A Qualidade das placas cerâmicas

Deve-se entender os termos, as classificações, as características e os requisitos de marcação para placas cerâmicas de melhor qualidade comercial (primeira qualidade).

A NBR ISO 13006 de 12/2020 – Placas cerâmicas – Definições, classificação, características e marcação define os termos e estabelece as classificações, as características e os requisitos de marcação para placas cerâmicas de melhor qualidade comercial (primeira qualidade). Este documento não é aplicável para placas produzidas por outros processos que não sejam o de extrusão ou prensagem a seco. Não é aplicável aos acessórios decorativos ou complementos como bordas, cantos, rodapés, arremates, molduras, contas, relevos, placas curvadas e outras peças acessórias ou pastilhas (isto é, qualquer peça que possa se encaixar em um quadrado, cujo lado seja menor que 7 cm).

A NBR ISO 10545 (todas as partes) descreve os procedimentos de ensaios requeridos para determinar as características de produto listadas neste documento. A NBR ISO 10545 é uma norma de multipartes, cada parte descreve um procedimento de ensaio específico ou assunto relacionado. A placa cerâmica é fina e composta de argilas e/ou outras matérias-primas inorgânicas, geralmente usada como revestimento de pisos e paredes, usualmente conformada por extrusão (A) ou prensagem (B) à temperatura ambiente, mas podendo ser conformada por outros processos (C), subsequentemente é secada e queimada a temperaturas suficientes para desenvolver as propriedades requeridas. As placas podem ser esmaltadas (GL) ou não esmaltadas (UGL); são incombustíveis e não são afetadas pela luz.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais as características requeridas para diferentes aplicações?

Como deve ser uma placa com espaçador?

Quais são os requisitos para placas cerâmicas extrudadas – Grupo AIb, 0,5 % < EV ≤ 3%?

Quais são os requisitos para placas cerâmicas extrudadas – Grupo AIIa-1, 3 % < Εv ≤ 6%?

As placas cerâmicas são divididas em grupos de acordo com seu método de fabricação e sua absorção de água (ver tabela abaixo). Os grupos não pressupõem o uso dos produtos. A seguir estão apresentados os dois métodos de fabricação: método A, placas extrudadas; método B, placas prensadas a seco. A seguir estão apresentados os três grupos de acordo com a absorção de água, Εv.

Os três grupos são divididos em placas de baixa, média e alta absorção de água, denominados grupos I, II e III, respectivamente. As placas de baixa absorção de água, isto é, coeficiente de absorção menor ou igual a fração de massa de 3%, Εv ≤ 3 %, pertencem ao grupo I. O grupo I consiste no seguinte: para placas extrudadas: Εv ≤ 0,5 % (grupo AIa), e 0,5 % < Εv ≤ 3 % (Grupo AIb); para placas prensadas a seco: Εv ≤ 0,5 % (Grupo BIa): 0,5 % < Εv ≤ 3 % (Grupo BIb) Placas de média absorção de água, isto é, 3 % < Εv ≤ 10 %, pertencem ao grupo II.

O grupo II consiste no seguinte: para placas extrudadas: 3 % < Εv ≤ 6 % [Grupo AIIa, Subgrupos (partes) 1 e 2; ver Anexo B para Subgrupo (Parte) 1 ou Anexo C para subgrupo (parte) 2], e 6 % < Ε v ≤ 10 % [Grupo AIIb, Subgrupos (partes) 1 e 2; ver Anexo D para Subgrupo (Parte) 1 ou Anexo E para Subgrupo (parte) 2]. Para placas prensadas a seco: 3 % < Εv ≤ 6 % (Grupo BIIa), e 6 % < Εv ≤ 10 % (Grupo BIIb). As placas de alta absorção de água, isto é, Εv > 10%, pertencem ao Grupo III.

As características para diferentes aplicações de placas cerâmicas são apresentadas na tabela 2 (disponível na norma) A amostragem e os critérios para aceitação devem estar de cordo com o apresentado na NBR ISO 10545-1. Os requisitos dimensionais e de qualidade superficial e as propriedades físicas e químicas devem ser indicados nos anexos relevantes/específicos, Anexos A a H e Anexos J a M, para cada classe de placa.

Os Anexos I, O e Q são intencionalmente deixados em branco. Isso é uma conveniência para os produtores, a fim de evitar mudanças na embalagem e nos custos relacionados. Além disso, no momento da publicação, o mercado oferece aos consumidores vários produtos identificados pelos títulos correspondentes do anexo deste documento.

As placas e/ou suas embalagens devem apresentar as seguintes marcações: marca do fabricante e/ou marca comercial e o país onde a placa foi fabricada (isto é, país de origem, conforme determinado por regulamento internacional relevante); indicação de primeira qualidade; tipo de placa e referência ao grupo apropriado e/ou Anexos A a H e Anexos J a M, os quais cobrem o grupo específico da placa; dimensões nominal e de trabalho, e “M” se modular; natureza da superfície, isto é, esmaltada (GL) ou não esmaltada (UGL); qualquer tratamento superficial aplicado após queima; número total de placas na embalagem; número do lote ou série de produção do fabricante; indicação de consistência de cor, como definido pelo fabricante; peso seco total que as placas e suas embalagens não podem exceder.

As placas devem ser designadas pelo seguinte: método de conformação; o grupo relevante e/ou anexo dentre os Anexos A a H e Anexos J a M abrangendo o grupo específico da placa; dimensões nominal e de trabalho, e “M” se modular; a natureza da superfície, isto é, esmaltada (GL) ou não esmaltada (UGL); a adição de garra cônica, se requerido. Pode-se fazer uma classificação de placas esmaltadas para pisos de acordo com sua classe de resistência à abrasão e uma classificação aproximada é fornecida apenas para orientação (ver NBR ISO 10545-7). Não é para ser tomada para fornecer especificações precisas do produto para requisitos específicos.

Classe 0: Placas esmaltadas desta classe não são recomendadas para uso em pisos. Classe 1: Pisos em áreas que são trafegadas essencialmente por calçados de sola macia ou pés descalços sem sujidades abrasivas (por exemplo, banheiros residenciais, quartos sem acesso direto para área externa). Classe 2: Pisos em áreas que são trafegadas por calçados de sola macia ou normal, com no máximo pequenas quantidades ocasionais de sujidades abrasivas (por exemplo, salas de estar, mas com exceção de cozinhas, entradas e outras salas que podem ter muito tráfego). Não se aplica a calçados anormais, por exemplo, botas com biqueira.

Classe 3: Pisos em áreas que, com calçado normal, são trafegadas com maior frequência com pequenas quantidades de sujidades abrasivas (por exemplo, cozinhas residenciais, halls, corredores, varandas, galerias e terraços). Não se aplica a calçados anormais, por exemplo, botas com biqueira.

Classe 4: Pisos em áreas que são trafegadas por tráfego regular com alguma sujidade abrasiva em condições mais severas que a Classe 3 (por exemplo, entradas, cozinhas comerciais, hotéis, salas de exposição e venda). Classe 5: Pisos em áreas sujeitas a tráfego de pedestres durante períodos prolongados com alguma sujidade abrasiva, de forma que as condições sejam as mais severas para as quais as placas esmaltadas sejam apropriadas (por exemplo, áreas públicas, como centros comerciais, aeroportos, foyers de hotéis, passagens públicas e aplicações industriais).

Esta classificação é válida para aplicações em condições normais. Convém que seja dada importância ao calçado, tipo de tráfego e métodos de limpeza esperados, e convém que os pisos sejam adequadamente protegidos contra sujidades abrasivas nas entradas dos edifícios pela colocação de dispositivos de limpeza de calçados. Em casos extremos de tráfego pesado e quantidades de sujidades abrasivas, placas para pisos não esmaltadas e quarries do Grupo I podem ser considerados.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: