REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 145 | Ano 3 | 11 de Fevereiro 2021

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Edição 145 | Ano 3 | 11 de Fevereiro 2021
ISSN: 2595-3362
Confira os 12 artigos desta edição:

A execução de muros e taludes em solos reforçados em aterros

Deve-se compreender os parâmetros de projeto e execução de muros e taludes em meios terrosos contínuos reforçados e aterros com materiais reciclados em casos específicos.

A NBR16920-1 de 01/2021 – Muros e taludes em solos reforçados – Parte 1: Solos reforçados em aterros especifica os requisitos de projeto e execução de muros e taludes em meios terrosos contínuos reforçados e aterros com materiais reciclados em casos específicos. Esta parte não se aplica a muros com ancoragens passivas tipo “morto” e não se aplica em casos de reforço de fundação de aterros sobre solos moles. Reconhecendo que a engenharia geotécnica não é uma ciência exata e que riscos são inerentes a toda e qualquer atividade que envolva fenômenos ou materiais da natureza, os critérios técnicos e procedimentos constantes nesta parte procuram traduzir o equilíbrio entre condicionantes técnicos, econômicos e de segurança usualmente aceitos pela sociedade na data de sua publicação.

Nos projetos civis que envolvem mecânica dos solos e mecânica das rochas, o profissional habilitado com competência em engenharia geotécnica é o profissional capacitado a dar tratamento numérico ao equilíbrio mencionado. Outras soluções de solo reforçado em que haja comprovadamente apenas interação solo-reforço, não descritas nesta parte podem ser utilizadas com as adaptações que sejam necessárias, a partir dos conceitos e princípios apresentados.

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Quais são os ensaios mínimos para caracterização do material do aterro?

Por que deve ser feita uma investigação geológica-geotécnica?

Quais são os fatores de segurança mínimos para métodos de fator de segurança global?

Como fazer a verificação da estabilidade interna?

Por que os sistemas de drenagem são essenciais?

Desde que adequadamente compactados, os solos apresentam boa resistência à compressão e ao cisalhamento. No entanto, sua resistência à tração é baixa. A introdução no maciço de elementos que possuam elevada resistência à tração restringe as deformações que se desenvolvem no maciço devido ao peso próprio do solo, associado ou não à aplicação de carregamento externo.

Nas estruturas de solo reforçado, o processo de transferência de esforços para os elementos resistentes à tração ocorre pela interação entre o solo e as inclusões de reforço. Os elementos de reforço são capazes de resistir aos esforços e às deformações no interior do maciço e apresentam adequada resistência à degradação, quando enterrados. O reforço pode ter naturezas diversas como fitas, tiras, barras, grelhas ou malhas metálicas, geossintéticos (geogrelhas, geotêxteis ou geotiras) e outros.

Os princípios fundamentais de reforço tratados nesta parte se aplicam a qualquer sistema de solos reforçados em aterros, independentemente do tipo de reforço adotado. Entretanto, o dimensionamento do reforço propriamente dito e os detalhes construtivos e de face são função das características individuais de cada material. O termo solo reforçado se refere à aplicação de reforços resistentes à tração em maciços terrosos, de forma a se obter um compósito com melhores características mecânicas.

O sistema é formado por três elementos: solo, elementos de reforço (inclusões) e elementos de face (paramento). Esta técnica considera a inclusão de elementos de reforço metálicos ou geossintéticos. A inclusão de elementos metálicos ou geossintéticos no maciço confere aos muros e taludes em solo reforçado as condições de resistência interna e estabilidade geral necessárias, limitando os deslocamentos.

Os Anexos D a G apresentam as características de sistemas construtivos usuais de muros e taludes em solos reforçados. Os elementos de reforço podem ser do tipo metálico como tiras, grelhas soldadas, barras e malhas ou do tipo geossintético como geotêxteis, geogrelhas, geotiras e geobarras. Outros tipos de elementos de reforço podem ser utilizados, desde que apresentem comportamento de tensão x deformação, resistência à tração e vida útil compatíveis com as solicitações de projeto.

O projeto deve especificar as características mínimas requeridas pelo reforço, de acordo com as premissas de cálculo. O executor deve verificar o atendimento a essas propriedades a partir de certificação do fabricante ou através de ensaios comprobatórios. Para reforços metálicos em tiras, barras e grelhas, devem ser especificados em projeto: o tipo de reforço metálico; a seção transversal; o tipo de aço com a tensão característica de escoamento; o tratamento superficial contra corrosão; a presença ou não de nervuras transversais; outras propriedades a critério do projetista.

Para reforços metálicos em malha hexagonal ou romboidal, devem ser especificados em projeto: o tipo de reforço metálico em malha; a resistência à tração característica na direção principal de tracionamento; a resistência à tração disponível na direção principal de tracionamento; a proteção contra corrosão; o (s) fator (es) de redução considerado (s) e as condições de projeto para este (s) fator (es); o fator de interação considerado entre o solo e o reforço; e outras propriedades a critério do projetista.

Para reforços geossintéticos, devem ser especificados em projetos: o tipo de geossintético de reforço; a resistência à tração característica na direção principal de tracionamento; a resistência à tração disponível na direção principal de tracionamento; o (s) fator (es) de redução considerado (s) e as condições de projeto para este (s) fator (es); o fator de interação considerado entre o solo e o reforço; outras propriedades a critério do projetista.

A tira metálica consiste em um reforço linear na forma de barras planas de aço, de seção retangular, com espessura mínima de 4 mm e larguras variáveis entre 40 mm e 100 mm, lisas, corrugadas ou com nervuras transversais em ambas as faces, havendo ou não proteção de galvanização, conforme vida útil prevista para a obra. Caso prevista, a galvanização deve atender à NBR 6323.

A tela metálica soldada consiste em um reforço linear ou planar na forma de grelha constituído a partir de barras de seção circular, havendo ou não proteção de galvanização, conforme vida útil prevista para a obra. Caso prevista, a galvanização deve atender à NBR 6323. As grelhas são formadas por barras longitudinais e barras transversais a elas soldadas, ao longo de todo o seu comprimento.

A malha metálica tecida consiste em um reforço planar, ensaiado de acordo com NBR ISO 10319, composto por arames ou fios de aço na forma de malha hexagonal ou romboidal, galvanizadas, revestidas ou não por material polimérico. As malhas metálicas devem ter resistência e proteção contra corrosão compatíveis com as solicitações e vida útil de projeto.

O geotêxtil consiste em um produto polimérico têxtil bidimensional permeável, composto de fibras cortadas, filamentos contínuos, monofilamentos, laminetes ou fios, formando estruturas tecidas, não tecidas ou tricotadas, cujas propriedades mecânicas e hidráulicas permitem que desempenhe várias funções em uma obra geotécnica. O geotêxtil é constituído por elementos resistentes à tração, sendo considerado unidirecional quando apresenta maior resistência à tração em uma direção e bidirecional quando apresenta igual resistência à tração nas duas direções principais (ortogonais).

A geogrelha consiste em um produto polimérico com estrutura em forma de grelha, com função de reforço, cujas aberturas permitem a interação do meio em que estão confinadas, constituído por elementos resistentes à tração, sendo considerado unidirecional quando apresenta maior resistência à tração em uma direção e bidirecional quando apresenta resistência à tração igual nas duas direções principais (ortogonais). Em função do processo de fabricação, as geogrelhas podem ser extrudadas, soldadas ou tecidas.

A geotira consiste em um produto polimérico em forma de tiras flexíveis, com função de reforço, produzidas geralmente a partir de feixes de filamentos sintéticos, e recobertos por um revestimento protetor. A resistência à tração disponível (TD) é determinada tomando como base a resistência à tração característica do reforço (Tchar). A Tchar é tipicamente a resistência à tração característica do reforço, com um nível de confiança mínimo de 95%, informada pelo fabricante e assegurada pelo fornecedor.

Cabe ao fornecedor declarar e assegurar os valores de resistência à tração característica, por meio de um sistema de qualidade assegurada pelo fabricante ou por avaliação independente. O fornecedor deve apresentar a curva de carga por unidade de largura versus deformação obtida em ensaios de tração de curto prazo. Para reforços geossintéticos, o fornecedor deve disponibilizar também a curva de carga por unidade de largura versus deformação obtida em ensaios de tração de longo prazo (curvas isócronas).

A resistência à tração disponível TD é obtida a partir da divisão de Tchar pelo produto dos fatores de redução (RF) e pelo fator de incertezas (fs). Os fatores de redução incluem os efeitos de fluência, de danos mecânicos durante a instalação, de degradação química e biológica em contato com o meio ambiente, a saber: RFCR é o fator de redução devido ao efeito da fluência; RFID é o fator de redução devido ao efeito de danos mecânicos durante a instalação; RFCH é o fator de redução devido à degradação química e biológica que pode acontecer, caso o material fique em contato com meios agressivos.

Adicionalmente aos fatores de redução, o fator de incertezas (fs) considera a variação estatística dos fatores de redução calculados, resultando na seguinte equação: TD = Tchar/(RFCR.RFID.RFCH.fs). O projetista pode, a seu critério, incorporar ao cálculo outros fatores de redução, caso sejam previstas situações específicas adicionais que possam afetar a resistência do reforço, como efeitos de exposição a intempéries (radiação UV), de cargas cíclicas, de emendas e outros.

O projetista pode solicitar ensaios para avaliar os fatores de redução dos reforços submetidos a condições específicas do projeto ou se valer de resultados de ensaios realizados em laboratórios idôneos ou acreditados, disponibilizados pelo fornecedor. Os reforços em malha metálica não estão sujeitos ao processo de fluência. Nesse caso, RFCR deve ser igual a 1,0.

Entretanto, as malhas metálicas devem ser protegidas contra a corrosão, assegurando desempenho adequado durante a vida útil, mesmo em ambientes quimicamente agressivos aos metais. Os mecanismos de interação desenvolvidos em um elemento de solo reforçado são caracterizados pela mobilização de forças de atrito de interface e/ou resistência passiva dos elementos transversais, ao longo do comprimento das inclusões, resultando na geração de forças de tração nos reforços.

Esses mecanismos de interação podem ser simplificados como: escorregamento do solo sobre o reforço (mecanismo de cisalhamento direto); arrancamento do reforço do solo (mecanismo de arrancamento). Os produtos devem ser acompanhados dos respectivos resultados de ensaios de controle de qualidade sob responsabilidade do fabricante, sendo imprescindíveis os resultados dos ensaios de resistência à tração.

A critério do projetista, podem ser requeridos ensaios adicionais que assegurem a adequação do produto às especificações do projeto. O recebimento da obra deve conferir se o material entregue está de acordo com as especificações do projeto. Os materiais geossintéticos e as malhas metálicas devem ser identificados de acordo com a NBR ISO 10320. O recebimento de reforços em tiras metálicas deve atender ao Anexo D.

Os paramentos utilizados nos diversos tipos de muros e taludes de solo reforçado são parte do sistema construtivo e fornecem proteção contra erosão do aterro compactado, tendo ou não função estrutural na estabilidade do conjunto. São constituídos por painéis de concreto segmentados, blocos segmentados de concreto, tela metálica soldada, elementos modulares em malha metálica, face envelopada ou outros elementos que atendam à mesma função.

A operação de organismos de conformidade que realizam validação/verificação

É importante conhecer os princípios gerais e requisitos para a competência, a operação coerente e a imparcialidade de organismos que realizam validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade.

A NBR ISO/IEC 17029 de 01/2021 – Avaliação da conformidade – Princípios gerais e requisitos para organismos de validação e verificação contém princípios gerais e requisitos para a competência, a operação coerente e a imparcialidade de organismos que realizam validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade. Os organismos que operam de acordo com este documento podem prover validação/verificação como atividade de primeira, segunda e terceira partes. Os organismos podem ser somente organismos de validação, somente organismos de verificação ou prover ambas as atividades.

Este documento é aplicável a organismos de validação/verificação em qualquer setor provendo confirmação de que alegações são plausíveis em relação ao uso pretendido futuro (validação) ou são afirmadas veridicamente (verificação). Todavia, resultados de outras atividades de avaliação da conformidade (por exemplo, ensaios, inspeção e certificação) não são considerados sujeitos a validação/verificação de acordo com este documento. Também não o são as situações em que atividades de validação/verificação são realizadas como etapas em outro processo de avaliação da conformidade.

Este documento é aplicável a qualquer setor, em conjunto com programas de setor específico que contenham requisitos para processos e procedimentos de validação/verificação. Este documento pode ser usado como uma base para a acreditação por organismos de acreditação, avaliação por pares em grupos de avaliação por pares ou outras formas de reconhecimento de organismos de validação/verificação por organizações internacionais ou regionais, governos, autoridades regulamentadoras, proprietários de programas, organismos da indústria, companhias, clientes ou consumidores.

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Qual deve ser a estrutura organizacional e da alta direção?

Qual deve ser o requisito para o pessoal?

Por que o organismo deve ter um processo de gestão para a competência do pessoal?

Por que aplicar um programa de validação/verificação?

Como deve ser feita a contratação dos serviços?

A validação e a verificação como avaliação da conformidade são compreendidas como sendo uma confirmação da confiabilidade de informações declaradas em alegações. Outros termos em uso para o objeto da avaliação por validação e verificação são “declaração”, “afirmação”, “previsão” ou “relatório”. Essas atividades se distinguem de acordo com a linha de tempo da alegação avaliada.

A validação é aplicada a alegações relativas a um uso futuro pretendido ou resultado projetado (confirmação da plausibilidade), enquanto a verificação é aplicada a alegações relativas a eventos que já ocorreram ou a resultados que já foram obtidos (confirmação da veracidade). Uma vez que os requisitos neste documento são de natureza genérica, é necessário operar um programa para a validação/verificação específica. Abaixo uma figura que ilustra a abordagem funcional para avaliação da conformidade, adaptado para os termos e conceitos definidos por este documento.

O programa para a validação/verificação especifica definições, princípios, regras, processos e requisitos adicionais para etapas do processo de validação/verificação, assim como para a competência de validadores/verificadores para um setor específico. Os programas podem ser estruturas legais, normas internacionais, regionais ou nacionais, iniciativas globais, aplicações setoriais, assim como acordos individuais com clientes do organismo de validação/verificação. A validação/verificação provê segurança e dá confiança às partes interessadas na alegação.

O programa pode definir níveis de confiança, por exemplo, um nível de confiança razoável ou limitado. De acordo com a NBR ISO/IEC 17000, a abordagem funcional para a demonstração de que os requisitos especificados são atendidos descreve a avaliação da conformidade como uma série das três funções: seleção; determinação; análise crítica e atestação.

A relação entre os termos e conceitos genéricos definidos pela NBR ISO/IEC 17000 e os termos e conceitos definidos por este Documento é dada na Tabela B.1 da norma. De acordo com essa abordagem funcional, validação e verificação como avaliação da conformidade incluem uma decisão sobre a confirmação da alegação. A decisão sobre se a alegação é conforme (ou não) com os requisitos especificados inicialmente é então emitida pelo organismo de validação/verificação como a declaração de validação/verificação.

Os requisitos especificados podem ser gerais ou detalhados, por exemplo, a alegação ser livre de afirmações distorcidas materiais. O programa aplicável pode definir etapas adicionais no processo de validação/verificação. Ao determinar se a alegação de um cliente pode ser confirmada, organismos de validação/verificação necessitam coletar informações e desenvolver uma compreensão completa relacionadas ao atendimento dos requisitos especificados.

Isso pode incluir uma avaliação apropriada de dados e planos, analisar criticamente a documentação, realizar cálculos alternativos, visitar locais ou entrevistar pessoas. Os requisitos especificados por este documento são comuns para ambas as atividades, validação e verificação. Sempre que um requisito se aplica a somente uma atividade, ele está identificado.

Os organismos de validação/verificação podem ser organismos internos da organização que provê a alegação (primeira parte), organismos que tenham interesse de usuário na alegação (segunda parte) ou organismos que sejam independentes da pessoa ou da organização que provê a alegação e não tenham interesse de usuário naquela alegação (terceira parte). Definindo-se validação/verificação como confirmação, essas atividades se diferenciam de outras ferramentas de avaliação da conformidade, por não resultarem em uma caracterização (ensaio), nem proverem um exame (inspeção) ou um atestado de conformidade para um período definido (certificação).

Todavia, pretende-se que a validação/verificação corresponda a aplicações do sistema de avaliação da conformidade. Tal como relatórios de ensaio de um laboratório podem ser incluídos para propósitos de inspeção, ou a auditoria do sistema de gestão do produtor pode ser usada como uma entrada para a certificação de produto, declarações de validação/verificação podem ser usadas como uma entrada para outra atividade de avaliação da conformidade. Igualmente, os resultados de outras atividades de avaliação da conformidade podem ser usados como uma entrada quando se realizam atividades de validação/verificação.

As próprias declarações de conformidade, emitidas como resultado de outra atividade de avaliação da conformidade, não são consideradas objetos de validação/verificação de acordo com este documento. Isso inclui, por exemplo, a declaração da conformidade de um fornecedor com relação a especificações de produto de acordo com a NBR ISO/IEC 17050, certificados de acordo com a NBR ISO/IEC 17021-1 ou exame e verificação de projeto no contexto de inspeção de acordo com a NBR ISO/IEC 17020.

Além disso, este documento não se aplica a situações em que atividades de validação/verificação são realizadas como etapas no processo de ensaio (NBR ISO/IEC 17025, NBR ISO 15189), inspeção (NBR ISO/IEC 17020) ou certificação (NBR ISO/IEC 17021-1, NBR ISO/IEC 17065) e quando requisitos específicos necessitam ser aplicados para estruturar e realizar esses processos. Exemplos são a validação de método como uma etapa de um ensaio realizado de acordo com a NBR ISO/IEC 17025 e a validação/verificação de projeto no contexto da implementação de um sistema de gestão de acordo com a NBR ISO 9001.

Exemplos atuais para validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade incluem alegações relacionadas com emissões de gases de efeito estufa (por exemplo, de acordo com a NBR ISO 14064-3), rotulagem ambiental, declarações de produtos e pegadas (por exemplo, de acordo com a NBR ISO 14020 e a NBR ISO 14040, como declaração ambiental de produto), relatórios ambientais e de sustentabilidade (por exemplo, de acordo com a ISO 14016). Aplicações novas em potencial podem incluir alegações relacionadas com tecnologia de construção, gestão de energia, gestão financeira, sistemas de automação industrial, engenharia de software e de sistemas, inteligência artificial, tecnologia da informação, produtos para saúde e dispositivos médicos, segurança de máquinas, engenharia de segurança e de projeto e responsabilidade social.

Os princípios descritos devem prover a base para os requisitos especificados neste documento. Convém que esses princípios sejam aplicados como orientação para decisões que algumas vezes necessitem ser tomadas para situações imprevistas. Princípios não são requisitos. A intenção geral da validação/verificação é dar confiança para todas as partes de que uma alegação validada/verificada atende aos requisitos especificados.

O valor da validação/verificação é a confiança que é estabelecida por uma avaliação imparcial por um organismo de validação/verificação competente. Partes que têm um interesse em validação/verificação incluem, mas não são limitadas a: clientes dos organismos de validação/verificação; proprietários de programas; usuários das alegações validadas/verificadas; autoridades regulamentadoras.

Um dos princípios para os processos de validação/verificação é a abordagem com base em evidência para tomada de decisão. O processo implementa um método para alcançar conclusões confiáveis e reprodutíveis de validação/verificação e é baseado em evidência objetiva suficiente e apropriada. A declaração de validação/verificação é baseada na evidência coletada por meio de uma validação/verificação objetiva da alegação.

O processo de validação/verificação é documentado e estabelece a base para a conclusão e a decisão relativas à conformidade da alegação com os requisitos especificados. As atividades de validação/verificação, achados, conclusões e declarações, incluindo obstáculos significativos encontrados durante o processo, assim como opiniões divergentes não resolvidas entre o organismo de validação/verificação e o cliente são espelhadas com veracidade e exatidão.

Outro princípio é a imparcialidade em que as decisões são baseadas em evidência objetiva obtida por meio do processo de validação/verificação e não são influenciadas por outros interesses ou partes. Ameaças à imparcialidade podem incluir, mas não são limitadas ao seguinte: interesse próprio: ameaças que resultam de um organismo ou pessoa agindo em seu próprio interesse. Uma preocupação relacionada com validação/verificação, como uma ameaça à imparcialidade, é o interesse financeiro próprio.

Outra ameaça é a autoanálise crítica, em que as ameaças que resultam de um organismo ou pessoa que analisa criticamente o trabalho feito por ele (a) mesmo (a). A familiaridade (ou confiança) é uma ameaça que resulta de um organismo ou pessoa ser demasiadamente familiarizado com ou confiante em outra pessoa ao invés ao invés de procurar evidência para a validação/verificação.

A intimidação é uma ameaça que resulta de um organismo ou pessoa que tem uma percepção de ser coagido (a) aberta ou secretamente, tal como uma ameaça de ser substituído (a) ou relatado (a) a um supervisor. Quanto à competência, o pessoal deve ter o conhecimento, as habilidades, a experiência, o treinamento, a infraestrutura de apoio e a capacidade necessários para realizar eficazmente atividades de validação/verificação.

As informações confidenciais obtidas ou criadas durante as atividades de validação/verificação são salvaguardadas e não são divulgadas inapropriadamente. Um organismo de validação/verificação necessita prover o acesso público ou a divulgação de informações apropriadas sobre o seu processo de validação/verificação. O cliente do organismo de validação/verificação, e não o organismo de validação/verificação, tem a responsabilidade pela alegação e sua conformidade com os requisitos especificados aplicáveis.

O organismo de validação/verificação tem a responsabilidade de basear uma declaração de validação/verificação em evidência objetiva suficiente e apropriada. As partes que tenham um interesse na validação/verificação têm a oportunidade de fazer reclamações. Essas reclamações são adequadamente gerenciadas e resolvidas. Assim, a capacidade de resposta a reclamações é necessária para demonstrar integridade e credibilidade para todos os usuários dos resultados da validação/verificação.

Quanto à abordagem baseada em risco, os organismos de validação/verificação necessitam levar em conta os riscos associados com a provisão de validação/verificação competente, consistente e imparcial. Riscos podem incluir, mas não são limitados àqueles associados com: os objetivos da validação/verificação e os requisitos do programa; competência, coerência e a imparcialidade real, assim como a percebida; questões legais, regulamentares e de responsabilidade civil; a organização cliente onde a validação/verificação esteja sendo realizada e seu sistema de gestão, ambiente operacional, localização geográfica, etc.; a suscetibilidade de qualquer parâmetro incluído na alegação gerar uma afirmação distorcida material, até mesmo se houver um sistema de controle implementado; o nível de confiança a ser alcançado e a correspondente coleta de evidência usada no processo de validação/verificação; a percepção de partes interessadas; as alegações enganosas ou o uso indevido de marcas pelo cliente; o controle de riscos e de oportunidades para melhoria.

O organismo de validação/verificação deve ser uma entidade legal, ou uma parte definida de uma entidade legal, que possa ser responsabilizada legalmente por todas as suas atividades de validação/verificação. Um organismo de validação/verificação governamental é uma entidade legal com base em seu status governamental. O organismo de validação/verificação deve ser responsável e reter autoridade por suas declarações de validação/verificação.

As atividades de validação/verificação devem ser realizadas imparcialmente. O organismo de validação/verificação deve ser responsável pela imparcialidade de suas atividades de validação/verificação e não pode permitir que pressões comerciais, financeiras ou outras comprometam a imparcialidade.

O organismo de validação/verificação deve monitorar suas atividades e seus relacionamentos para identificar ameaças a sua imparcialidade. Esse monitoramento deve incluir os relacionamentos de seu pessoal. Embora os requisitos de imparcialidade neste Documento sejam os mesmos para organismos de primeira, segunda e terceira partes, as entradas e os resultados pertinentes da respectiva avaliação de riscos podem diferir.

A identificação de ameaças à imparcialidade pode incluir a consulta equilibrada com partes interessadas apropriadas, não predominando interesse particular, para aconselhamento sobre assuntos que afetem a imparcialidade, incluindo transparência e a percepção pública. Uma maneira de consulta é pelo uso de um comitê dessas partes interessadas. O programa pode tornar mandatório o requisito de consulta com partes interessadas apropriadas para aconselhamento sobre assuntos que afetem a imparcialidade.

Um relacionamento pode ser baseado em propriedade, governança, gestão, pessoal, recursos compartilhados, finanças, contratos, marketing (incluindo marcas). Tais relacionamentos não necessariamente apresentam a um organismo de validação/verificação uma ameaça à imparcialidade. Se uma ameaça à imparcialidade for identificada, seu efeito deve ser eliminado ou minimizado de modo que a imparcialidade não seja comprometida.

O organismo de validação/verificação deve ter o compromisso da Alta Direção com a imparcialidade. O organismo de validação/verificação deve ter um compromisso disponível publicamente de que ele compreende a importância da imparcialidade ao realizar suas atividades de validação/verificação e de que ele gerencia conflitos de interesse e assegura objetividade.

A análise crítica (9.6) e a decisão (9.7) devem ser feitas por pessoal diferente daquele que realiza a execução da validação/verificação (9.5). Quando o organismo de validação/verificação provê validação e verificação a um mesmo cliente, ele deve considerar a ameaça potencial à imparcialidade (por exemplo, autoanálise crítica e familiaridade) e deve gerir esse risco convenientemente. O organismo de validação/verificação não pode oferecer ou prover consultoria e validação/verificação para a mesma alegação de um mesmo cliente.

Quando o relacionamento entre um organismo que provê consultoria e o organismo de validação/verificação representa uma ameaça inaceitável para a imparcialidade do organismo de validação/verificação, o organismo de validação/verificação não pode prover atividades de validação/verificação para clientes que recebam consultoria relacionada com a mesma alegação. Isso inclui clientes potenciais com os quais o organismo de validação/verificação esteja pré-contratado.

As atividades do organismo de validação/verificação não podem ser comercializadas ou oferecidas como se fossem ligadas às atividades de qualquer organização que provê consultoria. O organismo de validação/verificação deve tomar ação quando lhe for dada ciência (por exemplo, via uma reclamação) de ligações inapropriadas com, ou anúncios por, qualquer organização de consultoria que declare ou deixe implícito que a validação/verificação seria mais simples, mais fácil, mais rápida ou menos custosa se o organismo de validação/verificação fosse usado.

Um organismo de validação/verificação não pode declarar ou deixar implícito que a validação/verificação seria mais simples, mais fácil, mais rápida ou menos custosa se uma organização de consultoria especificada fosse usada. O organismo de validação/verificação deve tomar ação para responder a quaisquer ameaças a sua imparcialidade resultantes das ações de outras pessoas, organismos ou organizações. Isso inclui as ações daqueles organismos para os quais as atividades de validação/verificação forem terceirizadas.

IEC 60079-10-1: a classificação das áreas em atmosferas explosivas

Essa norma em nova edição, publicada pela International Electrotechnical Commission (IEC) em 2020, trata da classificação de áreas onde podem surgir riscos de gases ou vapores inflamáveis e pode então ser usada como base para apoiar o projeto, construção, operação e manutenção adequados de equipamentos para uso em áreas perigosas.

A IEC 60079-10-1:2020 – Explosive atmospheres – Part 10-1: Classification of areas – Explosive gas atmospheres trata da classificação de áreas onde podem surgir riscos de gases ou vapores inflamáveis e pode então ser usada como base para apoiar o projeto, construção, operação e manutenção adequados de equipamentos para uso em áreas perigosas.

Destina-se a ser aplicado onde possa haver risco de ignição devido à presença de gás ou vapor inflamável, misturado com o ar, mas não se aplica a minas suscetíveis a grisu; ao processamento e fabricação de explosivos; a falhas catastróficas ou raros mal funcionamentos que estão além do conceito de normalidade tratado nesta norma; salas utilizadas para fins médicos; instalações domésticas; onde um perigo pode surgir devido à presença de pós combustíveis ou partículas de combustível, mas os princípios podem ser usados na avaliação de uma mistura híbrida.

As névoas inflamáveis podem se formar ou estar presentes ao mesmo tempo que vapores inflamáveis. Nesse caso, a aplicação estrita dos detalhes deste documento pode não ser apropriada.

As névoas inflamáveis também podem se formar quando líquidos não considerados perigosos devido ao alto ponto de inflamação são liberados sob pressão. Nestes casos, as classificações e detalhes fornecidos neste documento não se aplicam. Para os fins deste documento, uma área é uma região ou espaço tridimensional.

As condições atmosféricas incluem variações acima e abaixo dos níveis de referência de 101,3 kPa (1 013 mbar) e 20 ° C (293 K), desde que as variações tenham um efeito desprezível nas propriedades de explosão das substâncias inflamáveis. Em qualquer local, independentemente do tamanho, pode haver várias fontes de ignição além das associadas ao equipamento.

As precauções adequadas serão necessárias para garantir a segurança neste contexto. Esta norma é aplicável com julgamento para outras fontes de ignição, mas em algumas aplicações, outras salvaguardas também podem precisar ser consideradas. Por exemplo, distâncias maiores podem ser aplicadas para chamas abertas ao considerar as autorizações de trabalho a quente.

Este documento não leva em consideração as consequências da ignição de uma atmosfera explosiva, exceto quando uma zona é tão pequena que, se a ignição ocorresse, teria consequências desprezíveis. Esta terceira edição da IEC 60079-10-1 cancela e substitui a segunda edição, publicada em 2015, e constitui uma revisão técnica, devendo ser consultado o prefácio para mais detalhes.

CONTEÚDO DA NORMA

PREFÁCIO…………………… 6

INTRODUÇÃO……………. 10

1 Escopo…………………….. 11

2 Referências normativas………. … 11

3 Termos e definições……………. …. 12

4 Geral………………….. 16

4.1 Princípios de segurança…….. 16

4.2 Objetivos de classificação de áreas perigosas…………. 17

4.3 Interior do equipamento contendo materiais inflamáveis…………………………. 18

4.4 Avaliação de risco de explosão…………………. 18

4.4.1 Geral……… 18

4.4.2 Zona de extensão insignificante…………………. 18

4.5 Falhas catastróficas…………….. 19

4.6 Competência do pessoal ……………………….. 19

5 Metodologia de classificação de áreas perigosas…………………. 19

5.1 Geral…………… 19

5.2 Classificação por fontes de método de liberação……….. 20

5.3 Uso de códigos da indústria e normas nacionais…………. 21

5.3.1 Geral……… 21

5.3.2 Instalações de gás combustível…………………………. 21

5.4 Métodos simplificados……… 21

5.5 Combinação de métodos………… 21

6 Liberação de substância inflamável……. 22

6.1 Geral …………….. …………… 22

6.2 Fontes de lançamento……………….. 22

6.3 Formas de liberação……….. … 23

6.3.1 Geral………… 23

6.3.2 Liberação gasosa……… 24

6.3.3 Liquefeito sob liberação de pressão…………………… 24

6.3.4 Liquefeito por liberação de refrigeração…………. 24

6.3.5 Liberação de névoas inflamáveis…………………. 25

6.3.6 Liberação de vapores …………………….. 25

6.3.7 Liberação de líquido……………….. 25

7 Ventilação (ou movimento de ar) e diluição…………. 26

7.1 Geral…………… 26

7.2 Principais tipos de ventilação……… 27

7.2.1 Geral……… 27

7.2.2 Ventilação natural…… 27

7.2.3 Ventilação artificial……. 27

7.2.4 Grau de diluição…………… 29

8 Tipo de zona ……… …………….. 30

8.1 Geral…………… 30

8.2 Influência do grau da fonte de liberação…………… 30

8.3 Influência da diluição ………………………. 30

8.4 Influência da disponibilidade de ventilação………… 30

9 Extensão da zona…………… 31

10 Documentação……………….. ………… 31

10.1 Geral……………. …………… 31

10.2 Desenhos, folhas de dados e tabelas………………….. 32

Anexo A (informativo) Sugestão de apresentação de áreas perigosas………….. 33

A.1 Área perigosa – Símbolos preferidos para zonas…………. 33

A.2 Formas sugeridas para áreas perigosas……………… 36

Anexo B (informativo) Estimativa de fontes de liberação………… 38

B.1 Símbolos……………. 38

B.2 Exemplos de grau de liberação………………….. 38

B.2.1 Geral……………………………………….. 38

B.2.2 Fontes dando um grau contínuo de liberação… …….. 39

B.2.3 Fontes dando uma nota primária de liberação…………. 39

B.2.4 Fontes dando uma nota secundária de liberação……… 39

B.3 Avaliação das notas de liberação……………………… 39

B.4 Soma de lançamentos………………………………… 40

B.5 Tamanho do furo e raio da fonte…………………….. 41

B.6 Formas de liberação……………………….. ….. 43

B.7 Taxa de liberação………………… ………. 44

B.7.1 Geral…………………….. ……… 44

B.7.2 Estimativa da taxa de liberação…………….. 45

B.7.3 Taxa de liberação de piscinas evaporativas………… 47

B.8 Liberação de aberturas em edifícios…………………….. 49

B.8.1 Geral…………… 49

B.8.2 Aberturas como possíveis fontes de liberação……… 50

B.8.3 Classificação de aberturas………………. 50

Anexo C (informativo) Orientação de ventilação……… 52

C.1 Símbolos……………. 52

C.2 Geral…….. …………….. 53

C.3 Avaliação da ventilação e diluição e sua influência na área de risco ………. 53

C.3.1 Geral………………………………….. 53

C.3.2 Eficácia da ventilação ……………………… 54

C.3.3 Critérios para diluição………………………. 54

C.3.4 Avaliação da velocidade de ventilação …………………. 55

C.3.5 Avaliação do grau de diluição…………………. 56

C.3.6 Diluição em uma sala………………… 58

C.3.7 Critérios para disponibilidade de ventilação………… 59

C.4 Exemplos de arranjos de ventilação e avaliações…… 60

C.4.1 Introdução………………. … 60

C.4.2 Lançamento do jato em um grande edifício………………….. 61

C.4.3 Liberação de jato em um pequeno prédio ventilado naturalmente …………… 62

C.4.4 Liberação de jato em um pequeno prédio ventilado artificialmente…………………… 62

C.4.5 Liberar com baixa velocidade………………. 63

C.4.6 Emissões fugitivas……………………… 63

C.4.7 Ventilação tipo extração local…………………… 64

C.5 Ventilação natural em edifícios ……………………. 64

C.5.1 Geral……………………… ……… 64

C.5.2 Ventilação induzida pelo vento……………….. 64

C.5.3 Ventilação induzida por flutuabilidade……………… 65

C.5.4 Combinação da ventilação natural induzida pelo vento e flutuabilidade ……….. 67

Anexo D (informativo) Estimativa de áreas…………… 69

D.1 Geral…………….. 69

D.2 Estimando tipos de zonas……………………….. 69

D.3 Estimando a extensão da área perigosa. …………….. 70

Anexo E (informativo) Exemplos de classificação de áreas perigosas…………………. 72

E.1 Geral …………………………….. …………….. 72

E.2 Exemplos………………… ………….. 72

E.3 Exemplo de estudo de caso para classificação de área perigosa………. … 86

Anexo F (informativo) Abordagem esquemática para classificação de áreas perigosas……………. 96

F.1 Abordagem esquemática para classificação de áreas perigosas……………….. 96

F.2 Abordagem esquemática para classificação de áreas perigosas………………………. 97

F.3 Abordagem esquemática para classificação de áreas perigosas…………………….. 98

F.4 Abordagem esquemática para classificação de áreas perigosas………………… 99

Anexo G (informativo) Névoas inflamáveis………….. 100

Anexo H (informativo) Hidrogênio…………………………. 103

Anexo I (informativo) Misturas híbridas………………… 105

I.1 Geral…………… 105

I.2 Uso de ventilação……………………… 105

I.3 Limites de concentração……………………… 105

I.4 Reações químicas……………… 105

I.5 Limites de energia/temperatura ……………. 105

I.6 Requisitos de zoneamento……………………….. 105

Anexo J (informativo) Equações úteis no apoio à classificação de áreas perigosas ………. 106

J.1 Geral…………… 106

J.2 Diluição com ar de liberação de substância inflamável……106

J.3 Estimativa do tempo necessário para diluir a liberação de uma substância inflamável ……………. 106

Anexo K (informativo) Códigos da indústria e padrões nacionais… 108

K.1 Geral…………… 108

Bibliografia………………… 112

Enfim, em áreas onde possam surgir quantidades e concentrações perigosas de gás ou vapor inflamável, devem ser aplicadas medidas para reduzir o risco de explosões. Esta parte da IEC 60079 estabelece os critérios essenciais contra os quais os riscos de ignição podem ser avaliados e fornece orientação sobre os parâmetros de projeto e controle que podem ser usados para reduzir tais riscos.

Os indicadores de resiliência em cidades e comunidades sustentáveis

Deve-se entender as definições e as metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades.

A NBR ISO 37123 de 01/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para cidades resilientes define e estabelece definições e metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades. Este documento se aplica a qualquer cidade, município ou governo municipal que se comprometa a medir o seu desempenho de maneira comparável e verificável, independentemente do tamanho ou da localização. A manutenção, o aprimoramento e a aceleração do progresso em direção a melhores serviços municipais e qualidade de vida são fundamentais para a definição de uma cidade resiliente, assim, este documento se destina a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Este documento segue os princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizado juntamente com esta e outras estruturas estratégicas.

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Quais são os requisitos do indicador concentração de empregos?

Como reportar a porcentagem da força de trabalho em empregos informais?

Como executar o indicador de porcentagem de escolas que ensinam preparação para situações de emergência e redução de riscos de desastres?

Como reportar a porcentagem de publicações de preparação para emergências fornecidas em idiomas alternativos?

Como calcular o indicador da interrupção educacional?

As cidades necessitam de indicadores para estabelecerem sua base de referência, medirem e avaliarem os próprios desempenhos. No entanto, nem sempre os indicadores existentes são padronizados, uniformes ou comparáveis ao longo do tempo ou das cidades. Para tratar estes desafios, uma nova série de normas internacionais está sendo desenvolvida para fornecer indicadores padronizados que permitam uma abordagem uniforme para o que é medido e como a medição deve ser realizada.

A primeira norma nesta série, a NBR ISO 37120, tornou-se rapidamente um ponto de referência internacional para os indicadores de cidades sustentáveis. Embora a NBR ISO 37120 contenha uma série de indicadores importantes para o planejamento resiliente e avaliação de uma cidade, foi identificada a necessidade de mais indicadores para cidades resilientes, refletida neste documento, assim como a necessidade de mais indicadores para cidades inteligentes, desenvolvidos na NBR ISO 37122.

Uma cidade resiliente é capaz de preparar-se, recuperar-se e adaptar-se aos choques e tensões. As cidades estão cada vez mais sendo confrontadas por choques, que envolvem eventos extremos naturais ou provocados pelo homem e resultam em perda de vidas e ferimentos, perdas e impactos materiais, econômicos e/ou ambientais. Estes choques podem incluir, mas não se limitam a, as enchentes, terremotos, furacões, incêndios florestais, erupções vulcânicas, pandemias, derramamentos e explosões de produtos químicos, terrorismo, quedas de energia, crises financeiras, ataques cibernéticos e conflitos.

Uma cidade resiliente também é capaz de administrar e minimizar as contínuas tensões humanas e naturais em uma cidade relacionadas à degradação ambiental (por exemplo, baixa qualidade do ar e da água), à desigualdade social (por exemplo, pobreza crônica e falta de moradia) e à instabilidade econômica (por exemplo, inflação rápida e desemprego persistente) que causam impactos negativos persistentes em uma cidade. A preparação de uma cidade pode ser caracterizada desenvolvendo uma compreensão detalhada dos riscos para a cidade, tomando medidas para reduzir a vulnerabilidade e exposição e aprimorando a conscientização e a participação de indivíduos, famílias e empresas.

Uma cidade resiliente é capaz de recuperar-se de choques e tensões em tempo hábil e de maneira eficaz, com foco em garantir a continuidade ou a rápida restauração dos serviços urbanos, como energia elétrica, água, telecomunicações, gerenciamento de resíduos, saneamento, distribuição de alimentos, serviços financeiros e acesso a serviços de emergência. Uma cidade resiliente também é uma cidade que compreende a necessidade de adaptar os seus sistemas e processos para garantir o máximo de robustez possível diante de choques e tensões, reconstruir-se melhor após eventos extremos, concentrando-se no objetivo de restaurar e garantir a prosperidade a longo prazo.

Resiliência é um componente central e um facilitador essencial de desenvolvimento sustentável. Este documento se concentra na medição da resiliência como uma importante contribuição para a sustentabilidade de uma cidade. A estrutura da família das normas de indicadores para cidades e comunidades sustentáveis reflete esta relação entre desenvolvimento sustentável, desenvolvimento resiliente e desenvolvimento inteligente (ver figura abaixo).

O progresso e a transformação em direção ao desenvolvimento sustentável, por meio da manutenção e melhoria dos serviços municipais, e da qualidade de vida diante de choques e tensões, são componentes essenciais de uma cidade resiliente. Portanto, este documento destina-se a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120.

Os indicadores neste documento foram selecionados para tornar os relatórios o mais simples e barato possível e, portanto, refletem uma plataforma inicial para preparar os relatórios. Os indicadores foram desenvolvidos para ajudar as cidades a: se prepararem, se recuperarem e se adaptarem para quando ocorrerem choques e tensões; aprenderem umas com as outras pela comparação entre uma vasta gama de medidas de desempenho e compartilhamento das boas práticas.

Os indicadores neste documento podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso em direção a uma cidade resiliente, por meio do desenvolvimento de uma estratégia de resiliência urbana ou ao aplicar um sistema de gerenciamento urbano, como a NBR ISO 37101. Embora os indicadores sejam estruturados em torno de temas da ISO que correspondem a diferentes setores e serviços prestados pelas cidades, observa-se que os indicadores também podem ser organizados de acordo com o processo de gerenciamento de risco (Anexo B), o processo de gerenciamento de desastres (Anexo C), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (Anexo D) e as áreas de ação e propósitos da NBR ISO 37101 (Anexo E).

Além disto, as tipologias de ameaças (Anexo A) podem ajudar as cidades a identificarem as potenciais ameaças que enfrentam, o que é relevante para muitos dos indicadores contidos neste documento. Também é fornecido como um guia para ajudar a identificar cidades irmãs que enfrentam ameaças semelhantes.

Este documento apoiará todo e qualquer acordo global que apoie a sustentabilidade e a resiliência. Os acordos atualmente em vigor incluem, mas não se limitam a: o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres [22], a Nova Agenda Urbana, a Agenda 2030 (isto é, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas [27]) e o Acordo de Paris.

Uma cidade que está em conformidade com este documento está conforme com a medição de indicadores de resiliência urbana em conformidade com as definições e metodologias estabelecidas neste documento, e só podem alegar conformidade neste sentido. Este documento não fornece um juízo de valor, patamar ou meta de valor numérico para os indicadores, portanto, a conformidade com este documento não confere um status neste sentido.

É sabido que cidades não podem ter influência direta ou controle sobre fatores que regem alguns destes indicadores, mas os relatórios são importantes para comparações significativas e fornecem uma indicação geral de resiliência. Este documento se destina a auxiliar as cidades na preparação, recuperação e adaptação a choques e estresse.

Para reduzir a vulnerabilidade aos choques e estresse, estes indicadores fornecem suporte às cidades no engajamento de todos os setores, partes interessadas e populações; na aplicação de modelos e métodos de liderança colaborativa; no trabalho por meio de todas as disciplinas e sistemas urbanos; e no uso de informação de dados e tecnologias adequadas. Os indicadores podem melhorar a resiliência nas cidades, promovendo e possibilitando abordagens inclusivas e colaborativas à governança em todos os níveis (vizinhança, distrito, cidade, área metropolitana, região, estado/província, país).

Isto envolve gerenciamento de risco a longo prazo de redes críticas e as suas interações e possíveis falhas. Este documento deve ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Os indicadores são classificados por temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados por uma cidade, em consonância com a NBR ISO 37120.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para denotar os serviços e a área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação não tem importância hierárquica e é organizada alfabeticamente de acordo com as áreas de ação. Todos os indicadores devem ser compilados e reportados anualmente.

Em alguns casos, é difícil definir métricas simples, quantitativas para medir o desempenho de sistemas e processos que estão em vigor para gerenciar a resiliência em nível de cidade. No entanto, ficou acordado que estes sistemas e processos são componentes centrais de resiliência urbana e, portanto, garantem a inclusão no documento.

Alguns indicadores são definidos para refletir as características mínimas ou requisitos de desempenho para estes sistemas e processos, os quais podem, então, ser verificados de forma objetiva. É importante analisar os resultados de diversos tipos de indicadores em todos as áreas de ação; concentrar-se em um único indicador pode levar a conclusões distorcidas ou incompletas. Elementos de aspiração também devem ser considerados na análise.

Além disto, também é importante reconhecer os potenciais efeitos antagônicos do resultado de indicadores específicos, positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise contextual ao interpretarem os resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar indicadores.

Além disto, também é importante observar que cada cidade enfrentará um conjunto único de choques e estresse, assim como terá um conjunto único de ativos e recursos para gerenciar e tratar estes choques e estresse. Neste contexto, é importante ter cautela ao aplicar estes indicadores para fazer comparações entre cidades para garantir uma compreensão plena destes fatores contextuais relevantes, incluindo, por exemplo, os perfis de risco.

Alguns aspectos de resiliência também podem ser de responsabilidade do setor privado, de outros níveis de governo ou dos próprios indivíduos. Um indicador seria Perdas históricas por desastres e como as porcentagens do produto da cidade devem ser calculadas como perdas econômicas diretas por desastre (s) na cidade somadas ao longo de um período de cinco anos (numerador) divididos pela soma total do produto da cidade ao longo do mesmo período (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perdas históricas por desastres como porcentagem de produto da cidade. O produto urbano pode ser obtido da ISO 37120:2018, 5.9.3. Perdas históricas por desastres devem se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres.

Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade). A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias.

A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões. A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Convém que os dados sobre perdas históricas por desastres sejam obtidos a partir de avaliações de danos e perdas econômicas preparadas após os desastres ou em fontes do setor de seguros.

Outro indicador seria a perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. Para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. Os dados históricos de perdas não fornecem uma imagem completa das possíveis perdas econômicas que uma cidade enfrenta devido a desastres.

As potenciais perdas econômicas só podem ser avaliadas adequadamente por meio da modelagem de potenciais eventos futuros (modelagem de catástrofe), a qual considera as grandes ameaças e a probabilidade de ocorrerem, a vulnerabilidade da cidade aos danos das ameaças e as consequências econômicas deste dano. A perda média anual é calculada a partir de um grande número de cenários modelados que consideram estes fatores. A perda média anual é um parâmetro amplamente utilizado na avaliação e gerenciamento quantitativo de riscos e permite estimarmos os benefícios do investimento em redução de risco.

Este indicador reflete a área de ação “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Assim, a perda anual média por desastres como porcentagem de produto da cidade deve ser calculada como a perda econômica média resultante diretamente de desastre(s), estimada por cenários de modelagem de catástrofe em toda a cidade (numerador), dividida pelo produto total da cidade (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. O termo perdas econômicas diretas deve se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres. Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade).

A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias. A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões.

A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Como fontes de dados, a modelagem de catástrofes é uma atividade complexa de modelagem que normalmente é realizada por empresas especializadas em assessoria e consultoria de risco. Companhias de seguro também podem realizar modelagem de catástrofes. Com o tempo, os dados de perdas anuais médias podem ser utilizados para quantificar os benefícios esperados do investimento em medidas de redução de risco de desastres.

Para o indicador porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco, para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. A ampla cobertura de seguro nas cidades representa um componente crucial de resiliência devido ao papel crítico que o seguro desempenha em uma cidade para se recuperar rapidamente de choques e estresse.

O seguro melhora os resultados econômicos e fiscais por meio de diversos canais. Antes de um desastre, o preço do seguro incentiva os segurados a reduzirem as suas exposições por meio de medidas de mitigação de riscos. No rescaldo do desastre, o seguro transfere o ônus fiscal dos contribuintes para o setor privado e para os mercados de capitais. Ele também limita o contágio financeiro restaurando mais rapidamente as cadeias de abastecimento e as operações de negócios paralisadas, ao mesmo tempo em que fornece a liquidez necessária e a certeza no planejamento comercial e financeiro.

Este indicador reflete a área de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Como requisitos do indicador, pode-se dizer que a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco deve ser calculada como o número total de propriedades (residenciais e não residenciais) da cidade com cobertura de seguro para as ameaças de alto risco que afetam a cidade (numerador) dividido pelo número total de propriedades (domicílios e empresas) na cidade (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco.

Propriedades residenciais devem se referir a habitações (ou estruturas) classificadas para uso residencial. Convém que exemplos de propriedades residenciais incluam, mas não se limitem a, habitações unifamiliares, habitações móveis, habitações geminadas, casas geminadas, condomínios e edifícios de apartamentos. Propriedades não residenciais devem se referir a estruturas classificadas para uso não residencial.

Convém que exemplos de propriedades não residenciais incluam, mas não se limitem a, edifícios de escritórios/edifícios comerciais privados, hotéis, restaurantes, edifícios do governo, edifícios institucionais (por exemplo, instalações educacionais e de saúde), fábricas e outras propriedades especiais isentas (por exemplo, espaços recreativos não comerciais, locais de culto, funerárias e cemitérios). Quando possível, convém reportar os dados de cobertura de seguro de cada setor (isto é, residencial e não residencial) e as ameaças cobertas, e listá-los em tabelas.

Para os fins deste indicador, as ameaças de alto risco devem se referir às ameaças para as quais exista uma probabilidade de evento (s) extremo (s) com base em mapas de ameaças gerados pela cidade que possa (m) afetar significativamente muitas propriedades na cidade e/ou ter um grande impacto na cidade. Este indicador abrange seguro patrimonial e exclui cobertura pessoal ou de vida. O seguro pode vir de vários prestadores públicos ou privados.

Convém que os dados sobre cobertura de seguros sejam obtidos de companhias de seguros públicas e privadas e/ou associações do setor de seguros. Para a interpretação de dados, convém notar que nem todas as propriedades residenciais e não residenciais em uma cidade requerem seguro para todas as ameaças de alto risco, por exemplo, se elas não estiverem situadas em área de enchentes (considerando que existe mapeamento e identificação adequada das áreas de enchentes). A acessibilidade do seguro também será uma grande influência na aceitação do seguro na cidade para propriedades residenciais e não residenciais. Dois elementos centrais ao considerar a cobertura de seguro para resiliência são a quantidade de dano sofrido e a velocidade da recuperação.

Os plugues e tomadas para recarga condutiva de veículos elétricos (VE)

Saiba quais são os requisitos de aplicáveis aos plugues, tomadas, tomadas móveis para veículos elétricos, plugues fixos para veículos elétricos e cabos de recarga para veículos elétricos, aqui referidos como “acessórios”, destinados para uso em sistemas de recarga condutiva com os meios de controle incorporados, com tensão nominal de utilização não excedendo: 690 V ca 50 Hz a 60 Hz, com corrente nominal não excedendo 250 A, 1.500 V cc, com corrente nominal não excedendo 400 A. 

A NBR IEC 62196-1 de 01/2021 – Plugues, tomadas, tomadas móveis para veículos elétricos e plugues fixos para veículos elétricos – Recarga condutiva para veículos elétricos – Parte 1: Requisitos gerais é aplicável aos plugues, tomadas, tomadas móveis para veículos elétricos, plugues fixos para veículos elétricos e cabos de recarga para veículos elétricos, aqui referidos como “acessórios”, destinados para uso em sistemas de recarga condutiva com os meios de controle incorporados, com tensão nominal de utilização não excedendo: 690 V ca 50 Hz a 60 Hz, com corrente nominal não excedendo 250 A, 1.500 V cc, com corrente nominal não excedendo 400 A. Estes acessórios são previstos para serem instalados somente por pessoas instruídas (IEC 60050-195:1998, IEC 60050-195/AMD1:2001, 195-04-02) ou por pessoas qualificadas (IEC 60050-195:1998, IEC 60050-195/AMD1:2001, 195-04-01).

Estes acessórios e cabos de recarga para VE são previstos para serem utilizados nos circuitos especificados pela NBR IEC 61851-1, funcionando em diferentes tensões e frequências, e que podem incluir os sinais de extrabaixa tensão e os sinais de comunicação. Estes acessórios e cabos de recarga para VE são para serem utilizados a uma temperatura ambiente entre -30 °C e +50 °C. Em alguns países, outros requisitos podem ser aplicados. Estes acessórios são previstos para serem conectados somente aos cabos com condutores de cobre ou liga de cobre.

Os acessórios abrangidos por esta parte são para utilização em certos modos de recarga para veículos elétricos. Estes modos são definidos na NBR IEC 61851-1. Estas definições e a descrição dos tipos de conexão (casos A, B e C) são descritos na NBR IEC 61851-1:2013, 6.2 e 6.3.1.

Esta parte não se aplica aos acessórios normalizados utilizados nos sistemas de recarga nos quais a utilização destes acessórios, construídos conforme os requisitos de outras normas, é permitido (por exemplo, em modo 1 e modo 2). Estes acessórios normalizados podem ser utilizados para as situações (modo e caso) identificadas na NBR IEC 61851-1. Esta parte pode ser utilizada como um guia para os acessórios, com um número menor de contatos e com características nominais inferiores, destinados a serem utilizados em veículos leves.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual é a compatibilidade dos acessórios de acoplamento ao veículo?

Como pode se ter uma visão geral de interface universal para veículo?

Quais são as configurações em cc?

Qual deve ser a sequência dos contatos no processo de conexão?

Como os acessórios devem ser marcados?

Pode ser destacada que a NBR IEC 61851-1 especifica os equipamentos para recarga condutiva de veículos elétricos. A série NBR IEC 62196 especifica os requisitos para os plugues, tomadas, tomadas móveis para veículos elétricos, plugues fixos para veículos elétricos e cabos de recarga para veículos elétricos, que são descritos na NBR IEC 61851-1.

Algumas recargas podem ser realizadas por conexão direta de um veículo elétrico às tomadas comuns da rede de alimentação elétrica. Alguns modos de recarga requerem uma alimentação dedicada e equipamentos de recarga que incorporem circuitos de controle e de comunicação. A NBR IEC 62196 abrange os requisitos mecânicos, elétricos e de desempenho relativos aos plugues, tomadas, tomadas móveis para veículos elétricos e plugues fixos para veículos elétricos, para permitir a interface entre os equipamentos de recarga dedicados e os veículos elétricos.

A NBR IEC 62196 é dividida em várias partes, conforme a seguir: Parte 1: Requisitos gerais, compreendendo as seções de caráter geral; Parte 2: Requisitos dimensionais de compatibilidade e de intercambiabilidade para os acessórios com pinos e contatos-tubulares para corrente alternada; Parte 31: Requisitos dimensionais de compatibilidade e de intercambiabilidade para os conjuntos conectores para VE com pinos e contatos-tubulares para corrente contínua e para corrente alternada/contínua. Os acessórios abrangidos por esta norma são destinados somente a serem utilizados com os veículos que são conforme os requisitos da NBR IEC 61851-1:2013, 7.2.3.1.

Os acessórios devem ser projetados e construídos de maneira que, em utilização normal, o seu funcionamento seja seguro e que o usuário ou o seu entorno não possam ser colocados em perigo. A conformidade é verificada satisfazendo a todos os requisitos pertinentes e realizando os ensaios especificados. Os acessórios devem ser projetados e construídos de maneira a impedir a utilização como um cordão prolongador (ver NBR IEC 61851-1). O plugue e a tomada móvel VE não podem ser compatíveis. A conformidade é verificada por um ensaio manual. A utilização dos acessórios é indicada na figura abaixo.

Os ensaios mencionados nesta norma são os ensaios de tipo. Se parte de um acessório já tiver atendido previamente os ensaios para um determinado grau de severidade, os ensaios de tipo correspondentes não precisam ser repetidos se a severidade dos ensaios não for maior. Salvo especificação contrária, as amostras são ensaiadas como fornecidas e nas condições normais de utilização, a uma temperatura ambiente de (20 ± 5) °C; os ensaios são realizados na frequência nominal.

Salvo especificação contrária, os ensaios são realizados na ordem das seções desta norma. Três amostras são submetidas a todos os ensaios exceto, se necessário, para o ensaio de 22.3, para o qual três amostras novas adicionais são ensaiadas. Para o ensaio de 31, uma amostra nova adicional é ensaiada.

Se, entretanto, os ensaios das Seções 22, 23 e 24 tiverem que ser realizados em cc e em ca, os ensaios em ca das Seções 22, 23 e 24 são realizados em três amostras adicionais. Os acessórios são considerados conforme esta norma se nenhuma amostra falhar na série completa dos ensaios apropriados. Se uma das amostras falhar em um ensaio, este ensaio e todos os precedentes que puderem ter influenciado o resultado do ensaio são repetidos em outro conjunto de três amostras, os quais todos devem satisfazer aos ensaios repetidos.

Em geral, é suficiente repetir o ensaio que causou a falha, a menos que uma das amostras falhe em um dos ensaios das Seções 23 e 24; neste caso, os ensaios são repetidos a partir da Seção 22. O solicitante pode enviar, junto com o primeiro conjunto de amostras, um conjunto adicional que possa ser necessário em caso de falha de uma das amostras. O laboratório de ensaio, sem pedido adicional, ensaiará, então, as amostras adicionais e somente rejeitará se uma nova falha ocorrer.

Se um conjunto adicional de amostras não tiver sido enviado ao mesmo tempo, a falha de uma das amostras acarretará uma rejeição. Quando os ensaios forem realizados com condutores, estes devem ser em cobre conforme as normas da série IEC 60227, a IEC 60228:2004, Seção 3, sólidos (classe 1), encordoados (classe 2), flexíveis (classes 5 e 6) e a IEC 60245-4. A corrente nominal para as funções de sinal ou de controle é 2 A.

Para a configuração AA, os contatos-piloto são de características nominais de 30 V, 10 A. Para as configurações AA, ver a IEC 62196-3:2014, folhas de padronização 3-Ia a 3-If. Para a configuração BB, os contatos de alimentação auxiliares são de características nominais de 30 V, 20 A. A alimentação auxiliar pode consistir de um circuito de sistema SELV. Para as configurações BB, ver a IEC 62196-3:2014, folhas de padronização 3-IIa a 3-IIb.

Um acessório com corrente nominal de 250 A ca deve ser classificado como não apropriado para o estabelecimento e a interrupção de um circuito elétrico sob carga. Um acessório com tensão de utilização nominal superior a 30 V cc deve ser classificado como apropriado para o estabelecimento e a interrupção de um circuito elétrico sob carga. Um acessório, com um contato de circuito-piloto, pode ser classificado como apropriado ou não apropriado para o estabelecimento e a interrupção de um circuito elétrico sob carga.

Quanto à conexão entre a alimentação elétrica e o veículo elétrico, deve-se entender a descrição dos requisitos físicos relativos à interface elétrica condutiva entre o veículo e a alimentação elétrica e permite diferentes soluções técnicas para esta interface: uma interface universal para todos os modos de recarga que abrange: alta potência em ca e 32 A em ca, ou alta potência em cc e 32 A em ca, uma interface básica para os modos de recarga 1, 2 e 3 somente, uma interface em cc, uma interface combinada.

Consultar a NBR IEC 62196-2 para as características nominais e os tipos para ca, e a IEC 62196-3 para as características nominais e os tipos par a cc ou ca/cc. Existem cinco tipos de plugues fixos para VE: universal de alta potência em ca; universal de alta potência em cc; básico; cc; combinado. Existem cinco tipos tomadas móveis para VE: universal de alta potência em ca; universal de alta potência em cc; básica; cc; combinada. Pode-se acrescentar que a interface básica pode conter até 7 contatos de potência ou de sinal, com as configurações físicas para as posições dos contatos em monofásico ou em trifásico, ou ambos.

O plugue fixo para VE deve ser compatível tanto com a tomada móvel para VE monofásica quanto com a tomada móvel para VE trifásica. Não pode ser possível conectar a tomada móvel para VE básica com um plugue fixo para VE universal ca ou cc. O conjunto conector para VE é dimensionado para 250 V, 32 A monofásico, ou 480 V, 32 A trifásico. Ele pode compreender os contatos adicionais para o fio-piloto e o indicador de potência (função de proximidade).

Os acessórios devem ser projetados de maneira que as partes vivas das tomadas e das tomadas móveis para VE, quando elas forem instaladas como em utilização normal, e as partes vivas dos plugues e dos plugues fixos para VE, quando eles forem parcialmente ou completamente inseridos nos acessórios complementares, não sejam acessíveis. Nos seguintes países, os obturadores de IPXXD sobre os orifícios dos contatos vivos (fase e neutro) das tomadas são obrigatórios quando estas tomadas forem acessíveis às pessoas não advertidas (pessoas comuns BA1, pessoas deficientes BA2 ou crianças BA3): França, Brasil, Portugal, Dinamarca, Itália.

Nos seguintes países, os obturadores de IPXXD sobre os orifícios dos contatos vivos (fase e neutro) das tomadas móveis VE são obrigatórios quando estas tomadas móveis VE forem ligadas eletricamente, de forma permanente, à instalação fixa e são acessíveis a pessoas não advertidas (pessoas comuns BA1, pessoas deficientes BA2 ou crianças BA3): França, Portugal. No seguinte país, em locais com acesso restrito às pessoas qualificadas, as tomadas e as tomadas móveis VE sem obturador podem ser aceitas: Portugal.

No seguinte país, para as instalações residenciais e para aplicações de 16 A, as regras de instalação prescrevem a utilização de tomadas com obturador: Espanha. Nos seguintes países, para as instalações residenciais, as regras de instalação prescrevem a utilização de tomadas com obturador: UK, FR, SG, IT. Adicionalmente, não pode ser possível estabelecer conexão entre uma parte viva de um plugue ou de um plugue fixo para VE e uma parte viva de uma tomada ou de uma tomada móvel para VE, enquanto qualquer parte viva estiver acessível.