A conformidade dos dispositivos eletromecânicos para circuito de comando

Deve-se entender as funções dos dispositivos para circuitos de comando e elementos de comutação, destinados a comandar, sinalizar, intertravar, etc. os dispositivos de manobra e comando. 

A NBR IEC 60947-5-1 de 10/2020 – Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão – Parte 5-1: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando — Dispositivos eletromecânicos para circuito de comando aplica-se aos dispositivos para circuitos de comando e elementos de comutação, destinados a comandar, sinalizar, intertravar, etc. os dispositivos de manobra e comando. Aplica-se aos dispositivos para circuitos de comando com tensão nominal não superior a 1.000 V em corrente alternada (a uma frequência não superior a 1 000 Hz) ou 600 V em corrente contínua. Porém, para tensões de utilização inferiores a 100 V em corrente alternada ou corrente contínua, ver nota 2 de 4.3.1.1.

Esta norma aplica-se aos tipos específicos de dispositivos para circuito de comando, como: auxiliares manuais de comando, por exemplo, botões de pressão, comutadores rotativos, interruptor a pedal, etc.; auxiliares eletromagnéticos de comandos, sejam temporizados ou instantâneos, por exemplo, contatores auxiliares; auxiliares automáticos de comando, por exemplo, detectores de pressão (pressostato), detectores de temperatura (termostato), programadores, etc.; interruptores de posição, por exemplo comandos auxiliares acionados por parte de uma máquina ou mecanismo; dispositivo de comando associado, por exemplo, sinalizador luminoso, etc. Um dispositivo para circuitos de comando compreende um auxiliar de comando e os dispositivos associados como um sinalizador luminoso. Um auxiliar de comando compreende um elemento de comutação e um sistema de atuação. Um elemento de comutação pode ser um elemento de contato ou um elemento a semicondutor.

Esta norma também é aplicável aos tipos determinados de elementos de comutação associados a outros dispositivos (cujos circuitos principais são cobertos por outras normas), como os contatos auxiliares de um dispositivo de manobra (por exemplo, contator, disjuntor, etc.) que não são previstos para serem utilizados exclusivamente com a bobina daquele dispositivo; contatos de intertravamento das portas dos invólucros; contatos de circuitos de comando dos interruptores rotativos; contatos de circuitos de comando dos relés de sobrecarga. Os contatores auxiliares também satisfazem os requisitos e os ensaios da NBR IEC 60947-4-1, com exceção da categoria de utilização que satisfaz esta norma. Ela não inclui os relés cobertos pela IEC 60255 ou pela série da IEC 61810, nem os dispositivos de comandos elétricos automáticos para utilização doméstica e similares.

Os requisitos relativos às cores de sinalizadores luminosos, botões de pressão, etc. são encontrados na IEC 60073 e também na CIE S 0004/E-2001, da Comissão Internacional de Iluminação (CIE). Esta norma tem por objetivo estabelecer: as características dos dispositivos para circuitos de comando; os requisitos elétricos e mecânicos no que se refere a: diferentes funções que devem ser desempenhadas; significação das características nominais e das marcações nos dispositivos; os ensaios de verificação das características nominais; as condições de funcionamento às quais devem satisfazer os dispositivos para circuitos de comando, no que se refere a condições ambientais, inclusive àquelas referentes ao equipamento e seu invólucro; propriedades dielétricas; e bornes.

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Quais as informações que devem ser fornecidas pelo fabricante dos produtos?

Quais devem ser as marcações de identificação do dispositivo para circuito de comando?

Por que é importante ter um diagrama de funcionamento?

Quais são as condições normais de serviço, de montagem e de transporte?

Convém que as características dos dispositivos e dos elementos de comutação para os circuitos de comando sejam declaradas nos termos seguintes, onde as condições são aplicáveis: tipo de equipamento (ver 4.2); valores nominais e valores-limites dos elementos de comutação (ver 4.3); categorias de utilização dos elementos de comutação (ver 4.4); as características nas condições de carga normal e anormal (ver 4.3.6). A aplicação principal de um auxiliar de comando é a comutação de cargas, como indicado para as várias categorias de utilização da tabela abaixo.

Outras aplicações, por exemplo, o comando de lâmpadas de filamento de tungstênio, motores pequenos, etc., não são tratadas em detalhes nesta norma. A utilização normal de um auxiliar de comando é para fechar, manter fechado e abrir circuitos, conforme a categoria de utilização indicada na tabela abaixo. As condições anormais podem ocorrer, por exemplo, quando o circuito magnético de um eletroímã, embora a bobina seja alimentada, não fechar. Um auxiliar de comando deve ser capaz de interromper a corrente correspondente nas condições de utilização.

O tipo dos elementos de comutação deve ser definido como auxiliares manuais de comando, por exemplo, botões de pressão, comutadores rotativos, interruptores a pedal, etc.; auxiliares eletromagnéticos de comando, temporizados ou instantâneos, por exemplo, contatores auxiliares; auxiliares automáticos de comando, por exemplo, detectores de pressão com contatos, detectores de temperatura com contatos (termostato), programadores, etc.; interruptores de posição; equipamento de comando associado, por exemplo, sinalizador luminoso, etc.

O tipo dos elementos de comutação deve ser definido como contatos auxiliares de um dispositivo de manobra (por exemplo, contator, disjuntor etc.) que não são previstos para serem utilizados exclusivamente com a bobina daquele dispositivo; contatos de intertravamento das portas de invólucro; contatos de circuito de comando de interruptores rotativos; contatos de circuito de comando de relés de sobrecarga. O número de polos deve ser definido. A natureza da corrente deve ser definida: corrente alternada ou corrente contínua. O meio de interrupção deve ser definido: ar, óleo, gás, vácuo, etc. O método de manobra deve ser definido: manual, eletromagnético, pneumático, eletropneumático.

O método de comando deve ser definido: automático; não automático; semiautomático. Os valores nominais relativos aos elementos de comutação de um dispositivo para circuito de comando devem ser fixados de acordo com essa norma, inclusive, mas não é necessário especificar todos os valores listados. Um elemento de comutação é definido para as tensões nominais indicadas. A IEC 60947-1:2007, 4.3.1.1, é aplicável, com as seguintes adições: para circuitos trifásicos, Ue é declarado como tensão eficaz entre fases.

Um elemento de comutação pode ser caracterizado por várias combinações de tensão nominal de utilização e de corrente nominal de utilização. Os auxiliares de comando tratados nesta norma não são normalmente previstos para serem utilizados com tensões muito baixas e eles podem não ser apropriados para um determinado serviço. É recomendado solicitar orientação do fabricante relativa a qualquer aplicação com um valor baixo de tensão de utilização, por exemplo, abaixo de 100 V ca ou cc.

Um elemento de comutação deve satisfazer os requisitos indicados na tabela 4 (disponível na norma), correspondendo à categoria de utilização atribuída, e os requisitos de acordo com a tensão nominal de utilização. Para um elemento de comutação para o qual uma categoria de utilização é atribuída, não é necessário especificar separadamente capacidades de estabelecimento e de interrupção. Um elemento de comutação projetado para comandar pequenos motores e cargas de lâmpadas de filamento de tungstênio deve ter uma categoria de utilização indicada na NBR IEC 60947-4-1 e deve satisfazer os requisitos correspondentes desta publicação.

Um elemento de comutação deve satisfazer os requisitos dados na Tabela 5 (disponível na norma), que correspondem à categoria de utilização atribuída. Um exemplo de uma condição anormal de utilização é aquela onde o eletroímã não funciona e os elementos de comutação têm que interromper a corrente de estabelecimento. As categorias de utilização, como indicadas na tabela abaixo, são consideradas normalizadas. Qualquer outro tipo de aplicação deve ser baseado em acordo entre o fabricante e o usuário, mas as informações dadas no catálogo do fabricante ou oferta podem constituir tal acordo.

O fabricante deve declarar se os elementos de contato de um dispositivo para circuito de comando estão eletricamente separados ou não (ver 2.3.3.7). Os elementos de contato separados devem ser considerados de polaridade oposta, salvo indicação contrária do fabricante. O valor de funcionamento e o valor de retorno da grandeza de atuação são determinados em valores crescentes uniformes e em valores decrescentes normais da grandeza de atuação. Salvo especificação em contrário, a taxa de mudança deve ser regular e tal que o valor de funcionamento (ou de retorno) seja atingido em não menos de 10 s.

Os valores de funcionamento e de retorno podem ser valores fixos, ou um deles ou ambos podem ser reguláveis (ou o valor diferencial pode ser regulável). Onde apropriado, o fabricante deve indicar um valor suportável, ou um valor máximo superior ao valor de regulagem mais elevado de funcionamento ou um valor mínimo inferior ao valor de regulagem mais baixo do valor de retorno. Um valor suportável implica nenhum dano ao auxiliar automático de comando ou nenhuma mudança em suas características.

Os auxiliares automáticos de comando com dois ou mais elementos de contato que não são individualmente reguláveis podem ter valores de funcionamento e de retorno diferentes para cada elemento de contato. Um auxiliar automático de comando com dois ou mais elementos de contato individualmente reguláveis é considerado uma combinação de auxiliares automáticos de comando.

A avaliação dos ensaios standart penetration test (SPT) em solos

Deve-se entender o o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT) e o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

A NBR 16796 de 10/2020 – Solo — Método padrão para avaliação de energia em SPT especifica o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT). Esta quantidade de energia permite determinar a eficiência do equipamento utilizado para a realização do ensaio. Conhecendo-se a eficiência é possível então comparar valores de N obtidos com diferentes equipamentos.

Os métodos usados por esta norma para especificar como os dados são coletados, calculados, ou gravados não estão diretamente relacionados à forma como os dados podem ser usados

em projetos ou outras aplicações, uma vez que isso não está contemplado no seu escopo. Este método de ensaio não pretende abordar todas as questões de segurança, se houver alguma, associada ao seu uso, é de responsabilidade do usuário, antes da sua utilização, estabelecer prática adequada de segurança e determinar a aplicabilidade de limitações regulamentares.

A NBR 16797 de 10/2020 – Medida de torque em ensaios SPT durante a execução de sondagens de simples reconhecimento à percussão — Procedimento especifica o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

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Como pode ser definido um acelerômetro?

Como dever ser o procedimento, antes de iniciar as medições de energia?

Como deve ser o procedimento depois de terminada a operação para obtenção de N?

Como devem ser apresentados os resultados?

O valor de N depende não só das propriedades do solo, mas também da eficiência do equipamento utilizado no ensaio SPT. A determinação da energia transferida permite avaliar variações do valor de N resultante de diferenças nos equipamentos e nos modos de operação. Existe uma relação linear aproximada entre a penetração incremental de um amostrador no solo e a quantidade de energia do martelo que é transferida para a composição de hastes de perfuração e, portanto, uma relação inversa aproximada entre o valor de N e essa energia transferida.

Como aparelhagens, deve-se usar um dispositivo para efetuar medições, como uma haste instrumentada que deve ter um segmento de haste com no mínimo 300 mm de comprimento preferencialmente com a mesma impedância da haste a ser utilizada no equipamento a ser calibrado, utilizada para medir acelerações e forças normais, causadas pela propagação de uma onda de tensão causada pelo golpe do martelo. A haste instrumentada deve ter uma impedância igual a das hastes de perfuração e a sua resistência deve ser tal que os golpes de martelo não causem deformações permanentes. Caso necessário, a haste instrumentada deve ser tratada termicamente para atingir esta resistência.

Na haste instrumentada são instalados um transdutor de força e um par de acelerômetros, em posições diametralmente opostas. A seção onde são instalados os dispositivos de medição deve estar localizada a uma distância igual ou superior a três diâmetros das extremidades. Os dispositivos de medição devem estar devidamente impermeabilizados e mecanicamente protegidos. A haste instrumentada deve ser instalada no topo da composição de hastes de perfuração, logo abaixo da cabeça de bater. Assim, a energia devida ao impacto do martelo é transmitida pela cabeça de bater e da haste instrumentada à composição de hastes de perfuração. Tanto o transdutor de força como os acelerômetros devem receber uma proteção impermeabilizante.

As forças normais atuantes nas hastes de perfuração devem ser medidas por um transdutor de força, montado na haste instrumentada. Esse transdutor deve ser constituído de pares de extensômetros elétricos fixados diametralmente opostos na superfície da haste, formando um circuito de ponte completa. Transdutores de força que causem alterações substanciais na impedância das próprias hastes, não podem ser usados.

Os transdutores de força devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Acelerações devem ser medidas com um conjunto de dois acelerômetros, fixados diametralmente opostos na haste instrumentada, a uma distância máxima de 100 mm da seção onde são medidas as forças. As direções dos eixos dos acelerômetros devem coincidir com o eixo da haste instrumentada. Os acelerômetros são fixados com o auxílio de pequenos suportes metálicos rígidos, com formato aproximadamente cúbico, que podem ser colados, parafusados ou soldados à haste instrumentada.

Os suportes devem apresentar uma geometria tal que não gerem vibrações adicionais ao sistema. Suportes plásticos ou suportes salientes que possam estar sujeitos à flexão durante o impacto, não podem ser usados. Acelerômetros devem apresentar resposta linear de pelo menos 10.000 g e resposta de frequência utilizável de pelo menos 4.5 kHz. Os sinais de aceleração devem ser integrados em relação ao tempo para se obter sinais de velocidade em função do tempo.

Os acelerômetros devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Os sinais de força e aceleração gerados pelo impacto do martelo devem ser transmitidos a um sistema de aquisição de dados, que funcionando acoplado a um computador ou a um sistema dedicado, permita a gravação, o processamento e a exibição desses dados. O dispositivo deve ser capaz de proporcionar condicionamento de sinal e fornecer energia de excitação para todos os transdutores.

Os dados devem ser digitalizados com uma resolução mínima de 12 bits. Os sinais dos transdutores individuais para cada golpe devem ser permanentemente armazenados em formato digital, devendo cada sinal registrado corresponder a um tempo total após o impacto suficiente para assegurar que todo o movimento da haste tenha cessado no final do registro. Os dados devem ser analisados com o auxílio de planilhas eletrônicas ou programas específicos. O computador deve ter memória suficiente para analisar simultaneamente todos os dados correspondentes a um golpe de martelo.

Os acelerômetros devem ser calibrados com uma acurácia de ±3%, utilizando uma barra de Hopkinson, com um impacto aço-aço de pelo menos 2.000 g. A barra de Hopkinson deve ser de aço, com pelo menos 10 m de comprimento e sem juntas ou soldas. A barra impactante também deve ser de aço, com a mesma seção transversal da barra de Hopkinson e o comprimento entre 3 m e 6 m.

Como as velocidades determinadas pela integração dos sinais de aceleração são teoricamente proporcionais às deformações medidas na barra de Hopkinson, pode-se então verificar o fator de calibração do acelerômetro. Deve-se calibrar os transdutores de força e os acelerômetros em períodos regulares ou da frequência de utilização, conforme requerido pelo plano de controle de qualidade da empresa, projeto ou como recomendado pelo fabricante. Segundo a NBR 16797, a aparelhagem necessária para a execução do ensaio é a descrita na NBR 6484, por meio do método manual e do método mecanizado, e a seguir descrita: cabeça de bater (deve haver um chanfro central em forma hexagonal para acoplar o adaptador do torquímetro, sem a retirada da cabeça de bater); torquímetro eletrônico ou mecânico; adaptador para encaixe do torquímetro; disco-centralizador.

O amostrador-padrão, de diâmetro externo de (50,8 ± 2) mm e diâmetro interno de (34,9 ± 2) mm, deve ter a forma e as dimensões indicadas na NBR 6484 e deve ser composto pelas seguintes partes: cabeça, devendo ter dois orifícios laterais para saída da água e do ar, bem como contendo interiormente uma válvula constituída por esfera de aço recoberta de material inoxidável (ver NBR 6484); corpo, devendo ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteações, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e rugosidade superficial, podendo ou não ser bipartido longitudinalmente (ver NBR 6484); comprimento mínimo aceitável após eventual recuperação das roscas de 500 mm; e sapata ou bico, devendo ser de aço temperado e estar isenta de trincas, amassamentos, ondulações, denteações, rebordos ou qualquer tipo de deformação que altere a seção (ver NBR 6484).

A cabeça de bater da composição de cravação, que vai receber o impacto direto do martelo, deve ser constituída por tarugo de aço de (88 ± 10) mm de diâmetro, (90 ± 10) mm de altura e massa nominal entre 3,5 kg e 4,5 kg, conforme NBR 6484. O corpo deve ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteamentos, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e a rugosidade superficial.

Também deve conter uma cavidade no furo central para possibilitar o encaixe e o travamento do adaptador, sem a retirada da cabeça de bater, uma vez que esse procedimento pode acarretar uma rotação no conjunto haste-amostrador, alterando assim o valor do torque. O torquímetro pode ser elétrico ou mecânico, nesse caso preferencialmente com ponteira de arraste. Especial atenção deve ser dada às capacidades máxima e mínima do torquímetro. Esse fato é importante, pois o torquímetro é danificado se sua capacidade for ultrapassada e a medida não for confiável se o mesmo trabalhar abaixo de sua capacidade mínima, conforme a tabela abaixo.

Deve-se aferir o torquímetro periodicamente, ou sempre que este sofrer algum impacto ou exceder à capacidade máxima durante o ensaio.

Os parâmetros normativos para a madeira serrada

Deve-se compreender os termos e os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

A NBR 16864-1 de 10/2020 – Madeira Serrada – Parte1: Terminologia define os termos adotados na especificação da madeira serrada. A NBR 16864-2 de 10/2020 – Madeira serrada – Parte 2: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

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O que são os anéis de crescimento (growth rings)?

O que é o colapso por secagem (colapse)?

Quais são as sobremedidas na espessura das madeiras serradas?

Quais são as sobremedidas na largura?

Uma madeira serrada (sawn wood) é aquela que resulta diretamente do desdobro de toras ou toretes, constituída de peças cortadas longitudinalmente por meio de serra, independentemente de suas dimensões, com seção retangular ou quadrada. Também, pode-se definir o diâmetro máximo do nó (maximun knot diameter) como a distância máxima entre as tangentes de um nó, traçadas paralelamente às quinas longitudinais da peça (ver figura abaixo).

Quando um lote possuir peças de comprimentos e/ou larguras nominais diferentes, podem ser especificados em contrato as dimensões deste lote, que devem ser calculadas da seguinte forma: comprimento médio: é a soma dos comprimentos nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expresso em metros (m); largura média: é a soma das larguras nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expressa em milímetros (mm). O volume do lote é expresso em metros cúbicos, com uma casa decimal, seguindo regras de arredondamento. Este cálculo é feito de acordo com a seguinte fórmula: E × L C = V, onde V é o volume, expresso em metros cúbicos (m³); E é a espessura nominal, expressa em metros (m); L = largura nominal, expressa em metros (m); e C = comprimento nominal, expressa em metros (m).

Quando o volume de uma peça de madeira é determinado para calcular o volume de um lote de peças com as mesmas dimensões, o volume dessa peça é expresso em metros cúbicos, com seis casas decimais. Como exemplo, uma peça seca, a um teor de umidade de 20% e com dimensões de 4,4 cm de espessura por 12,5 cm de largura e 2,21 m de comprimento, tem o volume de 0,044 × 0,125 × 2,10 = 0,011550 m³. As quantidades podem ser expressas de acordo com o volume cubado ou com o número de peças (nos casos onde o contrato se refere a peças de dimensões fixas). A quantidade de um lote deve ser definida pelas partes em contrato. A aceitação de um lote não significa a aceitação do pedido.

Cada lote ou cada grupo de lotes com as mesmas características deve ser identificado com os seguintes itens: nome popular e científico; número de peças por classe de qualidade; dimensões nominais; teor de umidade da madeira; identificação do produtor; número do lote; número do contrato; local de origem. Caso um lote contenha peças de largura e/ou comprimentos nominais diferentes, devem ser especificadas as dimensões médias.

No ato da inspeção, devem ser verificados os itens contidos na identificação dos lotes. A verificação do número de peças por classe de qualidade pode ser realizada por inspeção completa ou por amostragem, utilizando os procedimentos desta parte. No caso de não se desejar inspecionar todas as peças de um lote, a inspeção deve ser feita como descrito a seguir: retirar aleatoriamente do lote um número mínimo de peças, as quais devem ser inspecionadas. Este número mínimo varia com o número de peças existentes no lote (ver tabela abaixo); inspecionar as peças retiradas, verificando se suas características atendem às especificações constantes na identificação do lote e/ou do contrato; calcular a porcentagem de peças inspecionadas que não atendem às especificações da identificação do lote em relação ao total de peças inspecionadas.

A tabela abaixo apresenta a indicação dos pontos de medições sugeridos.

A madeira deve ser serrada de modo a atender aos requisitos específicos para o uso e/ou conforme estabelecido em contrato. A forma de medição das dimensões na espessura, largura e comprimento das peças e apresentada conforme descrito a seguir. As sobremedidas na espessura, resultantes da serragem da madeira, são de três tipos: sobreespessura relativa à espessura nominal em toda a peça, quando esta é maior que a tolerância; variação da espessura entre as extremidades da peça ou entre dois pontos quaisquer da peça; variação da espessura entre as bordas da peça (serrada como uma peça trapezoidal).

A madeira, como todo material construtivo orgânico, depende da condição de uso, podendo ser necessária a realização de tratamento específico para se obter o melhor desempenho quanto à resistência aos agentes biodeterioradores, como fungos e insetos xilófagos. Para determinar qual o tratamento necessário para a madeira, deve-se consultar a NBR 16143. Os métodos de gradeamento e tabicagem devem ser empregados conforme as dimensões das peças, de forma a permitir a livre circulação do ar.

Esta norma contempla para secagem da madeira os processos artificial e natural. Para fins de comercialização quanto ao teor de umidade, as partes devem estar de acordo com as tolerâncias requeridas conforme o uso específico, sendo acordado em contrato. A classificação tem por objetivo determinar a qualidade de uma peça de madeira.

As classes são estabelecidas de acordo com critérios precisos, no que se refere a uma ou a mais faces da peça, considerando-se os seus defeitos, conforme o caso de aplicação da peça. As classes, ainda podem estar sujeitas, a condições especiais de contrato. No caso de um lote, a classe é estabelecida de acordo com a avaliação da pior peça. Pode conter peças que se encontrem entre o limite inferior de uma determinada classe até aquelas que não possam ser incluídas na classe imediatamente superior a essa.

Para determinar as classes de qualidade a serem aplicadas nas inspeções de qualidade, esta norma considera os seguintes os métodos, conforme cada caso de aplicação: base no rendimento dos cortes limpos; base no número e na importância dos defeitos encontrados na peça; e base no uso final. O sistema de classificação por cortes limpos considera apenas uma face. O princípio deste sistema de classificação consiste em determinar e considerar, relativamente à peça inteira, aquelas partes livres de defeitos na face a ser classificada.

Neste caso, as áreas da superfície que não apresentem defeitos são examinadas e avaliadas como porções retangulares dispostas paralelamente às bordas da peça. O resultado (superfície limpa total obtida, o número e as dimensões das porções limpas) permite que a peça seja enquadrada em uma determinada classe.

API SPEC 2C: guindastes montados em pedestal offshore

Essa norma, editada pela American Petroleum Institute (API) em 2020, fornece os requisitos para o projeto, a fabricação e os ensaios de novos guindastes montados em pedestal offshore. Para os fins desta norma, os guindastes offshore são definidos como dispositivos de elevação giratórios e elevatórios montados em pedestal para transferência de materiais e pessoal de/ou para embarcações, barcaças e estruturas ou para transferência de materiais de/ou para o mar ou fundo do mar.

A API SPEC 2C:2020 – Offshore Pedestal-mounted Cranes fornece os requisitos para o projeto, a fabricação e os ensaios de novos guindastes montados em pedestal offshore. Para os fins desta norma, os guindastes offshore são definidos como dispositivos de elevação giratórios e elevatórios montados em pedestal para transferência de materiais e pessoal de/ou para embarcações, barcaças e estruturas ou para transferência de materiais de/ou para o mar ou fundo do mar.

As aplicações típicas podem incluir: as aplicações de exploração e produção de petróleo offshore e esses guindastes são normalmente montados em uma estrutura fixa (com suporte inferior), estrutura flutuante ou embarcação usada em operações de perfuração e produção; as aplicações a bordo em que os guindastes são montados em embarcações de superfície e são usados para mover carga, contêineres e outros materiais enquanto o guindaste está dentro de um porto ou área protegida; e as aplicações de embarcações de guindaste em que os guindastes são normalmente montados em embarcações em forma de navio, semissubmersíveis, barcaças ou embarcações marítimas do tipo autoelevatória especializadas em levantamento de cargas pesadas e / ou exclusivas para construção, assentamento de tubos, energia renovável, salvamento e aplicações submarinas em ambos os portos e águas offshore.

A figura abaixo ilustra alguns (mas não todos) dos tipos de guindastes cobertos por esta norma (ver Introdução). Embora existam muitas configurações de guindastes montados em pedestal cobertas no escopo desta norma, não se destina a ser usado para o projeto, fabricação e teste de turcos ou dispositivos de escape de emergência. Esta norma não cobre o uso de guindastes para aplicações de salvamento de vidas ou para o lançamento e recuperação de unidades subaquáticas tripuladas, como sinos de mergulho ou submersíveis.

Conteúdo da norma

1 Escopo. . . . . . . . . . . . .  . 1

2 Referências normativas.  . . . . . . 1

3 Termos, definições, acrônimos, abreviações, unidades e símbolos.  . . . . . . . . . . . . 3

3.1 Termos e definições. . . . . . . . . . . 3

3.2 Acrônimos e abreviações. .. . . . . 16

3.3 Unidades e símbolos. . . . . . . . . 17

4 Documentação. . . . . . . . . . . 22

4.1 Documentação fornecida pelo fabricante no momento da compra. . . . . . . . . . . . . . . . . 22

4.2 Informações fornecidas pelo comprador antes da compra…….22

4.3 Retenção de registros. .. . . . . . . . . . . . 23

4.4 Referências aos Anexos. . . . . . . . 23

5 Cargas. . .. . . . . . . . 23

5.1 Limites de trabalho seguro (Safe Working Limits – SWL)……..23

5.2 Componentes críticos.. . . . . . . . 24

5.3 Forças e carregamentos.. . . . . . . . . . . . 24

5.4 Cargas em serviço. . .. . . . . . . . . 24

5.5 Cargas fora de serviço. .. . . . . . . . . . 36

5.6 Vento, gelo e cargas sísmicas. . . . . 36

6 Estrutura. . . . . . . . . . . . . . 38

6.1 Geral. . . . . . . . . . . 38

6.2 Métodos de projeto. . . . . . . . 38

6.3 Conexões críticas.. . . . . . . . . 39

6.4 Base de suporte de pedestal, Kingpost e Crane. . . . . . 39

6.5 Exceções ao uso de AISC. . . . . . . . . . . . . . 40

6.6 Fadiga estrutural. . .. . . . . . . 40

7 Mecânico. . . .. . . . . . . . . . . . 40

7.1 Ciclos de trabalho de máquinas e cabos de aço . . . 40

7.2 Componentes Críticos de Rigging. .. . . . . 45

7.3 Elevação, elevação da lança, telescopagem e dobragem…….. 53

7.4 Mecanismo de giro. . . . . . . . . 58

7.5 Central elétrica. . .. . . . . . . . 63

8 Avaliações. . . .. . . . . . . . . 64

8.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . 64

8.2 Classificação de carga e gráficos de informações. . . . . . 66

9 Condições de sobrecarga bruta.. . . . . 68

9.1 Geral. .. . . . . . . . . . . . . 68

9.2 Cálculos do modo de falha. . . . . . . . 68

9.3 Métodos de cálculo. .. . . . . . 69

9.4 Gráficos do modo de falha. . . . . . . 69

9.5 Sistema de proteção contra sobrecarga bruta (GOPS)………..69

10 Fatores humanos – saúde, segurança e meio ambiente………..70

10.1 Controles. .. . . . . . . . . 70

10.2 Cabines e gabinetes. . . . . . . . . 74

10.3 Requisitos e equipamentos diversos. …… . 76

11 Requisitos de fabricação. . . . . . . . . . . . . 80

11.1 Requisitos de material de componentes críticos. .. . . 80

11.2 Soldagem de componentes sob tensão crítica. ………. 84

11.3 Exame não destrutivo de componentes críticos. . . 85

12 Validação de projeto por meio de ensaios. . . . 87

12.1 Validação de projeto. . . . . . . . . . . 87

12.2 Certificação. .. . . . . . . . . . . . . 88

12.3 Ensaios operacionais. . . .. . . . . . . . . . 88

13 Guindastes de instalação temporária (TICs……. . . 88

14 Marcação. . .. . . . . . . . . . . . . 88

Anexo A (informativo) Informações adicionais fornecidas pelo comprador. . . . . . . . . . . . . . . . 90

Anexo B (informativo) Comentário. .. . . . 92

Anexo C (informativo) Exemplo de lista de componentes críticos. . . . . . . . . . . . . . . 112

Anexo D (normativo) Classificação Submarina. . . . 113

Anexo E (normativo) Métodos de cálculo do cilindro. . . 118

Anexo F (informativo) Exemplo de cálculos………….. 119

Bibliografia… . . . . . . . . . 133

Os dispositivos antiofuscantes para proteção visual dos usuários da via

Importante conhecer os diversos sistemas de dispositivos antiofuscantes para proteção visual dos usuários da via, indicando as condições de seu uso, estabelecendo as características dos materiais, as principais necessidades construtivas e funcionais, bem como a sua adequada instalação.

A NBR 7941 de 10/2020 – Dispositivos auxiliares — Dispositivo antiofuscante para segurança viária estabelece os diversos sistemas de dispositivos antiofuscantes para proteção visual dos usuários da via, indicando as condições de seu uso, estabelecendo as características dos materiais, as principais necessidades construtivas e funcionais, bem como a sua adequada instalação. Os requisitos desta norma constituem o mínimo a ser obedecido por tais dispositivos, para que se minimize a potencialidade do risco de acidentes de trânsito em decorrência de ofuscamento do campo de visão dos condutores e usuários pela ação dos faróis dos veículos que vêm em sentido contrário. Não se aplica aos dispositivos de vedação e aos dispositivos antiofuscantes que não estejam fixados aos dispositivos de contenção contemplados nas NBR 15486, NBR 6971 e NBR 14885.

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Como pode ser feita a representação da visibilidade lateral para dispositivo antiofuscante?

Quais são os requisitos dos materiais constituintes dos dispositivos antiofuscantes?

Por que deve ser realizado o ensaio de resistência à tração e alongamento?

Qual deve ser a composição da amostra para o ensaio de resistência ao vento?

O dispositivo antiofuscante pode ser definido como um conjunto de peças instaladas na divisória de pistas de sentidos opostos de uma via, separadas por canteiro ou barreira divisória, com a finalidade de minimizar o ofuscamento do campo de visão dos condutores, provocado pelos faróis dos veículos que circulam na outra pista, em sentido oposto, podendo ser de chapa expandida ou de lamelas plásticas. Qualquer sistema de dispositivo antiofuscante deve atender aos seguintes requisitos. Deve proporcionar na pista oposta, por bloqueamento da luz, um campo de sombra cujo ângulo de abertura (α) não pode ser inferior a 20°, conforme a EN 12676-1 (ver figura abaixo).

Deve proporcionar uma faixa de proteção visual de 1,67 m de altura mínima, acima do solo, sem considerar o desnível e o afastamento entre as faixas de rodagem, considerando o dispositivo de contenção, quando houver. A critério do projetista, pode ser utilizado o procedimento de cálculo de altura do sistema antiofuscante da EN 12676-1. Deve possibilitar uma boa visibilidade lateral pelos elementos ocultantes. Para tal, selecionar um retângulo qualquer, com 1 m de comprimento e da mesma altura que o elemento ocultante, em um plano vertical que contenha a direção do eixo da instalação do sistema.

A área da superfície ocupada pelo material (a área sólida) não pode exceder 25% do total da área do retângulo e o sistema deve ser durável, resistente às intempéries, de fácil instalação e manutenção. Deve existir uma seção completa do dispositivo antiofuscante deve ser ensaiada em túnel de vento, a uma velocidade de 40 m/s (144 km/h), conforme descrito nessa norma. Nenhum dos valores de deformação obtidos pode exceder10 % na direção transversal e 25 % na direção longitudinal.

Se o dispositivo estiver disponível em várias alturas, somente a maior altura deve ser ensaiada. Este ensaio é um ensaio único que é adotado como critério de homologação do produto. O sistema deve ser projetado de forma a ser compatível com dispositivos de contenção longitudinais ensaiados, conforme as NBR 15486, NBR 14885 e NBR 6971, nas quais deve ser apoiado e não deixar frestas maiores que 5 cm entre o sistema antiofuscante e o dispositivo de contenção.

Um sistema antiofuscante, conforme o tipo e a montagem, deve atender, da melhor forma, aos seguintes requisitos: não utilizar peças ou conjuntos que possam representar perigo aos usuários da via em caso de acidentes e que possam agravar as suas consequências, conforme dispositivos de contenção previstos nas NBR 15486, NBR 14885 e NBR 6971; permitir a travessia de pessoas de uma pista para outra, para trabalhos de manutenção, atendimentos e socorros, em casos de eventuais acidentes, mediante aberturas máximas de 1 m, em locais determinados pelo projeto, atendendo às normas de dispositivos de contenção longitudinal (NBR 14885, NBR 15486 e NBR 6971 ); ser dimensionado de maneira a atender às características gerais estabelecidas, permitindo uma padronização que faculte a substituição fácil de peças, conforme dimensões constantes no Anexo A.

Recomenda-se a instalação de dispositivos antiofuscantes sobre a base de dispositivos de contenção longitudinais em canteiros ou faixas de segurança centrais das rodovias dotadas de duas pistas ou mais, bem como de sistemas antiofuscantes laterais em divisórias entre as vias principais e as vias marginais com fluxos opostos, sempre que houver a necessidade de bloquear o ofuscamento causado pelo fluxo oposto. Deve ser considerado pelo projetista o algumas características, como os segmentos da via onde o ofuscamento é conhecido por ser um problema, com base na experiência e/ou dados disponíveis e um histórico de acidentes, comparando segmentos semelhantes da via, onde há um maior número de acidentes que a média atribuída ao brilho ou com brilho do farol sendo um fator contribuinte, no relatório do acidente.

Também levar em consideração três ou mais das seguintes características: canteiro central ou lateral menor do que 6 m e considerando as pistas niveladas; VDM superior a 20 000 veículos por dia; porcentagem maior do que a usual (25%) de veículos pesados presentes; e ausência de iluminação da via. As circunstâncias especiais de projeto podem justificar a instalação de dispositivos antiofuscantes em canteiros centrais mais largos, ou em acostamentos laterais, visando, neste caso, evitar interferências com sistemas de iluminação vizinhos e/ou bloquear a luz que pode penetrar em matas e florestas.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 133|Ano 3|19 NOVEMBRO 2020

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Edição 133 | Ano 3 | 19 NOVEMBRO 2020
ISSN: 2595-3362
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