação é válida para L < 50 m. A medida mínima utilizada deve ser considerada para uma distância mínima de 4 m. (ver tabela abaixo)

Em situações onde há sinalizações conjugadas (por exemplo Tabela 6, códigos S13 e S16, disponível na norma), o comprimento da sinalização deve ser L = 4 H. Nestas situações, para o cálculo de distância de visualização, a área deve ser calculada com a relação 2 H2. No caso de emprego de letras na sinalização, estas devem ser grafadas conforme a seguir: h > L/125, onde h é a altura da letra, expressa em metros (m); L é a distância do observador à placa, expressa em metros (m). A tabela abaixo apresenta valores de altura de letra para distâncias predefinidas.

Todas as palavras e sentenças devem apresentar letras em caixa alta utilizando fonte univers 65 ou helvetica bold, não sendo admitido qualquer tipo de distorção da fonte. Quando houver a necessidade de instalação repetida acima da altura superior indicada nesta norma, devem ser adotados os critérios de ângulos de alcance visual conforme NBR 9050 para cálculo de distância de visualização. Para o cálculo de distância de visualização em sinalizações onde forem utilizadas letras, sempre deve ser priorizada a altura da letra e medida da placa, utilizando para os cálculos de projeto a menor distância de visualização encontrada.

A sinalização circular é utilizada para implantar símbolos de proibição e ação de comando; a triangular é utilizada para implantar símbolos de alerta; a retangular é usada para implantar símbolos de orientação, socorro, emergência, alarme e bomba de incêndio; a quadrada é usada para implantar símbolos de identificação de equipamentos utilizados no combate a incêndio. Quando adicionadas mensagens complementares às sinalizações de equipamento de combate a incêndio, estas passam a ser retangulares.

A cor da segurança deve cobrir no mínimo 50% da área do símbolo, exceto no símbolo de proibição, onde este valor deve ser no mínimo de 35 %. A cor vermelha é usada para símbolos de proibição, identificação de equipamentos de combate a incêndio e alarme. A verde, utilizada para símbolos de orientação e salvamento; a preta é usada para símbolos de alerta e sinais de perigo. A cor de contraste para sinalização de proibição deve ser branca ou fotoluminescente. A cor de contraste deve ser fotoluminescente para as sinalizações, orientação e salvamento, e de equipamentos de combate a incêndio e alarme.

A cor de contraste para a moldura da sinalização de alerta deve possuir fundo fotoluminescente e cor amarela. O preenchimento desta área deve realizado com efeito retícula utilizando 50% de fotoluminescente e 50% de amarelo ou amarelo fotoluminescente. A classificação das cores das sinalizações é referente às sinalizações impressas (produto acabado). As classificações das cores são relacionadas às cores de segurança, cores de contraste, cores das formas geométricas e dos símbolos de segurança das sinalizações.

A sinalização de proibição deve ser apresentada conforme a seguir: forma: circular; cor do fundo (cor de contraste): branca ou fotoluminescente; barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo: preta; margem (borda): branca. A sinalização de alerta deve ser apresentada conforme a seguir: forma: triangular; cor do fundo da moldura (cor de contraste): amarela fotoluminescente ou retícula; cor do símbolo e moldura: preta; margem (borda): fotoluminescente.

A sinalização de orientação deve ser apresentada conforme a seguir: forma: quadrada ou retangular; cor do fundo (cor de segurança): verde; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (borda): fotoluminescente. A sinalização de equipamento de combate e alarme de incêndio deve ser apresentada conforme a seguir: forma: quadrada ou retangular; cor de fundo (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (borda): fotoluminescente.

As sinalizações básicas possuem requisitos específicos conforme a seguir. A borda fotoluminescente deve possuir largura mínima de 5 mm. Convém que para sinalizações com distância de visualização superiores a 10 m, esta espessura seja aumentada progressivamente. As sinalizações de proibição e de alerta podem ser complementadas com mensagem escrita indicando o risco sinalizado. O texto deve ser na cor preta ou em cor de contraste quando o fundo for da cor de segurança e não pode substituir ou interferir no dimensionamento do pictograma.

A sinalização de proibição P4 deve possuir texto e a sinalização de equipamento pode ser complementada com mensagem escrita indicando o nome do equipamento. O texto deve ser na cor de contraste e não pode substituir ou interferir na visualização do pictograma. Para sinalizações de equipamento com mensagem de texto complementar, a medida deve ser aumentada em no mínimo 30% de altura (H = 1,3 L). As sinalizações de alarme de incêndio e bomba de incêndio devem possuir mensagem complementar indicando seu uso a as sinalizações de alarme e bomba de incêndio devem seguir a distância de visualização, calculando sua medida com a proporção L2 (largura ao quadrado). A altura das letras destas sinalizações não necessita seguir a altura mínima, devendo ser proporcional ao leiaute.

A forma do símbolo das sinalizações de alerta e perigo se referem ao pictograma, e não ao produto acabado. Os símbolos para sinalização básica são apresentados nas Tabelas 4 a 7 (disponíveis na norma), acompanhados de indicação de aplicação. A especificação de cada cor designada a seguir é apresentada na Tabela 3, disponível na norma. Exemplos de utilização das sinalizações instaladas podem ser visualizados no Anexo A.

Quanto às dimensões de plano de fuga, o tamanho pode ser reduzido para 210 mm × 297 mm (tamanho A4). É admitida uma tolerância de 5 % com relação a estas medidas. Os textos em um plano de fuga devem ser legíveis à distância para o qual o plano de fuga está destinado a ser lido. A altura mínima das letras deve ser de 2 mm. A altura dos caracteres no título deve ser de no mínimo 7% da menor dimensão do plano inteiro e a altura mínima dos sinais representados num plano de fuga deve ser 5 mm.

As linhas no plano de fuga também devem respeitar espessuras mínimas. Para paredes externas, 1,6 mm, e para paredes internas, 0,6 mm. Linhas representando escadas, rampas ou outro elemento semelhante devem possuir espessura de 0,15 mm. As instruções gerais de segurança são de âmbito geral e a sua inclusão nas plantas de emergência tem como objetivo informar e orientar sobre os comportamentos adotados em caso de emergência.

As instruções gerais de segurança das plantas de emergência: manter a calma e acionar a botoeira de alarme; seguir para a saída orientando-se pela sinalização existente ou instruções dos brigadistas; não utilizar elevadores, apenas as escadas sinalizadas; não retornar ao local de origem e caminhar abaixado para evitar inalar fumaça; seguir a sinalização até o ponto de encontro e aguarde instruções. O sistema de sinalização de emergência tem como objetivo reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertar para os riscos existentes, assegurar que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, orientar as ações de combate, e facilitar a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio.

O projeto do sistema de sinalização de emergência deve ser composto por um conjunto de peças gráficas, contendo plantas baixas e cortes, onde estejam claramente apontados todos os detalhes necessários para a identificação de todas as partes constituintes do sistema, suas localizações e as orientações necessárias para sua implementação. O projeto deve conter um memorial descritivo, onde constem a descrição dos princípios que orientaram a concepção do sistema para cada um dos tipos de sinalização básica considerada, as justificativas para a sinalização complementar adotada associada às correspondentes sinalizações básicas, os modelos, dimensões e quantitativos das placas de sinalizações adotadas, todos os detalhes necessários para identificação das partes constituintes do sistema de sinalização de emergência, os requisitos mínimos de desempenho (ver Seção 7), as orientações para instalação e as recomendações para inspeção e conservação.

O projeto e a instalação devem ser executados por empresas ou por responsáveis profissionais, legalmente habilitados, sendo comprovada a capacitação, a qualquer tempo. O projeto e as atividades de instalação, com o correspondente projeto como construído, devem ser registrados em conselho profissional competente. O instalador do sistema de sinalização deve destacar todas as eventuais alterações introduzidas, relacionadas ao local e altura de instalação, medidas, e modelos de sinalizações utilizadas, apresentando ao projetista para verificação da adequação dos parâmetros e condições de uso estabelecida para o sistema de sinalização.

Os documentos assim produzidos devem fazer parte do memorial do sistema. Todos os documentos do memorial, bem como as alterações de projeto propostas pelo instalador e aprovadas pelo projetista, devem compor a versão final do projeto, denominada Projeto como construído. A elaboração de toda documentação é condição necessária para a entrega do sistema e é referência para os procedimentos de aceitação técnica do sistema.

As plantas baixas e respectivos cortes devem ser elaboradas, para cada pavimento-tipo, em conformidade com os documentos técnicos NBR 10067 e NBR 10068, em escala 1:50 ou 1:100 ou 1:200, compatível com as dimensões da planta baixa, e que permita a clara visualização das peças constituintes do sistema e dos espaçamentos que definem suas localizações. Não é permitida a referência a outro projeto para justificar a aplicação de qualquer informação no memorial.

As plantas também devem mostrar os itens da lista a seguir: a identificação do proprietário ou responsável pelo uso; o nome, endereço e número de registro do conselho de classe do responsável apto para realização do projeto; a localização da edificação ou área de risco e respectiva planta de situação; a vista em corte da altura total, incluindo informações sobre elementos estruturais e localização das divisórias baixas; a apresentação dos detalhes dos modelos, das medidas e da localização das sinalizações; a apresentação da legenda de símbolos empregados no projeto de sinalização em todas as plantas que o constituem, conforme a NBR 14100.

 

A instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos

Entenda os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos em instalações prediais.

A NBR 10897 de 09/2020 – Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos — Requisitos especifica os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos em instalações prediais. Não tem a intenção de restringir o desenvolvimento ou a utilização de novas tecnologias ou medidas alternativas, desde que estas não diminuam o nível de segurança proporcionado pelos sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, nem eliminem ou reduzam os requisitos nela estabelecidos.

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Qual é a espessura de parede para tubos unidos por solda ou por acoplamento mecânico?

Quais devem ser os requisitos dos tubos de condução enterrados?

Como devem ser especificadas as válvulas de bloqueio?

Como deve ser executado o controle setorial?

Como deve ser feita a tomada de recalque em coluna e a de em caixa de alvenaria?

Os sistemas de chuveiros automáticos são integrados por tubulações aéreas e subterrâneas alimentado por uma ou mais fontes de abastecimento automático de água para fins de proteção contra incêndio. A parte do sistema de chuveiros automáticos acima do piso consiste em uma rede de tubulações dimensionada por tabelas ou por cálculo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual são conectados chuveiros automáticos segundo um padrão regular, alimentado por uma tubulação que abastece o sistema, provida de uma válvula de controle e dispositivo de alarme.

O sistema é ativado pelo calor do fogo e descarrega água sobre a área de incêndio. As ocupações de risco leve são compreendidas pelas ocupações ou parte das ocupações onde a quantidade e/ou a combustibilidade do conteúdo (carga incêndio) for baixa, tendendo à moderada, e onde for esperada uma taxa de liberação de calor de baixa a média. As ocupações de risco ordinário do Grupo I são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a combustibilidade do conteúdo for baixa e a quantidade de materiais combustíveis for moderada. São esperados incêndios com moderada taxa de liberação de calor.

As do Grupo II são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade do conteúdo forem de moderada a alta. São esperados incêndios com alta taxa de liberação de calor. As ocupações de risco extra ou extraordinário do Grupo I são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade do conteúdo forem muito altas, podendo haver a presença de pós e outros materiais que provocam incêndios de rápido desenvolvimento, produzindo alta taxa de liberação de calor. Neste grupo, as ocupações não podem possuir líquidos combustíveis e inflamáveis.

As do Grupo II compreendem as ocupações com moderada ou substancial quantidade de líquidos combustíveis ou inflamáveis. Qualquer tipo de armazenamento, mesmo transitório, e de qualquer altura, deve ser protegido de acordo com a NBR 13792. Os componentes do sistema devem estar em conformidade com as normas brasileiras aplicáveis ou, na falta destas, com as normas internacionalmente reconhecidas. Recomenda-se que os componentes dos sistemas de chuveiros automáticos sejam avaliados com relação à conformidade dos requisitos estabelecidos nas normas brasileiras aplicáveis.

Os componentes do sistema devem estar classificados para a máxima pressão de trabalho à qual são empregados, porém nunca inferior a 1.200 kPa. Os trechos aparentes da instalação do sistema de chuveiros automáticos devem ser identificados com a cor vermelho-segurança de acordo com a NBR 6493. Opcionalmente, a tubulação pode ser identificada com anéis pintados em vermelho, com 0,20 m de largura, a cada 5 m de distância.

Os sistemas com tubulações aparentes de CPVC não necessitam de pintura vermelha para identificação. Para efeito de aplicação desta norma, combustibilidade limitada serão os materiais de construção, incluindo revestimentos, forros, coberturas, subcobertura e isolantes termo acústicos, que não atendem à definição de material incombustível. Quando as características de combustibilidade limitada puderem ser comprometidas em função do tempo de uso do material ou da variação cíclica de seu conteúdo de umidade em razão das variações da umidade do ar.

Não devem ser considerados materiais de combustibilidade limitada os que tenham substrato composto por material incombustível e espessura máxima de 3,2 mm, com índice de propagação superficial de chama, determinado de acordo com a NBR 9442, menor ou igual a 50; os materiais, na forma e espessura utilizadas, que não atendam ao descrito em a) e que apresentem índice de propagação superficial de chama até 25, determinado de acordo com a NBR 9442, nem evidência de combustão progressiva contínua.

Somente chuveiros automáticos não previamente utilizados devem ser instalados. Os chuveiros automáticos devem ser conforme a NBR 16400. O fator K de descarga é determinado pela equação: K = Q/ onde K é o fator de descarga, expresso em litros por minuto por bar elevado à meio [L/min/(bar)1/2]; Q é a vazão, expresso em litros por minuto (L/min); P é a pressão, expresso em bar (bar). Os valores do fator K, relativos à descarga do chuveiro em função de seu diâmetro de orifício, devem estar de acordo com a tabela abaixo.

As temperaturas nominais de operação dos chuveiros automáticos são indicadas na tabela abaixo. Exceto no caso de chuveiros automáticos decorativos e de chuveiros automáticos resistentes à corrosão, os chuveiros automáticos de liga fusível devem ter seus braços pintados e os de bulbo de vidro devem ter o líquido colorido, conforme tabela abaixo. Os chuveiros automáticos resistentes à corrosão podem ser identificados de três maneiras: com um ponto no topo do defletor, com revestimentos de cores específicas e pela cor dos braços.

Os chuveiros automáticos devem possuir revestimentos especiais, resistentes à corrosão, quando instalados em locais onde haja a presença de vapores corrosivos, umidade ou outras condições ambientais capazes de provocar danos. Os revestimentos anticorrosivos devem ser aplicados exclusivamente pelos fabricantes dos chuveiros automáticos. A menos que indicado pelo fabricante, o chuveiro automático não pode ser pintado e qualquer chuveiro revestido só pode ser substituído por outro de mesmas características.

Qualquer acabamento ornamental do chuveiro automático deve ser executado pelo fabricante. As canoplas e os invólucros não metálicos devem ser fornecidos pelo fabricante do chuveiro automático. As canoplas e os invólucros usados com chuveiros automáticos embutidos ou não aparentes devem ser fornecidos em conjunto com os chuveiros automáticos. Os chuveiros automáticos instalados em locais sujeitos a danos mecânicos devem ser providos de proteção contra estes danos.

Devem ser mantidos chuveiros automáticos sobressalentes para substituição imediata em caso de operação ou danos. Esses chuveiros automáticos devem possuir as mesmas características dos que se encontram instalados e devem ser mantidos em local cuja temperatura não supere 38 °C. Uma chave especial para retirada e instalação dos chuveiros automáticos deve estar disponível junto aos chuveiros sobressalentes. O estoque de chuveiros automáticos sobressalentes deve ser proporcional ao número de chuveiros automáticos instalados, como descrito a seguir. Havendo mais de um tipo, modelo ou temperatura de chuveiro instalado, deve haver pelo menos quatro chuveiros sobressalentes de cada tipo, modelo e temperatura: seis chuveiros no mínimo para instalações com até 300 chuveiros automáticos; 12 chuveiros no mínimo para instalações com 301 a 1.000 chuveiros automáticos; 24 chuveiros no mínimo para instalações com mais de 1 000 chuveiros automáticos.

Os tubos utilizados nos sistemas de chuveiros automáticos devem atender ou exceder os requisitos estabelecidos a seguir. O tipo e a classe de tubos, bem como as proteções adicionais para uma instalação específica, devem ser determinados considerando-se sua resistência ao fogo, pressão máxima de serviço, etc. Os tubos de aço (com ou sem costura) devem ser conforme as NBR 5580 ou NBR 5590. Os tubos de aço unidos por solda ou por acoplamento mecânico, para pressões até 2,07 MPa, devem ser conforme a NBR 5580 (classe leve) ou NBR 5590.

O alarme de fluxo de água deve ser específico para sistemas de chuveiros automáticos e deve ser ativado pelo fluxo de água equivalente ao fluxo em um chuveiro automático de menor orifício instalado no sistema. O alarme sonoro deve ser acionado no máximo 5 min após o início do fluxo e deve continuar até a sua interrupção. Para sistemas de tubulação molhada, os equipamentos de alarme devem ser constituídos de uma válvula de governo e alarme ou outro detector de fluxo.

Para sistemas de pré-ação e dilúvio, os equipamentos de alarme devem ser constituídos de dois alarmes acionados independentemente, sendo um pelo sistema de detecção e outro pelo fluxo de água. As chaves de alarme de fluxo de água tipo palheta com retardo automático devem ser instaladas apenas em sistemas de tubo molhado. O dispositivo de alarme deve ser mecânico ou elétrico, de forma a emitir um sinal audível, pelo menos 20 dB acima do ruído normal da área considerada.

Caso o nível de ruído da área considerada não permita o cumprimento deste requisito, um sinalizador visual tipo estroboscópio deve ser utilizado. Toda a tubulação dos gongos hidráulicos deve ser feita com material resistente à corrosão e em diâmetro não inferior a DN 20. Os equipamentos de alarmes elétricos devem ser projetados e instalados conforme a NBR 17240. O dreno do dispositivo de alarme deve ser dimensionado de modo a não haver transbordamento.

A operação correta dos detectores de tensão portáteis

Deve-se ter conhecimento sobre os detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz.

A NBR IEC 61243-1 de 09/2020 – Trabalhos em tensão — Detectores de tensão – Parte 1: Tipo capacitivo para ser usado para tensões superiores a 1 kV ca é aplicável a detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz. Aplica-se somente aos detectores de tensão de tipo capacitivo usados em contato com a parte a ser ensaiada, como um dispositivo completo incluindo seu elemento de isolamento ou como um dispositivo separado, adaptável a um bastão isolado que, como uma ferramenta separada, não é coberta por esta norma (ver 4.4.1 para projeto geral).

Outros tipos de detectores de tensão não são cobertos por esta parte da norma. Algumas restrições em seu uso são aplicáveis no caso de comutadores montados de fábrica e sobre sistemas aéreos de ferrovias eletrificadas (ver Anexo B, instruções de uso). Exceto onde especificado de forma diferente, todas as tensões definidas nesta norma se referem aos valores de tensões fase-fase ou sistemas trifásicos. Em outros sistemas, convêm que as tensões fase-fase ou fase-terra (aterramento) aplicáveis, sejam usadas para determinar a tensão de operação.

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Quais são as marcações a serem inseridas no aparelho?

Quais são os critérios de ensaios para os produtos?

Como devem ser executados os ensaios em condições úmidas?

Como deve ser feita a seleção do arranjo de ensaio para a influência de campo de interferência em fase?

O detector de tensão deve ser projetado e fabricado para ser seguro ao usuário, desde que seja utilizado de acordo com os métodos seguros de trabalho, e as instruções de uso. O detector de tensão deve dar uma indicação clara do estado de presença de tensão e/ou ausência de tensão, por meio da mudança do status do sinal. A indicação deve ser visual e/ou sonora.

O detector de tensão deve fornecer uma indicação clara da presença e/ou ausência da tensão de operação do sistema, de acordo com sua tensão nominal ou faixa de tensão nominal, e sua frequência nominal ou frequências nominais. A indicação pode não ser confiável na proximidade de grandes áreas condutivas, que podem criar zonas equipotenciais. Quando o detector de tensão for usado de acordo com as instruções de uso, a presença de uma tensão adjacente ou condutor aterrado não pode afetar sua indicação.

Quando usado de acordo com as instruções de uso, o detector de tensão não pode indicar presença de tensão para valores normais de tensões de interferência. O detector de tensão deve dar indicação contínua quando em contato direto com o condutor. O usuário não pode ter acesso ao ajuste de tensão limiar.

A indicação presença de tensão deve aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for maior do que 45% da tensão nominal. 45% da tensão nominal correspondem a 0,78 Un 3. A indicação presença de tensão não pode aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for igual ou menor do que 10% da tensão nominal. 10% da tensão nominal corresponde a 0,17 Un 3 e é a máxima tensão induzida fase-terra normalmente encontrada em campo.

Para preencher os requisitos anteriores, a tensão limiar Ut deve satisfazer a seguinte relação: 0,10 Un máx. < Ut ≤ 0,45 Un mín. Para detectores de tensão com somente uma tensão nominal, Un máx. é igual a Un mín. Há um limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. para atingir uma clara indicação do detector de tensão. Este valor corresponde à divisão de 0,45 por 0,1. Pode acontecer que o nível de tensão induzida em uma rede específica seja maior do que 10% da tensão nominal ou da tensão nominal máxima da faixa de tensão.

Pode também acontecer que as variações da tensão nominal da rede sejam tais que 0,45 Un ou 0,45 Un máx. não sejam o menor valor possível. Além disso, quando é esperado que o detector de tensão seja utilizado na proximidade de grandes partes condutivas que gerem zonas equipotenciais (ver 4.2.1), o usuário pode especificar um valor inferior para a tensão limiar. Em todos esses casos, é necessário que o fabricante e o usuário definam um acordo para estabelecer o valor apropriado para a tensão limiar, enquanto a mantém na faixa especificada anteriormente.

O ajuste da tensão limiar é adicionalmente limitado pelos requisitos para clara indicação que reduzam a faixa de valores possíveis, e os ensaios necessários (indicação clara) têm que ser aprovados. Caso específico de detectores de tensão a serem utilizados em sistemas com baixos valores de tensão de interferência. Em algumas situações, caso o usuário tenha uma rede com baixos valores de tensão de interferência, pode solicitar ajuste no limiar de tensão abaixo de 0,10 Un máx. Este caso específico pode facilitar na operação do detector de tensão na proximidade de grandes partes condutivas.

Apesar dessa mudança de tensão limiar para um valor mais baixo, o limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. ainda permanece válido, e os ensaios pertinentes (clara indicação) têm que ser aprovados. Nesse caso, o detector de tensão deve ter uma marcação especial e uma advertência deve ser incluída nas instruções de uso para informar aos usuários sobre a modificação na tensão limiar. Convém que a marcação especial seja o resultado de um acordo entre o fabricante e o usuário.

O detector de tensão deve proporcionar uma clara indicação sob condições normais de iluminação e ruído. Os tipos de indicações de detector de tensão são divididos em três grupos: grupo I: Indicação com no mínimo dois sinais ativos distintos, que fornecem uma indicação da condição de presença de tensão e ausência de tensão. A condição de standby não é necessária; grupo II: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que fornece uma indicação da condição de ausência de tensão e é ativado ligando manualmente e suprimido quando o eletrodo de contato é posicionado em contato com a parte sob tensão; grupo III: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que dá uma indicação da condição de presença de tensão e deve possuir a condição de standby.

A indicação visual deve ser claramente visível ao usuário na posição de operação e em condições normais de iluminação. Quando dois sinais visuais são utilizados, a indicação não pode depender somente das luzes de diferentes cores para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como separação física das fontes de luz, forma distinta de sinais luminosos ou luz piscando.

A indicação sonora deve ser claramente audível ao usuário quando na situação de operação e em condições de ruídos normais. Quando dois sinais sonoros forem utilizados, a indicação não pode depender somente dos sons de diferentes níveis de pressão sonora para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como tom ou intermitência dos sinais sonoros.

Existem três categorias de detectores de tensão de acordo com as condições climáticas de operação: frio (C), normal (N), e quente (W). O detector de tensão deve operar corretamente na faixa de temperatura de sua categoria climática, de acordo com a tabela abaixo. O detector de tensão deve operar corretamente em caso de mudança repentina de temperatura na faixa de temperatura de sua categoria climática.

Um detector de tensão deve operar entre 97% a 103% de sua frequência nominal ou de cada uma de suas frequências nominais. O tempo de resposta deve ser menor do que 1 s. O detector de tensão com uma fonte de alimentação embutida deve fornecer uma indicação clara até que a fonte esteja esgotada, a menos que sua utilização seja limitada a uma indicação de não prontidão ou desligamento automático como mencionado nas instruções de uso. O elemento de ensaio, item embutido ou separado, deve ser capaz de ensaiar todos os circuitos elétricos, incluindo a fonte de energia e o funcionamento da indicação.

Quando todos os circuitos não puderem ser testados, qualquer limitação deve ser claramente informada nas instruções de uso. Esses circuitos devem ser construídos com alta confiabilidade. Quando houver um elemento de ensaio embutido, o detector de tensão deve dar uma indicação de pronto ou não pronto. O detector de tensão não pode detectar a tensão V cc. O detector de tensão deve ser capaz de funcionar sem falha quando sujeito à tensão de operação por 5 min. Os materiais de isolamento devem ser adequadamente classificados (natureza do material e dimensões) para tensão nominal (ou a máxima tensão nominal da faixa de tensão) do detector de tensão.

Quando tubos de material isolante, com corte transversal circular, são utilizados no projeto dos detectores de tensão, convém que atendam aos requisitos da IEC 60855 ou IEC 61235. Para um detector de tensão, como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de elementos isolantes incorporados. Para um detector de tensão, como um dispositivo separado, convém que seja fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de um bastão isolante adaptável.

A proteção contra ponte deve ser tal que o detector de tensão não possa causar descarga elétrica ou avaria entre as peças sob tensão de uma instalação ou entre uma peça sob tensão de uma instalação e o terra. O detector de tensão deve ser construído para que o indicador não possa ser danificado ou desligado como resultado de um arco elétrico de baixa energia.

Quanto aos requisitos mecânicos, para um detector de tensão como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário uma distância adequada por meio de um elemento isolante. Para um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário receba uma distância adequada por meio de um bastão isolante adaptável.

O detector de tensão como um dispositivo completo deve incluir pelo menos os seguintes elementos: punho, proteção de mão, elemento isolante, marca-limite, indicador e eletrodo de contato. O detector de tensão como um dispositivo separado deve incluir pelo menos: adaptador, indicador e eletrodo de contato. Convém que o bastão isolante utilizado em conjunto com o detector de tensão como um dispositivo separado atenda aos requisitos descritos, mesmo se não for fornecido com o detector de tensão. O detector de tensão não pode ter uma conexão condutiva externa, ou qualquer outro dispositivo para fazer esta conexão, exceto para o eletrodo de contato.

O detector de tensão sem extensão do eletrodo de contato deve ter a marcação de categoria L. Ele é utilizado principalmente em linhas aéreas. O detector de tensão com extensão do eletrodo de contato deve ter marcação de categoria S. Ele é principalmente utilizado em subestações internas. O comprimento mínimo de um elemento isolante de um detector de tensão como um dispositivo completo deve estar de acordo com a tabela abaixo.

A tensão nominal Un é usada quando os parâmetros a serem especificados são relacionados ao dimensionamento ou ao desempenho funcional do detector de tensão, enquanto que a tensão projetada Ur é usada quando o desempenho isolante do detector de tensão é apresentado. Os valores Li da tabela acima correspondem à distância mínima no ar (obtida da IEC 61931, Tabelas 1 e 2) mais uma distância de segurança adicional. Os valores Li da tabela acima podem ser usados como orientação para determinar o comprimento do bastão isolante usado com o detector de tensão como um dispositivo separado.

Entretanto, o comprimento do bastão isolante para trabalho sob tensão pode ser encurtado para detectores de tensão como um dispositivo separado considerando as distâncias de aproximação mínimas ou de acordo com as regulamentações nacionais ou regionais. Para Li igual ou maior do que 520 mm, as partes condutivas não excedendo 200 mm (no total), medidas a partir da marca-limite em direção ao punho, são permitidas dentro do comprimento mínimo do elemento isolante se elas estiverem completamente isoladas externamente.

A marca-limite deve ser de cerca de 20 mm de largura, permanente, e claramente reconhecível pelo usuário. Se não houver uma marca-limite em um detector de tensão como um dispositivo separado, a extremidade do adaptador deve agir como marca-limite. Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o punho deve ser de no mínimo 115 mm de comprimento. O punho pode ser feito mais comprido para operação com as duas mãos.

Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o protetor de mão deve estar permanentemente fixo e ter uma altura mínima de (hHG) de 20 mm. A fim de adaptar o detector de tensão a usos diferentes o eletrodo de contato prontamente pode ser intercambiável ou completado com outros tipos de eletrodos de contato dependendo do tipo de instalação e instruções de uso. O detector de tensão deve ser projetado para facilitar operação confiável com esforço físico razoável pelo usuário.

O detector de tensão deve ser projetado para permitir uma aproximação segura em direção da instalação a ser ensaiada. A deflexão sobre seu próprio peso deve ser tão baixa quanto possível. O peso do indicador deve ser mínimo e compatível com os requisitos de desempenho. No caso de um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário esteja ciente que sua escolha de um bastão isolante pode influenciar muito na força de aperto e deflexão.

 

BS EN 17353: a vestimenta de proteção com visibilidade aprimorada para situações de médio risco

Essa norma europeia, editada em 2020 pelo BSI, especifica os requisitos para equipamentos de visibilidade aprimorada na forma de roupas ou dispositivos que são capazes de sinalizar visualmente a presença do usuário. O equipamento de visibilidade aprimorada se destina a fornecer conspicuidade do usuário em situações de risco médio sob quaisquer condições de luz do dia e/ou sob iluminação por faróis de veículos ou holofotes no escuro.

A BS EN 17353:2020 – Protective clothing – Enhanced visibility equipment for medium risk situations – Test methods and requirements especifica os requisitos para equipamentos de visibilidade aprimorada na forma de roupas ou dispositivos que são capazes de sinalizar visualmente a presença do usuário. O equipamento de visibilidade aprimorada se destina a fornecer conspicuidade do usuário em situações de risco médio sob quaisquer condições de luz do dia e/ou sob iluminação por faróis de veículos ou holofotes no escuro.

Os requisitos de desempenho estão incluídos para cor e retrorreflexão, bem como para as áreas mínimas e para a colocação dos materiais no equipamento de proteção. Este documento não é aplicável a: equipamentos de alta visibilidade em situações de alto risco, abrangidos pela EN ISO 20471 (para mais informações sobre situações de risco, ver Anexo A); equipamento de visibilidade destinado especificamente para a cabeça, mãos e pés, por exemplo, capacetes, luvas e sapatos; equipamento que integra a iluminação ativa, por exemplo, LEDs; e vestimentas para visibilidade em situações de baixo risco.

Conteúdo da norma

Prefácio europeu…………….. … 4

1 Escopo……………. ……………. 5

2 Referências normativas………………….. 5

3 Termos e definições………………………… 6

4 Tipos e requisitos mínimos de área…………….9

4.1 Tipos…………………………. ……………. 9

4.2 Requisitos mínimos de área. ………………. 10

5 Requisitos de projeto………………………….. 10

5.1 Designação de tamanho…………………… 10

5.2 Tipo A………………………… ………… 10

5.2.1 Geral……………………. ……….. 10

5.2.2 Visibilidade de todos os lados (visibilidade de 360°) …11

5.3 Tipo B………………………….. ………… 11

5.3.1 Geral……………………….. ……….. 11

5.3.2 Tipo B1 – Dispositivos de suspensão livre……………….. 11

5.3.3 Tipo B2 – Equipamentos para membros……………. 11

5.3.4 Tipo B3 – Equipamentos para o tronco ou torso e membros…………… 12

5.4 Tipo C……. ………… 13

6 Requisitos do material………………………… 13

6.1 Requisitos para material não fluorescente, material fluorescente e material combinado para melhor desempenho…………………… 13

6.1.1 Requisitos de desempenho de um novo material ………. 13

6.1.2 Cor após ensaio de xenônio…………………………… 14

6.1.3 Solidez da cor do material fluorescente e de todas as camadas de material não fluorescente após ensaio…………… 14

6.2 Mudança dimensional de material fluorescente e material não fluorescente………………….. 15

6.3 Requisitos de desempenho fotométrico e físico para o desempenho separado de materiais de desempenho combinados…………………… 15

6.3.1 Requisitos de desempenho retrorrefletivo do novo material…………. …………. 15

6.3.2 Tipo B1 – Dispositivos de suspensão livre………….. 16

6.3.3 Tipo B2, B3 e C – materiais ou dispositivos removíveis ou aplicados permanentemente ………………. 16

6.4 Requisitos de desempenho retrorrefletivo após a exposição em ensaio……………….. ….. 17

6.4.1 Geral………. ……….. 17

6.4.2 Material de desempenho separado………. ……………. 18

6.4.3 Material de desempenho combinado………………18

6.4.4 Materiais sensíveis à orientação………. ……………. 18

7 Métodos de ensaio……………………………………. 18

7.1 Amostragem e condicionamento…………….. 18

7.2 Determinação da cor…………………………. 18

7.3 Método de determinação do desempenho fotométrico retrorrefletivo………………………….. 19

7.3.1 Geral…………………. ……….. 19

7.3.2 Dispositivos Tipo B1…………………… 19

7.3.3 Dispositivos ou vestuários Tipo B2 e B3 e Tipo C……………. 19

7.4 Ensaio de exposição de material retrorrefletivo……………….. 19

7.4.1 Abrasão……………………………. ……… 19

7.4.2 Flexão ………………………. …………. 20

7.4.3 Dobragem em temperaturas frias…………….. 20

7.4.4 Exposição à variação de temperatura…………… 20

7.4.5 Precipitação…………………….. ……….. 20

7.4.6 Ensaio de queda livre……………… …. 20

7.4.7 Influência da água (imersão em água) ……………. 20

7.5 Envelhecimento……………….. ……….. 21

7.5.1 Geral ………………… ……….. 21

7.5.2 Lavagem…………………… ………. 21

7.5.3 Limpeza a seco…………………… … 21

8 Marcação………………………. …….. 21

9 Informações fornecidas pelo fabricante…………. 22

Anexo A (informativo) Exemplos de peças de vestuário ou dispositivos de acordo com tipos e classes………… 23

Anexo B (informativo) Informações sobre situações de risco……………….. 25

Anexo C (informativo) Exemplos de como provar a visibilidade de todos os lados…………………. …… 26

Anexo D (informativo) Projetos possíveis para a colocação de material fluorescente …………………… 27

Anexo E (informativo) Exemplos de vestuário B2 e B3………………………….. 28

Anexo ZA (informativo) Relação entre esta norma europeia e os requisitos essenciais do Regulamento 2016/425 destinados a serem cobertos…………… …………… 30

Bibliografia…………… ………… 31

O equipamento de visibilidade aprimorada é agrupado em três tipos com base nas condições de uso previsíveis:

– Equipamento tipo A – usado pelos usuários onde apenas as condições de luz do dia de risco de não ser visto existem apenas nas condições de luz do dia. Este equipamento usa apenas o material fluorescente aprimorado coo componente de visibilidade.

– Equipamento tipo B – usado por usuários onde o risco de não ser visto existe apenas em ambientes escuros. Este equipamento usa apenas o material retrorrefletivo como componente de visibilidade aprimorada.

– Equipamento tipo C – usado por usuários onde existe risco de não serem vistos durante o dia, crepúsculo e escuro. Este equipamento usa os materiais fluorescentes e retrorrefletivos e/ou de desempenho combinado como componentes de visibilidade aprimorada.

O tipo B é subdividido, conforme abaixo, dependendo da área total vestida ou da colocação do dispositivo no torso do usuário:

– O tipo B1 inclui apenas dispositivos retrorrefletivos de suspensão livre e esses dispositivos são projetados para reconhecimento de movimento.

– O tipo B2 inclui dispositivos retrorrefletivos ou material retrorrefletivo temporária ou permanentemente colocado apenas nos membros. Esses produtos são projetados para reconhecimento de movimento. No mínimo, o material retrorrefletivo deve ser posicionado nos membros como um dispositivo removível separado ou deve ser incorporado ao desenho da roupa de forma permanente como um elemento retrorrefletivo.

– O tipo B3 inclui material retrorrefletivo colocado no corpo ou corpo e membros. Esses produtos são projetados para reconhecimento de formas. Os itens do tipo B3 não devem ser uma combinação de material refletivo permanentemente fixado e dispositivos refletivos removíveis.

O ensaio de prova de carga estática em fundações profundas

Deve-se entender o método de ensaio para prova de carga estática em fundações profundas que se aplica a todos os tipos de estacas, verticais ou inclinadas, independentemente do processo de execução e de instalação no terreno, inclusive tubulões.

A NBR 16903 de 09/2020 – Solo — Prova de carga estática em fundação profunda especifica o método de ensaio para prova de carga estática em fundações profundas. Aplica-se a todos os tipos de estacas, verticais ou inclinadas, independentemente do processo de execução e de instalação no terreno, inclusive tubulões. Essa norma se aplica às provas de carga que utilizam o critério de cargas controladas. Reconhecendo que a engenharia de fundações não é uma ciência exata, e que riscos são inerentes a toda e qualquer atividade que envolva fenômenos ou materiais da natureza, os critérios e procedimentos nesta norma procuram traduzir o equilíbrio entre condicionantes técnicos, econômicos e de segurança usualmente aceitos pela sociedade na sua publicação.

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Como deve ser feita a preparação da estaca-teste?

Na execução do ensaio, como deve ser o carregamento e o descarregamento?

Como deve ser realizado o ensaio com carregamento rápido (PCR)?

Qual deve ser a expressão dos resultados?

Pode-se definir a carga controlada como o critério de ensaio que consiste na aplicação de cargas predefinidas e medição dos deslocamentos correspondentes a cada carga. A carga admissível é a máxima carga que, aplicada sobre a estaca ou sobre o tubulão isoladamente, atende, com fatores de segurança predeterminados, aos estados-limite últimos (ruptura) e de serviço (recalques, vibrações etc.). Esta grandeza é utilizada no projeto quando se trabalha com valores característicos das ações. A carga de trabalho de estacas é a carga efetivamente atuante na estaca, em valores característicos, na qual a tensão de trabalho da estaca corresponde à carga de trabalho dividida pela área da seção transversal.

A prova de carga estática consiste em aplicar esforços à fundação profunda e registrar os deslocamentos correspondentes. Os esforços aplicados podem ser tração, compressão ou flexocompressão, nas direções vertical, horizontal ou inclinada. A escolha do tipo de prova de carga deve ser feita pelo projetista ou consultor, levando em conta as particularidades do carregamento a que a estaca ou tubulão está submetido na obra. As cargas aplicadas devem ser medidas através de célula de carga ou manômetro instalado no conjunto hidráulico.

O conjunto hidráulico é composto por manômetro, cilindro e bomba hidráulicos. O manômetro analógico deve ter uma escala de leitura adequada ao carregamento de forma que o menor incremento de carga a ser aplicado no ensaio seja representado por pelo menos duas marcas da escala. Os manômetros, analógicos ou digitais, devem ser dotados de escala com leituras máximas de 0,5 Mpa (5 kgf/cm²).

O conjunto composto por cilindro, bomba e manômetro deve estar calibrado por laboratório acreditado, de acordo com a NBR 8197. Quanto à periodicidade, esta não pode ser superior a seis meses. A célula de carga é um transdutor de força que pode ser do tipo resistivo, indutivo ou de corda vibrante, que converte a força aplicada em um sinal elétrico e é registrado por equipamento específico.

A prova de carga estática a maneira mais indicada na medição da capacidade de carga das estacas, pois determina a capacidade das fundações profundas, podendo-se prever o comportamento da capacidade de carga e recalques em fundações. Consiste basicamente em aplicar esforços estáticos crescentes à estaca e registrar os deslocamentos correspondentes.

Nesta prova de carga, o elemento da fundação é solicitado por um ou mais macacos hidráulicos, empregando-se um sistema de reação estável. Para tanto, é comum o uso de vigas metálicas e ancoragens embutidas no terreno. O tipo de ensaio mais comum envolve a aplicação e carregamento de compressão à estaca, em estágios crescentes da ordem de 20% da carga de trabalho, registrando-se os deslocamentos correspondentes. O teste tem a vantagem de se conseguir simular, em verdadeira grandeza, os carregamentos reais de uma construção, observando a resposta da fundação a essas cargas.

O indicador de leitura da célula de carga deve ter precisão mínima de 0,5 % da máxima capacidade de carga da célula. O menor incremento de carga a ser aplicada no ensaio não pode ser menor do que 1% da máxima capacidade da célula de carga. A célula de carga deve estar calibrada por laboratório acreditado, de acordo com a NBR 8197. Quanto à periodicidade, esta não pode ser superior a 24 meses. O medidor de deslocamento ou deflectômetro é um instrumento, que pode ser analógico, digital, resistivo ou indutivo, utilizados para medir os deslocamentos do elemento de fundação durante a aplicação de carga.

Os deflectômetros devem ter resolução mínima de 0,01 mm e curso mínimo de 50 mm. O deflectômetro deve estar calibrado por laboratório acreditado e a periodicidade não pode ser superior a 12 meses. O sistema de aplicação de carga é constituído por um ou mais cilindros hidráulicos alimentados por bombas elétricas ou manuais. O sistema de aplicação de carga deve ter capacidade no mínimo 10 % maior que a carga máxima prevista para o ensaio.

O curso do êmbolo do cilindro deve ser no mínimo igual a 10% do diâmetro equivalente da seção transversal da estaca e não inferior a 50 mm. O subsolo, onde estiver instalada a estaca submetida à prova de carga, deve estar caracterizado, no mínimo, através de sondagens de simples reconhecimento, com medidas dos valores da resistência à penetração do SPT, conforme a NBR 6484. A estaca deve estar situada dentro da área caracterizada pelas sondagens e deve ser locada a critério do projetista.

O projeto deve conter no mínimo as seguintes informações: a locação e o detalhamento das estacas com tipo, diâmetro, comprimento e armadura; o esquema de montagem da prova de carga, com posicionamento do sistema de reação, das vigas de referência e do sistema de aplicação de carga; a carga de trabalho e carga máxima de ensaio; a especificação do tipo de carregamento; o detalhamento da armadura das estacas; especificação e detalhamento do posicionamento do sistema de ancoragem; o projeto do bloco de coroamento do elemento de fundação. Em caso de uso de chapas metálicas, apresentar as dimensões da chapa (área e espessura), detalhamento de soldagem e fixação.

O sistema de reação deve ser projetado, montado e utilizado de forma que a carga aplicada atue na direção desejada e minimize vibrações e movimentos abruptos. Nas provas de carga com carregamentos transversais ou axiais à tração, a reação pode ser obtida por apoio no terreno, nas estruturas existentes ou em outros elementos estruturais. Os elementos de reação podem ser: estacas de reação: o dimensionamento geotécnico e estrutural deve ser conforme a NBR 6122; tirantes de reação: o dimensionamento geotécnico e estrutural deve ser conforme a NBR 5629.

A seção de aço do sistema de ancoragem deve ser conforme a NBR 5629. A distância mínima entre o sistema de reação e a estaca-teste deve ser de três vezes o diâmetro equivalente da estaca-teste e no mínimo 1,5 m, medida do eixo da estaca-teste ao eixo do elemento de reação. No caso de reação contra a estrutura ou cargueiras, a distância mínima é do eixo da estaca-teste até o ponto mais próximo do apoio do sistema de reação.

Quando o processo executivo do sistema de reação e a natureza do terreno puderem influenciar o comportamento da estaca a ser ensaiada, a distância mínima especificada deve ser majorada a critério do projetista. No caso de provas de carga com esforços simultâneos, em estacas inclinadas e/ou em obras dentro d’água, é necessário projeto específico e memorial justificativo.