REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 152 | Ano 3 | 1 de Abril 2021

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Edição 152 | Ano 3 | 1 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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A proteção contra o incêndio em transportadores de correias
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A estratégia como ferramenta de investimento

A proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas

Entenda quais são os objetivos de controle, controles e diretrizes comumente aceitos para implementação de medidas para proteção de dados pessoais (DP), de acordo com os princípios de privacidade descritos na NBR ISO/IEC 29100, para o ambiente de computação em nuvem pública.

A NBR ISO/IEC 27018 de 03/2021 – Tecnologia da informação – Técnicas de segurança – Código de prática para proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas que atuam como operadores de DP estabelece objetivos de controle, controles e diretrizes comumente aceitos para implementação de medidas para proteção de dados pessoais (DP), de acordo com os princípios de privacidade descritos na NBR ISO/IEC 29100, para o ambiente de computação em nuvem pública. Em particular, este documento especifica diretrizes com base na NBR ISO/IEC 27002, levando em consideração os requisitos regulatórios para a proteção de DP que podem ser aplicáveis dentro do contexto do (s) ambiente (s) de risco de segurança da informação de um provedor de serviços em nuvem pública.

Este documento é aplicável a todos os tipos e tamanhos de organizações, incluindo empresas públicas e privadas, entidades governamentais e organizações sem fins lucrativos, que fornecem serviços de tratamento de informações, como operadores de DP, por meio da computação em nuvem sob contrato para outras organizações. As diretrizes deste documento também podem ser pertinentes para organizações que atuam como controladores de DP. Os controladores de DP, entretanto, podem estar sujeitos à legislação, regulamentos e obrigações adicionais de proteção de DP, não aplicáveis aos operadores de DP. Este documento não se destina a abranger estas obrigações adicionais.

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Como deve ser feita a separação dos ambientes de desenvolvimento, teste e operação?

Quais as diretrizes para os registros de eventos na implementação da proteção de DP em nuvem pública?

Quais são as políticas e procedimentos para transferência de informações?

O que deve ser feito para a gestão de incidentes de segurança da informação?

Os provedores de serviços em nuvem que tratam dados pessoais (DP) sob contrato com seus clientes têm que operar seus serviços de forma a permitir que ambas as partes atendam aos requisitos da legislação e aos regulamentos aplicáveis que abrangem a proteção de DP. Os requisitos e a forma como os requisitos são divididos entre o provedor de serviços em nuvem e seus clientes variam de acordo com a jurisdição legal e de acordo com os termos do contrato entre o provedor de serviços em nuvem e o cliente.

A legislação que regula como os DP podem ser tratados (ou seja, coletados, utilizados, transferidos e descartados) é algumas vezes referida como legislação de proteção de dados. Os DP são algumas vezes referidos como dados pessoais ou informações pessoais. As obrigações que incidem sobre um operador de DP variam de jurisdição para jurisdição, sendo um desafio para as empresas que fornecem serviços de computação em nuvem os operarem multinacionalmente.

Um provedor de serviços em nuvem pública é um operador de DP quando ele trata DP de acordo com as instruções de um cliente que utiliza serviços em nuvem. O cliente que utiliza serviços em nuvem, que tem o relacionamento contratual com o operador de DP em nuvem pública, pode variar de uma pessoa física, um titular de DP, tratando sua própria DP na nuvem, até uma organização, um controlador de DP, que trata o DP relativo a muitos titulares de DP.

O cliente que utiliza serviços em nuvem pode autorizar um ou mais usuários para serviço em nuvem associados a ele a utilizar os serviços disponibilizados sob seu contrato com o operador de DP em nuvem pública. Observar que o cliente que utiliza serviços em nuvem tem autoridade sobre o tratamento e uso dos dados.

Um cliente que utiliza serviços em nuvem, que também é um controlador de DP, pode estar sujeito a um conjunto mais amplo de obrigações que regulam a proteção de DP do que o operador de DP em nuvem pública. A manutenção da distinção entre o controlador de DP e o operador de DP depende de o operador de DP em nuvem pública não ter objetivos de tratamento de dados diferentes dos estabelecidos pelo cliente que utiliza serviços em nuvem em relação ao DP que ele trata e às operações necessárias para atingir os objetivos do cliente que utiliza serviços em nuvem.

Quando o operador de DP em nuvem pública estiver tratando de dados da conta do cliente que utiliza serviços em nuvem, ele pode estar atuando como um controlador de DP para esta finalidade. Este documento não abrange esta atividade. A intenção deste documento, quando utilizado em conjunto com os objetivos e controles de segurança da informação descritos na NBR ISO/IEC 27002, é criar um conjunto comum de categorias e controles de segurança que possam ser implementados por um provedor de serviços de computação em nuvem pública que atua como um operador de DP.

Este documento tem os seguintes objetivos: auxiliar o provedor de serviços em nuvem pública a atender às obrigações aplicáveis ao atuar como um operador de DP, se estas obrigações incidirem sobre o operador de DP diretamente ou por contrato; permitir que o operador de DP em nuvem pública seja transparente em assuntos relevantes, de modo que os clientes possam selecionar serviços de tratamento de DP baseados em nuvem bem controlados; auxiliar o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública a realizarem um acordo contratual; prover aos clientes que utilizam serviços em nuvem um mecanismo para o exercício de direitos e responsabilidades de auditoria e conformidade, nos casos em que auditorias individuais do cliente que utiliza serviços em nuvem de dados hospedados em um ambiente de servidor virtualizado (nuvem) com várias partes possam ser impraticáveis tecnicamente e possam aumentar os riscos a estes controles de segurança de rede física e lógica no local.

Este documento pode auxiliar ao prover uma estrutura de conformidade comum para os provedores de serviços em nuvem pública, especialmente aqueles que operam em um mercado multinacional. Ele é projetado para que as organizações o utilizem como uma referência para selecionar controles de proteção de DP dentro do processo de implementação de um sistema de gestão de segurança da informação de computação em nuvem, com base na NBR ISO/IEC 27001, ou como documento de orientação para implementação de controles de proteção de DP comumente aceitos por organizações que atuam como operadores de DP em nuvem pública.

Em particular, este documento foi baseado na NBR ISO/IEC 27002, levando em consideração o (s) ambiente (s) de risco específico (s) decorrente (s) dos requisitos de proteção de DP que podem ser aplicados aos provedores de serviços de computação em nuvem pública que atuam como operadores de DP. Normalmente, uma organização que implementa a NBR ISO/IEC 27001 está protegendo seus próprios ativos de informação.

Entretanto, no contexto dos requisitos de proteção de DP para um provedor de serviços em nuvem pública que atua como um operador de DP, a organização está protegendo os ativos de informação que são confiados a ela pelos seus clientes. A implementação dos controles da NBR ISO/IEC 27002 pelo operador de DP em nuvem pública é adequada para esta finalidade e necessária.

Este documento incrementa os controles da NBR ISO/IEC 27002 para acomodar a natureza distribuída do risco e a existência de uma relação contratual entre o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública. Este documento incrementa os controles da NBR ISO/IEC 27002 de duas maneiras: as diretrizes para implementação aplicáveis à proteção de DP em nuvem pública são providas para determinados controles existentes na NBR ISO/IEC 27002; e o Anexo A que fornece um conjunto de controles adicionais e diretrizes associadas, destinados a tratar dos requisitos de proteção de DP em nuvem pública não abordados pelo conjunto de controle existente na NBR ISO/IEC 27002.

A maioria dos controles e diretrizes deste documento também se aplicará a um controlador de DP. Entretanto, o controlador de DP, na maioria dos casos, estará sujeito às obrigações adicionais não especificadas neste documento. É essencial que uma organização identifique seus requisitos para a proteção de DP.

Existem três fontes principais de requisitos, conforme descrito a seguir. Os requisitos legais, estatutários, regulatórios e contratuais, em que uma fonte é representada pelos requisitos e obrigações legais, estatutários, regulatórios e contratuais que uma organização, seus parceiros comerciais, contratados e provedores de serviços têm que atender, e suas responsabilidades socioculturais e seu ambiente operacional.

Convém observar se a legislação, regulamentos e cláusulas contratuais realizados pelo operador de DP podem requerer a seleção de controles específicos e também podem necessitar de critérios específicos para a implementação destes controles. Estes requisitos podem variar de uma jurisdição para outra.

Os riscos que são outras fontes derivadas da avaliação de riscos à organização associados aos DP, levando em consideração a estratégia e os objetivos globais de negócio da organização. Por meio de uma avaliação de riscos, as ameaças são identificadas, a vulnerabilidade e a probabilidade de ocorrência são avaliadas e o impacto potencial é estimado.

A NBR ISO/IEC 27005 fornece as diretrizes sobre a gestão de riscos na segurança da informação, incluindo recomendações sobre a avaliação do risco, aceitação do risco, comunicação do risco, monitoramento do risco e análise crítica do risco. A NBR ISO/IEC 29134 fornece diretrizes sobre a avaliação do impacto de privacidade.

Quanto às políticas corporativas, enquanto muitos aspectos abrangidos por uma política corporativa são derivados de obrigações legais e socioculturais, uma organização também pode escolher, voluntariamente, ir além dos critérios que são derivados dos requisitos legais. Os controles podem ser selecionados deste documento (que inclui, por referência, os controles da NBR ISO/IEC 27002, criando um conjunto combinado de controle de referência para o setor ou aplicação especificado pelo escopo).

Se requerido, os controles também podem ser selecionados de outros conjuntos de controle, ou novos controles podem ser projetados para atender a necessidades específicas, conforme apropriado. Um serviço de tratamento de DP fornecido por um operador de DP em nuvem pública pode ser considerado uma aplicação de computação em nuvem em vez de um setor por si só. Entretanto, o termo específicos do setor é utilizado neste documento, uma vez que este é o termo convencional utilizado em outras normas da série ISO/IEC 27000.

A seleção de controles depende de decisões organizacionais com base nos critérios para aceitação do risco, nas opções para tratamento do risco e na abordagem geral da gestão de riscos aplicada à organização, e de acordos contratuais, de seus clientes e de seus fornecedores. A seleção de controles também está sujeita aos regulamentos e legislações nacionais e internacionais pertinentes.

Quando os controles neste documento não forem selecionados, é necessário que esta informação seja documentada, com justificativa pela omissão. Além disso, a seleção e a implementação de controles dependem da função real do provedor de nuvem pública no contexto de toda a arquitetura de referência de computação em nuvem (ver ISO/IEC 17789). Muitas organizações diferentes podem ser envolvidas no fornecimento de serviços de infraestrutura e de aplicação em um ambiente de computação em nuvem.

Em algumas circunstâncias, os controles selecionados podem ser exclusivos para uma categoria de serviço específica da arquitetura de referência de computação em nuvem. Em outros casos, pode haver funções compartilhadas na implementação de controles de segurança. Os acordos contratuais precisam especificar claramente as responsabilidades de proteção de DP de todas as organizações envolvidas em prover ou utilizar os serviços em nuvem, incluindo o operador de DP em nuvem pública, seus subcontratados e o cliente que utiliza serviços em nuvem.

Os controles neste documento podem ser considerados princípios de diretrizes e aplicáveis à maioria das organizações. Eles são explicados com mais detalhes a seguir, juntamente com as diretrizes para implementação. A implementação pode ser simplificada se os requisitos para a proteção de DP tiverem sido considerados no projeto do sistema de informações, serviços e operações do operador de DP em nuvem pública. Esta consideração é um elemento do conceito que é muitas vezes denominado Privacidade por Projeto.

Este documento pode ser considerado um ponto de partida para o desenvolvimento de diretrizes de proteção de DP. É possível que nem todos os controles e diretrizes contidos neste código de prática sejam aplicáveis. Além disso, controles e diretrizes adicionais não incluídos neste documento podem ser requeridos.

Quando documentos forem desenvolvidos contendo diretrizes ou controles adicionais, pode ser útil incluir referências cruzadas às Seções deste documento, quando aplicável, para facilitar a verificação da conformidade por auditores e parceiros de negócio. Os DP têm um ciclo de vida natural, desde a sua criação e origem, armazenamento, tratamento, uso e transmissão, até a sua eventual destruição ou obsolescência.

Os riscos aos DP podem variar durante o seu tempo de vida, porém a proteção de DP permanece importante em algumas etapas de todos os estágios. Os requisitos de proteção de DP precisam ser levados em consideração quando os sistemas de informações existentes e novos forem gerenciados por meio do seu ciclo de vida. Este documento possui uma estrutura similar à da NBR ISO/IEC 27002.

Nos casos em que os objetivos e controles especificados na NBR ISO/IEC 27002 são aplicáveis sem a necessidade de quaisquer informações adicionais, somente uma referência à NBR ISO/IEC 27002 é fornecida. Controles adicionais e diretrizes para implementação associadas, aplicáveis à proteção de DP para provedores de serviços de computação em nuvem, são descritos no Anexo A.

Nos casos em que os controles necessitam de orientações adicionais aplicáveis à proteção de DP para provedores de serviços de computação em nuvem, isto é provido sob o título Orientações para implementação da proteção de DP em nuvem pública. Em alguns casos, outras informações relevantes que incrementem as orientações adicionais são fornecidas, sob o título outras informações para proteção de DP em nuvem pública.

Conforme mostrado na tabela abaixo, estas orientações e informações específicas do setor estão incluídas nas categorias especificadas na NBR ISO/IEC 27002. Os números das Seções, que foram alinhados com os números das Seções correspondentes na NBR ISO/IEC 27002, estão indicados na tabela abaixo. Este documento deve ser utilizado em conjunto com a NBR ISO/IEC 27001, e os controles adicionais especificados no Anexo A devem ser considerados para adoção como parte do processo de implementação de um sistema de gestão de segurança da informação baseado na NBR ISO/IEC 27001.

De acordo com a NBR ISO/IEC 27002, cada categoria de controle principal contém: um objetivo do controle, declarando o que é para ser alcançado; e um ou mais controles que podem ser aplicados para alcançar o objetivo do controle. As descrições do controle estão estruturadas conforme o descrito a seguir.

O controle estabelece a declaração de controle específica para atender ao objetivo do controle. As diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública proveem informações mais detalhadas para apoiar a implementação do controle e atender aos objetivos do controle. As diretrizes podem não ser totalmente adequadas ou suficientes em todas as situações e podem não atender aos requisitos específicos de controle da organização. Os controles alternativos ou adicionais, ou outras formas de tratamento de risco (evitando, transferindo ou aceitando riscos) podem, portanto, ser apropriados.

Outras informações para proteção de DP em nuvem pública proveem informações adicionais que podem ser consideradas, como considerações legais e referências a outras normas. O controle e as diretrizes para implementação associadas e outras informações especificadas na NBR ISO/IEC 27002 são aplicáveis. As seguintes diretrizes específicas do setor também são aplicáveis.

Para as diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública, convém que as políticas de segurança da informação sejam incrementadas por uma declaração referente ao suporte e comprometimento em atingir o compliance com a legislação e os termos contratuais de proteção de DP aplicáveis acordados entre o operador de DP em nuvem pública e seus clientes (clientes que utilizam serviços em nuvem).

Convém que os acordos contratuais atribuam claramente as responsabilidades entre o operador de DP em nuvem pública, seus subcontratados e o cliente que utiliza serviços em nuvem, levando em consideração o tipo de serviço em nuvem em questão (por exemplo, um serviço de uma categoria IaaS, PaaS ou SaaS da arquitetura de referência de computação em nuvem).

Por exemplo, a atribuição de responsabilidade pelos controles da camada de aplicação pode diferir, dependendo se o operador de DP em nuvem pública está fornecendo um serviço de SaaS ou, em vez disso, está fornecendo um serviço de PaaS ou IaaS sobre o qual o cliente que utiliza serviços em nuvem pode construir ou estender em camadas suas próprias aplicações. Em algumas jurisdições, o operador de DP em nuvem pública está diretamente sujeito à legislação de proteção de DP.

Em outros locais, a legislação de proteção de DP é aplicável somente ao controlador de DP. Um mecanismo para assegurar que o operador de DP em nuvem pública está obrigado a apoiar e gerenciar o compliance é provido pelo contrato entre o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública.

O contrato pode requerer conformidade com auditoria independente, aceitável ao cliente que utiliza serviços em nuvem, por exemplo, por meio da implementação dos controles pertinentes neste documento e na NBR ISO/IEC 27002. Para as diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública, convém que medidas sejam implementadas para conscientizar os funcionários da organização, quando pertinente, sobre as possíveis consequências ao operador de DP em nuvem pública (por exemplo, consequências legais, perda de negócio e danos à marca ou de reputação), ao membro da equipe (por exemplo, consequências disciplinares) e ao titular de DP (por exemplo, consequências físicas, materiais e emocionais) na violação das regras e procedimentos de privacidade ou de segurança, especialmente aqueles que tratam da manipulação de DP.

Para as outras informações para proteção de DP em nuvem pública, em algumas jurisdições, o operador de DP em nuvem pública pode estar sujeito a sanções legais, incluindo multas substanciais diretamente da autoridade local de proteção de DP. Em outras jurisdições, convém que o uso de normas como este documento, na preparação do contrato entre o operador de DP em nuvem pública e o cliente que utiliza serviços em nuvem, auxilie a estabelecer uma base para sanções contratuais por violação de regras e procedimentos de segurança.

No contexto das categorias de serviço da arquitetura de referência de computação em nuvem, o cliente que utiliza serviços em nuvem pode ser responsável por alguns ou todos os aspectos do gerenciamento de acesso para usuários que utilizam serviços em nuvem sob seu controle. Quando apropriado, convém que o operador de DP em nuvem pública permita que o cliente que utiliza serviços em nuvem gerencie o acesso dos usuários sob seu controle, por exemplo, fornecendo direitos administrativos para gerenciar ou encerrar o acesso.

Convém que os procedimentos para registro e cancelamento do usuário tratem a situação quando o controle de acesso do usuário estiver comprometido, como a corrupção ou o comprometimento de senhas ou outros dados de registro do usuário (por exemplo, como resultado de uma divulgação involuntária). As jurisdições individuais podem impor requisitos específicos relativos à frequência de verificações para credenciais de autenticação não utilizadas.

Convém que as organizações que operam nessas jurisdições assegurem que elas atendam a estes requisitos. Convém que o operador de DP em nuvem pública forneça informações ao cliente que utiliza serviços em nuvem referentes às circunstâncias em que ele utiliza a criptografia para proteger os DP que ele trata.

Convém que o operador de DP em nuvem pública também forneça informações ao cliente que utiliza serviços em nuvem sobre quaisquer capacidades que ele fornece que possam auxiliar o cliente que utiliza serviços em nuvem a aplicar sua própria proteção criptográfica. Em algumas jurisdições, pode ser requerido aplicar a criptografia para proteger tipos específicos de DP, como dados de saúde relativos a um titular de DP, números de registro de residentes, números de passaporte e números de licença de motorista.

Os interruptores para sistemas eletrônicos residenciais e de edificações

Deve-se entender os parâmetros dos interruptores HBES com tensão local que não exceda 250 V em corrente alternada e com corrente nominal inferior ou igual a 16 A, para instalações elétricas fixas domésticas e similares abrigadas ou ao tempo e para as unidades eletrônicas periféricas.

A NBR IEC 60669-2-5 de 03/2021 – Interruptores para instalações elétricas fixas domésticas e similares – Parte 2-5: Requisitos particulares – Interruptores e acessórios para utilização em sistemas eletrônicos residenciais e de edificações (HBES) é aplicável aos interruptores HBES com tensão local que não exceda 250 V em corrente alternada e com corrente nominal inferior ou igual a 16 A, para instalações elétricas fixas domésticas e similares abrigadas ou ao tempo e para as unidades eletrônicas periféricas. Os requisitos são aplicáveis aos: interruptores HBES para o funcionamento dos circuitos de lâmpadas e para o comando da luminosidade das lâmpadas (variadores) ou da velocidade dos motores (por exemplo, aqueles dos ventiladores), bem como para outras utilizações (por exemplo, instalações de aquecimento); sensores, atuadores, tomadas com interruptores, unidades eletrônicas periféricas associadas, etc. Nessa norma, a palavra interruptor HBES é utilizada para descrever todos os tipos de produtos HBES, por exemplo, os interruptores, sensores, atuadores, tomadas com interruptores, unidades eletrônicas periféricas associadas, etc.

O funcionamento e o comando são realizados intencionalmente por uma pessoa, por intermédio de um atuador, de uma chave, de um cartão, etc., ou de uma superfície sensível ou de um elemento sensível ao toque, à proximidade, à rotação, a um fenômeno óptico, acústico, térmico; por meios físicos, por exemplo, luz, temperatura, umidade, tempo, velocidade do vento, presença de pessoas; por qualquer outra influência; e transmitido por um sinal eletrônico por vários meios, por exemplo, redes de alimentação elétrica, pares trançados, fibras ópticas, radiofrequências, infravermelho, etc.

Os interruptores HBES de acordo com esta norma são adequados para a utilização em temperaturas que normalmente não excedam a 25°C, mas que possam ocasionalmente atingir 35 °C. Essa parte também é aplicável às caixas de montagem para interruptores HBES, com exceção das caixas para os interruptores embutidos, que são abrangidas pela NBR IEC 60670-1. No seguinte país, as caixas para montagem embutida são abrangidas pela EN 60670-1 e na BS 4662: UK.

Os aspectos de segurança funcional dos interruptores HBES não são abrangidos por esta norma. Os requisitos de segurança funcional são tratados pelas normas correspondentes dos produtos comandados pelo HBES. Nos locais que apresentam condições especiais, por exemplo, uma temperatura mais elevada, podem ser necessárias construções especiais.

Essa norma não se destina a ser utilizada para os dispositivos que se enquadram no escopo da IEC 60730. Nessa parte, para qualquer referência à NBR IEC 60669-2-1, interruptores eletrônicos é substituído por interruptores HBES. No seguinte país, os interruptores HBES de acordo com esta norma são adequados para a utilização em temperaturas ambientes que normalmente não excedem 35°C, mas ocasionalmente atingem 40 °C: CN.

Um interruptor HBES é eletrônico e se destina a ser utilizado em um sistema HBES, utilizado para a comunicação bidirecional e projetado para estabelecer ou interromper e/ou comandar diretamente (por exemplo, um atuador) ou indiretamente (por exemplo, um sensor), a corrente em um ou mais circuitos elétricos. A comunicação pode ser realizada a partir de diferentes meios, por exemplo, os pares trançados (TP), a rede de alimentação elétrica (PL), os sinais infravermelhos (IR) e as radiofrequências (RF). Estabelecer ou interromper e/ou comandar diretamente significa que um atuador estabelece ou interrompe a corrente e/ou o comando da corrente.

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Quais são as distâncias de isolamento no ar mínimas com ensaio de verificação?

Qual é a distância de isolamento no ar e distância de escoamento externas entre unidades de aperto?

Como devem ser projetados os interruptores em relação à imunidade?

Quais são os valores de ensaio dos afundamentos de tensão e das interrupções curtas?

Como deve ser executado o ensaio de transitórios elétricos rápidos/salvas?

Em relação às marcações, adicionalmente, para os interruptores HBES com mecanismo(s) de contato classificados para mais de 20 000 ciclos de manobras, o número de ciclos deve ser indicado. Esta informação pode ser colocada no interruptor HBES e/ou na sua unidade de embalagem e/ou na sua folha de instruções que o acompanha.

Os sensores, os elementos de comando e os elementos eletrônicos periféricos associados que não controlam diretamente a carga e que são alimentados pela rede, não precisam ter as seguintes marcações: tensão nominal em volts; corrente nominal em ampères ou carga nominal em volt-ampères ou em watts; símbolo da natureza da alimentação. A instalação correta do produto deve ser fornecida nas instruções do fabricante.

Se os circuitos comutados não puderem ser utilizados nos circuitos SELV/PELV, as informações apropriadas devem ser fornecidas nas instruções do fabricante. Para a proteção contra os choques elétricos, as partes vivas dos circuitos SELV, PELV ou FELV devem ser eletricamente separadas entre elas assim como dos outros circuitos por uma separação simples ou uma separação de proteção, conforme indicado na Seção 23.

A tensão SELV/PELV é igual a no máximo 50 V em corrente alternada ou em corrente contínua, na ausência de uma falta ou em condição de primeira falta. O FELV é igual a no máximo 50 V em corrente alternada ou em corrente contínua, na ausência de falta.

Adicionalmente, se a tensão SELV/PELV for superior a 25 V em corrente alternada em condições secas ou 12 V em corrente alternada ou 30 V em corrente contínua em condições úmidas, a proteção contra os contatos diretos deve ser assegurada por: barreiras ou invólucros que asseguram pelo menos um grau de proteção IP2X ou IPXXB, ou — uma isolação capaz de suportar uma tensão de ensaio de 500 V em corrente alternada durante 1 min.

A corrente de toque dos interruptores HBES não pode ser superior a 0,5 mA eficaz (0,7 mA de pico), mesmo nas condições de primeira falta. A conformidade é verificada por inspeção e, se necessário, pelos ensaios de acordo com a IEC 60990. A corrente de toque na rede HBES a partir dos interruptores HBES alimentados pela rede de alimentação, ou pelas interfaces com outras redes, deve ser limitada a 0,25 mA eficazes. A conformidade é verificada por medição de acordo com a IEC 60990.

O ensaio não é aplicável aos interruptores HBES cujo circuito que deve ser conectado à rede HBES é conectado ao borne de terra de proteção ou funcional do interruptor HBES. Neste caso, a corrente de toque do interruptor HBES à rede é considerada nula. Quando for possível tocar na rede HBES durante a manutenção, o limite da soma da corrente de toque pode ser considerado de acordo com a IEC 60950-1.

Não é necessário que a capacidade de conexão dos bornes para os circuitos, diferentes daqueles do circuito de alimentação, tenham uma relação com a corrente nominal do interruptor HBES. Isso significa que estes bornes não tenham necessariamente a mesma capacidade de conexão que os bornes de alimentação do interruptor HBES.

Os bornes para condutores de seção inferior a 0,5 mm² devem atender aos requisitos da IEC 60999-1. Os bornes com parafusos de acordo com a NBR IEC 60998-2-1, podem ser utilizados. Considera-se que os bornes com parafuso de acordo com a NBR IEC 60998-2-1 atendem aos requisitos e ensaios, desde que sejam escolhidos de acordo com a tabela abaixo.

Os interruptores HBES que possuem tensões perigosas e os circuitos SELV/PELV devem fornecer uma isolação dupla ou uma isolação reforçada para a tensão nominal de isolamento e a tensão nominal de impulso suportável do ponto de vista externo (entre interruptores HBES e os outros circuitos externos do interruptor HBES) e do ponto de vista interno (entre os diferentes circuitos no interior do interruptor HBES). A Figura 201 a) (disponível na norma) aborda a parte SELV/PELV no interior dos interruptores HBES previstos para serem utilizados nas instalações SELV/PELV ou nas instalações da rede de alimentação quando a isolação básica das partes vivas dos circuitos de alimentação puder ser prevista.

A Figura 201 b) (disponível na norma) aborda a parte SELV/PELV no interior dos interruptores HBES para circuitos de alimentação monofásicos previstos para serem utilizados nas instalações onde as tensões perigosas aparecem (incluindo as instalações da rede de alimentação). Os interruptores HBES que possuem somente circuitos SELV/PELV devem fornecer uma isolação dupla ou uma isolação reforçada para a tensão nominal de isolamento e para a tensão nominal de impulso suportável (entre o circuito SELV/PELV do interruptor HBES) e os outros circuitos externos do interruptor HBES (ver Figura 201c na norma)) de acordo com o ambiente da rede de alimentação 230/400 V, a menos que a utilização em um ambiente diferente seja claramente visível, seja por marcação, uma folha de instruções ou meios similares (ver Figura 201d)).

Ao conectar um interruptor HBES baseado em circuitos SELV/PELV a uma rede baseada em circuitos SELV/PELV, a separação simples é requerida com base na tensão nominal de isolamento de 50 V e na tensão nominal de impulso suportável mais elevada dos circuitos. Um circuito do interruptor HBES SELV e um circuito da rede SELV de mesma tensão nominal de isolamento e de mesma tensão nominal de impulso suportável podem ser considerados como sendo o mesmo circuito e, portanto, nenhuma separação é necessária.

Um circuito do interruptor HBES PELV e um circuito da rede PELV de mesma tensão nominal de isolamento e de mesma tensão nominal de impulso suportável podem ser considerados como sendo o mesmo circuito e, portanto, nenhuma separação é necessária. A Figura 201 c) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados nas instalações onde as tensões perigosas aparecem (incluindo as instalações da rede de alimentação).

A Figura 201 d) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados somente nas instalações SELV/PELV. A Figura 201 e) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados nas instalações da rede de alimentação, onde a isolação básica das partes vivas da rede de alimentação pode ser prevista. Os circuitos SELV devem ser isolados dos circuitos FELV por separação simples (ver Figura 201 f). Os circuitos FELV devem ser isolados da rede de alimentação por pelo menos uma isolação básica (baseada em uma tensão de utilização igual à tensão da rede de alimentação) (ver Figura 201 f).

Não é requerido que os circuitos FELV sejam isolados dos outros circuitos FELV, exceto para fins funcionais. Não é requerido que os circuitos FELV sejam isolados do circuito de terra de proteção, exceto para fins funcionais. Os circuitos FELV devem ser isolados das partes metálicas acessíveis não aterradas por separação simples (baseada em uma tensão de utilização igual à tensão da rede de alimentação).

Se nenhum ensaio de verificação for realizado, as distâncias de isolamento no ar para a isolação básica devem ser dimensionadas como especificado na Tabela 203 na norma, considerando que a tensão de impulso suportável requerida é igual à tensão nominal de impulso suportável do interruptor HBES (conforme definido na Tabela 202 na norma). As distâncias de isolamento no ar por meio das aberturas dos invólucros em material isolante não podem ser inferiores àquelas relacionadas às condições de campo heterogêneas uma vez que as configurações não podem ser verificadas, o que pode influenciar de maneira adversa na homogeneidade do campo elétrico (IEC 60664-1:2007, 5.1.3.2).

A isolação dupla consiste em uma isolação básica e uma isolação suplementar. Cada uma deve ser dimensionada conforme especificado na Tabela 203 na norma, se nenhum ensaio de verificação for realizado. Para os interruptores HBES fornecidos com uma isolação dupla e se a isolação básica e suplementar não puderem ser ensaiadas separadamente, o sistema de isolação é considerado uma isolação reforçada. A conformidade é verificada pelas medições que consideram os valores do Anexo BB.

Os valores de distância de isolamento no ar (para uma tensão de impulso suportável requerida igual a 800 V) não podem ser inferiores aos valores indicados na Tabela 203 na norma. Os valores das distâncias de isolamento no ar (para uma tensão de impulso suportável requerida superior a 800 V) inferiores aos valores indicados na Tabela 203 podem ser utilizados: se as partes forem rígidas ou colocadas por moldagem ou se a construção for de maneira que é improvável que as distâncias sejam reduzidas durante a montagem, a conexão e a utilização normal, e se as distâncias de isolamento no ar não forem inferiores àquelas indicadas na Tabela 205.

Ao selecionar as distâncias de isolamento no ar de acordo com a Tabela 205, os requisitos da IEC 60664-1 em relação aos fatores de influência podem ser levados em consideração se as distâncias de isolamento no ar suportarem o ensaio dielétrico de tensão de impulso, de acordo com a IEC 60664-1. A conformidade é verificada pelo ensaio de tensão de impulso suportável seguinte. A tensão de ensaio é igual à tensão de impulso suportável requerida especificada na Tabela 202 corrigida na Tabela 204. O ensaio é realizado em um conjunto completo como em utilização normal.

Todos os condutores da parte FELV ou SELV são conectados juntos e todos os condutores da parte da alimentação são conectados juntos. Os interruptores HBES devem ser projetados para funcionar corretamente nas condições do ambiente eletromagnético nas quais são previstos a serem utilizados. Isto se aplica particularmente aos interruptores HBES destinados a serem conectados nos sistemas de alimentação elétrica de baixa tensão em corrente alternada, quando o projeto deve considerar as perturbações normais do sistema de alimentação elétrica, conforme definido pelos níveis de compatibilidade indicados na IEC 61000-2-2. Os ensaios são realizados com uma nova amostra.

Os ajustes de ensaio são descritos no Anexo CC para os interruptores HBES utilizando pares trançados. A utilização de software dedicado para fins de ensaios é permitida, desde que todas as funções significativas sejam exercidas. Para os interruptores HBES, o fabricante deve especificar todos os detalhes relacionados à carga.

Para os interruptores HBES utilizando RF (radiofrequência), os requisitos de RF correspondentes aplicáveis no país específico devem ser aplicados. Nos seguintes países, as normas ETSI EN 300 220-1, ETSI EN 300 220-2 e ETSI EN 301 489-3 são aplicáveis: todos os países CENELEC. Para a imunidade, os requisitos da NBR IEC 60669-2-1:2014 são aplicáveis adicionalmente a 26.2.

Para os interruptores HBES que utilizam as linhas PL (linha de alimentação), os requisitos de emissão aplicáveis no país específico devem ser aplicados. Nos seguintes países, a norma EN 50065-1 em complemento aos requisitos da EN 50065-2-2 ou da EN 50065-2-3, são aplicáveis: todos os países CENELEC. Para a imunidade, na ausência de normas nacionais, os requisitos da NBR IEC 60669-2-1:2014 são aplicáveis.

As distâncias seguras para os membros superiores e inferiores em máquinas

Deve-se entender os valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção.

A NBR ISO 13857 de 03/2021 – Segurança de máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores e inferiores estabelece valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção. Ele também fornece informações sobre distâncias, para impedir o livre acesso de membros inferiores (ver Anexo B).

Abrange pessoas de 14 anos ou mais (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 14 anos é aproximadamente 1.400 mm). Além disso, apenas para membros superiores, é fornecida informação para crianças maiores que 3 anos (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 3 anos é aproximadamente 900 mm), onde o acesso através de aberturas precisa ser abordado. Não é praticável especificar as distâncias de segurança para todas as pessoas. Portanto, os valores apresentados destinam-se a cobrir o 95° percentil da população.

Os dados para impedir o acesso de membros inferiores de crianças não são considerados. As distâncias se aplicam quando a redução suficiente do risco pode ser atingida somente pelo distanciamento. Como as distâncias de segurança dependem da medida, algumas pessoas de dimensões extremas ainda serão capazes de alcançar zonas de perigo mesmo quando os requisitos deste documento forem respeitados.

A conformidade com os requisitos deste documento impedirá o acesso à zona de risco. No entanto, o usuário deste documento é ciente de que a redução de risco requerida para todos os perigos não é obtida (por exemplo, perigos relacionados às emissões da máquina, como radiação ionizante, fontes de calor, ruído, poeira).

As seções que tratam de membros inferiores são aplicadas por si só quando o acesso pelos membros superiores à mesma zona de perigo não é previsível, de acordo com a avaliação de riscos. As distâncias de segurança são destinadas a proteger aquelas pessoas que tentam alcançar zonas de perigo sob as condições especificadas.

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Qual é o alcance ao redor com limitação de movimento?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 14 anos ou mais?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 3 anos de idade ou mais?

Quais os passos que devem ser executados em aberturas com forma irregular?

A estrutura das normas de segurança no campo de máquinas está descrita a seguir. As normas do tipo A (normas fundamentais de segurança) definem com rigor os conceitos fundamentais, os princípios de concepção e os aspectos gerais válidos para todos os tipos de máquinas. As normas do tipo B (normas de segurança relativas a um grupo) tratam de um aspecto ou de um tipo de dispositivo condicionador de segurança, aplicáveis a uma gama extensa de máquinas

Elas pode ser normas do tipo B1 – sobre aspectos particulares de segurança (por exemplo, distância de segurança, temperatura de superfície, ruído), e normas do tipo B2 – sobre dispositivos condicionadores de segurança (por exemplo, comandos bimanuais, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis a pressão, proteções); as normas do tipo C (normas de segurança por categoria de máquinas) que fornecem prescrições detalhadas de segurança aplicáveis a uma máquina em particular ou a um grupo de máquinas.

Este documento é considerado do tipo B1, como indicado na NBR ISO 12100:2013. Ele é relevância, em particular, para os grupos de interesse que representam o mercado, no que diz respeito à segurança de máquinas: fabricantes de máquinas (pequenas, médias e grandes empresas); saúde e segurança (agências reguladoras, organizações de prevenção de acidentes, vigilâncias do mercado etc.).

Outros podem ser afetados pelo nível de segurança alcançado pelas máquinas por este documento pelos grupos acima mencionados: usuários de máquina/empregadores (pequenas, médias e grandes empresas); usuários de máquina/empregadores (por exemplo, sindicatos, organizações para pessoas com necessidades especiais); prestadores de serviço, por exemplo para manutenção (pequenas, médias e grandes empresas); consumidores (no caso de máquinas destinadas ao uso de consumidores de máquinas).

Os grupos mencionados anteriormente tiveram a possibilidade de participar do processo de elaboração deste documento. Adicionalmente, este documento é destinado aos organismos de normalização que elaboram normas tipo C. Os requisitos deste documento podem ser suplementados ou modificados por uma norma tipo C. Para máquinas cobertas pelo escopo de uma norma tipo C e que foram projetadas ou construídas de acordo com os requisitos deste documento, os requisitos da norma tipo C prevalecem. Quando as disposições de uma norma do tipo C forem diferentes das que são declaradas nas normas do tipo A ou tipo B, as disposições da norma do tipo C prevalecem sobre as disposições das outras normas para máquinas que foram projetadas e construídas de acordo com as disposições da norma do tipo C.

Um método de eliminação ou redução de riscos causados por máquinas é fazer uso das distâncias para impedir que as zonas de perigo sejam alcançadas pelos membros superiores e inferiores. Nas distâncias de segurança especificadas, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como as situações de alcance que ocorrem quando a máquina está em uso, as pesquisas confiáveis de dados antropométricos, levando em consideração os grupos de população como os encontrados nos países considerados, os fatores biomecânicos, como compressão e tracionamento de partes do corpo e limites de rotação das articulações, os aspectos técnicos e práticos, e as medidas adicionais para grupos particulares de pessoas (por exemplo, pessoas com necessidades especiais), as quais podem ser exigidas devido aos desvios das dimensões corporais especificadas.

As distâncias de segurança deste documento derivam das seguintes suposições: as estruturas de proteção e quaisquer aberturas nelas mantêm a sua forma e posição; as distâncias de segurança são medidas a partir da superfície que restringe o corpo ou a parte relevante do corpo; o corpo é forçado sobre estruturas de proteção ou através de aberturas, na tentativa de alcançar a zona de perigo; há contato com o plano de referência enquanto houver a utilização de sapatos (não está incluído o uso de sapatos de sola alta, escalada e salto); nenhuma ajuda, como cadeiras ou escadas, é usada para mudar o plano de referência; nenhuma ajuda, como hastes ou ferramentas, é usada para estender o alcance natural dos membros superiores.

As distâncias de segurança são determinadas, se o perigo a ser considerado tiver sido identificado como significativo (ver NBR ISO 12100:2013, 3.8). Todos os meios de acesso razoavelmente previsíveis devem ser levados em conta. Quando a possibilidade de acesso ou a variedade de zonas de risco exigir a aplicação de mais de uma tabela, todas as distâncias de segurança devem ser levadas em consideração.

Quando mais de uma distância de segurança é determinada para o mesmo meio de acesso, deve ser aplicada a maior distância de segurança. Algumas distâncias de segurança se aplicam-se às pessoas que tentam alcançar uma zona de perigo com os membros inferiores através de aberturas.

Antes de selecionar uma distância de segurança adequada em caso de alcance superior ou alcance sobre estruturas de proteção, é necessário considerar a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência deste dano causado pelo perigo. No caso de alcance superior, o valor mais alto deve ser aplicado. Em caso de alcance sobre estruturas de proteção, os valores da tabela abaixo devem ser aplicados.

O valor mais baixo, conforme a tabela abaixo, pode ser aplicado onde a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas (ver NBR ISO 12100: 2013, 5.5.2.3). A probabilidade de ocorrência do dano pode ser assumida como baixa com, por exemplo, movimentos lentos que permitam que a pessoa escape do movimento perigoso.

A gravidade do dano pode ser considerada baixa nas seguintes situações: quando a temperatura e a duração do contato com superfícies quentes estiverem abaixo do valor necessário para causar uma queimadura (para valores de limiar de queimadura, ver ISO 13732-1); para perigos que não causem danos permanentes ou danos irreversíveis ao corpo, como, por exemplo, hematomas, contusões leves ou quebra de partes do corpo que crescem novamente, como unhas.

Mais orientações sobre estimativa de risco são dadas na ISO/TR 14121-2:2018, Seção 6. A Figura 1 na norma mostra a distância de segurança para alcance superior vertical. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.700 mm ou maior. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.500 mm ou maior, onde a severidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas. A Figura 2 na norma mostra o alcance sobre uma estrutura de proteção.

Os valores indicados nas tabelas abaixo devem ser utilizados para determinar a (s) dimensão (ões) correspondente (s) da altura da zona de perigo, a altura das estruturas de proteção e a distância de segurança horizontal à zona de perigo. Quando valores conhecidos de hh, hps ou sh estiverem entre dois valores, a maior distância de segurança ou estrutura de proteção mais alta ou a mudança na altura (maior ou menor) da zona de perigo deve ser usada. Consequentemente, não pode haver interpolação dos valores dados.

A tabela abaixo pode ser usada quando a gravidade da lesão for leve e houver uma baixa probabilidade de ocorrência de lesão. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de risco, a altura da estrutura de proteção e a distância de segurança horizontal. A tabela abaixo deve ser usada quando a tabela acima 1 não for aplicável. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de perigo, a altura da estrutura da proteção e a distância de segurança horizontal.

Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento não podem ser aplicadas. Em tais casos, recomenda-se que exista, pelo menos, estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores. Para este método, os valores dados no Anexo B podem ser usados.

As estruturas de proteção em forma de fendas com aberturas de e > 180 mm e aberturas quadradas ou circulares com e > 240 mm (ver 4.2.4.1) não podem ser utilizadas sem medidas de segurança adicionais, uma vez que permitirão o acesso de todo o corpo. As estruturas de proteção menores que 1.400 mm de altura, de acordo com a tabela acima, não podem ser usadas sem medidas de segurança adicionais.

A consideração do acesso de corpo inteiro, seja ao escalar ou ao agachar-se sob estruturas de proteção, é indispensável para a aplicação deste documento. Exemplos também podem ser encontrados na ISO/TR 20218-2. Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento podem não ser aplicadas.

Nesses casos, convém que pelo menos estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores sejam usadas. Para este método, os valores indicados neste Anexo podem ser utilizados. Uma estrutura de proteção adicional pode ser usada para restringir o movimento livre dos membros inferiores sob estruturas de proteção existentes.

Para este método, as distâncias dadas no Anexo B se referem à altura do solo ou plano de referência à estrutura de proteção. Este método fornece proteção limitada. Em muitos casos, outros métodos serão mais apropriados. Não convém que a distância, h, do plano de referência às estruturas de proteção exceda 180 mm.

IEC 60794-1-2: os procedimentos para o ensaio de cabo ótico

Essa norma, publicada pela International Electrotechnical Commission (IEC) em 2021, aplica-se a cabos de fibra óptica para uso com equipamentos e dispositivos de telecomunicações que empregam técnicas semelhantes e a cabos que possuem uma combinação de fibras ópticas e condutores elétricos. Um objetivo deste documento é definir os requisitos gerais e orientação de metodologia aplicável a todos os métodos de ensaio de cabo da IEC 60794-1 (todas as partes).

A IEC 60794-1-2:2021 – Optical fibre cables – Part 1-2: Generic specification – Basic optical cable test procedures – General guidance aplica-se a cabos de fibra óptica para uso com equipamentos e dispositivos de telecomunicações que empregam técnicas semelhantes e a cabos que possuem uma combinação de fibras ópticas e condutores elétricos. Um objetivo deste documento é definir os requisitos gerais e orientação de metodologia aplicável a todos os métodos de ensaio de cabo da IEC 60794-1 (todas as partes).

Um segundo objetivo deste documento é fornecer ao usuário final uma visão geral dos diferentes métodos de ensaio contidos nas diferentes partes da série IEC 60794-1, numerada -Xnn. A tabela abaixo mostra as diferentes partes.

Esta quinta edição cancela e substitui a quarta edição publicada em 2017. Esta edição constitui uma revisão técnica. Esta edição inclui a seguinte mudança técnica significativa em relação à edição anterior: a adição de tabelas de referência cruzada listando os novos números de método de ensaio e os números de método de ensaio anteriores.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………. 3

INTRODUÇÃO……………… 5

1 Escopo……………………. 6

2 Referências normativas……. ….. 7

3 Termos e definições…….. …… 7

4 Orientação geral……… ……….. 7

4.1 Formato do procedimento de ensaio………………. 7

4.2 Condições atmosféricas padrão ………………….. 7

4.3 Símbolos e termos abreviados ……………………….. 8

4.4 Aspectos ambientais e de segurança…………………. 8

4.5 Calibração…………….. ………………… 8

4.5.1 Processo de calibração………….. 8

4.5.2 Avaliação de incertezas………………………. 8

4.6 Pré-condicionamento………………………… …… 9

4.7 Guia para amostragem de qualificação……………….. 9

4.8 Condições óticas de lançamento………………………. 9

4.9 Comprimentos de onda de ensaio óptico padrão………………. 9

Anexo A (informativo) Referências cruzadas entre os números dos métodos de ensaio novos e antigos ……….. 10

Bibliografia………………….. 16

Tabela 1 – Visão geral do documento ………………. … 6

Tabela 2 – Comprimentos de onda de ensaio óptico padrão……………… 9

Tabela 3 – Comprimentos de onda de ensaio óptico alternativo……………………… 9

Tabela A.1 – Série IEC 60794-1-1xx ………………….. 10

Tabela A.2 – Série IEC 60794-1-2xx…………………….. 11

Tabela A.3 – Série IEC 60794-1-3xx……………………… 12

Tabela A.4 – Série IEC 60794-1-4xx……………………. 12

Tabela A.5 – Números de método IEC 60794-1-21……….. 12

Tabela A.6 – Números do método IEC 60794-1-22…………. 14

Tabela A.7 – Números do método IEC 60794-1-23………….. 14

Tabela A.8 – Números de método IEC 60794-1-24………… 15

Esses documentos definem os procedimentos de teste a serem usados no estabelecimento de requisitos uniformes para as propriedades geométricas, de transmissão, de material, mecânicas, de envelhecimento (exposição ambiental) e climáticas de cabos de fibra óptica, e requisitos elétricos quando apropriado. Ao longo dos documentos, o termo cabo óptico também pode incluir unidades de fibra óptica, unidades de fibra de microduto, etc. O objetivo secundário deste documento é fornecer ao usuário final uma orientação útil ao testar cabos de fibra óptica.

Os dispositivos elétricos para a redução de ignição em atmosferas explosivas

Saiba quais são as orientações para os fabricantes de equipamentos em que os dispositivos elétricos de segurança são utilizados para a redução da possibilidade de fontes potenciais de ignição se tornarem efetivas em equipamentos “Ex” instalados em atmosferas explosivas.

A ABNT IEC/TS 60079-42 de 03/2021 – Atmosferas explosivas – Parte 42: Dispositivos elétricos de segurança para o controle de fontes potenciais de ignição de equipamentos “Ex”, na forma de uma especificação técnica, fornece orientações para os fabricantes de equipamentos em que os dispositivos elétricos de segurança são utilizados para a redução da possibilidade de fontes potenciais de ignição se tornarem efetivas em equipamentos “Ex”instalados em atmosferas explosivas. Os dispositivos elétricos de segurança desempenham uma função de segurança para o controle das fontes potenciais de ignição em equipamentos “Ex” elétricos ou não elétricos em atmosferas explosivas.

Este documento pode também ser aplicado a uma combinação de elementos que desempenham uma função de segurança. Por exemplo: sensores, sistemas lógicos e elementos finais de controle. Pode também ser utilizada para a avaliação de um dispositivo de segurança de forma independente, sem que este tenha sido projetado para um Equipamento “Ex” específico. Um dispositivo de segurança pode ser uma medida para atingir um EPL requerido do equipamento “Ex” com relação a uma fonte potencial de ignição. A combinação do dispositivo de segurança e o equipamento “Ex” pode então estar de acordo com as normas aplicáveis das Séries IEC 60079 e ISO 80079, com relação ao nível de proteção do equipamento (EPL – Equipment Protection Level).

Entretanto, um aumento do EPL do equipamento “Ex” simplesmente pela adição de um dispositivo de segurança não está no escopo deste documento. Ele não se aplica ao controle de equipamentos mecânicos, como válvulas de alívio de pressão, atuadores mecânicos e outros dispositivos mecânicos de segurança; à utilização de detecção de gás; aos equipamentos de controle para evitar a ocorrência de atmosferas explosivas, por exemplo, sistemas de inertização e ventilação; e à mitigação de uma explosão. Algumas fontes potenciais de ignição podem não ser controladas de forma prática por meio de dispositivos de segurança.

Nos casos de dispositivos elétricos de segurança para os quais o nível de integridade de segurança (SIL) for identificado sob outras partes da Série IEC 60079, este documento pode ser utilizado como uma referência para o atendimento do nível de integridade de segurança. Os dispositivos elétricos de segurança podem ser instalados como parte ou de forma separada do Equipamento “Ex” sob controle (Ex Equipment Under Control – EEUC) e pode estar localizado dentro ou fora da área classificada.

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Quais as orientações para a avaliação de um dispositivo de segurança simples?

Qual seria a solução para um equipamento “Ex” com uma temperatura de superfície controlada?

Qual é o dispositivo de segurança com base em corrente para proteção térmica de motores com tipo de proteção Ex eb?

Como executar a redução do risco por controle e mitigação de ignição, exemplo do elevador de canecas?

As funções de segurança devem operar antes de uma fonte potencial de ignição do EEUC se tornar efetiva. As funções de segurança devem, desta forma, ser consideradas operacionais em um modo de baixa demanda. A detecção de uma falha perigosa em um dispositivo de segurança (por meio de ensaios de diagnósticos, testes de campo ou por outros meios) deve resultar em uma ação especificada para atingir ou manter um estado de segurança do EEUC.

O dispositivo de segurança e o equipamento “Ex” devem ser avaliados para utilização como um conjunto, de acordo com as partes aplicáveis da Série IEC 60079 e com a ISO 80079, e devem possuir a devida marcação “Ex”. Se dispositivos de segurança foram instalados em uma área classificada, eles foram selecionados e instalados de acordo com a NBR IEC 60079-14.

Para atender a um EPL especificado, o equipamento “Ex” deve primeiramente ser protegido contra fontes potenciais de ignição por meio da aplicação de medidas ou tipos de proteção, de acordo com as Séries IEC 60079 e ISO 80079. Se uma fonte de ignição não puder ser evitada por estes meios, ela pode ser controlada pela utilização de um dispositivo de segurança adequado.

A avaliação do risco de ignição do equipamento “Ex” é iniciada pela avaliação das fontes potenciais de ignição, incluindo a avaliação das falhas relacionadas com o equipamento “Ex”. O equipamento “Ex” a ser controlado e os dispositivos de segurança devem primeiramente ser avaliados como uma combinação aplicável ao EPL.

Se os equipamentos “Ex” contiverem diversas fontes potenciais de ignição, o mesmo procedimento deve ser executado, para cada fonte de ignição, e os riscos de ignição devem ser mitigados por medidas apropriadas. Um dispositivo de segurança deve proporcionar um nível de integridade de segurança adequado com o fator de redução de risco para o equipamento “Ex”. Dispositivos de segurança devem proporcionar um fator mínimo de redução de risco (Risk Reduction Factor – RRF) para o equipamento “Ex”, de acordo com a tabela abaixo.

Um dispositivo de segurança não projetado para o equipamento específico a ser controlado pode ser avaliado de forma independente. A integridade de segurança e outros requisitos técnicos associados com o dispositivo de segurança, bem como as interfaces com o equipamento “Ex”, devem ser especificados pelo fabricante nas instruções do equipamento “Ex”.

A combinação do equipamento a ser controlado e do dispositivo de segurança associado é para ser considerada como Equipamento “Ex” (EEUC) e deve ser avaliada de acordo com a tabela acima. Um dispositivo de segurança deve ser especificado levando em consideração a fonte potencial de risco a ser controlada.

A função de segurança para o dispositivo de segurança deve ser determinada. O dispositivo de segurança deve ser projetado de forma a proporcionar a função de segurança de forma confiável dentro da faixa de condições de operação. Por exemplo, durante o comissionamento, a quantidade de parâmetros acessíveis deve ser minimizada e estes parâmetros devem ser bloqueados após a parametrização, por exemplo, por meio de senha, “jumps” ou chaves.

Os riscos de segurança cibernética e proteção contra interferência externa, por exemplo, EMC, devem ser considerados. Em caso de demanda, a função de proteção deve levar o EEUC a um estado seguro. O limite de ativação (máximo ou mínimo) dos parâmetros a serem controlados de forma a evitar a ignição deve ser especificado para o risco de ignição (por exemplo, a temperatura) nas instruções.

Todos os aspectos dos parâmetros aplicáveis de segurança (por exemplo, faixa de medição, precisão e tempo de resposta) devem ser levados em consideração. Se um fator de segurança for requerido na norma aplicável das Séries IEC 60079 ou ISO 80079, este fator de segurança deve ser também levado em consideração de forma adicional.

Um dispositivo de segurança pode ser considerado um dispositivo de segurança simples, se os componentes requeridos para atingir a função de segurança atenderem aos seguintes requisitos: os modos de falha de todos os componentes constituintes forem devidamente definidos; o comportamento dos elementos sob condições de falha puder ser completamente determinado; e se existirem dados confiáveis suficientes sobre falhas que mostrem que são atendidas as taxas de falhas indicadas para falhas perigosas detectadas e não detectadas. Exemplos de dispositivos simples são: uma chave básica com contatos discretos, como as chaves de nível operadas mecanicamente (float switch); sensores de proximidade; sensores do tipo PTC (Positive Temperature Coefficient); sensores térmicos do tipo PT 100 ou sensores bimetálicos.

Um dispositivo com controle por meio de software ou microprocessador pode não ser considerado um dispositivo de segurança simples. Um dispositivo de segurança simples pode não requerer uma avaliação completa. Esses dispositivos simples podem ser avaliados de acordo com a taxa de risco para a falha de seu hardware, em uma análise de efeitos dos modos de falha do tipo FMEA (Failure Modes, Effects Analysis) (ver Anexo A).

É recomendado que, adicionalmente, uma avaliação sistemática da sua capacidade seja apresentada. Entretanto, se a capacidade sistemática não for avaliada, a devida justificativa deve ser documentada. Estes dispositivos simples podem ser avaliados de acordo com a taxa de risco para a falha de seu hardware, em uma análise de efeitos dos modos de falha do tipo FMEA (Failure Modes, Effects Analysis) (ver Anexo A).

É recomendado que, adicionalmente, uma avaliação sistemática da sua capacidade seja apresentada. Entretanto, se a capacidade sistemática não for avaliada, a devida justificativa deve ser documentada. Dispositivos de segurança não cobertos em 6.3.1 devem ser considerados dispositivos de segurança complexos. O dispositivo de segurança deve ser projetado de forma a atender à norma aplicável de segurança funcional.

Os ensaios funcionais apropriados devem ser executados de forma a assegurar que a função de segurança irá operar corretamente dentro de toda a faixa especificada das condições operacionais e considerando também a faixa de tolerâncias de fabricação ou outros fatores que podem afetar o desempenho do sistema de segurança. O fabricante deve especificar nas instruções do produto todas as informações necessárias para que o usuário possa executar os ensaios funcionais de verificação de campo (proof tests).

Um intervalo de 12 meses para um ensaio de verificação de campo pode ser considerado uma prática comum em muitas aplicações. Uma marcação específica para os dispositivos de segurança não é requerida por este documento. Uma marcação específica para os dispositivos de segurança pode ser requerida por outras normas, incluindo a NBR IEC 60079-0. O EEUC é marcado de acordo com a NBR IEC 60079-0.

As instruções do fabricante para o usuário devem ser elaboradas na forma de um manual de segurança, o qual deve conter informações relacionadas com as partes aplicáveis das Séries IEC 60079 e ISO 80079, e outras informações necessárias para a utilização do sistema de segurança relacionado. Por exemplo, a descrição do dispositivo de segurança e das funções de segurança; os parâmetros de segurança aplicáveis, incluindo o RRF ou o nível de integridade de segurança (por exemplo, SIL – Safety Integrity Level) e taxas de falhas; as instruções de segurança aplicáveis para a instalação, calibração, colocação em serviço e operação; os valores nominais, incluindo tolerâncias para as características elétricas (tensão, corrente,

potência etc.); o tipo de proteção associado, se aplicável; o estado seguro e condição, quando desenergizado; a interface para o dispositivo de segurança; as condições ambientais e operacionais; os limites de ativação (por exemplo, limites elétricos, temperaturas); o tempo de resposta da função de segurança; o intervalo de ensaios de verificação de campo, com descrição detalhada do procedimento de ensaio, ou tempo de vida útil para os dispositivos de segurança simples, nos casos aplicáveis.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 151 | Ano 3 | 25 de Março 2021

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Edição 151 | Ano 3 | 25 de Março 2021
ISSN: 2595-3362
 

Confira os 12 artigos desta edição:

 

A determinação do coeficiente de permeabilidade em solos à carga variável

Deve-se entender as especificações e os métodos para a determinação do coeficiente de permeabilidade à carga variável, com a água percolando pelo solo em regime de escoamento laminar.

A NBR 14545 de 03/2021 – Solo – Determinação do coeficiente de permeabilidade de solos argilosos à carga variável especifica os métodos para determinação do coeficiente de permeabilidade à carga variável, com a água percolando pelo solo em regime de escoamento laminar. Aplica-se aos corpos de prova talhados ou moldados, obtidos, respectivamente, a partir de amostras indeformadas ou da compactação de amostras deformadas, com o coeficiente de permeabilidade menor que 10-3 cm/s (10-5 m/s) após o ensaio. Os materiais cujo coeficiente de permeabilidade seja superior a este valor podem ser ensaiados de acordo com a NBR 13292.

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Como devem ser as pedras porosas?

Como deve ser empregada a argila plástica?

O que é a água percolante?

Como deve ser feita a verificação das perdas de carga?

O ensaio de determinação do coeficiente de permeabilidade de solos argilosos à carga variável fundamenta-se na lei de Darcy, pressupondo, portanto, a existência de proporcionalidade direta entre as velocidades de percolação e os gradientes hidráulicos. Admite-se, adicionalmente, a continuidade do escoamento, sem variações de volume do solo, durante o ensaio, e a saturação total do corpo de prova.

Este ensaio para obtenção do coeficiente de permeabilidade pode ser realizado utilizando-se dois métodos: o método A e o método B. No método A, utiliza-se a contrapressão, o que assegura uma efetiva saturação do corpo de prova e, portanto, o seu uso é o mais recomendável, uma vez que o coeficiente de permeabilidade decresce com o aumento da quantidade de ar presente no material.

O método A também ocorre em um nível controlado de tensões efetivas. O método B é conduzido em condições sensivelmente menos controladas e é utilizado alternativamente, quando não se dispõe dos equipamentos requeridos pelo método A. Como o coeficiente de permeabilidade varia quando ocorrem variações do índice de vazios, os quais, por sua vez, são dependentes das tensões efetivas, o ensaio deve ser repetido para diferentes valores de tensões efetivas ou então deve ser realizado de acordo com a NBR 16853 para a obtenção da relação entre o coeficiente de permeabilidade e o índice de vazios.

Como aparelhagem para o método A, usa-se um sistema para aplicação e medição das cargas hidráulicas, constituído por um reservatório de água, bureta não necessariamente graduada – dotada de blindagem e proteção (tubo plástico transparente) – capaz de suportar as pressões aplicadas, tubos manométricos com mesmo diâmetro interno e com escala graduada em milímetros, mangueiras rígidas, conexões e válvulas, como indicado na figura abaixo.

Alternativamente, podem ser utilizadas células de pressão ou outros dispositivos de precisão adequada. A montagem do sistema deve ser tal que os espaços mortos sejam reduzidos ao mínimo e deve ainda permitir uma rápida e completa remoção das bolhas de ar eventualmente presentes nas linhas de fluxo.

O sistema de aplicação de contrapressão, por meio de ar comprimido, necessário para a saturação do corpo de prova. O sistema deve ser capaz de manter a contrapressão aplicada, durante toda a duração do ensaio, e deve ser dotado de dispositivo de leitura para a sua medição e controle. O sistema de medição da pressão neutra pode ser realizado por um sistema do tipo null indicator e manômetro ou por dispositivos eletrônicos de medição.

É necessário que essas medidas sejam efetuadas durante o processo de saturação do corpo de prova por contrapressão. O sistema para aplicação da pressão confinante ao corpo de prova, capaz de manter a pressão aplicada, durante toda a duração do ensaio, e dotado de dispositivo de leitura para a sua medição e controle.

A câmara do permeâmetro deve ser de tipo semelhante ao utilizado em ensaios de compressão triaxial, onde o corpo de prova, com pedras porosas em suas extremidades, fica envolto por uma membrana de borracha e sujeito às pressões controladas de água, como esquematicamente indicado na figura acima. O sistema pistão-deflectômetro deve permitir a monitoração da altura do corpo de prova, por exemplo, por meio de um sistema pistão/deflectômetro, do tipo utilizado em ensaios de compressão triaxial.

Este sistema deve ainda possibilitar a aplicação de cargas que compensem o empuxo atuante no pistão, em decorrência da aplicação das pressões confinantes. A extremidade inferior do pistão deve ser dotada de rosca, para que se possa conectá-lo fortemente ao cabeçote colocado no topo do corpo de prova. Para permeâmetros que não possibilitem a monitoração da altura do corpo de prova, não se aplicam algumas etapas de ensaio descritas, relativos à monitor ação mencionada.

A base e o cabeçote devem ser rígidos e impermeáveis, com a função de posicionar adequadamente o corpo de prova, auxiliar na sua vedação, servindo de apoio aos o’rings (anel de vedação de seção circular de material dúctil), além de atuar como elementos de passagem da água percolante pelo corpo de prova. Os diâmetros da base e do cabeçote devem ser iguais ao do corpo de prova. A base deve impedir os movimentos laterais ou a inclinação do corpo de prova, e a forma do cabeçote deve ser adequada para ajustar-se concentricamente ao pistão, ao qual ele deve ser conectado fortemente.

A membrana flexível deve envolver o corpo de prova, ser do tipo usado em ensaios de compressão triaxial e constituir-se em uma proteção adequada contra a fuga e a entrada de água. A membrana deve ser cuidadosamente inspecionada antes da sua utilização e, caso se constate a ocorrência de defeitos ou perfurações, ela deve ser descartada.

O diâmetro da membrana flexível deve estar compreendido entre 90% e 95% do diâmetro do corpo de prova. A vedação é completada com o’rings colocados na base e no cabeçote. O diâmetro interno dos o’rings, quando não tensionados, deve ser menor que 90% dos diâmetros da base e do cabeçote.

A aparelhagem para o método B deve incluir um sistema para aplicação e medição das cargas hidráulicas, constituído por uma bureta de vidro graduada em milímetros, formando, com o permeâmetro, o conjunto indicado na figura abaixo. No caso de a bureta ser graduada em volume, este deve ser correlacionado com o comprimento, de forma a possibilitar que as leituras efetuadas durante o ensaio sejam convertidas para cargas hidráulicas.

O permeâmetro deve ser constituído por um cilindro metálico com aproximadamente 15 cm de diâmetro e 13 cm de altura, acoplado a duas tampas, além de um recipiente com água onde o permeâmetro é parcialmente imerso durante o ensaio. A tampa inferior é dotada de um orifício que permite, na fase de saturação do corpo de prova, a entrada de água e, na fase de leituras, a sua saída.

A tampa superior é dotada de um orifício central que permite a saída de ar, durante a fase de saturação, e a entrada de água, na fase de leituras. A esse orifício é acoplada a bureta de vidro graduada, para medição das cargas hidráulicas. Na montagem do permeâmetro são empregados o’rings, anéis de borracha e tela metálica.

A medição das emissões evaporativas de combustível pelo veículo por perdas diurnas, durante o resfriamento e no abastecimento

Conheça um método de ensaio para a determinação das emissões evaporativas de combustível pelo veículo decorrentes de perdas diurnas, por permeação, durante o resfriamento e no seu abastecimento. É aplicável a veículos a gasolina, etanol, flex e multicombustível, dos tipos convencionais e híbridos não recarregáveis externamente que não possuam sistema de tanque pressurizado.

A NBR 16927 de 03/2021 – Veículos rodoviários automotores leves com motor de ignição por centelha – Medição de emissões evaporativas diurnas, no resfriamento do veículo e no abastecimento de combustível especifica um método de ensaio para a determinação das emissões evaporativas de combustível pelo veículo decorrentes de perdas diurnas, por permeação, durante o resfriamento e no seu abastecimento. É aplicável a veículos a gasolina, etanol, flex e multicombustível, dos tipos convencionais e híbridos não recarregáveis externamente que não possuam sistema de tanque pressurizado. Os resultados incluem compostos orgânicos oriundos ou não do combustível. Esta norma inclui ensaios para medição das emissões evaporativas e de abastecimento, um método para o cálculo dos fatores de deterioração das emissões e o critério para identificar e atribuir os resultados a veículos semelhantes.

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Como deve ser o equipamento para o abastecimento durante as medições de emissões evaporativas no ensaio de abastecimento?

Como deve ser realizada a determinação inicial e periódica das emissões de fundo da SHED?

Como deve ser feita a verificação da retenção de compostos orgânicos e calibração?

Como deve ser feita a calibração do analisador de hidrocarbonetos para medir etanol?

A determinação das emissões evaporativas decorrentes das variações diurnas de temperatura e do resfriamento do veículo é calculada a partir dos ensaios de 48 h (emissão diurna propriamente dita) e do ensaio de evaporação durante o resfriamento do veículo e representa a emissão evaporativa do veículo em uso durante um dia. O ensaio de emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível, correspondente ao volume de vapor saturado expulso pelo líquido administrado, pode ser combinado com os ensaios de emissão evaporativa e de escapamento, ou realizado independentemente, pois a preparação e o precondicionamento do veículo seguem a mesma sequência de operações.

A conformidade do veículo é assegurada quando comprovada para todos os limites de emissão ao mesmo tempo, sem qualquer ajuste intermediário nos processos de certificação, isto é, todos os sistemas de controle de emissões atuam da mesma maneira em todos os ensaios previstos nesta norma. O registro da pressão na SHED (câmara selada para coletar emissões evaporativas de um veículo – sealed housing for evaporative determination), durante todos os ensaios de emissão evaporativa, deve ser feito por um equipamento capaz de: tomar uma medida ao menos a cada minuto; ter exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio; ter resolução de medição de pressão de ± 0,1 pol. de água; ter sistema registrador (gravador e sensor) com exatidão de ± 1,0 pol. de água.

Um sistema de registro adequado deve ser empregado para registrar a temperatura ambiente da SHED durante todos os ensaios de emissão evaporativa, tomando pelo menos uma medida por minuto. O sistema deve ter exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio e uma resolução de medição de temperatura de ± 0,4 °C (0,75 °F).

O sistema registrador (gravador e sensor) deve ter exatidão de ± 1,7 °C (3°F). A SHED deve possuir pelo menos dois sensores de temperatura interligados para fornecer uma indicação média de temperatura ambiente, posicionados aproximadamente, na linha vertical de centro de cada uma das paredes laterais da SHED, avançando nominalmente de 75 mm a 300 mm (3,0 pol. a 12,0 pol.) e à altura de 0,9 m ± 0,2 m (3 ft ± 0,7 ft).

Para as medições diurnas, um sensor adicional de temperatura deve ser posicionado sob o veículo para obter uma medida representativa da temperatura do ar sob o tanque de combustível. No ensaio de emissão de abastecimento, além do sistema de registro de temperatura ambiente da SHED, registradores ou processadores de dados automático devem ser usados para registrar a temperatura ambiente da área de estabilização térmica e a temperatura do combustível abastecido durante o ensaio.

Os registradores de temperatura ou o processador de dados devem registrar cada temperatura pelo menos uma vez a cada 20 s (o registrador de temperatura ambiente da área de estabilização térmica pode ser um sistema de gravação contínua). O sistema deve ter uma exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio e uma resolução de medição de temperatura ± 0,42 °C (0,75 °F).

O abastecimento do combustível deve ser efetuado por aparelhagem que permita a medição de volume abastecido e o controle requerido de temperatura para o ensaio. Uma SHED com dimensões internas mínimas de 3 m de largura, 6 m de profundidade e 2,6 m de altura, ilustrada na figura abaixo, é conveniente para ensaiar qualquer veículo automotor leve, a SHED também pode ser projetada para acomodar diferentes tipos de veículos, desde que isso não venha a afetar o resultado do ensaio.

A SHED deve ser hermética. A superfície interna deve ser de material impermeável, não reativa e que não retenha hidrocarbonetos, etanol e vapores de combustível, recomendando-se alumínio, policarbonato ou aço inoxidável. Nas SHED de volume fixo, além das paredes rígidas, uma parede, porta, ou teto deve ser confeccionada parcialmente com filme flexível de fluoreto de polivinila (PFV), com aproximadamente 0,15 mm de espessura, a fim de constituir um painel de segurança contra ruptura e, também, para permitir que as mínimas variações de temperaturas dos gases contidos na SHED não provoquem significativa variação de pressão interna ou outra forma de controlar essas variações.

Deve haver um sistema de condicionamento de temperatura capaz de controlar a temperatura interna do ar da SHED para seguir o ciclo de temperatura versus tempo, prescrito conforme especificado na Tabela 1 (conferir na norma), dentro de uma tolerância instantânea de ± 1,7 °C (3°F) da temperatura nominal no perfil temporal ao longo do ensaio e uma tolerância média de 1,1 °C (2°F) ao longo da duração do ensaio (em que a média é calculada utilizando o valor absoluto de cada desvio medido). O sistema de controle deve ser ajustado para fornecer uma curva de temperatura suave que tenha um mínimo de tentativa, erro e instabilidade sobre o perfil de temperatura ambiente desejado a longo prazo.

As temperaturas da superfície interior não podem ser inferiores a 4,4 °C (40°F) ou superiores a 54,4 °C (130°F) em qualquer momento durante o ensaio de emissões diurnas. Para acomodar as alterações de volume devido às mudanças de temperatura da SHED, uma SHED de volume variável, ou mesmo de volume fixo, pode ser usada para ensaios de emissão diurna.

Nas SHED preparadas para medir emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível, o painel flexível ou outro sistema de alívio deve ser capaz de absorver também a variação de volume do ar decorrente do abastecimento de combustível durante o ensaio. Caso haja um sistema de alívio com descarga de ar, o fluxo de ar e a sua concentração de HC devem ser medidos e considerados nos cálculos dos resultados de emissão.

O sistema de alívio com descarga de ar deve ser capaz de medir a massa de vapores do combustível (compostos orgânicos voláteis – COV) nos fluxos de entrada e saída de ar com uma resolução de 0,01 g/h. Um sistema de amostragem por bolsa pode ser usado para coletar uma amostra proporcional do ar retirado e admitido no recinto. Alternativamente, as concentrações de COV nos fluxos de entrada e saída de ar podem ser continuamente medidas por um analisador FID (online) e integrado com as medições de vazão para fornecer um registro contínuo da remoção desses compostos orgânicos em massa.

As SHED para medir a emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível devem atender aos requisitos especificados nessa norma e serem dotadas de duas aberturas para o bico de abastecimento de combustível ao veículo, com uma luva flexível de material que não retenha compostos orgânicos voláteis contidos no combustível e hermeticamente acoplada ao tubo de abastecimento e às paredes da SHED de forma a permitir a passagem do combustível líquido e impedir a perda de ar do interior da SHED. Este dispositivo deve ser instalado próximo da janela e em duas posições que permitam alcançar o bocal de enchimento do veículo por um operador externo à SHED.

O combustível deve ser abastecido a partir de um condicionador localizado fora da SHED e somente o bico da bomba deve passar pela luva da SHED. A capacidade de vedação nas luvas deve ser assegurada com o bico de abastecimento inserido ou não. A SHED de volume variável se expande e contrai em resposta à mudança de temperatura do ar na SHED.

As mudanças internas de volume podem ser acomodadas por painéis móveis ou uma câmara impermeável dentro da SHED que expande e contrai em resposta a mudanças de pressão interna, trocando ar com o ambiente externo. Qualquer projeto deve ter capacidade de acomodar uma mudança de ±7% em relação ao seu volume nominal, limitar o diferencial entre a pressão interna da SHED e a pressão barométrica a um valor máximo de ± 51 mm (2,0 pol.) de coluna d’água e deve manter a integridade da SHED na faixa de temperatura especificada.

A SHED deve ter a possibilidade de travar em um volume fixo. O projeto da parede deve promover a dissipação máxima do calor e, se for usado o resfriamento artificial, as temperaturas da superfície interna não podem ser inferiores a 20 °C (68°F). A SHED de volume variável é adequada para o ensaio de 48 h para emissão evaporativa diurna, ensaio de emissão evaporativa durante o resfriamento do veículo e ensaio de emissão evaporativa durante seu abastecimento.

A SHED de volume fixo deve ter um mecanismo para manter um volume de ar interno fixo. Isso pode ser conseguido retirando-se ou acrescentando-se ar a uma taxa constante conforme necessário, em resposta às variações de temperatura. O ar adicionado deve ser filtrado com carvão ativado para fornecer um nível de COV relativamente baixo e constante.

Qualquer método de acomodação de volume deve manter o diferencial entre a pressão interna do gabinete e a pressão barométrica para um valor máximo de ± 51 mm (2,0 pol.) de coluna d’água. O sistema deve ser configurado para fornecer uma temperatura ambiente interna da SHED entre 20°C a 30°C durante as leituras de COV. A SHED de volume fixo é adequada para os ensaios de emissão evaporativa durante o resfriamento do veículo e durante seu abastecimento.

O detector de compostos orgânicos por ionização de chama (FID), conforme a NBR 6601, deve ser calibrado e verificado com propano para a medição de vapores de combustível no ambiente interno da SHED. Para a medição em veículos abastecidos com etanol, o detector e as linhas de amostragem devem ser aquecidos a 113°C ± 8°C (235°F ± 14°F) e a resposta do FID ao etanol deve ser determinada e aplicada à sua leitura.

O fluxo de retorno do instrumento pode voltar ao interior da SHED. O FID deve ter um tempo de resposta de 90% da leitura final de até 1,5 s. Alternativamente, pode ser utilizado linha de amostragem sem aquecimento desde que demonstrado que a linha não aquecida produz resultados equivalentes.

A amostra deve ser retirada da SHED através de um tubo de diâmetro interno apropriado, com uma sonda penetrando de 50 mm a 300 mm no interior da SHED através da parede, localizado no centro geométrico da parede oposta à porta, ou de uma das laterais, ou ainda abaixo do centro do teto interno. O tubo de retirada da amostra deve ser de aço inoxidável, ou de outro material similar, e tão curto quanto possível. Outro comprimento e localização da sonda podem ser utilizados, desde que seja demonstrada e comprovada a equivalência dos resultados.

A leitura do FID utilizado para medição de emissões evaporativas (hidrocarbonetos mais etanol ou apenas etanol, conforme apropriado) deve ser registrada pelo menos no início e no término do período de amostragem de cada ensaio de emissão evaporativa diurna, de resfriamento e de abastecimento. A gravação pode ser feita por meio de um registrador gráfico potenciométrico, por meio de um sistema de computador ou outro meio adequado.

Em qualquer caso, o sistema de gravação deve ter características operacionais (relação sinal-ruído, velocidade de resposta, etc.) equivalentes ou melhores que aquelas da fonte de sinal sendo gravada, e deve manter um registro dos resultados. Os resultados devem mostrar uma variação positiva do início à conclusão de cada ensaio de emissões (incluindo início e finalização do (s) período (s) de amostragem), em função do tempo decorrido durante cada ensaio.

Um ou mais ventiladores portáteis ou fixos devem ser usados para purgar a SHED. Os ventiladores devem ter capacidade volumétrica suficiente para reduzir a concentração de combustíveis na SHED, até o nível ambiente entre os ensaios. A capacidade real de fluxo depende do tempo disponível entre os ensaios.

Os ventiladores ou circuladores de ar devem ser usados para homogeneizar a concentração em todo interior da SHED. O fluxo de ar não pode ser dirigido diretamente ao veículo ensaiado. As entradas e saídas do (s) ventilador (es) ou circulador (es) de ar devem ser configuradas para fornecer um padrão de circulação bem disperso que misture o ar interno de forma eficaz e evite estratificação significativa da temperatura ou a de COV.

A manutenção de concentrações uniformes em toda a SHED é importante para a precisão dos ensaios. Para o ensaio de emissão diurna, os ventiladores e circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m³/min por metro cúbico de volume nominal da SHED para promover a homogeneização interna.

Os ventiladores adicionais podem ser usados para manter uma velocidade do ar mínima de 8 km/h (5 mph) sob o tanque de combustível do veículo de ensaio. Para o ensaio de emissão durante o resfriamento do veículo, os ventiladores e circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m3/min por metro cúbico de volume nominal da SHED. O ar circulado não pode ser direcionado diretamente para o veículo. Para o ensaio de emissões de abastecimento, os ventiladores e os circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m³/min por metro cúbico de volume nominal do SHED. O ar circulado não pode ser direcionado diretamente para o veículo.

As amostras de água destinadas aos ensaios de agressividade ao concreto

Essa série de normas estabelece os requisitos e os ensaios para a coleta e preservação de amostras de água destinadas aos ensaios de agressividade ao concreto.

A NBR 16937-1 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 1: Amostragem e preservação de água destinada aos ensaios de agressividade ao concreto estabelece os requisitos para a coleta e preservação de amostras de água destinadas aos ensaios de agressividade ao concreto. A NBR 16937-2 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 2: Determinação de amônio solúvel em água estabelece o método de ensaio para determinação da quantidade de íons amônio nas águas que possam estar em contato com elementos do concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade pela ação dos íons amônio.

A NBR 16937-3 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 3: Determinação de magnésio solúvel em água estabelece dois métodos de ensaio, sendo um de referência e o outro alternativo, para a determinação do teor de íons magnésio em águas que possam estar em contato com elementos do concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade pela ação de dissoluções ácidas. A NBR 16937-4 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 4: Determinação do resíduo sólido estabelece um método de ensaio para a determinação do resíduo sólido em água destinada ao amassamento e à cura de argamassas e concretos. Aplica-se, também, à determinação do resíduo sólido de água em contato com elementos do concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade por processos de lixiviação.

A NBR 16937-5 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 5: Determinação de dióxido de carbono (CO2) agressivo estabelece o método de ensaio para a determinação do anidrido carbônico (CO2) agressivo em águas que possam estar em contato com elementos de concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade pela ação do ácido carbônico (CO2). A NBR 16937-6 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 6: Determinação de sulfato solúvel em água estabelece o método de ensaio para a determinação do teor de íons sulfato em água, em contato com elementos de concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade pela formação de compostos expansivos causados pela ação dos íons sulfato. O método é igualmente aplicável à determinação do teor de íons sulfato em águas destinadas ao amassamento e à cura de argamassas e concretos. A NBR 16937-7 de 03/2021 – Águas agressivas – Durabilidade do concreto – Parte 7: Determinação do pH pelo método potenciométrico estabelece um método de ensaio para a determinação do pH em águas que possam estar em contato com elementos do concreto endurecido, a fim de avaliar o seu grau de agressividade pela ação de dissoluções ácidas.

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Como deve ser feito o transporte de amostra?

Quais os tipos de recipiente para as amostras?

Como deve ser feita a limpeza específica de frascos para análise química e físico-química?

Como deve ser executada a amostragem de águas de profundidade?

Como deve ser feita a preparação da amostra para ensaio para a determinação do resíduo sólido?

Qualquer que seja o parâmetro a ser determinado, devem ser observadas a representatividade da amostra, em que o programa de amostragem deve ser planejado em função dos objetivos do estudo proposto, com a escolha dos pontos e do número mínimo de amostras que representem o efluente ou o corpo de água em observação. Deve-se observar o emprego de técnicas adequadas para a coleta e a preservação das amostras que devem ser feitas com o uso de técnicas adequadas, sem o que os resultados podem não refletir as condições do momento em que a coleta foi realizada.

Observar o uso de pessoal habilitado, pois a coleta é parte integrante do processo analítico e com a sua execução contribuindo decisivamente para os resultados, sendo que a pessoa designada para a efetuar deve estar devidamente treinada sobre as técnicas de amostragem e preservação, medidas de segurança, manuseio dos equipamentos usados em campo, conhecimento da localização exata dos pontos de amostragem e registro de condições atípicas nos referidos locais.

Devem ser tomados cuidados com a estocagem, a manutenção e o transporte do material de coleta. Recomenda-se guardar todo o material necessário à coleta de amostras em lugar seguro e de fácil acesso, que possua uma série de elementos próprios a um almoxarifado e que seja capaz de acomodar todos os tipos de equipamentos, desde os mais simples até os que necessitam de cuidados especiais.

Sendo o material de coleta bastante diversificado, torna-se conveniente separá-lo de acordo com as suas características. Entretanto, é recomendável manter alguns dos equipamentos comuns a todo tipo de amostragem reunidos em um compartimento específico, para uso em caso de emergência.

O material de coleta deve receber manutenção periódica programada, para estar sempre apto ao uso. Considera-se manutenção desde a simples lavagem de um frasco até a revisão de um aparelho eletrônico, como, por exemplo: a limpeza, por dentro e por fora, dos amostradores de profundidade e de todos os equipamentos que têm contato direto com a amostra; o exame das cordas usadas em amostradores de profundidade, disco de Secchi e lastros, para verificar se as marcas que indicam a profundidade ainda estão corretas e visíveis.

Deve-se fazer a verificação das partes dos equipamentos suscetíveis à quebra, como nós, parafusos, roscas, conexões, plugues e torneiras dos amostradores de profundidade e a verificação das condições dos reagentes, da limpeza da vidraria e dos frascos de coletas e do nível dos líquidos das pipetas. Cuidado especial deve ser tomado no transporte da frascaria, equipamentos e reagentes, a fim de evitar, respectivamente, quebras, danos e derramamentos.

Para o transporte de reagentes e frascos de amostras vazios, recomenda-se utilizar uma caixa com engradado que permita o encaixe firme e seguro dos frascos. Equipamentos sensíveis devem ser mantidos em compartimentos revestidos para que o efeito das vibrações seja reduzido durante o transporte. Motores, caixas e outros equipamentos pesados devem ser fixados no interior do veículo, impedindo assim que deslizem ou vibrem.

A organização da coleta é fundamental e visa evitar prejuízos e riscos. Devem ser previstas as operações a seguir: localização dos pontos de amostragem e estabelecimento de um itinerário racional, levando em conta a disponibilidade do laboratório para execução das análises e dos prazos de preservação das amostras; para cada ponto deve ser preenchido um formulário de registro com um código de identificação próprio; o itinerário deve levar em conta os limites de tempo e de preservação das amostras, e a segurança do pessoal e dos equipamentos; verificação, no plano de amostragem, de eventuais características especiais dos pontos de amostragem, como riscos de manipulação das amostras, dificuldades de acesso e correnteza, a fim de que sejam utilizados procedimentos e equipamentos adequados.

As amostras líquidas devem ser estocadas em frascos resistentes, de vidro borossilicato ou de plástico, que sejam quimicamente inertes e propiciem uma perfeita vedação. Quando frascos plásticos forem utilizados, a tampa e o recipiente devem ser do mesmo tipo de material.

É aconselhável reunir em um mesmo frasco todas as porções de uma amostra necessária às determinações cujos métodos analíticos requeiram a mesma forma de preservação e frascos de mesmas características, analisados pelo mesmo laboratório. Os frascos plásticos são apresentados como alternativa para os frascos de vidro borossilicato em várias situações.

Eles são mais vantajosos por serem leves e resistentes à quebra. Os plásticos usuais são o polipropileno, policarbonato e polietileno. Os de polietileno apresentam menor rigidez que os de polipropileno e policarbonato. A utilização de materiais plásticos diferentes para a tampa e para o frasco pode determinar a ocorrência de vazamento.

Os equipamentos de coleta, de segurança e de medições em campo devem ser selecionados em função das amostragens requeridas e acondicionados adequadamente para garantir a sua integridade. As condições dos equipamentos devem ser verificadas para garantir a sua perfeita segurança e funcionalidade.

Os reagentes e vidraria, necessários à preservação das amostras e às análises em campo, devem ser selecionados em função das amostragens requeridas. Os frascos de reagentes devem ser acondicionados e tampados de forma segura, para prevenir possíveis contaminações, quebras ou derramamentos durante o transporte. É aconselhável dispor de uma lista de materiais e equipamentos necessários e verificar se estão reunidos em um único local. As operações de coleta, manuseio e preservação das amostras devem ser feitas conforme a tabela abaixo, com cuidado, para evitar a introdução de contaminantes.

Não se pode enviar ao laboratório, para análise química, porções da amostra que tenham sido utilizadas para determinações de campo. A parte interna dos frascos e das tampas não pode ser tocada com as mãos. Os recipientes para amostras devem permanecer abertos apenas durante o tempo necessário ao seu preenchimento e devem ser mantidos ao abrigo do sol.

O coletor deve estar com as mãos limpas e não pode fumar enquanto manuseia a amostra. Cada amostra (um ou mais frascos) deve ser acompanhada de um formulário de registro, contendo no mínimo as seguintes informações: código de identificação; identificação do ponto de amostragem e sua localização; procedência da amostra (efluente, rio, lago, etc.); data e hora da coleta; data e hora do recebimento da amostra pelo laboratório; nome do técnico responsável pela coleta da amostra; profundidade em que a amostra foi coletada; tipo de amostra (simples, composta ou integrada); condições climáticas no momento da coleta e no período imediatamente anterior (últimas 48 h); indicação do valor do pH em campo no momento da coleta, com fita indicadora de pH ou peagômetro portátil, quando solicitado pelo laboratório executor deste ensaio.

Deve-se incluir a indicação dos parâmetros a serem analisados no laboratório; um espaço para anotar observações sobre quaisquer ocorrências anormais relacionadas à amostragem, bem como quaisquer condições especiais que possam fornecer dados de importância para a interpretação dos resultados. Os formulários de registro devem acompanhar as amostras respectivas, quando enviadas ao laboratório para análise.

A amostra coletada deve ser identificada com uma codificação adequada nos frascos. A identificação pode ser feita diretamente sobre o frasco, com tinta insolúvel em água, ou com etiquetas firmemente fixadas. A transcrição da identificação do frasco para o formulário de registro deve ser feita com muito cuidado, para evitar trocas.

Todos os riscos potenciais envolvidos na execução da coleta devem ser avaliados, estabelecendo-se regras de segurança que preservem a integridade física do pessoal, evitando-se danos aos materiais, aos equipamentos e às amostras. Recomenda-se incluir, sempre que aplicável, alguns cuidados como regras de segurança.

Deve-se manter uma caixa de medicamentos de primeiros-socorros acompanhada de livreto explicativo; a equipe deve trabalhar sempre devidamente protegida, usando aventais, luvas, botas, capacetes e, em alguns casos, máscaras contra gases, ou outros equipamentos de segurança de acordo com as necessidades do serviço; os coletores, ao coletar em locais de difícil acesso, devem levar nas mãos apenas o material estritamente necessário, pois é comum o risco de quedas; o contato direto com a água deve ser, sempre que possível, evitado; cuidado especial com parapeitos e locais de apoio deve ser tomado ao içar coletores de profundidade; a coleta em pontes deve ser precedida da colocação de dispositivo de sinalização adequada, que proporcione proteção contra veículos em trânsito.

Igualmente, a coleta feita usando-se embarcações oferece riscos adicionais, motivo pelo qual recomenda-se obedecer às normas específicas de navegação; verificar as condições meteorológicas da região, nas viagens de longa duração; navegar sempre com no mínimo duas pessoas a bordo; usar sempre o colete salva-vidas; se um dos ocupantes não souber nadar, deve avisar previamente; não navegar em barco pequeno com tempo ruim; ao utilizar embarcação motorizada, testar o motor antes de sair, levando junto ferramentas para emergência; se utilizar equipamento pesado (guincho motorizado, draga), distribuir bem os ocupantes e o material no barco; ao utilizar guincho motorizado, acioná-lo lentamente, pois a draga pode prender-se em galhos ou mesmo no leito do corpo de água.

Os coletores devem estar alertados contra os riscos da manipulação de reagentes perigosos, como ácidos e bases concentradas. Sugere-se que o pessoal envolvido na coleta de amostra atenda complementarmente às diretrizes internas das áreas de segurança do trabalho das empresas a que está vinculado.

Para a determinação do resíduo sólido, deve-se levar em conta a secura, em uma cápsula, as substâncias solúveis dissolvidas em um volume de água previamente filtrada, pela evaporação e secagem em estufa a (110 ± 5) °C. O resíduo seco formado na cápsula é quantificado por determinação de sua massa. Na realização deste ensaio devem ser efetuadas duas determinações distintas com a mesma amostra.

As massas devem ser expressas em miligramas (mg), com exatidão de 0,000 5 g, e os volumes devem ser expressos em mililitros (mL), medidos em pipeta volumétrica. Os resultados dos ensaios, dados pela média de duas determinações, devem ser expressos em miligramas por litro (mg/L), em números inteiros.

Como aparelhagem, usar balança analítica com resolução de 0,0005 g, papel de filtro com textura fina (diâmetro médio de poro de cerca de 2 μm), ou seja, faixa azul, ou papel de filtração lenta, cápsula de platina, porcelana, béquer de vidro ou politetrafluoretileno (PTFE), com capacidade aproximada de 200 mL e estufa que possa ser regulada para a temperatura de (110 ± 5) °C.